quarta-feira, 30 de setembro de 2026

Coral da AMO reúne 200 vozes em apresentação...


Publicação compartilhada do site A8 SE., de 29 de setembro de 2026 

Coral da AMO reúne 200 vozes em apresentação que marca início do Outubro Rosa em Aracaju

A programação também terá um pocket show do músico Luiz Arnaldo, em formato de voz e violão

Portal A8SE e Assessoria

A Associação dos Amigos da Oncologia (AMO) realiza nesta quinta-feira (1º) a abertura da campanha Outubro Rosa 2026, em Aracaju. A programação começa às 17h, na Praça de Alimentação do Shopping RioMar, com apresentações musicais e participação de grupos vocais de Sergipe.

Um dos destaques será o “Grande Encontro de 200 Vozes”, que reunirá integrantes do Coral da AMO, Coral SINDVOZ, Coral Os Arcanjos, Coral Canto Fraterno, Coral do Servidor do Estado e Coral Notas de Sabedoria.

A programação também terá um pocket show do músico Luiz Arnaldo, em formato de voz e violão.

A campanha será realizada ao longo de outubro com ações voltadas à conscientização sobre o câncer de mama, a importância do diagnóstico precoce e o atendimento às mulheres que enfrentam a doença.

Texto e imagem reproduzidos do site: a8se com

domingo, 27 de setembro de 2026

Farol de São Cristóvão é referência para navegantes

Publicação compartilhada do site DESTAQUE NOTÍCIAS, de 24 de setembro de 2026

Farol de São Cristóvão é referência para navegantes

O Farol de São Cristóvão tem aproximadamente 40 metros de altura

Na paisagem do litoral sergipano, onde as águas do Rio Vaza-Barris se encontram com o Oceano Atlântico, uma estrutura branca e encarnada desponta no horizonte como ponto de referência, não só para quem vem do mar, mas também para quem contempla a costa. Ali, na Barra de São Cristóvão, o Farol de São Cristóvão integra a paisagem, a história e a navegação de Sergipe.

Localizado em Aracaju (SE), mais precisamente no pontal norte da Barra de São Cristóvão, o Farol exerce papel fundamental na orientação daqueles que navegam nas proximidades da barra. Sua posição estratégica está relacionada às características naturais da região, marcada por bancos de areia e pela constante dinâmica dos canais de navegação, condições que historicamente exigem atenção especial dos navegantes.

Com aproximadamente 40 metros de altura, o Farol de São Cristóvão é constituído por uma torre quadrangular de concreto armado, de coloração branca, com duas faixas horizontais encarnadas. Seu lampejo branco, com alcance luminoso de 16 milhas náuticas, e sua estrutura singular constituem importante referência visual na aproximação à costa sergipana.

Uma luz para a navegação

A importância do Farol para a segurança da navegação está diretamente relacionada à configuração da entrada do Rio Vaza-Barris. Nessa área, os bancos de areia podem variar de posição e os canais apresentarem alterações de profundidade e direção. A paisagem observada pelos navegantes hoje não é a mesma do passado, tornando indispensáveis o conhecimento local e a adequada sinalização dos perigos à navegação.

É nesse contexto que o Farol de São Cristóvão assume sua função. Sua luz estabelece uma referência segura e facilmente reconhecível para aqueles que percorrem esse trecho do litoral, contribuindo para a segurança de pescadores, embarcações de cabotagem e demais navegantes da região.Ao longo de três décadas de operação, o farol consolidou-se como um elemento essencial da infraestrutura de sinalização náutica do litoral sergipano, cumprindo silenciosamente sua missão de orientar e proteger quem navega.

Mais que uma estrutura de sinalização

Também conhecido como Farol do Mosqueiro, seu nome oficial remete à Barra de São Cristóvão, referência à primeira capital de Sergipe e uma das mais importantes cidades históricas do estado. Seu batismo estabelece, assim, uma ligação entre a herança cultural sergipana e a vocação marítima que ajudou a moldar o desenvolvimento da região.

Embora tenha sido concebido para garantir a segurança da navegação, o Farol de São Cristóvão também passou a integrar o imaginário e a paisagem do litoral sergipano. Erguido no ponto em que o rio se abre para o mar, tornou-se uma presença familiar para moradores, pescadores e visitantes, marcando o horizonte da costa sul de Aracaju.

