quinta-feira, 19 de abril de 2018

Gumersindo Bessa vive dias de reconhecimento em Sergipe

Rafael Sousa, autor “Gumersindo Bessa: Um Talento Polimorfo”

Trecho extraído de publicação originalmente publicada no site JLPolítica/Coluna
Aparte, em 17 de abril de 2018

Gumersindo Bessa vive dias de reconhecimento em Sergipe

O jurista e político sergipano Gumersindo Bessa (1859/1913) foi, neste mês de abril, alvo de duas boas lembranças. Na primeira, os restos mortais dele foram retirados de um espaço insalubre num cemitério público e levado para uma urna no Poder Judiciário.

(...) O professor universitário Rafael Sousa lançou o livro “Gumersindo Bessa: Um Talento Polimorfo”, que tem 420 páginas e reúne vida e parte da obra desse jurista, como a primeira porção dos textos inéditos dele.

“Reuni isso após dois anos de pesquisa. É um material nunca antes coligido pelo Estado de Sergipe, apesar de duas Constituições terem determinado a sua reunião”, diz Rafael. Gumersindo Bessa nasceu em Estância e foi aluno de Tobias Barreto e colega de Fausto Cardoso.

Bessa tem uma biografia vistosa: foi promotor de Justiça, juiz, desembargador e primeiro presidente do TJ/SE, deputado estadual autor da primeira Constituição Estadual, deputado federal e, lógico, advogado. “Foi também precursor da constituição do Direito do Trabalho e da teoria do direito puro, autor do primeiro tratado de controle de constitucionalidade difuso do Brasil, além de seu nome ter dado origem à expressão “a beça””, informa Rafael. O que soa estranho é que o à beça não segue a grafia do Bessa.

Rafael Sousa é servidor efetivo do Poder Judiciário, ocupante do cargo em comissão de assessor de juiz, professor do curso de graduação e pós-graduação em Direito da Unit, da Estácio/Fase e da Faculdade Amadeus -Fama. Ele leciona as disciplinas Processo Civil, Direito Administrativo e Direito Tributário.

Trecho e imagem reproduzidos do site: jlpolitica.com.br/coluna-aparte

Livro resgata história do comércio de Sergipe...

Mônica Pinto: um trabalho marcado por 
aprendizados e alegrias

Publicado originalmente no site JLPolítica, em 18 de Abril de 2018

Livro resgata história do comércio de Sergipe e é lançado hoje nos 70 anos da Fecomércio

A jornalista Mônica Pinto, autora de “Comércio em Sergipe - História e Histórias”, livro que vai ser lançado na noite desta quinta-feira, 19, a pretexto da celebração dos 70 anos da Fecomércio, defende que essa publicação “consolida a importância desse setor produtivo na vida sergipana, inclusive relacionando-o a aspectos sociais e culturais”.

Mônica Pinto dedicou-se por cerca de um ano entre pesquisa e escrita na produção desse livro. “O aspecto mais desafiante foi, seguramente, a pesquisa”, diz a autora. Segundo ela, “Comércio em Sergipe - História e Histórias” subscreve a tese de que sem a atividade comercial o Estado de Sergipe certamente seria outro, menos pujante.

“Administrativamente, sem o interesse comercial, provavelmente a capital não tivesse sido transferida de São Cristóvão para Aracaju, o que, por si só, já resultaria em um cenário muito diferente do que acabou se concretizando”, diz Mônica.

“De imediato, se pode afirmar que a própria conformação geográfica de Sergipe seria diferente. Um dos trechos mais interessantes do livro, a meu ver, é o que mostra como cidades nasceram geradas por feiras. Um dos exemplos está já em seu nome - Feira Nova”, reforça.

O evento comemorativo do aniversário de 70 anos de fundação da Federação do Comércio do Estado de Sergipe - Fecomércio - acontece no Hotel Sesc Atalaia, a partir das 19h30. Veja a seguir a breve entrevista que Mônica Pinto concede à coluna Aparte.  

Aparte - Qual é o contributo que livro “Comércio em Sergipe - História e Histórias” presta à causa comercial do Estado de Sergipe?
Mônica Pinto - Primeiro, ele contribui como um relato histórico elaborado com critérios acadêmicos, obtendo as informações de fontes incontestes do ponto de vista da correção e do critério científico. Na prática, acredito que consolide a importância desse setor produtivo na vida sergipana, inclusive relacionando-o a aspectos sociais e culturais. A segunda parte, que traz as trajetórias de uma amostra de 25 empresários e empresárias, tem o viés de ilustrar, também, como empreender nesse segmento implica em transpor muitos desafios - embora, pelo que se depreende das entrevistas, também resulte em muitas realizações.

Aparte - Ele demandou quanto tempo entre pesquisa e escrita?
MP - Entre pesquisa e redação, foi quase um ano de trabalho. Uma das dificuldades foi encontrar fontes confiáveis, já que não havia trabalhos acadêmicos específicos sobre a história do comércio em Sergipe. A estratégia foi fazer recortes possíveis em artigos, livros e outras publicações que, em geral, abordavam o estado de forma mais ampla, mas traziam, em algum momento, informações relevantes sobre o setor comercial. O aspecto mais desafiante foi, seguramente, a pesquisa.

