domingo, 1 de maio de 2016

Carrossel do Tobias é instalado no Centro Cultural de Aracaju

 

Fotos: Silvio Rocha.

Carrossel do Tobias é instalado no Centro Cultural

 Réplica do Carrossel do Tobias...

 Aglaé Fontes: "Alegria em ser guardiã".

Professor Vilder Santos se emociona ao relembrar 
a alegria dos pais com o carrossel.

Estória do brinquedo é contada nas paredes do espaço em que foi instalado.

Créditos - Portal Infonet.

Infonet > Cultura > Noticias > 28/04/2016.

Carrossel do Tobias é instalado no Centro Cultural.

A réplica e a estória estarão permanentemente expostos.

Quem não teve a alegria de brincar no Carrossel do Seu Tobias, no Parque Teófilo Dantas, pode dar uma passadinha no Centro Cultural de Aracaju [Praça General Valadão] para relembrar a estória de um dos brinquedos que encantou várias gerações em Aracaju. No final da tarde desta quinta-feira, 27, o Instituto Banese fez, em parceria com a Fundação Cultural Cidade de Aracaju (Funcaju), a instalação de uma exposição permanente que conta com uma réplica do carrossel.

O diretor-superintendente do Instituto Banese, Ézio Déda, conta que a vontade de contar a estória do Carossel de Tobias já existe desde a inauguração do Museu da Gente Sergipana.

“Em 2013. tivemos a informação de que havia um resquício do carrossel no Parque da Cidade. Fomos até lá e encontramos em grande estado de degradação. Fizemos um convênio com a Subpac por ser tombado, levamos para um restaurador de imagens sacras em São Cristóvão e conseguimos recompor quatro cavalos e o boneco do Tobias. Em seguida, fizemos uma exposição no Museu da Gente, mas depois que foi desmontada, guardamos as peças e sentíamos a necessidade de um local para que pudesse ficar permanente. Por meio de um convênio com a Funcaju, o carrosel vai oportunizar que as pessoas conheçam a belíssima estória que marcou tantas gerações”, destaca Ézio Déda.

A presidente da Funcaju, Aglaé Fontes, falou da emoção em ser a guardiã do Carrossel do Tobias. “O Centro Cultural se preocupa com a questão da memória de Aracaju e a vinda do Carrossel do Tobias só nos traz alegria porque nós vamos ser guardiãs de um dos brinquedos populares mais significativos da história cultural de Aracaju, que encantou gerações e gerações. Agradeço ao Banese a confiança dispensada de nos ceder esse elemento museológico”, ressalta.

“O Carrossel do Tobias chegou a Aracaju em 1904 e do nosso Estado saiu apenas em 1963, ficando em Alagoas e Bahia. Meus pais, Milton e Anita Santos, passaram para Sergipe por um preço abaixo do real valor. Meus pais faziam questão que os orfanatos e os grupos folclóricos andassem gratuitamente. Ficaram muito tristes quando foi destruído e hoje essa mini réplica estará a disposição da sociedade para relembrar as festas natalinas no Parque Teófilo Dantas”, relembra o professor Vilder Santos, filho do vereador Milton Santos, que trouxe o carrossel para Aracaju.

Por Aldaci de Souza.

Texto e imagens reproduzidos do site: infonet.com.br/cultura

sexta-feira, 29 de abril de 2016

Centro de Arte realiza exposição 'Mesas para Mães'

Foto: Jadílson Simões.

Infonet > Cultura > Noticias > 25/04/2016.

Centro de Arte realiza exposição 'Mesas para Mães'.

A exposição será aberta dia 26 e seguirá até 9 de maio.

Em celebração ao Dia das Mães que se aproxima, o Centro de Arte e Cultura J. Inácio, vinculado à Secretaria de Estado da Mulher, Inclusão e Assistência Social, do Trabalho e dos Direitos Humanos (Seidh), realizará às 18h desta terça-feira, 26, a abertura da exposição “Mesas para Mães”. A mostra, que acontecerá no próprio Centro, conterá trabalhos de 14 expositores, e seguirá até o dia 09 de maio.

