quarta-feira, 3 de agosto de 2016
Lourão, o seresteiro de Aracaju.
Osmário Santos - Memórias de Sergipe/Jornal da Cidade, em
12/12/2011.
Lourão, o seresteiro de Aracaju.
Com o timbre de voz semelhante a Nelson Gonçalves, Lourão
faz parte da história da noite de Aracaju, desde os primeiros passos como canto
de cabaré até o momento atual, onde continua a cantar em bares da orla da praia
de Atalaia.
Por Osmário Santos.
Luiz Costa Ouro nasceu em 15 de julho de 1937, na cidade de
Aracaju/SE. Seus pais: João Alves da Costa Ouro e Palmira da Costa Ouro. O pai
trabalhou como representante comercial por muitos anos e dele o filho diz que
herdou a honestidade e a coerência com os amigos. Da sua mãe, que continua com
toda lucidez a passar lições de vida, herdou o seu lado meigo e de amor à
família.
Os estudos foram iniciados no Colégio Jackson de Figueiredo.
Um tempo memorável que resultou numa sólida base de sua formação e a ter disciplina
em todas as suas ações. Fez o ginásio no Colégio Atheneu e por necessitar
trabalhar de dia foi forçado a fazer o curso técnico de contabilidade na Escola
Técnica Conselheiro Orlando. “Uma profissão que nunca exerci”.
Depois de passar um tempo longe dos livros, ingressa na
Universidade Federal de Sergipe, no curso de Direito, no ano de 1963, saindo
bacharel em 1968.
O início da vida de profissional acontece ainda rapaz, na
agência de Viação Aérea Cruzeiro do Sul, por necessidade de trabalhar. Um
emprego conquistado pelo seu pai através do amigo Nelson Mascarenhas, agente em
Sergipe da Cruzeiro do Sul. Com o primeiro emprego um período curto, em vista
de melhor proposta salarial pela agência da Varig. Considera esse tempo
divertido por desfrutar de período em que havia generosidade das companhias
aéreas em seus serviços de bordo. Como sai do balcão da empresa instalada no
centro comercial de Aracaju para trabalhar como despachante no aeroporto, era
compensado pelos comissários de bordo. “Como havia muita fartura nos aviões,
recebia boas refeições, revistas, bebidas, tudo a que o passageiro tinha
direito”.
Saindo da Varig por conseguir aprovação em concurso, passa a
trabalhar como faturista na empresa Esso. Com mais um tempo, arrenda o Hotel
Sul Americano, que era localizado na praça Fausto Cardoso, na esquina com a Av.
Ivo do Prado, hoje Assembleia Legislativa. Na vida de hoteleiro, o tempo de dez
anos. Dessa empreitada conta que foi um período que aproveitou bastante pelo
permanente contato com os hóspedes. “Foi um contato gostoso, numa época em que
em Aracaju só existia os seguintes hotéis: Sul Americano, Hotel de Rubina,
Hotel Avenida e Hotel Marozzi”.
“Na época em que a Petrobras veio para Aracaju fiz boas
amizades, não só com os engenheiros, mas com furadores de poços que se
hospedavam no Sul Americano. Foi um tempo divertido, pois escutava diariamente
muitas conversas. O hotel tinha capacidade para 40 pessoas e chegava a ser
disputado pela sua localização. Não posso esquecer de uma figura que morou por lá
por muito tempo e que gerou uma saudável convivência, onde aprendi muito com
ele. Era o intelectual Pires Wynne, que ocupava o quarto de número 1 do hotel.
Tinha um detalhe: ele não queria que ninguém limpasse o seu quarto. Tive que
fazer uma outra chave e com isso a faxineira conseguia fazer a limpeza do
quarto. Era uma fantástica figura. Imagine que ele foi comigo até um alfaiate
depois de ganhar um corte de tropical inglês e exigiu que o terno fosse feito
com o tecido pelo avesso. Ele era um amante dos discos voadores e dizia sempre
que já tinha visto em Aracaju alguns discos voadores. Era um boêmio inveterado,
frequentador assíduo dos cabarés da cidade e só andava de paletó e gravata.
Surgindo oportunidade de concurso para a Telergipe, já com o
diploma de bacharel em Direito, faz o concurso, consegue aprovação e entra na
história da empresa por ter sido o primeiro funcionário registrado. Na
Telergipe, uma história que resultou em 20 anos de trabalho. Só saiu da empresa
por aposentadoria, em 1993. Atuou como chefe da Assessoria Jurídica durante
todo o tempo em que trabalhou na empresa de telefonia. “Deixei boas amizades”.
