sexta-feira, 1 de maio de 2015

Professor Luiz Alberto recebe homenagem

O reitor Antonio Antoniolli discursa na cerimônia.

Publicado originalmente no site do "Jornal do Dia", em 30/04/2015.

Professor Luiz Alberto recebe homenagem

Em uma cerimônia repleta de amigos, familiares e admiradores de suas ações, o gestor público, sindicalista, militante político, integrante das lutas sociais e professor Luiz Alberto dos Santos foi homenageado pela Universidade Federal de Sergipe (UFS), que batizou a Pinacoteca do Centro de Cultura e Arte de Sergipe (Cultart) com o seu nome. A solenidade aconteceu na noite de terça-feira, 28, quando passagens memoráveis da vida do professor foram relembradas com imagens e falas de personalidades que conviveram com ele.

A indicação para que o espaço fosse assim denominado partiu da pró-reitoria de Extensão, através da pró-reitora Conceição Almeida, que compreende que é a comunidade acadêmica da UFS que deve se sentir honrada por ter tido em sua história um professor como Luiz Alberto. "Ele contribuiu, durante toda a sua trajetória acadêmica e funcional, para o desenvolvimento da sociedade, principalmente trabalhando em favor das comunidades tradicionais", salienta.

O reitor Angelo Roberto Antoniolli destaca que pessoas como o professor Luiz Alberto se imortalizam não só por conta de suas obras, mas pela sua personalidade e compromisso com ideais raros nas sociedades modernas. "Tive a honra de conviver com esta pessoa e aprendi muito com ele. Espero que o seu exemplo e sua luta incansável por uma universidade pública de qualidade sejam resgatados ainda por muitas gerações", elogia.

Lembranças da família e dos amigos - Emocionado, Lealdo Andrade Santos, irmão do professor Luiz Alberto, fala sobre a reação da família com a homenagem. "Ainda estamos muito tristes pela partida do nosso Betinho, como o chamávamos. Ele foi uma referência na política, sempre sério, amigo, honesto. Como pai ele também foi excepcional para os seus dois filhos, Lucas e Leonardo. Faz um ano que ele foi para o céu, mas continua conosco nos iluminando. Tenho certeza de que ele está muito feliz por este reconhecimento da Universidade", sintetiza.
Em sintonia com este pensamento, Lucas de Menezes dos Santos, filho do homenageado, afirma que "toda a família está muito envaidecida com o tributo, pois foi para a UFS que o meu pai dedicou boa parte da sua vida".

Apolônio Xocó, amigo do professor e líder do grupo indígena Xocó, salienta a participação de Luiz Alberto no processo de reconhecimento de seu povo depois do processo de "dizimação e aculturamento" ocorrido ao longo de décadas. "Ele surgiu na vida do nosso povo quando era ainda jovem, junto com outros professores da UFS, fazendo um trabalho de formiguinha. Graças a ele e aos seus pares deixamos de ser um povo e passamos a ser uma nação. Tivemos a alegria de oferecer ao professor Luiz Alberto o título de Cidadão Indígena Xocó. Foi o único cidadão não indígena do país a receber uma honraria desta natureza", resume.

O professor mestre Luiz Alberto dos Santos faleceu no dia 12 de abril de 2014, em decorrência de um câncer no intestino.

Texto e imagem reproduzidos do site: jornaldodiase.com.br

Um Bispo a serviço dos pobres no norteste do Brasil


Publicado originalmente na Revista Rever, em 23 de abril de 2014.

Um Bispo a serviço dos pobres no norteste do Brasil.

O bispo dos operários e da educação de base entrava para a história do Brasil, escrevendo um capitulo fundamental no Nordeste pobre e resistente; crente e inquieto

Por Romero Venâncio*

Sai em muito boa hora o trabalho de pesquisa que consumiu alguns bons anos da vida do Padre Isaias Nascimento. Entre a labuta de pastor numa região pobre de Sergipe e o tempo de pesquisa, veio a lume um trabalho precioso: Dom Távora: o bispo dos operários, publicado pela Editora Paulinas. O livro escrito não apenas para reanimar a memória sobre o episcopado de Dom Távora a frente da arquidiocese de Aracaju (1958-1970), mas defender a tese de que ele foi na sua experiência episcopal “um homem além do seu tempo”, um exemplo para os dias atuais. Alentadora a esperança do Pe. Isaias. Os tempos da igreja católica atual são outros, sabemos todos.

O livro trabalha com um rico material de fonte, tais como: entrevistas; matéria de jornal; depoimentos de pessoas que conviveram com o “bispo dos operários”; trabalhos de pesquisa acadêmica sobre a igreja católica da época e a ditadura militar. Isto por si só, já justifica a leitura do livro. Informa-nos, sem apologia barata, a vida de um prelado e de sua atividade pastoral/política decisiva para um momento da igreja católica no Brasil e em Sergipe.

Uma afirmação presente no livro nos chama de imediato à atenção: Dom Távora, bispo da JOC e bispo do MEB. Duas organizações ligadas a igreja católica no Brasil de grande importância na visibilidade social da igreja no mundo moderno (tempos saudosos!). A juventude operária católica (JOC) foi parte integrante da Ação Católica brasileira, era uma espécie de movimento da classe operária urbana. Desde 1947 (quando chega ao Brasil) até o final dos anos 60, foi um dos movimentos mais importantes da igreja atuando no mundo do trabalho, junto a juventude operária pobre.

Numa época em que a maior parte da Igreja católica ainda se encontrava intimamente ligada ao Estado e as classes dominantes, a JOC ajudou a instituição a compreender e engajar-se nas necessidades e valores da classe operária e a importância de desenvolver práticas pastorais mais adequadas aos trabalhadores. Sob este aspecto, a JOC ajudou a transformar uma instituição sabidamente hierárquica, autoritária e indiferente aos movimentos de base ou de leigos. Nesse ponto o livro de pe. Isaias é exemplar: Dom Távora, antes o padre Távora esteve no inicio desse processo de criação da JOC brasileira e teve uma formação que lhe marcaria até o fim de seu episcopado em Sergipe.

