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sexta-feira, 22 de agosto de 2025

Dia do Folclore traz a importância e valorização das manifestações culturais

Publicação compartilhada da Agência de Notícias Alese, de 21 de agosto de 2023

Dia do Folclore traz a importância e valorização das manifestações culturais

Por Paulo Renan

O Dia do Folclore Brasileiro é comemorado nesta terça-feira, 22 de agosto. A data foi criada com o intuito de alertar para a importância e valorização das manifestações folclóricas no país. O dia também faz referência à primeira vez que a palavra ‘folclore’ foi utilizada para fazer referência aos costumes de um povo.

Em Sergipe, a data é marcada por várias manifestações culturais em todo o estado, através dos Cacumbi; Cangaceiros; Chegança; Guerreiro; Lambe Sujo e Caboclinho; Maracatu; Parafusos; Reisado; São Gonçalo; Taieira e Zabumba. A atividade contempla ainda ações desenvolvidas por grupos folclóricos do ciclo junino, a exemplo dos Bacamarteiros; Batucada; Samba de Coco; Sarandaia e Pisa-Pólvora.

Nos anos de 2016 e 2017, a Assembleia Legislativa do Estado de Sergipe incluiu no Calendário Oficial Cultural do Estado de Sergipe a Festa do Mastro de Capela, pela Lei Nº 8.098 (cerimônia em que um grupo de pessoas levantam um tronco de árvore. É uma tradição ancestral, de origem pagã, que simboliza a força e fertilidade masculina); o movimento acontece anualmente no período junino. A Legislação contempla também, por exemplo, o Dia do Capoeirista, celebrado no dia 26 de novembro, devido a Lei Nº 8.299.

De acordo com o historiador sergipano Pedro Abelardo, é preciso valorizar as raízes folclóricas. “O folclore é uma data importante pra gente lembrar das riquezas das criações culturais que os povos fazem. Em Sergipe, podemos lembrar de manifestações folclóricas como o Reisado, Chegança, Parafuso e demais elementos que representam nossa cultura popular. Falar do folclore resgata nossa identidade cultural, crenças e valoriza nossas raízes. O [dia] 22 de Agosto é uma data para refletirmos, porque é uma forma de valorizar o que é nosso e reforçar nossa identidade como povo, e conhecer o que é nosso, sem desmerecer o que nossa população produz”, destacou o pesquisador.

Manifestações sergipanas

Estão expostas no Largo da Gente Sergipana oito esculturas de representações folclóricas sergipanas: Lambe Sujo e Caboclinhos, Chegança, Cacumbi, Taieira, Bacamarteiro, Reisado, São Gonçalo e Parafuso.

Lambe-Sujos e Caboclinhos

A festa que acontece sempre mês de outubro data de antes mesmo da abolição da escravatura e é muito comum nos municípios de Laranjeiras e Itaporanga D’Ajuda. Nela se apresentam dois grupos, que através de uma dramaturgia forte retratam o combate entre negros e índios. O folguedo começa com a luta dos índios para resgatar sua princesa que foi roubada pelos negros. Além dos combates, o canto e a dança enriquecem a dramaturgia, que tem seus personagens definidos. 

Reisado

Inspirado no costume de louvar o nascimento de Jesus com cantos e danças, a manifestação teve origem em Portugal e chegou ao Brasil através da colonização. Por lá, a festa começava no Natal e se encerrava na festa de Santos Reis. Conhecida por Reseiras, aqui no Brasil a festa passou a se chamar de Reisado e tem o Nordeste como território de referência. Os cantos e danças são bem presentes na folia, na qual participam elementos humanos, fantásticos e animais.

São Gonçalo

O louvor ao santo é bem difundido em Portugal e no Brasil está presente em diversas regiões. Aqui em Sergipe, existem grupos do folguedo nos municípios de Itaporanga D’Ajuda, Laranjeiras, Pinhão, Poço Verde, Riachão do Dantas, São Cristóvão e Simão Dias. Trata-se de uma dança ritual, com registros na Bahia datados de 1718, destinada inicialmente para pagamentos de promessas feita a São Gonçalo. Mas além da devoção, existem algumas lendas envolvendo a história do santo, sendo uma delas a de que antes de se tornar frade franciscano, ele foi marinheiro e resgatava mulheres do pecado.

Taieira

Inicialmente chamada de Talheira, a festa já acontecia na Vila de Nossa Senhora da Purificação e Santo Amaro, na Bahia, em festejos importantes como nas comemorações pela celebração do casamento de Dona Maria I com Dom Pedro III, de Portugal e Algarves, realizado em junho de 1760. A festa recebe forte influência africana, ligada ao culto nagô e se apresenta como louvor aos santos protetores dos negros, Nossa Senhora do Rosário e a São Benedito. Trata-se de uma dança-cortejo de intenção religiosa e acontece nas festas de seus santos de devoção, no Natal, Ano Novo e dia de Santos Reis. Nesta festa, a rainha das Taieiras é laureada, com a coroa de Nossa Senhora do Rosário, pousada sobre sua cabeça, pelo Padre, durante a missa.

