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quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

O Inventário Cultural de Maruim

Artigo compartilhado do site SÓ SERGIPE, de 3 de janeiro de 2026 

O Inventário Cultural de Maruim 
Por Luciano Correia *

Quando da aproximação dos 200 anos da independência de Sergipe, intelectuais, entidades culturais e setores dos poderes públicos se reuniram numa sala apertada do Palácio-Museu Olímpio Campos para uma discussão preparatória de um cronograma de comemorações dessa que é, de fato, nossa mais importante efeméride. Como secretário municipal de Comunicação Social, participei representando a prefeitura de Aracaju. Apesar da presença de gente séria e competente, a reunião foi a melhor definição do caos. Um samba do crioulo doido em matéria de delírios sem pé nem cabeça. Em vinte minutos, vi que aquilo não ia dar em nada. E não deu.  

Capa do livroSe nada foi promovido além da patuscada tradicional improvisada nessas horas para tentar justificar alguma ação, pelo menos a republicação de um livro nos salvou da vergonha total. Refiro-me ao Inventário Cultural de Maruim, publicado originalmente em 1994 e reeditado agora em versão ampliada pela professora Maria Lúcia Marques Cruz e Silva. Não me recordo se a professora estava presente na fatídica reunião do nada-com-coisa-nenhuma, já que é uma dessas incansáveis pesquisadoras que milita em tempo integral nos campos da história e da cultura. 

Talvez não tenha sido lembrada para aquela reunião de figurões da cultura oficial, afinal, alguém com esse perfil, evidentemente, não interessa aos convescotes regados por finos acepipes e sucos tropicais variados. O livro, portanto, é uma edição comemorativa de uma data que, para espanto geral, passou praticamente em branco. Quisera que todo município sergipano contasse com uma obra de tamanho fôlego escavando sua história a partir de seu desenvolvimento econômico e social, sua história política, incluindo a das gentes do andar inferior, sobretudo os escravos. 

É claro que um mergulho na vida econômica arrasta consigo a história do poder e da dominação, elencando a casta de seus principais políticos e o papel que desempenharam não só no âmbito da cidade, mas da província. E assim encontramos personagens como Gonçallo Rollemberg do Prado e a Usina das Pedras, a importância econômica do algodão, do calcário e da cana-de-açúcar. O inventário percorre outras áreas da vida maruinense desde a fundação da cidade, revivendo as festas de seu calendário cultural, o desenvolvimento da educação, da saúde e do esporte. 

No capítulo dedicado ao esporte, traz raras informações até então desconhecidas do grande público, mostrando como Maruim não só foi pioneira no futebol em Sergipe, como seus clubes tiveram papel relevante no estado, mas este, seguramente, é fonte para um artigo só sobre isso. A publicação exibe ainda um quadro da representação dos poderes municipais desde épocas remotas até a atualidade, com relação de vereadores, presidentes da câmara e prefeitos.  

Berço da economia e da política na província de Sergipe, Maruim foi uma das cidades contempladas com a visita do Imperador Dom Pedro II, em 1860, onde aportou na margem esquerda do rio Ganhamoroba acompanhado da Imperatriz Tereza Cristina. Na passagem de um dia, caminhou pelas ruas da cidade, visitou escolas, inaugurou obras e assistiu à missa. No quartel da polícia, fazendo a inspeção das armas, questionou a razão de uma palmatória pendurada numa parede. A resposta do comandante: era para castigar escravos encontrados fora de hora vagando pelas ruas. Dom Pedro reagiu de forma enérgica, ordenando que a punição fosse imediatamente extinta das práticas da polícia. 

Discreta, quase obscurecida no isolamento de um município que perdeu importância e hoje é praticamente ignorado dos órgãos culturais do estado, a obra da professora Maria Lúcia acende uma faísca de esperança na mediocridade das políticas culturais focadas somente nos practuns e pracatás juninos e carnavalescos, espelho e expressão dos gestores maiores, todos eles avessos, senão ignorantes mesmo, à pesquisa histórica que repõe a grandeza de nossa historiografia. 

