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quinta-feira, 29 de novembro de 2018

Tetê Nahas recebe Comenda Maria Beatriz Nascimento


Publicado originalmente no site FAN F1, em 29/11/2018 

Tetê Nahas recebe Comenda Maria Beatriz Nascimento

Por Redação FAN F1

As várias expressões da cultura sergipana foram destacadas no plenário da Assembleia Legislativa de Sergipe, na manhã desta quarta-feira, 28. Durante Sessão Especial proposta pela deputada Ana Lula (PT), por meio da Comissão de Educação, Cultura e Desportos da Alese, 40 pessoas receberam a Comenda Cultural Maria Beatriz Nascimento (ativista do movimento negro), entre elas a atriz Valdelice de Matos Santos, conhecida no meio artístico como Tetê Nahas.

Foto: Alese

“Que venham sempre as homenagens em vida porque as pessoas costumam homenagear na morte. Essa homenagem não é só minha,mas de todos que me acolheram, de todos os grupos Grifacaca, Check-up, Asas, Imbuaça e agora também pela minha companhia teatral. Esse reconhecimento não é só do meu trabalho, mas de todos que permitiram que eu mostrasse a minha arte e fizesse esse crédito perante a sociedade”, comemora Tetê Nahas.

Beatriz Nascimento

Historiadora, professora, roteirista, poeta e ativista pelos direitos humanos de negros e mulheres, nascida em Sergipe, em 12 de julho de 1942. Filha da dona de casa Rubina Pereira do Nascimento e do pedreiro Francisco Xavier do Nascimento

Beatriz também era poetisa. Sua poesia traz à cena a experiência de ser mulher negra. Essa sensibilidade se traduziu em toda sua escrita. Estava fazendo mestrado em comunicação social, na UFRJ, sob a orientação de Muniz Sodré, quando sua trajetória foi interrompida. Beatriz foi assassinada ao defender uma amiga de seu companheiro violento, deixando uma filha.  Faleceu em 28 de janeiro de 1995 no Rio de Janeiro.

Texto e imagens reproduzidos do site: fanf1.com.br

sábado, 3 de novembro de 2018

Tetê Nahas comemora estreia da nova temporada de musical

“O Corcunda de Notre Dame” segue em cartaz até dezembro

Publicado originalmente no site do CINFORM, em 02/11/2018

Tetê Nahas comemora estreia da nova temporada de musical

Por Fredson Navarro 

A estreia da nova temporada do musical ‘O Corcunda de Notre Dame’ na semana passada em Aracaju empolgou a plateia e o elenco. O espetáculo está em cartaz no Museu da Gente Sergipana todos os sábados, a partir das 16h até o dia 15 de dezembro e os sergipanos e turistas têm a oportunidade de prestigiar a peça premiada que é uma superprodução da Cia das Artes Tetê Nahas.

“A estreia foi muito além das nossas expectativas. A gente sempre apresentou na rua ou no teatro, mas o museu é um espaço muito aconchegante e intimista, permitiu a gente estar mais perto ainda do público. As crianças interagiram bastante e nos estimularam muito. Isso foi muito bacana”, comemora a diretora da montagem, atriz e bailarina Tetê Nahas.

A peça conta a história de Quasímodo, um corcunda que mora enclausurado, desde a infância, nos porões da catedral de Notre Dame. Um dia, Quasímodo decide sair da escuridão em que vive e conhece Esmeralda, uma bela cigana por quem se apaixona. Mas para conseguir concretizar seu amor ele terá que enfrentar o poderoso Claude Frollo, e seu fiel ajudante, Febo. O espetáculo já foi apresentado em 8 capitais do país e foi premiado por recorde de público pela Prefeitura de São Paulo.

Tetê Nahas

Montagem

A peça conta com um elenco de 23 pessoas, cenários que fazem uma representação real da Catedral de Notre Dame e mais 60 figurinos. O clássico de Vitor Hugo é apresentado por atores bailarinos em uma versão para crianças e jovens.