Cacumbi

Acredita-se que a folia seja resultado da evolução e junção de elementos de outras danças e folguedos. Pode ser encontrada em vários municípios brasileiros, com várias identificações a depender da região. Originalmente o Cacumbi remete a uma luta entre um rei negro e um chefe caboclo, sempre vencido pelo rei. Também em homenagem aos padroeiros dos negros São Benedito e Nossa Senhora do Rosário, o grupo é composto apenas por homens, que obedecem ao som marcante e ao apito que coordena os passos, vestidos com calça branca e camisa amarela. Os personagens são o Mestre, o Contra-Mestre e os dançadores e cantadores.

Bacamarteiros

O termo bacamarteiro ou bacamartista trata-se de uma denominação militar do integrante da infantaria do Exército Imperial Brasileiro, destacado na Guerra do Paraguai, referindo-se ao soldado que manuseava o bacamarte, uma arma de fogo de cano curto e largo, carregada com pólvora seca e com um poder de fogo mortal. Com o fim da guerra e o passar do tempo, o bacamarte se tornou um instrumento de defesa pessoal e das propriedades, principalmente no nordeste brasileiro. Já no período junino ele é utilizado como um desafio à valentia.

* Com informações do Governo de Sergipe

Foto: Divulgação

Texto reproduzido do site: al se leg br

quarta-feira, 23 de agosto de 2023

Governo de Sergipe celebra origens e raízes da cultura popular no Dia do Folclore


Historiadora Izaura Ramos


Mestre Saci





Legenda da foto: Exposição ‘Folclore Sergipe e Suas Identidades’ - (Crédito das fotos: Erick O'Hara)

Publicação compartilhada do site GOVERNO DE SERGIPE, de 22 de Agosto de 2023

Governo de Sergipe celebra origens e raízes da cultura popular no Dia do Folclore

Data foi comemorada com uma programação variada em diversos espaços de fomento à cultura na capital sergipana

Lambe Sujo e Caboclinhos, Chegança, Cacumbi, Taieira, Bacamarteiro, Reisado, São Gonçalo e Parafuso. Esses são apenas alguns dos personagens mais tradicionais das representações folclóricas de Sergipe, que possui um leque de manifestações culturais populares em seus municípios. Com o objetivo de manter essas tradições vivas, em alusão ao Dia do Folclore, comemorado neste 22 de agosto, o Governo do Estado, por meio da Fundação de Cultura e Arte Aperipê de Sergipe (Funcap), promoveu uma série de ações na capital sergipana.

Em uma festa de cores, música e arte, a Dona do Baile, o Boi, o Caboclo e a Baiana encantaram o Palácio Museu Olímpio Campos (Pmoc), onde alunos do Centro de Excelência Dom Luciano José Cabral Duarte e do Colégio Estadual Jackson Figueiredo tiveram a oportunidade de assistir à apresentação do grupo Reisado Águia de Ouro, de Laranjeiras, município que se consolidou como o maior núcleo do folclore no estado. Na ocasião, os estudantes também puderam tirar dúvidas e conhecer mais sobre a tradição, por meio de uma roda de conversa com os brincantes.

De acordo com a coordenadora de Educação e Pesquisa do Pmoc, a historiadora Izaura Ramos, Sergipe concentra uma das maiores quantidades de grupos folclóricos vivos do país, sendo necessário trabalhar pela permanência e preservação dessa memória. Dessa forma, a iniciativa buscou educar os estudantes quanto à cultura do estado, a fim de que o conhecimento se perpetue nas próximas gerações. “A gente espera que agregue muito à educação deles e que eles tenham conhecimento da importância desses grupos e da preservação dos mesmos, pois representam a nossa cultura, principalmente a cultura popular, a cultura oriunda do povo”, destacou a historiadora.

A estudante Nycole Anjos, de 15 anos, da 1ª série do Centro de Excelência Dom Luciano José Cabral Duarte, ainda não conhecia o Reisado, então aproveitou a oportunidade para aprender o máximo possível. “Eu achei muito incrível. Gostei da forma como elas brincam, do figurino, e eles responderam muitas perguntas que eu fiz. Acho que é importante passar o conhecimento da nossa cultura à frente, porque a gente acaba estudando sobre a cultura do nosso país e do nosso estado”, considerou.

Já a estudante Huyonara Tiffany, 16, da 1ª série do Colégio Estadual Jackson Figueiredo, contou que já havia brincado em oportunidades anteriores, de forma que a apresentação lhe proporcionou boas lembranças. “Achei muito legal. Já brinquei quando eu era mais nova, mas há muito tempo que eu não via, então foi muito bom”, relatou.

E quem faz parte dessas tradições também aprovou a iniciativa do Governo do Estado. Segundo Salu, responsável pelo Reisado Águia de Ouro, ações como essa contribuem para que a cultura popular continue viva na memória do povo sergipano. “Eu dou nota dez. Ajuda a preservar a nossa cultura sergipana. A gente precisa sempre lembrar que dia 22 de agosto é Dia do Folclore e que o folclore continua vivo”, ressaltou.