Aparte - A partir da sua pesquisa, é fácil chegar a uma conclusão de que Sergipe seria o que sem uma atividade comercial forte?
MP - De imediato, se pode afirmar que a própria conformação geográfica de Sergipe seria diferente. Um dos trechos mais interessantes do livro, a meu ver, é o que mostra como cidades nasceram geradas por feiras. Um dos exemplos está já em seu nome - Feira Nova. Administrativamente, sem o interesse comercial, provavelmente a capital não tivesse sido transferida de São Cristóvão para Aracaju, o que, por si só, já resultaria em um cenário muito diferente do que acabou se concretizando.

Aparte - “Comércio em Sergipe - História e Histórias” conta uma história paralela, ou ela é a principal, dos 70 anos da Fecomércio?
MP - O cerne do livro é, de fato, a história do comércio em Sergipe, uma proposta que me foi apresentada pelo presidente da Fecomércio Sergipe, Laércio Oliveira, com quem trabalho há quase 20 anos. Naturalmente que, ao ensejo dos 70 anos da Federação, sua importância e parte das ações que empreendeu e empreende foram contextualizadas. Mas isso se deu no fim do livro, justamente para que a obra não soasse institucional.

Aparte - Há suspeição em o livro tratar a gestão do presidente Laércio Oliveira como mais resolutiva do que as anteriores?
MP - Na verdade, grande parcela desse enfoque à Fecomércio Sergipe é também um levantamento histórico de sua origem e, como disse, dos muitos atendimentos feitos pelo Sistema, aí incluídos o Sesc e o Senac. O que se mostrou da administração do presidente Laércio - nem por um momento exposta como mais eficiente do que as anteriores - foram algumas marcas de sua gestão, a exemplo da completa reforma da Pousada do Comerciário, hoje Hotel Sesc Atalaia.

Aparte - Causou-lhe prazer ou foi um exercício meramente burocrático escrevê-lo?
MP - Eu diria que foi não só um prazer, como uma dádiva. Meu cabedal de conhecimento sobre Sergipe, a economia sergipana e o comércio em particular, teve uma expansão que muito me alegra. Comentei várias vezes que, principalmente no decorrer das entrevistas com os empresários e empresárias, era como se estivesse fazendo um curso básico de Administração de Empresas. Pude conferir os meandros de uma atividade que envolve talentos não só no âmbito da gestão, mas no trato com as pessoas, clientes e funcionários. Necessário ainda atuar de modo a se defender do massacre que o poder público quase sempre promove, pela carga tributária e por uma absoluta falta de incentivos ao empreendedorismo. Em resumo, o livro demandou vários processos trabalhosos, óbvio, mas também permeados por alegrias, aprendizados, gentilezas - enfim, coisas boas de que o mundo tanto precisa.

Texto e imagem reproduzidos do site: jlpolitica.com.br

A Bandinha comanda 'Quinta Instrumental'

A atração se apresenta no Centro Cultural de Aracaju,
 às 20h, com entrada franca. (Foto: Divulgação)

Publicado originalmente no site do Portal Infonet, em 18/04/2018 

A Bandinha comanda 'Quinta Instrumental'

A atração se apresenta no Centro Cultural de Aracaju, às 20h

Com a proposta de ocupar o Centro Histórico da capital sergipana com as diversas linguagens das artes, o projeto Quinta Instrumental - realizado pela Prefeitura Municipal de Aracaju, através da Fundação Cultural Cidade de Aracaju (Funcaju) - traz nesta quinta-feira, 19, o grupo sergipano ‘A Bandinha’. A atração se apresenta no Centro Cultural de Aracaju, às 20h, com entrada franca.

Segundo o diretor de Arte e Cultura, Nino Karvan, o projeto oferece aos aracajuanos e turistas uma nova opção de entretenimento com qualidade e também fortalece o cenário musical instrumental na capital sergipana. “O Quinta Instrumental permite que a população curta a música instrumental em um local público, de fácil acesso e de forma gratuita. Além, é lógico, de dar a oportunidade aos instrumentistas de apresentar sua arte em um teatro com toda estrutura. Estamos caminhando para a segunda apresentação desta temporada e estreamos semana passada com o teatro lotado e prometemos repetir a dose nesta quinta”, ressalta.

Para o instrumentista e integrante do grupo, Felipe Freitas, tocar no Quinta Instrumental é uma forma de evidenciar a música instrumental. “Criar um projeto voltado a música instrumental é gratificante tanto para o instrumentista como para o público que terá a chance de assistir um espetáculo diferenciado que pode ser absorvido por todos. Além de mostrar o trabalho produzido pelo músico em Sergipe. Aproveito para parabenizar a Funcaju pela iniciativa e que este seja o primeiro de vários projetos voltados para os instrumentistas”.

