quarta-feira, 16 de outubro de 2019

I Colóquio vai discutir independência, identidade e sergipanidade

Evento ocorre dia 24 (Foto: Ascom PMA)

Publicado originalmente no site do Portal INFONET, em 15 de outubro de 2019 

I Colóquio vai discutir independência, identidade e sergipanidade

Para fomentar e promover o debate e a releitura historiográfica a respeito da independência de Sergipe e sergipanidade, por intermédio da Fundação Cultural Cidade de Aracaju (Funcaju), a Prefeitura de Aracaju e a Universidade Federal de Sergipe (UFS) realizam, na próximo dia 24, no Centro Cultural, o I Colóquio “Independência, Identidade e Sergipanidade”.

O Colóquio contará com a presença de vários especialistas da área, que promoverão ampla discussão da temática a partir de um espaço aberto de conversação. Além disso, o evento será uma grande oportunidade para difundir as pesquisas e reunir pesquisadores e o público geral para discutir questões pertinentes ao período colonial em Sergipe e a proximidade do dia da emancipação política do estado, celebrada no dia 24 de outubro.

A inscrição é gratuita e as vagas são limitadas. Para participar do evento, o interessado deve se solicitar a inscrever por meio do e-mail centrocultural.eventos@aracaju.se.gov.br.

Programação

8h – Credenciamento

8h30 – Conferência de Abertura

Prof. Dr. Anderson Pereira dos Santos (IFS- Campus Itabaiana/CETAF- AJU) – 1822: como um general mercenário, um capitão-mor invasor e um senhor de engenho comandado fizeram os sergipenses aclamar D. Pedro I
  
10h – Mesa-Redonda: A Independência de Sergipe: discursos, histórias e memórias Prof. Dr. Cezar Alexandre Neri Santos (UFAL) – Coordenador da mesa

– Os muitos Sergipes: diversidade da economia regional e independência – Prof. Dr. Carlos de Oliveira Malaquias (UFS)

– A Independência de Sergipe e o Movimento de Construção de uma identidade: o caso da Cidade de São Cristóvão – Prof. Dr. Luís Siqueira (PMA/ PMI)

– A Construção da subalternidade administrativa da Capitania de Sergipe d’El Rei (1763-1808) – Prof. Dr. Wanderlei Oliveira de Meneses (SEED/PMI)

14h00 – Oficina de Cordel – Prof. de História e cordelista: José Antônio dos Santos (Zé Antônio)

16h – Conferência de Encerramento

Prof. Dr. Anderson Pereira dos Santos (IFS- Campus Itabaiana/CETAF- AJU) – coordenador
– Os nomes dos municípios de Sergipe: toponímia e sergipanidade – Prof. Dr. Cezar Alexandre Neri Santos (UFAL)

Fonte: PMA

Texto e imagem reproduzidos do site: infonet.com.br

segunda-feira, 14 de outubro de 2019

Livro ‘A Vida é um Trio Elétrico’ de Claudefranklin Monteiro



O professor, historiador e escritor lagartense, 
Claudefranklin Monteiro

Publicado originalmente no site da SEGRASE, em 14 de outubro de 2019

A Vida é um Trio Elétrico

O livro ‘A vida é um trio elétrico’ do professor, historiador e escritor lagartense, Claudefranklin Monteiro é a mais nova obra da Editora Diário Oficial de Sergipe – Edise.

O lançamento da obra acontecerá no dia 17 de outubro, a partir das 11h, no auditório da Sociedade Médica de Sergipe, durante a II Reunião de Congraçamento entre Instituições Científicas e Culturais da Bahia e de Sergipe. A Somese fica na rua Guilhermino Rozende, 426, bairro São José, em Aracaju (SE).

‘A vida é um trio elétrico’ é o primeiro de uma trilogia e uma espécie de ‘Chame Gente’, uma das canções do grupo. Esta publicação reúne algumas crônicas feitas entre os anos de 2009 e 2019 com o intuito abrir alas para outras duas produções.