Nesse sentido, o diretor do Pmoc, Elicelmo Zuzarte, reforçou que a gestão estadual tem se esforçado para dar visibilidade às mais diversas representações artísticas do estado, inclusive como forma de fomentar o turismo cultural. “O folclore é uma tradição popular, por meio da qual a gente resgata a nossa sergipanidade. São as tradições de cada povo, de cada município, e o Governo do Estado tem se preocupado com a divulgação dessa cultura para o povo de Sergipe e para o povo do Brasil”, pontuou.

Ainda no Pmoc, os estudantes da rede estadual puderam visitar uma exposição com fotografias amadoras retratando outras manifestações folclóricas sergipanas.

E as comemorações também foram às ruas. Partindo do Centro de Criatividade, no bairro Cirurgia, o cortejo ‘Tradição e Evolução – Arte da Comunidade’ reuniu os grupos Zabumbadores de Vó Lourdes, Descidão dos Quilombolas, Afoxé Di Preto, Alberto Marcelino, Parafolclórico Saci da Maloca e Capoeira do Mestre Betinho Caixa D'água em um momento de pluralidade cultural.

O diretor do Centro de Criatividade, Eugênio Eneas, ressaltou que o evento foi mais uma oportunidade para dar vida ao espaço, chamando atenção para o protagonismo das comunidades da região para a cultura sergipana. “Isso está acontecendo por conta da comunidade, em parceria com o Governo do Estado, por meio da Funcap, o que nos deixa muito felizes, porque essa comunidade específica é um berço cultural. Aqui se formam vários artistas e linguagens artísticas, então a gente não poderia deixar esse fomento cultural apagado no dia 22 de agosto, e todos só têm a ganhar”, considerou.

Nesse contexto, de acordo com o presidente do grupo Afoxé Di Preto,Allan D'Xangô, a ação representou, antes de tudo, um ato de resistência. “Grande parte da comunidade que está aqui é negra, é preta, é remanescente de quilombo, então o folclore faz parte do nosso conteúdo cultural. Todos os temas que a gente traz nos eventos, seja carnaval, seja cortejo religioso, têm o envolvimento da cultura popular. As crenças, as rezas, os figurinos, sejam folclóricos, parafolclóricos, o samba reggae, o afoxé, tudo está incluso dentro da raiz que esta comunidade tem. Estar aqui no Centro de Criatividade é ocupar um espaço que é nosso, fazer com que a gente se encontre, se identifique no que a gente canta, no que a gente toca”, ponderou.

Nascido na comunidade da Maloca, o segundo quilombo urbano oficialmente reconhecido no Brasil, certificado pela Fundação Palmares em 2007, o Grupo Parafolclórico Saci da Maloca foi fundado pelo Mestre Saci, que reforçou o papel do Centro de Criatividade no fomento à cultura do estado. “É importante a gente fazer esse apanhado na semana do folclore, e a gente precisa do Centro de Criatividade para isso, para movimentar nossa cultura. Isso aqui é um berço do da cultura sergipana”, destacou.

A designer de interiores Nayara Santana foi prestigiar o cortejo e contou que já tem o costume de frequentar o Centro de Criatividade, pois considera fundamental que a população também valorize a cultura local. “Acho que a iniciativa é muito importante para não deixar que as tradições morram, para que elas possam se perpetuar para as próximas gerações. É muito importante estarmos aqui prestigiando, para que essas pessoas se sintam ainda mais acolhidas e incentivadas a continuar”, disse.

Assim como ela, a administradora Sid Nascimento, acompanhada da filha Kayla, de apenas 9 anos, fez questão de assistir às apresentações dos grupos, e destacou o papel do incentivo à cultura para a qualidade de vida do povo. “Isso aqui é completamente salutar. A cultura tem um papel importantíssimo, eu acredito que faz parte da completude de um ser ter cultura e arte”, ressaltou.

O Dia do Folclore foi encerrado com muita arte na Galeria de Arte J. Inácio, anexa à Biblioteca Pública Epiphanio Dória, que recebeu a inauguração da exposição ‘Folclore Sergipe e Suas Identidades’. Incluindo 14 artistas locais, a mostra apresenta diferentes técnicas e expressões. Na inauguração, César Leite e a Burrinha completaram a atração.

Artistas visuais como Adauto Machado, Adriana Hagenbeck, Dayanne Carvalho, Edson Lima, Edwyn Gomes, Genival Melo, Hortência Barreto, Lindete Costa, Matheus Almeida Cordeiro, Nivaldo Oliveira, Sillas Moraes, Tiago Ramos, Waldir Argolo fazem parte da exposição, assim como o teatro Mamulengo de Cheiroso. A atração segue até 22 de setembro, de segunda a sexta-feira, das 8h às 16h30, com entrada gratuita.

