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sexta-feira, 14 de março de 2025

Exposição sobre a arquitetura e o urbanismo de Aracaju

Publicação compartilhada do site DESTAQUE NOTÍCIAS, de 13 de março de 2025

Arquivo Público festeja os 170 anos de Aracaju com exposição

A exposição é composta de 24 itens sobre a arquitetura e o urbanismo de Aracaju

O Arquivo Público de Sergipe (Apes) está promovendo uma exposição fotográfica que ilustra o processo de modernização e a expansão urbana de Aracaju, com foco no centro da cidade, especialmente nas praças Fausto Cardoso e Olímpio Campos. A mostra permanecerá aberta ao público até o dia 31 de março no Museu da Gente Sergipana, centro da capital sergipana.

A exposição é formada por fotografias do acervo do Arquivo Público e foi criada a partir da pesquisa da professora Naide Barboza, que, ao longo dos anos, dedicou-se a investigar e coletar imagens sobre Aracaju. O servidor do Apes, Ackley Santiago, destacou que a exposição tem o objetivo de compartilhar conhecimento e informações sobre o desenvolvimento e a expansão urbana da capital sergipana.

As fotos estão dispostas em uma linha do tempo, começando no início do século XX e seguindo até sua quarta década. Ao longo dos anos, é possível perceber grandes transformações nos elementos arquitetônicos, urbanísticos e paisagísticos. A exposição combina o tradicional com o tecnológico. A exposição é composta de 24 itens que, além de explorar a temática arquitetônica e urbanística da cidade, estabelece, por meio de mediação, conexões com os eventos históricos, políticos e culturais que marcaram Aracaju desde sua ascensão como capital.

A diretora do Arquivo Público, Sayonara Santana, afirmou que a exposição oferece uma oportunidade de reflexão sobre a nossa capital, por meio de locais que nos conectam ao passado, permitindo uma reflexão sobre o presente e fortalecendo nosso sentimento de pertencimento e, por conseguinte, a nossa sergipanidade. A coordenadora do Museu da Gente Sergipana, Karla Santos, ressaltou a importância da parceria com Arquivo Público Estadual.

Fonte e foto: Secom/GS

Texto e imagem reproduzidos do site: www destaquenoticias com br

quinta-feira, 30 de janeiro de 2020

Pesquisadores destacam importância de Arquivo Público...

Foto: Agência Sergipe de Notícia

Publicado originalmente no site A8 SE, em 29/01/2019

Pesquisadores destacam importância de Arquivo Público para preservação da memória sergipana

Fonte primordial para pesquisadores, alunos e professores, o Arquivo Público do Estado de Sergipe (Apes) é o maior arquivo de Sergipe e traz em seu acervo peças imprescindíveis para constituição da história sergipana, que vão desde o século XVIII ao XX. A reinauguração do Apes aconteceu nesta segunda-feira (28), em solenidade coordenada pelo governador Belivaldo Chagas.

Além de guardar e preservar um patrimônio documental histórico, o arquivo público garante livre acesso a toda a população. O local tem alimentado pesquisas, entre monografias de conclusão de curso, dissertação de mestrado, teses de doutorado, dentro e fora do estado, e até pesquisas de estudiosos de outros países. É um espaço para estudantes e pesquisadores como pontua a doutora em História e professora universitária, Edna Maria.

“Eu tive alguns alunos de iniciação científica aos quais eu pedi um levantamento sobre o poder legislativo, no qual paramos no ano de 1850. A ideia era fazer uma história do poder legislativo a partir das fontes do arquivo público. Utilizamos muitas correspondências, ofícios, avisos, relatórios das câmaras, atas dos conselhos de província, documentações administrativas entre outros. Efetivamente, o Arquivo é um lugar que tem muita importância pela riqueza do acervo guardado”, explicou Edna.

Apesar de constituir um verdadeiro manancial de documentos que vão desde o período colonial até as décadas mais modernas, boa parte do acervo ainda é desconhecida. Para o professor de História Econômica da Universidade Federal de Sergipe, Carlos Malaquias, a revitalização poderá atrair novas descobertas.

“Vale lembrar que metade do acervo, que é enorme, não é conhecido. A produção de instrumentos de pesquisa, ou seja, catálogos, vai orientar novos interessados e pesquisadores e, também, trazer à luz os documentos, as muitas informações que são desconhecidas. Talvez essa seja uma política interessante para ajudar na preservação porque é exatamente no uso que o acervo ganha vida. A produção de instrumentos de pesquisa vai ajudar a divulgar a riqueza desse acervo e atrair mais pesquisadores”, pontou Malaquias.