Quinta Instrumental

Desenvolvido através do planejamento estratégico realizado pela Fundação Cultural Cidade de Aracaju (Funcaju), o Quinta Instrumental nasceu com o propósito de ocupar o Centro Histórico da capital sergipana com as diversas linguagens das artes.

O projeto tornou-se, num curto espaço de tempo, num atrativo na agenda cultural, oferecendo aos aracajuanos e turistas uma música de qualidade e totalmente gratuita. O evento sempre acontece nas quintas-feiras, exceto nos feriados, no Centro Cultural de Aracaju (antiga Alfândega), localizado na praça General Valadão, no Centro da capital, às 20h.

A Bandinha

A Bandinha é um jovem grupo instrumental que atua no cenário musical. Com a proposta de realizar apresentações através de shows temáticos, o grupo aborda a música popular em seu repertório, com ênfase no gênero musical genuinamente brasileiro, o choro. A iniciativa surgiu em 2015, através de músicos que se reuniram para apresentar um projeto musical com arranjos originais de Pixinguinha, fruto do brilhante trabalho de edição e comercialização do Instituto Moreira Salles.

Em sua primeira aparição, no teatro Atheneu, em Aracaju, A Bandinha empolgou o público ao apresentar em parceria com o grupo Brasileiríssimo e o cantor Nino Karvan, parte do álbum O Carnaval de Pixinguinha. O grupo é composto por: Érica Rodrigues na flauta; Felipe Freitas no clarinete; Éder Filipe no trombone; José Fontes na tuba; Gentil Leite no primeiro trompete; Clistenes André no segundo trompete; Ismark Nascimento e Sidiclei Santana na percussão. Tal formação remete ao tradicional grupo instrumental encontrado nos discos de Pixinguinha: O Carnaval da Velha Guarda e Assim é que é.

fonte: PMA

Texto e imagem reproduzidos do site: infonet.com.br

quarta-feira, 18 de abril de 2018

Estradas vicinais na Zona de Expansão, em Aracaju (2018)




Fotos: ASCOM/EMURB

Publicado originalmente no site da PMA, em 18/04/2018

Prefeitura melhora estradas vicinais na Zona de Expansão 

A Zona de Expansão Urbana (ZEU) é a região mais do sul da capital definida pela Lei Municipal de no 873, de 1o de outubro de 1982, ocupando uma área de 63 km², correspondendo a quase 40% do território municipal e onde se concentra ainda a maior parte dos vazios urbanos existentes na cidade. De 1979, quando foi aprovada a Lei Federal de Parcelamento do Solo Urbano, até o ano de 2013, contabilizou-se um volume de 137 empreendimentos construídos na Zona de Expansão, resultando em 19.204 unidades habitacionais, mas boa parte é apenas usada como segunda residência.

Nesses últimos 30 anos, a Zona de Expansão que teve um acréscimo de mais de 22 mil habitantes, acarretando novas demandas no tocante à suporte de infraestrutura e serviços públicos. Estas informações estão contidas nos arquivos dos órgãos da Prefeitura de Aracaju, nos levantamentos feitos pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e presentes também em vários estudos feitos pela Universidade Federal de Sergipe (UFS) e usadas como base para estudos e avaliações relacionadas aos impactos desta ocupação.

Para equacionar e mitigar as demandas mais urgentes da região, a Prefeitura, por meio da Empresa Municipal de Obras e Urbanização (Emurb), leva serviços paliativos conforme a necessidade até que obras estruturantes possam ser executadas após atualização da legislação, que atualmente define o local como Zona de Adensamento Restrito. Semanalmente, máquinas da empresa municipal executam o patrolamento e a terraplenagem em estradas vicinais que interligam os núcleos habitacionais e que permitem acesso aos corredores de trânsito que interligam a região ao Centro de Aracaju.

Para contemplar alguns vazios urbanos e propriedades rurais, casas de veraneio ou condomínios fechados, o trabalho é feito de forma a nivelar as artérias utilizadas por moradores e visitantes sem prejudicar a paisagem natural que rodeia as áreas habitadas, como explica Sérgio Ferrari, secretário municipal da Infraestrutura e presidente da Emurb.

"Mapeamos as demandas e estudamos a melhor forma de atuar nos povoados Mosqueiro, Areia Branca, São José, Matapuã, Gameleira e Robalo. Sabemos que cedo ou tarde o futuro imobiliário de Aracaju estará nesta área, mas o compromisso da gestão pública deve atentar-se as condições ambientais e controlar o uso e ocupação do solo através dos instrumentos urbanísticos, e nisto temos sido rigorosos", afirma Ferrari, completando que em alguns pontos, a Zona de Expansão "ainda vive um processo de transição rural/urbana".

