quarta-feira, 26 de março de 2025

O Bairro Treze de Julho em 1969

Legenda da foto: O Bairro Treze de Julho em 1969
 
Elton Coelho

Artigo compartilhado do site DESTAQUE NOTÍCIAS, de 25 de março de 2025

Aventuras de guri no Campo de Sal
Por Elton Coelho*

Tinha um campo de futebol, denominado de “Sal”, que beirava a Salina, uma perna de rio onde a gurizada do Bairro Grageru se deleitava em banhos antes ou após a “pelada” (jogo de bola).           

Só pra situar na geografia territorial, esse campo de sal fica atrás onde hoje é o colégio Gonçalo Rolemberg e a Salina quando edificaram o Banese, da avenida Geraldo Sobral, Jardins.

Era festa dicotômica. Quando a maré baixava, jogávamos tranquilamente. O chão batido de sal explica a denominação. A bola rolava tranquilamente e traves oficiais davam o tom quase profissional da brincadeira. Quando de maré cheia, o jogo era regrado ou não existia, especialmente nas de março.

No jogo de bola em campo vasto de areia amarela compilada, a dor maior exalava quando ralávamos joelhos, tornozelos, cotovelos e ou outras partes do corpo. Ferida exposta na certa, com um certo grau de crueldade por ser sal. Doía.

Aí depois dos arranca rabos das “zonas de futebol” do Grageru, Luzia e Conjunto dos Motoristas, era partir pro abraço e voltarmos todos ensalinados, com corpos ardentes do sol e um bronze super natural.

Assim foram algumas das aventuras dos Guris do Grageru!

* É jornalista e nativo do bairro Grageru.

Texto e imagem reproduzidos do site: www destaquenoticias com br

quarta-feira, 19 de março de 2025

Povos de Terreiros, nos 170 anos de Aracaju

Padê de Exu



Elisangela Santos, presidente do 
Conselho da Igualdade Racial

Prefeita Emília Corrêa e o vice Ricardo Marques

Publicação compartilhada do site Agência Aracaju de Notícias, de 17 de março de 2025 

Momento histórico: Povos de Terreiros são oficialmente incluídos nas comemorações dos 170 anos de Aracaju

Pela primeira vez na história, os Povos de Terreiros foram oficialmente incluídos nas celebrações do aniversário de Aracaju. A comemoração dos 170 anos da cidade marcou esse avanço com a realização do Padê de Exu, na manhã desta segunda-feira, 17, na Praça de Eventos Hilton Lopes, mais conhecida como Praça dos Mercados.

A prefeita Emília Corrêa, acompanhada do vice-prefeito e secretário de Comunicação, Ricardo Marques, participou do evento no Centro da cidade, reafirmando o compromisso da gestão municipal com o respeito à liberdade religiosa.

“Aracaju é uma cidade plural, construída por diferentes mãos, crenças e culturas. Celebrar nossa história sem reconhecer a contribuição dos Povos de Terreiros seria ignorar uma parte essencial de quem somos. Hoje, damos um passo histórico rumo ao respeito e à inclusão de todos que fazem de Aracaju uma cidade rica em diversidade”, declarou a prefeita.

Ela também reforçou que a gestão busca contemplar a todos, independentemente da fé ou tradição. “A liberdade religiosa é um direito fundamental, e não precisamos de uma lei para garantir aquilo que deve ser cumprido: o respeito e a dignidade de cada cidadão. Esse é um momento de união, de valorização das nossas raízes e de reafirmação de que somos uma gestão para todos. Sintam-se contemplados e saibam que estamos aqui para cada um de vocês. Que Deus abençoe a todos”, finalizou.

O vice-prefeito e secretário de Comunicação, Ricardo Marques, destacou a importância da inclusão. “Seguindo a determinação da prefeita Emília Corrêa, esta comemoração foi pensada para representar todos os povos, cores e histórias. As religiões de matriz africana fazem parte da nossa identidade, assim como outras tradições que também participaram das festividades. O respeito e a inclusão são princípios fundamentais da nossa gestão.”

A presidente do Conselho Municipal de Participação e Promoção da Igualdade Racial (Comppir), Elisangela Santos, ressaltou a relevância histórica desse momento e o impacto da iniciativa no combate ao racismo e à intolerância religiosa. “O dia de hoje é muito importante, não só por ser o aniversário de Aracaju, mas por finalmente vermos as religiões de matriz africana sendo inseridas dentro desse contexto. Vivemos em uma cidade onde o preconceito e o racismo ainda são latentes, batendo às nossas portas todos os dias. Por isso, essa celebração tem um significado tão especial. Parabenizamos a Prefeitura de Aracaju por garantir o cumprimento da lei, porque é exatamente isso que está acontecendo aqui hoje: a lei se cumprindo. E a prefeita Emília, em momento algum, se opôs a realizar este evento. Mesmo sem orçamento, reuniu esforços de onde tinha e de onde não tinha para que este momento acontecesse. O Conselho da Igualdade Racial de Aracaju parabeniza a prefeitura por essa ação e nos sentimos felizes e gratos por este dia”, afirmou.

