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terça-feira, 2 de junho de 2020

Nota de pesar pelo falecimento da cantora Marluce

Foto: Ana Lícia Menezes

Publicado originalmente no site da Agência Aracaju de Notícias, em 30/05/2020

Nota de pesar pelo falecimento da cantora Marluce

O presidente da Fundação Cultural Cidade de Aracaju (Funcaju), Luciano Correia, lamentou o falecimento da cantora e compositora Marluce Bezerra da Silva, que fez dupla e história com Zé Rosendo. A forrozeira tinha 73 anos e faleceu em casa, enquanto dormia, deixando um grande legado para a música nordestina.

“A ida de Marluce nos deixa mais tristes e pobres, saudosos de grandes apresentações em Areia Branca ou no Forró Caju. Outra razão que aumenta nossa tristeza é que ela representa como poucos esse sentimento de sergipanidade que, infelizmente, vem diminuindo a cada dia. Vai em paz, guerreira da melhor música popular sergipana!”, declarou Luciano.

Apesar de pernambucana, Marluce vivia em Sergipe há quase 30 anos e enalteceu a cultura local com o seu talento, representando o autêntico forró pé-de-serra e animando grandes festividades tradicionais, como o Forró Caju.

O corpo foi sepultado neste sábado, 30, no Cemitério São João Batista, no município de Areia Branca.

Texto e imagem reproduzidos do site: aracaju.se.gov.br

domingo, 31 de maio de 2020

Adeus, minha querida amiga!, por Antônia Amorosa


Publicado originalmente no Perfil do Fadebook de Amorosa Sergipana, 30 de maio de 2020

Adeus, minha querida amiga!

Quando Marluce, uma das melhores cantoras de forró que eu conheci, decidiu morar em Sergipe, ela e sua família foram meus hóspedes por um tempo, tempo suficiente para eu ser chamada por ela, como filha. Era assim que ela me considerava. Na casa onde os recebi, lembro de Zé Rozeno com suas prosas e dos seus filhos, todos maravilhosos. Um deles, era o que eu mais queria bem - partiu muito jovem.

Quando este filho partiu, eu senti que um pedaço da minha amiga havia partido também. Ali, eu tive a impressão que a vida tinha levado dela, um sabor de alegria que seu filho lhe dava em cada abraço, cada declaração de amor - "mãe, eu te amo! ", "Amorosa, minha mãe é tudo pra mim ", assim ele dizia.

Ontem a noite, durante a realização do festival DendCasa, várias coisas aconteceram ao mesmo tempo - meu celular não carregava, minha fronte doía, eu não estava com meu físico bem porque estou a dormir pouco há várias dias, para ver este projeto coletivo que é o DendCasa, que eu chamo em meu interior de "Projeto do Amor" e o amor vem de Deus, enfim, o universo queria que eu me recolhesse, e não gosto de desobedecer quando fico assim porque considero muito os sinais - deitei e esperei a bondade do sono cuidar da minha recomposição.

Fui despertada por minha filha Amora, me avisando de um recado que "Marluce havia partido." Ouvir esta frase me fez ver as mãos de Deus, misericordioso, acolhendo minha amiga.

Nesta quarentena, quebrei o protocolo e meu amor por ela foi maior - fui visitá-la de máscara porque O Espírito me guiou para isto. Meu último encontro com Marluce foi massageando suas pernas e ela dizendo "Foi Deus quem mandou você aqui!", depois oramos todos de mãos dadas. Em seguida, ela levantou, sempre com ajuda de alguém, sentou no sofá da sala e nos despedimos. Embora tenha retornado até lá, novamente na semana retrasada, cheguei apenas até a porta da sua casa para cumprir uma missão secreta. Lembro de ter ido até a casa de uma vizinha dela, cuidadora, e lhe pedi para que fosse cuidar da minha amiga, e assim aconteceu.

Por alguma razão superior ao meu saber, a lembrança que eu teria que guardar dela, foi nosso último encontro - massageando seus pés e pernas, e orando a Deus por sua jornada e aquele momento difícil que ela estava vivendo - pedi ao Senhor por ela. Vendo o estado que minha amiga atravessou durante um longo tempo, eu afirmo que a bondade de Deus a alcançou. Se havia alguma dívida da carne, ela foi paga na carne, e seu espírito deixou a terra sem dever nada para a carne. Os que não são espirituais não entenderão o que digo mas, os que conhecem a Palavra, sim! Eu creio na salvação de Marluce. Eu ouvi ela falar de Jesus com uma segurança tão grande, dizendo-me que Jesus estava com ela, que minha alma se preocupa mais com quem fica, do que com ela que cumpriu sua trajetória, tendo que passar pelo vale de lágrimas para ganhar a coroa da vida.

