quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Vaquejada, índios e rio São Francisco

Cemitério indígena na Ilha de São Pedro.

 Povoado Mocambo - Quilombo, em Porto da Folha/SE.

 Vestígios de ruinas e a igreja São Pedro, em Porto da Folha/SE.

Um dos atrativos da região é o passeio pelo rio São Francisco.
Fotos: Silvio Oliveira.

Publicado originalmente no Portal Infonet, em 01/07/2010.

Porto da Folha (SE).
Vaquejada, índios e rio São Francisco
Por Sílvio Oliveira.

Porto da Folha localiza-se na região semi-árida sergipana, a pouco mais de 190km da capital, Aracaju, e orgulha- se de está às margens do rio São Francisco, fato este que motivou a presença de colonizadores holandeses na região por volta do século XVII.

O município é estritamente agrícola e pesqueiro, fazendo com que os costumes de sua população estejam ligados ao campo e ao rio São Francisco, mesmo estando em terras áridas do sertão brasileiro.

Turisticamente falando, a região possui diversos atrativos à beira do rio São Francisco: ilha de São Pedro com a aldeia dos índios Xokó; ilha do Ouro e os povoados Niterói e Mocambo, este último, comunidade quilombola, símbolo de resistência de lutas em Sergipe.

A ilha de São Pedro dista cerca de 220km de Aracaju e é cortada por braços do rio São Francisco, abrigando a única aldeia indígena vivendo nesse sistema em Sergipe. A beleza da região em
consonância com o bioma de caatinga, além de ruínas de construções jesuíticas e indígenas, confere à localidade paisagens de encher os olhos.

Dentro da aldeia indígena Xokó há a igreja São Pedro, tombada pelo Patrimônio Histórico Estadual e um cemitério indígena, além de ruínas que podem ter sido vestígios da passagem jesuítica pela região.

A aldeia não costuma receber muitos visitantes, porém é sempre bom avisar o porquê da visita. Vale à pena fazer um contato com antecedência com o articulador e ex-cacique Apolônio através do telefone 79 9994 1553 ou 79 8842 7188.

Na ilha do Ouro – um banco de areia bastante procurado por visitantes nos finais de semana, onde banha-se em águas limpas e esverdeadas do rio São Francisco – há passeios de embarcações a motor e à vela pela região e comem-se iguarias feitas à base de camarões e peixes de água doce.

À “caibeira”, uma árvore de mais de 300 anos na beira do Velho Chico foi preservada pelos moradores do povoado, mas fortes ventos derrubaram a centenária árvore este ano. Também pode-se apreciar a vista do povoado Barra do Ipanema e o morro da Ilha dos Prazeres, do lado alagoano.

O povoado Mocambo é para quem gosta de história e não se preocupa com a rusticidade. Vale a pena visitar a comunidade quilombola de mais de 800 habitantes, que comemora a independência de suas terras em 27 de maio com várias festividades. O povoado é simples, mas faz parte da história de resistência e luta do povo quilombola de Sergipe. As casas coloridas envolto de uma igreja a beira rio registra uma boa fotografia. Os meninos da comunidade no jogo de bola, enquanto as lavadeiras mantêm o hábito de geração em geração também podem render um bom registro.

Caso queira conhecer a sede municipal (Porta da Folha) uma boa data é em setembro, quando a cidade realiza a tradicional Festa do Vaqueiro, com vaquejadas, shows e muita tradição. Como pode-ser notar, Porto da Folha é diversão, lazer e história, em terras do semi-árido sergipano.

Dicas de Viagem:

A estrada que vai até o povoado Niterói foi recapeada recentemente e possui boa sinalização;
Há poucas opções de hospedagem na região. Em Porto da Folha há pousadas simples, mas que garantem uma boa estada. Pode-se apreciar um bom prato de camarão de água doce e peixes da região; Para chegar em Porto da Folha, pega-se a BR 101 e, logo após, a BR 235 sentido Itabaiana. A SE 414 levará até o município de Ribeirópolis, depois a SE 212 a Nossa Senhora da Glória. As estradas que ligam as cidades do sertão sergipano passaram ou estão passando por reformas e até Porto da Folha não tem errada por conta da sinalização.

Para o acesso à Ilha de São Pedro da cidade de Porto da Folha, deve-se seguir sentido Monte Alegre até chegar ao povoado Lagoa da Volta. Percorre-se uma estrada de piçarra por mais 30 minutos, mas o desconforto é compensado ao chegar na aldeia de canoa.

Uma outra opção é partir de Aracaju pela BR 101 e acessar a BR 235 sentido Itabaiana/ Ribeirópolis/ Nossa Senhora Aparecida/ Nossa Senhora da Glória. Segue-se pela Rota do Sertão e deve-se ter atenção para a entrada da estrada de piçarra, do lado direito para o povoado Niterói e Mocambo. Percorre-se pouco mais de 40km em estrada que recentemente passou por reformas. Ao chegar à beira do rio, segue-se por via fluvial.

Texto e foto reproduzidos do site: infonet.com.br/sysinfonet

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