As peças são mesas decoradas, assinadas por Afrânio Reis, Ateliê das Amigas, Barroso Melo, Celi Miranda, Dora Guerra, Ilma Shantu, Jaci Rosa Cruz, Jorge Luiz, Socorro Souza, Lícia Violeta e Camila Martins, Sayonara Viana, Raisa Nunes e Ronaldo Lima.

Entre as peças em exposição, haverá renda irlandesa, guardanapos de ponto de cruz, objetos decorativos para aparadores, bordados em redendê, fruteiras, mesa confeccionada em patchwork de ferro, entre outras expressões da arte sergipana. De acordo com o diretor do Centro de Arte e Cultura J. Inácio, Guga Viana, a ideia surgiu de uma ‘confraria de cabeças pensantes’, incluindo artistas plásticos e artesãos.

“As mesas são compostas pelo artesanato sergipano e todas elas têm grande importância. O objetivo é divulgar essas artes, assim como reforçar a existência do Centro de Arte e Cultura. Com as nossas produções, buscamos atingir não apenas os turistas, mas toda a comunidade sergipana”, pontua Guga Viana.

Sobre o Centro

Cravado no coração da Orla de Atalaia, o Centro de Arte e Cultura J. Inácio é parada obrigatória para o turista que visita Aracaju, mas está de portas abertas também à toda a população sergipana. Destinado à comercialização de peças artesanais e fomento à economia criativa, o Centro conta hoje com exposição de peças de cerca de 100 artesãos e artistas plásticos, colocando o seu espaço a serviço da Arte e à concretização de sonhos.

Fonte: SEIDH.

Texto e imagem reproduzidos do site: infonet.com.br/cultura

Dom Luciano é homenageado em exposição

Para o secretário Irineu Fontes, é uma satisfação
reconhecer às diversas contribuições de Dom Luciano.
Foto: Secult.

Infonet > Cultura > Noticias > 25/04/2016.

Dom Luciano é homenageado em exposição.

O arcebispo Dom Lessa representou Dom Luciano

Pinturas, fotografias e esculturas com temas religiosos marcam a nova exposição do Corredor Cultural Wellington dos Santos, “Irmão”, lançada nesta segunda-feira, 25, pela Secretária de Estado da Cultura (Secult). Intitulada “A Arte: o Sagrado e a Devoção”, a mostra presta uma homenagem a Dom Luciano, arcebispo emérito de Aracaju.

Para o secretário de Estado da Cultura, Irineu Fontes, é uma satisfação reconhecer às diversas contribuições de Dom Luciano para o Estado, a exemplo de sua participação na fundação da Universidade Federal de Sergipe. “Além de ter sido um grande ícone religioso, é importante ressaltar que Don Luciano foi um dos grandes intelectuais desta terra. Agradeço a oportunidade de estar secretário, no momento desta homenagem, que ilumina este Corredor”, afirmou.

Representando Dom Luciano, o também arcebispo Dom José Palmeira Lessa, falou sobre as qualidades do colega religioso. “Durante esta homenagem, fiquei pensando sobre quantos talentos Deus deu para Dom Luciano. Uma riqueza de inteligência, uma visão do homem, de sua dignidade, de sua grandeza, que o levaram a criar condições de uma vida digna. Neste dia, é grande o sentimento deste Estado, quando se reconhece a ação de Deus e, sobretudo, a resposta de Dom Luciano a este talento que recebeu, se colocando a serviço da Igreja e da sociedade”.

Durante a cerimônia o público assistiu a apresentação do “Coral de Laranjeiras, Coetus Kyriale e do Grupo de Chorinho Odir Caius. A exposição conta com esculturas, telas e fotografias dos artistas Ana Clara, Beto Ribeiro, Charles Henry, Diego DiSouza,Eurico Luiz, J. Inácio, JO’K, Joubert Moraes, Lúcio Telles, Pythiu, Vesta Viana, Willy Valenzuela, Zé Lima e Zeus.

