terça-feira, 22 de julho de 2014

Aracaju sob um novo olhar histórico.




Artigo publicado pelo Portal Infonet, quando da comemoração dos 150 anos da Cidade de Aracaju. (2005)

Aracaju sob um novo olhar histórico.

Aracaju 150 anos. Esta é uma idade a qual os homens nem sonham em chegar. Contudo, quando falamos dela nos referindo a uma cidade, isto pode parecer apenas uns poucos anos de vida... A aniversariante, então, se torna uma jovem de poucos 150 anos. Ou, como alguns gostam de dizer, a cidade assume o papel da debutante centenária. Esse é, hoje, o lugar que Aracaju ocupa diante dos olhos de quem nela vive, passa ou ouve falar.

É dessa Aracaju que fala José Gentil Leite nos versos do hino, escolhido através de um concurso pela Prefeitura de Aracaju, do Sesquicentenário. “Cajueiro dos Papagaios/ É o seu nome que vem do Tupi/ Tu és bela, Cidade Menina/ Tuas praias tão lindas, sem fim!/ Teus recantos de rara beleza / São encantos pra quem vem aqui/ Deslumbrante morena praieira/ Nós morremos de amor só por ti”.

E esta jovem de 150 anos já possui muita história para contar. Uma história às vezes controversa, cheia de nuances e cores, a depender do foco que escolhe quem a observa. Entrevistado pelo Portal InfoNet, o professor doutor em História da Universidade Federal de Sergipe (UFS), Antônio Lindvaldo Sousa, expôs o próprio olhar sobre a história da cidade. De antemão, ele expõe o ponto de vista que utiliza em suas pesquisas.

“Hoje em dia, o meu conceito de história é o de quem trabalha com o cotidiano, com os homens comuns que choraram e sofreram. É a história de carne e osso. Não a história das estruturas, dos grandes nomes, dos heróis”, esclarece. Sob esta ótica, o professor fez uma relato extenso da evolução da capital nestes 150 anos, tendo como ponto de partida a sua gênese, em uma antiga vila de pescadores. Ele também fala se, através da história, é possível descobrir a ‘marca’ de Aracaju e um pouco mais sobre o seu povo.

O NASCIMENTO - Colina do Santo Antônio. Esse é o local onde boa parte da população acredita que Aracaju nasceu. Antes de ganhar o status de cidade, a capital sergipana era apenas o povoado Santo Antônio do Aracaju. É, a partir desse arraial de pescadores estabelecido em torno da capela de Santo Antônio, na sesmaria de Pero Gonçalves, que muitos imaginam o início de tudo.

Idealizada para ser a capital de Sergipe Del Rey, Aracaju surge da visão futurista, pode-se assim dizer, do governador da Província em 1853, Inácio Joaquim Barbosa. Para planejar a cidade com o que tinha de mais moderno no século XIX, o governador contrata o engenheiro militar Sebastião José Basílio Pirro. O projeto foi feito a partir da construção de quarteirões simétricos e linhas retas que lembram um tabuleiro de xadrez, hoje chamado de Quadrado de Pirro em função do seu idealizador.

Em 17 de março de 1855, Aracaju passa a ser cidade através da Lei nº 413. No entanto, há inúmeros pontos de discordâncias dentro da história de nascimento da capital sergipana. Segundo Lindvaldo, Aracaju teria surgido no quadrante onde se localiza hoje o Edifício Maria Feliciana e a avenida barão de Maruim. Segundo ele as pessoas tentam encontrar a origem da cidade na colina de Santo Antônio baseando-se na resolução que determina a transferência da capital de São Cristóvão para o então povoado. Esta dizia que a capital de Sergipe passa de São Cristóvão para onde fica a aldeia, ou seja, a região de povoamento do Santo Antônio.

