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segunda-feira, 17 de março de 2025

Marcos Cardoso lança o livro “Impressões da ditadura” na UFS

No último dia da gestão do reitor Valter Joviniano, Marcos Cardoso 
se despede da UFS depois de 32 anos como servidor

Publicação compartilhada do site DESTAQUE NOTÍCIAS, de 16 de março de 2025

O jornalista Marcos Cardoso lança nesta segunda-feira, 17, às 10 horas, o livro “Impressões da ditadura”, uma coletânea de textos que fazem referência ao regime militar que governou o Brasil com mãos de ferro de 1964 a 1985. O livro que leva o selo da Editora UFS e tem apresentação do professor Josué Modesto dos Passos Subrinho será lançado na Sala dos Conselhos da Universidade Federal de Sergipe.

Será um lançamento coletivo e outras três obras integram esse que é um dos eventos que marcam o último dia da gestão do reitor Valter Joviniano de Santana Filho. As outras obras que serão lançadas são: “Faria em Cartaz: História de um Ilustrador Sergipano”, da professora Germana Gonçalves de Araújo; “Mundo Submarino de A a Z”, dos professores Kátia de Meirelles Felizola Freire e Matheus Marcos Rotundo; e “Mnemosine Laranjeiras: Glossário Ilustrado de 1908”, da professora Renata Ferreira Costa e da mestra Loíze Raquel Santos Silva Vilas Bôas.

O livro

O livro “Impressões da ditadura” é uma reunião de 39 textos jornalísticos (artigos e/ou crônicas políticas) publicados nos últimos anos em veículos da imprensa sergipana, especificamente nos portais Infonet e Destaque Notícias e no Jornal da Cidade. Como o título sugere, são textos que fazem referência ao período da ditadura militar que governou o Brasil entre 1964 e 1985, revisitando causas e, principalmente, consequências.

“Não são ordenados cronologicamente de acordo com as datas das publicações, mas tentam traçar uma linha cronológica de acontecimentos que remetem àquela época, analisando publicações, fatos e a atuação de personagens, não apenas de Sergipe. Como numa colcha de retalhos, os textos não foram escritos e publicados para virarem posteriormente uma peça única”, explica Marcos Cardoso.

Segundo o autor, há no livro “Impressões da ditadura” informações publicadas na imprensa em primeira mão, como quais foram e como sucumbiram os primeiros sergipanos mortos pela ditadura militar.

O primeiro natural de Sergipe assassinado pelo regime foi o sargento do Exército Manoel Alves de Oliveira, 30 anos incompletos, natural de Aquidabã, torturado no Regimento Andrade Neves – Escola de Cavalaria, localizado na Vila Militar do Rio de Janeiro. Também assassinado, o sergipano de Laranjeiras Lucindo Costa, servidor público em Santa Catarina, onde militava no PCB, desapareceu após fazer uma viagem a Curitiba em julho de 1967. Assim como é considerada assassinada pelo Estado brasileiro a aracajuana Therezinha Viana de Assis, economista, militante da Ação Popular, presa e torturada por agentes da repressão entre 1968 e 1972.

Os homicídios iniciais associados à ditadura militar são dos estudantes Ivan Rocha Aguiar e Jonas José Albuquerque Barros, mortos no Recife no dia 1º de abril de 1964, quando protestavam contra a deposição do governador pernambucano Miguel Arraes. Há referência ao histórico comício da Central do Brasil, no dia 13 de março de 1964, quando o presidente João Goulart defendeu as reformas de base, o que certamente foi o gatilho que finalmente detonou o golpe. E a descrição do incrédulo jornalista Joel Silveira sobre a primeira madrugada pós-golpe pelas ruas do Rio de Janeiro.

O terrorismo de estado autorizado pelo AI-5 é citado, assim como o são as mortes mal explicadas de três notórios adversários dos golpistas, os ex-presidentes João Goulart e Juscelino Kubitschek e o jornalista Carlos Lacerda. As prisões, torturas e desaparecimentos do ex-deputado Rubens Paiva e do estudante Stuart Angel, fatos emblemáticos e jamais esquecidos, assim como a traumatizante Operação Cajueiro e o recrudescimento da caça aos comunistas. Dos personagens locais que mais ousaram na luta contra o arbítrio destaca-se Agonalto Pacheco, guerrilheiro sergipano que se livrou da masmorra em troca da liberdade do embaixador americano e um dos 15 passageiros, ao lado de Gregório Bezerra, José Dirceu e Vladimir Palmeira, do Hércules 56 que partiu, todos em pânico, com destino ao México.

Cita-se a relação dos governantes sergipanos com o regime, a árdua campanha do MDB, partido que abrigou os adversários da ditadura, mesmo que de pensamentos ideologicamente diversos, as eleições possíveis e a resistência de professores e estudantes da UFS, instituição que nunca se dobrou ao arbítrio. O movimento pela Anistia e a posterior indenização aos anistiados, os bastidores do movimento pelas Diretas Já em Sergipe, a redemocratização e a Constituição Cidadã, a chegada dos “socialistas” Jackson Barreto e Marcelo Déda ao poder.