Com sete fotografias expostas, o artista alagoano Diego DiSouza, conta que desde que chegou em Sergipe há três anos, tem acompanhado e fotografado manifestações religiosas. “Comecei fotografando a Festa de Senhor dos Passos, em São Cristóvão. A religião sempre esteve presente na minha família, então é um tema que me chama atenção, assim como a fé”, ressaltou.

Nesta edição do Corredor, receberam menção honrosa, Ana Medina, Carmen Dolores Duarte, Dom João José Costa, Dom José Palmeira Lessa, Enrica Mininni, Everaldo Aragão Prado, Maria Conceição Luduvice e Verônica Nunes. A exposição segue aberta ao público ao longo de todo o mês de maio, no Corredor Cultural, situado na sede da Secult, localizada na Rua Vila Cristina, 1051, bairro 13 de Julho.

Sobre o homenageado

Dom Luciano estudou na Escola de Aprendizes Artífices, depois Escola Técnica, hoje CEFET, antes de ingressar no Seminário Menor do Sagrado Coração de Jesus, aos 11 anos. Em 1942, mudou-se para o Seminário de Olinda, em Pernambuco e de lá seguiu para São Leopoldo (RS) onde concluiu os estudos eclesiásticos necessários para se tornar padre em 1948.

Fonte: Secult.

Texto e imagem reproduzidos do site: infonet.com.br/cultura

quinta-feira, 28 de abril de 2016

Conhecendo a história de Eraldo Lima


Publicado originalmente no site Sergipe Inform, em 29/03/2016.

Conhecendo a história de Eraldo Lima.

O artista sergipano Eraldo Lima nasceu em 1950 no dia 15 de junho na cidade de Estância- Sergipe, no bairro de Santa Cruz, cidade berço da cultura sergipana. Filho de Edgar Barreto de Araújo e Erundina Lima de Araújo, como muitos daquela época, nasceu em casa, assistido pela parteira D. Maria de Kid.

Já em sua formação escolar, foi alfabetizado pela Prof.ª Ana Mendonça. Posteriormente estudou o primário com a Prof.ª Sula Amado, na Escolinha Santo Antônio. Ainda cursou o ginasial na Escola Graccho Cardoso, porém só o finalizou na Escola Técnica do Comércio, formando-se como Técnico em Contabilidade. Em sua infância jogou futebol, na posição de goleiro, no Clube Santa Cruz. Também jogou futsal no time de Independente, nos torneios realizados na Escola Técnica do Comércio. Em sua família, foi o único que se aplicou às artes plásticas.

Ainda na infância já demonstrava bastante inclinação para o desenho fato este que leva o seu pai a ser seu primeiro incentivador. Um fato relevante foi a febre dos álbuns de figurinhas em Estância, que acabou sendo suas primeiras fontes de pesquisa e aperfeiçoamento de técnicas de retrato a lápis, se empenhando a desenhar os rostos dos astros de Hollywood. O Instituto Histórico Geográfico de Sergipe foi o primeiro espaço usado pelo artista para demonstrar seus trabalhos artísticos.

Um fato que chama atenção na sua primeira exposição foi o uso de suportes alternativos, a exemplo de portas de geladeiras (chapas de compensado de 2,00m X 0,80m), o que atraiu a atenção na época. Ainda nessa época conheceu seu Artu, grande incentivador dos pintores jovens de Sergipe daquela época, sendo a primeira pessoa a adquirir os primeiros trabalhos de Eraldo Lima acrescentando-lhe vários elogios, destacando o colorido das pinturas do artista.

