Mostrando postagens com marcador - JOSA O VAQUEIRO DO SERTÃO. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador - JOSA O VAQUEIRO DO SERTÃO. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 11 de novembro de 2020

A vaqueirama está triste. Morre Josa, “O Vaqueiro do Sertão”


Publicado originalmente no site RADAR SERGIPE, em 10 de novembro de 2020  

A vaqueirama está triste. Morre Josa “O Vaqueiro do Sertão”

Faleceu na manhã desta terça-feira, 10, o sanfoneiro Jose Gregório Ribeiro, mais conhecido como “Josa o Vaqueiro do Sertão”, aos 91 anos, no apartamento de uma de suas filhas, localizado no Conjunto Sol Nascente, em Aracaju.

Natural do povoado Jacaré, município de Simão Dias, Josa foi um dos principais nomes da música nordestina e fazia questão de se apresentar usando trajes de vaqueiro, como o gibão e o chapéu de couro. Amigo de Luiz Gonzaga, sempre recebia o rei do baião em sua residência, no bairro Siqueira Campos, em Aracaju, sempre que Gonzagão passava pela capital sergipana.

Josa, O Vaqueiro do Sertão, se apresentava em circos e cinemas das cidades nordestinas, principalmente dos estados de Sergipe, Bahia, Alagoas e Pernambuco. Criador de vários sucessos, foi, por muitos anos, artista exclusivo da gravadora Cantagalo.

No rádio sergipano, apresentou, durante muitos anos,  o programa “Festa na Casa Grande” na antiga Rádio Difusora de Sergipe, atual Rádio Aperipê, e usava o espaço para tocar as suas músicas, divulgar o roteiro dos seus shows e entrevistar artistas locais e nacionais que passavam pela cidade.

Depois que conheceu Maria Feliciana, a mulher mais alta do Brasil, passou a leva-la para os seus shows, sendo uma das atrações do público interiorano.

O Vaqueiro do Sertão havia sofrido um acidente vascular e, por esse motivo, tinha dificuldades na fala e locomoção. A família ainda não divulgou o local do velório nem o horário do sepultamento.

O sepultamento de Josa será nessa quarta, 11, às 11h no cemitério São João Batista, em Simão Dias.

Texto e imagem reproduzidos do site: radarsergipe.com.br

quarta-feira, 15 de maio de 2019

Documentário ‘O Vaqueiro do Sertão’ retrata a vida do sanfoneiro Josa

O documentário foi exibido na tarde desta terça-feira, 14, 
na unidade do Sesc em Socorro (Foto: Portal Infonet)

Publicado originalmente no site do Portal Infonet, em 14 de maio de 2019

Documentário ‘O Vaqueiro do Sertão’ retrata a vida do sanfoneiro Josa

A arte de encantar a todos com uma boa toada é para poucos. E o sanfoneiro simãodiense José Grigório Ribeiro, conhecido como Josa, dominou essa arte com grande maestria. No documentário “O vaqueiro do sertão”, exibido na unidade do Sesc em Nossa Senhora do Socorro na tarde desta terça-feira, 14, é possível conhecer a vida e obra de um sanfoneiro que sempre andou lado a lado com o sertão sergipano.

Dida Araújo explica detalhes do documentário
em roda de conversa (Foto: Portal Infonet)

O roteirista e diretor do documentário, Dida Araújo, conta que desde os 6 anos de idade, tem contato com a obra musical de Josa. “Nessa época eu morava com a minha tia e ela sempre preparava o café ouvindo rádio ao som das músicas dele. Aquilo me comoveu muito e ficou no meu inconsciente”, diz. Ainda segundo Dida, há vinte anos foi veiculada uma reportagem idealizada por ele, contando a história do Josa. “Foi a partir dessa reportagem que eu comecei a desenhar o trabalho. Depois fui garimpando entrevistas antigas e ouvindo pessoas que foram marcantes na vida de Josa”, resume.