Para nós fica aquela saudade de uma igreja que foi engajada numa prática pastoral que lhe mudou a fisionomia e a sua maneira de ser no mundo moderno. A JOC no final dos anos 50 passou a se envolver em questões políticas, iniciando-se uma rápida e profunda transformação de um dos mais importantes grupos leigos na igreja católica brasileira. Devido à crença da JOC, de que sua missão religiosa exigia uma atenção às questões políticas e sociais, ela estava aberta à influencia dos conflitos da sociedade como um todo. A politização da sociedade durante o final do período populista de Vargas levou a JOC a se identificar cada vez mais com a luta da classe operária e a ter uma participação mais ativa na política. Essa tendência foi reforçada pelas mudanças na igreja católica.

Durante o final da década de 50, embora a instituição ainda fosse conservadora, surgiram novos impulsos inovadores, apoiados pela CNBB e pelo saudoso Papa João XXIII. Essa situação ajudou a estimular as inovações pastorais entre as classes populares, incentivando assim as atividades progressistas. Um elemento desenvolvido pela JOC nos parece de importância fundamental para entender um rumo que a igreja tomava ao trabalhar com jovens operários: a preocupação com os problemas materiais da vida da classe trabalhadora substituiu a preocupação inicial com as tradicionais questões morais.

A JOC não mais via os problemas principais dos jovens trabalhadores como questão moral no sentido estrito, mas, sim, como questões políticas e econômicas. Ela se abriu a classe trabalhadora como um todo em vez de focalizar os jovens trabalhadores católicos. Numa só mudança de direção, a JOC relativiza o moralismo religioso e assume uma posição ecumênica no trabalho com jovens pobres. Tudo isso sem fazer com que a JOC continuasse profundamente religiosa. Talvez porque quanto mais a igreja católica entra na vida concreta dos pobres mais religiosa ele continua e o inverso também é verdadeiro: quanto mais espiritualista se torna a igreja, menos profética e mística torna-se essa mesma igreja. Fenômeno que assistimos hoje na igreja católica brasileira. Não são mais homens como Dom Távora ou Dom Helder ou Dom Pedro Casáldaliga que são modelos de profetismo e esperança, mas padres “cantores” e delirantes que adoram se banquetear com estrelas televisivas e ricos e ainda se colocam como esperança para um povo ainda pobre e espoliado pelo capitalismo.

Triste momento na rica religiosidade brasileira. Ganhamos em fanatismo e perdemos em profetismo. É por isso que o livro do Pe. Isaias, ao recuperar e atualizar a memória de Dom Távora, nos faz refletir sobre os rumos da igreja atual e se torna sinal para as ainda comunidades proféticas espalhadas por esse Brasil periférico a fora.

Um outro movimento importante na formação do Dom Távora foi o MEB, de saudosa memória nos anos 60. Em 1961, a CNBB decidiu assumir a experiência das escolas radiofônicas de Natal e estendê-las às regiões Norte, Nordeste Centro-Oeste. Surgia assim o Movimento de Educação de Base (MEB). Uma iniciativa fundamental naquele momento junto às classes populares do interior esquecido do Brasil, tendo em vista a promoção social em sentido pleno dos mais pobres. O grande pedagogo Paulo Freire ofereceu ao movimento o seu “método de alfabetização-conscientização”, fruto de uma iniciativa paralela na universidade de Pernambuco. Sua pedagogia do oprimido salientava o respeito pelas classes populares e por suas capacidades, iniciativa singular na pedagogia brasileira acadêmica, onde tínhamos uma escola ainda muito elitista e preconceituosa em relação a instrução dos pobres.

A educação de base pretendia ser integral. Não podia limitar-se às primeiras letras ou a noções de matemática. Sua meta era o desenvolvimento pessoal e comunitário, com instruções práticas no campo da saúde e da agricultura, incluindo princípios de democracia política e direito sindical. Devia, sobretudo, despertar e apoiar iniciativas locais capazes de preparar o caminho para a indispensável transformação social. Momento precioso da igreja católica no Brasil que é apaixonadamente recuperado pelo livro Dom Távora: o bispo dos operários. Era um momento em que a igreja católica na pessoa dos monitores do MEB deixavam de divulgar um anticomunismo maniqueísta e passavam a se dedicar ao processo de conscientização dos trabalhadores e trabalhadoras rurais, quer dizer, à criação dos estimulantes intelectuais necessários á descoberta, pelos oprimidos, da realidade da sua opressão, das causas econômicas e políticas desta opressão e dos meios de combatê-la.

Rico momento de reflexão teológico-política de uma igreja que cada vez mais descobria o sentido de ser cristão numa dimensão concreta da vida dos pobres e ficamos informados pelo livro do Pe. Isaias que o generoso bispo da arquidiocese de Aracaju participou ativamente desse processo de mudança por que passava o Brasil e a sua igreja. O bispo dos operários e da educação de base entrava para a história do Brasil, escrevendo um capitulo fundamental no Nordeste pobre e resistente; crente e inquieto.

No final do livro, o Pe. Isaias descreve a noticia da morte de Dom Távora em 3 de abril de 1970 de maneira poética e trágica. Estava partido deste mundo o bispo dos operários e da educação de base e a Arquidiocese se preparava sem se preparar para os primeiros passos de um processo de volta a “velha disciplina”. Uma onda de neo-conservadorismo iria se abater sobre a arquidiocese.

O sucessor de Dom Távora, de nome Luciano Duarte e aliado fervoroso da ditadura de plantão, iria desmobilizar toda a pastoral do bispo dos operários e da educação de base; iria isolar os amigos e colaboradores de Dom Távora e antecipando assim, uma linha que seria na década de 80 uma tônica da igreja católica no Brasil.