“O corcunda foi totalmente reformulado, novo elenco, composto por atores bailarinos e bailarinos atores, novos figurinos e cenários e a emoção, claro, sempre maior. Os atores são em grande parte ex-alunos meus por onde passei. Eu seleciono aqueles que se destacam. Menos Estevão que foi um colega de faculdade e Fran. Mas mesmo assim, dentro da companhia, nós temos o processo de formação, de estudos”, explica Tetê.

Musical adaptado do texto de Victor Hugo, é uma aventura que fala de amor, amizade e respeito, além de preconceitos existentes na sociedade. São 20 atores, que além do texto, cantam belas canções e executam coreografias.

A diretora da montagem disse que quando o seu filho Jonas tinha apenas 3 anos, ela foi apresentada ao filme da Disney e se apaixonou pela história. “Ele também copiava as falas, refazia e assistia muitas vezes. A obra é belíssima! Primeiro eu adaptei para a Nossa Escola e depois quando resolvi montar não tive dúvidas. Costumo dizer que quem escolheu foi Jonas”, recorda.

“A gente segue a adaptação da Disney que é para toda a família é voltada às crianças”, garante.

Teatro no Museu

O projeto Teatro no Museu tem como objetivo proporcionar espaço para projetos de artes cênicas direcionados a crianças, adolescentes e toda família, fomentar a produção artística local e a formação de plateia.  “A história original é triste e pesada. Nós lemos. Até dezembro estamos em cartaz no Museu da Gente Sergipana todos os sábados e estou aguardando a todos”, convida Tetê Nahas.

Os ingressos para os espetáculos são adquiridos no museu antes de cada apresentação no valor de R$20 (inteira) e R$10 (meia), sendo que adulto acompanhado de uma criança paga meia. O Museu da Gente Sergipana Governador Marcelo Déda está localizado na Avenida Ivo do Prado, 398, Centro, em Aracaju.

Texto e imagens reproduzidos do site: cinform.com.br

sexta-feira, 10 de março de 2017

Tetê Nahas recebe menção honrosa na Secult

Foto: Divulgação.

Publicado originalmente no site do Portal Infonet, em 09/03/2017.

Tetê Nahas recebe menção honrosa na Secult
Premiação acontecerá durante a exposição Corredor Cultural

A atriz e bailarina Tetê Nahas será uma das artistas que vão receber a menção honrosa da Secretaria de Estado da Cultura (Secult) durante a nova exposição do Corredor Cultural Irmão, que irá homenagear duas importantes atrizes sergipanas, as irmãs Walkyria e Walmir Sandes. O lançamento da mostra “Memórias das artes cênicas em Sergipe” será na sexta-feira, dia 10 de março, as 10h30, composta exclusivamente por fotografias.

Tetê Nahas é atriz e bailarina desde os 5 anos de idade. Passou pelos grupos Grifacaca, Imagem, Asas e Imbuaça( onde permaneceu por 17 anos). Além disso, também é cantora, tendo atuado como Backing Vocal para vários artistas sergipanos, entre eles Tonho Baixinho e Neu Fontes. Professoa de teatro diplomada pela UFS, coreógrafa e diretora teatral, desde 2012 dirige a Companhia das Artes Tetê Nahas com o objetivo de realizar espetáculos musicais que unam todas as suas linguagens artísticas. Tetê é bastante conhecida no Estado por ter interpretado a solteirona Urania. Personagem da peça Ântonio Meu Santo, do Grupo Imbuaça que, durante 10 anos, fez participações especiais no quadro São João da Gente, da TV Sergipe.

Além de Tetê , recebem menções honrosas: Isabel Santos, Cleanis Maria, Lelinha Nascimento, Tânia Maria, Jorge Lins, Alex Majá (in memoriam) e Meloso.

A mostra seguirá aberta ao público até o final do mês de março, no Corredor Cultural, situado na Rua Vila Cristina, 1051. Bairro 13 de Julho – Aracaju/SE.

Fonte: Divulgação.

Texto e imagem reproduzidos do site: infonet.com.br/noticias/cultura

sábado, 6 de fevereiro de 2016

Tetê Nahas completa 45 anos de dedicação ao teatro em 2016

Foto: Divulgação.