Texto e imagens reproduzidos do site: se gov br

domingo, 21 de agosto de 2022

REGISTRO: Festival de Olímpia - SP (2019) > Grupos Folclóricos Sergipanos



Grupo Parafusos de Lagarto


Batalhão Bacamarteiros, de Carmópolis

Grupo Lavadeiras, de Lagarto

REGISTRO de reportagem publicada em 22/07/2019

Publicado originalmente no site DIÁRIO DE OLÍMPIA, em 22 de julho de 2019

Bacamarteiros, Parafusos e Lavadeiras trazem o rico folclore sergipano para Olímpia

A origem do Grupo Parafusos é datada de 7 de setembro de 1897. Foi fundado pelo Padre José Saraiva Salomão e tinha como objetivo o assombramento por meio de disfarce dos negros escravos

Três dos mais tradicionais grupos do Brasil se apresentarão, mais uma vez, no palco do Festival do Folclore da Estância Turística de Olímpia. Representando o Estado de Sergipe, estarão na Capital Nacional do Folclore o Batalhão de Bacamarteiros, da cidade de Carmópolis, e Parafusos e Lavadeiras, ambos de Lagarto.

Os três participam do Festival de Olímpia quase que desde sua criação e, a cada ano, encantam mais pela sua originalidade e autenticidade. O folclore sergipano é rico e diversificado, reunindo elementos da cultura indígena, africana e europeia.

Em 2019, o FEFOL será realizado de 03 a 11 de agosto, com entrada gratuita, na Praça de Atividades Folclóricas e Turísticas “Professor José Sant’anna”, o conhecido Recinto do Folclore.

BATALHÃO DE BACAMARTEIROS

Por volta de 1780, surgiu um grupo no qual os negros dos engenhos de cana-de-açúcar, do Vale do Cotinguiba, brincavam de roda e atiravam com uma arma artesanal conhecida como Bacamarte. Atualmente, o Batalhão de Bacamarteiros possui 60 integrantes, entre homens, mulheres e crianças. Os instrumentos musicais são fabricados com a madeira do jenipapo, couro de animais e sementes.

Para fabricar a pólvora, é utilizado o carvão produzido a partir da umbaúba, cachaça e enxofre. Durante os festejos juninos, acontece o ritual do Pisa Pólvora para comemorar os Santos do mês. A musicalidade e o ritmo contagiante encantam todos que assistem às apresentações do grupo pelo país.

O Batalhão de Bacamarteiros exibe a riqueza da cultura africana disseminada por aquela região e é uma marca inconfundível da cultura de Carmópolis. O grupo se apresenta nas festas juninas, embelezando o município com a alegria das roupas, com o barulho dos tiros e a graciosidade da dança e dos repentes. Nas ruas, o colorido especial das bandeirinhas, balões e fogueiras enfeitam a cidade nas festividades.

PARAFUSOS

A origem do Grupo Parafusos é datada de 7 de setembro de 1897. Foi fundado pelo Padre José Saraiva Salomão e tinha como objetivo o assombramento por meio de disfarce, que representava a fuga dos negros escravos.

Segundo a história, os negros fugiam dos engenhos e se embrenhavam nas matas, fazendo mocambos. Na calada da noite, saíam para pequenos furtos. Era comum, naquela época, as sinhazinhas deixarem no quaradouro, durante a noite, as peças das suas indumentárias, anáguas ricamente bordadas e cheias de rendas francesas. Deixavam-nas ali porque o sereno ajudava a alvejar o linho belga. Tais anáguas, segundo a moda, tinham 9 côvados e formavam uma grande roda.

Os escravos, ladrões delas, vestiam as peças que tinham roubado em noite de lua cheia, fazendo com que todo o corpo ficasse coberto, após colocar uma sobre a outra, até cobrir o pescoço. E assim saíam pelas estradas, dando pulos e fazendo assombração, se embrenhavam pelos canaviais e fugiam para os quilombos.

A superstição da época fazia acreditar em alma sem cabeça e outras visagens. Os moradores se abstinham de sair para se proteger porque tinham medo. Esta prática levou vários anos, até quando foram libertos. Alforriados saíram às ruas vestindo as anáguas numa gozação dos seus antigos senhores.

Passando em frente à Igreja Matriz da cidade de Lagarto, o padre achou interessante o movimento feito por eles, que torciam e destorciam, e os batizou de parafusos. A primeira música do grupo é de autoria do próprio Padre José Saraiva Salomão. Os instrumentos que acompanham o grupo são triângulo, acordeom e bombo.

LAVADEIRAS

O grupo Lavadeiras conta a tradição das lavadeiras de roupas nas beiras dos rios e riachos próximos, com bacias, trouxas e gamela na cabeça. Enquanto lavavam as roupas, a cantoria seguia e as crianças brincavam e se banhavam nas águas.

As roupas eram estendidas nos capins para alvejar. Depois de enxaguar, eram colocadas nas cercas de arame para secar. Enquanto isso, a música continuava transmitindo alegria, apesar da vida difícil que elas levavam.

Texto e imagens reproduzidos do site: leonardoconcon.com.br

quinta-feira, 13 de dezembro de 2018

Manifestações Folclóricas





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Imagens reproduzidas da fanpage no 
Facebook/Tribunal de Justiça do Estado de Sergipe

quinta-feira, 23 de agosto de 2018

RioMar Aracaju traz apresentações em homenagem ao Dia do Folclore

Samba de coco (Foto Márcio Garcez/Ascom S. Cristóvão)

Publicado originalmente no site do Portal Infonet, em 22 ago, 2018

RioMar Aracaju traz apresentações em homenagem ao Dia do Folclore

Celebrado nesta quarta-feira, 22, o Dia do Folclore é uma das principais datas comemorativas da cultura do Brasil. É tempo de festejar as tradições e a identidade da nossa gente, especialmente no que diz respeito aos costumes, crenças, conhecimentos populares, danças, canções e lendas, adquiridos ao longo da história.