A geração de Dom Távora estava saindo do cenário da igreja para dar lugar a uma regressão sem precedentes no catolicismo brasileiro… Mas esse não é o tema da pesquisa do livro do Pe. Isaias. O pós-Dom Távora ainda espera ter o seu balanço merecido em Sergipe. Terminamos nossa breve resenha do marcante livro publicado pela editora Paulinas, citando uma nota no jornal católico A Cruzada do dia 4 de abril de 1970 e que define o cristão e a personalidade do bispo dos operários e da educação de base: “Se distinguia por uma bondade infinita que o levava a tornar-se tudo para todos, que a caridade como ele a entendia foi a tônica da sua vida”.

*Romero Venâncio é professor de Filosofia da Universidade Federal de Sergipe e Colaborador da REVER.

Texto e imagem reproduzidos do site: revistarever.com

segunda-feira, 27 de abril de 2015

Grupos folclóricos é a marca da cultura sergipana

Guerreiro é passado de pai para filho.

No Cacumbi apenas homens dançam.
Crédito das fotos: César de Oliveira.

Infonet - Verão Infonet - Acontece No Verão - 28/01/2012.

Grupos folclóricos é a marca da cultura sergipana
Ensinamentos das danças são passadas de pai para filho

As manifestações populares e as apresentações folclóricas são uma marca da cultura sergipana e estão atreladas ao cotidiano do estado. Mantendo a tradição cultural, um grupo de Guerreiro e outro de Cacumbi fizeram parte da programação da segunda noite do Verão Sergipe.

Segundo a coordenadora dos grupos folclóricos em Sergipe, Maurelina Santos o ‘Guerreiro’ formado por 30 pessoas e os ensinamentos são passados de pai para filho. “Como já é uma tradição eles se reúnem pelo menos uma vez por mês para ensaiarem, mas é uma pena que esse tipo de grupo está em extinção no estado”, lamentou.

O Guerreiro é composto por uma seqüência de cantos e danças que são apresentadas de acordo com os personagens de cada grupo, sendo um dos pontos culminantes a luta de espadas, travada entre o Mestre e o índio Peri. Os principais personagens do Guerreiro, além do Mestre, que comanda as apresentações, e do índio Peri, são: o Embaixador, a Rainha, Lira, o Palhaço e os Vassalos.Os instrumentos que acompanham o grupo são sanfona, pandeiro, triângulo e tambor. Destacam-se os trajes coloridos e ricamente enfeitados.

Já sobre o Cacumbi, Maurelina destacou o vestuário usado pelos participantes do grupo. “As roupas deles são diferenciadas e segue uma tradição da época colonial”, explicou apontando para as camisas listradas dos homens. Seus personagens são o Mestre, o Contra-Mestre e os dançadores e cantadores; o grupo é composto exclusivamente por homens. Os componentes vestem calça branca, camisa amarela e chapéus enfeitados com fitas, espelhos e laços.

A coordenadora de grupos folclóricos disse ainda que o ritmo é forte, o é som marcante e o apito coordena a mudança dos passos. Os instrumentos que acompanham o grupo são: cuíca, pandeiro, reco-reco, caixa e ganzá.

Por Viviane Cavalcante.

Texto e imagens reproduzidos do site: infonet.com.br/verao/2012

sábado, 25 de abril de 2015

As lições de Teresa

Minha mãe é uma pessoa de energia impressionante, de uma 
jovialidade que chama a atenção", descreve Rodrigo.

Publicado originalmente no site do Correio Web, em 18 de novembro de 2014.

As lições de Teresa.
Por Tereza Rodrigues.


Quem é a mulher, filha de comerciantes pernambucanos, que desbravou Brasília desde 1960. Ela cresceu com a cidade e, a despeito de todas as desventuras da vida, consegue manter a família desmedidamente unida

 “Pense numa pessoa de sorte. Essa pessoa sou eu”, resume Teresa Sobral Rollemberg, que, aos 83 anos, diz que sabe bem o que é felicidade. “Agradeço a Deus todos os dias pela família que tenho, os amigos, a saúde, a paz”, completa a mãe do governador eleito no Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg.  Ele é o oitavo de 15 filhos e agora se destaca em uma prole que já tem 110 membros, entre 42 netos, 18 bisnetos (sendo dois em gestação) e os agregados – que são incluídos na lista só quando formalizam o relacionamento. “Quando é namoro ainda não conta”, esclarece a matriarca.

Mas talvez sorte não seja a palavra certa para definir os motivos que levaram dona Teresa a ter uma vida exemplar e servir de inspiração para as dezenas de pessoas que convivem com ela todos os dias. Não é em destino que ela acredita, prefere dizer que é feita a vontade de Deus. Mas imediatamente concorda que, quando fazemos o bem, é o bem que retorna para nós: “Eu penso que não precisava de tanto mandamento, tanta lei, constituição: a principal é amar a Deus e ao próximo como a si mesmo”, diz.

A fé é, para ela, mais que uma virtude. É um direcionamento. “As pessoas deveriam fazer mais por amor, praticar a solidariedade. Quem me dera conseguir transmitir aos meus filhos o que eu sinto. É a coisa melhor do mundo confiarmos em Deus.” Mesmo que talvez não tenha ideia da dimensão do êxito nesta empreitada, sua parte ela faz, nas aulas de catecismo. Ela foi a professora de todos os filhos, netos e agora ensina aos bisnetos. A igreja, como instituição, não tem dúvidas de que ela instrui corretamente e reconhece a preparação para a Primeira Eucaristia, que acontece uma vez por semana no apartamento da família, na 206 Sul.

