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sábado, 5 de março de 2022

Parque dos Falcões é entregue revitalizado pela Energisa


Crédito das Fotos: Energisa 


Publicação compartilhada do Portal INFONET, em 5 de março de 2022 


Parque dos Falcões é entregue revitalizado pela Energisa 


Parque é o santuário das aves de rapina em Sergipe  


Nesta sexta-feira, 4, a Energisa Sergipe participou da reinauguração do Parque dos Falcões, localizado no município de Itabaiana, que passou por revitalização. A obra foi iniciada em janeiro e contou com o investimento de cerca de R$ 300 mil.  Durante evento, aconteceu a soltura de aves reabilitadas que foram devolvidas à natureza. 


O Parque dos Falcões é um santuário ambiental a céu aberto abrigando mais de 400 aves, sendo o único centro de criação, multiplicação e preservação de aves de rapina da América do Sul. É também o único local do país com autorização do Ibama para a criação de aves de rapina.

 

Um dos locais reformados no parque foi o viveiro que abriga as aves. O fundador do parque, José Percílio, conta que eles foram construídos há 22 anos e nunca tinham passado por uma reforma. 


“A importância da reforma desse parque para mim e as aves foi tudo. Eu construí meus viveiros há 22 anos e só agora foram reformados. Foi um sonho ver isso reformado. A Energisa construiu o auditório porque antes eu recebia as pessoas em minha casa e agora reformou os viveiros. Foi um sonho ver minhas aves em um viveiro melhor. Com essa reforma, vamos poder receber mais aves dos Ibamas do Brasil”, afirma Percílio. 


O parque já havia recebido investimentos propiciados pela Energisa em 2013. A revitalização do parque buscou reafirmar esta parceria. Houve a construção de um novo pórtico de entrada do parque, reforma do mirante para que os turistas possam contemplar a serra de Itabaiana, instalação de sinalização em inglês e português viabilizando a visitação de turistas estrangeiros entre outras melhorias implantadas no parque.

 

Segundo o diretor-presidente da Energisa, Roberto Currais, o parque tem um papel importante na sustentabilidade e preservação da flora e fauna brasileira.“Nosso compromisso com a sociedade vai muito além de fornecer conforto e segurança por meio da energia elétrica. A Energisa tem o compromisso de apoiar projetos que visam a sustentabilidade e a preservação ambiental em Sergipe. Cada patrocínio, apoio ou doação representa o compromisso da Energisa com o futuro dos sergipanos”, afirma Currais.

 

O governador Belivaldo Chagas também participou do evento de reinauguração e destacou a parceria com a Energisa. “Poder encerrar a semana aqui, diante dessa beleza, reconhecer a luta que Percílio empreendeu para que isso pudesse existir enche o nosso coração de alegria. Saber que temos, em Sergipe, uma empresa como a Energisa com visão cultural, ambiental e turística e está disposta a investir e realizar essa reforma para que a gente mantenha o espaço preservado também é bastante gratificante. Parabenizo e agradeço a Energisa por mais esta ação”, afirmou o governador. 


O evento contou com a parceria da Prefeitura de Itabaiana. “O Parque dos Falcões é o maior centro turístico do estado. Precisamos de mais empresas que tenham esse olhar para Sergipe”, afirmou o prefeito de Itabaiana, Adailton Souza. 


Investimentos 


A Energisa realizará investimentos de mais de R$ 223 milhões este ano na área de concessão da distribuidora em Sergipe. A quantia é 52% superior à cifra estimada para 2021. Ao todo, o Grupo Energisa, maior empresa privada de capital nacional do setor elétrico brasileiro, prevê investimentos de R$ 5,6 bilhões para este ano.

 

Serão destinados R$ 480 mil para projetos culturais e incentivos sociais em Sergipe. A soma se refere a projetos aprovados em anos anteriores e que serão executadas durante este ano. Entre os projetos que receberam aporte da Energisa estão a Orquestra Jovem de Sergipe e a Sociedade Filarmônica de Itabaiana. Além dessa iniciativa, a empresa doou R$ 100 mil para o suporte de entidades projetos de apoio ao desenvolvimento e amparo de crianças, adolescentes e idosos.

 

Fonte: Energisa 


Texto e imagens reproduzidos do site: infonet.com.br 

quarta-feira, 9 de junho de 2021

"O homem que conversa com os falcões" por Marcos Cardoso

Legenda da foto: Percílio pousa com um falcão na mão do visitante

Publicado originalmente no site DESTAQUE NOTÍCIAS, em 8 de junho de 2021

O homem que conversa com os falcões

Por Marcos Cardoso*

Saibam que os nossos gaviões do rabo branco, asa de telha, pernilongo, gavião-pé-de-serra e o carcará são falconídeos, aves de rapina de porte pequeno, mas fortes, velozes e ágeis caçadoras. A menor delas é o quiri-quiri, o pequeno falcão do Brasil, com apenas 25 centímetros de porte.

