terça-feira, 27 de janeiro de 2015

História de Malhador




História de Malhador

A primeira penetração da região em que se acha o território que hoje constitui o Município de Malhador processou-se em data posterior a 1620 e, provavelmente, por pessoas étnicamente ligadas aos colonizadores de Itabaiana. O significado etimológico do Topônimo do município, dá margem a se atribuir que a primeira povoação teve origem, como tantos outros municípios de Sergipe, em um curral (fazenda) de gado. Em 1920 Malhador ainda continuava como povoado pertencente ao Município de Riachuelo, no entanto, na Divisão Territorial Administrativa e Judiciária do Estado de Sergipe, de 1936, o povoado Malhador aparece como distrito, Termo daquele Município e era elevado à categoria de Vila.

Por força de disposição da Lei Estadual nº 525-A, de 25 de novembro de 1953, a Vila Malhador é elevada à categoria de cidade, porém, somente instalada em 31 de janeiro de 1955.

Formação Administrativa.

Em divisões territoriais datadas de 31-XII-1936 e 31-XII-1937, figura no município de Riachuelo o distrito de Malhador. Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1-VII-1950. Elevado à categoria de município com a denominação de Malhador, pela lei estadual nº 525-A, de 25-11-1953, desmembrado de Riachuelo. Sede no antigo distrito de Malhador. Constituído do distrito sede. Instalado em 03-01-1955 Em divisão territorial datada de 1-VII-1960, o município é constituído do distrito sede.

Origem do nome.

As matas já cobriam as terras de Malhador, as sombras destas árvores serviam de abrigo e descanso para os viajantes e seus animais. O gado pastava, descansava e ruminava. Em torno desse ponto de descanso de viajantes e Malhador de gado, surgiu um ponto de compra, troca e venda que foi crescendo e logo chegou a povoado. Etimologicamente, o termo Malhador significa: Lugar plano onde o gado se deita para descansar. Pelo significado etimológico do nome, pode-se dizer que a primeira povoação teve origem como ocorre com os outros municípios de Sergipe em curral de gado ou mesmo uma grande fazenda. Segundo os seus mais antigos moradores, tentaram uma vez muda seu nome e chamá-la de São josé, mas não deu certo, a tradição e o povo falou mais alto. O tempo passou e o nome ficou.

Fonte: sergipecc.blogspot.com

Texto e imagens reproduzidos do site: malhadoremfoco.com

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Lançamento do livro do Professor-Doutor Luciano Correia

Foto: Ascom.

Infonet - Cultura - Noticias - 23/01/2015.

Livro Entre Promessas e a Realidade da Televisão Digital.
Lançamento do livro do professor-doutor Luciano Correia.

“Nesse momento vem à memória aquele que idealizou e estimulou a Edise, o ex- governador Marcelo Déda. Ele abriu todas as portas para que escritores sergipanos tivessem um veículo para chegar ao mercado de trabalho, e esta idéia do governador tem ato contínuo com o governador Jackson Barreto”, disse o diretor Industrial da Segrase, Mílton Alves, durante o lançamento do livro “Entre promessas e a realidade da televisão digital”, do professor-doutor Luciano Correia.

Para Mílton Alves, “o Governo de Sergipe disponibiliza a estrada para que a criação literária seja estimulada e que a sociedade possa ter em suas mãos aquela produção que reflete todo sentimento político, econômico, social e cultural do estado de Sergipe”. O secretário de Comunicação, José Sales Neto, destacou o trabalho que realiza a Editora Diáario Oficial de Sergipe - Edise. “O trabalho da editora é primordial para que a sociedade sergipana tenha acesso a obras literárias que traduzem a nossa cultura, nossa identidade, aquilo que nós somos. São livros que enriquecem o universo literário”.