Mãe Edinha, liderança religiosa, também celebrou esse avanço e lembrou a trajetória de luta dos Povos de Terreiros em Aracaju. “É uma honra vivenciar esse momento. Pela primeira vez, as manifestações de fé das religiões de matriz africana fazem parte oficialmente dessa celebração. Mas essa caminhada não foi fácil. Nosso povo sempre enfrentou intolerância religiosa e racismo. No passado, terreiros eram perseguidos e precisavam até de autorização policial para funcionar. Mesmo assim, a força do candomblé permaneceu viva. Quero agradecer às grandes lideranças negras, especialmente às mulheres da minha família, que mantiveram essa tradição viva em Aracaju. Hoje, com a bênção de Exu e Pombagira, celebramos essa conquista. Seguimos na luta pelo respeito e pela liberdade religiosa. Nossa fé é acolhimento e amor. Precisamos desconstruir essa visão errada que muitos ainda têm sobre nós. Vamos nos unir e fortalecer nossa caminhada.”

Com essa iniciativa, a Prefeitura de Aracaju reforça a importância do diálogo inter-religioso e da valorização de todas as manifestações culturais presentes na capital sergipana, garantindo que cada cidadão se sinta representado e respeitado nas festividades de sua cidade.

Texto e imagens reproduzidos do site: www aracaju se gov br

segunda-feira, 17 de março de 2025

Marcos Cardoso lança o livro “Impressões da ditadura” na UFS

No último dia da gestão do reitor Valter Joviniano, Marcos Cardoso 
se despede da UFS depois de 32 anos como servidor

Publicação compartilhada do site DESTAQUE NOTÍCIAS, de 16 de março de 2025

O jornalista Marcos Cardoso lança nesta segunda-feira, 17, às 10 horas, o livro “Impressões da ditadura”, uma coletânea de textos que fazem referência ao regime militar que governou o Brasil com mãos de ferro de 1964 a 1985. O livro que leva o selo da Editora UFS e tem apresentação do professor Josué Modesto dos Passos Subrinho será lançado na Sala dos Conselhos da Universidade Federal de Sergipe.

Será um lançamento coletivo e outras três obras integram esse que é um dos eventos que marcam o último dia da gestão do reitor Valter Joviniano de Santana Filho. As outras obras que serão lançadas são: “Faria em Cartaz: História de um Ilustrador Sergipano”, da professora Germana Gonçalves de Araújo; “Mundo Submarino de A a Z”, dos professores Kátia de Meirelles Felizola Freire e Matheus Marcos Rotundo; e “Mnemosine Laranjeiras: Glossário Ilustrado de 1908”, da professora Renata Ferreira Costa e da mestra Loíze Raquel Santos Silva Vilas Bôas.

O livro

O livro “Impressões da ditadura” é uma reunião de 39 textos jornalísticos (artigos e/ou crônicas políticas) publicados nos últimos anos em veículos da imprensa sergipana, especificamente nos portais Infonet e Destaque Notícias e no Jornal da Cidade. Como o título sugere, são textos que fazem referência ao período da ditadura militar que governou o Brasil entre 1964 e 1985, revisitando causas e, principalmente, consequências.

“Não são ordenados cronologicamente de acordo com as datas das publicações, mas tentam traçar uma linha cronológica de acontecimentos que remetem àquela época, analisando publicações, fatos e a atuação de personagens, não apenas de Sergipe. Como numa colcha de retalhos, os textos não foram escritos e publicados para virarem posteriormente uma peça única”, explica Marcos Cardoso.

Segundo o autor, há no livro “Impressões da ditadura” informações publicadas na imprensa em primeira mão, como quais foram e como sucumbiram os primeiros sergipanos mortos pela ditadura militar.

O primeiro natural de Sergipe assassinado pelo regime foi o sargento do Exército Manoel Alves de Oliveira, 30 anos incompletos, natural de Aquidabã, torturado no Regimento Andrade Neves – Escola de Cavalaria, localizado na Vila Militar do Rio de Janeiro. Também assassinado, o sergipano de Laranjeiras Lucindo Costa, servidor público em Santa Catarina, onde militava no PCB, desapareceu após fazer uma viagem a Curitiba em julho de 1967. Assim como é considerada assassinada pelo Estado brasileiro a aracajuana Therezinha Viana de Assis, economista, militante da Ação Popular, presa e torturada por agentes da repressão entre 1968 e 1972.

Os homicídios iniciais associados à ditadura militar são dos estudantes Ivan Rocha Aguiar e Jonas José Albuquerque Barros, mortos no Recife no dia 1º de abril de 1964, quando protestavam contra a deposição do governador pernambucano Miguel Arraes. Há referência ao histórico comício da Central do Brasil, no dia 13 de março de 1964, quando o presidente João Goulart defendeu as reformas de base, o que certamente foi o gatilho que finalmente detonou o golpe. E a descrição do incrédulo jornalista Joel Silveira sobre a primeira madrugada pós-golpe pelas ruas do Rio de Janeiro.