"Isso acontece porque as resoluções, todas elas, obedeciam à regra de que não havia nenhuma construção de cidade em um espaço vazio. Tinha que ser próximo a um determinado núcleo de povoamento para daí surgir. Mas se isso consta na documentação, há também vários documentos do próprio Inácio Barbosa, e da elite que o acompanhava, que demonstram um certo preconceito sobre as cidades históricas de ladeiras, de ruas tortas, do tipo de São Cristóvão, que era capital”, explica o historiador, que também destaca que ao se pensar em uma nova capital para Sergipe, o governo da época não considerou apenas nos aspectos geográfico e econômico.

“Pensa-se, também, na idéia de um futuro promissor para Sergipe, acompanhado de desenvolvimento econômico. Hora, se há uma idéia futurista, uma mentalidade progressista, acredita-se que essa cidade tem que ser uma cidade planejada a partir do que há de mais novo no final do século XIX”, revela. O professor informou que, naquele período, foi justamente quando aconteceu o florescimento da produção da cana de açúcar no Vale do Cotinguiba. “Sendo assim, um dos motivos para transferência é a economia, pois Aracaju ficava perto da região produtora. Mas essa não é a única explicação para a mudança de capital. Há um pensamento maior. E é aí que muita gente não dá conta, porque isso é uma questão da historiografia da Universidade, de uma corrente de pensamento que inclui a história cultural”, acrescenta.

Levando em conta todos estes fatores, o professor concluiu algo que, para muitas pessoas acostumadas a ouvir a tradicional história sobre o nascimento da cidade, é surpreendente. “Ninguém construiria uma cidade onde o centro seria na Colina do Santo Antônio. Se fosse assim, somente se iria repetir São Cristóvão. Dessa forma, a cidade é construída com o que há de modelo, até porque só existiam duas cidades planejadas na época: Teresina e Aracaju, que na verdade é um tabuleiro de xadrez. A partir disso, Aracaju é construída no mangue, no areal. Então, se a questão fosse fazer o mais fácil, este seria começar a cidade a partir do povoado que já existia, mas não era isso o que Inácio Barbosa queria”, defende.

Para confirmar o ponto de vista, o historiador afirma que a noção de cidade no alto era uma idéia dos séculos XVII e XVIII, pois estas eram construídas contra as invasões holandesas, francesas, de índios e negros. “É um visão retrógrada acreditar que Aracaju surge no Santo Antônio. Idéia de cidade planejada, indo para o mar, é do final do século XVIII. Cidade no alto é cidade da época da colonização. 1855 era fase do Gabinete do Imperador Dom Pedro II, período em que Inácio Barbosa quis fazer a transferência de capital de São Cristóvão para Aracaju porque acreditava que chegariam verbas diretamente do Império. Os cofres públicos, em Sergipe, por mais que tenham aumentado devido a produção de cana-de-açúcar e de algodão, não tinham condições suficientes para bancar uma ousadia destas em pleno século XIX. Só existiam duas regiões planejadas na época, nem Belo Horizonte, onde eu morei, é desse período. Ao contrário. É de muito tempo depois”, destaca.

Por fim, o professor Lindvaldo Sousa também traçou um retrato das idéias daquela época. “Há uma idéia de progresso que vem do gabinete de Dom Pedro II, justamente na fase em que os liberais conseguem algumas vantagens. A idéia de mudança de capital atende a ala progressista, senão eles não a teriam aceitado. Contudo, em termo de condições econômicas, sociais e políticas Sergipe não era muito representativo lá no Império”, revela o professor.

Fotos e texto reproduzidos do site: infonet.com.br/noticias

Uma cidade que vive no futuro.


Publicado originalmente pela Infonet/Reportagem, em 17/03/2005

Uma cidade que vive no futuro.

Aracaju tem uma marca? Uma cara? Muito já se discutiu, se especulou, concordou e discordou sobre isto. Mas, ainda, está longe de se chegar a um consenso. Será que as araras, os cajus, o caranguejo, até os arcos da Orla (todos estes já utilizados como símbolos aracajuanos) realmente representam a capital? Representam a sua cultura, a sua tradição, a sua identidade? Para muitos a resposta seria sim. Entretanto, há também quem diga que não. Encontrar algo que simbolize a capital sergipana não é tarefa fácil. Mas o professor Lindvaldo Sousa propõe uma resposta, singular, para a questão.