O professor-doutro e escritor Luciano Correia classificou de valiosa a contribuição do Governo do Estado para o mundo literário a criação da editora e observou: “Esse livro é o resultado de um Governo que tem compromisso com a cultura e com a comunicação. A Edise foi sendo moldada no governo Marcelo Déda e continua hoje na atual administração. A gente precisa saber preservar e reconhecer publicamente o valor da editora. A Edise vem publicando grandes trabalhos, presenteando a sociedade sergipana”.

“Foi um estudo de quatro anos em que cobri todas as notícias relacionadas a mudança do patamar da Globo. Tudo aquilo que eu poderia retirar para fazer minhas análises sobre esse reposicionamento, foi um material que serviu de base para fazer minha pesquisa”, disse Luciano Correia, arrematando: "Eu busco compreender como a Globo se posiciona, como ela traz a sua herança a sua experiência em 50 anos de televisão como também é possível a possibilidade emancipatória da digitalização mudar o mercado de televisão quebrando essa possibilidade da comunicação de massa – de um emissor falar para multidões. Essa é a grande novidade que interessa a sociedade, a possibilidade de que pessoas se comuniquem e recebam também informação".

Texto e imagem reproduzidos do site: infonet.com.br/cultura

Fonte: Ascom.

Os 90 anos de Dom Luciano José Cabral Duarte (2015)


sábado, 24 de janeiro de 2015

Praia do Saco, no município de Estância




A mais bela praia do litoral Sergipano, a Praia do Saco, no município de Estância/SE, onde está localizado o CHALÉ MARES, com belas dunas de areias brancas convidando para um passeio inesquecível de bugre, ou apenas uma caminhada ao pôr-do-sol, com um banho de mar nas águas mornas e cristalinas. E onde em meio à belas paisagens como dunas, lagoas e praias calmas e quase desertas, o mar “retoma” algumas áreas da praia, que foram ocupadas pelas belas casas de veraneio da burguesia Sergipana.

Foto e texto reproduzidos do site: mundi.com.br

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Izabella Falconi, mostrando suas curvas na Orla Pôr do Sol, em Aracaju

Izabella Falconi, mostrando suas curvas na Orla Pôr do Sol,
Região do Mosqueiro, em Aracaju - Sergipe.
Foto: Bella Falconi/Instagram.
Reproduzida do site: g1.globo.com/se/sergipe

Jornalista Luciano Correia lança novo livro

Foto: divulgação.

Infonet - Cultura - Noticias - 22/01/2015.

Jornalista Luciano Correia lança novo livro em Aracaju.
Autor aborda o reposicionamento das TVs no universo digital.

"Entre Promessas e a Realidade da Televisão Digital” é o título do novo livro de autoria do jornalista Luciano Correia. A obra, que é resultado de uma tese de doutorado realizada na Unisinos (RS) e na Universidad Carlos III, de Madrid, Espanha, traz um retrato de um importante momento da mudança de patamar tecnológico na televisão brasileira, especificamente no registro dos movimentos desenvolvidos pela Rede Globo de Televisão no seu reposicionamento no universo da TV digital.

No resumo do livro, o autor conta que em dezembro de 2007, o Brasil deu início à nova fase da televisão, caracterizada pela passagem do patamar analógico para o digital. De acordo com ele, a Rede Globo de Televisão, principal emissora de TV do país e uma das maiores do mundo, aos poucos, fez sua passagem nas capitais e principais cidades brasileiras e começou a investir na implantação dos serviços inerentes à nova tecnologia de transmissão.

“O presente trabalho busca identificar as principais decisões tomadas pela Globo para se posicionar, dos pontos de vista econômico, mercadológico, administrativo, artístico, tecno-estético e sob outros aspectos, no ambiente da digitalização. O conjunto dessas estratégias é analisado aqui pelos instrumentos da Economia Política da Comunicação, linha de pesquisa na qual se inscreve o trabalho”, explica.

“Como pesquisador, eu atuo na linha da Economia Política da Comunicação, onde militava no grupo de pesquisa Cepos, liderado pelo prof. Valério Cruz Brittos, falecido em 2012. A pesquisa estuda os movimentos (estratégias) adotados pela Rede Globo de Televisão na passagem do patamar analógico para o digital. Na UC3 de Madrid, fui orientado pelo prof. Dr. Luis Albornoz, ex-presidente da seção internacional da Ulepicc, a União Latina de Economia Política da Comunicação, Informação e da Cultura”, completa.