Texto e imagens reproduzidos do site: aracaju.se.gov.br

IV Festival Sergipano de Artes Cênicas

Monólogo é interpretado pela atriz sergipana Isabel Santos

Texto de Euler Lopes expõe as feridas 
de uma moradora de rua 






 Professora Josefa Silva

Alunos do Colégio Estadual Dr. Evandro Mendes


Publicado originalmente no site da SECULT, em 17 de abril de 2018

IV Festival Sergipano de Artes Cênicas segue com apresentações no interior sergipano

Uma reflexão sobre o mundo dos “invisíveis”, os moradores de rua. Esta é a proposta do monólogo “Senhora dos Restos”, que apresentou a saga de uma moradora de rua que, desde a infância, quando fora expulsa de casa pelo pai devido a uma gravidez indesejada, passa a viver em um mercado municipal. Compondo a programação do IV Festival Sergipano de Artes Cênicas, a apresentação aconteceu na noite dessa segunda-feira, 16, na sede da Filarmônica Lira Popular, na cidade de Lagarto.

O texto de Euler Lopes expõe as feridas dessa moradora de rua, adquiridas ao longo do tempo em uma situação de miséria, abandono e crimes. Interpretada pela atriz sergipana Isabel Santos, a peça tem uma abordagem dramática, mas também, por vezes, em tons de sátira e de um humor ácido. “Essa realidade de pessoas em situação de rua é muito triste, deprimente. Esse espetáculo é um “grito” de socorro, de alerta, mostrando ao público que essas pessoas que habitam praças, becos e viadutos, sem as mínimas condições para uma vida digna, não podem ser ignoradas ou esquecidas pela sociedade”, pontuou Isabel.

Temas como estupro, assassinatos, perseguição policial, a questão do idoso, das crianças e dos adolescentes em situação de rua e toda a sua vulnerabilidade social, constroem a narrativa do espetáculo. A encenação é guiada por uma sequência de mantos que compõem o figurino da personagem, que passeia por um cenário produzido a partir de materiais recicláveis doados à Dicuri Produções.

Durante a apresentação, o público, composto por alunos do Colégio Estadual Dr. Evandro Mendes, foi sendo envolvido pela trama, enquanto, no palco, persistia um riso crescente, apavorador. “A aproximação entre cultura e educação é estratégica para o desenvolvimento humano dos alunos. Eles se sentem valorizados em poder participar de momentos que celebram a nossa cultura regional”, destacou a professora Josefa Silva.

Sobre o Festival

O IV Festival Sergipano de Artes Cênicas é uma realização do Governo de Sergipe através da Secretaria de Estado da Cultura (Secult), que reúne apresentações diversas em mais de um mês de atividade. Todas as atividades são gratuitas, viabilizadas pelo Fundo de Desenvolvimento Cultural e Artístico (Funcart) e aprovado pelo Conselho Estadual de Cultura, e contam com o apoio da Impacto Comunicação Digital, Fundação Aperipê e Bipolar Operações Artísticas. A programação completa e mais informações podem ser acompanhadas pelo site www.cultura.se.gov.br e pelas redes sociais da Secult.

Texto e imagens reproduzidos do site: cultura.se.gov.br

terça-feira, 17 de abril de 2018

Entrevista com Dr. Almir Santana

Foto: Cássia Santana

Publicado originalmente no site Alô News, em 14 de abril de 2018

Exclusiva do Alô com Dr. Almir Santana: uma das maiores autoridades médicas de Sergipe

Médico formado pela Universidade Federal de Sergipe desde 1981, tem especialização em Saúde Pública, Coordena o Programa Estadual de DST/Aids desde 1987 e leciona Biologia desde 1982.

José Almir Santana, natural de Aracaju é médico formado pela Universidade Federal de Sergipe desde 1981, tem especialização em Saúde Pública, Coordena o Programa Estadual de DST/Aids desde 1987 e leciona Biologia desde 1982. Foi o primeiro médico a aceitar atender pacientes com Hiv/Aids em Sergipe, numa época em que o preconceito era muito forte. E até hoje milita em prol do respeito pelos direitos humanos das pessoas que vivem com HIV/AIDS e pela prevenção.

Alô – Dr. Almir, conte-nos a sua trajetória de vida até se tornar médico

Almir Santana (A.S)* - Estudei em escola pública, no Atheneu e sempre sonhei em ser médico, com um objetivo principal, um objetivo diferente de muitos colegas... Eu optei por medicina não foi visando o financeiro, é evidente que sem dinheiro ninguém vive, mas a minha opção, já que sempre fui professor era passar informação, ajudar.

Quando eu trabalhei no bairro Santos Dumont, no Centro de Saúde Dr. José Machado de Souza, eu adorava! Foi por opção que fui para o bairro, comecei um trabalho educativo lá, eu não era só médico, eu atendia e também ia pra rua, fazia visita domiciliar, mesmo antes de se falar em equipe de saúde da família, e gostava muito de fazer esse trabalho. E nessa caminhada pelo bairro comecei a identificar as casas de prostituição e comecei a visitar essas casas e chamar as garotas profissionais do sexo para ir pro posto, porque eu prometia a elas atendimento, foi daí que comecei a me envolver na atenção as Doenças Sexualmente Transmissíveis – DST's, meu consultório era cheio, atendia também pacientes portadores de doenças crônicas como diabetes, hipertensão, etc.

