terça-feira, 25 de agosto de 2015

Chiquinho do Além Mar participa de festival na Áustria

Foto: Portal Infonet

Infonet > Cultura > Noticias > 21/08/2015.

Chiquinho do Além Mar participa de festival na Áustria.

Em Viena, Chiquinho vai mostrar seu trabalho para os europeus.

O poeta sergipano Chiquinho do Além Mar vai representar a cultura sergipana no Festival de Cultura Brasileira em Viena, na Áustria. A edição 2015 do evento, que acontece entre os dias 29 e 31 de Outubro, contará com a presença de artistas, poetas, compositores e músicos brasileiros. Em Viena, Chiquinho vai mostrar seu trabalho para os europeus.

O festival é promovido pela Sociedade Papagaio e Sociedade Austro-Brasileira de Educação. O objetivo levar a cultura brasileira para os austríacos, europeus e brasileiros que nasceram na região. Durante os três dias de evento, diversas expressões artísticas brasileiras como a música, literatura, fotografia e cinema serão exibidos ao público.

Texto e imagens reproduzidas do site: infonet.com.br/cultura

Gastronomia – Sabor Sergipe




Fotos: ASN/Google.

Gastronomia – Sabor Sergipe

A culinária sergipana é um festival de gostos, aromas e cores. É rica nos temperos característicos da região Nordeste. Peixes, carnes, frango, mariscos, crustáceos, tipicamente temperados, dão riqueza à mesa, multiplicando os sabores de norte a sul do estado. Nas praias do Abaís e do Saco, em Estância, é possível encontrar a saborosa moqueca de siri na palha de ouricuri. A típica carne de sol recebe um importante parceiro que é o pirão de leite.

Nos bares, é de uso comum “quebrar o caranguejo”, temperado com vinagrete e saboreado com cerveja, uma mistura inigualável. O prato é tão apreciado que deu nome à “Passarela do Caranguejo”, que reúne bares e restaurantes da Atalaia, em Aracaju. Os caldinhos de frutos do mar, como siri e sururu, também fazem parte do cardápio. O guaiamum é outra iguaria presente nas mesas dos sergipanos. Extraída dos mangues, ele é servido geralmente com um apetitoso pirão.

A tapioca é a matéria prima para o preparo do popular beijú, com sua variação doce conhecida como “beijú-molhado”, além de bolos, mingau e biscoitos variados. Ainda é comum escutar nas ruas das cidades sergipanas os pregões dos vendedores ambulantes: "sarôio, pé-de-moleque, beiju molhado e malcasado". O milho é outra base para diversos pratos apreciados pelos sergipanos, como o cuscuz, presença cotidiana na mesa das famílias, mas especialmente no período junino quando as comidas típicas como a canjica e o mungunzá ganham mais evidência. Sem esquecer da macaxeira, prato muito apreciado.

O amendoim cozido é uma verdadeira paixão do sergipano. Apreciado também torrado ou aromatizando os licores artesanais produzidos em alguns municípios sergipanos. A bebida é feita também com frutas como o caju, cajá e mangaba. Essa última é o fruto símbolo do estado, que é o maior produtor nacional. A água e a carne do coco, fruto característico de regiões costeiras, também são bastante apreciados.

Os doces são igualmente fartos e variados – tortas, cremes, bolos, biscoitos, doces de calda e de pasta, utilizando o caju, a banana, a goiaba, a jaca, o leite e outros componentes. As queijadas presentes na histórica São Cristóvão são um atrativo à parte.

Muitas destas iguarias são consideradas Patrimônio Cultural Imaterial. Transformar pratos típicos em patrimônio imaterial foi uma forma de padronizar o modo de fazer dessas iguarias e seus ingredientes. Entre esses alimentos que são símbolo da sergipanidade estão o beiju da tapioca, beiju macasado, beiju saroio, doce de pimenta do reino, queijada, manuê, bolachinha de goma e o amendoim verde cozido.

Texto reproduzido do site: agencia.se.gov.br/sergipe/gastronomia

Turismo - Viver Sergipe





Turismo - Viver Sergipe.