O terrorismo de estado autorizado pelo AI-5 é citado, assim como o são as mortes mal explicadas de três notórios adversários dos golpistas, os ex-presidentes João Goulart e Juscelino Kubitschek e o jornalista Carlos Lacerda. As prisões, torturas e desaparecimentos do ex-deputado Rubens Paiva e do estudante Stuart Angel, fatos emblemáticos e jamais esquecidos, assim como a traumatizante Operação Cajueiro e o recrudescimento da caça aos comunistas. Dos personagens locais que mais ousaram na luta contra o arbítrio destaca-se Agonalto Pacheco, guerrilheiro sergipano que se livrou da masmorra em troca da liberdade do embaixador americano e um dos 15 passageiros, ao lado de Gregório Bezerra, José Dirceu e Vladimir Palmeira, do Hércules 56 que partiu, todos em pânico, com destino ao México.

Cita-se a relação dos governantes sergipanos com o regime, a árdua campanha do MDB, partido que abrigou os adversários da ditadura, mesmo que de pensamentos ideologicamente diversos, as eleições possíveis e a resistência de professores e estudantes da UFS, instituição que nunca se dobrou ao arbítrio. O movimento pela Anistia e a posterior indenização aos anistiados, os bastidores do movimento pelas Diretas Já em Sergipe, a redemocratização e a Constituição Cidadã, a chegada dos “socialistas” Jackson Barreto e Marcelo Déda ao poder.

O lançamento também marca a despedida de Marcos Cardoso da Universidade Federal de Sergipe. Jornalista com especialização em Ciências Sociais e experiência de 40 anos na imprensa, ele é servidor da instituição há 32 anos, respondendo há sete anos pela coordenação da Rádio UFS e da TV UFS. É autor de “Sempre aos domingos – Antologia de textos jornalísticos”, publicado pela Editora UFS em 2006, e do romance “O Anofelino Solerte”, publicado pela Edise em 2018, dentre outros livros.

Fotos dos reitores

Às 15 horas, acontecerá na mesma Sala dos Conselhos a solenidade de aposição das fotos de Angelo Roberto Antoniolli (2013-2020) e Valter Joviniano de Santa Filho (2021-2025) na galeria dos ex-reitores da UFS. Também será lançado o Relatório de Gestão do reitor que encerra agora o seu mandato.

Texto e imagem reproduzidos do site: destaquenoticias com br

sábado, 15 de março de 2025

Aracaju, uma cidade que foi planejada para ser capital.

Bairro Treze de Julho em 1969 (Foto de domínio público)

Publicação compartilhada do site DESTAQUE NOTÍCIAS, de 14 de março de 2025.

Aracaju, uma cidade que foi planejada para ser capital.

A capital de Sergipe, Aracaju, que significa cajueiro dos papagaios, está completando neste 17 de março, 170 anos. Fundada em 17 de março de 1855, é a menos populosa capital do Nordeste do Brasil. A história de Aracaju – antigo povoado Santo Antônio de Aracaju – é uma das mais inusitadas. Sua fundação ocorreu inversamente ao convencional. Ou seja, não surgiu de forma espontânea como as demais cidades, foi planejada especialmente para ser a sede do governo do Estado. Passou à frente de municípios já estruturados, principalmente São Cristóvão, do qual ganhou a posição de capital.

Acredita-se que uma capelinha, a Igreja de Santo Antônio, erguida no alto da colina, tenha sido o início da formação do arraial que se transformaria depois na capital do Estado. A cidade de Aracaju, hoje com cerca de 650 mil habitantes, surgiu de uma colônia de pescador que pertencia juridicamente a São Cristóvão. Seu nome é de origem tupi, e, segundo estudiosos da língua indígena, significa cajueiro dos papagaios.

Por ter o privilégio de estar localizado no litoral e ser banhado pelos rios Sergipe e Vaza-Barris, o pequeno povoado foi escolhido pelo presidente da província, Inácio Joaquim Barbosa, para ser a sede do Governo. Deixou para trás, além de São Cristóvão, grandes cidades como Laranjeiras, Maruim e Itaporanga d’Ájuda. Inácio Barbosa assumiu o governo em 1853 com o desejo de fazer prosperar ainda mais a província. Ele sabia que o desenvolvimento do Estado dependia de um porto para facilitar o escoamento da produção. Apesar de várias cidades no Estado estarem desenvolvidas econômica e socialmente, faltava essa facilidade.

Cidade planejada

O presidente contratou o engenheiro Sebastião José Basílio Pirro (homenageado com nome de rua em Aracaju) para planejar a cidade, que foi edificada sob um projeto que traçou todas as ruas em linha reta, formando quarteirões simétricos que lembravam um tabuleiro de xadrez. Com a pressa exigida pelo Governo, não houve tempo para que fosse feito um levantamento completo das condições da localidade, criando erros irremediáveis que causam inundações até hoje.