O lançamento também marca a despedida de Marcos Cardoso da Universidade Federal de Sergipe. Jornalista com especialização em Ciências Sociais e experiência de 40 anos na imprensa, ele é servidor da instituição há 32 anos, respondendo há sete anos pela coordenação da Rádio UFS e da TV UFS. É autor de “Sempre aos domingos – Antologia de textos jornalísticos”, publicado pela Editora UFS em 2006, e do romance “O Anofelino Solerte”, publicado pela Edise em 2018, dentre outros livros.

Fotos dos reitores

Às 15 horas, acontecerá na mesma Sala dos Conselhos a solenidade de aposição das fotos de Angelo Roberto Antoniolli (2013-2020) e Valter Joviniano de Santa Filho (2021-2025) na galeria dos ex-reitores da UFS. Também será lançado o Relatório de Gestão do reitor que encerra agora o seu mandato.

Texto e imagem reproduzidos do site: destaquenoticias com br

quinta-feira, 2 de janeiro de 2025

"Não foi tão bom?", por Marcos Cardoso


Artigo compartilhado do site DESTAQUE NOTÍCIAS, de 31 de dezembro de 2024

Não foi tão bom?
Marcos Cardoso*

Quando era menino, uma das questões que mais me inquietavam era como seria o ano 2000. Enquanto andava pelas ruas à noite, pensando sobre com quantas e quais mulheres eu um dia deitaria, agitavam-me outros anseios. Será que a ditadura vai mesmo acabar? Será que o brasileiro deixará de ser racista? O sexo feminino deixará de ser uma categoria de segunda classe? Ainda haverá lugar para a poesia? E se uma tototó afundar na travessia para a Atalaia Nova?

Já se passaram 25 anos da virada do milênio e hoje olho para trás e penso nos livros que deveria ter lido e ainda não li. Lembro que os bons da sociologia estão esperando na estante, mas me vanglorio de Shakespeare e de Machado, dos clássicos gregos, dos russos e dos franceses, dos Guimarães, dos García Márquez, dos Vinicius, dos Drummond, dos Kaváfis e dos Baudelaire. Ótima escola para um mau aluno. Ulisses de Joyce parei no meio. Em busca do tempo perdido de Proust, não consegui vencer os seis volumes. Mas disso não me arrependo.

Me arrependo dos corredores, saltitantes, rastejantes e voadores que assassinei. Hoje, nem pescar eu gosto. Detesto ver seres vivos engaiolados, qualquer um, prefiro o bicho solto. Quero perder meu tempo, rosto ao vento, apreciando a engenharia das nuvens, o brilho de infinita variação dos verdes, cantares alegres nas manhãs de cada dia que nasce.

Venho de origem nobre, do bancário Augusto Correia e da professora Normélia Melo de Araújo, da Capela e de Aquidabã; do vaqueiro Joaquim Cardoso e da caçadora Ester Santana, de Itabaianinha. Um dia, sem Quincas, ela teve que empunhar a espingarda de dois canos e foi buscar comida para os meninos. Meus pais, Cardoso e Luiza, me ensinaram a desfrutar de todo o bem acumulado pela família: o dom de viver em paz e ser feliz.

Projetei casas e quis ser arquiteto de prédios e praças, acabei no jornalismo. Por influência das letras, e daquela que me botou no mundo e que chorou quando saí de casa aos 20 anos. “O que eu fiz pra você?” Ela nunca compreendeu.

Fui ungido pela indulgência dos mestres Nelson Correia de Araújo, Áurea Melo, Américo Cardoso, Luiz Antonio Barreto, João Costa, Wellington Mangueira, Ivan Rodrigues, Eduardo Almeida, César Gama, Luiz Eduardo Costa, Luiz Melo, Ivan Valença, Cleomar Brandi e Amaral Cavalcante, dentre outros que se perderam no caminho. Com eles, aprendi que o mais importante de tudo é o homem, em qualquer circunstância e dimensão.

Fiz jornal e revista alternativa, frequentei as melhores redações, da Folha da Praia à A Tarde, da Bahia. Vivenciei o dia a dia de todos os jornais e televisões locais, e cada um acrescentou tijolinhos à minha formação profissional, mas não dá para esquecer do início na TV Aperipê, do tempo luminoso da TV Sergipe, do romantismo do Jornal da Cidade, da experiência de gestor na Secretaria de Comunicação da Prefeitura de Aracaju e na Diretoria de Comunicação do Tribunal de Contas, do laboratório Ciência Press na Facom da UFBA, dos mais de 30 anos de Universidade Federal de Sergipe, claro, do Ceav, da Rádio e TV UFS.

Enquanto fui ali no quintal chupar um caju do pé, lembrei que trago no coração todos os dias, às vezes à distância, os irmãos Fernando, Ana, Haroldo, Heloísa e Luciana. E os não menos inolvidáveis Zé Augusto, Toinho Góes, João Ramalho, Augusto Aranha, Isaias e Chico, Jorge Aragão, Cristina Alves, Adiberto e Eugênio. Com alguns deles criei desavenças, com outros fiz safadezas e alimentei vícios, mas as verdades das consciências manteve a integridade das nossas amizades.