Com uma temática cultural, o livro aborda a história da criação do trio elétrico, que está próximo de completar 70 anos. Tudo começou com os amigos Dodô e Osmar, que desde os anos 40, realizavam experimentos que deram na criação do pau-elétrico (segundo Aroldo Macêdo a primeira guitarra brasileira), assim desde 1950, o trio e a pipoca (nome dado a um grupo de foliões que vai atrás de um trio elétrico) fazem parte do carnaval de rua.

O professor Claudefranklin Monteiro é fã do trio elétrico Armandinho Dodô e Osmar desde 1982, mas só em 2010 conheceu o grupo. “Eles fizeram uma apresentação em Lagarto, por conta do aniversário da cidade em 2010, na ocasião Aroldo Macêdo contou que seu bisavó era lagartense, assumi um compromisso em averiguar a história. Em 2016 fui estimulado pelo amigo Anselmo Machado a fazer o pós-doutorado em Salvador. Tiver a oportunidade de ir à Salvador para conversar com o professor Milton Moura, assisti a um show dos Irmãos Macedo e resolvi trabalhar o pós-doc. a trajetória do trio elétrico em Salvador, a partir do grupo”, conta.

Claudefranklin ainda explica que a referência musical motivou no levantamento da trajetória do trio elétrico. “Percebi que os estudos sobre a temática são poucas e carecem de uma profundidade. Visto isso, quis aliar a ideia de fã e de historiador a fim de dar uma contribuição mais sistemática para o assunto”, explica.

O autor ainda ressalta a contribuição cultural que a obra traz para a sociedade brasileira. “O trio é um marco referencial da cultura brasileira, responsável pela criação do estilo musical ainda em evidência: a música trieletrizada. São poucas as referências musicais no Brasil que possui uma longevidade tão grande e que tenha feito tanta escola, a exemplo do Axé Music e outros ritmos baianos de feições nacionais”, destaca Claudefranklin Monteiro.

Para o presidente da Empresa de Serviços Gráficos de Sergipe - Segrase, Ricardo Roriz, lançar mais uma obra de contribuição cultural para a sociedade é muito importante. “Retratar a trajetória do trio elétrico faz com que mais pessoas conheçam a história de um veículo que leva tanta alegria não só durante o carnaval”, observa.

Claudefranklin Monteiro

O autor é natural de Lagarto - SE. É professor adjunto do Departamento de História da Universidade Federal de Sergipe. Pesquisador dos grupos de pesquisa Culturas, identidades e Religiosidade (UFS) e o Som do Lugar e o Mundo (UFBA). Integrante da Academia Sergipana de Letras, da Academia de Letras Brasil-Suíça e Sócio do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia e do Instituto Histórico Geográfico de Sergipe. Essa é sua segunda obra publicada pela Edise, a primeira foi ‘Contradições da Romanização da Igreja no Brasil: a festa de São Benedito em Lagarto (1771-1928)’.

Texto e imagens reproduzidos do site: segrase.se.gov.br

Opinião - Livro de Jorge Carvalho é sobre um MDB heroico


Publicado originalmente no site JLPOLÍTICA, em 11 de Out de 2019

Opinião - Livro de Jorge Carvalho é sobre um MDB heroico

Por Marcos Cardoso *

Sabe aquele dialeto que falamos em família, usando palavras ou expressões peculiares que tornam mais fácil identificar situações e coisas? O jeito de falar e o costumeiro vocabulário usado no ambiente tornam a comunicação mais direta e compreensível. Algo parecido se dá quando você tem contato com uma história que de alguma forma tem relação direta com a sua vida, uma história que conta aventuras e desventuras vividas no seu lugar e no seu tempo. Ainda mais quando personagens dessa história são pessoas com quem você ainda pode esbarrar e dirigir a elas um bom dia.

Essa é a primeira sensação que passa a leitura de “Memórias da resistência” (Criação Editora), livro recém-lançado pelo professor Jorge Carvalho do Nascimento, escrito para contar como foi organizada em Sergipe a oposição à ditadura que se implantou em 1964 e como os personagens dessa narrativa tornaram-se protagonistas, inclusive, talvez principalmente, porque tiveram como abrigo o guarda-chuva do Movimento Democrático Brasileiro, o MDB.