O nosso Sergipe, o nordeste e o Brasil - que não conhece seus verdadeiros artistas, perde uma das melhores intérpretes que eu conheci, dona de uma voz rara, que encantava com seu canto, sempre ao lado do seu esposo, Zé Rozeno. Viver de música neste país requer uma consciência profunda que está numa missão. Marluce foi uma missionária da música.

Quando ganhei o Festival Canta Nordeste, no ano seguinte, fui contratada para cantar forró em pleno carnaval de Salvador. Oito horas cantando em um trio elétrico, sem "ôôô", mas na pegada forte dos ritmos nordestinos, não é fácil. Eu a levei comigo, e ela me ajudou a cumprir aqueles três dias de muito forró, na contramão do modismo da época, resistindo como resistente é, o forró.

Não se pode falar de forró sem falar de Marluce. "Quero ver meu bem, pra lá e pra cá, quero ver meu bem na rede se balançar"...em seguida, a sanfona de Zé fazendo aquela sequência de notas que acordava quem dormisse no salão. Um clássico que marcou sua carreira.

Amiga Marluce, sei que não há entregador de cartas para quem dorme até que Jesus volte à terra para separar o que está escrito mas, tenho esperança que no dia da salvação dos que crêem, você esteja entre os eleitos. Que todo sofrimento que você teve que passar, seja sua coroa de vitórias espirituais em Nosso Senhor Jesus Cristo, Salvador dos homens que a Ele se submete. Obrigada por sua amizade. Que Deus console sua família e dê forças para enfrentar a dor da sua ausência. Se combateu o bom combate, se guardou a fé, se está em Cristo, estando vivo ou morto, a salvação lhe alcançou. Louvado seja O Nome do Senhor!

Adeus, amiga! Adeus.

Aracaju, 30 de Maio de 2020

Antônia Amorosa
06h da manhã.

Texto e imagem reproduzidos do Perfil no Fadebook de Amorosa Sergipana

sábado, 30 de maio de 2020

Cantora Marluce morre aos 73 anos

 Marluce Bezerra da Silva

Zé Rosendo ao lado do corpo da esposa

Publicado originalmente no site FAN F1, em 30 de maio de 2020

Cantora Marluce morre aos 73 anos

Por Leonardo Barreto

A cantora Marluce Bezerra da Silva, da dupla Zé Rozendo e Marluce, faleceu em casa enquanto dormia no início da noite dessa sexta-feira, 29, aos 73 anos, no município de Areia Branca, Sergipe.

Marluce sofria com Hérnia de Disco e há pelo menos três anos enfrentava dificuldade para caminhar. Ela já estava a acamada e havia perdido todos os movimentos do corpo.

Conhecida como a “Rainha do Forró”, Marluce junto com o seu esposo e também forrozeiro, Zé Rosendo, por muitos anos levaram o nome do forró e de Areia Branca para todo o país. Uma das músicas de maior sucesso da carreira da dupla foi “quero ver meu bem”. _

Marluce é natural de Arco Verde, em Pernambuco, ela veio para Sergipe em 1991 onde passou a residir em Areia Branca. Aqui, conquistou o título de cidadã areiabranquense.

A Prefeitura de Areia Branca decretou luto oficial de 03 dias. Marluce deixa um legado importante para a música nordestina. O enterro de Marluce será na tarde deste sábado (30) no Cemitério São João Batista em Areia Branca, as 17h.

Texto e imagens reproduzidos do site: fanf1.com.br

Zé Rosendo & Marluce - 09. Quero ver meu Bem.wmv

Morre aos 73 anos Marluce Bezerra dos Santos


Publicado originalmente na Fanpage/Facebook/Areia Branca FM, em 29 de maio de 2020

O Forró Nordestino em Luto

Morre aos 73 anos Marluce Bezerra dos Santos, mais conhecida apenas por Marluce da Dupla ZÉ ROZENDO E MARLUCE a realeza do forró. Pernambucana de Arco Verde, mas que a 28 anos escolheu Sergipe como seu estado e Areia Branca como sua moradia.

Sua história artística é incomparável, ao lado do seu fiel escudeiro e esposo Zé Rozendo, construíram quase meio século de uma história musical voltada ao forró pé de serra raiz.

Neste momento de muita dor e comoção, a Areia Branca FM se solidariza com toda sua família e deseja muita paz e luz para atravessar esse ciclo natural da vida.

Texto e imagem reproduzidos da Fanpage/Facebook/Areia Branca FM