Publicado originalmente no site do Jornal da Cidade, em 01/02/2016.

“Ficaria muito mais feliz em ver o sergipano lotando os teatros”,

Tetê Nahas completa 45 anos de dedicação ao teatro em 2016.

Por: Gilmara Costa/Equipe JC.

Na energia expressa no riso largo, de deixar os olhinhos miúdos, Tetê Nahas mostra que tem potência de sobra para encarar qualquer e diversos personagens, seja no palco, na rua ou em casa, os fictícios e reais. No comando da companhia de teatro que leva seu nome, Tetê compartilha o seu conhecimento de artes cênicas, educa, reaprende e agradece. Ela é teatro dentro e fora de casa, com ou sem maquiagem, sendo ‘levada’ a roteirizar e dirigir, claro, uma trajetória singular na cena sergipana e que já conta com 45 atos. Sim, Tetê Nahas completa 45 anos de dedicação ao teatro em 2016 e na entrevista que segue fala sobre projetos, sonhos, desejos e risos. Boa leitura!

JORNAL DA CIDADE - A Cia Tetê Nahas encerrou ano passado com três espetáculos. E este ano? O que prepara?

TETÊ NAHAS - Mais espetáculos, mais arte e mais teatro. Estamos sempre trabalhando e vivenciando. Buscando aprender, fazer, produzir e mostrar o que fizemos. Vamos focar nas apresentações de “O Corcunda de Notre Dame” pelo interior do Estado, assim como “Todo Dia”, mais para o final do ano, no Natal. Quanto às novidades, prefiro guardar segredo, para não estragar a surpresa.

JC - Como conciliar a agenda com direção, atuação e oficinas?

TN - Boa pergunta. Além disso, dona de casa, mãe, filha, esposa (risos). Eu vou literalmente sendo “ levada”. Mas eu amo tanto o que faço que nem sinto, sabia? Vou fazendo, dividindo os dias, as horas, os minutos e até os segundos, com foco, fé e paciência, minha e dos que estão a minha volta (risos). Trabalho de segunda a sábado e, se precisar, no domingo. Isso é minha vida. Tenho sorte que meu marido e meu filho já estão inseridos nesse processo. Meu filho não teve escolha, nasceu nesse meio. Acho que depois ele pode até não seguir. Já meu marido, como eu, ama o que fazemos, então, tudo dá certo!

JC - Há previsão de mais uma turnê e intercâmbios artísticos?

TN - Sempre. A gente só espera a boa oportunidade para se lançar. Este ano, se der, faremos dois.

JC - Entre editais e eventos destinados ao teatro sergipano, como avalia a realidade do ‘fazer teatro’ aqui no estado?

TN - Acho que os editais são importantes para ajudar o artista, mas não concordo que o artista dependa desses editais. Quem tem que pagar é o público através dos ingressos, mas o público não comparece, por quê? Será que o artista acredita no próprio trabalho? Será que o público acredita na arte sergipana? Precisamos refletir e fazer uma pesquisa mesmo, quantitativa e qualitativa, para verificar essa situação. Esse seria um bom investimento. Os editais são um apoio, um incentivo, para que nós consigamos mais. Ainda sinto falta de uma formação. Cursos não só de interpretação, mas de cenografia, iluminação, carpintaria, de produção, de projetos de ajudar o artista a se estruturar. Acho que esse deveria ser nosso maior investimento. Eu gostaria de aprender muito mais aqui mesmo no meu estado. E a história mostra que sempre que foi investido em oficinas, vários grupos e gerações de atores surgiram, tanto nos anos 70, 80, 90 e 2000.

JC - Hoje, quem faz parte da Cia Tetê Nahas?

TN - Um grupo de atores de todas as idades, todos ex-alunos meus que conheci nesses anos e anos de estrada, que se destacaram e que seguem comigo nesse projeto. A gente tem feito um trabalho intenso nos últimos anos, de preparação não só de interpretação, mas de dança, dramaturgia, cenografia, toda a área das artes cênicas, principalmente buscando experimentar mais e mais.