Como esses, outros elegantes animais vítimas de humanos despossuídos da mesma inteligência foram salvos por um centro de conservação que é único na América Latina.

Corujas suindara, orelhuda, buraqueira, murucututu, que é a segunda maior do Brasil, além de urubus, socós-boi e até uma harpia, a mais pesada e uma das maiores aves de rapina do mundo, que pode pesar 12 quilos e ostentar uma envergadura de até 2,5 metros, encontraram a salvação no Parque dos Falcões, aos pés da Serra de Itabaiana.

Reconhecido fora do país e hoje transformado em Instituto, é o único lugar do Brasil com autorização do Ibama para a criação de aves de rapina em cativeiro. E é referência na reprodução, manejo e reabilitação desses animais, que para ali são levados pela Adema, Polícia Ambiental, Corpo de Bombeiros e o próprio Ibama, quando são resgatados dos maus-tratos, machucados ou até mutilados pela ação humana.

Ali todos são cuidados com o melhor dos remédios: dedicação exclusiva, respeito e amor. Visitar o Parque dos Falcões é uma experiência transformadora.

“É uma forma de auxiliar as pessoas. Eu pensava que o foco era melhorar a vida do bicho, mas a gente percebeu que a educação ambiental melhora a condição racional, lógica de um ser humano, do respeito ao animal. Aí eu percebi que a gente estava fazendo um bom trabalho”.

Quem fala é Alexandre Correia, que acreditou no dom natural e no sonho um tanto mirabolante do amigo José Percílio Costa. No ano 2000, eles criaram o Parque dos Falcões. A realização dessa fábula fica numa área de 3.500 km², comprada com a ajuda de familiares, no Povoado Gandu II, a 2,5 quilômetros da BR-235 e a menos de 50 quilômetros de Aracaju.

As mais de 300 aves que hoje ali habitam são o motivo para a existência do lugar e a razão de viver de Percílio, um homem simples, que usa o melhor da expressão humana quando dialoga com elas. Ele é uma atração à parte. O bichinho vocaliza e ele entende.

Conhecido como encantador de aves, Percílio começou sua relação com elas há 35 anos, quando contava apenas 7 anos de idade, e viu eclodir na sua mão o ovo que foi chocado por uma galinha de onde nasceu Tito, o primeiro carcará. Que na verdade é uma fêmea, ele viria a saber depois, considerada a mais velha ave do gênero em cativeiro.

Tito nasceu na mão dele e dormia com ele no mesmo quarto. “Eu aprendi tudo o que eu sei com ela”, diz. E ele sabe muito.

Justiça se faça, Percílio e Alexandre sabem tudo sobre as aves. Alexandre, que é um experimentado guia para os visitantes, demonstra grande conhecimento científico. Percílio é pura intuição e afinidade. Impressiona como entendem o comportamento dos bichos. Acreditem: eles desenvolveram uma teoria do comportamento das aves de rapina.

“Aqui não é um zoológico, é um abrigo onde eles estão protegidos”, adverte Percílio. “Tem aves soltas, semi-soltas e presas. Só não retornam para a natureza aquelas que não podem retornar, principalmente por conta de traumas, amputações e transtornos de comportamento provocados por maus tratos”.

Os falcões treinados são quase todos filhotes de aves que chegaram lá mutiladas e conseguiram reproduzir depois de devidamente tratadas. “Você assistir essas aves dar cria, para mim é a maior alegria do mundo”.

E os falcões treinados também trabalham, o que ajuda na manutenção do parque. O falcão Fênix, por exemplo, participou algumas vezes da encenação da Paixão de Cristo, no sertão de Pernambuco, além de já ter estrelado duas novelas da Globo. As aves já participaram de outras produções, principalmente comerciais, programas de TV até internacionais e centenas de reportagens. O parque é mantido pelos visitantes, simpatizantes e colaboradores.

Outra advertência de Percílio: treina as aves, mas não pratica falcoaria. A prática milenar faz uso das aves de rapina para a caça. No Brasil, a falcoaria é proibida, embora seja permitido o adestramento de aves de rapina para aumentar a segurança da aviação.

“Aqui no parque predadores e presas vivem na paz”, resume o encantador de aves, que também cria pombos, galinhas, gansos, patos e pavões.

O Parque dos Falcões recebe animais de todo o Brasil e consegue reproduzir 30 espécies de aves de rapina. Esse dado por si só é um espanto. Pesquisadores do mundo visitam o parque para conhecer como é a reprodução em cativeiro.