Para ele deve-se partir, antes de tudo, de outra questão: Aracaju foi construída em que período da história do Brasil? Tendo este ponto de partida, o historiador observa que, através do tempo, a cidade acabou criando uma marca. “Quando a capital foi transferida, era o período da Lei Euzébio de Queiroz, do processo de abolição da escravatura. Um paralelo da situação peculiar que nossa nova capital vivia, naquela época, junto a população pobre (principalmente junto daqueles que não estavam mais sob o jugo da escravidão), é com a São Paulo do século XX, que se tornou um refúgio para aqueles que fugiam da seca e da fome. Aracaju, quando foi construída, era uma esperança”, analisa.

“E foi este povo pobre que ajudou a construí-la. Então eu pergunto: o que é a marca de Aracaju? Acredito que é esconder a favela, a pobreza. Aracaju sempre cria a idéia de que é uma cidade moderna, nova, que vai acontecer. Por outro lado, esta mesma cidade nunca se pergunta onde estão os outros. Não os heróis, mas os homens pobres, a população anônima que também foi responsável por sua existência”, alerta o historiador.

Ele continua: “Aracaju tem passado? Parece que quando você abre os jornais o que se vê é apenas a nova Aracaju. Então, a marca de Aracaju é a idéia de que ela tem sempre um futuro promissor. Que tem futuro e que não tem passado. O passado é São Cristóvão e Laranjeiras”, ressalta. Por mais chocante que pareça a afirmação, não deixa de ser um ponto de vista que vale ser analisado. Enquanto explica a análise tão crua que faz da cidade, o professor não deixa de se cercar de argumentos. Entre eles o de que a capital não só surgiu sob a égide da modernidade – com o traçado do projeto de Pirro e tudo mais – mas que também guarda em si um elemento de colônia, que é a igreja. E esta também é outra marca da cidade.

“A Igreja Nossa Senhora da Conceição, hoje a Catedral Metropolitana, também foi pensada. Sendo assim, reforça que a marca de Aracaju, em plena modernidade, abriga elementos da religiosidade. E não só a católica. Por isso a cidade também pode ser pensada através da festa de Bom Jesus, da festa de Santo Antônio, das praças que eram sempre ocupadas para festas de final do ano, de Reis. Desse modo, Aracaju é uma cidade que, por mais que a historiografia não revele isso, une o novo e o velho”, destaca o professor. Segundo ele, fatos pequenos, de um cotidiano que se afasta mais e mais da memória popular, são os verdadeiros traços que formam a fisionomia da cidade. “Se analisarmos bem, Aracaju ainda simboliza prédios, mas é um lugar onde a pessoas convivem e andam. E eu acredito que esta é uma marca importante”, defende Sousa.

Fotos e texto reproduzidos do site: infonet.com.br/noticias

A Cidade Jardim e a Cidade de Palha




Publicado originalmente pelo Portal Infonet 
Reportagem, em 17/03/2005.

A Cidade Jardim e a Cidade de Palha

Naturalmente, do período em que passou a ocupar o posto de capital do Estado até os nossos dias, Aracaju passou por uma série de transformações. Apesar do planejamento inicial, a cidade cresceu gradativamente. Uma das conseqüências foi que a população mais pobre, aos pouco, foi afastada do projeto original. Desta forma nascem os bairros da cidade.

“Quem sobrevoa a cidade percebe que, dentro do ‘Quadro de Pirro’, as ruas Arauá e Itabaiana, por exemplo, são quadradinhos muito bem arrumados. A população pobre não tinha condições de ficar ali e as que ficaram paulatinamente foram expulsas, passou a morar nos arredores do Quadrado de Pirro”, descreve Sousa. Entre os novos bairros que surgem estão o Carro Quebrado (hoje bairro São José), o antigo Aribé (hoje Siqueira Campos), o Manuel Preto e o Chica Chaves (hoje Bairro Industrial).