Dida explica que o documentário busca prestar uma homenagem ao 90 anos de Josa, completados em março deste ano. “É uma forma de agradecê-lo pela contribuição que ele deu para a cultura sergipana. Foi um homem que amou o sertão”, diz. “O mais lindo é que grandes nomes da nossa cultura se inspiram nele. Ele demonstrou que o orgulho de ser nordestino, sergipano, tem que está dentro da gente”, acrescenta. A ideia de Dida é que o documentário possa percorrer outros municípios. “Temos a intensão de que ele possa ser visto por muitas pessoas. Por isso iremos exibi-lo ainda em Simão Dias, Tobias Barreto e demais municípios do Estado”, informa.

A aposentada Maria das Graça disse 
que aprovou o documentário 
Foto: Portal Infonet

A aposentada Maria das Graça disse que aprovou o documentário. Segundo ela, foi emociante reviver as histórias que marcaram o sertão sergipano. “Eu me identifiquei com muita coisa que vi. Também tive uma infância no interior”, comenta. Maria diz é uma grande admiradora da obra dele. “Eu gosto de todas as músicas. Ele canta de um jeito muito bonito”, avalia.

Por João Paulo Schneider e Verlane Estácio

Texto e imagens reproduzidos do site: infonet.com.br

sexta-feira, 10 de maio de 2019

Documentário sobre o sanfoneiro Josa será lançado no Sesc Socorro

O documentário vai ser lançado dia 14 na Unidade Sesc 
Socorro, a partir das 15h (Foto: Divulgação SESC)

Publicado originalmente no site do Portal Infonet,  em 9 de maio de 2019

Documentário sobre o sanfoneiro Josa será lançado no Sesc Socorro

A pouco mais de um mês para o início dos festejos juninos, os sergipanos poderão conhecer a história de um dos maiores nomes do forró de Sergipe. Dirigido pelo cineasta Dida Araújo, o documentário Josa, o vaqueiro do Sertão presta uma homenagem ao sanfoneiro simão-diense, contemporâneo de Luiz Gonzaga, e será exibido em primeira-mão na próxima terça-feira, 14 de maio, na Unidade Sesc Socorro, a partir das 15h. A entrada é gratuita.

José Grigório Ribeiro, o Josa, se tornou um vaqueiro muito famoso na região de Simão Dias devido à habilidade na arte de amansar animais. Ele também foi vendedor de frutas na feira da cidade, amansador de burro brabo, militar e costureiro. Mas foi a arte de compor, cantar e tocar sanfona que projetou Josa para o universo artístico e o transformou em um dos principais nomes da cultura sergipana. Autor de mais de 300 composições no forró, Josa fez questão de retratar toda a realidade vivenciada em suas composições.

No documentário foram usadas imagens de reportagens veiculadas na TV Sergipe e na TV Aperipê, além do arquivo pessoal de Dida Araújo. O sanfoneiro Gláuber Santos e o maestro Evanilson fizeram arranjos especiais de algumas músicas de Josa que foram usadas no filme.

Seis meses foram gastos nas fases de captação dos depoimentos, montagem e finalização do documentário. O filme conta com a participação de Sérgio Almeida na direção de fotografia. A produção, roteiro, direção e edição ficaram a cargo do idealizador do projeto, Dida Araújo.

Sobre o diretor

Dida Araújo é formado em cinema e audiovisual pela Universidade Federal de Sergipe e realizador de diversos documentários, todos eles voltados para a preservação da memória sergipana.

Como jornalista, trabalhou por 36 anos na TV Sergipe. Nesse tempo idealizou e dirigiu alguns projetos como o Terra Serigy, São João da Gente, Concurso de Quadrilha Junina Levanta Poeira, Viva Esporte, Agenda Cultural e Bom Dia Interior. Também produziu e editou diversas reportagens ganhadoras de prêmios como o Banco Brasil de Jornalismo, Fapitec e o troféu Sanfona de Ouro.

Há quatro anos trabalha na TV Aperipê onde ocupou o cargo de diretor de jornalismo e hoje coordena o departamento de programação da emissora.