Outra boa notícia, resultado também do trabalho e da conscientização: o parque recebia de 30 a 50 aves por mês e esse número diminuiu bastante, o que eles atribuem à maior conscientização das pessoas, que têm caçado e maltratado menos. Que assim seja.

“Desde que Tito nasceu eu jurei proteger as aves de rapina. Elas são a minha vida, cada uma delas faz parte da minha vida. Eu vim ao mundo para isso. E sou feliz”, diz um ainda emocionado Percílio, enquanto o velho carcará finge dormir nos seus braços.

*Marcos Cardoso é jornalista e escritor. Foi diretor de Redação do Jornal da Cidade, secretário de Comunicação da Prefeitura de Aracaju, diretor de Comunicação do Tribunal de Contas de Sergipe e é servidor de carreira da UFS. É autor dos livros “Sempre aos Domingos – Antologia de textos jornalísticos” e do romance “O Anofelino Solerte”.

Texto e imagem reproduzidos do site: destaquenoticias.com.br

quinta-feira, 3 de setembro de 2020

Após meses fechado, Parque dos Falcões é reaberto ao público

Percílio Mendonça, um dos fundadores do local.
Foto: arquivo/Portal Infonet

Publicado originalmente no site do Portal INFONET, em 01 de setembro de 2020 

Após meses fechado, Parque dos Falcões é reaberto ao público

O Parque dos Falcões, um dos grandes pontos turísticos de Sergipe, retornou às atividades na manhã desta segunda-feira, 1º. Segundo o coordenador e fundador do Parque Percílio Mendonça, o local irá funcionar de terça-feira a domingo, das 09h às 11h, e das 13h às 16h30, mediante agendamento prévio.

Percílio revela que a reabertura obedece todos os protocolos de saúde, como uso obrigatório de máscara, álcool em gel, e medidor de temperatura. O local está funcionando com capacidade de 30%. O agendamento pode ser feito através do site, ou pelo telefone (79) 9 9962-8396.

Por causa do período fechado e sem visitas, o Parque dos Falcões passou por dificuldades financeiras e precisou fazer uma campanha para recolher doações e arcar com os custos da alimentação dos animais e do pagamento dos funcionários.

Sobre o Parque

O Parque dos Falcões é um poucos locais do país com autorização do IBAMA para a criação de aves em cativeiro. Com o objetivo de proteger as espécies de aves de rapina que habitam o céu brasileiro, o Parque dos Falcões tornou-se uma referência mundial no manejo, reprodução e reabilitação desses animais, acumulando um grande conhecimento sobre o seu comportamento.

Por João Paulo Schneider e Verlane Estácio

Texto e imagem reproduzidos do site: infonet.com.br

quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Artistas convidam para o ‘‘Domingo Pro Parque’’

Foto: César de Oliveira

Publicado originalmente no site do Jornal da Cidade, em 06/12/2017

Artistas convidam para o ‘‘Domingo Pro Parque’’

Show vai acontecer na Reciclaria Casa de Artes, no próximo dia 10, a partir das 17h.

Solidariedade é para poucos, sensibilidade também. E se tem uma coisa artista que tem, é sensibilidade. Pois, será nesse somar de gente sensível que no próximo dia 10, músicos, compositores e intérpretes irão se encontrar no Reciclaria Casa de Artes, a partir das 17h, para realizar o ‘Domingo Pro Parque’. A festança vai ser toda lá, mas em favor do Parque dos Falcões, numa espécie de toda ajuda é pouca após o espaço ter sido alvo de assaltantes há pouco menos de um mês. Com ingresso a R$ 20, o valor arrecado será destinado ao ponto turístico que tem como fundador o Percílio Mendonça. Assim no domingo, vá para a Reciclaria pelo Parque, para multiplicar solidariedade e curtir um som dos bons.

Na lista dos artistas unidos e convidados a ecoar voz, arranjos e ‘canções em tempos sombrios’ estão Patrícia Polayne, a dona do chamamento artístico; Alex Santan’Anna; Márcio de D.Litinha; Julio Andrade, Rafael Ramos, Pedro Mendonça, Burundanga, Nicole Donato, Tori, Bárbara Sandes, Nino Karvan, Dami Dória, Arthur Matos, Luiz Eduardo, Kleber Melo, Gabriel Perninha, João Mário e Lucas Campelo. Alguém tem dúvida de que vai ter música para todos os gostos e encontros inesquecíveis? E com certeza, vai ter mais, muito mais vozes e musicalidade nesse show solidário.

“A Patrícia Polayne deu início a essa mobilização dos artistas se unirem em favor do Parque dos Falcões, que infelizmente foi invadido no mês passado, e aí ele foi chamando, cada um aderindo a essa ideia e foi todo mundo chegando e chegando. O lugar fundado por Percílio foi detonado lá, conseguimos um som para o show e agora vamos fazer o show para contribuir, ajudar o espaço com o que temos, como o nosso trabalho”, afirmou Nino Karvan.