Segundo o diretor do Arquivo Público de Sergipe, Milton Barbosa, a reforma demonstra a preocupação do governo do Estado com as gerações futuras. “O Arquivo Público abriga toda a documentação referente, por exemplo, à educação. Então, tudo que você imaginar sobre educação no estado de Sergipe, desde 1808 para cá, tem sido guardado dentro desse prédio. A reforma irá contribuir para o melhor armazenamento do acervo. Para se ter uma ideia, o Arquivo Público possui uma escritura de compra e venda de uma propriedade rural de 1673.  Além disso, temos a coleção do pesquisador Sebrão Sobrinho digitalizada na íntegra, do jurista Gumercindo Bessa, de documentos do poeta Freire Ribeiro e do pesquisador e historiador Epifânio Dória entre outros”, disse.

Ainda segundo Milton, a reforma possibilita a preservação de um dos poucos prédios em Sergipe que trazem características arquitetônicas da Arte Déco. “O prédio do Arquivo Público traz uma beleza arquitetônica antiga, além de dialogar com um todo um complexo histórico do Centro de Aracaju, que compõe a Praça Fausto Cardoso, o Palácio Museu Olímpio Campos entre outros prédios”, enfatizou.

Sobre o Arquivo Público

O Arquivo Público de Sergipe (Apes) tem sua origem na Seção de Arquivo da Biblioteca Pública Provincial, criada em 1848. No Governo de Maurício Graccho Cardoso, em 1923, foi criado o Arquivo Público do Estado. Em 1926, o Arquivo volta à condição de Seção da Biblioteca Pública, mantendo-se nesta situação até 1945.

O imóvel que hoje abriga o Arquivo Público, o Palácio Carvalho Neto, foi construído 1936 para abrigar a Biblioteca Pública e a secção do Arquivo Público. Em 1947, o Arquivo Público muda-se para o imóvel que hoje sedia a Escola do Legislativo (antiga Assembleia Legislativa). A situação permaneceu até 1974, quando foi construído um novo prédio para a Biblioteca Epifânio Dória, no bairro 13 de julho. A Biblioteca mudou-se e o Arquivo Público passou a ocupar sozinho o Palácio Carvalho Neto.

Texto e imagem reproduzidos do site: a8se.com

quarta-feira, 30 de outubro de 2019

Arquivo Público de Sergipe comemora 96 anos durante sessão na Alese

Solenidade ocorreu nesta terça-feira, 29, na Alese
Foto: Jadilson Simões

Publicado originalmente no site do Portal INFONET, em 29 de outubro de 2019

Arquivo Público de Sergipe comemora 96 anos durante sessão na Alese

Uma audiência pública realizada no plenário da Assembleia Legislativa nesta terça-feira, 29, comemorou os 96 anos do Arquivo Público do Estado de Sergipe (APS), completados justamente neste 29 de outubro.

A mesa de palestrantes foi composta pelas professoras Beatriz Goes e Terezinha Oliva, ex-diretoras da instituição; o professor Carlos Malaquias, chefe do Departamento de História da Universidade Federal de Sergipe (UFS); a atual diretora do APS, Lícia Cristina Santana; e o secretário de Estado da Educação, professor Josué Modesto dos Passos Subrinho. O autor do Requerimento para a audiência pública foi o deputado estadual Francisco Gualberto, vice-presidente da Alese.

“Trata-se de uma apresentação sobre a importância dessa data. Por isso não tive dúvida de que se tratava de uma questão importante. Por essa razão fizemos contato com o presidente da Casa e com o cerimonial para que a data da apresentação coincidisse com o dia de hoje, e tivemos toda a gentileza da Casa do Povo para que tudo ocorresse bem”, disse Francisco Gualberto, salientando que o requerimento havia sido aprovado por unanimidade. “No nosso entendimento, qualquer país, qualquer Estado, qualquer cidade que não preserva sua memória, está buscando se desvalorizar diante da história”, disse, parabenizando o Arquivo Público e seus servidores. “Sem dúvida, trata-se de algo muito importante para o povo sergipano e para a nossa história”.