Sergipe é dono de um litoral de 163 km, recheado de belas praias, e que traz ótimas surpresas para os visitantes, desde a Ilha da Sogra, no sul, até a Foz do São Francisco, ao norte. Mas seu repertório inclui ainda cidades históricas, e o quinto maior cânion navegável do mundo, localizado no município de Canindé do São Francisco, entre outros lugares convidativos. Em Sergipe é possível explorar história, cultura e ecoturismo em pequenas distâncias.

Com 160 anos, Aracaju é a capital mais jovem do Nordeste, conhecida também por ser a Capital Brasileira da Qualidade de Vida. Um refrescante mergulho nas águas mornas do Atlântico e uma água de coco dão energia para sair por aí e descobrir as maravilhas da cidade. Sem falar na Orla de Atalaia, que é um atrativo à parte. A Passarela do Caranguejo é frequentada por sergipanos e turistas, que não resistem ao petisco mais famoso da cidade, embalado ao ritmo de um bom forró pé-de-serra.

São várias as opções de passeios, tanto para quem quer descansar quanto para aqueles que buscam saber mais sobre a história e curiosidades da terra e ainda para aqueles que não dispensam uma aventura.

Praias

Atalaia – Essa praia tem seis quilômetros de extensão e fica situada a 9 km do centro da capital Aracaju. Local estratégico para quem quer tranquilidade sem estar muito longe do eixo comercial da cidade. Nela existe a Orla de Atalaia, que é um complexo de restaurantes, lojas de artesanato e atividades de lazer. A ‘Passarela do Caranguejo’ é o ponto alto da Orla, onde se concentram os restaurantes mais renomados de toda a Praia.

Caueira – A 29 km em direção ao sul do estado, encontra-se o município de Itaporanga D’Ajuda. A praia mais famosa por lá é a Caueira, com seus coqueiros, lagoas e dunas de cerca de 20 metros de altura, a região dispõe de casas de veraneio e pousadas à beira mar.

Abaís e Saco – Um pouco mais distante, a 68 km, fica a cidade de Estância, que já foi conhecida como a Cidade Jardins. O município oferece ótimas oportunidades ao turismo ecológico com rios e quedas d’água, manguezais, lagoas e suas belíssimas praias. A Praia do Saco é considerada uma das mais bonitas de Sergipe e um dos locais mais badalados do litoral. É uma enseada de 5 km de extensão, que possui dunas suntuosas e grande vegetação de coqueiros. O mar é verde e calmo. Tem também a Praia de Abaís, com 20 km de extensão de águas mornas, areia branca. A infra-estrutura turística é bem consolidada, e possui pousadas, hotéis, campings e restaurantes.

Pirambu – Localizada a 75 km da capital, Pirambu alia a diversidade da natureza dos ecossistemas costeiros à beleza das praias. É nesse município que se encontra o Projeto Tamar, criado nos anos 80 com o objetivo de preservar as tartarugas marinhas. Lá também está localizada a Lagoa Redonda, lugar rodeado por dunas e que tem uma beleza encantadora.

Orla Pôr do Sol – Um dos cartões postais mais belos da capital, ela é ponto de partida para passeios de barcos, catamarãs ou Stand up Paddle (SUP) que aproveitam as águas calmas do rio Vaza Barris. A orla possui um calçadão de 600 metros de extensão repleta de equipamentos e atrativos turísticos. É eleita pelos aracajuanos como a mais bela vista do pôr do sol da cidade.

Crôa do Goré – É uma pequena ilha localizada no rio Vaza-Barris, entre os municípios de Aracaju, São Cristóvão e Itaporanga d'Ajuda. O nome ‘Crôa’ foi dado por causa do banco de areia que fica visível no meio do rio ou mar quando a maré está baixa e ‘Goré’ por causa do mini-caranguejo que perfura a terra quando percebe a presença de alguém na praia.

Cânion do São Francisco – O Cânion do Xingó, em Canindé de São Francisco (divisa entre Sergipe e Alagoas), é o quinto maior cânion navegável do mundo. Um vale com 62 km de extensão e até 170 metros de profundidade e largura variável entre 50 e 300 metros. Formado por rochas de granito avermelhado circundado por um lago que em alguns pontos chega a ter 190 metros de profundidade. Para chegar até o cânion opte por um serviço de catamarã, escuna ou lancha para não perder nenhum dos atrativos naturais. Faz parte do pacote um mergulho nas águas do Velho Chico.