O netinho Renato Predrosa Rollemberg, de 9 anos, foi da última turma e comungou pela primeira vez em agosto. “Os encontros não eram chatos, não, eu gostava mesmo. A gente ouviu as histórias desde que Jesus nasceu até quando ele foi para a cruz. Agora eu gosto mais de ir à missa, porque entendo o que o padre fala”, conta. Na inocência de criança, quando é perguntado o que mais ele aprendeu com a avó, a resposta vem logo: “Ela diz que não posso brigar com os primos e que devo respeitar os mais velhos”. E completa, com ar de maturidade: “Queria ter com os outros o mesmo carinho que ela tem com a gente. Ela é muito legal.”

Os valores, dona Teresa diz que aprendeu com os pais. A família de comerciantes de hábitos simples se criou em Aracaju e sempre foi muito unida, apesar de bem menos numerosa que o núcleo que ela formou posteriormente – são três irmãs e um irmão, já falecido. As duas mais velhas moram em Aracaju e a mais nova em Brasília. Elas se visitam com frequência e costumam viajar juntas para fora do Brasil. A caçula Fernanda Sobral tem 65 anos e diz que “Tetê” é a sua “irmãe”: “Nasci quando mamãe já tinha 47 anos, e Tetê cuidou muito de mim, sempre foi presente e protetora, na medida certa. Os meus dois filhos são como netos dela”, diz. Fernanda veio para Brasília em 1972 e só se mudou do apartamento da irmã quando se casou, cinco anos mais tarde.

O jeito agregador de Teresa não incomoda os fiéis funcionários da casa, que já se acostumaram com o movimento. A cozinheira mais antiga, Maria, está há 45 anos com ela. Marineuza, que está há 37, e Solange, com 10 anos de casa, dividem-se nas faxinas. “Fazemos tudo do jeito que achamos que precisa fazer, ela não chama a atenção, não coloca defeito nas coisas. É muito educada”, conta Marineuza.  Maria tem fama de fazer milagre, já que os almoços servem 20 ou 40 pessoas, todos os dias: “Ela não deixa faltar e muito menos desperdiçar, não sei como consegue isso”, elogia a patroa. “Não tem segredo, vou vendo o movimento da casa. Sai um, chega outro... eles vão comentando quem vai vir e eu faço um tanto que vai dar para todo mundo”, resume Maria, que tem um fogão “comum” – só as panelas são maiores do que as de casas pouco movimentadas.

O motorista Luiz Ailton dos Santos trabalha para a família há 24 anos e diz que todos são muito bons e respeitosos com ele. E não reclama de não parar quieto: “Busco um neto, levo um filho, vou atrás de uma encomenda e acho muito bom. Tenho admiração por todos eles.” Hoje o carro é um Palio Weekend, porque Teresa gosta de espaço – mas, como se vê, é bem modesta –, entretanto, quando Ailton chegou, eram três veículos: Ailton dirigia um, ela dirigia outro e o marido, dr. Armando, outro. “Não dava para levar todas as crianças para o colégio em um carro só, seriam várias viagens”, diverte-se Ailton.

São muitas as histórias desde a infância em Aracaju até a chegada a Brasília e dona Teresa adora contar os detalhes delas. “Eu sempre quis ter muitos filhos. Mamãe dizia que nos meus desenhos vínhamos eu, o marido e 12 filhos. E olha que vieram três de sobra!”, conta, às gargalhadas.  “Lembro que já mocinha, terminando o curso Colégio Sacre-Coeur, no Alto da Boa Vista, fui de férias para casa e falei: ‘Mamãe, reze para eu arranjar um marido, porque, se eu não me casar, vou fazer um berçário aqui mesmo na sua garagem’. Era como uma meta”. Nas férias seguintes, Teresa conheceu Armando Leite Rollemberg, de uma família de políticos tradicionais em Sergipe, e nem quis mais dar continuidade aos estudos: “Terminei o ginasial e parei, porque sabia que meu destino era outro, era ser mãe”, conta.

Ao longo de um ano eles namoraram, noivaram e se casaram, ela com 19 e ele com 29. E a diferença na idade nunca foi problema, mas os ideais... quase. “Um dia eu contei que queria ter 12 filhos e ele ficou oito dias sumido. Quando reapareceu, perguntou se eu tinha pensado direito naquilo. Eu disse que sim, mas que não tinha mudado. Aí ele acabou se acostumando com a ideia. Mas nunca me cobrou nada, justiça seja feita!”

Os primeiros seis meses de casamento, em meio à campanha vitoriosa do marido para deputado estadual, foram uma eternidade para a mulher que sonhava em começar a se perpetuar. Em uma viagem para o interior de Sergipe, para acompanhar a contagem dos votos, ela confidenciou a uma tia que achava que estava demorando a engravidar. Recebeu o conselho de fazer uma novena para Santa Terezinha do Menino Jesus e ali mesmo começou a direcionar as preces àquela que viria a ser sua santa protetora. “Eu não sabia que ela era tão milagrosa e que, quando atende, o sinal é a pessoa ganhar uma rosa. Pois você não acredita que um dia, no meio da novena, eu fui atravessar a rua e me deparei com uma moça que me entregou umas flores dizendo que ia viajar e não podia levar no ônibus. Não sei nem como eu tive pernas para voltar para a casa de minha tia. Sabia que era o começo da realização do meu sonho. E não deu outra. Saí de lá grávida, acredita?”, narra.

Dos 20 aos 40 anos, Teresa engravidou 15 vezes e todos os partos foram normais. “O marido depois dizia para eu pedir a Santa Terezinha para dar uma pausa”, diverte-se. Mas ela só parou quando teve uma hemorragia forte e o médico disse que se ela não fizesse a ligadura das trompas, ele não seria mais o médico dela.