Com a música, uma história encantada iniciada no tempo em
que era menino. “Cantava em casa escondido atrás de um piano. Me lembro bem da
música: ‘Senhor da Floresta’”. Depois de cantar no banheiro da casa de seus
pais em demorados banhos, toma coragem e vai até o programa de calouros da
rádio Difusora de Sergipe. Primeiramente, uma tremedeira toma-lhe conta.
Depois, passa a ser senhor absoluto de programas de auditório das emissoras de
rádio de Aracaju.
Chegando aos 17 anos de idade, descobre a noite de Aracaju
na condição de cantor. “Era o tempo dos cabarés Miramar e o de Tefinha. Os dois
melhores daquele tempo. Depois fui cantar no Cacique Chá. Um tempo em que os
frequentadores da noite eram pessoas importantes, a exemplo do professor
Napoleão. Também tinha comerciantes destacados e de outras personalidades. Me
lembro de Campos do Cartório, professor Moura, de Economia, e do Dr. José Campos
de Souza. Era a nata da sociedade sergipana da época. Eles eram os mais velhos
e a gente no tempo de rapaz. Havia, assim, muito respeito. O cantor Nelson
Gonçalves e a cantora Ângela Maria estavam no auge. A música que mais me pediam
para cantar era ‘O Meu Vício é Você’, de Nelson Gonçalves”. Com Milé, Carlos
Rubens, Bisestenino, Saulo e Sobral, participa de um conjunto musical na
condição de vocalista. “A gente tocava nos clubes, em casas de família, em
festas de aniversário”.
Lourão cantou por alguns anos no restaurante e casa noturna
Chapéu de Couro e Tropeiro. “Aí já ganhava cachê. Não era muito, o que se paga
em Aracaju”. (risos)
Não consegue se afastar da noite de Aracaju e até hoje canta
na orla de Atalaia. “Domingo passado cantei no Travessia. Canto em qualquer
lugar e quando chego o pessoal pede que eu cante e assim faço”.
Em 1986, cantou com Nelson Gonçalves em diversas cidades do
interior sergipano e até na Casa de Espetáculos Augustu’s. “Na época em que
iniciei na música, ouvia muito Nelson Gonçalves e o meu timbre é parecido com o
dele. Sempre me pedem que eu cante músicas de Nelson, por mais que eu tente
evitar”. Por duas vezes representou Sergipe na “Voz de Ouro ABC”, concurso de
nível nacional realizado em São Paulo. “Havia um concurso e eu fui para São
Paulo em 1958 e em 1962”.
Sempre foi convidado para fazer serestas para as namoradas
de Aracaju. “Fernando Leite vinha me pegar em casa para que eu fosse cantar
para Violeta, namorada dele que depois chegou a casar. Cantava a música
‘Inamorata’, uma versão cantada por Alcides Gerardi”.
De suas famosas serestas, o lance mais interessante
aconteceu quando, a convite de Cobrinha Franco, foi cantar para a namorada
dele. “O pai dela era Portinho do Banco do Brasil e ela chamava-se Maria. Nessa
seresta me encostei ao lado do janelão e comecei a cantar uma música chamada
‘Maria’.
Quando menos esperei, o janelão foi aberto e apareceu o pai da moça.
Tomei um grande susto.
Porém, logo percebi que ele estava gostando da seresta
mais que a própria filha e tive a certeza disso quando ele mandou bebida para o
seresteiro (risos). Tudo terminou bem”.
Tem boas recordações do passado, mas diz que não tem muitas
saudades por continuar a cantar até hoje. Reconhece que não pode viver sem
música e tem certeza que nasceu para ser cantor. Não chegou a viver da música
por achar que nasceu em Aracaju. “Na época em que a gente andava de violão, era
tido como marginal, o que não ocorre hoje. Naquela época havia discriminação”.
Marcou presença no futebol amador sergipano, tendo jogado no
time de futebol do Cotinguiba na posição de zagueiro central. Jogou futebol de
salão pelos times da Associação Atlética e pelo time do Iate Clube. Também jogo
basquete.
Publicado em 28 de setembro de 1997.
Faleceu em 19/11/2011.