Para comemorar a data, o RioMar Shopping homenageia o folclore sergipano, um dos mais ricos da cultura nordestina, com apresentações de folguedos pelo mall. As exibições acontecem de 22 a 24 de agosto e contam com a parceria da Prefeitura de São Cristóvão.

Nesta quarta-feira, 22, apresenta-se o grupo Caceteira do Mestre Rindu. Já na quinta-feira, 23, será a vez da Chegança, e na sexta-feira, 24, a animação ficará por conta do Samba de Coco. Todas as apresentações acontecerão a partir das 18 horas e a concentração dos grupos será em frente à loja Leader.

Além disso, o público tem a oportunidade de conhecer um pouco mais sobre as manifestações populares de Sergipe, visitando o Cantinho do Folclore, próximo à agência da Caixa. Durante esta semana, os visitantes podem apreciar cartazes e entregar-se a uma boa leitura sobre o tema. E para a criançada, tem ainda desenhos com figuras do nosso folclore para colorir. O local abriga ainda o famoso espelho interativo do Museu da Gente Sergipana, que reproduz roupas típicas de personagens folclóricos sergipanos numa divertida brincadeira que proporciona muito conhecimento. Vale a pena a visita!

Sobre os grupos folclóricos

Caceteira do Mestre Rindu – Manifestação artística composta por dezenas de brincantes, que percorrem tradicionalmente todos os anos as ruas dos municípios de São Cristóvão anunciando a chegada do mês do São João com muita batucada. O grupo leva esse nome por conta do idealizador e coordenador, Mestre Rindu.

Chegança – Grupo folclórico que une dança e teatro, numa apresentação que aborda a luta dos cristãos pelo batismo dos Mouros, personagens da Chegança. Além dos Mouros, a Chegança traz também os personagens do padre e do rei. Os espetáculos geralmente acontecem ao som de pandeiros e apitos, com vestimentas de tonalidades azul e branco.

Samba de Coco – A apresentação de dança une cânticos de influências indígenas e africanas, numa marcação de ritmo forte, através de palmas e sapateados. Formado por homens e mulheres, o grupo simula o antigo ritual da quebra do coco nos quilombos, com pisadas fortes, cantando e girando sem parar, ao som de cuícas, pandeiros, zabumbas e sanfonas.

Dia do Folclore no RioMar

O quê? Apresentação dos grupos folclóricos sergipanos Caceteira do Mestre Rindu, Chegança e Samba de Coco.
Quando? Dias 22, 23 e 24 de agosto, às 18 horas.
Onde? Mall do RioMar Shopping – Avenida Delmiro Gouveia, 400. Aracaju | SE.
Quanto? Gratuito.
Mais informações? (79) 3234.6300| riomarshopping.com.br

Fonte: Shopping Riomar

Texto e imagem reproduzidos do site: infonet.com.br

quinta-feira, 24 de agosto de 2017

Brincantes: público elogia festival e comemora resgate da cultura


O evento aconteceu em alusão ao mês do folclore.
Fotos: Silvio Rocha.

Publicado originalmente no site da PMA, em 24/08/2017.

Brincantes: público elogia festival e comemora resgate da cultura

Dois pra lá e dois pra cá, girando, de "pareia" ou sem ninguém de braços dados, as manifestações folclóricas representadas pelas danças são sempre carregadas de histórias que dizem muito sobre a cultura local de uma região. Reconhecer a importância da valorização cultural e colaborar com o fortalecimento do patrimônio imaterial de Sergipe é um importante passo para a preservação da história do Estado.

Entre os dias 21 e 23 de agosto, a Prefeitura de Aracaju, através da Fundação Cultural de Aracaju (Funcaju), realizou o Festival Brincantes, evento em comemoração ao mês do folclore. A programação, repleta apresentações de grupos folclóricos locais na Praça General Valadão, encantou o público e marcou o resgate da cultura regional.

O engenheiro eletrônico Clodoaldo Oliveira, foi uma das pessoas que aprovou a realização do evento. "É o resgate da nossa cultura, do que é nosso, e também a valorização do nosso folclore, das nossas tradições. É bonito de se ver. Isso tudo tem estado um pouco esquecido pela maioria das pessoas, e elas precisam participar. Precisamos ter nas praças públicas esse tipo de apresentação não só para os turistas, mas para as pessoas da terra também", comentou.

Já para a turista e empresária paranaense Ana Carolina Boaventura, de 23 anos, presenciar as apresentações de grupos de danças folclóricas sergipanas foi uma novidade, já que esta é a primeira que ela visita o Nordeste. "Eu estava passando pela praça com minha mãe e minha filha, e vimos a movimentação. Acabamos parando para ver e adoramos. No Paraná, a gente não tem contato com esse tipo de apresentação. Acho importantíssimo continuarem a manter a tradição viva, enriquece muito a cultura brasileira", afirma.