O projeto da cidade se resumia em um simples plano de alinhamentos de ruas dentro de um quadrado com 1.188 metros. Estendia-se da embocadura do Rio Aracaju (que não existe mais), até as esquinas das avenidas Ivo do Prado com Barão de Maruim, e a Rua Dom Bosco (antiga São Paulo). A cidade cresceu inflexível dentro do tabuleiro de xadrez. Aterrou vales e elevou-se nos montes de areia. Foram feitas desapropriações onerosas e desnecessárias, para que o projeto mantivesse a reta. A única exceção foi uma alteração imposta pelo próprio presidente, permitindo que a Rua da Frente ganhasse uma curva, criando a bela avenida que margeia o rio Sergipe.

As terras de Aracaju originaram-se das sesmarias, doadas a Pero Gonçalves por volta de 1602. Compreendiam 160 quilômetros de costa, que iam da barra do Rio Real à barra do Rio São Francisco, onde em toda as margens do estuário não existia uma vila sequer. Apenas eram encontrados arraiais de pescadores.

Há notícias de que às margens do Rio Sergipe, em 1669, existia uma aldeia chamada Santo Antônio do Aracaju, cujo capitão era o indígena João Mulato. Quase um século depois, essa comunidade encontrava-se incluída entre as mais importantes freguesias de Nossa Senhora do perpétuo Socorro do Tomar do Cotinguiba.

Os fatos mais relevantes da vida política de Aracaju estão registrados a partir de 1855. O desaparecimento das lutas e agitações da vida colonial possibilitou o crescimento da economia. O açúcar, produto básico da província, era transportado por navios que traziam em troca mercadorias e as notícias do reino.

Texo e imagens reproduzidos do site: destaquenoticias com br

sexta-feira, 14 de março de 2025

Exposição sobre a arquitetura e o urbanismo de Aracaju

Publicação compartilhada do site DESTAQUE NOTÍCIAS, de 13 de março de 2025

Arquivo Público festeja os 170 anos de Aracaju com exposição

A exposição é composta de 24 itens sobre a arquitetura e o urbanismo de Aracaju

O Arquivo Público de Sergipe (Apes) está promovendo uma exposição fotográfica que ilustra o processo de modernização e a expansão urbana de Aracaju, com foco no centro da cidade, especialmente nas praças Fausto Cardoso e Olímpio Campos. A mostra permanecerá aberta ao público até o dia 31 de março no Museu da Gente Sergipana, centro da capital sergipana.

A exposição é formada por fotografias do acervo do Arquivo Público e foi criada a partir da pesquisa da professora Naide Barboza, que, ao longo dos anos, dedicou-se a investigar e coletar imagens sobre Aracaju. O servidor do Apes, Ackley Santiago, destacou que a exposição tem o objetivo de compartilhar conhecimento e informações sobre o desenvolvimento e a expansão urbana da capital sergipana.

As fotos estão dispostas em uma linha do tempo, começando no início do século XX e seguindo até sua quarta década. Ao longo dos anos, é possível perceber grandes transformações nos elementos arquitetônicos, urbanísticos e paisagísticos. A exposição combina o tradicional com o tecnológico. A exposição é composta de 24 itens que, além de explorar a temática arquitetônica e urbanística da cidade, estabelece, por meio de mediação, conexões com os eventos históricos, políticos e culturais que marcaram Aracaju desde sua ascensão como capital.

A diretora do Arquivo Público, Sayonara Santana, afirmou que a exposição oferece uma oportunidade de reflexão sobre a nossa capital, por meio de locais que nos conectam ao passado, permitindo uma reflexão sobre o presente e fortalecendo nosso sentimento de pertencimento e, por conseguinte, a nossa sergipanidade. A coordenadora do Museu da Gente Sergipana, Karla Santos, ressaltou a importância da parceria com Arquivo Público Estadual.

Fonte e foto: Secom/GS

Texto e imagem reproduzidos do site: www destaquenoticias com br

quinta-feira, 13 de março de 2025

Exposição Rosa Faria e a Arte de Retratar Aracaju

 


Publicação compartilhada do site GOVERNO DE SERGIPE, de 12 de Março de 2025

Palácio Museu Olímpio Campos homenageia a artista plástica Rosa Faria em exposição Em homenagem ao aniversário da capital, o Pmoc convida os sergipanos a visitarem a produção que homenageia retrata a cidade de Aracaju ao longo das décadas

Conhecido por ser um dos berços da memória sergipana, o Palácio Museu Olímpio Campos (Pmoc) também é um local onde artistas do estado realizam suas exposições, valorizando a arte e a cultura de Sergipe. Na tarde desta quarta-feira, 12, o Palácio abriu as portas para a exposição Rosa Faria e a Arte de Retratar Aracaju. A mostra, que segue até 5 de abril, apresenta obras da artista plástica como uma maneira de homenageá-la, além de celebrar o aniversário de Aracaju, que completará 170 anos na segunda-feira, 17 de março.

Com entrada gratuita, a exposição busca resgatar a memória de Aracaju, celebrando a história e as transformações através do olhar de Rosa Faria, uma das principais artistas sergipanas do século XX. As obras em destaque incluem pinturas e painéis em porcelana e azulejo, que mostram a vida cotidiana da cidade, as praças, ruas e festas populares.