Por volta das primeiras décadas do século XX, nas administrações de Pereira Lobo e Graccho Cardoso, a cidade adota o modelo da belle époque,a bela época francesa, com as praças ajardinadas. “Busca-se dar a Aracaju uma feição parecida com a que existia em cidades européias. Paris, Rio de Janeiro e São Paulo também eram assim. Por isso, nas décadas de 10 e 20, ela ganha o status de cidade jardim do Nordeste”, revela Lindvaldo Sousa. Quanto a população pobre, o paradeiro era outro. “Eles viviam na rua do Bomfim, no Areal, nos morros e mangues. São estas mesmas pessoas que vão trabalhar nas fábricas de tecido, de sabão, de algodão, assim por diante. Elas também fazem o cotidiano que não aparece e não é lembrado, quando muitos historiadores contam porque Aracaju ficou conhecida como o símbolo da Fênix. Essa analogia surge pelo fato de que Aracaju foi transferida para cá mas, por conta de muitas doenças provindas dos mangues, a cidade ficou em cinzas. O próprio Inácio Barbosa morre pouco tempo depois da nova capital instalada”, relembra.

Foi também durante as décadas de 10 e 20 que o poder público iniciou o trabalho de higienização da cidade, alongando ruas, criando as primeiras redes de esgoto e fazendo as praças com o aspecto que mantêm até hoje. Apesar disso, os subúrbios continuaram ignorados. Lindivaldo cita o livro “Os Corumbas”, de Amado Fontes, como um retrato das condições precárias de quem habitava as redondezas do Quadrado de Pirro. E, nesta dinâmica que permanece, por trás dos edifícios que são construídos pelos ricos que vêm se instalar na capital, existe uma “Cidade de Palha”. Por sinal, muitos estrangeiros que visitavam a cidade se referiam assim a cidade.

“Existe então o Quadrado de Pirro onde, 15 anos depois, já se encontram casas. Neste período também já existe o porto, a Igreja Matriz, a Alfândega, o Palácio do Governo. Dentro do projeto, vez por outra se encontra alguns casebres. Contudo, em volta do Quadrado nós também encontramos esses conglomerados de palha que faz parte de Aracaju. Então, no meu olhar, a cidade não é só o quadrado de Pirro. É mais que isso. Ela é, também, o Aribé e a Colina do Santo Antônio onde ficam os pobres. É onde fica o antigo Carro Quebrado e o Manuel Preto, e assim por diante”, defende o historiador.

E é esta enorme massa anônima que, aos poucos, vai se moldando às novidades da nova capital. No início do século XX, com a implantação de fábricas e grande produção de algodão, além da Primeira Guerra Mundial, é registrado um boom na produção de tecidos. Consequentemente cresce a demanda por mão de obra. Aracaju passa, assim, a ser destino de um povo, nas palavras do historiador, acostumado “com o sol e com o canto do galo”. Aqui, estas pessoas passam a viver o cotidiano das fábricas, com vigilância, apitos, multas e, principalmente, relógios.

“A cidade passa a representar um lugar urbanizado onde, ao mesmo tempo, vivem homens e mulheres pobres. Gente que carrega seus elementos. Por isso, o mercado Thales Ferraz torna-se um lugar simbólico, onde o povo vai se encontrar e narrar os acontecimentos revivendo, milenarmente, as histórias de seus ancestrais. É também aí, no mercado, que além de produtos e gêneros alimentício vamos encontrar a presença de outras culturas que muitas vezes não evidenciamos. Nesse espaço nós vamos encontrar objetos que servem para fazer os rituais afros. Dessa forma Aracaju não é só uma cidade cristã, católica. Nesta cidade existia o velho preto, que fazia as garrafadas, e a cartomante que lia a mão. Em todas essas localidades tinham as festas do Samba de Coco. Na cidade também encontramos rituais que veio com essa população, como a Chegança e o Bumba Meu Boi. Tudo isto, Aracaju teve ao longo das décadas em que foi, paulatinamente, construída”, descreve o professor.