Desenhei, pintei o sete, escrevi de tudo um pouco, publiquei livros, e os mais importantes deles são uma biografia e um romance que dormem há séculos na gaveta. Conheci um pouco desse vasto mundo. Mergulhei nas águas mágicas de Fernando de Noronha, escarpei a Chapada Diamantina e o Pico da Bandeira. Enveredei pela caatinga do Nordeste e dirigi em alta velocidade pela selva amazônica.

Brinquei com a neve de Bariloche, vi o Rio de Janeiro de cima, saltando a Pedra Bonita numa asa delta. Visitei bibliotecas, exposições e museus. Corri atrás de cangurus na Austrália, conheci a Soweto de Mandela, me encantei pela visão de Paris do alto da Torre Eiffel e pela luz da Casapueblo em Punta del Este, me deliciei com o bacalhau do mercado de Lisboa e com a costelinha do Camilo.

Namorei e fui namorado, sofri as dores das paixões e dos desamores, andei em casas que famílias não recomendam, bolinei a sarará Lindete em cima de uma mangueira — ela era banguela, mas tão linda!

Mas caio de dengo mesmo por uma baiana que tenta me colocar no prumo todos os dias, há uma vida, e esse perseverar no amor me amolenga o coração. Né, Nadia? Fiz filhas belas e de sentimentos simples e genuínos, minhas Carol e Paulinha, amantes de cachorros, gatos e papagaios, mães dos apaixonantes Pedro e Luísa.

Enfim, o mundo ainda não acabou e estou vivo para contar! Como diria minha mãe: Não foi tão bom?

* É jornalista.

Texto e imagem reproduzidos do site: destaquenoticias com br

terça-feira, 29 de outubro de 2024

'Não foi tão bom?', por Marcos Cardoso

Artigo compartilhado do site DESTAQUE NOTÍCIAS, de 28 de setembro de 2015

Não foi tão bom?
Por Marcos Carrdoso*

Quando eu era menino, uma das questões que mais me inquietavam era como seria o ano 2000. Enquanto andava pelas ruas à noite, pensando sobre com quantas e quais mulheres eu um dia deitaria, agitavam-me outros anseios. Será que a ditadura vai mesmo acabar? Será que o brasileiro deixará de ser racista? O sexo feminino deixará de ser uma categoria de segunda classe? Ainda haverá lugar para a poesia? E se uma tototó afundar na travessia para a Atalaia Nova?

Já se passaram 15 anos da virada do milênio e hoje eu olho para trás e penso nos livros que deveria ter lido e ainda não li. Lembro que os bons da sociologia estão esperando na estante, mas me vanglorio de Shakespeare e de Machado, dos clássicos gregos, dos russos e dos franceses, dos Guimarães, dos García Márquez, dos Vinicius, dos Drummond, dos Kaváfis e dos Baudelaire. Ótima escola para um mau aluno. Ulisses de Joyce parei no meio. Em busca do tempo perdido de Proust, não consegui vencer os seis volumes. Mas disso não me arrependo.

Me arrependo dos corredores, saltitantes, rastejantes e voadores que matei. Hoje, nem pescar eu gosto. Detesto ver seres vivos engaiolados, qualquer um, prefiro o bicho solto. Quero perder meu tempo, rosto ao vento, apreciando a engenharia das nuvens, o brilho de infinita variação dos verdes, cantares alegres nas manhãs de cada dia que nasce.

Venho de origem nobre, do bancário Augusto Correia e da professora Normélia Melo de Araújo, da Capela e de Aquidabã; do vaqueiro Joaquim Cardoso e da caçadora Ester Santana, de Itabaianinha. Um dia, já sem Quincas, ela teve que empunhar a espingarda de dois canos e foi buscar comida para os meninos. Meus pais, Cardoso e Luiza, me ensinaram a desfrutar de todo o bem acumulado pela família: o dom de viver em paz e ser feliz.

Projetei casas e quis ser arquiteto de prédios e praças, acabei no jornalismo. Por influência das letras, e daquela que me botou no mundo e que chorou quando eu saí de casa aos 20 anos. “O que eu fiz para você?” Ela nunca compreendeu.

Fui ungido pela simplicidade dos mestres Nelson Correia de Araújo, Áurea “Zamor” Melo, Américo Batista Cardoso, Luiz Antonio Barreto, João Costa, Wellington Mangueira, Ivan Renato Rodrigues, Eduardo Almeida, Luiz Melo, Ivan Valença, Cleomar Brandi e Amaral Cavalcante. Com eles eu aprendi que o mais importante de tudo é o homem, em qualquer circunstância e dimensão.

Fiz jornal e revista alternativa, frequentei as melhores redações, da Folha da Praia à A Tarde, da Bahia. Vivenciei o dia a dia de todos os jornais e televisões locais, e cada um acrescentou tijolinhos à minha formação profissional, mas não dá para esquecer do tempo luminoso da TV Sergipe, do romantismo do Jornal da Cidade, onde fui diretor por dez anos, da experiência de gestor público na Secretaria de Comunicação da Prefeitura de Aracaju, da coordenação do laboratório Ciência Press na Facom da UFBA, e do Ceav da Universidade Federal de Sergipe, onde, ao lado do inquieto Jorge Aragão, ousamos publicar livros e jornais.

Enquanto fui ali no quintal chupar um caju do pé, lembrei que trago no coração todos os dias, e quase sempre à distância, os irmãos Fernando, Ana, Haroldo, Heloísa e Luciana.