Ainda nessa época quando eu fazia um trabalho sobre sífilis, surgiu a Aids, num momento em que ninguém queria atender esses pacientes. O primeiro caso de Aids que chegou aqui ninguém queria, todo mundo se negava, que era uma doença nova... Achava que podia contagiar no atendimento, e eu, na época um secretário me localizou no Santos Dumont e me perguntou se eu poderia atender esse paciente, eu topei... Não sabia nada sobre Aids, ninguém sabia por se tratar de uma doença nova, mas aí comecei a me envolver, mas infelizmente o paciente faleceu sem eu conseguir internar, e a partir daí topei o desafio que era de no próximo paciente internar... E foi o que aconteceu, surgiu um paciente de Itabaiana e o internamos no Hospital de Urgência em 1987.

Os casos foram crescendo junto com o trabalho e fui até ao secretário de saúde e disse: “Temos que criar um programa só pra Aids e as outras infecções”. O secretário formou uma comissão e criou o programa, e até hoje estou nessa luta. São mais de trinta anos esse programa, é o segundo do Brasil, o primeiro é o de São Paulo e o Segundo é de Sergipe. Criamos muitas campanhas educativas, criamos o “Camisildo”, criamos um ônibus... E foi uma luta. Hoje não me arrependo de nada.

Alô – Por quê razão o senhor decidiu combater as DST's de forma humorada, como a criação do Camisildo por exemplo?

A.S – Veja, a AIDS é uma doença que mata, uma doença que envolvia tristeza, e eu procurava meios, usando a criatividade, de levar informação. O Camisildo surgiu por causa do Pré-Caju, então criamos um bloco, então ficava pensando de como levar informação no bloco de uma forma que participasse da própria festa. Sergipe foi o primeiro estado a fazer um bloco da prevenção pra divulgar informação na folia, e aí surgiu a ideia do Camisildo, um carro em forma de camisinha, o primeiro do mundo, e ainda é. Atualmente ele está sucateado porque é uma combi antiga e eu pretendo dar uma roupagem nova, com uma funcionalidade maior. Depois vocês vão ver como vai ficar o carro, um projeto pra este ano ainda, um novo Camisildo, não com aquela forma da camisinha, vai ser bem interessante.

Uso de brincadeiras, paródias, etc, porque isso chama atenção, principalmente da juventude.

Alô – O que as pessoas dizem hoje sobre seu trabalho após esses anos?

A.S – Isso me preocupa, quando eu saio na rua é fantástico o reconhecimento popular, isso me preocupa porque algum dia vou parar (morrer), e a minha preocupação é deixar uma semente e torço para que surjam novas pessoas com espírito de compromisso. Eu tenho procurado mostrar aos meus alunos, estimular a solidariedade... Eu tenho o olhar da prevenção, o olhar da assistência e o olhar de ajudar, e não é comum esses olhares, infelizmente... Então eu procuro estar no lugar do povo, como eu gostaria de ser atendido, e as pessoas vêm de uma maneira muito positiva, as pessoas tem um carinho enorme, maior até do que algumas autoridades. Minha função é para o povo...

É até difícil, às vezes, andar nas ruas porque as pessoas me param e me pedem para examiná-las. Eu ando em todo lugar, então as pessoas me vêem e querem falar comigo... Um dia desses uma senhora me parou no Calçadão e disse: “Doutor eu queria que você me examinasse, olhe eu tenho um caroço na barriga, pegue aqui no meu caroço”. E ela levantou a blusa no meio do Calçadão.

Alô – O senhor já ganhou alguns prêmios ao longo de sua carreira, quais foram?

A.S – São muitos, estou sem lugar pra guardar, tem prêmios em minha casa, na casa de minha irmã, tinha aqui na Secretaria da Saúde. Graças a Deus há esse reconhecimento. O prêmio maior, que jamais pensei em ganhar, foi o ter sido contemplado, em dezembro de 2017, com a Medalha Zilda Arnes de medicina social pelo Conselho Federal de Medicina, que é o maior prêmio que um médico poderia receber. Eu fiquei surpreso, não tinha nem ideia da responsabilidade... Quando vi médicos famosos nessa galeria como: Adib Jatene (Cirurgião torácico), Ivo Pitanguy (Cirurgião Plástico), e vários outros... Foi o prêmio que mais me tocou.

Alô – Em Sergipe, há tratamento eficiente das doenças sexualmente transmissíveis? Onde os pacientes devem procurar ajuda?

A.S – Temos deficiências. No caso da Aids nós temos um ambulatório do SEMAR Siqueira Campos que já está lotado, com poucos médicos e muita gente, temos cerca de 4 mil pessoas sendo atendidas. Não conseguimos ainda descentralizar esse serviço para que possa aliviar o SEMAR.

Temos algumas deficiências na rede no geral, porque as execuções das ações de assistência são de responsabilidade do município e nem todos estão exercendo esse papel. Mas apesar das dificuldades todos os pacientes são atendidos.