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Sobre Luciano Correia - Jornalista e professor da Universidade Federal de Sergipe

Texto e imagem reproduzidos do site: www sosergipe com br

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

MARUIM: Iphan reconhece igreja como Patrimônio Nacional

Foto: Ascom/ Keizer Santos.

Infonet - Cultura - Noticias - 16/09/2014.

Maruim: Iphan reconhece igreja como Patrimônio Nacional
A Igreja Matriz de Maruim já havia sido tombada.

O município de Maruim, distante a 30 km de Aracaju, passa a contar com o seu primeiro Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, a Igreja Matriz de Nosso Senhor dos Passos. O reconhecimento foi consolidado a partir da publicação no Diário oficial da União, nº 174, de 10 de setembro de 2014, em edital assinado pela presidente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Jurema Machado.

Com o reconhecimento oficial, quaisquer intervenções no entorno e no prédio da igreja, devem ser comunicadas à Superintendência Estadual do Iphan, situada na Praça Camerino, 225, bairro São José, em Aracaju. Além disso, os bens móveis e integrados à igreja, bem como os que estão na casa paroquial, serão resguardados pelo Instituto. O objetivo principal do tombamento é garantir que o bem cultural seja protegido, evitando assim a sua destruição e descaracterização.

Para o prefeito de Maruim, Jeferson Santana, que acompanhou o processo do Iphan, o município passa para um seleto grupo de detentores de um patrimônio nacional. “Além da visibilidade, salutar ao turismo, outra garantia que temos a partir desta decisão é que nosso patrimônio será preservado por longos e longos anos”, afirmou emocionado.

De acordo com o Livro de Tombo do Iphan, até 2013, em Sergipe, apenas Brejo Grande, Divina Pastora, Itaporanga D’ Ajuda, Estância, Laranjeiras, Nossa Senhora do Socorro, Riachuelo, Santo amaro das Brotas, São Cristóvão e Tomar do Geru possuíam bens culturais reconhecidos. Esse reconhecimento leva-se em conta os aspectos arqueológico, paisagístico e etnográfico; histórico; belas artes; e das artes aplicadas.

Para o secretário municipal de Cultura e Turismo, Gilton Rezende, outra necessidade com o reconhecimento nacional, é a promoção de cursos de Educação Patrimonial em parceria com o Iphan. “Devemos formar pessoas, que saibam lidar com o seu patrimônio, essa riqueza cultural é nossa!”, destacou.

A Igreja Matriz.

A Igreja Matriz de Senhor dos Passos foi fundada em 17 de março de 1862, mas, a sua construção somente foi iniciada no ano de 1848, por intermédio do Sr. João Gomes de Mello, o Barão de Maruim. A igreja, que apresenta um estilo barroco, é o primeiro prédio do município tombado pelo Patrimônio Nacional. A partir do Decreto nº 4.988, de 25 de abril de 1981, do Governo do Estado de Sergipe, a Igreja Matriz de Maruim já havia sido tombada e incorporada ao patrimônio estadual.

Fonte: Assessoria de Comunicação.
Texto e imagem reproduzidos do site: infonet.com.br/cultura

segunda-feira, 28 de julho de 2014

FESTEJOS - Festa do Mastro no município de Maruim (Dias 26 e 27/07/2014)


Festa do Mastro no município de Maruim/SE.

A tradicional Festa do Mastro acontece nos dias 26 e 27 de julho, sábado e domingo, respectivamente.

Organizada pelos moradores do bairro Coelho, a festa tem apoio da Prefeitura Municipal, através da Secretaria de Cultura e Turismo.

“A festa faz parte do calendário festivo de Maruim e além de proporcionar entretenimento proporciona fonte de renda para vários comerciantes”, destacou o secretário municipal de Cultura e Turismo, Gilton Rezende.

Festa acontece neste sábado e domingo.

Foto e informação do site: infonet.com.br/cultura