Como o autor reconhece, não é um estudo historiográfico no sentido estrito, mas um relato de memórias, de experiências vividas, muitas das quais contadas a ele próprio em entrevistas concedidas em 2008, quando Jorge Carvalho planejava lançar o livro. A bibliografia não é extensa, mas é densa a pesquisa na hemeroteca aos jornais sergipanos dos anos 60 a 80 do século passado. Leitura agradável, sem nenhuma intenção de suavizar a gravidade do tema.

O fio da meada foi puxado pelo jovem deputado federal José Carlos Teixeira, que vinha do PSD e contava apenas 30 anos de idade em 1966, quando o presidente Castello Branco extinguiu todos os partidos políticos e instituiu o bipartidarismo. Quase a totalidade da classe política e empresarial, inclusive os ex-governadores, à exceção de Seixas Dórea, todos oriundos da UDN, principalmente, e do PSD e PR, filiaram-se festivamente à Arena, o partido do governo militar. A imprensa também estava em peso do lado de lá.

Coube a José Carlos Teixeira juntar o que foi possível para formar o partido da oposição, o MDB. Militantes e poucos parlamentares do PTB e do PSB, alguns do PSD e do PR, além dos proscritos da esquerda, inclusive os comunistas do PCB, constituíram o núcleo inicial do novo partido, que contava com outros dois deputados federais, Ariosto Amado e Walter Batista, com apenas dois prefeitos do interior, cinco vereadores de Aracaju e nenhum dos 32 deputados da Assembleia Legislativa de então.

“Os que estavam enfrentando a ditadura no MDB naquela época eram os discriminados, os que não tinham direito a nada, os perseguidos, os chamados marginais para o regime militar”, recorda Jackson Barreto, que ingressou no partido no final dos anos 60, quando era estudante de Direito na Universidade Federal de Sergipe, e se tornou a principal liderança do MDB a partir da segunda metade dos anos 80.

Foi recorrendo à fundamental assistência do pai, o empresário Oviedo Teixeira, e dos irmãos da Norcon, pautado pelas próprias convicções e coragem, que José Carlos firmou-se como líder da resistência ao regime. Outros personagens importantes foram Jaime Araújo, Leopoldo Souza, Antônio Cabral Tavares, Umberto Mandarino e os irmãos Tertuliano e Guido Azevedo.

“Lembro de José Carlos Teixeira jovem, em 1966, lutando para organizar o Movimento Democrático Brasileiro. (...) Ele estava na Praça Camerino, sobre a carroceria de um caminhão, dando um discurso, conclamando a juventude a se filiar ao MDB. (...) A maioria passava, mas eu fui dos poucos que parou para ouvi-lo. (...) Eu fiquei observando a coragem daquele homem, fazendo aquela conclamação, criticando o governo”. Rosalvo Alexandre tinha 17 anos e era secundarista no Atheneu Sergipense quando presenciou a cena que definiu sua opção pela política.

Uma das maiores dificuldades do partido da oposição era organizar chapas para disputar as eleições. Quem conquistava algum mandato podia desenvolver alguma atividade política, mas a maioria dos profissionais e empresários evitava associar o nome ao MDB, temendo as retaliações que inevitavelmente sofreriam.

Daí a importância da participação dos estudantes, principalmente do curso de Direito, como Jackson Barreto, Jonas Amaral, João Augusto Gama da Silva, Wellington Mangueira, Benedito de Figueiredo, Wellington Paixão, Jackson de Sá Figueiredo e Abelardo Souza. A maioria deles tinha relação com o Partido Comunista. Ativos, eles levavam a pauta comunista para dentro do partido onde podiam atuar legalmente e agitavam a juventude refratária ao regime.

“Ele fez uma escola de políticos. Ele não deixou esmorecer, não deixou morrer a chama da esperança juvenil. Este foi o grande embate que a ditadura enfrentou em Sergipe. Mesmo tentando, a ditadura não conseguiu sufocar a esperança. Gente como José Carlos Teixeira não permitiu que isso acontecesse”, depõe Benedito de Figueiredo. Posteriormente, já no início dos anos 70, foi criada a Ala Jovem, agregando outros estudantes de Direito da UFS que também fizeram escola no MDB.