JC - Participar de prêmios e editais de alcance nacional é um propósito de Tetê Nahas e Cia?

TN - Não só nosso, mas acho que de todas as companhias de teatro do país. Afinal, todos nós, artistas, vivemos para mostrar nosso trabalho, trocar essa energia com o público. Mas te digo, eu ficaria muito mais feliz em ver o sergipano lotando e superlotando os teatros para assistir peças sergipanas, parando nas ruas para ver os espetáculos de rua que são nosso forte. Isso sim me deixa realizada, estar no meu chão, com meu povo, na minha casa.

JC - E o trabalho junto ao Imbuaça?

TN - Foi a minha história mais longa, meu grande aprendizado, minha oportunidade, minha valorização e projeção enquanto artista. Foram 17 anos de casamento com Imbuaça. São 25 anos de relação, porque eu acredito que quem passe por lá nunca deixa de ser, traz um pouco para si, assim como colabora também. Sou e sempre serei grata ao Imbuaça, aos que convivi e aos que passaram antes e eu não convivi, mas construíram o que o grupo é hoje. Como também sou ao meu grande mestre Bosco Scaffs, já falecido que me acolheu dos cinco aos 20 anos e que me ensinou tudo que sei. A Cícero Alberto, do Grupo Imagem, Paulo Barros, aos amigos da Dança. Todos contribuíram para a artista e a pessoa que sou hoje.

JC - Qual seria um tema, assunto ou abordagem necessária e desejosa de Tetê Nahas para levar aos palcos?

TN - São tantos! Uma lista enorme. Mas acho que as relações pessoais sempre estarão nos meus espetáculos. O ser humano está falindo, a gente está se perdendo no trato uns com os outros. Trapaças, grosserias, rasteiras. Precisamos de mais amor, humildade, entrega e verdade.

JC - E quantos aos espaços aqui no estado para apresentação teatral, as companhias e artistas estão bem servidos?

TN - Sim e muito. Vivenciei isso na prática quando fizemos a turnê. Projetei o Corcunda para o Teatro Tobias Barreto e quando fomos viajar foi uma luta achar um teatro compatível com a nossa estrutura. Tivemos que adaptar, isso mostra que Sergipe tem estrutura, precisamos é que os artistas se esforcem mais e mais para atrair esse público.

Text e imagem reproduzidos do site: .jornaldacidade.net

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

A Trajetória da Atriz e Bailarina Tetê Nahas

O Diabo de " Auto da Barca do Inferno" 
é um dos personagens mais lembrados da Atriz.

Urânia de " Antonio Meu Santo" 
é a personagem mais popular da Atriz.

 Tetê também é bailarina e cantora.

 Ela participou de diversos grupos como o 
" Imagem" dirigido por Cícero Alberto.

Publicado originalmente no blog Pedro Carregosa, em 14/12/2010.

A Trajetória da Atriz e Bailarina Tetê Nahas
Por Osmário Santos/Jornal da Cidade.

Valdelice de Matos Santos nasceu em Aracaju, no dia 20 de outubro de 1966. Ela foi a sexta filha do casal Jonas Xavier dos Santos e Valderez de Matos Santos. Desde pequena recebeu o nome de Tetê Nahas.

O pai, Jonas Xavier, era de Maruim, de uma família bastante humilde, com dez filhos. Vieram tentar a sorte em Aracaju e Jonas foi trabalhar no comércio, mas não gostava do trabalho. Ao invés de vender, procurava passar o tempo lendo. Foi quando se tornou pescador. Homem rude e ao mesmo tempo sábio, passou para os filhos muitos valores de honestidade e ética.

Aos 18 anos Jonas Xavier se apaixonou pela menina Valderez, conhecida como “Cedinha”. Valderez era a única menina em uma casa com oito filhos, ajudava a mãe com os afazeres domésticos. Aos 13 anos de idade, estudante do Colégio Augusto Ferraz, ela se casou com Jonas Xavier. Aos 14 deu a luz ao primeiro filho, Givaldo de Matos Santos, falecido neste ano de 2010. Para ajudar o marido a criar os filhos, foi trabalhar para uma família onde permaneceu por mais de 30 anos.

