terça-feira, 13 de janeiro de 2026

Festival Arthur Bispo do Rosário acontece em Japaratuba

Publicação compartilhada do site DESTAQUE NOTÍCIAS, de 13 de janeiro de 2026

Festival Arthur Bispo do Rosário acontece em Japaratuba

A programação do Festival inclui dança, música, artes cênicas, audiovisual e manifestações da cultura popular

Japaratuba está realizando a 23ª edição do Festival de Artes Arthur Bispo do Rosário. Aberta nessa segunda-feira (12), a programação segue até a próxima sexta-feira (16). O evento ocupa a Praça Padre Caio Tavares com programação gratuita voltada à dança, música, artes cênicas, audiovisual e manifestações da cultura popular. Aquele município sergipano é reconhecido pela riqueza de suas tradições folclóricas e grupos de manifestações populares, como Cacumbi.

Um dos principais destaques da programação foi a inauguração da sala de exposição Jorge Natividade, em homenagem ao artista plástico japaratubense conhecido como Biriba, que construiu trajetória dedicada às artes visuais. O espaço funciona na antiga loja de artesanato, na Praça da Matriz, e abriu no primeiro dia do festival, antes da programação do palco principal.

Criado em 2002, o Festival leva o nome de Arthur Bispo do Rosário, artista nascido em Japaratuba e reconhecido internacionalmente. O conjunto de sua obra agrega 802 peças com diferentes técnicas, com destaque para a costura e bordado em tecido, em formas de fardões e estandartes.

“Foi uma das maiores honras que tive como curadora poder realizar essa exposição em homenagem ao mestre Arthur Bispo do Rosário. Ele é um gênio que conseguiu, com sua consciência artística, aproveitar matérias do seu dia a dia sofrido, produzindo tanto simbolismo sensível e cheio de histórias, e ressignificando sua existência. O artista projetou Japaratuba para o mundo com suas obras”, afirma a curadora Jane Junqueira.

Foto: G/S.

Texto e imagem reproduzidos do site: www destaquenoticias com br

quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

Missa pelos 13 anos da morte de Frei Miguel

Foto: Arquidiocese de Aracaju

Publicação compartilhada do site do Portal A8SE, de 6 de janeiro de 2026

Santuário São Judas Tadeu celebra missa pelos 13 anos da morte de Frei Miguel

Celebração marca o encerramento de um tríduo em preparação à data, realizado no santuário

Nesta sexta-feira (9), será celebrada a missa que marca os 13 anos da morte de Frei Miguel, no Santuário São Judas Tadeu, no bairro América, em Aracaju. A cerimônia está prevista para às 19h30, no local onde o religioso está sepultado e que, ao longo dos anos, passou a receber visitas de fiéis que mantêm a devoção à sua memória.

A celebração marca o encerramento de um tríduo em preparação à data, realizado no mesmo santuário. A comissão organizadora também pede que pessoas que afirmam ter alcançado graças por intercessão de Frei Miguel entreguem seus testemunhos por escrito na secretaria da igreja.

Quem foi Frei Miguel

Nascido Michelangelo Serafini, em Cíngoli, na Itália, em 30 de outubro de 1908, Frei Miguel ingressou na Ordem dos Capuchinhos, foi ordenado sacerdote em 1934 e chegou ao Brasil no ano seguinte. Atuou como missionário na Bahia e, sobretudo, em Sergipe, onde construiu a Igreja São Judas Tadeu e deixou forte legado de fé, acolhimento e serviço aos mais pobres.

Conhecido popularmente como “o Santo de Aracaju”, Frei Miguel tornou-se referência espiritual para milhares de devotos. Foi confessor, orientador espiritual e personagem central na formação religiosa de diversas gerações. Morreu em 9 de janeiro de 2013, aos 104 anos. Em 2016, foi inaugurado o Memorial Frei Miguel, no próprio santuário, que guarda sua história e memória.

O processo de beatificação do religioso já foi iniciado pela Igreja Católica, e a devoção popular segue viva, impulsionando testemunhos, homenagens e manifestações de fé todos os anos na data de sua morte.

Texto e imagem reproduzidos do site: a8se.com

domingo, 4 de janeiro de 2026

51º Encontro Cultural de Laranjeiras (2026)

Grupo de Reisado é uma das manifestações culturais
 que estarão em evidência durante o encontro cultural
 Foto: Igor Matias

Indumentária utilizada por alguns grupos folclóricos
 que fazem parte da identidade sergipana

Museu de Arte Sacra é um imóvel do século XIX, 
cujo acervo inclui uma vasta coleção de imagens sacras

Casa do Artesanato, no Centro, destaca-se, principalmente, 
pela produção de renda irlandesa

Gastronomia local conta com pratos à base de frutos do mar e do rio, 
como peixes, camarão, entre outros

Igreja Matriz Sagrado Coração de Jesus é datada do século XVIII
 e um convite a historiadores e turistas 

Conjunto arquitetônico da cidade, com igrejas centenárias, 
casarões históricos e paisagens às margens do Rio Cotinguiba, 
são atrações algumas das turísticas 
Fotos: Max Carlos/Setur

Publicação compartilhada do site GOVERNO DE SERGIPE, de 2 de Janeiro de 2026 

Cultura e tradição atraem visitantes e turistas para o 51º Encontro Cultural de Laranjeiras