Em meio a pressões de todos os tipos, que incluíam desde violência física à cooptação dos seus quadros, o MDB sergipano conseguiu em 1974 um feito que marcou sua história e fortaleceu o partido na luta contra a ditadura: a eleição para o Senado do jovem médico João Gilvan Rocha, derrotando o ex-governador Leandro Maciel, da Arena. “Gilvan Rocha foi um senador brilhante, que ajudou a mudar a história política de Sergipe. Ele fez parte daquele grupo de senadores eleitos em 1974, criando o maior problema político para a ditadura militar”, lembra Jackson Barreto.

Em fevereiro de 1976, um grande revés: a Operação Cajueiro. Desde o ano anterior, a linha dura enrijeceu o regime e a ordem era dizimar o proscrito PCB, que continuava exercendo influência em diversos órgãos da sociedade e do Estado, mantendo representação nos parlamentos municipais, estaduais e federal, através do MDB. No bojo desse recrudescimento da onda anticomunista, foram assassinados nas celas do Doi-Codi, em São Paulo, o jornalista Wladimir Herzog, em outubro de 1975, e o operário Manuel Fiel Filho, em janeiro de 1976.

Na véspera do Carnaval, uma força especial vinda da Bahia, sob as ordens do general Adyr Fiúza de Castro, comandante da 6ª Região Militar, prendeu arbitrariamente 25 sergipanos. O quartel do 28º Batalhão de Caçadores foi palco de torturas. Foram processados com base na Lei de Segurança Nacional 18 dos presos, além do então deputado estadual Jackson Barreto.

Calejado na luta, o MDB tornou-se o avalista da campanha que culminou com a Lei da Anistia em 1979. Depois da reforma partidária, quando passou a se chamar PMDB, liderou a campanha pelas Diretas Já, que resultou na eleição (indireta) de Tancredo Neves em 1985.

“Foi o nosso coração, foi o nosso pulmão, foi sem dúvida alguma a porta e a janela que nós encontramos para poder respirar e para poder ter uma atuação capaz de suportar os anos de chumbo. O MDB teve um papel extraordinário na vida de muitas pessoas em Sergipe e no Brasil”, resume Jackson Barreto.

História de heroísmo, diferente da construída pelo sucedâneo PMDB, que passou quase ininterruptos 33 anos na cabine de comando do país, do marimbondo de fogo José Sarney ao oportunista Michel Temer. O partido que nasceu lutando contra o poder aprendeu a gostar do poder mais do que qualquer outro. Mas tem uma bela história que agora foi contada.

* É jornalista.

Texto reproduzido do site: jlpolitica.com.br

Ensaio fotográfico marca Dia Nacional da Pessoa com Deficiência Física

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Fotos: Pritty Reis

Publicado originalmente no site [se.gov.br], em 10 de outubro de 2019

Ensaio fotográfico marca Dia Nacional da Pessoa com Deficiência Física

Conselho Estadual da Pessoa com Deficiência e secretaria de Estado da Inclusão Social promovem ação de valorização e empoderamento

Celebrado neste dia 11 de outubro, o Dia Nacional da Pessoa com Deficiência Física foi comemorado pelo Conselho Estadual dos Direitos da PcD e pela secretaria de Estado da Inclusão Social com um belo ensaio fotográfico. O Parque da Sementeira serviu de cenário para sete modelos, cuja beleza e alegria foram captadas pela lente da fotógrafa Pritty Reis. A data comemorativa busca conscientizar a população sobre a necessidade de promoção de ações que garantam a qualidade de vida e a promoção de direitos das cerca de 13 milhões pessoas com deficiência física existentes no Brasil - segundo o último Censo do IBGE (2010).