Serra de Itabaiana e Parque dos Falcões - Ao dirigir-se para o Sertão é possível visitar, o Parque Nacional da Serra de Itabaiana, no município de Itabaiana, a 56 km da capital, que reúne ecossistemas de Mata Atlântica e de Caatinga, além de rica reserva hídrica com cachoeiras que favorecem o ecoturismo. Ainda em Itabaiana, fica também o Parque dos Falcões, único local autorizado para a criação de aves de rapina. Seu fundador, José Percilho, possui uma relação de amor e carinho com as aves que cria e recupera: falcões, gaviões, carcarás, corujas etc. Trilhas, banhos de cachoeira, contato com animais selvagens, são algumas das experiências que o município de Itabaiana pode proporcionar aos seus visitantes.

Roteiro do Cangaço – No município de Poço Redondo, a 184 km de Aracaju, nas margens da estrada está o pequeno Centro de Artesanato, onde é possível, além de apreciar e adquirir peças do artesanato sergipano, conhecer a produção em madeira do grande artesão da região, o Mestre Tonho. Nessa cidade, também fica localizada a Grota de Angicos, onde em 1938, o lendário Lampião e sua companheira Maria Bonita e mais nove cangaceiros, foram capturados e morreram numa emboscada. Para chegar até o local, é necessário seguir pela trilha de Angicos, que permite ao visitante manter um contato com os ecossistemas da caatinga. A outra opção para chegar ao local, é pegar o catamarã que parte de Canindé de São Francisco seguindo pelo rio São Francisco, até chegar à grota. Quem tiver disposição poderá subir até o Mirante Secular e apreciar a bela paisagem. O Mirante foi construído no século XIX como espécie de farol para orientar os barcos a vapor que se arriscavam no rio São Francisco.

Palácio-Museu Olímpio Campos – De grande importância histórica, política e cultural, o Palácio Olímpio Campos é um dos mais importantes patrimônios do estado, datando seu projeto da época do Brasil Império. Sua construção foi iniciada em 1859 e concluídas em 1863, na presidência do Dr. Joaquim de Mendonça. Em 1985, o Palácio Olímpio Campos foi tombado por ser um dos mais significativos monumentos da arquitetura oficial e importante referencial da história política e da cultura sergipanas. Em 2010 o Governo do Estado promoveu a restauração do patrimônio e destinou sua utilização para fins didático-pedagógicos e culturais, transformando-o Palácio-Museu. Em seu interior se conta a história política e cultural do monumento e da República de Sergipe através de guia para visitação, curadoria, pesquisa, documentação histórica, cafeteria e livraria etc.

Catedral Metropolitana – Localizada no Parque Teófilo Dantas, no Centro da cidade, a Catedral de Aracaju é considerada um dos monumentos mais significativos da arquitetura religiosa da cidade. Tombada como patrimônio estadual, a catedral teve sua construção concluída em 1875. A sua estrutura conta com um estilo eclético, da fase de transição do século XIX para o XX, com características marcantes do neogótico e elementos do neoclássico. A pintura do interior da Igreja foi executada por Orestes Gatti e Rodolfo Tavares. A imagem de Nossa Senhora da Conceição, que é a Padroeira de Aracaju, é obra de Pereira Beirão.

Museu da Gente Sergipana – O antigo Colégio Atheneuzinho hoje sedia o Museu da Gente Sergipana. Fundado pelo então Presidente da província de Sergipe D’el Rey, Graccho Cardoso, o Colégio Atheneu Dom Pedro II iniciou as suas atividades em 1926 e ficou neste prédio até 1969, quando precisou mudar para um outro edifício. O espaço recebeu diversas instituições até ser totalmente desativado em 1996. Em 2009 foi iniciado o projeto de restauração do prédio,que teve as suas memórias e elementos caracterizadores da sua arquitetura totalmente recuperados. Seguindo à risca o projeto original do prédio, foi possível restaurar elementos arquitetônicos e as pinturas parietais escondidos embaixo de diversas camadas de tintas.

O resultado final de todo esse processo de resgate histórico e arquitetônico resultou num complexo cultural que une passado, presente e futuro que conta a história de Sergipe por meio de recursos audiovisuais e tecnológicos. O Museu da Gente Sergipana foi o projeto vencedor do Prêmio "O melhor da arquitetura 2012" na categoria Restauro, é promovido pela Editora Abril, através da Revista Arquitetura e Construção.