Interessante que as dificuldades para criar uma família tão numerosa nunca foram empecilho para ela acompanhar o sr. Armando nos projetos de vida dele – o companheirismo e a cumplicidade eram mútuos. Quando ele foi eleito deputado federal, todos se mudaram para o Rio de Janeiro e, mesmo não gostando da “cidade grande”, Teresa não se queixou de morar lá por cinco anos. “Cheguei com quatro filhos e saí com oito”, destaca.

“Quando Juscelino começou a anunciar que Brasília ia ficar pronta, a gente já deslumbrava o paraíso para se criar família grande. Uma cidade mais calma, com tudo perto, escolinha, supermercado. E isso aqui parecia uma grande fazenda, mas com uma estrutura ótima. O apartamento é excelente até hoje, olhe só! Fiquei apaixonada pela cidade e até hoje sou uma grande admiradora de Juscelino, Lucio Costa e Niemeyer. Não me canso de dizer.”

E dona Teresa se lembra com vivacidade de quando Armando foi nomeado pelo presidente João Goulart a ser ministro do Tribunal Federal de Recursos, hoje Superior Tribunal de Justiça (STJ). “Chegamos muito animados. O baile de gala da inauguração da cidade foi inesquecível.”

Os 28 anos de serviço público do marido renderam conforto, conta ela, mas luxo não: “Nós nunca precisamos disso, sempre fomos simples e passamos isso para os filhos. Lembro que uma das coisas difíceis naquela época era ter lençóis sempre limpos para tantas beliches e bicamas. E um dia chegou uma encomenda para o Armando que resolvi abrir. Eram lençóis ótimos, de algodão, e eu fiquei numa felicidade só. Lembro até do cheiro. Mas quando ele chegou em casa, ficou admirado e guardou tudo de novo na caixa, disse que ia devolver porque aquilo não era certo. Não gostava de receber presentes de quem ele não conhecia.

Tempos depois, ele me mostrou no jornal um nome: o remetente da encomenda estava sendo julgado e nós ficamos aliviados por não  ter aceitado”. A fama de “durão” do sr. Armando atravessou os tempos de ditadura e o acompanhou até sua morte, em 1994 – um duro golpe da vida para a mulher que se diz apaixonada por ele até hoje, e por isso nunca deixa de vestir pelo menos uma peça de roupa preta para simbolizar o luto.

A ética do pai é inspiração para todos, principalmente para o filho Rodrigo, que a partir de 1º de janeiro estará no cargo mais alto do governo do DF. Ele sempre contou com o apoio e os conselhos da mãe em sua carreira política (leia mais na página 78) e, não por acaso, o QG da campanha foi o apartamento dela, onde aconteciam reuniões, eram concedidas entrevistas e, claro, havia sempre um almoço gostoso e quentinho (para ele e para quem mais estivesse junto) qualquer dia da semana. “Minha mãe é uma pessoa de energia impressionante, de uma jovialidade que chama a atenção. Vai fazer 84 anos em janeiro e está sempre alegre, é festeira”, descreve Rodrigo.

Ele não se esquece da mensagem deixada por dona Teresa no caderninho que circulou entre amigos na primeira campanha que participou, em 1990, para o cargo de deputado distrital. “A primeira escrita foi dela: ‘Quem não vive para servir não serve para viver’. Vou carregar isso comigo para sempre”, conta o político, qualificado como um “idealista” por uma mãe que não gosta de falar em “poder”.

No dia em que Teresa foi à igrejinha de Nossa Senhora de Fátima fora do horário da missa que frequenta todos os dias para fazer algumas das fotos que ilustram esta reportagem, uma cena retratou bem seu pensamento em relação à política. Uma conhecida lhe deu um abraço para felicitar: “O nosso menino ganhou a eleição”. Ela agradeceu as orações que sabia que tinham sido feitas e pediu que não baixasse guarda: “Agora vamos rezar para ele fazer um bom governo.”

No começo da campanha, a mãe acompanhava tudo – lia as notícias sobre Rodrigo, assistia aos programas na TV, vibrava e torcia para que tudo acontecesse da melhor maneira possível. Mas na reta final ela decidiu não assistir mais aos debates, nem se deixar envolver com o tom agressivo que o envolveu.  “Eu ficava numa ansiedade tão grande... foi horrível”, resume. E logo já muda de assunto, arruma outra história para contar.

De onde estiver, o sr. Armando deve estar acompanhando os passos da família Rollemberg. É que ele é até hoje um confidente de tudo o que dona Teresa sente, gosta, se preocupa ou deseja. Ela escreve para ele (“na verdade, escrevo para mim mesma”, diz em seguida) quase que diariamente e já está no 17º diário – que prefere chamar de “caderno”. O primeiro ela intitulou Meus desabafos e atualmente escreve O que será que Deus quer de mim?. “Tenho um compromisso de só dizer a verdade, de coração, registrar o que eu sinto naquele momento. Porque senão eu esqueceria, né?”. De tempos em tempos, ela imprime algumas cópias e distribui a familiares e amigos.

A neta Gabriela, de 31 anos, é uma que espera ansiosamente para ler tais textos. “Eu adoro, porque me sinto mais próxima dela. Na correria do dia a dia, mesmo que a gente se veja sempre, não dá para acompanhar tudo. E é legal porque ela narra com uma fidedignidade incrível”, diz. Para a advogada, um diferencial da avó é ser uma pessoa agregadora, já que ela consegue dar atenção para todos, demonstrar que gosta, que todo mundo é especial: “Não é fácil manter uma família deste tamanho tão unida.”

E não são poucos os “segredinhos” para conseguir tal feito. Um deles é fazer o tradicional amigo-oculto de final de ano surtir efeito o ano todo com um método que a família chama de “protetores e protegidos”. Eles sorteiam o nome da pessoa que vão proteger ao longo do ano seguinte e têm de dar uma atenção maior para ela em ocasiões especiais, como na Páscoa e no aniversário, por exemplo. Com isso, alguns até desconfiam ser protegidos daquele primo, ou da tia, ou do filho, mas na hora da revelação, no Natal, há sempre surpresas e acaba virando um momento de festa e alegria.

