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domingo, 2 de novembro de 2025

Centro Cultural Palácio Museu Luiz Antônio Barreto


Elias Melo, responsável pela confeccção da 
escultura de Luiz Antônio Barreto

Prefeita Emília Corrêa sanciona lei que 
homenageia Luiz Antônio Barreto


A viúva Raylane Navarro Barreto ficou emocionada com
 o reconhecimento da prefeitura de Aracaju

Irmão do homenageado, Artêmio Barreto

Paulo Amado é amigo de longa data de Luiz Antônio Barreto

Fotos: Karla Tavares/Secom PMA

Publicação compartilhada da Agência Aracaju de Notícias, de 1 de novembro de 2025

Prefeita Emília Corrêa sanciona lei que homenageia Luiz Antônio Barreto

Em uma solenidade marcada pelo reconhecimento à cultura sergipana, a prefeita de Aracaju, Emília Corrêa, sancionou, nesta sexta-feira, 31, a lei que denomina o espaço do Centro Cultural de Aracaju como Centro Cultural Palácio Museu Luiz Antônio Barreto. A cerimônia, realizada na Praça General Valadão, contou com a presença dos vereadores Isaac Silveira, autor do projeto da homenagem, Alex Melo e Lúcio Flávio, além de secretários municipais, familiares do homenageado, artistas e representantes da sociedade civil.

A prefeita destacou a importância de preservar a memória e valorizar personalidades que contribuíram para a cultura de Sergipe. “É emocionante transformar o Centro Cultural em Palácio Museu Luiz Antônio Barreto. Aqui vamos respirar cultura, como ele sempre defendeu. Essa homenagem é justa e reconhece o valor de quem fez tanto por Aracaju e por Sergipe. Transformar o Centro Cultural em Palácio Museu Luiz Antônio Barreto é algo emocionante. Aqui, no marco zero da nossa cidade, essa é uma homenagem mais que justa. É um gesto de justiça e de gratidão, que reconhece o valor de quem fez tanto por Aracaju e por Sergipe.”, afirmou Emília Corrêa.

O secretário municipal da Cultura, Paulo Corrêa, explicou que a homenagem nasceu de um compromisso da atual gestão. “Desde o início, a prefeita enfatizou a importância de Luiz Antônio Barreto e decidiu que faríamos essa homenagem, com o Centro Cultural levando seu nome e a instalação de uma estátua para que todos possam sentir sua presença simbólica”, disse o secretário.

A viúva do homenageado, Raylane Navarro Barreto, destacou a sensibilidade e a justiça do reconhecimento."Eu considero a homenagem, além de bela, justa, nobre e muito merecida. Luiz Antônio foi, em vida, um exemplo de como cultivar e valorizar a cultura local, preservando um acervo que guarda a história do nosso Estado. Essa homenagem é justa justamente por ser muito merecida. A prefeita está de parabéns; é de se esperar sensibilidade de mulheres, e ela honrou o gênero ao fazer com que essa homenagem saísse do papel. Só tenho a agradecer. Essa é uma homenagem que nos permite reconhecer nossas expressões culturais e garantir que as gerações futuras possam também conhecer e preservar esse legado. Luiz Antônio representa bem aqueles que fizeram e continuam fazendo pela cultura sergipana”, destacou Raylane.

O irmão do homenageado, Artêmio Barreto, também ressaltou a importância do gesto.“Hoje eu vejo o primeiro reconhecimento do poder público. Os amigos sempre reconheceram, a imprensa também, mas agora isso vem de forma institucional. Fico feliz de ver meu irmão sendo lembrado com justiça e respeito”, disse emocionado.

Amigo de longa data de Luiz Antônio, o escritor Paulo Amado relembrou o legado do intelectual. “Conheci Luiz Antônio em 1965. Ele foi um grande sergipano e merece todas as homenagens”, declarou.

O artista Elias Melo, responsável pela escultura inaugurada, falou da emoção de retratar o amigo. “Conheci Luiz Antônio nos anos 80, e foi um prazer enorme trabalhar na obra. Finalizei em cerca de dois meses”, contou.

A programação contou ainda com apresentações culturais do Grupo Parafusos e do artista Pedrinho o Cara, além do descerramento da estátua. O evento foi encerrado com o show da Banda Água Viva, animando o público presente.