Julio Andrade, da The Baggios, ao lado dos companheiros de banda Gabriel Perninha e Rafael Ramos, também já mais que confirmou a presença no evento e vai, com certeza, fazer uma apresentação ‘Brutown’. “Diante de tanta barbaridade com o ocorrido no Parque do Falcões, que chocou todo mundo, foi essa a ideia de ajudar. Fiquei de cara (sic!) quando soube e, na sequência, a Patrícia Polayne entrou em contato e deu tudo certo. Poder fazer esse show e boa parte dos artistas se manifestarem, isso é bem bacana, pois é uma voz que chega mais longe. É uma causa nobre para a gente se unir, ajudar a galera do parque, entidade independente, sendo o show uma forma de ajudar a quem realmente precisa”, disse.

Parque dos Falcões

A aproximadamente 45 km de Aracaju, localizado aos pés da Serra de Itabaina-SE, o Parque dos Falcões foi construído através do trabalho e esforço de dois sonhadores, José Percílio e Alexandre Correia.

Alexandre tornou-se “cúmplice” de Percílio no ano de 1999, mas a história do Instituto começou ainda na infância do fundador. Aos 7 anos, Percílio ganhou um ovo de Carcará (Caracara plancus) e depois de 28 dias sendo chocado por uma galinha, nasceu Tito, seu primeiro grande amigo. Hoje, Tito tem 27 anos e o Instituto cuida de mais de 300 aves, entre gaviões, falcões, corujas, socós-boi, pombos, etc.

Já conhecido por muitos turistas, estudantes, biólogos, e pesquisadores brasileiros e estrangeiros, o Instituto é um dos poucos locais do país com autorização do Ibama para a criação dessas aves em cativeiro. Com o objetivo de proteger as espécies de aves de rapina que habitam o céu brasileiro, o Parque dos Falcões tornou-se uma referência mundial no manejo, reprodução e reabilitação desses animais, acumulando um grande conhecimento sobre o seu comportamento.

Texto e imagem reproduzidos do site: jornaldacidade.net

terça-feira, 14 de novembro de 2017

‘Assaltantes queriam saber quais aves não poderiam ser rastreadas’

Percílio com ave no Parque dos Falcões.
Foto: Denise Gomes/G1.

Percilio trabalha na criação e recuperação 
de aves no Parque dos Falcões
Foto: Denise Gomes/G1.

 Ave morta nos braços de Percílio.
Foto: Reprodução/TV Sergipe.

Sede do Parque dos Falcões.
Foto: TV Sergipe.

Publicado originalmente no site do G1 SE., em 13/11/2017.

‘Assaltantes queriam saber quais aves não poderiam ser rastreadas’, diz fundador de Parque dos Falcões

Um gavião foi morto e outras cinco aves foram roubadas.

Por G1 SE

O fundador do Parque dos Falcões, localizado em Itabaiana (SE), Percílio Mendonça disse nesta segunda-feira-feira (13), que o grupo armado que invadiu o local neste domingo procurava por dinheiro e por aves. “Os assaltantes queriam saber quais aves tinham chip e quais não poderiam ser rastreadas”, disse Percílio Mendonça. Além de roubar dinheiro, arrecado com a visita de turistas, eles levaram cinco aves, sendo um papagaio, dois passarinhos e dois filhotes de gavião. Um filhote de gavião pedrês, conhecido popularmente como gavião prateado, foi morto.

A ação criminosa aconteceu na tarde deste domingo (12), quando seis homens armados invadiram o parque através de uma trilha na mata e fizeram os funcionários reféns. As vítimas foram espancadas e ameaçadas de morte e trancadas em uma sala. Os assaltantes ainda tentaram estuprar uma mulher. Mas fugiram após perceber que um dos funcionáros consegiu fugir e ligar para a polícia.

“Apanhamos bastante e falaram muita pornografia com a gente. Eles queriam me estuprar. Quando percebi que poderiam matar os meninos eu falei que a renda estava no auditório. Eles ficaram nervosos e me jogaram no banheiro”, disse a mulher, que por questão de segurança, não foi identificada.

O local é um dos poucos do país com autorização do Ibama para a criação e recuperação de falcões, gaviões, carcarás e corujas. E foi fundando por José Percílio, uma das vítimas dos assaltantes. Ele trabalha há mais de 17 anos no local que é mantido através de visitas de turistas.

“O parque faz um favor para o planeta recebendo aves do Brasil todo. Peço ao governador e ao presidente que mandem segurança, pois a gente vive para cuidar da nossa fauna. Minha maior dor é pelo animal, porque o material a gente consegue recuperar. Eles mataram um bicho e queriam dinheiro”, diz Percílio Mendonça.