Fonte: SESC

Texto e imagem reproduzidos do site: infonet.com.br

domingo, 10 de março de 2019

Documentário sobre ‘Josa, O Vaqueiro do Sertão’ vai ser lançado em Aracaju

Josa, o Vaqueiro do Sertão
Foto: Reprodução/Documentário

Publicado originalmente no site G1 SE, em 08/03/2019 

Documentário sobre ‘Josa, O Vaqueiro do Sertão’ vai ser lançado em Aracaju

José Grigório Ribeiro, Josa, nascido na cidade de Simão Dias (SE), se tornou um vaqueiro muito famoso na região devido a habilidade na arte de amansar animais.

Por G1 SE — Aracaju

Na próxima terça-feira (12), vai ser lançado o documentário 'Josa, o Vaqueiro do Sertão', a partir das 15 horas, no Cultural de Aracaju localizado na Praça General Valadão, Centro da capital.

A produção cinematográfica registrar a memória do sanfoneiro José Grigório Ribeiro, Josa, nascido na cidade de Simão Dias. O trabalho é resultado de 20 anos de pesquisa e uma homenagem aos 70 anos do artista.

O documentário conta com depoimentos do homenageado, de pesquisadores, amigos, músicos e familiares. Também traz arquivos históricos, como vídeos e fotografias. Além do trabalho de Josa como apresentador de um programa musical.

A entrada para o lançamento do documentário é aberta ao público. A direção de fotografia do documentário é de Sérgio Almeida. A captação do som é de Miguel Andrade. O roteiro, a produção, a direção e edição são do jornalista Dida Araújo.

Josa é natural da cidade de Simão Dias (SE)
Foto: Reprodução/Documentário 

Josa

José Grigório Ribeiro, Josa, nascido na cidade de Simão Dias, se tornou um vaqueiro muito famoso na região devido à habilidade na arte de amansar animais. Ele também foi vendedor de frutas na feira da cidade, amansador de burro brabo, militar e costureiro. Mas foi a arte de compor, cantar e tocar sanfona que projetou Josa para o universo artístico e o transformou em um dos principais nomes da cultura sergipana.

Texto e imagens reproduzidos do site: g1.globo.com

sábado, 9 de março de 2019

Documentário que homenageia o cantor Josa será lançado no dia 12

A exibição do documentário será dia 12 de março, 
dia em que o homenageado completa noventa anos
Foto: divulgação

Publicado originalmente no site do Portal Infonet, em 8 de março de 2019  

Documentário que homenageia o cantor Josa será lançado no dia 12

Será lançado no dia 12 de março, o documentário ‘Josa- O Vaqueiro do Sertão’. A exibição do documentário acontece no dia em que o homenageado completa noventa anos, no Centro Cultural de Aracaju às 15 horas. A entrada é aberta aos amantes da Sergipanidade, assim como o cineasta e idealizador do projeto.

A ideia de registrar a memória do sanfoneiro Josa, em uma peça do audiovisual, começou há vinte anos quando os jornalistas Dida Araújo, Marcelo Carvalho e Erito Meirelles produziram uma reportagem especial, para o jornalismo da TV Sergipe, em homenagem aos setenta anos do artista. Boa parte desse material foi guardado e no ano passado o cineasta Dida Araújo iniciou a formatação do roteiro para a realização do documentário.

O documentário traz depoimentos do homenageado, de pesquisadores, amigos, músicos e familiares. Apresenta também fotos de família e vídeos guardados por admiradores. Alguns arquivos históricos conseguidos junto à TV Aperipê foram fundamentais para a realização desse registro. Por esse motivo o realizador, Dida Araújo, fez questão de colocar a emissora como coprodutora desse documentário que fará parte da memória do audiovisual sergipano.

A direção de fotografia do documentário é de Sérgio Almeida. A captação do som é de Miguel Andrade. O roteiro, a produção, a direção e edição são de Dida Araújo.