Esta é o quarto livro lançado Luciano Correria. Nos anos 80, ele lançou um livrinho de poesias chamado “O Passeio”; em 2007, ele publicou "Jornalismo e espetáculo: o mundo da vida nos canais midiáticos"; em 2012, lançou “TV Caju e TV Cidade: o conteúdo local no mercado de televisão por assinatura em Aracaju".

O lançamento da nova obra está marcado para esta quinta-feira, 22, a partir das 17h, na livraria Escariz, localizada no bairro Garcia.

Texto e imagem reproduzidos do site: infonet.com.br/cultura

Tradicional Festa de São Cristóvão será iniciada no dia 27/01/2015

 Festa religiosa acontece em fevereiro.

Milhares de fiéis são aguardados na cidade.
Fotos: Arquivo Portal Infonet.

Infonet - Cultura - Noticias - 20/01/2015.

Começam os preparativos da Festa de Senhor dos Passos.
Tradicional Festa de São Cristóvão será iniciada no dia 27.

A cidade de São Cristóvão já se prepara para receber milhares de fiéis que vão participar da Procissão do Senhor dos Passos. A festa religiosa acontecerá nos dias 27 e 28 de fevereiro e no dia 1º de março.
De acordo com o Frei Rozenildo Alexandre, da Ordem Carmelita e pároco da paroquia Nossa Senhora da Vitória romeiros de todo o país visitam a cidade neste período.

“Além dos fiéis de todo o Estado de Sergipe, recebemos romeiros de outros estados do país que participam da procissão pagando as suas penitências e agradecendo pelas graças alcançadas”, frisa.
O Frei destaca o aspecto solidário que ocorre durante os dias de romaria. “Na cidade as pessoas se preparam com água e sucos para receber os romeiros. É um momento de muita comunhão entre as pessoas da cidade e os visitantes. Muitos também preparam sopas para distribuir entre os fiéis. As pessoas são muito acolhedoras”, destaca.

De acordo com o Frei Rozenildo na sexta-feira, 27, acontece o Oficio da Festa. Já no sábado, 28, tem a Procissão dos Penitentes e no dia 1º de março, acontece a Procissão do Encontro.

“O Santo ficará aberto para visitação na sexta-feira a partir das 6h30, na Igreja do Carmo, onde também acontece o Ofício da Festa. No sábado pela manhã, o Santo fica aberto para visitação e a noite tem a Procissão até a Igreja Matriz, onde fiéis vestem roupas roxas como a tradição. No domingo, às 5h da manhã tem missa de hora em hora até ás 15h, que é o enceramento da festa”, fala.

Crescimento.

“A Procissão tem crescido com o passar dos anos, pois é um momento muito rico espiritualmente. É o momento onde as pessoas se reconhecem pecadoras e pedem que o senhor alivie o sofrimento”, salienta o Frei que destaca o crescimento do comércio local.

“É neste período que as pessoas da cidade se preparam para comercializar as tradicionais bolachas e queijadinhas. As pessoas começam a trabalhar nessa preparação cerca de três meses antes”, lembra.

Por Kátia Susanna.

Texto e imagem reproduzidos do site: infonet.com.br/cultura

Cursos e reciclagem são ofertados na Oficina de Papel

Cursos e reciclagem são ofertados na Oficina de Papel da Emsurb.
Foto: Silvio Rocha.

Infonet - Cultura - Noticias - 20/01/2015.

Cursos e reciclagem são ofertados na Oficina de Papel

Objetivo é promover a preservação ambiental e educar cidadãos

A Oficina de Papel da Empresa Municipal de Serviços Urbanos (Emsurb) foi criada em 1997 com o objetivo de promover a preservação ambiental e educar os cidadãos, servindo como alternativa de trabalho, distração e até mesmo terapia ocupacional, além de abastecer a demanda de papel artesanal reciclado para a Prefeitura Municipal de Aracaju.