Laranjeiras – Situada a 20 km ao norte de Aracaju, a cidade é reconhecida também como Patrimônio Histórico e Artístico Nacional pelo Iphan. Laranjeiras abriga um patrimônio material e imaterial riquíssimo, formado por belíssimas igrejas e um grande número de grupos folclóricos originais. A cidade sedia o Encontro Cultural de Laranjeiras, que tem como enfoque principal a cultura popular. Abriga também grande riqueza folclórica.

São Cristóvão –A cidade, que fica localizada a 25 km de Aracaju, foi fundada em 1590 e é considerada a quarta cidade mais antiga do Brasil. Com acesso fácil e rápido saindo da capital, pode-se visitar aquela que foi a primeira capital da então Província de Sergipe Del Rei. Tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – Iphan – preserva um conjunto arquitetônico colonial que encanta pela harmonia e é um verdadeiro mergulho no passado.

Texto e imagens reproduzidos do site: agencia.se.gov.br/sergipe/turismo

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

São Gonçalo

São Gonçalo.
Foto: Fabiana Costa/Secult.

O folguedo tem origem portuguesa o que é percebido na fé, no ritual e no tema. Porém a influência africana é visível na musicalidade e coreografia, marcada com os pés, além dos volteios, avanços e recuos ritmicamente cadenciados pela batucada sincopada. Essa influência étnica nos mostra que, embora de origem portuguesa, no Brasil o folguedo foi dançado por negros, como é possível constatar sua existência com marcante domínio quilombola, remanescentes dos escravos refugiados no quilombo da Mussuca, comunidade de Laranjeiras/Sergipe.

O número de figuras ou dançadores do folguedo representa o número de mulheres que o Santo conseguiu salvar da prostituição. Por isso 10 são os componentes do grupo. Por seus caracteres eminentemente promesseiro, o ritual do Dia da Benção (Sábado de Aleluia) é dedicado exclusivamente às atividades do grupo, com todas as partes das jornadas. Iniciam-se pela manhã, com o ensaio. Ao meio-dia é servida a ceia ou almoço, à tarde o grupo devidamente caracterizado acompanha a procissão e, por fim realizam uma apresentação. No final da tarde, já anoitecendo, acontece a nosso ver, a parte mais comovente do ritual, o “Pedido de Esmolas”. É nesse momento que os dançadores peregrinam de porta em porta pedindo esmolas. Infelizmente essa parte finalizadora do Dia da Benção desapareceu, não existe mais. Devido a interferência do poder público, com os shows de bandas desconexas, com a cultura tradicional aí representada, o horário reservado ao pedido das esmolas cedeu espaço para as bandas.

Texto e imagem reproduzidos do site: retalhospopulares.org

Folclore Sergipano





Cada região sergipana tem seu folclore, sua cultura popular. No sertão, são as cavalhadas de cristãos e mouros, ao lado das vaquejadas, com a derrubada do boi. No litoral e no centro, o predomínio é das festas juninas e natalinas. Ele se expressa pelas danças e rituais, que contam com a participação da população, a exemplo da Taieira, Reisado e Lambe Sujo.

Destaque também para a Chegança, o Cacumbi, o Guerreiro, a Dança de São Gonçalo e o Parafuso, manifestação de origem africana onde só participam homens, acompanhados de instrumentos musicais como triângulo, acordeão e bombo. A verve, o humor, o duplo sentido contido nas histórias, anedotas, piadas e no vocabulário corrente se agregam aos repertórios tidos como sagrados e profanos, presentes nos 75 municípios, ampliando o imenso e diversificado acervo da cultura popular em Sergipe.

O marcante passado histórico e a criatividade do povo sergipano resultaram em uma cultura popular extremamente rica e diversificada. Esta pluralidade se deve às contribuições de herança sócio-cultural dos elementos formadores da sociedade: índio, branco e negro. Dos europeus, o gosto pelas danças da corte, pelos bailados e epopéias; dos negros escravos, os requebros, a religiosidade e ritmos cadenciados; dos índios, o misticismo, a graça e a leveza de movimentos, próprios de uma raça que tinha na dança o reflexo do seu dia-a-dia.