Representando o governador Fábio Mitidieri, o secretário Especial do Gabinete de Governo, Tiago Andrade, destacou a importância do incentivo do Governo de Sergipe à arte. “Incentivando cada vez mais a cultura, o Governo do Estado abre as portas do Palácio Museu Olímpio Campos para a exposição de Rosa Faria, que traz belos quadros homenageando a capital. Aproveito a oportunidade para convidar a todos a visitarem a exposição, que estará aberta ao público”, enfatizou.

Segundo o museólogo Romário Portugal, a exposição foi pensada como uma maneira de realizar uma dupla homenagem, tanto a Rosa Faria, quanto à cidade de Aracaju. “Rosa não é aracajuana, ela nasceu em Capela, mas, ao se mudar para a capital, foi se especializando em suas pinturas, tanto a óleo quanto em azulejos e porcelanato. A curadoria foi feita através de doações temporárias para o Pmoc”, explicou.

Para a historiadora Izaura Ramos, ao iniciar a pesquisa na arte, com temáticas que abordassem o Dia das Mulheres e o aniversário da capital, a artista que mais trabalhou a história de Aracaju, no contexto do Dia das Mulheres, foi Rosa Faria. “Antes de falecer, Rosa era uma das únicas artistas mulheres do mundo que trabalhavam com azulejo. Então, é uma valorização da nossa cidade, da nossa história e de Rosa. Temos aqui acervos da Associação Sergipana de Imprensa, pois Rosa também era jornalista, e da Universidade Tiradentes, que nos cedeu os acervos em azulejo e o livro em azulejo que ela escreveu sobre a história da nossa capital”, destacou.

Já a diretora da Biblioteca Pública Estadual, Juciene Maria, ao participar da exposição, destacou que ela engrandece ao trazer uma beleza de cores com a história da capital e resgatar uma Aracaju de antes, com os prédios antigos e paisagens que são capazes de levar ao passado da cidade. “É muito importante visitarmos exposições como essa para conhecermos nossa cidade. Rosa Faria deixou um legado muito importante para a educação, comunicação e cultura sergipanas”, disse.

A diretora do Museu Galdino Bicho, Adinari da Silva, enfatizou que a exposição vai além da representação feminina. “Essa também é uma representação que ativa a memória cultural de um povo sergipano, de suas lutas e de seus patrimônios. Ao observar a exposição, também pude perceber a junção dos acervos de várias instituições. Isso é muito bonito e extremamente enriquecedor”, completou.

Alana Figueiredo, que também é natural de Capela, foi à visitação porque sua família conhecia a artista plástica. “Minha avó a conheceu pessoalmente, pois eram do mesmo convívio, e acabou que minha mãe me contou que essa exposição aconteceria hoje. Aproveitei para trazer minha filha comigo. Eu já conhecia algumas obras dela, mas não todas, então foi bom vir aqui”, disse.

Rosa Faria

Nascida em Capela, foi artista plástica, professora e jornalista que se destacou em diversas áreas ao longo da vida. Rosa se formou em cursos de Arte e Educação no Rio de Janeiro e lecionou em várias cidades, incluindo Petrolina e Juazeiro. Em 1968, fundou a Galeria Rosa Faria, que mais tarde se tornaria o Museu de Arte e História Rosa Faria. Premiada no 1º Centenário de Aracaju, Rosa também foi uma figura importante no jornalismo local. Faleceu em 1997, deixando um legado de dedicação à arte e à cultura sergipana.

Horários

A exposição estará disponível para visitação de terça a sexta-feira, das 9h às 16h30, e aos sábados, das 9h às 12h30. As visitas são monitoradas, permitindo uma experiência mais rica e educativa para os visitantes.

Texto e imagens reproduzidos do site: www se gov br

terça-feira, 11 de março de 2025

História de Aracaju - Origem do Nome.

Artigo compartilhado do site da Prefeitura Municipal de Aracaju, de 8 de janeiro de 2025

História de Aracaju - Origem do Nome.

Aracaju significa "cajueiro dos papagaios". A palavra é composta por dois elementos: "ará”, que significa ´papagaio´, e "acayú", que significa ´fruto do cajueiro´. Esta interpretação tem grande vigência, embora existam outras versões.

No século XVI, as terras de Aracaju (SE) compreendiam 160 quilômetros de costa, o litoral entre os rios Real e São Francisco, e em toda as margens do estuário não existia uma vila sequer. Na segunda metade do século XVII, apenas arraiais de pescadores eram encontrados nessa região. Uma capelinha (Igreja de Santo Antônio), erguida no alto da colina, teria sido o início da formação do arraial.

O distrito foi criado, em 1837, com a denominação de Aracaju. O Presidente da Província Sergipe Del-Rei, Inácio Joaquim Barbosa, assumiu o governo em 1853, com a ordem de D. Pedro II para modernizar e acelerar o seu desenvolvimento. Em 1855, o povoado foi elevado à categoria de município e capital da Província, posição ocupada anteriormente por São Cristóvão.