Os cursos duram 15 aulas, e são 4h de aula por dia. As inscrições podem ser feitas na sede da Emsurb que fica localizada no Parque da Sementeira. O curso é de acordo com a disponibilidade da pessoa, o aluno escolhe os dias e turnos de suas aulas. "Esse curso é dividido em fases, a primeira fase é a iniciação, como fazer os canudos, como fazer os trançados, porque há vários tipos de trançados, então as pessoas aprendem a fazer o básico", explicou Murilo Alves, coordenador da oficina de Papel.

A atual proposta da Oficina de Papel pretende estender o atendimento à população em geral e aos turistas, assim como transmite uma atividade profissionalizante a adolescentes - principalmente de famílias de baixa renda. Sem, contudo, deixar de lado a finalidade de conscientizar os participantes da importância de preservação do meio ambiente. "É esse trabalho que a gente ta fazendo, conscientizando as pessoas, os adolescentes e crianças, como é importante você cuidar do nosso planeta e da sustentabilidade, o papel, garrafas peti, têm várias coisas que você pode reaproveitar, e eu amo muito fazer isso", destacou o coordenador.

O coordenador explicou ainda que os trabalhos feitos com crianças e adolescentes são de formas diferentes, para que possa atraí-los ao curso. "A criança quando você instrui uma coisa, ele vai passar para os pais. Como crianças não fazem esses tipos de trançados, nós trabalhamos com garrafas peti, fazendo aviõezinhos, carrinhos, bonecas, porque ao mesmo tempo em que você está dando o curso pra elas, você está conversando, orientando, como você fazer a sustentabilidade da maneira que eles entendam. E para os adolescentes, a gente faz aulas de música com instrumentos musicais reciclados, porque os adolescentes são mais acessíveis a esse lado", explicou Murilo.

O projeto pode ir até as escolas, empresas, órgãos, hospitais, ONG, evento para realização de minicurso ou exposição dos produtos feitos de papel. "A gente também trabalha com Associações de bairros que aí funciona com a disponibilidade da Oficina de Papel, tipo a gente decide e diz o curso é durante 15 dias de tal dia a tal dia, e de tal hora a tal hora. As aulas nas associações duram 15 dias corridos, ou seja, de segunda a sexta durante 15 dias. Porque nós tiramos as artesãs daqui para ceder à associação. Além disso, nós também damos palestras", disse.

Sobre os jornais utilizados, Murilo explica que recebe doações e que a Emsurb oferece os outros materiais. "A maior doação daqui é com jornais, a Empresa fornece materiais como cola, tinta, esse material básico para produzir as peças. E também, nós fazemos tipo uma permuta, a pessoa chega aqui e vê um vaso bonito, e ela tem interesse naquele vaso aí eu estipulo pra pessoa como fazer a troca, tipo trazer três tubos de cola, uma lata de verniz, aí a gente faz e dá pra pessoa, que é uma coisa também que alivia um pouco o custo da Empresa", relatou Murilo.

Com informações da AAN.

Texto e imagem reproduzidos do site: infonet.com.br/cultura

SE não reconhece sua cultura negra, declara estudioso

 Severo D'acelino é coordenador da Casa de Cultura Afro-sergipana.


 João Mulungu, símbolo sergipano da luta negra.

Katiane Alves é coordenadora do Museu da Gente Sergipana.
Fotos: Portal Infonet.

Infonet - Cultura - Noticias - 20/01/2015.

SE não reconhece sua cultura negra, declara estudioso

Severo D’acelino diz que 87% da população de SE tem negros

Com mais de oitenta por cento de sua população composta por negros, o estado de Sergipe não reconhece a sua cultura negra. É o que explicita o coordenador da Casa de Cultura Afro-sergipana, Severo D’acelino. Ele deu palestra na tarde desta terça-feira, 20, no Museu da Gente Sergipana, como homenagem ao herói negro sergipano João Mulungu.

