domingo, 3 de maio de 2015

Pedra da Arara - Aqui a natureza dá o espetáculo




Publicado originalmente no blog Eduardo Bastos, em 16/10/2012.

PEDRA DA ARARA - Aqui a natureza dá o espetáculo

A população de lagarto sempre se ressentiu da falta de áreas de lazer, e de outros locais propícios ao ecoturismo. Poucos são os habitantes de nosso município que se dão conta de que Lagarto possui lugares como o Sabueiro e a Pedra da Arara. E muito mais raro ainda é encontrar pessoas que se interessam em visitar esses locais para testemunhar o quanto a natureza é capaz de esculpir obras de beleza inigualável.

Dia 20 de abril de 2012 aconteceu minha segunda visita à Pedra da Arara, junto com um grupo de amigos. Na ocasião, fiquei sabendo que o lugar recebeu essa denominação devido às aves do mesmo nome, que enchem com seus gritos toda a extensão do rio Vaza-barris, e que podem ser vistas nos ninhos e locais de moradia que as mesmas constroem nas fendas abertas nos paredões.

A Pedra da Arara tem a forma de um grande cânion, está localizado a cerca de 27 km da cidade de Lagarto, e marca a divisa entre Lagarto e Macambira. O grande paredão que margeia o rio Vaza-Barris (lado esquerdo para quem chaga de Lagarto, e lado direito para quem retorna à cidade) se constitui numa obra natural de feição notável, esculpida durante milhares de anos, a partir da ação das chuvas, do correr das águas do rio, da inclemência do sol causticante, do soprar dos ventos, e do trânsito ininterrupto dos animais.

A Pedra da Arara se constitui numa área de patrimônio biológico de exuberância sem igual. A região é campo fértil à promoção de estudos e pesquisas, que tenham não apenas o proposito de gerar conhecimento, mas também de contribuir para proteção dos afluentes, da fauna e flora da região.

Vale a pena visitar a Pedra da Arara! As estradas que dão acesso ao lugar são esburacadas, sinuosas e traiçoeiras, denunciando que o poder público do nosso município em nenhum momento se preocupou com a região. Não obstante, toda a aventura de se chegar e de se sair da Pedra da Arara (atravessando quatro vezes por dentro do Vaza-barris – inclusive com água na altura do peito em duas das quatro travessias), acaba sendo compensada com um mergulho em uma das piscinas naturais existentes ao longo do rio. Nesse momento o corpo relaxa, a mente vagueia e somos confrontados com nossa pequenez diante da grande obra esculpida pela mãe natureza.

Fotos e texto de Eduardo Bastos.
Colaborador: José Santana.

Imagens e texto reproduzidos do blog: edubastos.blogspot.com.br

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