terça-feira, 2 de outubro de 2018

Jornal da Cidade ENTREVISTA Marcos Cardoso


Publicado originalmente no site do Jornal da Cidade, em 01 de outubro de 2018

Marcos Cardoso: “Estou disposto a enveredar por outros caminhos das letras”

Marcos maturou a obra por alguns anos e a tornou pública para despertar curiosidade, estimular a empatia e compartilhar ‘mensagem de esperança’.

Com mais de 30 anos de Jornalismo e o gosto pela literatura, o jornalista Marcos Cardoso lançou ontem, 28, o primeiro romance, ‘O Anofelino Solerte’, num novo encontro com as letras e a escrita. Cronista, poeta e sábio em informar a realidade em volta, Marcos maturou a obra por alguns anos e a tornou pública para despertar curiosidade, estimular a empatia e compartilhar ‘mensagem de esperança’. É um novo caminho em lidar com a literatura e ele se diz de mente fervilhando, pesquisas em curso e ‘caneta em punho’ (ou dedos ligeiros ao teclado!) para escrever um novo romance. É sobre o livro, inspirações e mais passos que o autor conversou com o JORNAL DA CIDADE. Boa leitura!
                                  
JORNAL DA CIDADE - Primeiro romance após mais de 30 anos dedicados a escrever sobre a realidade em volta, seja no jornalismo ou na atividade de assessoria de comunicação, foi um desafio prazeroso?

MARCOS CARDOSO - Muito prazeroso, mas de uma exigência muito grande. Há muito tempo eu gosto de lidar com literatura, escrevi poesias, crônicas e contos, e desde sempre desejava escrever um romance. As ideias ficaram martelando e crescendo na minha cabeça e nas anotações. Um dia, sentei e escrevi, quase de uma sentada. Mas quando acabei não tive coragem de publicar. A criação ficou maturando outros tantos anos até eu tornar pública.

JC - “O Anofelino Solerte” como escolha do nome do livro surgiu antes ou depois do texto escrito? Com ele você acreditou ser um convite à curiosidade do leitor pela obra ou pelo significado ‘aureliano’ de cada palavra?

MC - O título nasceu simultâneo à ideia da narrativa, porque tem relação com o protagonista. Parece estranho, mas é provocador e, pelo que tenho percebido, desperta curiosidade. Então, acho que tá (sic!) valendo. Para quem me pergunta o que significa, digo: tem que ler o livro para compreender.

JC - A obra chega como um ‘inseticida’ às dificuldades enfrentadas na vivência nossa de cada dia ou como um ‘bom ar’ à sobrevivência humana?

MC - É um romance de formação, que trata de crescimento e descobertas dos prazeres e dores da vida. Mas, a mensagem é de esperança.

JC - Ainda que fictício, o pequeno burguês tem inspirações reais no crescimento do autor, encontros e desencontros de amigos, colegas e tantas histórias que já noticiou?

MC - Uma obra de ficção também transpira as verdades do autor, suas experiências de vida, as sensações e sentidos que experimentou. Não é um livro biográfico, mas minhas verdades também estão ali.

JC - O gênero literário foi de bom aceite ao seu modo de expressar a própria escrita? E ele significa o primeiro passo para um caminho longo a percorrer?

MC - Espero que sim. Depois de mais de 30 anos dedicados quase exclusivamente ao Jornalismo, essa atividade tão bonita que pulsa nas minhas veias, estou disposto a enveredar por outros caminhos das letras. Quero mesmo me dedicar mais à literatura. Já estou até engendrando um novo romance. Tenho que fazer umas pesquisas e logo quero sentar para escrever.

Texto e imagem reproduzidos do site: jornaldacidade.net

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