O historiador acredita na possibilidade de narrar uma história diferente. Para isto, segundo ele, basta se dispor a vê-la por outros ângulos. “É impossível falar da história de Aracaju sem as vozes dos que foram silenciados e que estavam a margem em certos sentidos. E aí entram uma série de personagens até recentemente. Não podemos, ainda, desconsiderar que aquilo que ocorre a nível nacional também ocorre aqui. O regime militar com a ‘Operação Cajuana’, por exemplo. Esta é uma página da história que a gente sempre deve lembrar se não vamos cair no ufanismo. Dentro dessa idéia de comemoração é preciso pensar as contradições dessa cidade, dessa jovem de 150 anos” avisa o historiador.

Fotos e texto reproduzidos do site: infonet.com.br/noticias

19 de julho - Dia Municipal da Literatura de Cordel


19 de julho, em Aracaju, foi o Dia Municipal da Literatura de Cordel.

O Projeto de Lei nº 51/2014 foi aprovado na Câmara de Vereadores de Aracaju. A Proposta construída coletivamente pelos Poetas Cordelistas reunidos no Espaço Cultural Pedro Amaro do Nascimento - Casa do Cordel - foi apresentada e defendida pelo Vereador Iran Barbosa (PT).

O documento define o dia 19 de julho, dia em que o Poeta João Firmino Cabral, patrono da Primeira Cordelteca do Brasil, tomou posse na Academia Brasileira de Literatura de Cordel.

João Firmino, nascido em 1º de janeiro de 1940, viveu exclusivamente da Literatura de Cordel. Em 1º de fevereiro de 2013, faleceu em Aracaju.

Os Poetas Cordelistas, Apoiadores e Apreciadores do Cordel reuniram-se em um Encontro onde o Grande Mestre Firmino foi lembrado.

19 de julho - Dia da Literatura de Cordel - teve, em Aracaju, sua primeira Comemoração.

Foto e informação extraída do Facebook/Fan Page/Leituras Leituras.

157 anos. Por que Aracaju é apaixonante ao primeiro olhar?

Foto: Sílvio Oliveira

Publicado originalmente no site f5news, em 17/03/2012.

157 anos. Por que Aracaju é apaixonante ao primeiro olhar?
Carioca, mineiro, catarinense, baiano, todos num só coração aracajuano

Por Silvio Oliveira

“Comer muito siri, andar de pé no chão, descer a Laranjeiras, entrar no calçadão. (...) então à noite eu vou lá no Fan’s, tomar chopp com Pascoal, papo vai, papo vem, fofocar na faz mal (...). E quando o dia raiar, vou ver o dia nascer, te amo Aracaju, resolvi te viver!”. Foi no caminho voltando para casa, perto dos bares e recantos da capital sergipana, que o compositor Ismar Barreto compôs “Viver Aracaju”, considerada por muitos como a música mais representativa da cidade.

Nos 157 anos da capital, muitos sergipanos e naturalizados acreditam que Aracaju é o melhor lugar para se viver. O privilégio de estar à beira do rio e do mar, a gastronomia, o jeito de viver desconfiado e hospitaleiro do aracajuano, a qualidade de vida e um misto de cidade pequena com tudo que o progresso pode dispor, diferencia-a de qualquer outra capital, transformando-a num lugar impar para morar.

Mineiros, cariocas, catarinenses, baianos, paulistas. Aracaju cada vez mais recebe imigrantes apaixonados por suas peculiaridades, convergindo para ela trabalhadores, desempregados, turistas e simplesmente, futuros cidadãos aracajuanos. “Aracaju é como um flerte, apaixonante no primeiro olhar”, afirma Júlio Morais, baiano, morador de Aracaju há quatro anos.

O baiano tinha uma vida tranquila em Salvador, mas, como bom concurseiro, resolver passar por um processo seletivo para uma vaga de uma empresa de fertilizantes em Sergipe. O concurso lhe rendeu a mudança de vida e de rumo, deixando de lado o jeito baiano de morar, para viver na tranquilidade capital sergipana.

Sandra Maria Coêlho Nunes, consultora organizacional, cearense, diz logo que seu coração é sergipano, até mesmo por concessão da Assembleia Legislativa de Sergipe, que irá, brevemente, intitulá-la como cidadã de Aracaju. Admiradora do jeito sergipano de ser, Sandra Coelho fixou residência há mais de 38 anos e aqui fez crescer a família, conviver com bons amigos e ter uma vida profissional agitada.