Desde a sanção da Lei Nº 2.795 de 15 de abril de 1981, alguns avanços foram conquistados, como a obrigatoriedade de acessibilidade em hotéis e pousadas, assentos e vagas preferenciais em espaços como teatro e similares. Em Sergipe, outro avanço foi a gratuidade de acesso em espetáculos, shows, jogos de futebol, entre outros eventos. Mas muito ainda há por ser feito para garantir a igualdade de acesso e a inclusão efetiva desse público, tão expressivo. Nesse sentido, o ensaio, idealizado pelo Conselho Estadual dos Direitos da Pessoa com Deficiência de Sergipe (CEPcD), é justamente uma ação de valorização e empoderamento.

A jornalista Lucivânia Santos participou do ensaio, e destacou a importância de se destacar a beleza das pessoas com deficiência. “Nunca havia participado de algo assim. Pude expressar quem e como realmente sou. Saí da minha cadeira, subi numa árvore para fazer umas fotos diferentes e mostrar que não é porque ando de cadeira de rodas que não posso fazer isso. Esse ensaio serve para mostrar que a mulher com deficiência também tem sua beleza externa. Essa data comemorativa é muito importante para conscientizar a sociedade da necessidade de inclusão, já que todos nós somos iguais; apenas vivemos de maneiras diferentes”, relatou.

De acordo com o presidente da Comissão Estadual de Mobilidade e Acessibilidade (CEMA), Leonel Ferreira, é necessário que a lei seja respeitada. “Falar sobre o Dia Nacional da Pessoa com Deficiência Física é muito importante, pois nos dá forças para cobrar que sejamos respeitados e que respeitem a lei que nos protege. Nós precisamos andar despreocupados, com acessibilidade; pegar transportes coletivos com plataformas, mas isso parece estar cada vez mais distante. As coisas não podem ser feitas apenas em datas comemorativas, a acessibilidade, inclusão e igualdade devem ser contínuas”, pontuou.

Muito ainda deve ser feito para que se possa assegurar os direitos das pessoas com deficiência física e a igualdade de acesso a oportunidades, acessibilidade e mobilidade. A data estimula a conscientização de meios de inclusão das pessoas com deficiência na sociedade. Em Sergipe, das 518 mil pessoas que apresentam algum tipo de deficiência, mais de 100 mil possuem deficiência física.

Segundo o presidente do Conselho Estadual dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Antônio Luiz dos Santos, a todo momento, o Conselho luta para que o preconceito contra a pessoa com deficiência física seja vencido. “A luta é para que, além de vencermos as barreiras arquitetônicas, possamos vencer no tocante ao relacionamento interpessoal, afinal, pessoas - com deficiência ou não - são iguais. As pessoas com deficiência precisam ter seus direitos garantidos e, nesta etapa, o Conselho está promovendo o Selo de Acessibilidade Sergipano, que é uma ação para estimular os estabelecimentos comerciais a se adequar para o recebimento de pessoas com deficiência, como clientes e enquanto força de trabalho”, informou.

Texto e imagens reproduzidos do site: se.gov.br

quinta-feira, 10 de outubro de 2019

Li & Recomendo: "Pássaros do Entardecer"


Publicado originalmente no site do CINFORM, em 10 de outubro de 2019

Li & Recomendo: Pássaros do entardecer

Por: Edvar Freire Caetano

Autor: Antônio FJ Saracura
Editora: Infographics

Com meus escassos conhecimentos de literatura, permito-me afirmar que Antônio Saracura atingiu a maturidade na arte de escrever. Não sei por que essa leitura me fez associar “Pássaros do entardecer” ao romance de reconhecimento mundial “Almas mortas”, do russo Nikolay Gogol um dos mais consagrados de todos os tempos.

Reportei-me ao russo pela simplicidade em descrever, de forma cinematográfica, lugares, cenas e personagens que quase conseguimos ver e sentir. Vejo aí a maturidade do escritor itabaianense, debulhando na pena as aventuras de um homem comum, Zé de Ulisses, que decidiu conhecer o mundo que separava a sua Terra Vermelha do sonho de enricar em São Paulo, por décadas agarrado ao seu inseparável “caixão de europas” (Sua mala).