O Arquivo Público de Sergipe disponibiliza aos cidadãos e entusiastas das pesquisas de campo um acervo de documentos históricos, além de coleções de pesquisadores sergipanos totalmente digitalizadas. Todo o acervo fica resguardado em um prédio construído em 1936, mas recém-reformado e modernizado. Funcionando em horário das 7h às 13h, de segunda a sexta-feira, o arquivo está localizado na Travessa Benjamin Constant, 348 – Centro de Aracaju. O agendamento de visitas e pesquisas pode ser feito pessoalmente ou por meio do telefone (79) 3179-1907.

Considerada uma das mais antigas edificações do estado, o Arquivo Público Estadual de Sergipe Palácio Carvalho Neto abriga documentos históricos do Poder Executivo, jornais de época, uma escritura de compra e venda de uma propriedade rural do ano de 1673, a coleção do pesquisador Sebrão Sobrinho digitalizada na íntegra, do jurista Gumercindo Bessa, além de documentos do poeta Freire Ribeiro e do pesquisador e historiador Epifânio Dória, entre outros.

Fonte: Assessoria Parlamentar do deputado

Texto e imagem reproduzidos do site: infonet.com.br

domingo, 30 de junho de 2019

Acervo do Arquivo Público de Sergipe está disponível para pesquisa e visitação







Fotos: Eugênio Barreto

Publicado originalmente no site Sergipe Governo do Estado, em 27 de Junho de 2019

Acervo do Arquivo Público de Sergipe está disponível para pesquisa e visitação

Além de resguardar a documentação arquivista do Estado, há um curioso acervo histórico em um prédio datado do início do século XX

O Arquivo Público de Sergipe disponibiliza aos cidadãos e entusiastas das pesquisas de campo um acervo de documentos históricos, coleções de pesquisadores sergipanos totalmente digitalizados, tudo isso resguardado em um prédio construído em 1936, recém-reformado e modernizado. Funcionando em horário das 7h às 13h, de segunda a sexta-feira, o arquivo está localizado na Travessa Benjamin Constant, 348 – Centro de Aracaju. O agendamento de visita e pesquisa pode ser feito, pessoalmente, ou por meio do telefone (79) 3179-1907.

Considerado uma das mais antigas edificações do estado, o Arquivo Público Estadual de Sergipe Palácio Carvalho Neto (Apes) abriga documentos históricos do Poder Executivo, jornais de época, uma escritura de compra e venda de uma propriedade rural do ano de 1673, a coleção do pesquisador Sebrão Sobrinho digitalizada na íntegra, do jurista Gumercindo Bessa, de documentos do poeta Freire Ribeiro e do pesquisador e historiador Epifânio Dória, entre outros.

O prédio foi recentemente entregue a população totalmente reformado e modernizado, com investimentos da ordem de R$ 900 mil, por meio de parceria firmada entre o Governo de Sergipe e a Centrais Elétricas (Celse), através de Protocolo de Intenções que visa promover ações de preservação do patrimônio cultural e histórico de espaços públicos que integram o meio ambiente cultural do Estado de Sergipe, a exemplo também do Teatro Tobias Barreto e da recém-inaugurada obras de modernização da Biblioteca Epiphanio Dorea.

Desde que foi entregue à população, seu acervo está aberto ao público para visitação e pesquisa acadêmica. Foi o que fez o entusiasta da pesquisa, o subtenente do Corpo de Bombeiros de Sergipe, Luiz Tadeu Santos Denfin, que nesta quarta-feira, 26, esteve no Arquivo para catalogar informações que servirão de material para o seu almanaque em homenagem aos 100 anos da corporação. “Trabalho há 19 anos como bombeiro e o ano que vem eu me aposento. Essa é uma forma de homenagear essa família que fiz parte durante um período da minha vida. O Arquivo Público está sendo muito importante nesse processo porque aqui consigo lê jornal por jornal e fotografar o que vou precisar”, conta.

O servidor público Silvio Manfrin também esteve no local e buscou informações sobre sua nomeação no serviço público. “Espero encontrar alguma coisa, é um trabalho minucioso porque são muitos arquivos, mas estou confiante”, finaliza.