Texto e imagens reproduzidas do site: www aracaju se gov br

sábado, 1 de novembro de 2025

Centro Cultural de Aracaju, hoje > Palácio-Museu Luiz Antonio Barreto



Texto publicado originalmente no site da PMA, em 24 de outubro de 2025 

Centro Cultural de Aracaju passará a se chamar Palácio-Museu Luiz Antonio Barreto

Secult Aju

A Câmara Municipal de Aracaju aprovou o Projeto de Lei nº 362/2025, de autoria do vereador Isac Silveira, que denomina o prédio onde funciona o Centro Cultural de Aracaju como Palácio-Museu Luiz Antonio Barreto. A proposta, será sancionada pela prefeita Emília Corrêa, em evento festivo, que vai acontecer no Centro Cultural no dia 31 de Outubro, fechando as comemorações do mês da Sergipanidade. Com o ato, o Executivo Municipal reconhece a relevância intelectual, artística e histórica de um dos maiores expoentes da cultura sergipana e o espaço cultural passará oficialmente a ostentar o nome de Luiz Antonio Barreto, em justa homenagem à sua trajetória marcada pela dedicação à arte, à educação, à pesquisa e à preservação da memória sergipana.  

Para o secretário municipal da Cultura, Paulo Corrêa, a homenagem demonstra o compromisso da gestão com a valorização dos grandes nomes da cultura local. “Já era urgente que os órgãos culturais do nosso estado e da nossa cidade prestasse homenagem a esse grande historiador, professor e agitador cultural que foi Luiz Antonio Barreto. O ‘Senhor Sergipanidade’ como ele era conhecido por todos os seus estudos relacionados ao pertencimento do nosso povo, poder prestar essa homenagem neste mês tão significativo para o nosso povo sergipano, é de grande valor cultural para nossa cidade.” 

 Além do ato de sanção do PL, o evento contará com uma programação cultural especial. Será montado na praça General Valadão um palco para apresentações do Grupo Parafusos, de Pedrinho O Cara, finalizando o evento com o show da Banda Água Viva. Ainda para homenagear Luiz Antonio Barreto o Centro Cultural irá fixar uma estátua de bronze em tamanho real feita pelo artista plástico Elias Santos. A mudança de nome para Palácio-Museu Luiz Antônio Barreto simboliza, além do reconhecimento ao legado do pesquisador, o fortalecimento da identidade cultural de Aracaju e o compromisso da Prefeitura em manter o espaço como um ambiente vivo, aberto à arte, à educação e à memória do povo sergipano. 

 Centro Cultural  

O Centro Cultural de Aracaju, administrado pela Secretaria Municipal da Cultura (Secult) e pela Funcaju, é um dos mais importantes equipamentos culturais da capital. O local, que é o marco zero da capital e o prédio mais antigo da cidade, abriga exposições de arte, mostras fotográficas, espetáculos e ações formativas que estimulam o diálogo entre tradição e contemporaneidade. Instalado em um prédio histórico, o centro se tornou um ponto de encontro entre artistas, pesquisadores e o público, reafirmando diariamente o papel da cultura como instrumento de identidade, pertencimento e desenvolvimento social. 

 Luiz Antônio Barreto

 Nasceu em Lagarto, Sergipe, em 10 de fevereiro de 1944, filho de João Muniz Barreto e Josefa Alves Barreto. Ainda que nascido no interior, grande parte de sua trajetória foi construída em Aracaju e outros centros culturais do estado.  

Na juventude, Barreto buscou formação diversificada: cursou Direito em Aracaju e no Rio de Janeiro, e estudou música e literatura, o que o dotou de uma base intelectual ampla para suas investigações culturais.  Essa versatilidade também se refletiu no modo como ele abordava o tema da cultura, não apenas como algo erudito, mas como um fenômeno vivo, que pulsa nas tradições populares, no folclore, nas festas populares, nas memórias locais. 

 Barreto foi jornalista, escritor, pesquisador e gestor público. Dirigiu a Galeria de Arte Álvaro Santos (1971–1973), foi Secretário Municipal de Educação e Cultura de Aracaju (1979–1981), Secretário de Estado da Cultura (1995–1997) e Presidente da Academia Sergipana de Letras (1981–1983). Publicou 29 livros e atuou com destaque na imprensa e em instituições como a Fundação Joaquim Nabuco e o Centro de Pesquisas de Sergipe (PESQUISE). Faleceu em Aracaju, em 17 de abril de 2012. 

Texto reproduzido do site: www aracaju se. gov br