Segundo o Severo D’acelino, Sergipe tem aproximadamente 87% de pessoas negras na composição de sua população. E que, apesar do forte número, o estado ainda não se reconhece como negro. “Infelizmente, ainda não existe o reconhecimento negro em Sergipe. Mas a gente vai lutando para que essa resistência seja quebrada e os valores da cultura e da comunidade negra sejam evidenciados”, declarou o coordenador.

Ainda que não haja reconhecimento, Severo comemora os jovens como aliados que têm sido encontrados na quebra de barreiras contra o negro. “Dentro da sociedade que resiste, também temos aliados fantásticos para o signo da luta. A meninada hoje em dia está chegando junto e enfrentando os ‘velhos conservadores’. O mais importante é que estamos sendo reconhecidos pela nova geração”, explicou.

Para o estudioso da cultura negra, Sergipe só tem a ganhar daqui para frente. “É nisso que o estado vai ganhar. Todo um processo com consistência dentro da visibilidade, não só da cultura do negro, sobretudo da cultura indígena, que estamos carentes”, disse. “Ações como essas (palestra) que a gente busca para que o sergipano reconheça a cultura e se reconheça”, completou Severo.

O coordenador da Casa de Cultura Afro-sergipana chamou atenção para a ausência da cultura negra na educação brasileira. “Até hoje, não temos a cultura negra, que é importantíssima, presente na educação no Brasil. A gente precisa da cultura negra nas escolas justamente para diluir os preconceitos e as desigualdades, a intolerância racial e religiosa”, falou Severo.

A palestra ministrada por Severo D’acelino teve, além de enaltecer e estimular a cultura negra em Sergipe, o intuito também de exaltar João Mulungu, um dos maiores líderes da população negra do século XIX. Seu dia é comemorado no dia 19 de janeiro, juntamente com a Consciência Negra no estado. Severo destacou a existência e declara João Mulungu como “herói sergipano”.

A coordenadora do Museu da Gente Sergipana, Katiane Alves, não escondeu a satisfação de expor a história do negro sergipano no espaço cultural. “Ele é um símbolo da identidade cultural. Serve para fortalecer a importância dos negros no estado. E, infelizmente, muitos negros e sergipanos desconhecem a presença desse herói”, disse Katiane.

“Essa casa fala sobre a identidade de Sergipe. Isso tem a ver com cidadania, reconhecimento de valores, raízes. Nossa identidade está presente na herança dos negros, índios, europeus. Temos que trazer essas raízes e falar sobre nossas heranças e identidades. Eventos como esse dizem à sociedade que os nossos valores, nossas crença, nossa cor têm valor”, disse a coordenadora do museu.

Por Helena Sader e Verlane Estácio.

Texto e imagem reproduzidos do site: infonet.com.br/cultura

Sergipe Notícia Entrevista Terezinha Oliva.


“Cuidar do patrimônio é uma responsabilidade de todos”.
"Sergipe tem um patrimônio cultural riquíssimo”. (Terezinha Oliva).

Sergipe Notícias: Como tem sido a conservação do patrimônio de Aracaju?

Terezinha Oliva: Em Aracaju, não há ainda bens tombados pelo IPHAN. Tramita um processo que já tem o estudo justificando a proteção federal e está nas providências finais. O passo seguinte à fase atual será o envio à decisão do Conselho Consultivo do IPHAN. Mas a cidade já fez, em 2010, juntamente com o IPHAN, o seu Plano de Ação para Cidades Históricas, identificando a área que deseja ver protegida pelo Governo Federal e as ações de proteção que são necessárias, cuja primeira obra foi realizada com a reforma da Praça Camerino, executada em convênio com a Prefeitura Municipal de Aracaju e entregue em 2014. O que já tem a proteção do IPHAN são os bens do patrimônio ferroviário - o complexo ferroviário e a conhecida "estação da Leste". São bens valorados, o que é uma forma de proteção diferente do tombamento. As obras de restauração de todo o Complexo Ferroviário vão acontecer pelo Programa de Aceleração do Crescimento para Cidades Históricas e já foram licitados os projetos.