E os não menos queridos e não menos afastados amigos José Augusto Araújo, Toinho Góes, João Ramalho, Augusto Aranha e Isaias Cardoso da Silva. Com alguns deles criei desavenças, com outros fiz safadezas e alimentei vícios, mas as verdades das consciências mantêm a integridade das nossas amizades.

Desenhei, pintei, escrevi de tudo, publiquei livros, e o mais importante deles é um romance que dorme há séculos na gaveta. Conheci um pouco do mundo. Mergulhei nas águas mágicas de Fernando de Noronha, escarpei a Chapada Diamantina e o Pico da Bandeira. Enveredei pela caatinga do Nordeste e dirigi em alta velocidade pela selva amazônica. Brinquei com a neve de Bariloche, vi o Rio do alto, saltando a Pedra Bonita numa asa delta. Visitei bibliotecas, exposições e museus. Corri atrás de cangurus na Austrália, conheci a Soweto de Mandela e me encantei pela visão de Paris de cima da Torre Eiffel.

Namorei e fui namorado, sofri as dores das paixões e dos desamores, andei em casas que famílias não recomendam, bolinei a sarará Lindete em cima de uma mangueira — ela era banguela, mas tão linda! Mas caio de dengo mesmo por uma baiana que tenta me colocar no prumo todos os dias, e esse perseverar no amor me amolenga o coração. Não é, Nadia? Fiz filhas belas e de sentimentos simples e genuínos, minhas Carol e Paulinha, amantes de cachorros, gatos e papagaios.

Enfim, estou vivo para contar! Como diria minha mãe: Não foi tão bom?

* Marcos Cardoso é jornalista, editor do Caderno Mercado do Jornal da Cidade, e autor de “Sempre aos Domingos: Antologia de textos jornalísticos.

Texto reproduzido do site: destaquenoticias com br

sábado, 6 de abril de 2024

Projeto ‘Encontro com o autor sergipano’ recebe o jornalista Marcos Cardoso


Publicação compartilhada do site EVIDENCIE-SE, de 4 de abril de 2024

Projeto ‘Encontro com o autor sergipano’ recebe o jornalista Marcos Cardoso

No dia 9 de abril, às 15h, na Escola do Legislativo João de Seixas Dória, o jornalista  Marcos Cardoso apresenta o livro: Impressões da Ditadura, que será lançado neste semestre, pela Editora da Universidade Federal de Sergipe (UFS).

A obra é uma reunião de 39 textos jornalísticos (artigos e/ou crônicas políticas) publicados nos últimos anos em veículos da imprensa sergipana, especificamente nos portais Infonet, Destaque Notícias e Jornal da Cidade. São textos que fazem referência ao período da ditadura militar que governou o Brasil entre os anos de 1964 a 1985, revisitando causas e, principalmente, consequências. Os textos não são ordenados cronologicamente de acordo com as datas das publicações, mas tentam traçar uma linha cronológica de acontecimentos que remetem à época, analisando publicações, fatos e a atuação de personagens, não apenas de Sergipe.

Jornalista há quase 40 anos, Marcos Cardoso dedica-se nos últimos 31 anos à Universidade Federal de Sergipe, onde é servidor de carreira desde 1993. Tem dado sua contribuição à Rádio UFS e à recém implantada TV UFS, depois de ter participado da fundação do Centro Editorial e Audiovisual (CEAV), embrião da atual Superintendência de Comunicação (SECOM), passando pela chefia da Assessoria de Comunicação e pela Assessoria do Reitor.

Egresso da quarta turma de Jornalismo formada em Sergipe, nas Faculdades Integradas Tiradentes, cursou o Mestrado em Sociologia na UFS e especializou-se em Ciências Sociais.

Passou pelas redações de muitos veículos, onde foi editor da TV Aperipê (1986-1987), TV Jornal (1988) e TV Sergipe (1988-1993), repórter do Jornal da Manhã (1988), repórter e subeditor do jornal Cinform (1990-1995) e repórter do jornal A Tarde (1995-1996). Na Bahia, ainda foi coordenador do laboratório Ciência Press, na Faculdade de Comunicação da UFBA (1995-1996).

Foi diretor de Redação do Jornal da Cidade (1999-2009), diretor de Jornalismo da TV Atalaia (2015), diretor da Rede Jornal de Comunicação (1996) e editor do Caderno Mercado – Economia e Negócios, do Jornal da Cidade (2013-2016). Na gestão pública, foi secretário de Comunicação da Prefeitura de Aracaju (2009-2012) e diretor de Comunicação do Tribunal de Contas do Estado de Sergipe (2016-2017).

Professor de Jornalismo na Unit (1991-1992) e duas vezes agraciado com o prêmio de Jornalista do Ano concedido pela Associação Sergipana de Imprensa, em 1994 e 2000, atualmente é colunista do portal Infonet (desde 2006) e do portal Destaque Notícias (desde 2018).

