Publicação compartilhada do site GOVERNO DE SERGIPE, de 2 de Janeiro de 2026
Cultura e tradição atraem visitantes e turistas para o 51º Encontro Cultural de Laranjeiras
Na cidade histórica, berço da cultura sergipana, evento se consolida no cenário nacional ao fortalecer identidades populares e, assim, impulsiona o turismo no estado
Com apoio do Governo de Sergipe, o município de Laranjeiras, localizado na Grande Aracaju, promove, entre os dias 4 e 11 de janeiro de 2026, o 51º Encontro Cultural de Laranjeiras, considerado um dos maiores eventos culturais do Brasil. Assim, Sergipe, mais uma vez, destaca-se no cenário nacional com a realização do encontro, que reúne manifestações populares, estudos e práticas da folkcomunicação – comunicação popular. Além de contar com uma programação musical com artistas locais e nacionais, atraindo grande público, o evento possibilita que os visitantes, entre pesquisadores, turistas e moradores de diversas regiões do estado, possam, ainda, aproveitar os oito dias de evento para desfrutar dos inúmeros atrativos turísticos do município.
A secretária de Estado do Turismo, Daniela Mesquita, destaca que o evento reafirma Laranjeiras como referência na preservação e difusão do patrimônio cultural e imaterial brasileiro, valorizando tradições. “O Encontro Cultural de Laranjeiras é um espaço de troca de saberes e de fortalecimento das culturas populares. E a programação pensada para integrar pesquisa e espetáculo, mantendo o caráter histórico do encontro, faz do evento uma experiência única ao contar com a participação de mestres da tradição popular. Assim, reafirma o papel como espaço de celebração das identidades sergipana e brasileira”, afirma.
Daniela Mesquita enfatiza ainda que o Encontro Cultural de Laranjeiras impulsiona o turismo na cidade, cuja característica marcante é o conjunto arquitetônico, com igrejas centenárias, museus, casarões históricos e paisagens às margens do Rio Cotinguiba. Também, segundo ela, oportuniza aos visitantes conhecerem a gastronomia local, cujas tradições afro-brasileira e nordestina dispõem de pratos à base de frutos do mar e do rio, como peixe, camarão e caranguejo, por exemplo, além de doces. “O artesanato também é evidenciado com peças em cerâmica, madeira, palha, tecido, bordados e objetos decorativos que retratam o cotidiano, a religiosidade e as manifestações culturais da cidade”, completa a secretária.
Berço cultural
Projetada nacionalmente, Laranjeiras vê fortalecido o papel dela como território de memória, tradições e identidade cultural ao se tornar um espaço de vivência cultural. Com uma programação robusta, a 51ª edição do Encontro Cultural conta, especialmente, com apresentações de grupos folclóricos, como o samba de pareia, reisado, taieira, cacumbi e outras expressões que fazem parte da identidade sergipana. A programação também contempla cortejos, realizações de oficinas, mesas de debate, exposições, espetáculos teatrais e shows musicais.
A cidade histórica, considerada berço da cultura sergipana, reúne um conjunto arquitetônico e urbano tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). São diversos edifícios coloniais que retratam a história e a cultura locais, a exemplo de igrejas e monumentos que fazem dela um importante polo turístico e cultural, preservando a memória e a identidade de Sergipe.
As igrejas, que são inúmeras, são os monumentos mais visitados. Entre elas, estão a Igreja Matriz Sagrado Coração de Jesus, datada do século XVIII; Igreja Nossa Senhora da Conceição da Comandaroba, que foi edificada pelos padres jesuítas da Companhia de Jesus; Igreja Senhor do Bonfim, do século XIX, que possui arquitetura colonial; e Igreja Nossa Senhora da Conceição dos Homens Pardos.
Mais tradição
Há, ainda, o Centro Histórico, com ruas de paralelepípedo repletas de edificações que contam a história da cidade, como os Trapiches do século XIX, onde funcionam a Universidade Federal de Sergipe (UFS) e o Mercado Municipal. Há também a Casa de Cultura João Ribeiro, um espaço voltado à pesquisa, onde se encontra todo o acervo do jornalista, crítico literário, filólogo, historiador, pintor, tradutor brasileiro e membro da Academia Brasileira de Letras (ABL), João Ribeiro, que nasceu em Laranjeiras em 1860 e faleceu no Rio de Janeiro em 1934.
A cidade abriga ainda o Museu de Arte Sacra, um imóvel do século XIX, cujo acervo inclui uma vasta coleção de imagens sacras, mobiliário, documentos e porcelanas que datam dos séculos XVII ao XX; a Casa do Folclore Zé Candunga, onde tudo se refere à cultura, tradições e manifestações do folclore laranjeirense, a exemplo dos Lambe-sujo e Caboclinhos, festa que acontece na primeira semana do mês de outubro. Há, também, a Casa do Artesanato, localizada no início da Avenida João Sapateiro, no Centro da cidade, destacando-se, principalmente, pela produção de renda irlandesa, Patrimônio Cultural e Imaterial de Sergipe.
Outro destaque do município é a comunidade quilombola no Povoado Mussuca. Conhecida pela herança cultural e histórica, a comunidade é composta principalmente por descendentes de africanos que foram escravizados. Ali, são preservadas as tradições culturais, religiosas e sociais que remontam os tempos da escravidão. A Mussuca é famosa pelo Samba de Pareia, uma dança tradicional que representa a resistência e a identidade cultural dos quilombolas da comunidade.
Texto e imagens reproduzidos do site: www se gov br







Nenhum comentário:
Postar um comentário