A boa memória de dona Teresa também é sempre citada como um caso fora da linha. De fato, ela não confunde nomes – como tantas avós na idade dela –; guarda datas e locais em que fotos antigas foram tiradas; telefones das pessoas mais próximas ela sabe de cor (quem consegue isso depois da popularização dos celulares?) e os aniversários dos familiares nunca passam em branco. “Ela sempre liga, dá presente, escreve cartão”, descreve Gabriela.

A modesta Dona Teresa diz que não é para tanto: “Eu anoto no calendário e não gosto quando eles deixam para comemorar em outro dia da semana, porque acaba embolando. Tem mês que é complicado, viu?”, ri. E conta que há alguns anos decidiu dar de presente um certo “envelopinho colorido” com quantias determinadas para cada idade que o aniversariante vai completando. “Eu sempre ia na rua comprar presente, mas a moda vai mudando, os gostos das pessoas também, e eu acabava errando. Aí decidi dar dinheiro e cada um compra o que preferir. Quando é dos pequenos, eu entrego o envelopinho para os pais. E tem também envelopes para festividades, como nascimento de um, casamento de outro”, detalha.

A internet é hoje uma grande aliada e dona Teresa adora ter notícias das pessoas que gosta por e-mail. Criou perfil no Facebook, usa o WhatsApp para conversar com os filhos e paga todas as contas pelo computador. E não se considera moderna, diz que é “prática”. Logo que ficou viúva, há 20 anos, ela precisou se inteirar de todas as responsabilidades antes assumidas pelo sr. Armando: “No começo achei muito difícil, era muita coisa, mas depois me adaptei”, responde, citando o nome do marido sempre que é perguntada sobre as lições que a vida ensina.

Um compromisso que assumiu com gosto foi cuidar das terras que a família tem perto de Formosa, a 74 km de Brasília. Junto com outras 14 pessoas (sócias), dona Teresa investiu há oito anos na plantação de tecas para fazer o que chama de poupança verde. A árvore, que depois de duas décadas atinge o preço de madeiras nobres, não requer grandes cuidados, mas dá a ela um “prazer enorme” visitar os 70 mil pés rotineiramente. “Vou lá pelo menos uma vez por semana, passo de carro entre as plantas e me inteiro com o gerente se não está faltando nada na fazenda. Porque temos um gadinho também”, simplifica. De lá, ela passa ainda no Vale das Palmeiras, outra propriedade da família, na mesma região, para ver se não está faltando nada e para tomar seu tradicional banho de ducha. “Temos uma água maravilhosa lá. Milagrosa. É muito raro eu resfriar, mas, quando isso acontece, vou tomar banho no Vale das Palmeiras e melhoro”, conta. Ninguém se assusta de ver uma senhora nesta idade embaixo da água fria, no inverno ou no verão, porque, na verdade, tomar banho frio é um hábito de dona Teresa. Para ela, este é, inclusive, um dos segredos da saúde de quem não sente dores e não toma remédio nenhum, nem para dormir, e está sempre de alto-astral. “Não faço previsão de quantos anos vou viver, mas quero que ainda sejam muitos. E tem uma oração que rezo todos os dias para que, enquanto eu tiver perna, braço e cabeça, Deus me deixe aqui. No dia que falhar uma dessas coisas – nisso eu sou muito egoísta – me leve ligeiro. Basta falhar uma e eu não vou mais querer viver.”

Os cuidados estão na alimentação (o leite é de soja, doces e frituras são raríssimos e todos os dias ela come um ovo caipira cozido na água, diversas frutas e pelo menos uma raiz pela manhã – macaxeira, inhame ou batata-doce); e nos exercícios físicos. Teresa faz questão de caminhar 40 minutos todos os dias e, enquanto assiste ao Jornal Nacional, faz uma série de ginásticas que ela aprendeu com as fisioterapeutas da Rede Sarah, enquanto seu filho Ricardo esteve internado lá. “Em tudo eu aprendo alguma coisa boa para mim”, cita, antes de entrar no assunto doloroso que é a perda de um filho.

Ricardo, o sexto descendente, sofreu um acidente de carro quando tinha 17 anos e ficou internado por muitos meses. Teve uma recuperação longa e difícil, mas, contrariando as previsões dos médicos, ficou bom. Veio a falecer há dois anos, de leucemia. A outra perda irreparável desta mãe foi quando morreu a bebê Tereza Cristina, que teve uma alergia ao remédio aplicado depois de uma cirurgia. “Deus quis assim”, resume ela. Para compensar a dor, a filha que gerou em seguida recebeu o mesmo nome e vestiu as mesmas roupinhas até o batizado.

Ninguém costuma questionar as decisões de uma mulher de tanta fibra e personalidade, como é o caso de Teresa Rollemberg. A irmã Fernanda conta que nem nos momentos de dor ela fraqueja. “Tetê vê que todo mundo precisa dela e então se fortalece. Isso nos aproxima muito”, diz. De fato, ao redor da matriarca estão todos os 13 filhos vivos, e grande parte deles faz vizinhança em um grande condomínio no Park Way. Poucos netos moram fora de Brasília e praticamente a família inteira viaja junto logo depois do Natal para as sagradas férias em Aracaju. Neste ano, no entanto, há consenso entre os membros de que o descanso poderá vir somente depois de formalizar um dos maiores desafios de toda a linhagem Rollemberg: a posse do oitavo filho de dona Teresa e sr. Armando – Rodrigo tem a missão de não borrar a impressionante história escrita até aqui.