Contratado para planejar a cidade, o engenheiro Sebastião José Basílio Pirro elaborou um projeto que traçou todas as ruas em linha reta, formando quarteirões simétricos que lembravam um tabuleiro de xadrez. Com a pressa exigida pelo governo, não houve tempo para a realização do levantamento completo das condições locai e erros irremediáveis que causam inundações até hoje. O projeto da cidade se resumia a um simples plano de alinhamentos de ruas dentro de um quadrado, estendendo-se da embocadura do Rio Aracaju (que não existe mais) até às esquinas das avenidas Ivo do Prado com Barão de Maruim, e a Rua Dom Bosco, antiga Rua São Paulo.

Além das vantagens obtidas pela presença da administração do governo, a nova localização da capital beneficiou, principalmente, o escoamento da produção açucareira da época e propiciou, também, nesse mesmo período, a instalação da primeira fábrica de tecidos nessa área. A cidade viveu um próspero ciclo de crescimento econômico e social que perdurou até os primeiros anos após a Proclamação da República, em 1889.

A cidade cresceu inflexível dentro do tabuleiro de xadrez. Foram aterrados vales e feitas desapropriações onerosas e desnecessárias, para que o projeto mantivesse a reta. A única exceção - uma alteração imposta pelo próprio presidente - permitiu que a Rua da Frente ganhasse uma curva, criando a bela avenida que margeia o rio Sergipe.

Em 1900 inicia-se a pavimentação com pedras regulares e são executadas obras de embelezamento e saneamento. As principais capitais do país sofriam reformas para a melhoria da qualidade de vida dos habitantes. Aracaju - que já nasceu de vanguarda, acompanhava o movimento nacional e em 1908 é inaugurado o serviço de água encanada, um luxo para a época. Em 1914 é a vez dos esgotos sanitários e no mesmo ano chega a estrada de ferro.

Um Tabuleiro de Xadrez

Aracaju foi uma das primeiras capitais brasileiras a ser planejada. O projeto desafiou a capacidade da Engenharia da época, face à sua localização numa área dominada por pântanos e charcos. O desenho urbano da cidade foi elaborado por uma comissão de engenheiros, tendo como responsável o engenheiro Sebastião Basílio Pirro. Alguns estudos a respeito de Aracaju propagaram a ideia de que o plano da cidade havia sido concebido a partir da implantação dos modelos de vanguarda na época - Washington, Camberra, Chicago, Buenos Aires, etc.

O centro do poder político-administrativo, (atual praça Fausto Cardoso) foi o ponto de partida para o crescimento da cidade. Todas as ruas foram arrumadas geometricamente, como um tabuleiro de xadrez, para desembocarem no Rio Sergipe.

Até então, as cidades existentes antes do século XVII, adaptavam-se às respectivas condições topográficas naturais, estabelecendo uma irregularidade no panorama urbano. O engenheiro Pirro contrapôs essa irregularidade e Aracaju foi no Brasil, um dos primeiros exemplos de tal tendência geométrica.

Formação Administrativa

Distrito criado com a denominação de Aracaju, pela Lei Provincial n.º 473, de 28-03-1837.

Elevado à categoria de município e capital do estado de Sergipe, pela Lei Provincial n.º 473, de 17-03-1855. Sede no atual distrito de Aracaju. Constituído do distrito sede.

Pela Lei Municipal n.º 84, de 27.01.1903, são criados os distritos de Barra dos Coqueiros e Porto Grande e anexado ao município de Aracaju.

Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o município aparece constituído de 3 distritos: Aracaju e Barra dos Coqueiros e Porto Grande.

Assim permanecendo nos quadros do recenseamento geral de 01.09.1920.

Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o município aparece constituído de 2 distritos: Aracaju e Barra dos Coqueiros. Não figurando o distrito de Porto Grande.

Assim permanecendo em divisão territorial datada de 01.07.1950.

Pela Lei Estadual n.º 525-A, de 25.11.1953, desmembra do município de Aracaju o distrito de Barra dos Coqueiros. Elevado à categoria de município.

Em divisão territorial datada de 1-VII-1960, o município é constituído do distrito sede.

Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2007.

Por certo, o espírito brilhante de Inácio Joaquim Barbosa, saudoso homem público que governou Sergipe numa fase conturbada de sua história, deve orgulhar-se, agora, de sua gente, do povo de sua Aracaju, que ele fundou e que vê a cada dia, crescer e prosperar.

Texto e imagem reproduzidos do site: www aracaju se gov br/aracaju/historia

sábado, 8 de março de 2025

O Serviço de Luz e Força de Aracaju e as noites de blackouts

Instalações do Serviço de Luz e Força de Aracaju, 
em 1949. Fonte: Acervo do Arquivo Público Estadual de Sergipe.