O documentário faz parte também das comemorações dos oitenta anos da Rádio Aperipê AM. Foi a antiga Rádio Difusora de Sergipe, hoje Aperipê, que acolheu Josa, na década de 1962, e o projetou para o universo musical brasileiro. Na emissora ele apresentou o programa “Boa Noite Sertanejo”. Em seguida conquistou definitivamente o espaço radiofônico com o programa “Festa na Casa Grande”.

Josa

José Grigório Ribeiro, Josa, nascido na cidade de Simão Dias, se tornou um vaqueiro muito famoso na região devido à habilidade na arte de amansar animais. Ele também foi vendedor de frutas na feira da cidade, amansador de burro brabo, militar e costureiro. Mas foi a arte de compor, cantar e tocar sanfona que projetou Josa para o universo artístico e o transformou em um dos principais nomes da cultura sergipana.

Sobre o Diretor – Dida Araújo

  Dida Araújo é formado em cinema e audiovisual pela Universidade Federal de Sergipe e realizador de vários documentários, todos eles voltados para a preservação da memória sergipana.

Como jornalista, trabalhou por trinta e seis anos na TV Sergipe, afiliada da Rede Globo em Sergipe. Nesse tempo idealizou e dirigiu alguns projetos que alcançaram muito sucesso na telinha da emissora. Terra Serigy, São João da Gente, Concurso de Quadrilha Junina Levanta Poeira, Viva Esporte, Agenda Cultural, Bom Dia Interior, foram alguns desses projetos. Além também de produzir e editar diversas reportagens ganhadoras de prêmios como o Banco Brasil de Jornalismo, Fapitec e o troféu Sanfona de Ouro. Há quatro anos trabalha na TV Aperipê onde ocupou o cargo de diretor de jornalismo e hoje coordena o departamento de programação da emissora.

Serviço

O quê: Lançamento do documentário “Josa o Vaqueiro do Sertão”
Quando: 12 de Março
Horário: 15h
Local: Local Cultural de Aracaju- Praça General Valadão, Centro

Fonte: Assessoria de Imprensa 

Texto e imagem reproduzidos do site: infonet.com.br

terça-feira, 9 de outubro de 2018

Memorial em homenagem a Josa será inaugurado em Areia Branca


Publicado originalmente no site Fan F1, em 08 de outubro de 2018  

Memorial em homenagem a Josa será inaugurado em Areia Branca (SE)

Por Leonardo Barreto

No dia 20 de outubro, os sergipanos conhecerão o Memorial Josa “O Vaqueiro do Sertão”. Sediado na fazenda do forrozeiro, e que leva o nome do  maior sucesso da carreira dele, “Sombra da Jaqueira”, a proposta é que o local funcione como espaço de valorização e conhecimento da cultura sergipana.

A fazenda fica no município de Areia Branca (SE), distante 45 quilômetros de Aracaju (SE). O local escolhido por Josa para morar, longe da agitação da capital, inspirou o forrozeiro e acolheu dezenas de artistas.

Segundo a filha dele, Joseane Dy Josa, no local acontecerá uma oficina de sanfona todo segundo sábado de cada mês. “Além disso, a inauguração será um momento de celebração e realização de um sonho antigo da família. Meu pai tem uma história linda. Caminhou com Luiz Gonzaga, Clemilda e tantos outros artistas que nos orgulham. O povo precisa saber disso. A história de Josa precisa ser eternizada”, destacou.

Durante a inauguração a promessa, é de uma grande festa, com vários ritmos e muito forró a partir das 13h. Se apresentarão Silvina Choro e Sulivan, o Coral Vivacce, o Grupo Vocal Staccato e outros artistas.

O ingresso custa R$ 20,00 (individual) e R$ 100,00 (a mesa).

Josa

Foto: Leonardo Dias

Aos 89 anos, Josa teve a cerreira encerrada por problemas de saúde. Vítima do Alzheimer, o artista sergipano de Simão Dias, que por mais de 50 anos balançou o povo nordestino ao som do forró, hoje vive em estado vegetativo.