Na cidade histórica, berço da cultura sergipana, evento se consolida no cenário nacional ao fortalecer identidades populares e, assim, impulsiona o turismo no estado

Com apoio do Governo de Sergipe, o município de Laranjeiras, localizado na Grande Aracaju, promove, entre os dias 4 e 11 de janeiro de 2026, o 51º Encontro Cultural de Laranjeiras, considerado um dos maiores eventos culturais do Brasil. Assim, Sergipe, mais uma vez, destaca-se no cenário nacional com a realização do encontro, que reúne manifestações populares, estudos e práticas da folkcomunicação – comunicação popular. Além de contar com uma programação musical com artistas locais e nacionais, atraindo grande público, o evento possibilita que os visitantes, entre pesquisadores, turistas e moradores de diversas regiões do estado, possam, ainda, aproveitar os oito dias de evento para desfrutar dos inúmeros atrativos turísticos do município.

A secretária de Estado do Turismo, Daniela Mesquita, destaca que o evento reafirma Laranjeiras como referência na preservação e difusão do patrimônio cultural e imaterial brasileiro, valorizando tradições. “O Encontro Cultural de Laranjeiras é um espaço de troca de saberes e de fortalecimento das culturas populares. E a programação pensada para integrar pesquisa e espetáculo, mantendo o caráter histórico do encontro, faz do evento uma experiência única ao contar com a participação de mestres da tradição popular. Assim, reafirma o papel como espaço de celebração das identidades sergipana e brasileira”, afirma.

Daniela Mesquita enfatiza ainda que o Encontro Cultural de Laranjeiras impulsiona o turismo na cidade, cuja característica marcante é o conjunto arquitetônico, com igrejas centenárias, museus, casarões históricos e paisagens às margens do Rio Cotinguiba. Também, segundo ela, oportuniza aos visitantes conhecerem a gastronomia local, cujas tradições afro-brasileira e nordestina dispõem de pratos à base de frutos do mar e do rio, como peixe, camarão e caranguejo, por exemplo, além de doces. “O artesanato também é evidenciado com peças em cerâmica, madeira, palha, tecido, bordados e objetos decorativos que retratam o cotidiano, a religiosidade e as manifestações culturais da cidade”, completa a secretária.

Berço cultural

Projetada nacionalmente, Laranjeiras vê fortalecido o papel dela como território de memória, tradições e identidade cultural ao se tornar um espaço de vivência cultural. Com uma programação robusta, a 51ª edição do Encontro Cultural conta, especialmente, com apresentações de grupos folclóricos, como o samba de pareia, reisado, taieira, cacumbi e outras expressões que fazem parte da identidade sergipana. A programação também contempla cortejos, realizações de oficinas, mesas de debate, exposições, espetáculos teatrais e shows musicais.

A cidade histórica, considerada berço da cultura sergipana, reúne um conjunto arquitetônico e urbano tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). São diversos edifícios coloniais que retratam a história e a cultura locais, a exemplo de igrejas e monumentos que fazem dela um importante polo turístico e cultural, preservando a memória e a identidade de Sergipe.

As igrejas, que são inúmeras, são os monumentos mais visitados. Entre elas, estão a Igreja Matriz Sagrado Coração de Jesus, datada do século XVIII; Igreja Nossa Senhora da Conceição da Comandaroba, que foi edificada pelos padres jesuítas da Companhia de Jesus; Igreja Senhor do Bonfim, do século XIX, que possui arquitetura colonial; e Igreja Nossa Senhora da Conceição dos Homens Pardos.

Mais tradição

Há, ainda, o Centro Histórico, com ruas de paralelepípedo repletas de edificações que contam a história da cidade, como os Trapiches do século XIX, onde funcionam a Universidade Federal de Sergipe (UFS) e o Mercado Municipal. Há também a Casa de Cultura João Ribeiro, um espaço voltado à pesquisa, onde se encontra todo o acervo do jornalista, crítico literário, filólogo, historiador, pintor, tradutor brasileiro e membro da Academia Brasileira de Letras (ABL), João Ribeiro, que nasceu em Laranjeiras em 1860 e faleceu no Rio de Janeiro em 1934.

A cidade abriga ainda o Museu de Arte Sacra, um imóvel do século XIX, cujo acervo inclui uma vasta coleção de imagens sacras, mobiliário, documentos e porcelanas que datam dos séculos XVII ao XX; a Casa do Folclore Zé Candunga, onde tudo se refere à cultura, tradições e manifestações do folclore laranjeirense, a exemplo dos Lambe-sujo e Caboclinhos, festa que acontece na primeira semana do mês de outubro. Há, também, a Casa do Artesanato, localizada no início da Avenida João Sapateiro, no Centro da cidade, destacando-se, principalmente, pela produção de renda irlandesa, Patrimônio Cultural e Imaterial de Sergipe.

Outro destaque do município é a comunidade quilombola no Povoado Mussuca. Conhecida pela herança cultural e histórica, a comunidade é composta principalmente por descendentes de africanos que foram escravizados. Ali, são preservadas as tradições culturais, religiosas e sociais que remontam os tempos da escravidão. A Mussuca é famosa pelo Samba de Pareia, uma dança tradicional que representa a resistência e a identidade cultural dos quilombolas da comunidade.