A diretora do Arquivo Público Estadual, professora Lícia Cristina Souza Santana, explica que o papel do Apes é promover a organização, preservação e o acesso a documentação arquivista produzida no Estado. “O arquivo é uma parte integrante do processo evolutivo da sociedade, um espaço que detém muita história que precisa ser preservada. Nessa perspectiva, a gente começa a enaltecer e pensar às funções sociais e culturais que espaços como esses podem oferecer a sociedade. Além da pesquisa e o acesso a informações, nosso objetivo é abrir uma agenda cultural para que a comunidade sergipana esteja inserida nesse contexto histórico tão importante para nosso estado”, relata a gestora.

Projetos e visitações

Direcionado aos estudantes da educação básica e o público em geral, o Arquivo Público prepara uma série de projetos culturais e educativos. “Temos em mente vários projetos a serem desenvolvidos, um deles é o ‘Arquivo Vivo’. Dentro desse macro-projeto vamos desenvolver outras atividades como o ‘Café com História’ e o ‘Café com Cultura’, com aulas e palestras, tanto para os alunos da educação básica quanto para acadêmicos do ensino superior”, informa Lícia, destacando que as escolas que mostrarem interesse em participar dessas atividades deverão agendar previamente.

Ainda de acordo com diretora do Apes “pretende-se fomentar também a implantação dos Arquivos Públicos Municipais e o Sistema Estadual de Arquivo Público. São metas bastante audaciosas e que são importantes nesse contexto da documentação pública. Felizmente estamos recebendo todo o apoio do secretário estadual da Educação, do Esporte e da Cultura, professor Josué Modesto dos Passos Sobrinho, e os servidores da Seduc em geral”, disse.

8 de Julho

Para celebrar a semana de emancipação política do Estado de Sergipe, o Apes realizará uma programação especial em parcerias com as escolas da Rede Estadual de Ensino. “Nessa ação os alunos poderão conhecer as instalações do prédio, qual a função do Arquivo Público, a sua importância. Além disso, teremos uma exposição das documentações históricas da emancipação política de Sergipe, entre outras atividades”, informa Lícia Cristina Santana.

Reforma e modernização

As obras do prédio em estilo rococó iniciaram-se em 2 de abril de 2018 e finalizaram em 20 de dezembro. Os trabalhos foram acompanhados, por parte da contratante, pelo engenheiro Fábio Barros Pimentel, e contemplou a implementação de um sistema moderno de combate a incêndio, recuperação de toda a rede elétrica e hidráulica, bem como recuperação das áreas abertas e de terraço, com uma impermeabilização mecânica.

O auditório com capacidade para 96 pessoas foi totalmente recuperado e implantada uma plataforma de elevação para cadeirantes. A acessibilidade foi contemplada com a colocação de um elevador com acessos ao ambiente de pesquisa, bem como a reforma de banheiros para adequação às pessoas com necessidades especiais.

Texto e imagens reproduzidos do site: se.gov.br

sexta-feira, 25 de janeiro de 2019

Arquivo Público do Estado será reinaugurado no dia 28 de janeiro

Arquivo Público passou por reforma (Foto: Celse)

Publicado originalmente no site do Portal Infonet, em 24 de janeiro de 2019

Arquivo Público do Estado será reinaugurado no dia 28 de janeiro

Uma revitalização para fortalecer a memória, preservar a cultura e a história de Sergipe. Esse foi o objetivo principal da reforma do Palácio Carvalho Neto, que abriga o Arquivo Público de Sergipe, localizado na Praça Fausto Cardoso, no Centro de Aracaju, e que será reinaugurado na próxima segunda-feira, 18, às 17h.

A iniciativa promovida pela CELSE – Centrais Elétricas de Sergipe é fruto de uma parceria com o governo do Estado, e visa a preservação de prédios públicos e históricos como esse, construído em 1936, para abrigar a então ‘Biblioteca Pública e a Secção do Arquivo Público’. O gigantesco arquivo teve sua origem na Seção de Arquivo da Biblioteca Pública Provincial, criada em 1848 (Lei n° 2.33), com a finalidade de guardar os originais ou cópias de quaisquer papéis do Governo Geral ou Provincial, cuja guarda no arquivo se julgava conveniente, além de notícias importantes.

A ordem de serviço para a recuperação do espaço foi autorizada em março do ano passado, sendo que os recursos para a execução da obra foram aportados de forma voluntária pela CELSE, contemplando também as reformas da Biblioteca Pública Epifânio Dória e do Teatro Tobias Barreto – TTB, que está com 60% dos serviços executados.