O Serviço de Luz e Força de Aracaju e as noites de blackouts

Blog Coluna Getempo, Blog Segunda Guerra Mundial, por getempo, de 3 de maio de 2024

Maria Luiza Pérola Dantas Barros

Doutoranda em História Comparada (PPGHC/UFRJ)

Integrante do Grupo de Estudos do Tempo (GE/UFS/CNPq)

E-mail: perola@getempo.org

Muitos talvez ainda não tenham ouvido falar no Serviço de Luz e Força de Aracaju (SLFA), criado pelo estado de Sergipe na década de 1940 para funcionar no lugar da Empresa Tração Elétrica de Aracaju, empreendimento privado dos anos de 1930, cujo maquinário e os muitos operários eram responsáveis pelo abastecimento de energia elétrica em Aracaju.

Em 1942, nos anos da Segunda Guerra Mundial (1939-1945), o SLFA estava sob comando de Hormindo Menezes, comerciante que, de acordo com o Processo Crime contra Nelson de Rubina, dirigia-se com frequência à praia de Atalaia com uma caminhonete para ajudar a recolher os corpos dos náufragos, vítimas dos torpedeamentos de navios na costa brasileira pelo U-507.

Esses torpedeamentos ocorreram no litoral entre Sergipe e Bahia, em agosto de 1942, gerando grande medo e revolta em parte da população. As autoridades locais temiam novos ataques e, com a inclusão do Estado, em 1943, no Plano Nacional de Blackout, passaram a realizar os blackouts programados, sempre anunciados pelo som das sirenes.

O memorialista Raymundo Mello, no artigo Histórias do tempo do Serviço de Luz e Força de Aracaju, nos relata que o blackout ocorria a partir de determinada hora da noite, e durava até a manhã do dia seguinte, com o objetivo de nenhuma claridade ser avistada por aviões ou embarcações em trânsito, ficando sob responsabilidade do esquadrão da cavalaria da Polícia Militar, em vários grupos, a fiscalização externa das residências aracajuanas para garantir o cumprimento de tal medida.

Já o memorialista Murilo Melins, em Aracaju romântica que vi e vivi: anos 40 e 50, escreve que, em virtude do toque de recolher, poucas pessoas saíam às ruas durante a noite, mas isso não impedia que os boêmios frequentassem as “zonas”, nem que os seresteiros fizessem suas serenatas. Tanto os músicos dos cabarés quanto os artistas da Rádio Difusora possuíam “passes livres”, fornecidos pela Secretaria de Segurança Pública, para andarem pelas escuras ruas de Aracaju sem sofrer severas punições.

Vale mencionar que esses blackouts programados resultaram em grandes lucros para o SLFA, pois as máquinas geradoras paravam durante algumas horas, sofrendo assim menos desgastes e economizando combustível.

O tempo passou e o crescimento econômico e social de Sergipe levou à criação de uma nova empresa, capaz de atender não só a capital como também a todo o interior do Estado. Assim, surgiu a Energipe – Empresa Energética de Sergipe S.A, atualmente Energisa Sergipe – Distribuidora de Energia S/A, criada pela Lei Estadual, nº 943, de 03/06/59, desaparecendo assim o SLFA.

Para saber mais:

BARRETO, Luiz Antônio. Dicionário de nomes e denominações de Aracaju. Aracaju: Banese, 2002.

MAYNARD, Andreza Santos Cruz. “Blitzkreig de Muriçocas” e outros problemas no cotidiano de Aracaju. Revista Cadernos do Tempo Presente, nº 10, 2012.

MELINS, Murilo. Aracaju romântica que vi e vivi: anos 40 e 50. Aracaju: UNIT, 2010.

MELLO, Raymundo. Histórias do tempo do Serviço de Luz e Força de Aracaju. Isto é Sergipe, 18 de janeiro de 2017. Disponível em: https://istoesergipe.blogspot.com/2017/01/historias-do-tempo-do-servico-de-luz-e.html, último acesso: 01/05/24, às 12:13.

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Texto e imagem reproduzidos do site: getempo org

domingo, 2 de março de 2025

Lei dos Mestres reconhece figuras relevantes na cultura em SE

Foto: Reinaldo Moura

Publicação compartilhada do site do JORNAL DA CIDADE, de 26 de fevereiro de 2025 

Lei dos Mestres reconhece figuras relevantes na cultura em SE

Cinco personalidades foram homenageadas por se dedicarem à preservação das tradições sergipanas

Lei dos Mestres reconhece figuras relevantes na cultura em SE

O Governo de Sergipe, por meio da Fundação de Cultura Arte Aperipê de Sergipe (Funcap), realizou nesta terça-feira, 25, a assinatura do Programa de Registro de Patrimônio Vivo da Cultura Sergipana – Lei dos Mestres, com a participação do governador Fábio Mitidieri. A solenidade realizada no Palácio Museu Olímpio Campos dá continuidade ao reconhecimento de diversas figuras que se dedicam à manutenção e preservação das tradições culturais, tendo papel de fundamental importância e relevância para manter viva a riqueza cultural e a história sergipana.