Texto e imagens reproduzidos do site: www se gov br

51º Encontro Cultural de Laranjeiras


Festival Cultural de Laranjeiras — Foto: Marco Ferro/ASN

Publicação compartilhada do site G1 GLOBO SE., de 29 de dezembro de 2025 

Confira a programação do Encontro Cultural de Laranjeiras

Evento acontece de 4 a 11 de janeiro de 2026.

Por g1 SE

A programação do 51º Encontro Cultural de Laranjeiras, que acontece de 4 a 11 de janeiro de 2026, foi divulgada na manhã desta segunda-feira (29) pela prefeitura do município.

O Encontro Cultural deste ano traz como tema “Culturas Populares e Folkcomunicação: é de ponta de pé, é de calcanhar”, reforçando a diversidade, a tradição e a preservação das manifestações folclóricas brasileiras.

A programação reúne música, teatro, dança, oficinas, apresentações de grupos folclóricos, simpósio, cortejos e vivências voltadas à folkcomunicação, entre outras atrações. Confira a programação completa divulgada pela prefeitura da cidade.

Entre os nomes que fazem parte da programação musical estão: Devinho Novaes, Joelma, Edcity, Sandra de Sá, Simone Mendes, Dilsinho ,Tarcísio do Acordeon, além de Padre Fábio de Melo.

Confira o horário dos shows:

09/01 sexta-feira

20h30: Grupo Folclórico São Gonçalo da Mussuca
21h: Devinho Novaes
0h: Joelma
02h :Taty Girl
04h: Fantasmão
Intervalos com Banda Centaura

10/01 Sábado

22h: Dilsinho
0h: Simone Mendes:
02h: Tarcísio do Acordeon
04h: Leonne o Nobre
Intervalos com DJ Dubai

11/01 Domingo

15h: Cryminor
Festival de Reggae
16h: Jardim dos Leões
17h: Vibrações
18h: Sisal Roots
19h: Adão Negro
20h30: Banda Pressão
21h30: Yuri Rodrigues e Roquinho Almeida
22h30: Marclésia Gomes e Lellynha Sawré
23h30: Sandro Reis
Intervalos com Caravana Sounds e Zidanny

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Texto reproduzido do site: g1 globo com/se/se

sexta-feira, 2 de janeiro de 2026

Festa do Bom Jesus dos Navegantes...

Artigo compartilhado do site da ARQUIDIOCESE DE ARACAJU, de 31 de dezembro de 2025

Festa do Bom Jesus dos Navegantes: fé, tradição e história que acompanham o nascimento de Aracaju

Por Rafael Santos

A Festa do Bom Jesus dos Navegantes é uma das mais antigas e significativas expressões de fé do povo sergipano. Sua origem praticamente se confunde com a própria história de Aracaju, que se tornou capital da província em 1855. De acordo com registros históricos e com a tradição oral, a festa teve início entre os anos de 1856 e 1857, sendo considerada por muitos historiadores como a principal manifestação religiosa dos primeiros anos da cidade.

A devoção nasceu entre os pescadores que habitavam o antigo povoado de Santo Antônio, região que hoje corresponde à Colina de Santo Antônio. Segundo a tradição, durante uma forte tempestade, esses pescadores clamaram ao Bom Jesus para que acalmasse as águas, assim como narrado no Evangelho. Do rio ou do mar, eles avistaram ao longe a colina com a cruz e confiaram sua vida à proteção do Bom Jesus. Atendidos em sua súplica, passaram a cultivar a devoção que deu origem à festa, cuja cruz é a mesma que até hoje segue em procissão.

Um ciclo de festejos na Aracaju antiga

Historicamente, a Festa do Bom Jesus dos Navegantes integrava um amplo ciclo de celebrações religiosas da antiga cidade. Esse período festivo tinha início no dia 8 de dezembro, com a Solenidade da Imaculada Conceição, e se estendia até as celebrações de São Benedito. No último domingo de dezembro, a imagem do Bom Jesus descia da colina em direção à catedral, onde permanecia até o dia 1º de janeiro, quando acontecia a tradicional procissão fluvial. Após retornar à catedral, a imagem seguia novamente em procissão até a Colina de Santo Antônio, no domingo seguinte.

Com o passar do tempo, o formato da festa passou adaptações, mas manteve seus elementos essenciais, preservando a riqueza simbólica e espiritual que atravessa gerações.

Programação atual mantém tradição centenária

Atualmente, a Festa do Bom Jesus dos Navegantes conserva a descida da imagem da Colina de Santo Antônio até a Catedral Metropolitana, bem como a tradicional procissão fluvial no dia 1º de janeiro, prática que remonta aos primórdios da devoção e possui a mesma idade da festa.

Neste ano, a programação teve início com o tríduo nos dias 25, 26 e 27 de dezembro. No sábado, dia 27, a imagem do Bom Jesus desceu da colina e seguiu para a Catedral Metropolitana de Aracaju, onde permanecerá até o dia 1º.

No primeiro dia do ano, às 14h, a imagem irá sair da catedral em direção ao Ponto do Imperador, local de embarque para a procissão fluvial. Conduzido em uma embarcação principal, o Bom Jesus seguirá pelas águas, acompanhado por dezenas de barcos, canoas e veleiros, atravessando áreas tradicionais de pesca, passando pelo bairro Industrial, pela região próxima à Barra dos Coqueiros e pelas proximidades da foz do rio, onde devotos aguardam em oração.