Autor de mais de 300 composições no forró, Josa fez questão de retratar toda a realidade vivenciada em suas composições. O sertão nordestino e o seu povo, sempre foram fontes de inspiração.

Texto e imagens reproduzidos do site:  fanf1.com.br

quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

Josa Vaqueiro do Sertão - Na sombra da jaqueira

Josa, O Vaqueiro do Sertão - "Na Sombra da Jaqueira".

Fui na sombra da jaqueira
Certo de rever meu bem
Esperei a tarde toda
Porque não chegou ninguém

Sem meu amor
O meu viver é triste
Nada mais existe
Nem sei onde vou (bis).

Passei a noite sonhando
No outro dia cedinho
Fui correndo na jaqueira
Encontrei um bilhetinho

Dizendo assim
Nada mais existe
Meu viver é triste
Sem o teu carinho (bis)

Adeus querida jaqueira
Não sei quando voltarei.
Sempre me guarde segredo
Diz que não me esquecerei

Sem meu amor
O meu viver é triste
Nada mais existe
Nem sei onde vou (bis)


Josa 'O Vaqueiro do Sertão' está longe dos palcos





Publicado originalmente no Portal Infonet, em 08/04/2014.

Josa 'O Vaqueiro do Sertão' está longe dos palcos
Aos 85 anos o forrozeiro sofre de alzheimer , mas passa bem.

Por Leonardo Dias e Raquel Almeida.

Foi com mais de 52 anos dedicados a apresentações nos palcos forrozeiros, que o sergipano José Gregório Ribeiro, popularmente conhecido como “Josa, o vaqueiro do Sertão" construiu a sua caminhada no forró. Fã declarado do rei do Baião, Luiz Gonzaga, Josa que completou no último dia 12 de março, 85 anos, deu uma parada na carreira musical após a descoberta de um Alzheimer.

A reportagem do Portal Infonet esteve na residência de sua filha, Joseane de Josa, em um apartamento localizado na zona Sul de Aracaju, local onde se encontra em repouso o Vaqueiro do Sertão. Durante entrevista, Joseane de Josa falou sobre momentos marcantes da carreira musical do forrozeiro, que inclui conquistas, amores e vida pessoal.

De origem humilde e do interior de Sergipe, o filho de lavradores do Povoado Jacaré, em Simão Dias, município distante 100 km de Aracaju, se tornaria em pouco tempo, uma das grandes referências da música popular nordestina. Autor de mais de 300 composições no forró, Josa fez questão de retratar toda a realidade vivenciada em suas composições. “Ele era um montador de cavalo, adorava as lidas do gado, sempre ligado na natureza e com 10 anos já ouvia Luiz Gonzaga. Sempre que ia vender banana na feira livre de Simão Dias ele já ia ouvindo no auto falante achando o rei”, conta Joseane.

Carreira do sergipano é marcada de inúmeros sucessos
Aos 18 anos, Josa decidiu ir ao Rio de Janeiro para seguir carreira militar, mas um acidente mudou os seus planos e fez com que ele investisse na carreira musical. “Ele foi para o serviço militar e depois foi prestar concurso na Guanabara, antiga capital do país, no Rio de Janeiro, e aí concorreu com mil pessoas para a Polícia Militar (PM), passou em 3º lugar, e sempre ouvindo Luiz Gonzaga. E foi na PM que ele ingressou como sargento músico, mais era de clarinete. Só que como ele tinha uma dificuldade na arcaria dentária, o maxilar inferior cobria o superior, estava dando dificultando na sua atuação. Em 1959, ele estava domando um cavalo bravo, e acabou caindo do animal e fraturou a tíbia e o peronho do pé esquerdo. Com essa queda, ele amputou um dedo e se aposentou”.

Aposentado, Josa foi até uma loja de instrumentos musicais localizada rua Uruguaiana, no Centro do Rio de Janeiro (RJ), e comprou o seu primeiro acordeom. Com o novo instrumento, ele retornou a solo sergipano e passou a tocar forró por todo o Estado. Sempre usando o chapéu de couro, símbolo característico do Vaqueiro. “Painho comprou um acordeom que até hoje está com ele. Em Sergipe ele começou tudo que sabia de clarinete ao acordeom, e se tornou Josa, o vaqueiro do Sertão”.