Após a primeira exposição, começa a usar Eucatex/Duratex* como suporte, sendo influenciado ao visitar uma exposição do artista Zé de Dome, na Movelaria Menezes em Estância, o mesmo usou este material como suporte. Depois de experimentar, gostou e até hoje faz seus trabalhos com este material. Infelizmente não teve a oportunidade de conhecer o artista Zé de Dome pessoalmente, apesar do mesmo ter retornado várias vezes a cidade de Estância.

Já em 1965 no período de férias escolares, os seus tios levaram-no a São Paulo, e acaba conhecendo o MASP, onde visita a Bienal Internacional de Arte de São Paulo, podendo se atualizar nas artes que eram desenvolvidas no Brasil.

Um fato recorrente na vida de Eraldo Lima é a diversificada forma de pesquisa que o mesmo procurava encontrar em tempos que escolas de artes eram escassas em Sergipe.

Eraldo é eternamente agradecido ao Sr. Divaldo (diretor da Lira Carlos Gomes), pois sempre que precisou deste espaço para expor, ele o cedeu gentilmente.

As mulheres lavando roupa, os tons diversificados e a gestualidade de suas obras acabam remetendo a um passado do povo estanciano, quando essa atividade era um processo natural entre as mulheres da cidade. Ao mesmo tempo que remete ao passado, as obras deste artista possui um certo tom de espiritualidade, uma procura espacial. De acordo com Betânia Vargas ceramista baiana/Profª UFBA as obras de Eraldo Lima reflete a uma procura espiritual do homem imensidão da natureza, ainda destaca os traços determinados de um pesquisador incansável.

Em suas telas podemos perceber uma certa ligação do homem com a natureza, ou seja o homem faz parte da natureza e vive em uma mesma realidade.

SergipeINFORM

Por: Paixão, Cleberton Batalha.

Texto e imagem reproduzidos do site: sergipeinform.com.br

terça-feira, 26 de abril de 2016

Minha Terra é SERGIPE - Orgulho de ser sergipano.

 Bandeira do Estado de Sergipe.
Foto - Divulgação.

 Cidade Histórica de São Cristóvão.
Foto - Adilson Andrade.
Reproduzida do blog: chiquitinhamaravilha.blogspot.com.br

Colina de Santo Antônio, em Aracaju.
Foto reproduzida do site: skyscrapercity.com

segunda-feira, 25 de abril de 2016

ATENÇÃO BANHISTAS, da Praia dos Artistas, em Aracaju




ATENÇÃO BANHISTAS!

Praia dos Artistas, em Aracaju, é a quarta mais perigosa do país.

Após alguns passos o banhista cai em canal de 6m de profundidade.

"... Segundo o tenente Fábio Caldas, especialista em mergulho do Corpo de Bombeiros, a Coroa do Meio é banhada pelo mar, mas também sofre características do Rio Sergipe, que provoca uma erosão na areia e forma um abismo bem perto das margens. "Quanto mais próximo da pedra do mole é mais fácil chegar a essa profundidade em três ou quatro passos dentro da água. O local está sempre orientado, com indicativo de perigo permanente porque lá é uma área de afogamento constante”, explica". (Trecho de reportagem do Portal G1 SERGIPE).

Artesanato Sergipano




Fotos reproduzidas do site: fmgranderio.com.br

sábado, 23 de abril de 2016

A vida do economista e fotógrafo memorialista José Expedito de Souza.


JC 2011 - Osmário - Memórias de Sergipe.

Publicado originalmente no site do Jornal da Cidade, em 02/07/2012.

A vida do economista e fotógrafo memorialista José Expedito de Souza.

JornaldaCidade.Net

José Expedito de Souza nasceu a 29 de setembro de 1944, na cidade de Riachão do Dantas/SE. Seus pais: José de Souza Batista e Eulina de Oliveira Souza.