Após o retorno ao Ponto do Imperador, terá início a procissão terrestre, que percorrerá  importantes vias do centro histórico da cidade, passando por praças e ruas tradicionais, até a subida final para a Colina de Santo Antônio.

A Festa do Bom Jesus dos Navegantes segue sendo um patrimônio religioso e cultural de Aracaju, testemunhando a fé de um povo que, desde o nascimento da cidade, confia sua vida, seu trabalho e suas águas à proteção do Bom Jesus.

Texto e imagem reproduzidos do site: arquidiocesedearacaju org

sexta-feira, 26 de dezembro de 2025

Gente nova para novas leituras de Sergipe

Escritora Andreza Maynard


Jornalista Beneti Nascimento conversando
 com o público presente ao evento

Artigo compartilhado do site SÓ SERGIPE, de 5 de dezembro de 2025

Gente nova para novas leituras de Sergipe

Prof. Dr. Claudefranklin Monteiro Santos (Coluna Outras Palavras)

Acompanhei boa parte do lançamento do livro Novas Leituras de Sergipe, organizado pela Profª. Drª. Andreza Santos Cruz Maynard (CODAP/UFS), ao lado do confrade Expedito Souza. Lá pelas tantas, após folhear suas 174 páginas, ele se dirigiu a mim com o seguinte questionamento: “Monteiro, estou sentindo falta de nomes como Mário Cabral, Thetis Nunes, Luiz Antônio, Claudefranklin (risos de minha parte, claro)”. No que, discreta e prontamente, lhe respondi apontando para o título da obra que em si já traduz a sua essência e também  seu propósito.

O evento aconteceu nas dependências da Escola do Legislativo do Estado de Sergipe, em Aracaju, no dia 26 de novembro, durante a nova edição do projeto  “Encontro com o Autor Sergipano” sob a batuta de Beneti Nascimento, coordenador de Assuntos Culturais da ELESE. Concorrido, contou com as presenças dos autores, deste que vos escreve, além de personalidades como a Profª Drª Sheyla Farias Silva, professora adjunta da UFS e coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Ensino de História (ProfHistória), da referida instituição, da Profª. Sayonara Rodrigues do Nascimento Santana, diretora do Arquivo Público do Estado de Sergipe (APES) e do secretário de Estado da Cultura de Sergipe, Valadares Filho.

Publicado com recursos da Política Nacional Aldir Blanc, junto à Funcaju, Funcap e Prefeitura de Aracaju, o livro “Novas Leituras de Sergipe” é constituído por 40 textos, de autoria dos seguintes pesquisadores, professores e intelectuais: Andreza Maynard, Diego Leonardo, Adriana Mendonça, Francisco Diemerson, Adriano Antunes, Clotildes Farias, Maria Luiza Pérola, Lucindo Júnior, Paulo Roberto, Priscila Antônia, Roberta da Silva, Ailton Silva, Gabriela Rezende, Maria Viviane, Letícia Conceição, Paula Tavares, Liliane Costa e Mônica Apenburg.

Dividido em duas partes (Leituras de Sergipe e Leituras de Aracaju), “Novas Leituras de Sergipe” reúne artigos publicados originalmente na coluna “Getempo em Revista”, criada em abril de 2012, numa parceria com o portal Infonet. Para Maria Luiza Pérola Dantas Barros: “Se a ideia inicial envolvia publicar textos de Pesquisadores ligados ao GET, hoje [2025] não nos detemos a isso. Sem renunciar à qualidade, passamos a receber contribuições de diversos pesquisadores e de diferentes partes do Brasil” (p. 91), cumprindo, a meu ver, aquilo que é significativo em todo processo de produção do conhecimento científico, não sendo diferente no campo da História, que é a divulgação, inclusive para o público comum e não acadêmico, dos frutos de pesquisas realizadas no seio da universidade pública brasileira, mais de perto, em Sergipe.

O GET é a sigla para designar o Grupo de Estudos do Tempo Presente (UFS/CNPq), fundado pelo Prof. Dr. Dilton Cândido Maynard, em 2008, como parte das ações de pesquisa e extensão do Curso de Licenciatura em História da Universidade Federal de Sergipe. Dilton está entre os mais destacados e produtivos professores do Departamento de História. Até pouco tempo, ocupava o cargo de pró-reitor da Universidade Federal de Sergipe. Ao lado de sua esposa, a Profª Drª Andreza Maynard, pais de Dante e Ângelo, tem dado uma importante contribuição para a formação e desenvolvimento intelectual de vários jovens das diversas cidades do Estado de Sergipe, alguns destes com destaque em seleções de Mestrado e Doutorado em nível nacional, além de êxito em concursos públicos, notadamente na área de docência do Ensino Superior.

O que mais chama a minha atenção em Novas Leituras de Sergipe é o fato de ser composto por textos que costumo chamar de fôlego curto, se comparados a outros como artigos científicos, dissertações, teses ou tratados. Além do exercício da síntese objetiva e cirúrgica que tais produções exigem, destaco ainda o seu viés didático, deixando a disposição de um número maior de leitores (especializados ou não) a chance de ter acesso a releituras e novas abordagens de temas como Sergipanos e Sergipanidades, Segunda Guerra Mundial, Educação, Emancipação Política de Sergipe, Patrimônio Cultural, Cangaço, Imprensa, História Política, Cinema, Teatro, Práticas e Manifestações Culturais.