Texto e imagem reproduzidos do site: sites.correioweb.com.br

Postagem originária da página do Facebook/MTéSERGIPE.

sexta-feira, 17 de abril de 2015

Pesquisa liderada pela cientista sergipana, Marina Caskey

Cientistas brasileiros reproduzem anticorpo capaz de neutralizar HIV.
A pesquisa foi liderada pela cientista sergipana, Marina Caskey
Foto: Reprodução/Jornal Nacional/Rede Globo.

Luiz Antônio Barreto é homenageado pela CMA

Foto: divulgação.

Infonet - Cultura - Noticias - 15/04/2015.

Luiz Antônio Barreto é homenageado pela CMA
Homenagem foi realizada na manhã desta quarta-feira, 15

Em Sessão Especial realizada no Plenário da Câmara Municipal de Aracaju (CMA) na manhã desta quarta-feira, 15, os vereadores homenagearam o saudoso jornalista, filósofo, sociólogo, historiador, escritor e imortal da Academia Sergipana de Letras e da Academia Brasileira de Filosofia, Luiz Antônio Barreto, falecido em abril de 2012. A autoria do requerimento para a homenagem foi do presidente do Legislativo de Aracaju, Vinícius Porto (DEM).

A Sessão Solene foi presidida pelo vereador Pastor Roberto Morais (SD) e contou também com as presenças dos vereadores Lucas Aribé (PSB), Max Prejuízo (PSB), Emmanuel Nascimento (PT), Nitinho (DEM), Bertulino Menezes (PSB) e Anderson de Tuca (PRTB).

O presidente da Associação Sergipana de Imprensa, Cleiber Vieira, foi o primeiro orador da solenidade que reconheceu a trajetória de Luiz Antonio Barreto. “Um amigo fiel é o melhor remédio que alguém encontra na vida. Luiz Antonio Barreto, além de jornalista, atuou também em vários campos da cultura sergipana e brasileira. Foi único nome sergipano a fazer parte da Academia Brasileira de Filosofia. Luiz não foi apenas um agitador cultural, como muitos dizem, mas um notável idealizador da cultura brasileira. Daí a grandeza de sua alma, calmo e revelador de sua finura. Foi um homem imbuído de total espírito público e portador de uma prosa natural e fluente”, falou Cleiber.

O desembargador e irmão do homenageado, Artêmio Barreto, agradeceu as muitas e emocionantes homenagens. “Agradeço a todos e aqui, o faço em nome da família. Primeiro agradeço a Câmara de Vereadores, que indicará o nome de um logradouro público, para que seja um ponto de referência desse homem que muito fez pela cultura sergipana. Luiz Antonio, com seu coração magnânimo, sempre procurou fazer o bem a todos. Agradeço também ao professor Joubert Uchôa por adquirir e conservar o acervo de Luiz Antonio Barreto, o qual servirá à sociedade como um todo. Parabenizo ao presidente dessa Casa, Vinícius Porto, e aos demais vereadores por essa homenagem.

Entre as diversas homenagens, o discurso do vereador Emmanuel Nascimento também de. “Vamos estudar, junto com os demais colegas parlamentares dessa Casa Legislativa, uma forma de criarmos um prêmio denominado Luiz Antônio Barreto, como uma forma de reconhecimento desse parlamento a esse importante homem sergipano. Essa não é uma homenagem política, mas justa a uma pessoa que muito contribuiu em benefício de toda sociedade aracajuana e sergipana”, falou o parlamentar.

Histórico

Luiz Antonio Barreto nasceu no município de Lagarto, no dia 10 de fevereiro de 1944, filho de João Muniz Barreto e Josefa Alves Barreto. Fez o curso primário na Escola Rural em Pedrinhas e o ensino médio no Colégio Tobias Barreto, em Aracaju. Vítima de perseguição política, sua família morou em diversos municípios de Sergipe, da Bahia e ainda na cidade do Rio de Janeiro.

Jornalista e historiador, estudou Direito nas Faculdades de Direito de Sergipe, em Aracaju, e na Nacional, do Rio de Janeiro, assim como cursou a Escola Nacional de Música, também no Rio de Janeiro. Como jornalista exerceu atividades de repórter, colunista, redator, diagramador e secretário de redação dos jornais sergipanos Correio de Aracaju, Folha Popular, Gazeta de Sergipe, Sergipe Jornal e A Cruzada, no período de 1959 a 1971. Foi diretor da Revista Perspectiva (1966-1967) e colaborador de vários periódicos de Aracaju, Salvador, Recife, Rio de Janeiro, Teresina, Porto Alegre, Maceió, e da revista Il Moderno, de Milão, na Itália. Também foi colunista do Portal Infonet.

Atuou nas áreas de educação, cultura, história, comunicação, literatura e folclore, exercendo cargos em instituições públicas e privadas, entre os quais o de assessor Cultural do Instituto Nacional do Livro (INL) e Diretor da Organização Simões, Editora, ambos no Rio de Janeiro; diretor da Galeria de Artes Álvaro Santos, em Aracaju; chefe da Assessoria Cultural da Secretaria da Educação e Cultura do Estado de Sergipe; secretário da Educação e Cultura de Aracaju; superintendente de Documentação da Fundação Joaquim Nabuco, Recife (1987-1989); diretor Cultural da Fundação Augusto Franco, Aracaju; assessor da Presidência da Confederação Nacional da Indústria; diretor do Instituto de Filosofia Luso-Brasileira (Portugal); diretor do Instituto Tobias Barreto.

Com informações da CMA.

Texto e imagem reproduzidos do site: infonet.com.br/cultura

sábado, 11 de abril de 2015

Sergipana está entre cientistas que conseguiram criar anticorpo para HIV

Foto: Reprodução/TV Sergipe.

Publicado originalmente no site Do G1 SE, em 09/04/2015.

Sergipana está entre cientistas que conseguiram criar anticorpo para HIV
Anticorpo tem a capacidade de neutralizar o HIV e reduzir a carga do vírus. Pesquisa injetou uma dose do anticorpo ‘3BNC117’.