Ao iluminar a entrada da Barra de São Cristóvão, o farol cumpre uma missão que une passado e presente. Ao mesmo tempo em que remete à importância histórica das vias marítimas e fluviais para Sergipe, continua exercendo sua função essencial de contribuir para uma navegação mais segura.

Uma presença que permanece

Há 30 anos, o Farol de São Cristóvão acompanha as transformações da costa e da própria região que ajuda a identificar. Sua permanência demonstra uma característica comum aos auxílios à navegação: mesmo diante da evolução tecnológica, permanece a necessidade de referências confiáveis para orientar os viajantes.

Entre as águas do Vaza-Barris e o Atlântico, sua luz continua cumprindo o propósito para o qual foi concebida: servir de guia aos navegantes e de marco da estreita relação entre Sergipe e o mar.

Fonte e foto: Agência Marinha de Notícias

Texto e imagem reproduzidos do site: www destaquenoticias com br

sexta-feira, 18 de setembro de 2026

O Vaticano de Aracaju

Crédito da foto: MELINS, Murillo. 

Artigo compartilhado do blog GETEMPO, de 17 de setembro de 2026

O Vaticano de Aracaju

Por Letícia Conceição Silva (Graduanda em História pela Universidade Federal de Sergipe (UFS). Bolsista do Projeto Impactos da Segunda Guerra Mundial no Nordeste brasileiro: mobilizações e transformações sociais em Sergipe (1942-1945)

Com propósitos bem diferentes da cidade papal, um grandioso prédio chamado de Vaticano marcou o cotidiano dos aracajuanos nas décadas de 1930 e 1940. Ocupando duas ruas no centro da capital, recebeu esse nome por suas dimensões monumentais. Embora a ideia inicial de seu fundador fosse a construção de um luxuoso hotel, seus planos não foram concluídos e o espaço passou a ser habitado por pessoas marginalizadas. Segundo os jornais da época, o nome foi escolhido pela população para ironizar a miséria presente no prédio. De acordo com o jornal Correio de Aracaju, em 21 de setembro de 1944, essa diversidade de moradores criava uma dinâmica própria, “uma cidade que vive dentro da cidade”, tal qual o Vaticano em Roma.

Eram dois andares. Enquanto o primeiro piso possuía quartos residenciais e comerciais para aluguel, o andar superior abrigava pontos de prostituição e boemia. Localizado numa das principais zonas meretrícias de Aracaju, nas imediações do Beco dos Cocos, o Vaticano era frequentado por clientes de diversas classes sociais, sendo um espaço de descontração onde se buscava, além do sexo, jogos e relaxamento num contexto de vigilância estatal constante. Ainda que se destacasse no cotidiano noturno da cidade, o prédio tinha outras funcionalidades durante o dia, sendo usado como ponto de encontro de trabalhadores e até mesmo em ações governamentais. Assim, desempenhava diferentes papéis no dia a dia da capital, tanto nas atividades representativas da ordem quanto nas ousadias.

Por estar presente em tantos eventos da vida cotidiana, o Vaticano era um importante espaço de sociabilidade dos aracajuanos, que lhe davam múltiplas utilidades. Por décadas, o  simbólico prédio influenciou as formas como os moradores se relacionavam nesse espaço de movimento urbano. Atualmente, pouco resta dessa construção que marcou a vida boêmia de Aracaju, mas sua importância como local de lazer, prazer e descontração permanece central para compreender como a complexa e diversificada vida noturna da cidade funcionava no século passado.

Texto reproduzido do site: infonet com br/blogs/getempo

domingo, 6 de setembro de 2026

Ele, João Alves Filho, descrito por eles

Artigo compartilhado do site SÓ SERGIPE, de 4 de setembro de 2026 

Ele, João Alves Filho, descrito por eles
Prof. Dr. Claudefranklin Monteiro Santos 

Em novembro de 2020, pelo jornal Correio de Sergipe, publiquei um artigo sobre a importância de João Alves Filho (1941-2020) para a cidade de Lagarto. Na oportunidade, de modo particular, destaquei uma data: julho de 1986. Quando, como resultado de sua preocupação com a melhora das condições do homem do campo por meio do projeto Chapéu de Couro, ele inaugurou a Barragem Dionísio de Araújo Machado, represando cerca de 15 bilhões de m3 das águas do Rio Piauí. O feito ocorreu na gestão do prefeito Artur de Oliveira Reis (1983-1988), obra que segue sendo fundamental para a região até hoje.