E os pacientes portadores de DST devem procurar a Unidade Básica de Saúde onde moram, quando é HIV agente encaminha para o SEMAR Siqueira Campos.

Alô – Existem algumas pesquisas científicas que apontam para uma possível cura do câncer, da AIDS e outras doenças, na sua opinião isso é possível?

A.S – Agente espera, mas é muito difícil, por causa do vírus... Espero que algum dia haja cura, mas o vírus usa de estratégias em que o organismo não consegue eliminá-lo... Hoje nós temos bons tratamentos, temos uma melhora na qualidade de vida, mas a cura é um sonho mas está distante, eu acho.

Alô – Qual o recado que deixa aos nossos leitores?

A.S – Infelizmente a população está cochilando com relação a prevenção, está relaxando. Muita gente por decisão própria não quer usar a camisinha. E hoje eu tenho que dizer: Sexo sem camisinha é uma escolha perigosa. Agente sabe que usar ou não a camisinha é uma opção das pessoas, um direito... Mas toda vez que uma pessoa opta por não usá-la essa escolha pode marcar a vida. E digo aos leitores que procurem informações sobre a AIDS, que procurem acompanhar o crescimento da epidemia, pois é preocupante. E as pessoas precisam incorporar que a camisinha tem que fazer parte da vida delas, camisinha hoje é sinônimo de vida.

Texto e imagem reproduzidos do site: alonews.com.br

Temática Afro encanta público no IV Festival Sergipano de Artes Cênicas

 Espetáculo “Omió – Omiró, Águas que lavam 
a vida e lavam a alma”

 O grupo “Um quê de nefritude” é formado por alunos 
do Colégio Estadual Atheneu Sergipense

 “Anauê”, nome de origem tupi que era usado pelos
 índios significa “você é meu irmão”

 “Anauê” trouxe uma reflexão sobre a cultura negra no Brasil

  Cleanis Silva em cena, espetáculo “Anauê”

 Espetáculo “Anauê” – Ginká Coletivo 
Afro Contemporâneo de Sergipe

  Público ficou encantado com as apresentações

 Elen Porto (grupo “Um quê de negritude”)

Cultura afro-brasileira em destaque

Publicado originalmente no site da SECULT, em 16 de abril de 2018

Temática Afro encanta público no IV Festival Sergipano de Artes Cênicas

Os grupos “GINKÁ – Coletivo Afro Contemporâneo de Sergipe” e “Um quê de negritude” se apresentaram no teatro Tobias Barreto

A programação do fim de semana do IV Festival Sergipano de Artes Cênicas foi marcada por duas apresentações com temática Afro no teatro Tobias Barreto. Na sexta-feira, 13, o grupo GINKÁ – Coletivo Afro Contemporâneo de Sergipe, subiu ao palco com o espetáculo de dança Anauê. No sábado, 14, foi a vez do grupo “Um quê de negritude”, apresentar ao público o espetáculo “Omió – Omiró, Águas que lavam a vida e lavam a alma”.

“Anauê”, nome de origem tupi que era usado pelos índios significando “você é meu irmão”, é resultado de relatos, vivências e linguagem dos antepassados, seja no ato de cantar, dançar, ou mesmo em trajes presentes na cultura atual, com coreografias e interpretações oriundas da releitura corporal da África no Brasil.

De acordo com a diretora e responsável pela concepção do espetáculo, Cleanis Silva, a expressão também era muito utilizada entre os negros. “Através da simbologia dessa palavra, tentei explorar a questão dos símbolos da mulher negra da época, associando com a mulher contemporânea. Falar dessa mulher escrava, que foi uma certa época chicoteada, e hoje na sociedade continua de alguma forma a ser oprimida, traz ao público uma reflexão muito importante. Este é o nosso objetivo”, pontuou Cleanis.

Prestigiando o espetáculo, o assessor especial da Secult, Lindolfo Amaral, falou sobre a história do evento. “Esse festival surgiu a partir das semanas de dança e de teatro; dois eventos que aconteciam no teatro Tobias Barreto desde 2007.   Em 2015, nós resolvemos pela criação do Festival Sergipano de Artes Cênicas, unindo teatro, dança e circo. Sendo assim, otimizamos os custos e criamos um evento com uma programação de maior impacto”, contou.

Cultura afro-brasileira em destaque

No sábado, dia 14, foi a vez do grupo “Um quê de negritude” levar ao público o espetáculo “Omió – Omiró, Águas que lavam a vida e lavam a alma”. A peça retrata as águas como elementos purificadores da vida, e aborda também as religiões africanas e indígenas.

O grupo, formado por alunos do Colégio Estadual Atheneu Sergipense, é conhecido por divulgar a cultura afro-brasileira através da dança e promover reflexões sobre o racismo e o preconceito racial na atualidade. No grupo desde 2015, a ex-aluna do Atheneu, Elen Porto, destacou que o Festival é uma grande porta para artistas sergipanos, além de ser uma oportunidade de conhecer o trabalho de grupos de outros estados. “A possibilidade de conhecer de maneira gratuita outros tipos de apresentações, outras culturas, é fascinante”, frisou.