Segundo a Secretária de Segurança Pública de Sergipe (SSP/SE), policiais realizaram rondas nos povoados próximos, com o apoio do helicóptero do Grupamento Tático Aéreo (GTA) e um inquérito será instaurado na delegacia de Itabaiana. A SSP reforçou que vai tomar todas as medidas necessárias para identificar e punir os suspeitos. Quem tiver qualquer informação pode colaborar com a polícia através dos números 181 ou 190.

O Ibama classificou o roubo das aves e a violência contra os funcionários do parque como algo lamentável e inaceitável. E disse que assim que os autores forem identificados eles serão autuados conforme prevê a Legislação Ambiental.

Texto e imagens reproduzidos do site: g1.globo.com/se

segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Assalto ao Parque dos Falcões - Indignação, revolta e profunda tristeza...


Publicado originalmente no site bacanudo.com

Violência Explícita.

Um sentimento de indignação, revolta e profunda tristeza tomou de assalto a população sergipana no final de tarde do último domingo, 12, quando se espalhou a péssima notícia de que um grupo de marginais armados invadiu o "Parque do Falcões", fincado no município de Itabaiana, ao lado do "Parque Nacional de Reserva Natural" a aproximadamente 45 Km da capital, espancando e fazendo de reféns funcionários, assaltando toda a renda do dia arrecadada pela visita dos turistas, quando também estragaram todo o equipamento de manutenção do local, e ainda, além de matar um gavião pedrês - conhecido como prata da casa -, levaram cinco ou seis aves daquele que é o único centro de criação, multiplicação e preservação de aves de rapina da América do Sul, também o único local do país com autorização do Ibama para a criação de aves de rapina.

Situado em uma área de aproximadamente 3.500 km², o parque, que é mantido atualmente por uma ONG, foi criado no ano de 2000 por 'José Percílio Costa', um homem que dedica a sua vida aos cuidados e preservação das aves e da área.

Qualquer informação sobre o paradeiro das aves, ligar para o 190 (Polícia) e para o 0800 618080 (Ibama).

Esperamos que a Polícia realize uma busca intensa e enérgica em toda a região, para conseguir chegar e prender os malfeitores. Lamentável!

Texto e imagem reproduzidos do site: bacanudo.com

quarta-feira, 6 de setembro de 2017

Parque dos Falcões (Terra da Gente) - Bloco 01 e 02

José Percílio, sendo entrevistado por Paulo Gonçalves,
 para o programa "Terra da Gente" (2009).



Parque dos Falcões, no município de Itabaiana


Publicado originalmente no Portal Infonet, em 04/09/2017.

Parque dos Falcões será inserido em roteiro turístico

O local ainda é explorado para o turismo de aventura

O Parque dos Falcões, localizado a 45 km de Aracaju, no município de Itabaiana, é um refúgio para aves de rapina. Localizado ao pé da Serra de Itabaiana, o local além de belo, contempla aves exóticas e que estão em extinção, com apresentações desses animais. O local ainda é explorado para o turismo de aventura, com várias trilhas recheadas por lagos e cachoeiras; além do turismo religioso, onde são realizados retiros; e até por turismo científico, onde pessoas fazem passeios no ensejo de encontrar OVIN’s.

Segundo o secretário de Estado do Turismo, Fábio Henrique, o lugar precisa ser mais divulgado. “Sem dúvidas, é um excelente passeio a ser incluído em diversos roteiros do Estado. O Governo tem investido para organizar o Estado para o Turismo, e já começamos com ações promocionais, sendo que o Parque dos Falcões também será apresentado nos locais onde divulgamos o destino Sergipe”, explicou o secretário Fábio Henrique, durante a visita técnica realizada na sexta (dia 1º). Já o secretário de Indústria Turismo de Itabaiana, Carlos Eloy Filho, enfatizou a importância do Parque está inserido no roteiro turístico: “esse é um projeto maravilhoso e que encanta os visitantes, além de promover renda para a comunidade, com a fomentação do turismo”.

Atualmente, o Parque dos Falcões é uma referência mundial no manejo, reprodução e reabilitação de aves de rapina, sendo um dos poucos locais do país, com autorização do IBAMA, para a criação dessas aves em cativeiro. “Estamos com 209 aves, sendo 42 espécies de ave de rapina, que são reabilitadas para voltar ao ambiente natural, outras são reprodutoras, já algumas são usadas para o controle biológico e apresentações para turistas e apresentações em geral", detalhou Alexandre Correia, que é um dos fundadores.