“Nosso projeto contemplou a recuperação de toda a estrutura física do imóvel, que estava bastante deteriorado pela ação do tempo. Esse é mais um trabalho que muito nos orgulha, já que conseguimos resgatar a beleza deste prédio histórico, que possui um valor cultural imensurável, já que abriga valiosos documentos, preservando assim a memória do povo sergipano”, destacou o diretor presidente da CELSE, Pedro Litsek.

Para o diretor do Arquivo Público de Sergipe, Milton Barbosa, a revitalização do prédio eleva o espaço ao padrão do Arquivo Público de São Paulo, entre outros arquivos públicos de vários estados do país, os quais são referência para pesquisadores do mundo inteiro. “Durante a sua história, o Arquivo Público de Sergipe passou por quatro reformas, essa foi a quarta, e a considero como a primeira grande reforma. Isso porque, foi realizado um trabalho minucioso onde todos os detalhes receberam a devida atenção. Do piso ao telhado, nada foi esquecido pela equipe”, ressaltou.

De acordo com o engenheiro responsável pelo setor de obras públicas da CELSE, Fábio Pimentel, esse foi o compromisso assumido no projeto. “Fizemos uma recuperação geral em toda a estrutura do prédio, a exemplo do piso original de 1936, que estava completamente escondido, com sua beleza apagada devido à ação do tempo. Outro ponto importante, foi colocar em funcionamento o elevador de cargas utilizado para transportar os arquivos até a sala de consulta, onde os documentos são disponibilizados ao público, estudantes e pesquisadores. Também tivemos o cuidado de promover acessibilidade ao local, sendo que um dos destaques neste sentido é o elevador social instalado por nossa equipe, que facilitará o acesso de cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida”, pontuou.

Fonte: Assessoria de Imprensa

Texto e imagem reproduzidos do site: infonet.com.br

sábado, 5 de janeiro de 2019

Arquivo Público encerra 2018 com aumento de 300% em visitas

De acordo com o relatório de balanço anual, foram 
registradas 949 visitantes, entre alunos do ensino médio,
técnico e superior, além de pesquisadores
Foto: Edinah Mary

Publicado originalmente no site do Portal Infonet, em 04/01/2019

Arquivo Público encerra 2018 com aumento de 300% em visitas

Conservando a história de Aracaju há 31 anos, o Arquivo Público Cidade de Aracaju (APCA), unidade vinculada à Fundação Cultural Cidade de Aracaju (Funcaju), conclui o ano de 2018 com um aumento em visitas de 300%, comparado a 2017. De acordo com o relatório de balanço anual, foram registradas 949 visitantes, entre alunos do ensino médio, técnico e superior, além de pesquisadores.

Entendendo a educação patrimonial como estímulo educacional para preservar a cultura e a memória coletiva de Aracaju, durante todo o ano de 2018, o Arquivo Público promoveu atividades monitoradas, minicursos e ações educativas com turmas agendadas de diferentes instituições de ensino. O relatório apontou um total de 22 visitas monitoradas e a presença de 543 alunos.

“A consequência desse aumento foi devido a participações em exposições promovidas pelas Universidade Federal de Sergipe (UFS), Universidade Tiradentes (Unit) e Senac, além de continuar com o trabalho de organização de documentos  que  vem facilitando muito o trabalho dos pesquisadores. O resultado desse aumento é muito gratificante e se torna uma vitória para gente, porque o arquivo está deixando de ser anônimo”, disse a diretora do Arquivo Público, Rita Valença.

Boa parte das visitas tiveram o impulsionamento mediante duas exposições realizadas na sede do APCA, a primeira, apresentada em março, intitulada ‘Desvendando Aracaju’, que expôs diversos documentos sobre a transferência da capital sergipana no ano de 1855. Já a segunda foi em comemoração aos 25 anos dos festejos culturais do Forró Caju, que contou com a apresentação de fotografias e matérias jornalísticas que retrataram as festividades do maior evento de forró de Sergipe, desde o primeiro ao último evento, com personalidades que marcaram a história da festa.


Outro destaque do Arquivo Público, em 2018, foi a finalização do livro intitulado “Resgatando o passado: Documentos do Arquivo Público Cidade de Aracaju sobre Ignácio Barboza, Barão de Maruim e João Bebe-água”, também em março deste ano. A obra, que deve ser publicada em breve pela Prefeitura de Aracaju, tem autoria de Rita Valença, Paulo Fernandes Jr. e Lucenira Sampaio, e conta com 73 páginas, mais anexo da exposição “Desvendando Aracaju”.

