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domingo, 14 de maio de 2017

Uma educadora de luta: Professora Zizinha Guimarães


Publicado originalmente no blog Folha da Cidade News, em 05/05/2012.

Uma educadora de luta: Profª Zizinha Guimarães
Por Carlos Alberto*

Zizinha Guimarães, como assim era conhecida, tinha como origem o nome de Eufrozina Amélia Guimarães, que era filha de Manoel Ferreira de Oliveira e Amélia da Silva Guimarães. Por falta de maiores detalhes data-se ao seu nascimento aos 26 de dezembro do ano de 1872, nascida em Laranjeiras, Estado de Sergipe, onde fizera seus estudos e freqüentou também o Colégio Inglês sob a direção de Miss Ana Carol, de quem ela fala tecendo maiores elogios.

Filha de uma família muito pobre, Zizinha Guimarães foi nomeada professora pública estadual de um Decreto tornado público em agosto de 1896 para a cadeira de Bairro Victória, atual Rua Jackson de Figueiredo em Laranjeiras, e que, posteriormente considerada “Cadeira de Cidade”, pela Lei nº 248 de 12 de novembro de 1897, transformando-se em “Cadeira de Ensino Misto”, por Decreto sob nº 255 de 18 de janeiro de 1898, sediada na “Rua da Cacimba”, onde hoje é a Rua Engenheiro Xavante.

Apesar de jovem, Zizinha Guimarães desempenhou sua função com muita competência até 1902, quando assim fora demitida pelo seu Genitor por questões pessoais e políticas.

No segundo semestre de 1904, reaparece Zizinha Guimarães enfrentando situações de acusações e funda aí a Escola Laranjeirense aos 04 de julho do mesmo ano.

Valendo-se do seu silencio a que se impôs, por verdadeira e consagradora vitória transformando-se assim em educadora ciente e consciente, por preceptora de três gerações seguidas. A sua personalidade, respeitada, era acumuladas de várias encômias, principalmente por parte dos Mestres eméritos do Magistério Sergipano como os educadores e professores José de Alencar Cardoso (prof. Zezinho), Clodomir Silva e Artur Fortes. Abertos, de por em par, as comportas do nosso afeto, buscam no turbilhão incessante da nossa memória, passagens ciclópicas dessa mulher predestinada que, vivendo intensamente, deu tudo de si pelo magistério que tanto lutou e o fez respeitado.

Há ainda, recordações de canções escolares que ao som de um piano afiado cantavam nas festas cívicas e nas salas de aulas. Quando por ocasião do estadista em pensamentos, ouviam a voz da consagrada cantora dar novos acordes ao Hino Nacional e não furtaram em proclamar, alto e bom som, que Zizinha Guimarães, quebrando éticas ou tábuas, ensinava cantar o mais belo Hino do Mundo, quase que em forma declamatória, tanto quanto se esmerou aquele artista do rádio e televisão.

Dia 1º de dezembro de 1964, às 18 horas, se afinava a Mestre querida, deixando após si um vácuo enorme e ainda não preenchido.

Seu sepultamento verificou-se na ensolarada manhã de 2 de dezembro, acompanhado o seu féretro por uma enorme multidão, executando a Filarmônica Sagrado Coração de Jesus, pela primeira vez em Laranjeiras, músicos de percussão em tão pungente cortejo.

O seu ataúde fora carregado por suas afilhadas em todo percurso, descendo ao túmulo pelas mãos dos seus ex-alunos, todos doutores, como do seu desejo e último pedido. Assim foi cumprido religiosamente

* Trabalho de Carlos Alberto – Quando aluno do 1º ano da Escola Estadual Profª Zizinha Guimarães em 1999.

Texto e imagem reproduzidos do blog: folhadacidadenews.blogspot.com.br

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Zizinha Guimarães (1872 - 1964)

Foto reproduzida do blog: canalr5blog.blogspot.com.br

Publicado originalmente no Portal UFS, em 09/06/2010.  

Zizinha Guimarães: uma vida dedicada à educação dos sergipanos

Saber Ciência/Lívia Borges Santana.

Entre as memoráveis professoras da cidade de Laranjeiras, dona Eufrozina Amélia Guimarães ou, simplesmente, “Zizinha Guimarães” (1872-1964) foi, sem dúvida, uma das mais destacadas. Uma “senhorinha” socialmente comprometida, artista, mestra atenta e dedicada. A Professora Zizinha, mulher inteligente e determinada, conseguiu transpor muitas dificuldades de sua época, como o fato de ser negra e de pertencer a uma família não abastada, atuou decisivamente no campo educacional de sua cidade e encantou a todos com seus talentos e habilidades singulares.

Laranjeirense nascida a 26 de dezembro de 1872, Zizinha Guimarães estudou no Colégio Inglês, instituição dedicada à educação feminina, onde foi aluna da Professora Anne Carol. Dentre as atividades desenvolvidas na instituição, destaca-se o estudo de disciplinas curriculares do ensino básico além de noções de piano, culinária, trabalhos manuais e pintura.

É inquestionável a importância da professora Zizinha para a formação da sociedade de Laranjeiras. Ela dedicou sua vida ao ofício de ensinar e contribuiu para o crescimento intelectual de várias gerações de sergipanos. Contudo, sua história está dispersa em páginas de trabalhos acadêmicos e em algumas publicações. Seus objetos pessoais estão espalhados nos mais diversos e inusitados acervos, fato que torna sua memória ameaçada pelo esquecimento.

Diante de tudo isso, é necessário garantir a salvaguarda dessa memória, uma memória que conta de maneira surpreendente detalhes da vida de uma professora que é lembrada até hoje por seus ex-alunos como uma pessoa inteligente, elegante e amável. É bem verdade que existem pessoas interessadas e ansiosas para que isso aconteça, a exemplo do historiador Marcos Oliveira, laranjeirense apaixonado pela vida de Zizinha e que almeja ver sua memória reunida e protegida.
Para que esse anseio se torne realidade, é necessário, além do desejo dos cultores da memória, o apoio da sociedade e dos governos municipal e estadual na resistência ao esquecimento dessa significante página da História da Educação de Sergipe.

Currículo:

* Discente do Curso de Museologia da Universidade Federal de Sergipe e integrante do Grupo de Estudos e Pesquisas em História das Mulheres – GEPHIM (UFS/CNPq).

Texto reproduzido do site: ufs.br/conteudo

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Homenagem a Zizinha Guimarães, em Laranjeiras

Foto reproduzida do blog: memoriadeumaprofessora.blogspot


Sobre Zizinha Guimarães.

Nascida em 26 de dezembro de 1872, Zizinha enfrentou muitos obstáculos ao longo de sua vida, como o fato de ser negra e de origem humilde. Estudou no Colégio Inglês - instituição dedicada à educação feminina e deixou um grande legado no campo educacional para os sergipanos. Foi professora, musicista e dançarina. Morreu aos 92 anos de causa natural, em sua residência na cidade de Laranjeiras.

Fonte: SECULT.