Texto e imagens reproduzidos do site: jornaldacidade.net
Exposição ‘Nogueira e Convidados’
Foto: Divulgação.
Publicado originalmente no site do Jornal da Cidade, em
26/07/2016.
Exposição ‘Nogueira e Convidados’ é lançada na Galeria
Álvaro Santos
Mostra reúne 70 trabalhos de artistas do município de
Laranjeiras.
A exposição ‘Nogueira e Convidados’ será lançada logo mais
às 20h de hoje, 26, na Galeria Álvaro Santos, em comemoração aos 50 anos do
espaço cultural localizada na Praça Olímpio Campos. Com curadoria de Luiz
Adelmo, a mostra reúne trabalhos do artista Ednaldo Nogueira, mais conhecido
por Nogueira, e também Albertina Mendes, Carlos Cal, Carlos Henrique, Lindete,
Elivelton, Herbert, Claudio e Koka. Ainda no dia de lançamento da exposição,
haverá apresentação musical com a cantora Manuh Araújo.
“Essa foi uma forma que encontramos para festejar os 50 anos
da Galeria Álvaro santos, espaço em que já fiz outras exposições, e que agora
venho, juntamente com outros artistas de Laranjeiras, mostrar o nosso trabalho.
Ao todo, são 70 obras, entre esculturas, quadros, artes gráficas, colagem, além
de poesia, que estarão expostas de 27 deste mês a 25 agosto. E hoje, 26, no
lançamento, teremos a presença de Manuh Araújo, fazendo um show voz e violão
para os convidados”, afirmou o artista Nogueira.
Segundo ele, há dois meses a mesma exposição foi realizada
em Laranjeiras, onde a receptividade foi bastante positiva. “O nosso objetivo é
mostrar os vários artistas que a cidade tem e, por isso, nos juntamos para
promover essa mostra, que podemos dizer que é itinerante, pois depois de
Aracaju, temos a pretensão de leva-la a outros lugares, inclusive para fora do
país. A depender das possibilidades e patrocinadores, a nossa intenção é levar
a exposição para Portugal”, disse Nogueira.
Aberta ao público até o próximo mês, a exposição pode ser
conferida de segunda a sexta, das 9h às 17h, na Galeria Álvaro Santos. “Estão
todos convidados para conhecer a obras desses laranjeirenses que desenvolvem um
belíssimo trabalho nas artes plásticas do estadão e merecem o reconhecimento do
público”, declarou Nogueira, que tem na sua trajetória a passagem por diversos
países da Europa.
Ednaldo Nogueira.
Filho de família humilde, o sergipano Ednaldo Nogueira, ou
simplesmente Nogueira surgiu para as artes ainda cedo, aos 7 anos de idade.
Hoje, com 47 anos, o estudante do 8º período de Administração, na Universidade
Luterana do Brasil (Ulbra) e do 2º período de Letras/Português, pela UNIT, já
expôs suas obras em diversas cidades brasileiras, como Brasília, no Congresso
Nacional e na Universidade de Brasília (UNB); em Maceió (AL), Itajaí (SC), São
Paulo (SP); Salvador (BA), Campina Grande (PB), entre outras.
Em Sergipe, ficou famoso quando fez o cenário para o seriado
“Teresa Batista cansada de guerra”, a convite da TV Globo. A partir de então, a
trajetória dele foi marcada por ampliação do conhecimento e abertura nos
espaços culturais do estado, país e mundo.
A ousadia e experimentalismo da obra de Nogueira decorre do
aprendizado adquirido junto a grandes nomes das artes plásticas em Sergipe.
“Fiz curso com Leonardo Alencar, orientação com Jota Inácio, Félix Mendes ,
Antônio da Cruz , entre outros. Vários mestres e isso me ajudou bastante . A
questão da técnica, da ousadia , do êxito , do resultado, é muito importante
pra mim na área artística Me lancei no mercado em 1986 e sempre busquei fazer
um trabalho diferente usando outros tipos de materiais, pois é comum você ver
artistas plásticos pintando com tela, óleo sobre, acrílica sobre tela, e eu
sempre procurei envolver outros tipos de materiais, experimentos, para fazer um
trabalho diferente. Me preocupo com as pessoas que vão adquirir a minha obra,
me preocupo com qualidade e durabilidade”, declarou Nogueira.