História

O Arquivo Público da Cidade de Aracaju preserva o acervo histórico do município. Através de documentos escritos e impressos, fotografias, livros e mapas, plantas e periódicos, provenientes da Prefeitura Municipal e de doações particulares, a unidade tem como objetivo manter viva a história cultural de cidade. Criado por meio do Projeto ‘Levantamento das Fontes Primárias de Aracaju’, do Departamento de Patrimônio Cultural da Secretaria Municipal da Cultura, no dia 8 de outubro de 1987, pela Lei de nº 1300/1987, o Arquivo é considerado o guardião do patrimônio arquivístico da capital.

Funcionamento

O Arquivo é aberto ao público de segunda a quinta, das 8h às 18h, e sexta, das 8h às 17h. No antigo prédio, na avenida Hermes Fontes, só tinha condições de receber 20 pessoas por vez. Desde novembro com novo endereço, localizado na rua Estância, nº 36, Centro, a capacidade aumentou significativamente, podendo receber uma visita coletiva de cerca de 40 pessoas pré-agendadas. Hoje, recebe aproximadamente 60 visitantes por mês, entre pesquisadores e estudantes. Para mais informações sobre visitas, basta entrar em contato por meio do telefone (79) 3179-1381.

Fonte: Funcaju

Texto e imagem reproduzidos do site: infonet.com.br

quinta-feira, 4 de outubro de 2018

Arquivo Público:obra prioriza acessibilidade e prevenção a incêndio

O Arquivo Público está recebendo investimentos 
de R$ 900 mil, custeados pela 
Centrais Elétricas de Sergipe (Celse) 
Foto: Jorge Henrique/ASN

Publicado originalmente no site do Portal Infonet, em 2 de outubro de 2018

Arquivo Público:obra prioriza acessibilidade e prevenção a incêndio 

As obras de recuperação do Arquivo Público de Sergipe, espaço público de responsabilidade do governo do Estado, está em fase de conclusão. Instalado num prédio de 1936, situado na Praça Fausto Cardoso, o Arquivo Público está recebendo investimentos de R$ 900 mil, custeados pela Centrais Elétricas de Sergipe (Celse) e com acompanhamento técnico das Secretarias de Estado da Cultura (Secult) e da Infraestrutura (Seinfra).

Ao se instalar em Sergipe, o Governo e a Centrais Elétricas celebraram Protocolo de Intenções para promover ações de preservação do patrimônio cultural e histórico de espaços públicos que integram o meio ambiente cultural do Estado de Sergipe. O Protocolo tem duração de cinco anos e, através dele, a empresa assegurou fazer a reforma do Teatro Tobias Barreto, da Biblioteca Pública Epifânio Dória e do Arquivo Público de Sergipe.

O Arquivo Público é uma instituição que está encarregada de guardar, preservar e dar publicidade aos documentos produzidos pelo poder executivo ao longo da sua história.

Segundo o diretor do Arquivo Público de Sergipe, Milton Barbosa, a reforma demonstra a preocupação do governo do Estado com as gerações futuras, no acesso à informação. “O Arquivo Público abriga toda a documentação referente por exemplo, à educação. Então,  tudo que você imaginar sobre educação no estado de Sergipe, desde 1808 para cá, tem sido guardado dentro desse prédio”.

O Arquivo tem alimentado pesquisas, entre monografias de conclusão de curso, dissertação de mestrado, teses de doutorado, dentro e fora do estado, e até pesquisas de estudiosos de outros países.

“ A reforma irá contribuir para o melhor armazenamento do acervo. Para se ter uma ideia, o Arquivo Público possui uma escritura de compra e venda de uma propriedade rural de 1673.  Além disso, temos a coleção do pesquisador Sebrão Sobrinho digitalizada na íntegra, do jurista Gumercindo Bessa, de documentos do poeta Freire Ribeiro e do pesquisador e historiador Epifânio Dória, entre outros. Além de digitalizado todo o diário oficial impresso em Sergipe, desde a primeira edição em 1895, até o último circulado em formato impresso, em dezembro de 2012 ”, revelou Milton Barbosa.