“Adoro Aracaju pelo acolhimento do seu povo, a oportunidade de crescimento profissional, a possibilidade de criar raízes, ver minha família crescer no seio de amigos leais e verdadeiros. Aqui eu consegui realizar projetos de vida, tanto pessoal quanto profissional. Amo Aju, suas praias de areias douradas e águas serenas. Aqui é o meu lugar”, confirma.

Diferente de Sandra Coêlho, a psicóloga carioca Elenrose Paesante tem mãe sergipana e pai carioca e, quando criança, de férias, sempre vinha para Sergipe. Da infância carrega a lembrança das praias, das brincadeiras e, principalmente, da liberdade, o que a fez crescer com o pensamento de que iria futuramente morar em Aracaju.

Elenrose Paesante casou, teve uma filha no Rio de Janeiro, e vindo para Sergipe em busca de traquilidade, passou apenas a ser chamada de Elen, por conta da acolhida sergipana.

“Queria um lugar tranquilo para criar minha filha, onde eu pudesse trabalhar e estar mais próxima dela. No Rio não havia possibilidade de almoçar em casa, saia e ficava o dia todo na rua. Aqui consegui conciliar. A cidade vem crescendo bastante desde que vim para cá e hoje já tem coisas que na época de infância não tinha”, destaca Elenrose.

Dos milhares de imigrantes que Aracaju recebe, muitos se apaixonam pela cidade quando vêm de férias, outros são convidados a trabalhar, e, em sua maioria, não planejaram vir morar em Aracaju, mas por ironia do destino, em Sergipe fixaram residência. “Estou aqui pelo simples fato de ter morado em muitos lugares antes e nunca ter sentido paz e tranquilidade como encontrei aqui. Acabei constituindo família (casei com um mineiro, que mora aqui há17 anos e tive uma filha aracajuana)”, relata Daniele Rodrigues Dutra, bióloga, paulista.

Para ela, os 157 anos de Aracaju vêm produzindo conquistas, mas ao mesmo tempo, com muita coisa para se conquistar ainda. “Acho que ainda falta aos próprios aracajuanos se envolverem mais com a busca de soluções para nossos problemas... Se houvessem mais participação da própria população, acredito que as conquistas para a cidade seriam bem mais rápidas”, avalia.

Se perguntado por que veio morar em Aracaju, o mineiro Marcélio Couto, comunicólogo, brinca ao tirar do senso comum a frase: “Todo mineiro sonha em morar perto do mar”.

Ele conta que quando chegou a Aracaju, percebeu que os sergipanos pareciam muito com os mineiros, no ponto de vista de serem desconfiados, porém, não demorou muito para adquirir confiança e ver que os aracajuanos são acolhedores, receptivos e solícitos. “Vim para cá a trabalho e não demorou muito para me acostumar. Percebi que os sergipanos acolhem mais do que em outros lugares”, afirma.

Ruas de Ará

A capital sergipana engloba 0.79% do território do Estado, com uma população de mais de 570.937 habitantes. Somando-se as populações dos municípios que formam a Grande Aracaju: Nossa Senhora do Socorro, Barra dos Coqueiros e São Cristóvão, o número passa para 835.564 habitantes.

Aracaju é apontada como a capital com menor desigualdade do Nordeste brasileiro e como a cidade com os hábitos de vida mais saudáveis do país, a exemplo do menor índice de fumantes, segundo o Ministério da Saúde. Também é responsável por praticamente maior parte do comércio sergipano, detém 47% da frota de veículos, metade das importações do Estado e 30% da corrente de comércio de exportações dos produtos mais importantes.

Da Colina do Santo Antônio a orla da praia de Atalaia, a hospitalidade aracajuana pode ser conferida, quer seja nas conversas com Zé Peixe ou no encontro com o último fotógrafo lambe-lambe do Mercado Central. Há algo mais aracajuano do que uma caminhada no calçadão da 13 de Julho, observando a poluição de cidade grande e o traçado arquitetônico do progresso através dos prédios a beira-rio?