Fruto de uma ideia original da prof.ª Clélia Ferreira Ramos, com base em um projeto fundamentado na obrigatoriedade do ensino de História da África nas escolas brasileiras, o projeto existe há 12 anos. “Participamos das quatro edições do Festival, sendo sempre uma oportunidade de mostrarmos mais sobre a cultura afro. O nosso projeto tem uma evidência muito grande dentro e fora da escola. Nossa luta é mostrar para a sociedade que a cultura afro existe e que não temos como ignorá-la”, argumentou.

Sobre o Festival

O IV Festival Sergipano de Artes Cênicas é uma realização do Governo de Sergipe através da Secretaria de Estado da Cultura (Secult), que reúne apresentações diversas em mais de um mês de atividade. Todas as atividades são gratuitas, viabilizadas pelo Fundo de Desenvolvimento Cultural e Artístico (Funcart) e aprovado pelo Conselho Estadual de Cultura, e contam com o apoio da Impacto Comunicação Digital, Fundação Aperipê e Bipolar Operações Artísticas. A programação completa e mais informações podem ser acompanhadas pelo site www.cultura.se.gov.br e pelas redes sociais da Secult.

Texto e imagens reproduzidos do site: cultura.se.gov.br

segunda-feira, 16 de abril de 2018

Festival de Bolhas de Sabão Gigantes







 Rafael Xavier, integrante da companhia Show de Bolhas

Rosane Cunha, secretária municipal da assistência social
Fotos: Danillo França


Publicado originalmente no site da PMA, em 15/04/18 

Assistência leva crianças dos Cras ao Festival de Bolhas de Sabão Gigantes

Em Aracaju, domingo é dia de atividades ao ar livre. Os parques da cidade ficam repletos de pessoas que buscam contato com a natureza e momentos de descontração. Para proporcionar às crianças dos Centros de Referência da Assistência Social de Aracaju (Cras) uma tarde lúdica e de muita diversão, a Prefeitura de Aracaju, através da Secretaria Municipal da Assistência Social, as levou para participar do Festival de Bolhas de Sabão Gigantes, no parque Governador Augusto Franco.  

O Festival de Bolhas de Sabão Gigantes é realizado pelo coletivo Show de Bolhas, fundado em São Paulo há dois anos e formado por artistas de rua que decidiram viajar o Brasil levando a experiência para espaços públicos, onde toda a população tivesse acesso.

De acordo com a vice-prefeita de Aracaju, Eliane Aquino, a cidade recebe com muita alegria iniciativas como a do festival. “Nós falamos muito em cidade humana e criativa e essa atividade promove justamente esses aspectos. O papel da prefeitura de Aracaju é proporcionar espaços de inclusão e fortalecer eventos que tenham esse mesmo objetivo”.

Estiveram no Festival de Bolhas de Sabão Gigantes crianças dos Cras Madre Tereza de Calcutá, Antônio Valença, Benjamim Alves, Santa Maria e Maria Diná.

A secretária municipal da Assistência Social de Aracaju, Rosane Cunha, acredita que a participação das crianças usuárias dos Cras nesses eventos é muito importante para o fortalecimento dos vínculos delas com a comunidade. “A participação das nossas meninas e meninos em atividades como essa é primordial para que se alcance a integração. Eles fazem parte da cidade e isso quer dizer que todos os espaços públicos os pertence. Ser criança é poder compartilhar seu mundo particular, cheio de criatividade e fantasias com outras crianças, e isso é possível através de momentos como esse do festival de bolhas. Tenho certeza que elas voltarão mais felizes para casa”.

O integrante da companhia Show de Bolhas e artista de rua, Rafael Xavier, ressalta o envolvimento da Prefeitura. “Nós estamos viajando pelo país todo e é muito legal quando encontramos uma Prefeitura que a Secretaria da Assistência traz seus usuários para participarem das nossas atividades. É para proporcionar diversão e inclusão que nós trabalhamos. Enquanto todos brincam com bolhas de sabão as diferenças sociais não importam. E é isso que a gente quer continuar provocando: sorrisos na brincadeira compartilhada, independente de qualquer coisa”, explica Rafael Xavier.

Heloísa Alves participa do Cras Maria Diná, que fica no bairro 17 de março, e aproveitou cada momento do festival. “Gostei do meu dia porque eu me diverti muito, muito, muito. Fiz bolhas de sabão bem grandonas e me diverti com meus amigos. Tô muito feliz".