Nesse livro, querida leitora ou caro leitor, você vai viajar por dias e noites sem fim em pau-de-arara, por 4, 5, 6 dias de poeira, calor e frio até chegar no Eldorado de quase todos os nordestinos, São Paulo dos idos de 1950, 60, 70…

O casamento de Zé de Ulisses, com Zilda, companheira de fortunas e infortúnios, seus 9 ou 10 filhos, o reencontro com um filho que não conhecia, que apareceu décadas depois, fruto de uma aventura em uma viagem de pau-de-arara de São Paulo para Sergipe, quando namorou uma alagoanazinha. Por ela o nosso herói correu risco de morrer por vingança.

Devaneios, conquistas, perdas, riscos, tudo entranhado com histórias de amor e amizade, acertos de contas, traições… O personagem Omerin, poeta cordelista, sonhador incorrigível que encontra o amor de sua musa, a inatingível Branca, por conta de uma novilha parida e endiabrada que, estranhamente, permitiu que o poeta se aproximasse, acarinhasse e esvaziasse seus peitos doloridos.

O retorno de Zé de Ulisses para sua querida Itabaiana, o pioneirismo como primeiro plantador de batata inglesa em Sergipe, trazendo sementes de Santa Catarina, depois do Rio Grande do Sul, em incontáveis viagens de caminhão.

No crepúsculo dos seus anos, reencontros inimagináveis com companheiros de mocidade, a entrega do velho “caixão de europas” para a Casa de Cultura Nordestina, na Rua Sergipe, em São Paulo, criada por um pássaro de migração, seu amigo dos tempos de aventura, quando plantava roças de mandioca desbravando matas entre São Paulo e Paraná.

Pássaros do entardecer, um livro que você lê e fica com saudades: Li & Recomendo

Texto e imagem reproduzidos do site: cinform.com.br

REGISTRO: Elber Batalha de Goes lança biografia...


Publicado originalmente no site do Portal INFONET, em 9 de outubro de 2019

Elber Batalha de Goes lança biografia nesta quarta-feira, dia 09

O ex-vereador por Aracaju, Elber Batalha de Goes, lança nesta quarta-feira, 09 de outubro, o livro “Elber Batalha – Um Guerreiro Batalhador, Um Incansável Servidor Público”, de autoria do escritor Carlos Mendonça, imortal da Academia Sergipana de Letras.

Professor, desportista, advogado, defensor público e ex-vereador por Aracaju, o livro conta a biografia desta figura ilustre da cidade e que tantos serviços tem prestados ao povo.

O evento de lançamento será no Museu da Gente Sergipana, às 18h e 50% de toda renda arrecadada com a venda dos livros será destinada à Associação de Apoio ao Adulto com Câncer do Estado de Sergipe (AAACASE).

Fonte: assessoria de imprensa

Texto e imagem reproduzidos do site: infonet.com.br

quarta-feira, 9 de outubro de 2019

Economista Lion Schuster lança o livro “Pensadores Contemporâneos”


Publicado originalmente no site do JORNAL DA CIDADE, em 08/10/2019

Economista Lion Schuster lança o livro “Pensadores Contemporâneos”

Livro narra as memorias de Carlos Cruz, advogado aposentado pelo TCE

O economista e escritor Lion Schuster lança seu segundo livro “Pensadores Contemporâneos”, o livro narra as memorias de Carlos Cruz, que foi Advogado e agora é aposentado pelo Tribunal de Contas do Estado, onde desempenhou um primoroso trabalho. O livro conta sobre sua trajetória de vida, sua profissão, família, poesias e pensamentos!

O livro aborda também a sua trajetória profissional, além de também ser pecuarista Carlos Cruz já assumiu diversas funções em vários gestões do Estado. É conhecido por ter o melhor plantel do Estado da raça Nelore.  A obra não narra só sua história de vida, mas a importância mais e a sua influência direta e indiretamente para fomentar a política e a cultura de Sergipe.

O Lançamento acontece no dia 22 de outubro às 17h, no Museu Da Gente Sergipana, localizado na Avenida Ivo do Prado. Durante o evento acontecerá um concerto com a pianista baiana, Maria Luiza César Aragão. A entrada é gratuita e o livro estará à venda durante o evento.