Livros publicados: O Anofelino Solerte – Edise – 2018 (romance), Sempre aos Domingos – Antologia de textos jornalísticos, Editora UFS, 2006 (crônicas políticas e sociais), Waldemar Lima, uma câmera e uma ideia de luz – Edise/TCE, 2017 (organizador e autor da biografia),  Obras reunidas de José Amado Nascimento – Edise/TCE, 2016 (organizador), Brava gente sergipana e outros bravos, de Manoel Cabral Machado, Edise/TCE, 2016 (organizador da reedição revista e ampliada), Tupinanquim, humor gráfico”, Editora Massapê, 1986 (editor e autor de coletânea de desenho de humor de cartunistas sergipanos) e Becos e Trechos – edição dos autores, 1982 (coletânea de poesias com outros três poetas).

O Projeto Encontro com o Autor Sergipano tem como objetivo reunir autores e leitores em torno de obras para uma apresentação e  discussão dos livros publicados ou ainda em fase de lançamento. O evento é aberto ao público e gratuito.

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Fonte: Escola do Legislativo 

Foto: Arquivo Pessoal

Texto e imagem reproduzidos do site: evidencie-se com

sexta-feira, 3 de abril de 2020

Artigo de Marcos Cardoso > "A literatura sergipana está viva — e tem humor"


Texto publicado originalmente no site do Portal INFONET, em 29 de março de 2020

A literatura sergipana está viva — e tem humor
Por Marcos Cardoso (Do Blog Infonet)

A literatura sergipana está viva, provocando sensações, produzindo efeitos estéticos e nos permitindo compreender melhor as verdades da condição humana. Nos últimos anos, novos e velhos autores venceram o medo da exposição pública e tiveram coragem de lançar aos livros a originalidade de suas criações literárias.

Originalidade, sim, aquilo que Arthur Schopenhauer (1788-1860) definiu com lirismo: “Os eruditos são aqueles que leram coisas nos livros, mas os pensadores, os gênios, os fachos de luz e promotores da espécie humana são aqueles que as leram diretamente no livro do mundo”.

Depois que foi profetizada a morte do livro, parece que as editoras proliferaram. Na grande Aracaju, existem hoje a Editora UFS, a Editora Universitária Tiradentes, a Infographics, as gráficas que produzem livros e outras. Mas duas editoras estão na vanguarda dessa onda que mantém o movimento no mundo das letras e atiça o desejo de tornar conhecidos os que escrevem: a Edise, editora oficial do Estado, presidida por Ricardo Roriz e dirigida por Milton Alves, e a Criação Editora, da expedita programadora visual Adilma Menezes.

A Edise publicou 24 livros em 2019, sendo que a maioria dessas obras são textos de não-ficção, poucos de literatura. Ainda assim dois títulos literários merecem referência: o muito aguardado “A vida me quer bem — Crônicas da vida sergipana”, de Amaral Cavalcante, e “O tatu de Pirakê”, do contista revelação Djenal Gonçalves Filho. Um ano antes, é imperativo mencionar, a Edise lançou o segundo livro de contos de Zeza Vasconcelos, “Suíte dos viventes”.

Já a Criação Editora publicou impressionantes mais de 60 livros no ano passado, mas igualmente pouca coisa no campo literário, como o livro de crônicas “Ranhuras do tempo”, do também poeta Inácio Loiola. Mas merece destaque um romance, “O caderno de Tântalo”, de Augusto de Melo, um veterano escritor, inédito até então.

A vida me quer bem

Há uma marca em comum nessas obras, além da originalidade: o humor. As crônicas de Amaral convidam à felicidade, o bom-humor respira dos episódios mais comezinhos narrados sem pieguice e nos tipos caseiros descritos sem piedade. Talvez não seja coincidência que Djenal bordeje seus contos com pérolas de graça e pílulas de sorriso. Um é mestre e o outro é discípulo.

Tomo emprestado o prefácio de Jeová Santana para advertir que os textos de Amaral Cavalcante vão muito além do humor: “À leveza e à concisão, marcas proeminentes na crônica, Amaral ainda acrescenta o humor. Este advém tanto dos episódios quanto dos muitos tipos que atravessaram sua vida, quanto do próprio estilo, no qual incluem-se a valia do registro oral, a adjetivação equilibrada entre a imponência e o escracho, as pinceladas de poesia (‘Teimosa, só brota quando a chuva é festa na mata e, na aguada, o sapinho de rabo anuncia — danado de contente — que lá vem fartura de Deus molhando a plantação. Ploc, Ploc, o olho verde perruche espia’), o modo como articula as frases, a predisposição de tirar o leitor de sua zona de conforto e colocá-lo no redemoinho da cena — como se sabe, nesta última, foi useiro e vezeiro certo Machado de Assis.”
Já Zeza é de um sutil sarcasmo. Os contos deste “Suíte dos viventes” diferenciam-se dos textos daquele “O herbanário de tia Finha e outras curtas estórias”, de 2016, pelo humor embutido na situação mais dramática. É como ouvir uma boa piada no velório. Se lá é impossível não rir da circunstância, por aqui a cena beira a tragicomédia. Veja-se o conto “Atire a primeira pedra”:

“Agora estava só. Num ímpeto de raiva, quebrou todos os porta-retratos onde apareciam fotos do casal nos diversos lugares em que tinham viajado — resorts, ilhas paradisíacas, estações de esqui — em sucessivas luas de mel. Pegou seu revólver que estava guardado há muito tempo no guarda-roupa. Rodou o balão e deu um tiro no quadro da Santa Ceia, pendurado na parede da sala de jantar. Acertou em Judas”.