Texto e imagens reproduzidos do site: aracaju.se.gov.br

sábado, 14 de abril de 2018

Casa do Cordel retoma tradição popular de São Cristóvão

Casa do Cordel retoma tradição popular de São Cristóvão
Foto: Prefeitura de São Cristóvão

Publicado originalmente no site do Portal Infonet, em 13/04/2018  

Casa do Cordel retoma tradição popular de São Cristóvão

Objetivo é propagar a história do município a todo o Brasil

Quem visita a cidade de São Cristóvão não pode deixar de conhecer a Casa do Cordel. Localizada na Praça da Matriz, Centro Histórico, o espaço foi criado no ano de 2015 pela professora e cordelista, Alda Cruz, com o objetivo de manter a tradição da cultura do cordel e propagar a história do município aos quatro cantos do Brasil. Apoiada pela Fundação de Cultura e Turismo João Bebe-Água (Fundact), a visitação é gratuita e acontece de terça a domingo das 10h às 16h, sendo que aos domingos o local só abre até 12h.

“Em 2015 recebi o título de cidadã sancristovense, o que muito me honrou. Sempre tive uma relação muito próxima e de gratidão com a cidade de São Cristóvão. A partir do título, pensei na criação deste espaço. Nossa intenção é manter viva a cultura do cordel, algo tão representativo para o nordeste, e para a história de São Cristóvão”, contou Alda.

Herança portuguesa no Brasil, a Literatura de Cordel representa uma manifestação tradicional da cultura interiorana do nordeste que adquiriu força no século XIX, sobretudo, entre 1930 e 1960. Por meio da oralidade e da presença de elementos da cultura brasileira, ela possui uma importante função social de informar e divertir os leitores. Em sua origem, muitos poetas vendiam seus trabalhos nas feiras das cidades.

Na Casa do Cordel, o público pode conhecer centenas de títulos literários que homenageiam ícones nordestinos, como: Lampião, Padre Cícero e Luiz Gonzaga. Além de personagens históricos locais e detalhes sobre a própria cidade, tudo contado de forma rítmica. O público também tem a oportunidade de entrar em contato com objetos antigos e com o artesanato feito com fuxico.

Para a cordelista, a criação do espaço foi a oportunidade que ela encontrou de retribuir para a cidade, todo o amparo que recebeu em momentos difíceis de sua trajetória. “De certa forma, a Casa do Cordel é uma forma que encontrei de agradecer por tudo que esta cidade fez por mim e por minha família. Meus pais eram muito pobres e uma das minhas irmãs ficou interna no Orfanato Imaculada Conceição por quase 10 anos".

Posteriormente prestei concurso para o Instituto de Aposentadoria e Pensões dos Industriários (IAPI) e escolhi São Cristóvão para trabalhar. Embora tenha nascido em Aracaju, São Cristóvão sempre faz parte da minha história, da história de minha família, e será sempre lembrada por mim com muito amor e gratidão”, enfatizou a cordelista.

Segundo o presidente da Fundact, Gaspeu Fontes, a Casa do Cordel além de manter viva a tradição, cria a oportunidade de autores e artistas mostrarem para o público as suas obras. “O espaço, que também pode ser considerado um pequeno museu, alimenta a cultura do cordel e cria oportunidade para os autores mostrarem seus trabalhos. Não podemos deixar morrer essa tradição que durante muito tempo foi o único veículo de informação de algumas pessoas. Poder vivenciar esta história viva hoje em dia é algo muito emocionante, pontuou.

Fonte: Prefeitura de São Cristóvão

Texto e imagem reproduzidos do site: infonet.com.br

sexta-feira, 13 de abril de 2018

Judoca sergipana é campeã nos Jogos Universitários

Istelina, segunda da esquerda para a direita: ouro 
Foto: CBDU

Publicado originalmente no site do Portal Infonet, em 13/04/2018

Judoca sergipana é campeã nos Jogos Universitários

Istelina Silva conquistou o ouro no JUBS Lutas

A faixa-preta sergipana de judô Istelina Silva somou mais uma grande conquista na carreira. Na última quinta-feira, 12, em Goiânia, a judoca foi a grande campeã da categoria acima de 78 kg feminino no JUBs Lutas, fase dedicada aos esportes de combate dos Jogos Universitários Brasileiros. Com o resultado, Istelina está classificada para os Jogos Pan-americanos Universitários que serão realizados entre 19 a 29 de julho em São Paulo.

A judoca foi campeã após vencer três lutas: a primeira contra Kawane Toledo (SP); a segunda contra Stefanie Miranda (RJ) e a terceira contra Hytala Caetano (CE). “Na primeira forcei três punições na adversária e ela acabou desclassificada. Na segunda venci por ippon, e na terceira também forcei três punições na adversária e ela foi desclassificada”, detalhou Istelina.

A atleta também destacou satisfação com o próprio desempenho. “Como eu estava sozinha, sem técnico, lutei mais taticamente e tentei não me expor muito”, disse. Istelina também agradeceu aos que a ajudaram a competir no JUBs lutas. “Agradeço o apoio da Secretaria Municipal da Juventude e do Esporte, da Fênix Turismo e de Leonardo Carneiro Massoterapeuta, Amanda Andrade Osteopata do Studio A, Nutricionista Lacy Lima e Oca Centro de Treinamento”.

Por Igor Matheus

Texto e imagem reproduzidos do site: infonet.com.br