Do pai, Tetê diz que herdou muito o temperamento, o gosto pela leitura e a forma de ver a vida. “Papai era sábio. Aquele homem não nasceu para viver nesse tempo. A casa era cheia de crianças e jovens que vinham de toda a vizinhança para ouvi-lo falar. Culto, educado, dava verdadeiras aulas. Era meu porto seguro, meu ar, meu chão” afirmou Tetê.

Já da mãe ela diz que herdou a aptidão artística e o amor pelas crianças. “Enquanto Papai era minha consciência, minha segurança, mamãe é meu impulso. Mulher guerreira, atrevida, lutadora. Mãe na essência nos deu e nos dá ate hoje um amor incondicional. Amor como o que ela tem eu nunca vi na vida. Ela é minha força, minha coragem, minha luta e minha fé na vida.Quisera ter um terço da força que ela tem”, acrescentou a atriz e bailarina. Tetê também traz uma tia paterna, Catarina Xavier, como referência. “Titia me adotou e somos muito parecidas, ela parece muito no jeito com papai. Ajudou muito na minha criação. por causa dela me tornei uma tia e uma irmã presente para a minha família”, afirma.

As primeiras letras ela aprendeu na vizinhança, em uma escolinha de uma professora do bairro Santo Antonio, onde nascera. Foi a própria que a levou para estudar. Depois ela entrou no Colégio Castelo Branco, onde ficou muitos anos. Lá se destacou nos estudos, nas artes e também nos esportes. Tetê fez atletismo e ganhou diversas medalhas na época.

Um fato interessante na escola, ela nunca respondia a chamada porque não chamavam nenhuma Tetê, mas Valdelice, seu nome. Tetê foi registrada como Valdelice de Matos Santos, conforme vontade da mãe, mas desde pequena é chamada de Tetê Nahas. O pai dela, senhor Jonas, queria que o nome fosse Tetê Nahas, segundo ele Tetê significava pele e Nahas na raça e na força. E, de fato, desde pequena, Tetê demonstrou ser dona de uma forte personalidade. Foi nas festas da vizinhança, enquanto dançava e aprontava, que ela foi descoberta para as artes.

O ator Douglas, vizinho de Tetê, levou-a para fazer um espetáculo em que precisavam de uma criança. “Douglas foi um irmão mais velho, aliás, a família dele me acolheu como se eu fizesse parte dela e fiz. Somos irmãos, amigos, primos, escolhidos pela vida”, agradece Tetê. E foi assim que a atriz começou suas atividades aos cinco anos, na peça “As aventuras de Jujuba e Teteca”, de autoria do falecido diretor Bosco Scaffs, com produção do Grupo Grifacaca, ainda nos anos 70.
Depois, seguiu no grupo teatral Check-up, onde era a mascote, participando de espetáculos e principalmente recebendo todo o legado do mestre Bosco Scaffs.

Então, desde pequena que Tetê se envolveu nas artes e logo cedo começou a viajar para os festivais e se envolver com a cena artística. Como tinha um tipo físico forte, todos pensavam que ela tinha mais idade. Bosco Scaffs fazia espetáculos ousados como Assinax e Inri “O ato da iluminação”,

“Eu era menor de idade e ainda tinha censura, então, na época em que os censores iam fazer os ensaios eu me escondia. Mas em cena, ninguém acreditava que eu tinha 15, 16 anos”.

Sobre o mestre Bosco Scaffs, a palavra é gratidão: “Devo a Bosco e a Douglas o que sou. Quem eu me tornaria se Douglas não tivesse me enxergado ali em uma festinha e me levado a Bosco?

E ele, que tanto me ensinou, sobre o artista completo, sobre a vida, sobre liberdade, sobre arte. Bosco Scaffs foi uma das melhores pessoas que eu conheci, devo tudo a ele, absolutamente tudo, eu o amo”.
Paralelo ao teatro, Tetê passou a fazer dança. “Bosco sempre dizia que devíamos ser completos, ele dançava muito bem e dava noções para a gente, mas a gente precisava, segundo ele, se aperfeiçoar. Só que me apaixonei pela dança e pelo teatro e me tornei bailarina também. Sempre fui muito tímida, então o teatro e a dança juntos, era a forma de expressar aquilo que não conseguia falar, sentir”.