Texto e imagem reproduzidos do site: jornaldacidade.net

domingo, 6 de outubro de 2019

Aracaju Parque Shopping







O Aracaju Parque Shopping é o mais novo e moderno
 shopping center do estado.

O empreendimento faz parte do Grupo ACF, e construído numa área de 70 mil m², em que brigará mais de 106 lojas dos variados segmentos na sua primeira fase de operação.

Grandes marcas nacionais fazem parte do mix de lojas, como: Renner, Americanas, C&A, Riachuelo e Le Biscuit, além de Mcdonalds, Bob`s, Burger King, O Boticário, Nagem, Di Santinni, A Cosmética, Ônix Joalheria, Esporte Fino Store, Safira Jóias, Laffer Kids, Grão Douro, Laffer, Cacau Show, Óticas Carol, Franci Color, Clínica Center Med e muitas outras opções.

O empreendimento, localizado num dos mais promissores vetor de crescimento da cidade de Aracaju-SE, possui ainda mais de 1.400 vagas de estacionamento, e serviços especiais como: Espaço Família, Bicicletário, Vagas Especiais, Wifi e muito mais.

Texto e imagens reproduzidos do site: aracajuparqueshopping.com.br

Novo shopping de Aracaju mantém Igreja...



Novo shopping de Aracaju mantém Igreja que é reaberta pelo Arcebispo Dom João Costa

Por Edmilson Brito

Uma antiga capela, que tem como padroeiro São João Batista, que fica nas dependências do terreno da antiga fábrica Sergipe Industrial, pertencente à família Franco foi mantida preservada mesmo depois da construção do novo shopping (Aracaju Parque Shopping), pois foi um pedido da Dona Maria Virginia Leite Franco, ainda viva, pediu para que a igreja nunca fosse demolida. O pedido foi acatado e a pequena capela continua de pé mesmo com a imponência e a grandiosidade do empreendimento comercial erguido na localidade.

O Arcebispo de Aracaju, Dom João José Costa, presidiu a missa de reabertura da capela após restaurada junto com a construção do shopping. A celebração ocorreu ao meio dia deste sábado, 5 de outubro, com as presenças dos Padres Rubem Gomes Barbosa, Vigário Forânio da Forania Rainha dos Profetas, Padre Marcelo Conceição, Coordenador de Comunicação da Arquidiocese, do Padre Anderson Gomes, Pároco do Bairro Industrial e com as participações de representantes da família Franco, religiosas e da comunidade em geral, que lotaram a pequena capela.

Dom João ressaltou o papel da Igreja na localidade e agradeceu a Família Franco por manter à capela de pé e reformada e pela parceria com a Igreja para que ela venha a funcionar. “Um espaço importantíssimo, porque aqui quem vem comprar, passear, também terá a oportunidade do encontro com Nosso Senhor Jesus Cristo. A presença de Deus em tudo é sempre muito valiosa, porque Deus deve estar sempre em primeiro lugar.  Por isso agradeço à família por manter esse pedido e continuar com a capela mesmo com a construção do shopping e por nos oportunizar em transformar esse local em ambiente de evangelização”, destacou Dom João.

Marcos Francos, um dos empreendedores do novo shopping, localizado entre a zona central da capital e o bairro industrial, demonstrou satisfação em manter a capela erguida. “Essa igreja é um marco da nossa família, que estava no terreno da antiga fábrica Sergipe Industrial e nós não podíamos deixar de reformar e manter ela, como sempre mantemos com missas. Falamos com a igreja, com o Bispo, e assim estamos concretizando essa realidade, pois sempre fomos de família católica e estamos realizando o sonho de minha vó Gina”, ressaltou o empresário.