O sonho de Alexandre e de seu sócio, Percílio Mendonça, extrapolou os limites do Brasil e hoje recebem pesquisadores de vários países, principalmente vindos da Europa. “Somos o maior centro de aves de rapina da América Latina e o primeiro do Mundo a conseguir reproduzir aves com deficiência”, explicou Percílio, o porquê do Parque dos Falcões ser referência para pesquisadores.

O espetáculo

Os gaviões treinados são utilizados por empresas de grande porte para fazer o controle biológico, expulsando aves indesejáveis, como na Petrobrás, para retirada de garças na região das plataformas, e na Infraero, para a expulsão de urubus em aeroportos. Esses animais também são utilizados como figurantes em gravações de filmes, de clipes musicais e na Paixão de Cristo, em Nova Jerusalém/PE.

Mas o que mais encanta aos visitantes e turistas, sem dúvida, são as apresentações finais, quando o Percílio dá o comando e os gaviões fazem voos rasantes até parar em sua mão. Algumas dessas aves, como uma grande coruja e uma águia, são colocadas no ombro dos visitantes. E para finalizar e encantar os que chegam, o passeio é finalizado com o toque nos animais – é como uma hipnose em que os animais, normalmente os mais bravos, ficam paralisados e o visitante coloca eles no colo, brinca mexendo no bico. Um passeio muito encantador!

Fonte e foto: Secretaria de Estado do Turismo.

Texto e imagem reproduzidos do site: infonet.com.br

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Parque dedicado a aves de rapina é atração de Itabaiana

Foto ilustrativa reproduzida do site: parquedosfalcoes.com.br

Publicado originalmente no site do Jornal da Cidade, em 30/08/2016.

Parque dedicado a aves de rapina é atração de Itabaiana
Na Serra de Itabaiana, turistas visitam cachoeiras e fazem trilhas na mata.

Por: JornaldaCidade.Net

“Em Itabaiana é possível encontrar diversos roteiros de ecoturismo. A Serra de Itabaiana possui diversas espécies de plantas, trilhas, faunas, além do Poço das Moças e do Parque dos Falcões. Os moradores do município são muito hospitaleiros e estão aguardando a visita dos turistas que, depois de conhecer as belezas naturais, têm que experimentar o churrasco mais gostoso do Brasil”, convida o guia de turismo Marcos Mota.

Parque dos Falcões.

Na entrada da Serra de Itabaiana está localizado o Parque dos Falcões. Seu fundador, José Percílio, possui uma relação de amor e carinho com as aves que cria e recupera: falcões, gaviões, carcarás e corujas. O parque é um dos poucos locais do país com autorização do Ibama para a criação dessas aves em cativeiro. Com o objetivo de proteger as espécies de aves de rapina que habitam o céu brasileiro, o Parque dos Falcões tornou-se uma referência mundial no manejo, reprodução e reabilitação desses animais, acumulando um grande conhecimento sobre o seu comportamento.

“É a primeira vez que venho ao parque e amei esse contato com a natureza. Um trabalho realizado com muito amor e dedicação, a luta pela preservação ambiental deve ser de todos. Volto para o Sul divulgando esse lugar encantador”, elogia Ademilson dos Santos, que mora em Curitiba.

Texto reproduzido do site: jornaldacidade.net

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Parque dos Falcões




Parque dos Falcões.

Parque dos Falcões, localizado na cidade de Itabaiana, no estado de Sergipe é o único centro de criação, multiplicação e preservação de aves de rapina da América do Sul. É também o único local do país com autorização do Ibama para a criação de aves de rapina...

Texto e imagens reproduzidos do site: sergipeturismo.com

sábado, 7 de novembro de 2015

Maior centro de conservação de aves de rapina do Brasil


Publicado originalmente no site do JornaldaCidade.Net, em 17/02/2014.

TURISMO.

Parque dos Falcões.

Maior centro de conservação de aves de rapina do Brasil.

Por: Andrea Moura/Equipe JC.

Esqueça tudo de ruim que algum dia você ouviu sobre aves de rapina, como por exemplo, de que corujas são presságios de coisas ruins e que o canto delas é aviso de morte. Eu sei, é difícil mudar conceitos antigos e passar, até, a gostar de um bichinho desses, mas, nesse caso em específico, o remédio, ou melhor, a forma de perder o medo das aves de rapina é indo até o Parque dos Falcões, localizado a cerca de 50 quilômetros de Aracaju, mais precisamente no Povoado Gandu, no município de Itabaiana.

O parque, que existe há 14 anos e é uma imensa área verde com um astral bem legal e um vento que não nos deixa perceber o calor do verão escaldante deste 2014, está instalado numa área de 17 hectares e nela, 32 espécies, entre corujas, gaviões, falcões e urubus, estão sendo conservadas, graças ao trabalho de um sergipano de 37 anos de idade: José Percílio Mendonça Costa.