A mistura resultou em danças, festas populares e folguedos que fazem parte da vida dos sergipanos e que passaram por um processo de sincretismo e adaptação, permanecendo viva geração após geração. Entre as principais manifestações sergipanas destacam-se ainda Samba de Pareia, Reisado, Bacamarteiros, Samba de Coco, dentre outros. A partir da mescla de diversas manifestações folclóricas e de eventos culturais Sergipe mantém ativa sua memória.

Texto e imagens reproduzidos do site: agencia.se.gov.br/sergipe/cultura

Porto de Sergipe






Terminal Marítimo Inácio Barbosa, ou mais popularmente conhecido como Porto de Barra dos Coqueiros (ou Porto de Sergipe), está localizado no município de Barra dos Coqueiros, em Sergipe, e é operado pela Companhia Vale do Rio Doce desde 1994.

Possui capacidade de armazenagem de 55.000 toneladas, distribuídas em 9 armazéns e 2 cilos de cimento com altura de 63 metros e capacidade de 17.500 toneladas cada um. Opera cargas gerais como madeira, coque, ureia, trigo, fertilizantes e sucos naturais.

Fonte: wikimapia.org

Imagens reproduzidas do site: fotoimagem.srv.br

Sabor Sergipe - Cajus

Foto reproduzida do blog: acaoculturalse.blogspot.com

Mercado Vereador Milton Santos, em Aracaju




Fotos: André Moreira.
Reproduzidas do site: aracaju.se.gov.br

Feira do Augusto Franco

Cristiane e Joyce, das Palmeiras, comunidade rural
do município de Malhador/SE.,vendendo seus produtos
na Feira do Augusto Franco, em Aracaju/SE.
Foto e informação de legenda: Antônio Samarone.
Reproduzida do Facebook/Antonio Samarone.

Cidade Sergipana traz marcas da história do Cangaço




Cidade Sergipana traz marcas da história do Cangaço.

Poço Redondo é o município sergipano que é conhecido por ser o lugar onde começa a famosa Rota do Cangaço, local onde o famoso cangaceiro Lampião e o seu bando foram emboscados e tiveram suas cabeças e mãos decepadas. O caminho até onde aconteceu a morte de Lampião é uma atração a parte nos 700 metros que dura o passeio até a chegada à Grota de Angicos, local exata onde ocorreu o fato que marcou o fim do cangaço no Nordeste. O turista depara-se com a caatinga, com suas árvores sem folhas e diversos cactos, além de encontrar também muitos animais silvestres, como calangos e saguis. É neste pequeno vale que ficam duas cruzes e uma placa com o nome de Lampião e Maria Bonita, numa homenagem as maiores figuras do cangaço brasileiro.

E não é só pela parte histórica que a cidade de Poço Redondo se destaca. No município, que está localizado a 170 km de Aracaju, que fica o Centro de Produção. O lugar é repleto de peças históricas que um dia fizeram parte do cotidiano do homem do sertão, onde podemos achar facilmente dentre os artigos expostos, o ferro que Maria Bonita, esposa de Lampião, passava as roupas, como também a máquina de costura do alfaiate Zé de Bela. Armas, fotos e artigos pessoais dos cangaceiros que mostra um pouco de como vivia o bando mais conhecido da história do cangaço no Brasil. "Todo este acervo foi doado a mim por moradores da região e hoje faço questão de mostrar aos turistas", conta o idealizador do Centro de Produção, o mestre Tonho.

Obras do mestre Tonho

O artesão estampa traços de sua cultura nos objetos que produz, consciente ou inconscientemente. Muitas de suas tradições, como símbolos mágicos e crenças, ficam marcadas em suas peças. E é neste mesmo Centro de Produção que o Mestre Tonho produz e vende suas peças um artesanato todo feito em madeira, onde estão evidenciadas suas crenças, hábitos e tradições. Não podemos falar em artesanato somente com o objetivo comercial, pois ele pode ser produzido para consumo próprio ou mesmo doação sem perder sua característica artesanal e é o que o mestre, Tonho faz. Já são mais de mil peças produzidas pelo artesão. "São mais de 25 anos talhando todos estes objetos que eu mesmo faço, com a matéria prima tirada do próprio município e faço questão de expor e vendo aqui no centro", destaca.

Texto e imagens reproduzidos do site: turismosergipe.net