Como bailarina, participou de diversos grupos de dança, entre os quais o Grupo Raça Real e o Balé Municipal de Dança Contemporânea de Aracaju. “Foi uma época muito rica em termos de cultura, a cena era crescente, eram vários espetáculos, tínhamos prêmios, incentivos, festivais, era maravilhoso, qualquer jovem se empolgava e seguia na arte, pois tínhamos oportunidade”, explica.

Foi como bailarina que Tetê entrou na Prefeitura de Aracaju. Foi lotada para a Escola Municipal de Artes e até hoje dá aulas de teatro. “Nunca imaginei que fosse me tornar professora, mas é algo
que também me realizo muito. Absorvi tudo o que pude de Bosco Scaffs e tento, como ele, 
transformar a vida de algumas pessoas através da arte”, disse Tetê. E lá se vão mais de 25 anos como professora.

Ainda nos anos 80, Tetê integrou o Grupo Imagem. O grupo tinha a proposta de unir a dança, teatro e música e foi idealizado por Cícero Alberto, também ex-integrante do Grupo Check-up, de Bosco Scaffs. “No Imagem foi uma experiência fantástica, dançamos, pintamos e bordamos. É um dos grupos de teatro mais importantes do Estado, fiz meu primeiro personagem marcante, a Mona Lisa, em ‘Salve-se quem puder’, saudades…”, relembrou a atriz.

Paralelo ao Imagem, Tetê participou ainda do grupo Asas de Teatro. O Asas foi dirigido pelo baiano Paulo Barros. No grupo, a artista ganhou um prêmio como iluminadora por “A Floresta do Alinhamento”. Ela utilizou apenas duas lanternas para fazer o espetáculo e se destacou pela ousadia e criatividade.

Aliás, essa é uma marca presente no trabalho da atriz. Ousada, criativa, intensa, bastante dedicada. De 1988 até 1990 se dedica mais à dança e à música. Participa então da banda Zé Yeddo, que cantava músicas folclóricas. “Valfran de Brito me convidou a fazer parte desse projeto e acabei me envolvendo muito com a música. Além dele participavam Itamar Freiras e Eliude, Passos, pessoas queridas”, relembrou. Ela também foi backing vocal do cantor Tonho Baixinho.

Foi em 1991 que foi convidada para o Grupo Imbuaça. “Rivaldino Santos, muito meu amigo, tinha trabalhado comigo em outros grupos. Foi ele o portador do convite do Imbuaça. O grupo já era célebre e eu tinha uma carreira já consolidada. Aos 25 anos decidi me dedicar a essa nova fase de minha carreira, fazendo teatro de rua, com literatura de cordel, uma linha de atuação mais popular” lembra.
Foram 17 anos e seis meses no Grupo Imbuaça. “Fiz muitos trabalhos e personagens marcantes, aprendi muito, viajei, conheci outros países. O Imbuaça me deu muitas oportunidades. Jamais esquecerei de minha Filismina de A Farsa dos Opostos, Das Mulheres de Eurípedes, do Diabo, de O auto da Barca do Inferno e de Tereza, de Além da Linha D’água, escrita especialmente para mim. Foi nesse espetáculo que nós, do Imbuaça, contracenamos com Marília Pêra. Isso sem falar, claro, daquela que não me abandona, Urânia de Antônio Meu Santo”, afirma a atriz, que deixou o grupo em 2008 para se dedicar mais a família.

Urânia fez tanto sucesso que Tetê, a convite do produtor Fernando Petrônio, desde 2003 grava uma participação especial no São João da Gente, da TV Sergipe. Em 1992, como muitos atores sergipanos, participou de Tereza Batista, minissérie da Rede Globo. Em 2007, gravou o filme “Orquestra dos Meninos” dirigido por Paulo Thiago.