Enfim, conforme ressalta a sua organizadora, trata de “(…) um convite para uma viagem rumo à cultura sergipana”, sob a ótica, o entusiasmo, o vigor e a qualidade de jovens mentes e jovens historiadores de um celeiro chamado Historiografia Sergipana, que segue gerando frutos de grande envergadura intelectual, a exemplo de Mário Cabral, Thetis Nunes, Luiz Antônio Barreto, entre outros e outras.

Texto e imagens reproduzidos do site: sosergipe com br

quarta-feira, 24 de dezembro de 2025

Exposição em Homenagem a "Beto Pezão - Alquimista do Barro"

 Foto: Museu da Gente Sergipana

Publicação compartilhada do site A8 SE, de 18 de dezembro de 2025

Museu da Gente Sergipana inaugura exposição em homenagem a Beto Pezão nesta sexta (19)

A mostra será lançada às 10h, na sala de exposições temporárias do museu.

Por Redação do Portal A8SE

O Instituto Banese, através do Museu da Gente Sergipana, realizará nesta sexta-feira (19), a abertura da exposição "Beto Pezão - Alquimista do Barro". A abertura começa às 10h e é uma homenagem ao poeta das mãos que modelam a alma do sertão, tendo os icônicos pés alongados, Beto Pezão.

O projeto traça a vida e a jornada de um artista cujo trabalho transcende o material, transformando o barro em narrativas visuais da vida ribeirinha e do cotidiano nordestino. São sertanejos, pescadores, lavadeiras, feirantes, mães e santos, todos com a expressão da vida que teima em brotar na paisagem seca.

Além das obras, a exposição apresenta o universo de trabalho do artista, onde, como um verdadeiro alquimista, ele transforma esse elemento da natureza, o barro, em peças de valor que captam a essência da alma nordestina.

A exposição tem a curadoria da coordenadora do Museu, a arquiteta e historiadora Karla Souza, e projeto expográfico assinado pelos arquitetos Ezio Déda, Eduardo Lucas, Karla Souza, Pedro Cury Monzu, Marlon Santos Lima, Daniel Souza Nascimento e Pedro Borges Melo.

A mostra "Beto Pezão - Alquimista do Barro" permanecerá em cartaz até o dia 11 de janeiro e poderá ser visitada no horário de funcionamento do museu, das 10h às 15h.

Oficina

Após o lançamento, será realizada uma visita mediada pela exposição na companhia de Beto Pezão que conversará sobre sua vida artística e seus modos de fazer arte.

A iniciativa tem como objetivo promover uma experiência criativa com a argila, contato com a natureza e convivência com o artista. Não será necessário inscrição prévia para participar da atividade.

Texto e imagem reproduzidos do site: a8se com

quarta-feira, 17 de dezembro de 2025

Galeria de Arte J. Inácio completa 44 anos




Fotos: Marco Ferro

Publicação compartilhada do site GOVERNO DE SERGIPE, de 17 de Dezembro de 2025 

Galeria de Arte J. Inácio completa 44 anos como espaço de formação e circulação das artes visuais em Sergipe

Série especial reúne artistas e curadores que destacam a importância histórica da Galeria em suas trajetórias e para a produção artística no estado

Ao completar em dezembro 44 anos de atuação, a Galeria de Arte J. Inácio segue como um dos principais espaços públicos dedicados às artes visuais em Sergipe. Ao longo de sua trajetória, a galeria se consolidou como local de exposições, formação e encontro entre artistas de diferentes gerações, contribuindo para a difusão da produção artística sergipana. Nas trajetórias de Caã, Véio e do curador Mário Britto (fotos), a galeria aparece como um espaço decisivo de formação, visibilidade e reconhecimento.

Do sertão à Galeria

Cícero Alves dos Santos, conhecido como Véio, é um dos mais importantes escultores brasileiros contemporâneos. Nascido em Nossa Senhora da Glória, sertão sergipano, Véio trabalha exclusivamente com madeira, transformando troncos e raízes encontrados na natureza em esculturas que retratam o cotidiano, os mitos e as lendas do sertão nordestino. Suas obras integram acervos como a Pinacoteca do Estado de São Paulo, o Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro e o Museu do Pontal.

Para Véio, a Galeria de Arte J. Inácio marcou sua trajetória quando o espaço acreditou em uma arte que vinha do interior e falava sobre a sergipanidade. "Na época, trabalhar com arte não era algo bem aceito, nem no sertão, nem na capital. Quem vinha do interior para mostrar seu trabalho enfrentava muita dificuldade. Meu trabalho era de um único estilo, sem pintura, todo em madeira. Levei para a Galeria peças que falavam sobre o sertão e sobre as pessoas que viviam lá, mostrando as dificuldades e a qualidade de vida do povo do campo. Eu tentava não só fazer o meu nome, mas também mostrar o trabalho ao nível sergipano e dar oportunidade àquele pessoal do sertão que sequer conhecia a capital", disse.

Para o escultor, a Galeria abriu oportunidades para artistas que até então permaneciam invisibilizados. "A Galeria foi muito importante nesse sentido. Deu condições a alguns que nunca tinham sido comentados de ter a chance de se apresentar. O artista precisa e merece um espaço para mostrar o que faz, mas para isso é preciso ter pessoas que queiram ver. Para o futuro, só espero que a Galeria se desenvolva cada vez mais, dando oportunidade aos principiantes. Já se passaram muitos anos desde que estive lá, e desejo que os novos artistas estejam sempre visitando, vendo, aprendendo e também ensinando”, destacou.