SN: Sergipe é um estado rico em patrimônio cultural. Quais são os mais importantes do estado e qual seu significado na formação da cultura de nosso povo?

TO: Sim, Sergipe tem um patrimônio cultural riquíssimo. Desde a década de 1940, o IPHAN, criado em 1937, tombou vários bens no nosso Estado. Hoje eles são 27, entre os quais dois sítios urbanos - os sítios históricos de São Cristóvão e de Laranjeiras com todas as edificações do perímetro. Além disso, temos mais de 130 sítios arqueológicos cadastrados, os bens do patrimônio ferroviário com declaração de valor em Propriá, Boquim e Aracaju e um bem registrado, o saber fazer renda irlandesa. Mas o Inventário Nacional de Referências Culturais já realizado em Laranjeiras, em Barra dos Coqueiros e em 13 municípios da região do São Francisco (1ª fase) identificou vários bens do patrimônio imaterial. Sabemos que há uma riqueza enorme de bens do patrimônio que ainda não têm proteção federal, mas muitos deles já têm tombamento estadual ou municipal.

SN: Quais as maiores dificuldades encontradas pelo Iphan na questão de administração do patrimônio histórico nacional em Sergipe?

TO: As maiores dificuldades dizem respeito à amplitude das questões de patrimônio e ao tamanho da equipe do IPHAN. Ela cresceu, nos últimos dois anos, mas o número de técnicos ainda não é suficiente para garantir a presença constante na fiscalização, na orientação, na identificação do patrimônio cultural e na educação patrimonial. As demandas são crescentes, porque patrimônio cultural hoje tem a ver com tudo: com ações de licenciamento ambiental, com desenvolvimento sustentável, com o crescimento urbano, com questões sociais, enfim, é praticamente impossível falar de algum tema que não envolva o patrimônio cultural. Isto exige muito da equipe em termos de estudos, de avaliações, de fiscalização, de educação patrimonial, exige ser multidisciplinar e, se fosse possível, ser onipresente. Nenhum órgão sozinho dá conta de tudo isso; por este motivo, a legislação prevê que a responsabilidade pelo patrimônio cultural é dos entes públicos e da sociedade. O grande desafio agora é o do compartilhamento desta responsabilidade, razão pela qual existem os convênios, os acordos de cooperação, as diversas ações nas quais o IPHAN se coloca como coordenador e isto fica claro na definição da sua missão. O IPHAN não se vê sozinho nesta missão, mas quer compartilhá-la com todas as instâncias do poder e da sociedade.

SN: Qual o significado da Praça São Francisco como patrimônio histórico da humanidade?

TO: Entrar na Lista do Patrimônio Mundial significou dizer que Sergipe tem um bem cuja preservação interessa a toda a humanidade. A Praça São Francisco foi alçada ao mesmo patamar em que estão as muralhas da China, as pirâmides do Egito e outras importantes realizações do engenho humano. Ela representa a fusão de padrões urbanísticos do período da União das Coroas portuguesa e espanhola, mantendo íntegro um ambiente em que, além da arquitetura significativa, se praticam manifestações culturais tradicionais como a Procissão de Senhor dos Passos. Este bem do patrimônio cultural projeta no mundo, a cidade de São Cristóvão, Sergipe e o Brasil. Cuidar da sua preservação é responsabilidade a ser compartilhada pelo Governo e pela sociedade. Por isso, no mês de dezembro, foi instalada a Comissão para a Gestão da Praça São Francisco, composta por representantes do IPHAN, do Estado de Sergipe, do Município de São Cristóvão e da sociedade civil. Esta Comissão vai elaborar um Plano de Gestão comprometendo nele todas as instâncias nela representadas.

Texto e imagem reproduzidos do Facebook/Tereza Mércia Alves Oliva.