Autor de mais de 300 composições no forró, Josa fez questão de retratar toda a realidade vivenciada em suas composições
Foi com inúmeras participações em programas de rádio da época, que Josa conquistou em pouco tempo o seu espaço, e acabou ganhando o seu próprio programa na Rádio Difusora, atual Rádio Aperipê AM. E foi por meio do programa intitulado ‘Nas sombras de uma Jaqueira’, título de canção carro chefe do cantor, que ele conheceu o Rei do Baião, Luiz Gonzaga. Um encontro marcado de histórias e emoções.

“Luiz Gonzaga o rei do Baião, estava hospedado em uma pousada em Caldas de Cipó, na Bahia, e a dona do local ouvia assiduamente todos os dias o programa de Josa no rádio. Então ele ouviu o programa e gostou e disse que queria conhecer esse caboclo. Em seguida telegrafou para painho, e veio conhecer ele aqui em Sergipe. Durante esse encontro, na época, quem estava no auge era o cantor Roberto Carlos, e eles se conheceram na rádio e acabaram se estendendo no horário do programa ao ponto que a rede desligou o sinal do programa de painho. Eles acharam isso um absurdo, e para saíram em manifesto pelas ruas de Aracaju, questionando porque cortaram o rei do baião Luiz Gonzaga para por o do Roberto Carlos. E olhe que era programa de auditório, painho e Luiz foram com a platéia fazer um protesto na frente do Palácio do Governo para questionar isso (risos)”.

O primeiro disco do sergipano foi um compacto simples, “Fazendo Zabumba”, que contou com a participação de Luiz Gonzaga. O forrozeiro gravou ainda um disco duplo; dois LP’s com 12 músicas cada, além de realizar várias participações em coletâneas no Estado de Sergipe.

No auge de sua carreira musical, ele fez várias tournées e chegou a se apresentar no programa de Abelardo Barbosa "Chacrinha" no Rio de Janeiro/RJ. Josa também teve suas composições regravadas por cantores respeitados no forró, a exemplo de Clemilda, Alcimar Monterio, Mestre Zinho do Acordeon, Erivaldo de Carira, Zé Américo, Jailson do Acordeon, dentre outros.

Relacionamentos

Josa foi casado por duas vezes
A vida de Josa foi marcada por vários romances. Ele foi casado por duas vezes e tem nove filhos, sendo quatro fruto do primeiro relacionamento, e cinco do segundo.

Ele também se tornou amigo fiel da sergipana Maria Feliciana, no qual a criou desde os 16 anos. “Ele conheceu ela em um show na cidade de Amparo de São Francisco que painho conheceu uma menina nova que já tinha 2,25m. Ela se chamava Maria Feliciana e não ia a escola enclausurada devido ao seu tamanho pelo contexto daquela época de ficar como uma vitrine, e painho fez o convite ao pai dela para ela deslanchar no basquete, saindo do contexto e tentar uma outra forma de vida. Os pais de Maria deram a tutela a painho e eles vieram para Aracaju Ela me criou durante 8 anos, e painho teve uma temporada de 8 anos com ela”.

Doença

Há 10 anos, um Acidente Vascular Cerebral (AVC) e um Alzheimer tiraram o vaqueiro dos palcos. “Hoje a doença tirou a fala dele, a marcha, e ele não fala mais. A última vez que ele foi aos palcos ele tava com 70 anos; Em nenhum momento eu senti a não aceitação de painho com a doença. Ele é um homem muito de Deus, falava sempre em religião, havia esse respeito, o temor ao senhor. Ele sempre dizia que o homem nasce, cresce, e se desenvolve. Ele entendia esses processos da natureza. - A vida é ilusão, porque tanto orgulho, se todos são abrolhos que se acabam no chão – dizia painho”.