Ainda segundo o diretor do Arquivo Público, a reforma possibilitará a preservação de um dos poucos prédios em Sergipe, que trazem características arquitetônicas da Arte Déco. “O prédio do Arquivo Público traz uma beleza arquitetônica antiga, além de dialogar com um todo um complexo histórico do Centro de Aracaju,  que compõe a Praça Fausto Cardoso, o Palácio Museu Olímpio Campos, entre outros prédios”, enfatizou.

Para o representante da Celse, engenheiro Fábio Pimentel, o protocolo foi focado na preservação de prédios culturais como o Arquivo Público, Biblioteca Pública e o Teatro Tobias Barreto.  “Aqui, no Arquivo Público, estamos trabalhando numa obra que é tombada. Então, a gente tem toda uma preocupação com a arquitetura e acervo. Com isso, a gente percebe o papel social da própria Celse na preservação da história e da continuidade cultural, através desse protocolo. Existe um olhar, todo especial, para essas obras culturais. A direção da Celse podia estar entregando outras coisas, mas justamente a parte cultural foi o nosso foco”, ressaltou.

Acessibilidade e prevenção de Incêndios

A reforma prevê a recuperação da estrutura física do imóvel, aquisição de máquinas e elevador, recuperação do auditório e pintura geral do imóvel, entre as principais intervenções.

Para o engenheiro responsável pela obra, Ricardo Rocha, o maior desafio tem sido adaptar o prédio às novas necessidades técnicas e preservar as características históricas. “Por se tratar de um prédio tombado, encaramos de cara um grande desafio. O Arquivo Público é um prédio muito antigo, com inauguração em 1936. Então, muitas coisas que a gente encontrou aqui, são de um método de construção do passado, que hoje não se constrói mais. E nós tivemos que considerar essas características e adaptar aos novos padrões, sem perder as características arquitetônicas. Fizemos a reforma de toda a estrutura, da pintura, que estava muito desgastada. Refizemos a instalação elétrica e hidráulica, já que não estava mais de acordo com as normas técnicas. Além disso, tivemos outro desafio, que foi a questão da acessibilidade, um ponto forte da nossa reforma”, explicou o engenheiro.

A obra priorizou as adequações referentes à acessibilidade e, desta maneira, a obra traz a instalação do piso táctil, barras de proteção e adequações dos banheiros e sirenes. A obra compreende também um elevador plataforma, com capacidade de para um cadeirante e mais três acompanhantes. Além disso, o auditório que é da década de 30, também está recebendo acessibilidade, com plataforma de elevação para cadeirantes e cadeiras para pessoas com obesidade.

“Do ponto de vista da acessibilidade, o projeto está tendo toda uma preocupação para que ninguém seja discriminado na hora de acessar os dados, que é dever do estado oferecer”, disse o diretor Milton Barbosa.

Outra característica importante na execução da reforma, foi com relação ao sistema de prevenção a acidentes. “Como o prédio é antigo, ele não estava adaptado à questão de prevenção de incêndio. Então, nós fizemos um novo projeto durante a execução da obra e encaminhamos ao Corpo de Bombeiros para aprovação. Com isso, o Arquivo atenderá a todas as normas de prevenção de incêndio, com detectores de fumaça, hidrantes de passeio, sirenes, sensores de alarmes e placas indicativas. Um projeto complexo, mas que atendeu todas as normas exigidas sem prejudicar as características de tombamento do prédio”, revelou o engenheiro Ricardo Rocha.

Sobre o Arquivo Público

O Arquivo Público de Sergipe (APES) tem sua origem na Seção de Arquivo da Biblioteca Pública Provincial, criada em 1848. No Governo de Mauricio Graccho Cardoso, em 1923, foi criado o Arquivo Público do Estado. Em 1926, o Arquivo volta à condição de Seção da Biblioteca Pública, mantendo-se nesta situação até 1945. O imóvel que hoje abriga o Arquivo Público, o Palácio Carvalho Neto, foi construído 1936 em estilo rococó, para abrigar a Biblioteca Pública e a secção do Arquivo Público. Em 1947 o Arquivo Público muda-se para o imóvel que hoje sedia a Escola do Legislativo (antiga Assembleia Legislativa). A situação permaneceu até 1974, quando foi construído um novo prédio para a Biblioteca Epifânio Dória, no bairro 13 de julho. A Biblioteca mudou-se e o Arquivo Público passou a ocupar sozinho o Palácio Carvalho Neto.

Fonte: ascom ASN

Texto e imagem reproduzidos do site:  infonet.com.br