Entre legado e construção de identidade artística, Caã, artista plástico e pintor, seguiu os passos de seu pai, J. Inácio, e incorporou a filosofia dele em sua trajetória - "Faça da sua arte um apostolado”. J. Inácio foi uma personalidade determinada que estudou Belas Artes no Rio de Janeiro e decidiu abandonar o curso quando sentiu que os professores queriam impor uma volta ao academicismo. "J. Inácio foi uma pessoa que estudou Belas Artes no Rio de Janeiro. Não chegou a concluir o curso porque era muito rebelde, queria seguir o próprio caminho. Papai dizia: 'Eu já tenho a minha forma de pintar e os professores querem que eu volte à pintura acadêmica. Eu quero é a pintura moderna'. E deixou a escola", revelou Caã.

Essa rebeldia artística também marcou Caã, mas trouxe um desafio: lidar com a influência do pai. "No início, eu pintava muito parecido com ele. Chegava a um ponto em que as pessoas olhavam minhas obras e perguntavam se eram dele. Era até difícil me desprender dessa influência, porque ela era muito forte. Quando eu tinha dúvida sobre uma pintura, pensava em como ele resolveria e fazia igual. Foi preciso tempo para encontrar meu próprio caminho", relembrou.

O ponto de virada veio quando Caã se mudou para a Ribeira. "Lembro que um dia, já morando na Ribeira, olhei lá de cima e vi o povoado embaixo, com aquela paisagem meio borrada, meio impressionista. Achei bonito e decidi pintar assim mesmo, soltando mais o pincel, fazendo aquela melação. Gostei do resultado e segui por esse caminho, desde então", descreveu.

As primeiras exposições de Caã na Galeria de Arte J. Inácio foram compartilhadas com o escultor Zeus, numa parceria que mostrava como o espaço acomodava diferentes linguagens. "Costumava expor junto com o escultor Zeus: eu com as pinturas, ele com as esculturas. Era sempre uma parceria boa, e a galeria comportava bem as duas linguagens, porque era um espaço grande. Sobre a Galeria, lembro bem da época em que foi inaugurada. Foi um momento muito bom para todos os artistas, porque abriu espaço tanto para os jovens que estavam começando quanto para os mais experientes. A influência do meu pai foi enorme. Para mim e para muitos artistas de Sergipe que vieram depois, ele deixou um legado de uma arte séria, feita com vontade”, comentou.

Espaço público e memória cultural

Mário Britto, curador de arte, compreende bem o significado da Galeria de Arte J. Inácio no panorama cultural do estado. Como galerista à frente da Galeria de Arte Mário Britto, ele observa de perto como os espaços públicos de arte funcionam e sua responsabilidade com as comunidades artísticas. "A Galeria tem um papel importante não só pela forma como presta serviço à coletividade artística, mas também por ter como patrono J. Inácio, uma figura que representa muito da nossa cultura", afirmou Mário Britto.

Para ele, J. Inácio ocupa um lugar especial no imaginário coletivo sergipano. "Costumo dizer nas minhas rodas de conversa sobre arte, que ele faz parte desse cantinho afetivo no coração do sergipano. As suas famosas bananeiras, que o consagraram como artista, hoje são disputadas por colecionadores e continuam sendo símbolos da arte sergipana", observou.

O curador vê a Galeria de Arte J. Inácio como um espaço de memória e de encontro coletivo. "A Galeria J. Inácio tem sido desde sempre um espaço de pertencimento coletivo. Muitos artistas escolheram esse lugar para se lançar nas artes e dar os primeiros passos na carreira. Por ser uma galeria pública estadual, ela tem esse caráter democrático e integrador, algo especial no nosso cenário cultural. A Galeria vem sendo mantida de forma positiva, com muitas proposituras e continua sendo esse lugar de encontro, de memória e estímulo à criação. É bom ver que, passadas mais de quatro décadas, ela ainda inspira artistas e curadores do nosso estado”.

Texto e imagens reproduzidas do site: www se gov br

segunda-feira, 8 de dezembro de 2025

Padroeira de Aracaju, N. S. da Conceição inspira católicos e povos de terreiro na fé



A Catedral Metropolitana de Aracaju celebra 150 anos 
 Foto: Ronald Almeida/Secom PMA



Anderson Gomes, pároco da Catedral Metropolitana de Aracaju


Iyalorixá Angélica de Oliveira, organizadora 
da Lavagem da Conceição
 Fotos: Karla Tavares/Secom PMA

Adriano Oliveira, organizador da Lavagem da Conceição
Fotos: Karla Tavares/Secom PMA.

Publicação compartilhada da Agência Aracaju de Notícias, de 8 de dezembro de 2025 

Padroeira de Aracaju, Nossa Senhora da Conceição inspira católicos e povos de terreiro na fé

A celebração em homenagem a Nossa Senhora da Conceição, padroeira de Aracaju, reúne todos os anos duas tradições que expressam a identidade cultural e religiosa da capital sergipana: o novenário católico dedicado à santa e a Lavagem da Conceição, realizada pelos povos de terreiro em reverência a Oxum. No sincretismo religioso, Nossa Senhora da Conceição é associada à orixá das águas doces, da fertilidade, da riqueza e do amor. Relação que, ao longo de décadas, moldou práticas, crenças e símbolos da cidade.