Não me peçam explicações lógicas sobre como ele consegue manter um diálogo com as aves; como ele sabe o que dizem ou o que sentem; como ele fez para tornar aves que passaram por fortes processos de trauma, como por exemplo, mutilações, hoje serem afetuosas e já terem dado diversos filhotes saudáveis. São tão dóceis que ficam no ombro ou braço do visitante sem que seja necessário colocar luva, como é exigido neste tipo de contato e, por exemplo, na falcoaria. E o melhor de tudo, a pessoa não sai com um arranhãozinho sequer.

O fato é que, basta um olhar dele, um simples toque, para o animal ir, por exemplo, construir um ninho, ou reprovar um que tenha sido feito de maneira errada por algum biólogo durante as aulas práticas que Percílio ministra no local. “Tudo que sei sobre o universo deles foram eles que me ensinaram. Eu sei o comportamento de cada um. Sei quando precisam e querem reproduzir. Aprendi, por exemplo, que as fêmeas têm de se apaixonar para aceitar o companheiro, senão elas os matam, já que são maiores e mais fortes. Em alguns casos tenho que fazer o papel, digamos assim, de primeiro marido, e depois induzi-las a aceitar o macho da espécie. Isso tudo é feito com diálogo, com afeição. Ensino que nem todo ser humano é mau e que elas não precisam temer”, explicou o fundador do parque.

Os ensinamentos do encantador de falcões, como Percílio e o que ficou conhecido nacional e internacionalmente, podem ser vistos na prática por quem for visitar a área, pois existem corujas, águias e falcões soltos na propriedade e nenhum deles ataca o que é do local ou está na região devidamente autorizado, sejam humanos ou não. Aproximadamente 60 coelhos correm livremente pelo terreno e num pequeno lago têm vários tipos de peixes como tilápias e pintados. “Aqui existe a convivência harmônica de bichos que são presas e predadores na cadeia alimentar, mas nenhuma ave encosta nos outros. Sempre que chega algum novato, eu chamo todos e digo: este aqui é do parque, então eles não encostam. Mas, se for de fora, aí sim atacam”, comentou.

O mesmo serve para humanos não anunciados, por isso, as visitas acontecem com agendamento prévio. Corujas e falcões fazem as vezes de seguranças. Um deles, conhecido como psicopata (falcão), se perceber que alguém não anunciado adentra ao espaço, trata logo de dar cascudos, digamos assim, no intruso. “A população da região nos respeita muito, tanto que nunca tivemos invasão, roubo. A não ser no caso do urubu albino, o Michael, que fora roubado por pesquisadores cearenses que estavam coletando dados aqui. Mas, mesmo assim, as corujas avisaram, só que as pessoas que estavam na hora não entenderam os sinais”, lamentou Percílio, que diz ter sonhado com a chegada de outro urubu albino à reserva. Michael foi o 1º albino da espécie, um caso raríssimo no mundo, e foi assassinado. Em homenagem a ele, pouco antes do pórtico do Parque, tem uma escultura imensa o representando.

Amor que muda comportamento.

Percílio diz que o parque e as aves são a vida dele, tanto que evita estar fora do “habitat” por muito tempo, mesmo que seja para divulgar o parque ou dividir conhecimento, não que ele se negue a isso, muito pelo contrário, só que ele prefere que os grupos vão até ele, pois não gosta de deixar os “filhos” sozinhos. “Eles sentem minha falta e eu a deles”, frisou. Tanto é que ele está quase decidido a recusar ir para o Japão filmar o terceiro filme falando sobre o Parque. As duas primeiras películas japonesas falavam sobre a interação, a amizade homem/ave e este terceiro será sobre a vida dele, sobre o primeiro ovo de falcão que recebeu aos sete anos de idade, quando nasceu Tito (apesar do nome, é uma fêmea), que agora está com 30 anos. “Mas eu não quero ir não! Bom é a casa da gente!”.

Esse homem simples e muito carismático já foi espalhar conhecimento em vários lugares, inclusive na Ilha de Galápagos, no Equador. Foi manchete de vários jornais e revistas nacionais, incluindo também a internacional e respeitada National Geographic. Consequentemente, levou e elevou o nome de Sergipe em várias instâncias e isso de forma despretensiosa e sem cobrar nada a ninguém. Reconhecimento da importância do Parque dos Falcões para o estado por parte de governos atuais e passados tem pra dar e vender, mas ajuda para manter o local, que é bom, nada!