Grande fomentador da cultura local, é autor de vários
projetos de incentivo à cultura, a exemplo do Projeto Galeria em Aberto, na
capital sergipana, bem como do 1º e 2º Salão de Arte Contemporânea de
Laranjeiras/SE. Considerado o primeiro capoeirista de Laranjeiras, sua cidade,
passou para os demais brincantes os conhecimentos que obteve ao longo dos anos.
Ainda foi eleito duas vezes pela Associação Sergipana de Imprensa (ASI) como
maior artista de Sergipe; recebeu o Troféu Imprensa/Troféu SESI de Reconhecimento;
ganhou por 10 vezes o Concurso de Cartazes para o Encontro Cultural de
Laranjeiras; ficou em 1º lugar no Concurso de Slogan Sispam, promovido pela
Petrobras/Fafen; expôs no Espaço Cultural do Hotel Palim, em Paris, no ano
2003, e no Le Salon M’Coiff, também em Paris, no ano 2007.
No ano passado, Nogueira expôs seus trabalhos no Palácio de
Priori Volterra (Toscana), na Itália, juntamente com colegas artistas
italianos, a exemplo de: Giuliano Manucci, Raimondo Gambino e Susanna Manghett,
com a curadoria de Giulia Munday. Aproximadamente 4.000 europeus foram atraídos
até o local da exposição para prestigiarem os feitos desse artista nato, que
não só o elogiaram, mas também adquiriram todas as suas obras.
Texto e imagem reproduzidos do site: jornaldacidade.net
terça-feira, 2 de agosto de 2016
Homenagem a Dr. Wellington Sabino Ribeiro Chaves
Publicado originalmente no Facebook/Lucio Prado Dias, em 27 de julho de 2016.
O adeus a um Mestre.
Por Lúcio Prado Dias.
Em 1977, no quinto ano de Medicina, resolvi abraçar a
gastroenterologia. Um nome despontava no cenário médico do estado nessa área:
Wellington Sabino Ribeiro Chaves, ou simplesmente Dr. Wellington, muito amigo
do meu irmão Marcos, não só ele, as famílias de ambos eram muito próximas.
Chegaram a ser vizinhos no Conjunto RIC, projeto ousado e arriscado de Rubens
Chaves, arquiteto irmão de Wellington, construído na zona sul de Aracaju, de
difícil acesso, ao lado de um enorme prédio em construção, que viria a ser o
Supermercado G.Barbosa da Francisco Porto. A cidade “terminava” quase no
Tramandaí. Seguindo pela beira-mar, bem longe, ficava a praia, praticamente uma
região de veraneio, a Atalaia.
Não era fácil chegar ali! Uma rua empiçarrada partindo da
beira-mar, que terminava praticamente naquele conjunto habitacional, sem outras
saídas. Quando chovia então era um horror! Atoleiros gigantescos formavam-se,
dificultando o acesso.
Marcos me apresenta a Wellington para que eu o acompanhasse
no Hospital Santa Isabel, onde juntos dividiam um pequeno ambulatório da
emergente endoscopia digestiva, algo inovador naquele momento. Pioneiro na
videoendoscopia digestiva alta em Sergipe, Wellington Ribeiro importou o
primeiro aparelho para a realização de exames para diagnostico e tratamento.
Consegui com a UFS a autorização para realizar com ele o meu
estágio opcional do último ano, acompanhando-o nas enfermarias, no ambulatório
e no atendimento aos pacientes. Foi um dos períodos mais ricos e intensos da
minha vida estudantil, ante a expectativa da formatura que se aproximava e os
desafios que se apresentavam.
Aprendi com o mestre Wellington não só a prática clínica
moderna, os conceitos médicos vigentes mas, sobretudo, os preceitos éticos e
morais que sempre nortearam a sua vida como profissional zeloso, estudioso e de
cidadão responsável.
Convivi intensamente com ele nesses dois anos, promovendo
cursos e participando de congressos. O 1º Curso de Atualização em
Gastroenterologia, em 1977, foi o meu primeiro desafio como organizador de um
evento, sugerido por ele para angariar recursos para a nossa formatura.
Wellington, com o seu prestigio, trazia palestrantes de
outros estados para abrilhantar os eventos. Com os colegas da faculdade,
fazíamos de tudo para que a coisa acontecesse com o menor custo possível. Até a
decoração era criada pela nossa turma e recordo o trabalho para fazer em isopor
a silhueta de um “estômago” com colagem de cartazes do evento. Um luxo!