Os contos de Zeza estão impregnados de cotidiano, beirando o banal, por vezes resvalando na crônica. Problemas familiares, quase rodrigueanos, entremeados de perturbadores dramas de consciência. Há humor, há poesia e, mais importante, há verossimilhança. Às vezes ele flerta com o realismo fantástico, mas nada do que escreve contraria a verdade. Como convém a qualquer boa obra de ficção. E as possíveis previsibilidades são superadas pela sutileza dos desfechos, arrematados quase sempre por genuínas surpresas.

Zeza Vasconcelos, nome artístico do médico José Vasconcelos dos Anjos, também é autor de um romance, “Sara”, de 2017, e já tem no prelo novo livro no mesmo gênero.
  
O caderno de Tântalo

O humor no “O caderno de Tântalo”, de Augusto de Melo, está nos gestos e atitudes do protagonista, Abílio Marafuz. É um romance farsesco e epistolar, nesse caso monológico, obra composta pelos textos do diário do personagem-narrador, um gráfico aposentado que vive entre a capital e quase recluso no sítio em Laranjeiras.

“A criatividade e o tom de sátira permeiam a narrativa. O autor retrata, entre outras coisas, a Aracaju dos idos de 1990, apressadamente ocupada por prédios residenciais, para tratar de um ‘intrigante’ segredo: quem escolhia os nomes pomposos de todos esses prédios?”, indaga a professora Denise Gaujac, que assina a orelha do livro.

“Abílio Marafuz veio para ficar e já tem um cantinho reservado na galeria de personagens da nossa literatura. Não há como esquecer do seu suplício e da sua obsessão por conhecimento através da leitura e, principalmente, amor ao livro. Pode até ser um amor meio torto, safado, mas amor ao livro. No fundo, uma maneira bem-humorada de se homenagear o livro impresso”, observa o professor Herivelto Couto, que apresenta o romance de estreia de José Augusto Melo de Araújo, o também professor, agora Augusto de Melo, o escritor.

Escrevem porque pensam

Assim como Amaral Cavalcante, os escritores Zeza Vasconcelos e Augusto de Melo também leram no livro do mundo e enxergam além dos limites da aldeia. Alguém se habilita a ser um Amando Fontes, um Hermes Fontes, Gilberto Amado, Genolino Amado, Alina Paim, Nélson de Araújo, Mário Cabral, Francisco Dantas, Antonio Carlos Viana? Quem sabe?

A originalidade é exigência da caminhada e isso evoca, de novo, o rigoroso Schopenhauer: “Há três tipos de autores: em primeiro lugar, aqueles que escrevem sem pensar. Escrevem a partir da memória, de reminiscências, ou diretamente a partir de livros alheios. Essa classe é numerosa. Em segundo lugar, há os que pensam enquanto escrevem. Eles pensam justamente para escrever. São bastante numerosos. Em terceiro lugar, há os que pensaram antes de se pôr a escrever. Escrevem apenas porque pensam. São raros.”

(Texto publicado na revista Cumbuca Nº 26, março de 2020)

O texto acima se trata da opinião do autor e não representa o pensamento do Portal Infonet.

Texto reproduzido do site: infonet.com.br

terça-feira, 2 de outubro de 2018

Jornal da Cidade ENTREVISTA Marcos Cardoso


Publicado originalmente no site do Jornal da Cidade, em 01 de outubro de 2018

Marcos Cardoso: “Estou disposto a enveredar por outros caminhos das letras”

Marcos maturou a obra por alguns anos e a tornou pública para despertar curiosidade, estimular a empatia e compartilhar ‘mensagem de esperança’.

Com mais de 30 anos de Jornalismo e o gosto pela literatura, o jornalista Marcos Cardoso lançou ontem, 28, o primeiro romance, ‘O Anofelino Solerte’, num novo encontro com as letras e a escrita. Cronista, poeta e sábio em informar a realidade em volta, Marcos maturou a obra por alguns anos e a tornou pública para despertar curiosidade, estimular a empatia e compartilhar ‘mensagem de esperança’. É um novo caminho em lidar com a literatura e ele se diz de mente fervilhando, pesquisas em curso e ‘caneta em punho’ (ou dedos ligeiros ao teclado!) para escrever um novo romance. É sobre o livro, inspirações e mais passos que o autor conversou com o JORNAL DA CIDADE. Boa leitura!
                                  
JORNAL DA CIDADE - Primeiro romance após mais de 30 anos dedicados a escrever sobre a realidade em volta, seja no jornalismo ou na atividade de assessoria de comunicação, foi um desafio prazeroso?

MARCOS CARDOSO - Muito prazeroso, mas de uma exigência muito grande. Há muito tempo eu gosto de lidar com literatura, escrevi poesias, crônicas e contos, e desde sempre desejava escrever um romance. As ideias ficaram martelando e crescendo na minha cabeça e nas anotações. Um dia, sentei e escrevi, quase de uma sentada. Mas quando acabei não tive coragem de publicar. A criação ficou maturando outros tantos anos até eu tornar pública.

JC - “O Anofelino Solerte” como escolha do nome do livro surgiu antes ou depois do texto escrito? Com ele você acreditou ser um convite à curiosidade do leitor pela obra ou pelo significado ‘aureliano’ de cada palavra?