Na história da fé católica, a devoção local à Imaculada Conceição remonta ao período da transferência da capital de São Cristóvão para Aracaju, entre 1855 e 1860. Em 1875, foi concluída a Catedral Metropolitana, considerada a Igreja Mãe da Arquidiocese, consolidando a presença da santa como padroeira da cidade. Segundo o pároco Anderson Gomes, essa relação permanece profundamente enraizada. Para ele, a devoção acompanha a formação urbana e cultural de Aracaju, marcada pela presença da Catedral no centro da capital. “As pessoas que têm mais idade carregam uma devoção profunda à Nossa Senhora da Conceição, porque ela realmente fundou uma geração, uma cultura imbuída na fé católica”, ressalta. Mesmo com a expansão urbana e o distanciamento dos fiéis em relação ao centro da cidade, o padre destaca que, durante o período da festa, muitos devotos retornam à igreja para renovar suas orações e agradecimentos.

Ao falar sobre o significado da santa, o pároco reforça sua dimensão espiritual e seu exemplo para os fiéis. “Para nós, Nossa Senhora da Conceição é a Mãe de Deus, a mulher que acolheu o anúncio do anjo e nos inspira pela humildade, pela esperança e pela capacidade de acreditar. Neste tempo difícil, ela aponta para a luz e para o amor”, disse.

Ao lado da tradição católica, os povos de terreiro também celebram, no dia 8 de dezembro, a força de Oxum por meio da Lavagem da Conceição, que se tornou um dos rituais mais marcantes da capital. O cortejo sai da Colina do Santo Antônio em direção à Catedral, onde ocorre a lavagem das escadarias, gesto simbólico que une fé, resistência e ancestralidade.

Responsável pela cerimônia, a iyalorixá Angélica de Oliveira, da casa Humkpame Karê Le Wi Oyá Güilê Ginan, relembra a origem da celebração, iniciada em 1982 a partir da promessa de oito estudantes aprovados no vestibular. Eles atribuíram a conquista à intercessão de Nossa Senhora da Conceição e de Oxum e decidiram realizar um gesto de agradecimento. “Naquela época só existia a procissão. Terminava a celebração religiosa e a cidade se recolhia. Os estudantes quiseram pagar a promessa, mas foram impedidos de realizar a homenagem na frente da Catedral. Ainda assim, seguiram com a ideia, apoiados pelas tias de um deles, que guardaram o estandarte e o material de divulgação”, recorda.

Sem estrutura e com poucos recursos, os jovens improvisaram a primeira lavagem. “Fizeram tudo com o que havia na praça. Com um balde de água tirado de um espelho d’água. Não havia flores; tiraram das árvores do local. Fizeram buquês improvisados. A caminhada começou ali mesmo”, conta Angélica. O cortejo seguiu até as escadarias e marcou a história da celebração, hoje com 43 anos.

Para a iyalorixá, conviver com as duas devoções representa um aprendizado contínuo. Ela afirma que a fé demonstrada pelos participantes, seja por Nossa Senhora da Conceição ou por Oxum, alimenta a caminhada de todos. “Se a pessoa está ali, é porque confia nas duas. Isso é muito positivo para nós”, diz. A mãe de santo também reforça a importância de desmistificar preconceitos contra as religiões de matriz africana. “A nossa caminhada mostra que não é como ensinam nos livros ou na escola. A fé que levamos é construída com respeito, estudo e tradição”, completou.

O padre Anderson Gomes destaca que as duas celebrações caminham juntas no respeito mútuo. Para ele, reconhecer diferentes expressões de fé é essencial. “A dimensão da fé só é humana e profundamente mística quando respeitamos o modo do outro professar a sua crença. A cada ano, acolhemos a lavagem das escadarias com muito respeito. Onde houver um ser humano promovendo o bem, a paz e os bons valores, ali deve haver acolhimento”, frisou.

Programação

Católicos: Com o tema ‘Celebremos os 150 anos da Catedral, sob o patrocínio da Imaculada, Mãe da Esperança’, o novenário de Nossa Senhora da Conceição teve início em 29 de novembro e culmina nesta segunda-feira, 8. A programação inclui missa dos devotos às 7h; missa solene às 9h30, presidida pelo arcebispo Dom Josafá Menezes; celebração às 15h30 seguida da consagração; e, às 16h30, procissão pelas ruas da cidade, retornando à Catedral. Às 18h, será realizada a missa de encerramento, dedicada a agradecer os feitos atribuídos à intercessão da santa.

Povos de terreiro: Neste dia 8 de dezembro, às 8h, começa a concentração para a Lavagem da Conceição na Colina do Santo Antônio. A saída ocorre às 9h, com apresentação inicial sobre o tema escolhido para o ano, que aborda a missão dos iniciados como guardiões do sagrado. O cortejo segue pelas avenidas Simeão Sobral, João Ribeiro e Ivo do Prado (Rua da Frente), com parada no Mercado para homenagem das mulheres das flores a Oxum. No percurso, também são celebrados expositores que apresentaram obras inspiradas na lavagem. O grupo realiza ainda o tradicional encontro entre o rio e o mar na Ponte do Imperador, onde é entregue o balaio ritual. O cortejo segue então para a Catedral, encerrando com a lavagem das escadarias.