A Sergipana de Aracaju, Marina Caskey, é uma das integrantes de um grupo de cientistas que conseguiu criar um anticorpo, capaz de neutralizar o HIV e reduzir a carga do vírus a níveis baixíssimos.

Marina se formou na Universidade Federal de Sergipe e ao se casar com um americano foi morar no Estados Unidos.

A pesquisa foi realizada na universidade Rockfeller em Nova York (EUA) e injetou uma dose do anticorpo ‘3BNC117’ em 17 pacientes Soropositivos e 12 Soronegativos.

Nos portadores de HIV, em uma semana a quantidade de vírus no organismo caiu em até 99%. Mas o efeito não foi duradouro. Como normalmente o corpo humano não consegue produzir esse anticorpo o vírus gradualmente voltou.

Nas pessoas soronegativas, o objetivo foi verificar se haveria alguma reação prejudicial ao anticorpo, o que não aconteceu.

"A gente está mostrando pela primeira vez que essa classe de drogas tem atividade em pessoas com HIV sem tratamento", explica Marina.

Texto e foto reproduzidos do site: g1.globo.com/se/sergipe/noticia

Morre Xaxado: comerciante antigo e folclórico de Aracaju

Foto: Arquivo Portal Infonet

Infonet - Cultura - Noticias - 10/04/2015.

Morre Xaxado: comerciante antigo e folclórico de Aracaju
Xaxado tinha problemas cardíacos e faleceu aos 71 anos

Morreu aos 71 anos, Paulo Ferreira, conhecido como Xaxado. O corpo do comerciante foi sepultado na manhã desta sexta-feira, 10, no Cemitério São João Batista, em Aracaju. Ferreira sofria de problemas cardíacos e no fígado e faleceu na noite da última quinta-feira, 9. Xaxado, estava internado há cerca de 15 dias, no Hospital Regional José Franco, em Nossa Senhora do Socorro.

Xaxado era conhecido pela sua habilidade com a sanfona e com o reisado. Era também um dos comerciantes mais antigos do Centro da capital sergipana. Ele deixa sete filhos e uma irmã.

(Confira o vídeo da matéria postado abaixo, no espaço 'comentar').

Texto/vídeo e imagem reproduzidos do site: infonet.com.br/cultura

quinta-feira, 9 de abril de 2015

Cortejo folclórico abre a programação da Aldeia Sesc

Foto: Ascom Sesc/SE.

Infonet - Cultura - Noticias - 06/04/2015.

Cortejo folclórico abre a programação da Aldeia Sesc
Abertura com cortejo ''Pisa Maneiro, Folia e Outras Danças''

De 16 a 25 de abril a Aldeia Sesc de Artes irá girar pelos quatro cantos da cidade, levando espetáculos de dança, teatro, circo, música, literatura, cinema e exposição. Todas as apresentações serão gratuitas e acontecerão em espaços públicos da capital, interior sergipano e Unidades do Sesc.

Esse ano quem abre a programação é o cortejo “Pisa Maneiro, Folia e Outras Danças”, com a presença de 15 grupos folclóricos. A concentração está marcada para as 14h, na praça central do mercado Albano Franco. O cortejo irá percorrer as principais ruas do centro comercial de Aracaju.

Além de apresentações a Aldeia Sesc de Artes também irá promover oficinas de ritmos e literatura de cordel, curso de produção musical, oficina de técnicas circenses, oficina de técnicas de bonecos com a Cia. Catibrum (MG) e Workshop com a Cia. Vigor Mortis (PR).

As inscrições para as oficinas podem ser feitas nas centrais de atendimento do Sesc e a programação completa da Aldeia Sesc de Artes está disponível no site. Mais informações 3216-2726.

Fonte: Ascom Sesc.

Texto e imagem reproduzidos do site: infonet.com.br/cultura

sábado, 4 de abril de 2015

Vendas de Bonecos de Judas

Foto: Portal Infonet.

Infonet - Cidade - Noticias - 03/04/2015.

Vendas de Bonecos de Judas movimentam a Zona de Expansão
Bonecos são vendidos com preços entre R$ 30 e R$ 60

Os bonecos de Judas são atração na rodovia Melício Machado, zona de expansão de Aracaju. Todos os anos, famílias da região confeccionam e vendem os bonecos, que são usados na malhação do Judas, que acontece, tradicionalmente, no Sábado de Aleluia.

Quem passa pelo local pode encontrar bonecos dos mais diversos preços. O valor vai de R$ 30 [bonecos mais simples] a R$ 60 [para os bonecos de maior qualidade].

Adelmo Quirino é morador da região e aproveita a época para trazer uma renda extra para a sua família. Há seis anos, ele produz e vende os bonecos de judas com a ajuda de familiares. Com o crescimento da concorrência, este ano, a produção dele foi de apenas 40 bonecos, número que na visão dele, será vendido rapidamente. “Aqui vem turista, pessoas da região e principalmente do interior do estado, que vem especialmente para buscar os bonecos”, conta.

As expectativas também são boas para Dulvyane Santos, que há cinco anos, vende os bonecos. “Acho que as vendas serão boas. Fizeram vários pedidos, e nós caprichamos. Quem gosta, compra”, comenta.

Tradição

A malhação do Judas ocorre nos bairros da capital. Crianças, jovens e adultos amarram o boneco nos postes ou pedaços de pau. Em seguida, todos se juntam e começam a bater com socos e pauladas o ‘traidor’, até que os pedaços se soltem, simbolizando a morte de Judas.

A tradição consiste em queimar o boneco em praça pública simbolizando a queimação de Judas Iscariotes, discípulo que traiu Jesus Cristo. Com o tempo, a população passou a utilizar a queima do Judas em simbolismo aqueles que lhes desagradam.

Por Verlane Estácio.

Texto e imagem reproduzidos do site: infonet.com.br/cidade