Em 2022, foi publicada a sua primeira biografia, de autoria dos escritores Déborah Pimentel e Igor Salmeron, intitulada João Alves Filho: A Saga de um Político Nordestino. Um calhamaço com mais de quatrocentas páginas, que cobre as diversas fases do Negão, como era conhecido carinhosamente pelo seu povo e admiradores, incluindo suas gestões como prefeito de Aracaju, Ministro de Estado e governador de Sergipe.

Agora é a vez dela, sua irmã Marlene Alves Calumby, de trazer à tona outros aspectos da trajetória de vida de João Alves Filho. Para tanto, contou com a colaboração de outros (eles e elas), para organizar a obra Ele, descrito por eles. De antemão, estes trocadilhos pronominais são propositais, dado que, na minha leitura e percepção do livro, pude estar diante de inúmeros Joões.  Do João de Anderson Nascimento ao João da organizadora, que teve o privilégio de viver com o homenageado em sua intimidade e de, também, trabalhar com ele nas lides administrativas e da política.

Em trezentos e setenta e seis páginas, impressas pela J Andrade, os colaboradores nos convidam a conhecer João Alves Filho sob diversas facetas, todas elas se encontrando na figura de um homem público devotado às causas populares. Para tanto, Marlene Calumby convocou alguns confrades da Academia Sergipana de Letras, políticos, juristas, empresários, profissionais liberais e clérigos para compor um expressivo itinerário: José Anderson Nascimento (prefácio e capítulo), Igor Leonardo Moraes Albuquerque (apresentação e capítulo), Aglaé Fontes, Artêmio Barreto, Aurélio Belém, Carlos Batalha, Hermínio de Aguiar, Carlos Pinna Júnior, Dilson Barreto, Eduardo Lima, Etélio de Carvalho, Flamarion d´Ávila Fontes, Georlize Oliveira, Gilmar Melo, José Carlos Machado, padre José Lima Santana, Mendonça Prado, Osório de Araújo Ramos Filho, Saumíneo Nascimento, Sérgio Silva, padre Vatewan Cruz, Venâncio Fonseca. Afora os anexos, com textos de João Alves, Ângela Margarida, Jane Guimarães e Lilian Gomes. Há textos dela também, na obra.

Entre eles, os Joões, é possível percebê-los não somente na perspectiva da política, seu mote existencial: “o Pelé da política sergipana”, como bem define Venâncio Fonseca. Mas também sua contribuição no campo cultural, por exemplo, a partir dos textos da professora Aglaé, da sua preocupação, enquanto gestor público, com destaque para o Teatro Tobias Barreto, uma das principais casas culturais até a presente data. O João escritor, por José Anderson Nascimento, que lhe valeu uma cadeira na Academia Sergipana de Letras. O João da educação, da economia, da agricultura, da saúde, do turismo, das grandes obras (inclusive, estruturais), da segurança pública, da engenharia e o João da Imaculada Conceição, sua madrinha de batismo.

Como bem define José Anderson Nascimento, Ele, descrito por eles é um “livro sobre feitos” (p. 8). Em que, reforça Igor Leonardo Moraes Albuquerque, “suas ideias, conquistas e realizações permanecem na vida e no imaginário do sergipano” (p. 11). E nesse diapasão, do imaginário, sobretudo no meu de criança e adolescente em Lagarto, o João das inesquecíveis campanhas municipais e governamentais: o homem de óculos escuros (daqueles que caminhoneiro gosta de usar), sorriso alvo e largo, chapéu de couro na cabeça, de discurso forte, preciso e persuasivo. Ou ainda, como bem arremata Marlene Calumby, “um homem de êxito cuja ambição foi sempre construir, permanecendo em movimento” (p. 16).

Enfim, ela, eles e elas foram muito felizes em descrevê-lo para nós, agregando valor à biografia de um dos maiores líderes políticos sergipanos e da vida pública nacional. Perfis como o de João Alves Filho estão em extinção. Discorde ou não de suas práticas ou mesmo ideologias, foi e é reverenciado até hoje, inclusive por aqueles que lhe fizeram oposição. O João da arte de fazer política, o João da ponte, o João do povo, enfim, o João descrito por eles.

Texto e imagem reproduzidos do site: sosergipe com br