A capital sergipana também é uma miscelânea de cores e cultura nos mercados Thales Ferraz, Albano Franco e Antônio Franco. Lá encontra-se desde a maniçoba de Lagarto, aos doces de batata de Propriá, marisco de Pirambu, laticínios de Nossa Senhora da Glória, verduras e frutas do cinturão verde de Itabaiana. Do interior, vem a força do trabalho, fazendo de Aracaju um grande centro cultural e econômico.

A moderna ponte Construtor João Alves e a ponte Joel Silveira incorporaram-se, nos últimos anos, ao traçado arquitetônico que, inicialmente, ganhou forma de um tabuleiro de xadrez projetado pela equipe do engenheiro Sebastião Basílio Pirro.

O antigo Fan’s não existe mais, porém, o bar João do Alho continua fazendo história no bairro 13 de Julho. A orla de Atalaia continua sendo a mais lembrada pelos turistas que lá visitam e a orlinha do bairro Industrial, dá as boas-vindas para quem quer visitar o bairro proletário. “Achei Aracaju uma cidade limpa, bem cuidada. Falta melhorar os serviços nos bares, mas aqui tem tudo que um visitante precisa. Realmente conferi que a orla de Atalaia é muito boa”, ressalta Niche de Souza, turista paulista.

Imagem e texto reproduzidos do site: f5news.com.br

Registro Lançamento do Livro de Déda

Foto: divulgação.

Infonet - Cultura - Noticias - 18/07/2014.

Lançamento do livro de Déda contará com artistas de SE

Evento acontece no dia 23 de julho, às 19h, no Museu da Gente.

Alguns artistas sergipanos já confirmaram presença no lançamento do livro “Improvável Poética” e do Instituto Marcelo Déda, no próximo dia 23 de julho, às 19h, no Museu da Gente Sergipana. Os cantores Paulo Lobo, Cláudio Miguel, Heitor Mendonça e a Orquestra Sinfônica de Sergipe, por meio do maestro Guilherme Mannis se apresentarão no sarau “Homenagem ao poeta”, relembrando canções que juntas formam uma verdadeira trilha sonora da vida de Déda. Além da música, a poesia e a dramaturgia estarão muito bem representadas com a presença dos poetas Jozailto Lima, João Brasileiro, Amaral Cavalcanti e Carlos Cauê e do ator e diretor de teatro Harildo Déda. Mesmo com tantos artistas de renome, a grande atração da noite promete ser o livro do ex-governador, nele estão presentes 44 poesias que revelam um lado artístico de Marcelo Déda ainda desconhecido para alguns.

Sobre o Instituto Marcelo Déda

Na ocasião do lançamento do livro “Improvável Poética”, será também anunciado o Instituto Marcelo Déda (IMD). Um dos objetivos do instituto é preservar o acervo pessoal do homenageado, composto por suas atividades intelectuais, políticas e pessoais. Os responsáveis pelo IMD acreditam que o conjunto formado por seu exemplo de vida é de inegável importância para a história de Sergipe. A segunda frente de atuação da organização não governamental é oferecer, principalmente aos jovens, possibilidades de formação cultural e política que caminhem ao lado da educação regular, entregando o legado dos valores, pensamentos e acervo político à sociedade. Todo o ideal do instituto foi traçado por Déda em conversas com amigos e familiares que, hoje, seguem as orientações deixadas por ele.

Fonte: Assessoria de Imprensa.

Imagem e texto reproduzidos do site: infonet.com.br/cultura

Post migrado da página do Facebook/MTéSERGIPE.

Monumento do Caranguejo, Orla de Atalaia, em Aracaju


Monumento do Caranguejo, Orla de Atalaia, em Aracaju/SE.

A Orla da Atalaia, em Aracaju, ganhou um monumento que já virou ponto turístico obrigatório de turistas e sergipanos: o CARANGUEJAÇO. Trata-se de uma escultura gigante do crustáceo (7 metros) que foi instalado na entrada do maior corredor gastronômico do Estado - a Passarela do Caranguejo.