“Promessas eu já tive, e muitas, mas, como quem vive de promessa é santo, eu vivo e faço o parque ser o que é através do meu esforço, não espero por ninguém, por político nenhum. Já ouvi promessas de apoio e ajuda de João Alves quando era governador; do falecido governador Marcelo Déda, mas nada foi concretizado. O único que nos ajudou de fato foi um homem bom chamado Marcelo Medina, quando presidente da Energisa. Mandou construir nosso auditório equipado com tudo do que precisamos, fez o pórtico e a bilheteria. A ele eu sou muito grato e oro pra que Deus o abençoe sempre!”, desejou.

A mais nova promessa recebida aconteceu justamente no dia da inauguração da reforma feita pela Energisa, em dezembro do ano passado, e desta vez partiu do prefeito de Itabaiana, Valmir de Francisquinho. Ele disse que iria providenciar o calçamento do acesso ao Parque, por sinal, a entrada do Povoado Gandu está em petição de miséria. A promessa já caminha para o terceiro mês. Se Percílio dependesse de ajuda governamental pra tocar o centro de conservação, e não tivesse paixão por morar em Sergipe, já teria levado embora daqui o Parque, afinal de contas, propostas não faltaram para que o instalasse em outros estados, a exemplo do Acre e da Bahia, neste último caso, mais especificamente, na Praia do Forte. Ou poderia ir para bem mais longe, para a Tunísia, país da África do Norte, de onde também recebeu convite.

Por muito tempo o PF foi sustentado pela mãe do fundador, e a autonomia chegou por meio do turismo, portas que foram abertas pela jornalista Silvinha de Oliveira, falecida em 8 de junho de 2012. Agora, em períodos de alta temporada, a reserva recebe cerca de 700 pessoas por semana, número que não cai muito, mesmo nos períodos de baixa temporada.

Ganhando o mundo.

Não só Percílio é convidado a dar palestras e treinamentos. Muitas das aves que ele cria vão com ele nessas empreitadas. Diversas já participaram de filmes brasileiros e norte-americanos. O trabalho mais recente foi a filmagem do material publicitário e do DVD da Paixão de Cristo de Nova Jerusalém, em Pernambuco, onde irão atuar durante as encenações da Paixão 2014. Percílio será o braço direito do imperador, o encarregado de receber as mensagens levadas pelos falcões e repassá-las para o chefe. Uma das cenas é o Fórum de Pilatos, quando haverá sobrevoo da ave. “Elas se comportaram tão bem, fizeram tudo direitinho, desde o voo ao piado, e não se intimidaram com o cavalo que está em cena, mesmo sendo um animal estranho a elas, já que aqui não entra cavalos”, disse todo orgulhoso.

A reserva conta atualmente com centenas de aves, tanto as encaminhadas pelos Ibamas de todo o Brasil quanto os filhotes que nasceram lá. Mas, nenhuma delas sai de lá em troca de dinheiro, só em troca de amor. Percílio é radicalmente contra o comércio dos animais, tanto que só deixam o parque ou para serem reintroduzidos à natureza para repovoamento, ou doados a criadores autorizados pelo órgão federal de proteção ao meio ambiente. Ele não faz esse tipo de troca nem mesmo para garantir o sustento do parque, que gasta, apenas com comida para as aves, cerca de R$ 5 mil/mês. Por semana ele tem que comprar cerca de 300 codornas, 150 pintos e 50 quilos de carne, além de ração. “Isso tudo é bancado pelo ecoturismo e pelos trabalhos que fazemos pelo mundo”, reforçou.

Curiosidades.

- O falcão peregrino atinge a velocidade de 420 km/h.

- A harpia, maior ave de rapina da América Latina e animal ameaçado de extinção, consegue exercer, com as patas, uma pressão de aproximadamente 800 kg, sendo capaz, inclusive, de matar um ser humano. A existente no Parque dos Falcões é uma fêmea oriunda da Amazônia e está à espera do macho, que deve ser levado em pouco tempo para a reserva. Pesa entre nove e 10 quilos e mede, de uma ponta a outra da asa, 2,15 metros.

Serviço.

O quê? – Parque dos Falcões.

Onde? – Povoado Gandu, no município de Itabaiana, distante cerca de 50 km de Aracaju, acesso pela BR-235.

Quanto? – R$ 20 adultos; R$ 10 (meia-entrada) crianças com idade entre sete e 11 anos, e idosos.

Horário de visitação? – Das 8h às 11h e das 13h às 16h. São geralmente duas horas de visita monitorada, onde a pessoa vê um filme sobre o Parque, como as aves chegam, conhece as espécies lá protegidas, as que estão ameaçadas de extinção e depois segue para a visitação delas. Há ainda exibição de aves adestradas e o contato com elas. Caminhada até a cachoeira e banho em lagoa natural são também outras opções do passeio.

Agendamento das visitas – Através dos telefones:
(79) 9962 5457 // 9131 8496 // 9945 9020.

Texto e imagem reproduzidos do site: jornaldacidade.net