No Congresso de Gastroenterologia, ocorrido em Recife no
mesmo ano, lá estávamos juntos ( ele “patrocinava” a nossa participação!),
apresentando-nos vultos da gastroenterologia brasileira, a maioria do seu
círculo de amizade.
Tinha prazer em ensinar, gostava de servir, uma figura
humana magnífica, uma personalidade invulgar! Fará muita falta!
Texto e imagem reproduzidos do Facebook/Lucio Prado Dias.
Ex-presidente do Tribunal de Justiça do Estado de Sergipe
Ex-presidente do Tribunal de Justiça do Estado de Sergipe.
Foto reproduzida do site: jse.jus.br/ex-presidentes
domingo, 31 de julho de 2016
Antigo casarão na Rua Pacatuba, em Aracaju
Antigo casarão na Rua Pacatuba, esquina
com a Rua de Boquim, em Aracaju/SE.
Hoje, no local, o Prédio Vila Maria, na esquina das Ruas
Pacatuba e Boquim, em Aracaju/SE.
Fotos reproduzidas do blog: acaodopensamento.blogspot.com.br
Comentários no post do Facebook/GrupoMTéSERGIPE.
Associação Atlética Banco do Brasil (AABB).
Associação Atlética Banco do Brasil (AABB).
AABB Aracaju, Rodovia Sarney, em Aracaju/SE.
Fotos reproduzidas do site: cleyton1975.xpg.uol.com.br
sábado, 30 de julho de 2016
Sergipe tem novo mapa turístico
Foto: Divulgação.
Publicado originalmente no site do Jornal da Cidade, em
25/07/2016.
Sergipe tem novo mapa turístico.
Os 37 municípios de Sergipe presentes no Mapa do Turismo se
dividem em 4 categorias, de acordo com a Categorização dos municípios das
Regiões Turísticas do Mapa do Turismo Brasileiro.
Por: Geraldo Gurgel
O mapa do turismo de Sergipe mudou. O estado reduziu de 75
para 37 o número de municípios participantes de suas cinco regiões turísticas:
Polo Serras Sergipanas (5); Velho Chico (8); Polo Tabuleiros de Sergipe (5);
Sertão das Águas (6); e Polo Costa dos Coqueirais (13). O levantamento foi
divulgado pelo Ministério do Turismo, em Brasília. Em todo o país, foram
identificados 2.175 municípios em 291 regiões turísticas.
Para o ministro interino do Turismo, Alberto Alves, este
redimensionamento contribui para melhorar a capacidade do Ministério do Turismo
de atuar de forma coordenada com os estados, regiões turísticas e municípios,
para desenvolver e consolidar novos produtos e destinos turísticos.
“Com um mapa mais enxuto e que retrata de forma mais fiel a
oferta turística brasileira, poderemos focar nossos esforços e otimizar nossos
resultados, afirmou.
Para a atualização do mapa, foram realizadas oficinas e
reuniões em todas as 27 UFs e a validação do mapa foi feita pelos estados e
Distrito Federal em seus respectivos Fóruns ou Conselhos Estaduais do Turismo.
Sobre o Mapa.
O Mapa do Turismo Brasileiro é um instrumento de orientação
para a atuação do Ministério do Turismo no desenvolvimento de políticas
públicas, tendo como foco a gestão, estruturação e promoção do turismo, de
forma regionalizada e descentralizada. Sua construção é feita em conjunto com
os órgãos oficiais de Turismo dos estados brasileiros.
CATEGORIZAÇÃO DO NOVO MAPA.
Os 37 municípios de Sergipe presentes no Mapa do Turismo se
dividem em 4 categorias, de acordo com a Categorização dos municípios das
Regiões Turísticas do Mapa do Turismo Brasileiro. O instrumento, elaborado pelo
MTur, identifica o desempenho da economia do turismo para tornar mais fácil a
identificação e apoio a cada um.
Dentro da metodologia, as cidades contempladas nas
categorias A, B e C contam com 95% dos empregos formais em meios de hospedagem
87% dos estabelecimentos formais de meios de hospedagem, 93% do fluxo doméstico
e têm fluxo internacional. O conjunto de municípios dos grupos D e E, reúnem
características de apoio às cidades geradoras de fluxo turístico. Muitas vezes
são aquelas que fornecem mão-de-obra ou insumos necessários para atendimento
aos turistas.
Texto e imagem reproduzidos do site: jornaldacidade.net
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