Foram dois meses para que o caranguejo gigante ficasse pronto. Ele foi todo moldado na argila e depois confeccionado na fibra de vidro e pintado com tinta automotiva que é para resistir ao sol e a chuva, pelo artesão sergipano Ary Marques Tavares.

Foto e texto reproduzidos do Facebook/Ledinaldo Almeidha.

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Desabamento de Prédio no Bairro Coroa do Meio, em Aracaju

Foto Facebook/Amaral Cavalcante.

'Ponto para a Defesa Civil e para o Corpo de Bombeiros'.

"No caso do desabamento na Coroa do Meio, as instituições sergipanas, principalmente a Defesa Civil e o Corpo de Bombeiros, agiram com uma presteza e profissionalismo que muitos não esperavam. Mobilizaram forças, tiveram a necessária cautela para preservar a vida das vítimas e mantiveram a população bem informada, com declarações sóbrias, condizentes com o inusitado da tragédia. Foi uma prova de eficiência e preparo que nos deixa confiantes nelas". (Amaral Cavalcante).

Post migrado da página do Facebook/MTéSERGIPE.
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Abaixo, três fotos de Lúcio Telles, migradas de postagem feita
 por Pascoal Maynard, 
na página do Facebook/MTéSERGIPE.
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(Registro  da emoção que tomou conta de todos,
 após o resgate das vítimas com vida).



Fotos: Lúcio Telles.
Registro do dia 20 de julho de 2014, 
Bairro Coroa do Meio, em Aracaju/SE.

domingo, 20 de julho de 2014

Cerâmica


ARTESANATO - Cerâmica

"O município de Santana do São Francisco, antigo Carrapicho, é considerado a capital sergipana do barro por ter a produção de cerâmica como sua principal atividade econômica. É difícil encontrar um fundo de quintal onde os moradores não fabriquem peças de barro. Alguns artesãos utilizam a técnica das mãos, que fortalece a característica de rusticidade. Outros, se inspiram na cultura indígena, tornando suas peças ainda mais belas e exclusivas.

Os principais artesãos do Estado são: Beto Pezão, Cachoba, Cristina Francisca Pires, Zé de Flora, Edilson Fortes e Pedro das Pedras, situados em Santana do São Francisco, além de Nem, que desenvolve sua produção em Itabaianinha. Essas mãos talentosas na argila e no barro fazem nascer belas esculturas". (turismosergipe.net).

quarta-feira, 9 de julho de 2014

Caranguejo gigante é erguido na Praia da Atalaia

Foto: Seinfra.

07 de Julho de 2014 - Cultura.

Caranguejo gigante é erguido na Praia da Atalaia.
Com informações da Seinfra.

Um caranguejo gigante em plena passarela do Caranguejo, na Orla da Atalaia. Não haveria lugar mais propício que esse para a instalação de um monumento que representa tão bem a essência do povo sergipano.

A réplica gigante do crustáceo que é um dos principais símbolos da cultura e culinária local é Composta por fibras de vidro. A escultura possui 7 m de comprimento e 2,30 m de altura e custou R$ 35.200.

O imenso caranguejo chama a atenção de muitos turistas e de aracajuanos e já tem se destacado como um ponto de parada obrigatória para os que passam pelo local. Joseane Benevides, natural de Pernambuco é uma dessas pessoas.

“Viajando por outras capitais do Nordeste, já vi outras esculturas muito bonitas, mas esta é diferente, pois se destaca pelo seu tamanho e por sua perfeição”, ressalta a turista, que ficou impressionada com a obra.

O casal goiano Lilian Ribeiro e Fernando Maciel também ficaram admirados com a escultura. “Sua altura e largura nos causou forte impacto”, diz ele.

Para o secretário da Infraestrutura, Valmor Barbosa, o monumento só vem acrescentar à valorização da cultura local. “É um prazer colaborar para a valorização e preservação dos valores culturais sergipanos, já que o caranguejo é um prato típico de nosso estado”, afirma o secretário.

Texto e imagem reproduzida do site: a8se.com/conteudo