MC - O título nasceu simultâneo à ideia da narrativa, porque tem relação com o protagonista. Parece estranho, mas é provocador e, pelo que tenho percebido, desperta curiosidade. Então, acho que tá (sic!) valendo. Para quem me pergunta o que significa, digo: tem que ler o livro para compreender.

JC - A obra chega como um ‘inseticida’ às dificuldades enfrentadas na vivência nossa de cada dia ou como um ‘bom ar’ à sobrevivência humana?

MC - É um romance de formação, que trata de crescimento e descobertas dos prazeres e dores da vida. Mas, a mensagem é de esperança.

JC - Ainda que fictício, o pequeno burguês tem inspirações reais no crescimento do autor, encontros e desencontros de amigos, colegas e tantas histórias que já noticiou?

MC - Uma obra de ficção também transpira as verdades do autor, suas experiências de vida, as sensações e sentidos que experimentou. Não é um livro biográfico, mas minhas verdades também estão ali.

JC - O gênero literário foi de bom aceite ao seu modo de expressar a própria escrita? E ele significa o primeiro passo para um caminho longo a percorrer?

MC - Espero que sim. Depois de mais de 30 anos dedicados quase exclusivamente ao Jornalismo, essa atividade tão bonita que pulsa nas minhas veias, estou disposto a enveredar por outros caminhos das letras. Quero mesmo me dedicar mais à literatura. Já estou até engendrando um novo romance. Tenho que fazer umas pesquisas e logo quero sentar para escrever.

Texto e imagem reproduzidos do site: jornaldacidade.net

sábado, 29 de setembro de 2018

Jornalista Marcos Cardoso lança seu primeiro romance

Marcos Cardoso lançou o seu primeiro romance

Livro “O Anofelino Solerte” foi lançado 
nesta sexta-feira, 28. (Fotos: Portal Infonet)

Publicado originalmente no site do Portal Infonet, em 28 set, 2018

Jornalista Marcos Cardoso lança seu primeiro romance

O jornalista Marcos Cardoso lançou nesta sexta-feira, 28, na livraria Escariz, o seu primeiro romance. A obra intitulada “O Anofelino Solerte” é romance de formação, narrativa sobre o processo de desenvolvimento físico, psicológico, moral, espiritual, social e político de um personagem Mosquito.

“É a história de crescimento, em todos os sentidos, de um indivíduo. É também uma narrativa de descobertas de amizade, amor, sexo, dores e morte, que no fim das contas, traz esperança. Em resumo, é uma história leve sobre crescimento de pessoas e com um desfecho esperançoso”, conta o jornalista.

O jornalista destaca que o romance também traz uma mensagem de valorização da vida. “No fim, quero dizer que a vida vale a pena por causa de tudo que a gente vive, pelos prazeres que passamos e até pelas dores que vivemos”.

Apesar de estar em seu primeiro romance, Marcos Cardoso tem uma paixão antiga pela literatura e arte. “Quando jovem, publiquei um livro de poemas com três colegas. Também fiz cartuns para jornal, editei e participei, como autor, de um livro de desenhos de humor, charges e cartuns, e ainda escrevi contatos e participei de concursos. No jornalismo, sempre gostei de fazer crônicas políticas e sociais, e há 10 anos, resolvi escrever o romance”, detalha.

“O Anofelino Solerte” é um livro com 204 páginas e foi editado pela Edise/Segrase. O projeto gráfico é de Adilma Menezes e Cícero Guimarães. Uma novidade são as ilustrações da capa e do miolo, feitas por Marcus Vinicius, um estudante de design da Universidade Federal de Sergipe.

Sobre o autor

Marcos Cardoso trabalhou em praticamente todos os jornais e TVs de Aracaju desde que começou a carreira jornalística nos anos 80. Foi diretor de Redação do Jornal da Cidade por 10 anos, foi secretário de Comunicação da Prefeitura de Aracaju na segunda gestão de Edvaldo Nogueira, entre 2009 e 2012, e diretor de Comunicação do Tribunal de Contas de Sergipe sob a presidência do conselheiro Clóvis Barbosa, no biênio 2016-2017. É servidor da Universidade Federal de Sergipe há 26 anos, atualmente ocupando a direção da Rádio UFS.

por Verlane Estácio

Texto e imagem reproduzidos do site: infonet.com.br

quinta-feira, 20 de setembro de 2018

O Anofelino Solerte”, romance de estreia de Marcos Cardoso será lançado no dia 28


Publicado originalmente no site Fan F1, em 14/09/2018 

“O Anofelino Solerte”, romance de estreia de Marcos Cardoso será lançado no dia 28

 Por Célia Silva

O jornalista Marcos Cardoso, depois de mais de 30 anos frequentando e dirigindo redações, arrisca-se agora num campo mais sofisticado das letras, a ficção. Ele marcou data e local para levar ao público o fruto dessa nova experiência. O lançamento do seu primeiro romance, “O Anofelino Solerte”, será no dia 28 deste mês, às 17 horas, na Livraria Escariz da Avenida Jorge Amado.