O Coordenador de Comunicação, Padre Marcelo, ao final da celebração anunciou a programação inicial: “A capela será mantida aberta com a colaboração dos padres da forania Rainha dos Profetas, que tem à frente o Padre Rubens. A capela vai ter missa todos os dias, de terça a sábado às 17 horas, aos domingos às 11 horas. Às segundas terá um trabalho da comunidade Shalom, às quintas às 19h30, ficará a cargo do Grupo Mães Que Oram pelos filhos, aos sábados, às 16 horas, o Movimento Auxilia, que trabalha com a espiritualidade salesiana agregando os jovens”.

Texto e imagens reproduzidos do site: arquidiocesedearacaju.org

sábado, 5 de outubro de 2019

As segundas-feiras em Aracaju não são as mesmas depois do Ensaio Secreto


Publicado originalmente no site do JORNAL DA CIDADE, em 04/10/2019

As segundas-feiras em Aracaju não são as mesmas depois do Ensaio Secreto

Música, teatro, poesia, artes plásticas, e muito mais acontece no Ensaio Secreto, um sarau multicultural que reúne diversas pessoas todas às segundas-feiras em locais diferentes

Segunda-feira: primeiro dia útil da semana, depois de todos curtirem a balada do sábado e o descanso do domingo (não necessariamente nessa ordem), eis que tudo começa novamente. Existem até estudos científicos que explicam os diversos motivos que fazem com que a grande maioria das pessoas não simpatizem tanto com as segundas-feiras. Contudo, desde dezembro de 2015 os sergipanos ganharam um motivo especial para transformar esse dia tão temido da semana em algo libertador: o Ensaio Secreto.

Imagine iniciar o ciclo semanal compartilhando cultura, conhecendo novas artes e até mesmo se descobrindo artisticamente? É isso que vem ocorrendo todas as segundas-feiras, initerruptamente, no Ensaio Secreto, há quatro anos, em Aracaju. Na última segunda, 30 de setembro, o evento comemorou as 200 edições realizadas até hoje.

O Ensaio Secreto é um sarau multicultural que surgiu a partir dos encontros entre artistas sergipanos nos seus dias de folga. “A arte do encontro nos conduziu a mais pessoas se encontrarem numa segunda e rapidamente vimos que isso se tornou um evento. As pessoas começaram a pedir para levar um convidado, e percebemos muito rápido que era algo a ser partilhado. Já na terceira ou quarta edição tivemos noção que aquilo era um evento e que a função era desempenhar nesse público o despertar para a arte”, conta um dos idealizadores do Ensaio Secreto, o compositor, poeta, produtor cultural e consultor artístico, João Victor.

Além de música o encontro é marcado também por poesia, apresentações teatrais, debates, artes plásticas, e qualquer outro tipo de manifestação artística. Sem contar que, qualquer pessoa pode roubar a cena, basta querer. Segundo João, as intervenções podem ser realizadas por qualquer pessoa que queira expor sua arte, seja através da música, da poesia etc, durante o evento. 

A programação secreta só é revelada no ato do encontro, e o local é divulgado somente horas antes do início do evento. E é assim que vem acontecendo o Ensaio Secreto em Aracaju, um projeto que deu certo e já serve como modelo para outras cidades. Além disso, o evento também é beneficente. Para participar, o público deve contribuir com uma quantia em dinheiro e uma doação, que pode ser alimento perecível, brinquedos, livros etc.

“Quem se propõe a estar com a gente no ensaio, não vai estar pagando por um serviço. A pessoa vai estar tendo acesso a um conteúdo cultural que ela está colaborando para que aconteça. O acesso é feito mediante um valor e uma doação. Então o ensaio não se limita às segundas-feiras, nem ao segredo, nem a arte. Ele é como se fosse uma roda que gira, e que parte desse giro se completa com ação social, através do que a gente consegue arrecadar em cada edição”, explica João.

A partir do Ensaio Secreto outros projetos estão surgindo, a exemplo do Sarau Jardim, que terá a primeira edição neste sábado, 5, no Jardim Secreto. Os poetas João Victor e Pablo Valadares vão conduzir o primeiro Sarau Jardim, que também terá a participação de outros poetas.

Reportagem: Laís de Melo
Foto: Joyce Oliveira

Texto e imagem reproduzidos do site: jornaldacidade.net