O pai, conhecido por “Zuza do Mirante”, tinha dois irmãos: Juca e Zinho e mais três irmãs: Casula, Pureza e Rosa. Era Zuza do Mirante porque nasceu no Sítio Mirante, próximo à cidade de Riachão do Dantas. Fez o curso primário em Riachão e tinha uma caligrafia muito bonita. Por mais de 50 anos dedicou sua vida ao bar que montou na praça do mercado, que passou a ser chamado de Zuza do Mirante.

“Na década de 1950, quando comecei a frequentar o bar, lembro-me de um grande rádio de bateria, onde se ouviam os jogos de futebol do Rio de Janeiro e a novela de Jerônimo - o Herói do Sertão, além de notícias das mais diversas. As notícias, novelas e outros assuntos transmitidos pelo rádio eram tratados, sistematizados e traduzidos por aqueles que se achavam aptos para tal mister e encontravam quem os quisesse ouvir”.

“Meu pai agia como juiz nos assuntos mais difíceis. Seu Antão, um negro de quase dois metros de altura, assim como Manuel de Antão, viviam no bar tirando barato dos jogos de azar. O seu Antão no dia da feira era muito procurado para estabelecer medidas de roças e terrenos. No bar, onde havia um sinuca e um bilhar, concentrava-se grande parte dos adultos da cidade”. Diz que herdou do pai a honestidade e a palavra empenhada.

Sua mãe nasceu na fazenda Caborge, município de Boquim. Teve nove filhos, exerceu o papel de mãe estrategista e foi responsável pela vinda dos filhos homens, ainda meninos, para Aracaju, como a única e possível forma de fazê-los estudar. “Imagino até com a ideia pré-concebida de que estes filhos, algum dia, trariam toda a família para Aracaju. Realmente, no ano de 1970, contra a firme recusa de meu pai de deixar a sua Riachão, minha mãe chegou com os móveis e os demais filhos para se juntarem àqueles que aqui já moravam dispersos nas casas dos parentes”. Tem de sua mãe a paciência, o amor e a dedicação à família.

Da sua infância Expedito tem algumas lembranças das aulas no grupo escolar municipal, das bancas com D. Mariana e muito jogo de bola na praça em frente a sua casa. “Eu tinha lugar garantido no jogo e se não fosse escolhido para jogar – por ser muito magro – abria a porta e as janelas da nossa casa para que a bola caísse lá e Magnólia não a devolvesse. Magnólia era nossa segunda mãe”. Não esquece os companheiros do futebol: Amazias, Dernival, Edirani, Zé de Ana, Nelson Araújo e Mario, Bezouro e Damião de Ubirajara, além dos primos Carivaldo Souza, dos irmãos Arivaldo e Aroaldo e tantos outros.

Buscar mel cabaú e caldo de cana no Engenho Salgado, do Sr. Manoelzinho; caçar passarinho e assar castanha; apanhar água no tanque da nação, acompanhado de Zé Casquete; tomar banho no tanque de Zé Almeida; ter conhecido Marcela, Bilina e Salú, que no fim da feira, bêbedas, faziam a festa dos meninos; ouvir as estórias e aventuras de Alcides, João Milone, Bobó e Louro são parte da sua vida de menino em sua querida Riachão.

Veio morar em Aracaju na bodega de seus avós maternos, Jeremias de Oliveira Cruz e Aurora de Oliveira Cruz, com as tias, todas falecidas, Riso, Olga, Risoleta e Geó.

Quando chegou na casa dos avós, a rua de Siriri estava sendo calçada a paralelepípedos desde a praça da Bandeira. No trecho entre as ruas de Itaporanga e Propriá, onde está o Quartel do Corpo de Bombeiros, o calçamento avançava devagar e os meninos das ruas próximas aproveitavam para jogar bola até altas horas da noite. Entre eles o atleta Expedito.

A bodega de D. Olga ficava na Rua Itaporanga esquina com a Rua Siriri, em frente à Bodega do Sr. Ranulfo, onde morava Juraci Santos, que juntamente com Expedito, Robson Porto, Antônio Fonseca, Messias “Pajé” e outros faziam o futebol noturno. “Também joguei bola na Praça da Bandeira, na Baixa Fria, no Campo do Tobias e na praia de Atalaia”.