Por que um título tão curioso, “O Anofelino Solerte”? O autor responde brincando que, para descobrir, o leitor terá que ler o livro. Mas, falando seriamente, informa que é um romance de formação, narrativa sobre o processo de desenvolvimento físico, psicológico, moral, espiritual, social e até político de um personagem.

“O meu romance é uma narrativa sobre a descoberta da amizade, do desejo, do amor, da vida e da morte. História de crescimento físico, intelectual e emocional de um pequeno burguês que, ainda jovem, vê-se obrigado a conviver com a dor e a superação, colocando sentimentos e valores em cheque ao perpassar os dilemas da transição entre a adolescência e o mundo adulto”, antecipa.

Segundo Marcos Cardoso, a narrativa é ambientada basicamente em Aracaju e Salvador e o tempo histórico é entre os anos 60 e 70, “momento politicamente duro e culturalmente rico do Brasil”. E dá uma dica sobre o título do livro: “O protagonista, Mosquito, não possui nada de especial além da sua capacidade de conviver com as diferenças e de aprender logo cedo que a vida vale a pena se você consegue suportar e sobreviver às próprias feridas e às dores dos próximos”.

Ilustrações da capa e miolo são de Marcus Vinicius. 
Foto: Divulgação

“O Anofelino Solerte” é um livro com 204 páginas e foi editado pela Edise/Segrase. O projeto gráfico é de Adilma Menezes e Cícero Guimarães. Uma novidade são as ilustrações da capa e do miolo, feitas por Marcus Vinicius, um estudante de design da Universidade Federal de Sergipe.

Marcos Cardoso trabalhou em praticamente todos os jornais e TVs de Aracaju desde que começou a carreira jornalística nos anos 80. Foi diretor de Redação do Jornal da Cidade por 10 anos, secretário de Comunicação da Prefeitura de Aracaju na segunda gestão de Edvaldo Nogueira, entre 2009 e 2012, e diretor de Comunicação do Tribunal de Contas de Sergipe sob a presidência do conselheiro Clóvis Barbosa, no biênio 2016-2017.

É servidor da Universidade Federal de Sergipe há 26 anos, atualmente ocupando a direção da Rádio UFS. Escreve semanalmente para o Jornal do Dia e tem um blog na Infonet há mais de 10 anos, onde publica crônicas políticas e sociais.

Texto e imagens reproduzidos do site: fanf1.com.br

segunda-feira, 3 de setembro de 2018

Jornalista Marcos Cardoso lança seu primeiro romance no dia 28



Marcos Cardoso foi editor dos maiores jornais impressos do Estado

Texto publicado originalmente no site do Portal Infonet,  03 de setembro de 2018 

Jornalista Marcos Cardoso lança seu primeiro romance no dia 28

O jornalista Marcos Cardoso, depois de mais de 30 anos frequentando e dirigindo redações e há 12 anos escrevendo um blog semanal na Infonet, arrisca-se agora num campo mais sofisticado das letras, a ficção. Ele já marcou data e local para levar ao público o fruto dessa nova experiência. O lançamento do seu primeiro romance, “O Anofelino Solerte”, será no dia 28 deste mês, às 17 horas, na Livraria Escariz da Avenida Jorge Amado.

Por que um título tão curioso, “O Anofelino Solerte”? O autor responde brincando que, para descobrir, o leitor terá que ler o livro. Mas, falando seriamente, informa que é um romance de formação, narrativa sobre o processo de desenvolvimento físico, psicológico, moral, espiritual, social e até político de um personagem.

“O meu romance é uma narrativa sobre a descoberta da amizade, do desejo, do amor, da vida e da morte. História de crescimento físico, intelectual e emocional de um pequeno burguês que, ainda jovem, vê-se obrigado a conviver com a dor e a superação, colocando sentimentos e valores em cheque ao perpassar os dilemas da transição entre a adolescência e o mundo adulto”, antecipa.

Segundo Marcos Cardoso, a narrativa é ambientada basicamente em Aracaju e Salvador e o tempo histórico é entre os anos 60 e 70, “momento politicamente duro e culturalmente rico do Brasil”. E dá uma dica sobre o título do livro: “O protagonista, Mosquito, não possui nada de especial além da sua capacidade de conviver com as diferenças e de aprender logo cedo que a vida vale a pena se você consegue suportar e sobreviver às próprias feridas e às dores dos próximos”.

“O Anofelino Solerte” é um livro com 204 páginas e foi editado pela Edise/Segrase. O projeto gráfico é de Adilma Menezes e Cícero Guimarães. Uma novidade são as ilustrações da capa e do miolo, feitas por Marcus Vinicius, um estudante de design da Universidade Federal de Sergipe.

Marcos Cardoso trabalhou em praticamente todos os jornais e TVs de Aracaju desde que começou a carreira jornalística nos anos 80. Foi diretor de Redação do Jornal da Cidade por 10 anos, foi secretário de Comunicação da Prefeitura de Aracaju na segunda gestão de Edvaldo Nogueira, entre 2009 e 2012, e diretor de Comunicação do Tribunal de Contas de Sergipe sob a presidência do conselheiro Clóvis Barbosa, no biênio 2016-2017. É servidor da Universidade Federal de Sergipe há 26 anos, atualmente ocupando a direção da Rádio UFS.

Fonte e foto: Divulgação

Texto reproduzido do site: infonet.com.br