Josa teve seu trabalho reconehcido e ganhou diversas premiações
Reconhecimento

Mesmo fora dos palcos, Josa é bastante lembrado pelos sergipanos. E teve o seu trabalho reconhecido em diversas premiações. “Em 1968, houve um encontro dos sanfoneiros aqui em Sergipe para escolher o melhor dos sanfoneiros, e painho recebeu o troféu da sociedade de reconhecimento no forró. Ele tabém teve a oportunidade de participar do 10º Fórum do Forró de Aracaju e de inclusive ter sido um dos homenageados; Foi homenageado ainda no Troféu Sanfona de Ouro, e de universidades particulares e instituições públicas”.

Josa, o vaqueiro do Sertão

Mas o que Josa sempre procurou na sua vida, foi um cenário igual a sua música – Nas sombras da Jaqueira – e ele encontrou na cidade de Areia Branca, local que residiu por 38 anos. “Ele procurou um lugar que tivesse jaqueira para terminar seus dias e ele encontrou em Areia Branca, que é a propriedade dele, tudo o que dizia a sua música - Nas sombras da Jaqueira – e por 38 anos ele viveu lá, na cidade que ganhou o título de 3ª capital do forró no país. Com a doença, há dois anos ele está morando comigo aqui em Aracaju”.

A filha de Josa, a cantora Joseane de Josa
Bastante emocionada, Joseane encerrou a entrevista falando do que o seu pai representa para a sua vida. “Para mim ele é o patrimônio cultural de Sergipe. Todos os colegas artistas têm muito respeito e amizade a ele, e eu entendo, sou filha suspeita para falar, mas eu entendo que é mérito, porque ele foi um cara que soube fazer a marca dele. Teve a moda do duplo sentido e ele não se corrompeu, e conseguiu se manter naquilo que ele defendia, e para mim ele é símbolo de força e coragem. Ele é um guerreiro e me mostra isso a cada dia nessa revolução de santidade. É o meu orgulho”, finaliza.

Texto e imagens reproduzidos do site: infonet.com.br/cultura

Josa e Joseane, duas gerações em ritmo de forró


Publicado originalmente no site Infonet/São João, em 06/06/2005.

Josa e Joseane, duas gerações em ritmo de forró
Por Silvia Lemos

Como diz o ditado, "quem descobre a vocação, não precisa de carreira". Assim é a história de Josa, o Vaqueiro do Sertão, com a música. Tudo começou na Cavalaria do Rio de Janeiro onde Josa aprendeu a tocar. Diante da insistência de seu superior para que ele se dedicasse aos instrumentos de palheta, saxofone e clarinete, Josa resolveu pedir dispensa e seguir por outro caminho.

SANFONEIRO – Depois de comprar a primeira sanfona, ainda no Rio de Janeiro, Josa, resolveu "voltar para o norte" e passou a gerenciar uma fazenda na cidade de Simão Dias. Em 1961, o Vaqueiro do Sertão veio para a capital sergipana e, na Antiga Rádio Difusora, participou do programa Manhã Sertaneja, com Carlito Melo, mais conhecido como Caboclo Jeremias. Um ano depois surgiu a oportunidade de apresentar seu próprio programa. E foi ali que Josa foi descoberto, em 1965, por Luiz Gonzaga.

EMOÇÃO – Josa contou ao Portal InfoNet que, embora tenha colecionado muitas alegrias ao longo de todo este tempo, nenhuma foi maior que a de conhecer o Rei do Baião. Principalmente, porque foi de Gonzagão a iniciativa de procurar o "vaqueiro" que apresentava o programa "Festa na Casa Grande".

Depois disto, Luiz Gonzaga levou Josa para São Paulo para gravar seu primeiro disco. O compacto com duas músicas, "No pátio da fazenda" e "Há boi no mourão", foi lançado em 1965. Três anos depois, o Vaqueiro do Sertão apresentou ao público seu primeiro LP "Na sombra da jaqueira".