Para apreciar e se divertir junto aos cortejos não existe idade, prova disso é a psicóloga Ana Paula Queiroz, de 55 anos, que assistiu as apresentações na praça e elogia a iniciativa. "Quando percebi que os grupos estavam dançando por aqui, fiquei maravilhada. Eu estou encantada com o pessoal, em ver a idade dos brincantes, e com a vontade que eles têm de perpetuar essa beleza toda. Acho a iniciativa espetacular, porque é preciso resgatar nossas raízes. A Prefeitura de Aracaju está de parabéns por promover e ajudar a manter viva a cultura sergipana", conta.

O evento foi encerrado na quarta-feira, 23, com maestria e deixou, para quem presenciou as apresentações, a reflexão sobre a importância que a gestão pública possui em cumprir seu papel em prol da valorização cultural e de conceder o devido espaço a quem luta incessantemente para manter viva as tradições.

Há mais de 30 anos se dedicando à dança, Marcos Braz ressalta que a dança popular é um dos bens mais preciosos que a região pode ter. "Creio que a dança é o que resta de mais vivo em nós, ela diz respeito às nossas raízes. Acho muito importante esses grupos terem esse espaço, principalmente por esse mês ser voltado para a comemoração do folclore", relata o coreógrafo.

 Texto e imagens re´produzidos do site: aracaju.se.gov.br

Grupos folclóricos animam centro de Aracaju

 Reisado Familiar do município de Moita Bonita.

Batalhão Sr. do Bonfim de Santo Amaro das Brotas.
Fotos: Portal Infonet.

Publicado originalmente no Portal da Infonet, em 23/08/2017.

Grupos folclóricos animam centro de Aracaju

A atividade aconteceu nesta quarta, 23

Grupos da cultura popular participaram na tarde desta quarta-feira, 23, de um cortejo realizado no centro de Aracaju, em alusão ao mês do Folclore. A atividade marcou a abertura do Projeto “Cultura Popular Sergipana na Sala de Aula: Um Caminho para o Resgate da Nossa Identidade”, promovido pela Secretaria de Estado da Cultura (Secult), através da Biblioteca Pública Epifânio Dória (BPED).

O cortejo saiu do Palácio-Museu Olimpio Campos em direção ao Centro Cultural Aracaju, na Praça General Valadão, onde os grupos puderam se apresentar. A atividade cultural também compôs a programação do Festival de Brincantes, promovido pela Prefeitura Municipal de Aracaju (PMA), através da Fundação Cultural Cidade de Aracaju (Funcaju).

A parceria entre o Governo do Estado e o município é visto como algo positivo para o Assessor Executivo da Secult, Irineu Fontes. “Quando você tem a mesma perspectiva, buscando o mesmo resultado, as coisas funcionam muito bem”, acredita.

Vindo do município de Santo Amaro das Brotas, o Batalhão do Senhor do Bonfim foi um dos grupos que se apresentaram. Aos 65 anos, Maria Gilza da Costa conta que participa desde criança do Batalhão. “É ótimo participar do Grupo. Brincar é uma forma de fazer atividade física e de ter contato com os mais jovens”, afirmou.

Os brincantes do Reisado Familiar do município de Moita Bonita também se fizeram presentes na tarde de hoje. Líder do grupo há 18 anos, Aldemário Bispo de Santana, 62, acredita que essas atividades são uma forma de manter viva a cultura sergipana. “Nós não podemos deixar morrer nossa a cultura, é algo muito importante para nós”, declarou.

Por Yago Andrade e Verlane Estácio.

Texto e imagens reproduzidos do site: infonet.com.br

Festival Brincantes valoriza a cultura popular dos quatro cantos do Estado

 Grupos folclóricos dos quatro cantos do estado participaram.

 Brincantes esbanjavam alegria na arena.

 Festival mostrou diversas manifestações culturais.

 Público foi formado por pessoas de todas as idades.

 Pesquisadoras da cultura sergipana foram homenageadas.

 Aglaé Fontes.

 Beatriz Góis Dantas.

 Presidente da Funcaju, Silvio Santos.

 Bacamarteiros de Carmópolis também marcaram presença.

Superintendente da Secult, Irineu Fontes.
Fotos: Edinah Mary.

Publicado originalmente no site da PMA, em 23/08/2017.

Festival Brincantes valoriza a cultura popular dos quatro cantos do Estado

O primeiro “Festival Brincantes” promovido pela Prefeitura Municipal de Aracaju, através da Fundação Cultural Cidade de Aracaju (Funcaju), chegou ao fim na noite desta terça-feira, 23. Foram dois dias de evento onde aracajuanos e turistas puderam conhecer um pouco mais sobre as tradições dos grupos folclóricos dos quatro cantos do Estado e a cultura popular sergipana através de palestras, feiras e apresentações de brincantes.

O festival, que aconteceu no Centro Cultural de Aracaju e na Praça General Valadão, teve como proposta valorizar e enaltecer os aspectos culturais de Sergipe e também homenagear pessoas que contribuem com pesquisas e desenvolvem outros trabalhos com o objetivo de manter viva as tradições aqui encontradas. Samba de Coco do Mosqueiro, Parafusos de Lagarto, Cacumbi de Laranjeiras, Ilariô de Pirambu foram alguns dos grupos que se apresentaram durante o evento, contagiando o público que lotava a arena, cantava e dançava acompanhado o ritmo dos cantadores.