A Lei dos Mestres é uma seleção e registro de pessoas com relevante contribuição à cultura local, para que usufruam de direitos e, em contrapartida, mantenham sua prática cultural ativa, compartilhando saberes com a comunidade sergipana. Os selecionados têm como benefícios o Título de Patrimônio Vivo da Cultura Sergipana, bolsa mensal vitalícia de incentivo equivalente a dois salários mínimos, e prioridade na análise de projetos culturais. Ela teve início no ano passado, com cinco contemplados, e agora abrange mais cinco nomes.

O governador exaltou a homenagem e a importância desses personagens para a cultura do estado. “O que a gente aqui faz aqui é uma justa homenagem e é preservação de nossa memória e de nosso saber popular. Esse valor a ser recebido por eles é uma justiça por tudo que eles produziram durante a sua vida, com trabalho e dedicação à arte e cultura em Sergipe. A melhor forma de reconhecê-los é em vida, e tenho convicção que essa lei vem em uma ótima hora, no momento em que o Estado valoriza tanto sua cultura. Isso nos fortalece e passa uma mensagem clara que apoiamos, e por meio da cultura e da arte, valorizamos cada vez mais a nossa história”, afirmou Fábio Mitidieri.

Cinco pessoas foram homenageadas e receberam o título de Patrimônio Vivo da Cultura de Sergipe. Foram elas: Marilene dos Santos Moura, a “Mestra Marilene”, do Reisado São José, no Povoado São José, em Japaratuba; Rosualdo da Conceição, o “Mestre Diô”, que está à frente do grupo de Samba de Coco do Mosqueiro; Josefa Santos de Jesus, a “Finha de Zé de Totó”, mestra da Dança de Roda do Quilombo Sítio Alto, em Simão Dias; Marizete Lessa, a “Mãe Marizete”, candomblecista mais antiga de Sergipe; e Severo D’Acelino, que participou da fundação do Movimento Negro contemporâneo em Sergipe e é fundador e coordenador-geral da Casa de Cultura Afro Sergipana. Ao final, o grupo Samba de Pareia realizou uma apresentação ao público.

Mestra Marilene, além de receber a homenagem, entregou um buquê de flores ao governador em nome dos contemplados. “Para mim é um momento único e maravilhoso. Não esperava tanto a essa altura da vida! Quando eu comecei a viver, resgatei esses grupos e minha vida mudou completamente. Sou muito feliz, faço isso há 25 anos e com o maior prazer do mundo”, disse ela.

Severo D’Acelino também expressou sua felicidade com o reconhecimento. “A cultura é a expressão da vida, da verdade e vivência. Esse reconhecimento do governo é o que a gente busca e espera por fazermos cultura. Se nós somos reconhecidos, há um alimento. Isso é muito importante para nós, e agradecemos muito ao governador e ao grupo que pensou nesse projeto, estando dentro do contexto da representatividade”, colocou.

Sobre a lei

O Programa de Registro de Patrimônio Vivo da Cultura Sergipana – Lei dos Mestres incentiva e impulsiona a atuação de pessoas que tradicionalmente mantém e salvaguardam aspectos relevantes da cultura de Sergipe. O objetivo é assegurar a transmissão de conhecimentos e contribuições culturais, incentivando a participação dos mestres em programas de ensino-aprendizagem e cedendo ao Estado os direitos de uso dos conhecimentos dos mesmos.

A seleção é feita via edital, e para participar os candidatos devem comprovar suas contribuições na manutenção de aspectos da cultura sergipana em diversas linguagens, além de possuir atuação comprovada na área por no mínimo seis anos. O edital dispõe de cinco vagas, sendo ao menos três destinadas às Culturas Populares.

O projeto foi idealizado pelo então deputado estadual e hoje vice-governador Zezinho Sobral. “Como sergipanos, ficamos muito contentes por tudo isso. Nos termos da lei, o mestre recebe um apoio financeiro durante toda a sua vida, com a contrapartida de continuar transmitindo para as novas gerações o seu conhecimento. É a garantia da preservação da nossa história, assegurando a nossa sergipanidade. E para mim, como autor do projeto lá atrás, a alegria é ainda maior”, pontuou.

O presidente da Funcap, Gustavo Paixão, também esteve presente e reforçou a necessidade de cuidar das referências da cultura sergipana. “A cultura de Sergipe é algo indescritível. Nosso estado é muito plural, e estamos aqui para celebrar isso. O prêmio nada mais é que uma valorização a pessoas que se doaram por uma vida em prol da nossa cultura, e ver esse brilho nos olhos de vocês é lindo e nos motiva”, completou.

Texto e imagem reproduzidos do site: jornaldacidade net

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2025

Sergipe Encantador - Reprodução do Google

Praça da Bandeira, em Aracaju

Rio Sergipe, banhando a cidade de Aracaju

Torre do relógio, no Mercado, em Aracaju

Ponte Construtor João Alves sobre o rio Sergipe

Praça São Fracisco, em São Cristóvão


Orla Por do Sol, na região do Mosqueiro



Praia de Atalaia, em Aracaju
Clique nas fotos para ampliá-las!