Nos estudos, além dos primeiros momentos no grupo escolar e escolas particulares em Riachão do Dantas, presença no Grupo Manoel Luiz e no Colégio Graccho Cardoso, em Aracaju, onde chega ao final do antigo primário.

Começa o curso ginasial na Escola Industrial de Aracaju, onde faz o curso de Tornearia Mecânica (o mesmo de Lula). Conclui o ginásio no Colégio Atheneu Sergipense, período em que prestava o Serviço Militar. “Recordo-me que atravessava a cidade duas vezes por dia, saindo da minha casa, na Rua Itaporanga, às 5h, em direção ao Quartel do 28 BC e de lá me deslocava para o Atheneu, retornando para casa às 22h, tudo a pé. Nesta época, poucas pessoas tinham carro e era normal termos companhias em todos esses trajetos”.

Faz o curso técnico em Edificações na Escola Técnica Federal de Sergipe e mais adiante o curso de Economia da Universidade Federal de Sergipe. Cola grau em 1973. “Tive como mestres José Aloísio de Campos, Manoel Pacheco, Paulo Novais, José Rafael de Oliveira e outros. Ainda hoje me reúno com os colegas da Turma de Economia”.

Faz pós-graduação em Consultoria Comercial na USP/SP. “O curso foi realizado durante cinco meses, sendo que no último mês fizemos estágio na Associação Comercial de São Paulo. Também fiz Pesquisa Científica e Tecnológica na USP/SP, curso realizado pelo Instituto de Administração da Universidade de São Paulo”.

Em Aracaju fiz Mediação e Arbitragem na Fase/SE, além de dezenas de cursos de curta duração nas áreas de Economia, Administração e Mediação e Arbitragem tanto em Aracaju como em outras cidades.

Serviu no 28º Batalhão de Caçadores durante um ano e um mês. Sendo promovido a cabo, exerceu as atividades na 1ª Cia. de Infantaria. “Fui agraciado com dois elogios escritos por bom comportamento e dedicação às atividades realizadas”.

Durante oito anos uma vida de funcionário da Petrobras. “Só deixei a Petróleo Brasileiro S/Apela vontade de ser economista”.

Durante o curso de Economia faz com sucesso prova para fazer estágio no Condese. Ao mesmo tempo é aprovado no vestibular de Administração Pública da Universidade Federal da Bahia. Após a formatura em Economia, passa a trabalhar no antigo Condese. Registra que participou dos primeiros entendimentos para implantação do Distrito Industrial de Aracaju e que foi levado para oConselho do Desenvolvimento de Sergipe por David Menezes Prudente.Quando o Condese teve as suas atividades encerradas e foram criadas as secretarias de Planejamento e de Indústria e Comércio e mais a Codise e o Ceag, em decorrência da sua formação técnica e do curso de Consultoria Comercial realizado em São Paulo, faz a opção para trabalhar no Ceag/SE, na condição de técnico. “Foi uma decisão difícil, pois,Ancelmo Oliveira, tinha combinado com o Dr. Alísio Campos, a minha ida para a Universidade Federal de Sergipe.

Na sua passagem pelo Sebrae atuou como gerente de Estudos e Pesquisas, gerente Administrativo Financeiro, gerente de Operações e diretor adjunto do Sebrae/SE.Hoje,é assessor técnico da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Urbano, trabalhando na Codise, consultor do Sebrae, é assessor técnico da Secretaria de Estado do Planejamento na Superintendência de Políticas de Desenvolvimento Urbano e Habitação de Interesse Social.

Da sua vida de professor: na Universidade Tiradentes (Unit) as disciplinas Administração e Projetos. Faculdade de Sergipe (Fase), Economia e Administração. Escola Técnica Federal de Sergipe, Administração e O&M.