SHOWS - A decisão de não gravar novos discos veio como conseqüência de uma postura assumida, em 1968, por Josa: não cantaria música de duplo sentido. A partir de então, o Vaqueiro do Sertão começou a se apresentar em touradas, vaquejadas e circos de diversos tamanhos nos estados de Alagoas, Bahia e Sergipe. Ao seu lado, nos shows, estava sempre a filha Josinete.

Com o casamento de sua parceira nos shows, Josa ficou sem companhia nas apresentações e o destino mais uma vez lhe surpreendeu. Joseane, sua filha mais nova, que segundo Josa, "não cantava nem no banheiro", vendo a tristeza do pai, resolveu substituir a irmã.

JOSEANE – Cumprindo um outro ditado popular, "quem puxa aos seus, não degenera", Joseane, a filha mais nova, tornou-se a nova parceira de Josa nos shows realizados nos circos, touradas, vaquejadas, em cima de caminhões...

Depois de 11 anos acompanhando o pai, Joseane conquistou, em 1993, em um festival de teatro, o prêmio de cantora revelação. No ano seguinte, deu início à sua carreira solo, gravou seu primeiro disco, "Chamego de Menina" e recebeu o título de Musa do Forró. Joseane disse ao Portal InfoNet que entre os momentos marcantes de sua carreira, está "o convite de Zinho, o Mestre do Forró, para gravar o CD "Amigos" e fazer com ele uma temporada de shows em Maceió (AL)".

INESQUECÍVEL - Em relação a Josa, ela conta ao Portal InfoNet sobre a emoção de ter o pai sempre presente na sua carreira: "no início, era eu que ia para os shows dele, depois eu o trazia para participar dos meus". Há oito anos afastada dos palcos, Joseane, ouviu este ano, um pedido emocionado do pai: "Minha filha, a última coisa que lhe peço é que você não deixe de cantar".

Texto e imagem reproduzidos do site: infonet.com.br/saojoao/2005

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Filha de Josa assumirá programa Festa na Casa Grande

Josa e Joseane: a autenticidade da cultura sergipana.
Foto: Arquivo Portal Infonet.

Infonet- Cultura - Noticias - 10/09/2014.


Filha de Josa assumirá programa Festa na Casa Grande
Programa foi conduzido pelo Vaqueiro do Sertão por 25 anos.

A Rádio Aperipê reativará o programa Festa na Casa Grande, que, por um período de 25 anos foi conduzido pelo cantor e compositor forrozeiro genuinamente sergipano Josa, que se consagrou como o Vaqueiro do Sertão. Nesta nova versão, o programa que será exibido aos sábados a partir de primeiro de outubro no horário das 13h às 14h, terá como apresentada a cantora Joseane, filha de Josa, que acompanha diariamente o pai, em sua incansável luta contra o Mal de Alzheimer.

Joseane, que confirmou a programação, promete transmitir do estúdio da Rádio Aperipê um programa descontraído, voltado para a cultura, divulgado o trabalho dos músicos e artistas sergipanos, com foco para a história de cada personagem destacado em cada edição. Além de difundir a obra e a história dos músicos e artistas sergipanos, a nova versão da Festa da Casa Grande também abrirá espaço para a música genuinamente brasileira, com a predominância da autenticidade nordestina. “Também teremos dicas de saúde e mensagens cristãs porque precisamos saber que, antes de ser o melhor naquilo que fazemos, precisamos, em paralelo, levar Deus conosco”, enalteceu Joseane.

O Vaqueiro do Sertão, aos 85 anos [50 dos quais dedicados à musicalidade nordestina], está em estado de prostração, como classifica a própria filha, há cerca de dois, em tratamento domiciliar. O músico teve a fala afetada, mas reage emitindo sons quando percebe a aproximação da filha e tem preservada a sensibilidade cognitiva. “Ele interage comigo, mostra que é um vaqueiro forte. Vejo isso na prática diária”, considera Joseane.

Por Cássia Santana.

Texto e imagem reproduzidas do site: infonet.com.br/cultura