Texto e imagens reproduzidos do site: www aracaju se gov br

quinta-feira, 4 de dezembro de 2025

1ª sessão da Concorrência Pública > nova ponte Aracaju–Barra dos Coqueiros

Obra visa ampliar acesso a municípios, reduzir distâncias 
e gerar novas oportunidades e mais desenvolvimento

Publicação compartilhada do site JLPOLÍTICA, de 1 de Dez de 2025

Governo do Estado realiza 1ª sessão da Concorrência Pública da nova ponte Aracaju–Barra dos Coqueiros

Por Jozailto Lima (Coluna Aparte)

O Governo de Sergipe avançou mais uma etapa decisiva para tornar realidade uma das principais obras estruturantes do estado. Nesta segunda-feira, 1º, a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Urbano e Infraestrutura - Sedurbi - realizou a 1ª sessão da Concorrência Pública nº 01/2025, referente ao processo licitatório para a elaboração dos projetos básico, executivo e construção da nova ponte Aracaju–Barra dos Coqueiros. Conduzida conforme a Lei nº 14.133/2021, a sessão aconteceu no auditório da unidade sede da Secretaria de Estado da Agricultura e Desenvolvimento Rural - Seagri -, em Aracaju, e ocorreu com total transparência, incluindo registro audiovisual integral de todas as fases, segundo a legislação federal.

A licitação, lançada em setembro deste ano pela gestão estadual, segue o modelo de contratação integrada, que contempla a elaboração dos projetos básico e executivo de engenharia, além da execução da obra. Para garantir um resultado final de alta qualidade, o processo utiliza o critério técnica e preço, pelo qual os consórcios participantes são avaliados a partir da sua experiência prévia na execução de empreendimentos de características semelhantes. Dois consórcios participaram da abertura do certame: Consórcio Coqueiros Aracaju, formado pelas empresas Construbase, Cidade, Paulitec e Heca; e o Consórcio Segunda Ponte composto pelas empresas A Gaspar, Arteleste e Via Engenharia.

O secretário da Sedurbi, Luiz Roberto Dantas, detalhou o andamento do processo. “Recebemos a documentação das empresas em quatro envelopes distintos, seguindo rigorosamente o que determina o edital: um contendo a proposta, o segundo com a documentação de habilitação, o terceiro a proposta técnica e o quarto a proposta de preço. A primeira etapa foi o credenciamento das licitantes, e todas as empresas foram consideradas aptas. Na sequência, analisamos as garantias de proposta, que também estavam em conformidade”, afirmou.

Conforme Luiz Roberto, a partir de agora será definida a data para divulgação do resultado da análise da documentação de habilitação, que ficará a cargo da Comissão de Licitação da Sedurbi, com o apoio de um grupo de trabalho instituído por portaria específica. "Essa equipe fará a avaliação detalhada e emitirá a pontuação necessária para determinar se as empresas estão habilitadas a seguir no processo. Após essa fase, agendaremos uma nova sessão para divulgação do resultado do julgamento de habilitação e abertura dos envelopes referentes às propostas de técnica e de preço”, complementou.

O secretário ressaltou ainda a relevância da iniciativa para o cenário nacional. “Trata-se de um investimento estruturante, capaz de transformar a dinâmica urbana e regional, reforçando o compromisso do Governo do Estado com a modernização da infraestrutura e o avanço sustentável de Sergipe. Eu ouso dizer que, neste momento, será a grande intervenção aguardada pelo mercado brasileiro. A maior obra do Brasil lançada pelo Estado de Sergipe”, afirmou Luiz.

A agente de Contratação da Sedurbi, Carmen Sueli Cruz Silva, presidiu a mesa e enfatizou o rigor e a transparência do processo. “Conduzimos todas as etapas com máxima responsabilidade e observância integral à Lei nº 14.133/2021. A sessão ocorreu de forma pública, com registro audiovisual completo, garantindo segurança jurídica e acesso igualitário a todos os participantes. É um momento importante para Sergipe, e nosso compromisso é assegurar que cada fase seja realizada com lisura e total conformidade técnica”, afirmou.

A nova ponte Aracaju–Barra dos Coqueiros nasce com o propósito de fortalecer a integração entre os dois municípios e reduzir a carga de tráfego sobre a ponte atual, que há anos opera acima de sua capacidade. Além da mobilidade urbana, a infraestrutura será fundamental para impulsionar o crescimento econômico, facilitar o acesso a serviços essenciais e atrair investimentos para a região.

Antes de lançar a licitação, o Governo do Estado promoveu audiências públicas com moradores de Aracaju e da Barra dos Coqueiros, apresentando o Estudo e o Relatório de Impacto Ambiental - EIA-Rima - e ouvindo as contribuições da comunidade.

Com a construção da nova ponte, a expectativa é de que todo o litoral norte sergipano, incluindo Aracaju, Barra dos Coqueiros e municípios vizinhos, experimente um ciclo de desenvolvimento econômico, social e turístico. A obra, considerada essencial e há muito reivindicada pela população, promete ampliar o acesso, reduzir distâncias e gerar novas oportunidades.

Texto e imagem reproduzidos do site: jlpolitica com br/colunas/aparte