É instrutor de diversos cursos nas áreas de Economia, Administração de Empresas, Recursos Humanos e Mediação e Arbitragem no Sebrae e outras instituições.

Dos trabalhos publicados: Diagnóstico da Indústria Têxtil de Sergipe; Diagnóstico das Empresas de Beneficiamento de Coco do Estado de Sergipe; Diagnóstico das Empresas de Construção Civil do Estado de Sergipe; Estudo da Mão-de-obra dos Municípios dos Tabuleiros Sul de Sergipe; vários artigos sobre Mediação e Arbitragem em jornais de Sergipe. Estudos realizados no Sebrae, em equipe, sob a sua coordenação.

Trabalhos como economista: “Participei da equipe comandada pelo professor Antônio Rocha Santos, que elaborou os estudos para implantação da adutora do São Francisco no governo de José Rolemberg Leite e a implantação de dezenas de empreendimentos industriais no Estado de Sergipe”.

Do seu lado de memorialista: fotos de Aracaju do passado e registro das antigas bodegas, com exposição recente na Galeria do Sesc no aniversário de Aracaju.

Do seu lado de colecionador: Carros Antigos, passeia com um Plymouth do ano 1951.

Como metalúrgico: sócio-proprietário da Metalúrgica Steel Ltda. - que funcionou no Distrito Industrial de Aracaju. Trabalhos para Petrobras, inclusive com nacionalização de peças. Construção de ginásios de esportes para os colégios: Escola Parque de Sergipe; Colégio Dinâmico; Colégio Brasília; Colégio Saint Luiz; Colégio Babylandia; Colégio Atlântico; Colégio Espírito Santo: Colégio Purificação e outros. Trabalhos diversos para a Deso.

No Conselho Regional de Economia (Corecon), conselheiro por três mandatos.

Na Associação de Dirigentes Cristãos de Empresa de Sergipe, mais outro grande momento na vida de José Expedito de Souza: “A filosofia da ADCE é transmitir a doutrina social cristã nas empresas, visando um tratamento mais humano e um relacionamento fraternal e igualitário em entre patrões e empregados. Durante mais de duas décadas temos tido a satisfação de conviver com os ensinamentos do monsenhor José Carvalho de Sousa, como assessor doutrinário da ADCE e participar de encontros para empresários e funcionários de empresas adeceanas”.

Memorialista

“Após quase quatro décadas fotografando a cidade de Aracaju reuni parte destas fotos no Álbum Memórias de Aracaju, que contém 340 fotos e mais de 350 páginas... Segundo Célio Nunes as fotos do Álbum possuem o poder de despertar o telúrico e o passado dos viventes desta cidade cheia de sol”.

O Álbum Memórias de Aracaju contém fotos que documentam as mudanças arquitetônicas e visuais da nossa cidade, ocasionada pelo crescimento populacional, pela implantação de grandes empreendimentos estatais, bem como da vinda da Petrobras e as várias atividades decorrentes da exploração petrolífera em nosso Estado.

Dos irmãos: José Eliezer, economista; José Elizeu, administrador de empresas; e José dos Passos e José Oliveira, iniciaram o curso superior e não concluíram. São comerciantes. Das irmãs: Terezinha, Maria Aurora, Bernadete e Maria de Lourdes. Somente Maria de Lourdes concluiu o curso superior de Pedagogia. As demais dedicam-se ao lar”.

É casado com Excelsa Maria Machado de Souza – curso superior em Letras, pós-graduação em Psicopedagogia Clínica e Institucional –, atual diretora regional do Sesc/Sergipe.

É pai de Exson Machado Souza – mestre e professor de Processamento de Dados; José Expedito de Souza Junior – arquiteto e urbanista; e Igor Machado de Souza – concluindo o curso de Engenharia Agronômica.

Texto e imagem reproduzidos do site: jornaldacidade.net