“O festival foi um sucesso absoluto e cumpriu todos os objetivos. Mostramos os mais diversos grupos culturais de Sergipe. O público compareceu e saiu feliz com o que viu. Precisávamos jogar luz e jogamos. Abrimos o espaço para mostrar a riqueza da nossa cultura popular e espero que este primeiro festival possa trazer outros. A nossa intenção é reeditar esse festival todos os anos em homenagem ao folclore e que ele sirva de exemplo para todos os órgãos que fazem a cultura para sempre estimularmos e divulgarmos essa arte”, afirmou o presidente da Funcaju, Silvio Santos.

No segundo e último dia do Festival Brincantes, o pesquisador e superintendente executivo da Secretaria do Estado da Cultura (Secult), Irineu Fontes, foi o grande responsável por abrir a programação com sua palestra “Cacumbi do Mestre Deca: renovando as tradições”. Irineu apresentou resultados de um trabalho desenvolvido com o grupo que tinha como objetivo reacender a manifestação cultural. “Eu tive a honra de conhecer mestre Deca e desenvolver trabalhos significativos afim de fortalecer o Cacumbi. Sem dúvidas é um dos movimentos folclóricos do nosso Estado mais expressivo e que merece grande apoio”, disse.

Irineu também ressaltou a parceria da secretaria do Estado da Cultura na realização do festival junto com a Funcaju. “Eventos como estes são muito bons e precisam ser realizados sempre. Mostra que somos um estado rico em manifestações culturais e temos que aumentar o espaço cada vez mais. O trabalho que a Funcaju realizou foi muito bom e a gente agradece essa parceria. Daqui em diante vamos estar juntos cada vez mais”, ressaltou o superintendente da Secult.

A terça-feira contou com diversas apresentações dos brincantes. O grupo Ilariô de Pirambu foi o primeiro a se apresentar seguido das Caceteiras de São Cristovão, Batucada Quebra Coco de Estância, Batalhão de Bacamarteiros de Carmópolis, Reisado de Moita Bonita e encerrando com os grupos de pífano de Boquim e Itabaianinha. Entre as apresentações, o Festival Brincantes homenageou duas pesquisadoras da cultura sergipana, as professoras Aglaé Fontes de Alencar e Beatriz Góis Dantas, pelo trabalho realizado em prol da cultura no Estado.

“Uma emoção muito grande receber esta homenagem. É de um valor imenso para mim. É um caminho natural essa estrada que a gente constrói de valorização da cultura popular. Uma estrada que você começa e não sabe quando acaba. Quando vejo uma instituição valorizar a nossa cultura, não só ter a demonstração dos grupos, como também ter palestras educativas para que as pessoas possam aprender a respeitar essas expressões culturais, só temos a aplaudir e considerar um compromisso cultural muito importante”, afirmou a professora Aglaé Fontes.

Já a professora Beatriz Góis Dantas fez questão de dividir a homenagem com amigos brincantes que a ajudaram nessa trajetória. “Me sinto muito honrada e emocionada com essa homenagem. É um reconhecimento de um trabalho de mais de 40 anos. Quero dividir com os brincantes, os chefes de grupo que eu pesquisei como Seu Paulino do São Gonçalo, Seu Oscar da Chegança, Biliu da Taiera e Seu Raulino do Lambe Sujo, todos já em memória”, lembrou Beatriz.    

A primeira edição do Festival Brincantes chega ao fim com o registro de muita cultura, arte, música, dança e animação. Os dois dias deixam o sentimento de saudade nas pessoas que puderam acompanhar cada manifestação cultural dos quatro cantos do estado e fica a promessa de que foi apenas a primeira de muitas edições que virão por aí.


Texto e imagens reproduzidos do site: aracaju.se.gov.br

quarta-feira, 23 de agosto de 2017

Dia do Folclore é celebrado com apresentações culturais

 Grupo Treme Terra.

Coordenadora do Grupo, Maria Ione.
Fotos: Portal Infonet.

Publicado originalmente no Portal Infonet, em 22/08/2017.

Dia do Folclore é celebrado com apresentações culturais

As atividades seguem até esta quarta-feira, 22

As cores e sons dos grupos folclóricos sergipanos decoraram a praça General Valadão, centro de Aracaju, na tarde desta terça-feira, 22. A reunião dos grupos marcou abertura do Festival de Brincantes, evento promovido pela Prefeitura Municipal de Aracaju (PMA), através da Fundação Cultural Cidade de Aracaju (Funcaju) em alusão ao Dia do Folclore, comemorado hoje.

O objetivo do Festival, segundo o presidente da Funcaju, Silvio Santos, é mostrar a riqueza cultural de Sergipe. “Nós somos um dos estados mais ricos em folclore no país, e muitas vezes os sergipanos não sabem disto, então precisamos jogar luz nesta cultura e estimular cada vez mais esta tradição”, explicou.