A estreia como diretora com o Espetáculo “Conto ou Não Conto”, em janeiro de 2001, baseado no livro “Contos de Vida e de Morte”, de Carlos Cauê. Não parou mais. O infantil “No Reino do Encantamento”, com a Companhia de Teatro da Fundação Pedro Paes Mendonça, marca a estreia como diretora em espetáculos infantis. Depois vieram os espetáculos “Andantes (2002)”, da Companhia Usina de Teatro, Decadência (2005), da Companhia de teatro Rota, “Sete noivas para sete irmãos (2003)”, da Companhia de Teatro da Fundação Pedro Paes Mendonça. Tudo isso sem falar de “Nunca é Tarde(2006)” do grupo Troteatro de Espetáculo e de “Viva, A vida em um ato” monólogo de Carlos Cauê interpretado por Luís Carlos Reis. Um espetáculo marcante para a atriz a “Paixão de Cristo (2000), realizada todos os anos no povoado Serra do Machado em Ribeirópolis, que é uma produção encenada por mais de 60 atores. A atriz também dirigiu o primeiro espetáculo infantil do Grupo Imbuaça. “O Natal da floresta dos Ursinhos (2006)” e fez a assistência de direção e as coreografias do espetáculo “Desvalidos (2004). Recentemente montou os musicais “Saltimbancos”, e “O Mágico de Oz” para a Nossa Escola, o espetáculo contou com um elenco composto por mais de 200 alunos.

“Sou muito família. Amo meus cinco irmãos, fui tia aos 12 anos e tentei ser o mais presente possível na vida dos meus sobrinhos, que também amo de paixão. Mas ter um marido e um filho é algo indescritível. Realmente a gente muda os valores, os pensamentos, toma decisões mais acertadas. Agora me sinto completa”. Afirmou a atriz e bailarina que no fim do ano se forma em artes cênicas pela UFS.

Texto e imagens reproduzidos do blog: pedrocarregosa.wordpress.com

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Tetê Nahas

"Uma das Personalidades do nosso teatro que será homenageada do Laranjeiras em Cena no dia 26 de Março de 2013 as 18:30 em Laranjeiras:

Tetê Nahas, é atriz e bailarina desde os 5 anos de idade. Participou do Grupo Check Up, onde aprendeu tudo com o mestre já falecido Bosco Scaffs. Foi uma das fundadoras do Grupo Imagem, idealizado por Cícero Alberto. Integrou o grupo Asas de Teatro do Diretor Baiano Paulo Barros. Como bailarina, sua grande paixão artística, integrou o Balé Municipal de Aracaju, o Grupo Raça Real, fez aulas na academia de Iracema Maynard e outros grupos. Foi cantora da Banda Zé Iedo e Backing Vocal de Tonho Baixinho. Integrou por 17 anos o grupo teatral Imbuaça e conheceu vários países e teve atuações de destaque de publico e critica, a exemplo de Além da Linha D’água, onde contracenou com Marília Pêra e foi dirigida por Ivaldo Bertazzo. Também é professora de teatro e dança, coreógrafa e diretora de teatro, tendo se destacado nos últimos anos com produções que reunia elencos de centenas de alunos atores, no caso, a Paixão de Cristo da Serra do Machado, os musicais "Saltimbancos", "O Mágico de Oz", "O caminho para Eldorado" e "O corcunda de Notre Dame". Tetê Nahas é popularmente conhecida pela personagem Urânia, que integrava o elenco da peça “ Antônio Meu Santo” do Grupo Imbuaça, mas que todos os anos , desde 2003 faz participações especiais no quadro São João da Gente, exibido no mês de Junho na TV Sergipe e apresentado por Pierre Feitosa com produção de Fernando Petrônio. Ainda em televisão Tetê participou da minissérie Tereza Batista e no cinema do filme “ Orquestra dos Meninos”. Em 2012, lançou a Companhia das Artes Tetê Nahas, cuja proposta é fazer espetáculos musicais, tendo estreado no mês de dezembro o musical " O Corcunda de Notre Dame"". (Neu Fontes).

Foto e texto reproduzidos do Mural do Facebook de Neu Fontes.