Um dos grupos que se apresentaram no evento foi o Guerreiro Treme Terra, da cidade de Japoatã. Segundo a fundadora e líder do grupo, Rosa Maria Ferreira, o grupo foi fundado há doze anos e mantém sua tradição preservada até hoje. “Fico muito feliz quando apresento o Guerreiro, seja na cidade ou no interior”, afirmou.

Grupo folclórico secular, o Parafuso da cidade de Lagarto também se apresentou no evento. Representando o grupo, a coordenadora e presidente da Associação Folclórica de Lagarto, Maria Ione do Nascimento, falou da preservação da cultura. “como o Parafuso é uma tradição que veio dos escravos, nós buscamos preservar a sua história e dar continuidade a ela, pela sua importância”, declarou.

O evento conta com palestras, ações educativas, rodas de conversa, feirinha de cordéis, artesanato, comidas típicas, exposições e exibições de curtas. As atividades acontecem até esta quarta-feira, 23.

Por Yago Andrade e Verlane Estácio.

Texto e imagens reproduzidos do site: infonet.com.br

Manifestações culturais marcam o primeiro dia do Festival Brincantes

 Parafusos de Lagarto.

 Guerreiro Treme Terra de Japoatã
 mistura crianças e adultos.

 Maracatu de Brejão possui diversos idosos.

 Público apreciava as danças atenciosamente.

 Jovens e adultos acompanharam 
o primeiro dia do festival.

 Arena foi montada na Praça General Valadão.

 Samba de Pareia de Pareia de Laranjeiras.

Presidente da Funcaju prestigia os grupos folclóricos.
Fotos: Edinah Mary.

Publicado originalmente no site da PMA, em 22/08/2017.

Manifestações culturais marcam o primeiro dia do Festival Brincantes

O sorriso no rosto e o olhar radiante de alegria era nítido nos jovens, adultos e idosos que se apresentavam na arena do Festival Brincantes. O Maracatu de Brejão, de Brejo Grande, no interior sergipano, encantou o público, que assistia atenciosamente. Dona Risalva dos Santos, de 65 anos, era uma das mais animadas. “O maracatu é uma animação para a gente. Senão tiver maracatu em nossas festas, não tem animação. Foi maravilhoso poder participar deste festival e ter a oportunidade de mostrar a nossa cultura para todos que aqui estão”, comemorou.

O primeiro dia do Festival Brincantes, realizado pela Prefeitura de Aracaju, através da Fundação Cultural Cidade de Aracaju (Funcaju), reuniu diversas manifestações populares na arena montada na praça General Valadão. Samba de coco, Cacumbi, Guerreiro Treme Terra, Maracatu e Parafusos foram os destaques neste 22 de agosto, Dia do Folclore.

“A primeira edição do festival já está sendo um sucesso. Nós idealizamos e construímos na ideia de plantar uma semente, mas plantamos e já está germinando, porque a acolhida do público neste primeiro dia foi maravilhosa. O pessoal participando e acompanhando as manifestações culturais, estes grupos extraordinários de Aracaju e de várias cidades do estado, nos enchem de alegria e nos dão a certeza que esta é apenas a primeira edição de muitas que virão por aí”, destacou o presidente da Funcaju, Silvio Santos.  

Era praticamente impossível passar pela praça e não cair no ritmo dançante dos brincantes. O público era formado por pessoas de todas as idades. Desde crianças, que até subiram na arena para participar das apresentações, aos mais idosos, que assistiram atentamente cada grupo que se apresentava, sem perder nenhum detalhe.

“Os grupos estão maravilhosos e são de uma diversidade incrível. Uma série de manifestações que prova que o estado de Sergipe é de uma riqueza imensa nas manifestações artísticas. As pessoas que trabalham no centro estão vindo, tem crianças também e está muito bonito. A programação está muito rica e dá vontade de dançar sem parar”, afirma a diretora da Escola de Arte Valdice Teles, Giuliana Maria.

Além das palestras que aconteceram de manhã e das apresentações folclóricas, o primeiro dia do Festival Brincantes contou com uma exibição de curtas na sala de exibição Walmir Almeida, no Núcleo de Produção Digital (NPD) Orlando Vieira, no Centro Cultural. Foram exibidos filmes dos “Diários da Cultura Popular”, da cineasta sergipana Gabriela Caldas. Os curtas foram o Viva Mussuca, Samba de coco de S. Dió, Diários Cozidos São Gonçalo e Samba de Parêa.

“O audiovisual também retrata a memória e as histórias do nosso folclore e cultura popular. Estamos participando do Festival Brincantes exibindo curtas que mostram isso. São filmes da cineasta sergipana Gabriela Caldas, uma profissional que retrata bem isso e, desde quando era estudante, ela frequentava os locais das manifestações populares, a mussuca, o samba de parêa, para registrar isso e eternizar. Então, é isso que trouxemos para o festival”, explica a coordenadora do NPD, Carolina Westrup. 

O Festival Brincantes continua nesta quarta-feira, 23, com palestras, feirinhas, exibição de curtas e muitas manifestações como o Ilariô de Pirambu, Caceteiras de São Cristovão, Quebra coco de Estância, Bacamarteiros de Carmópolis e muito mais.

Texto e imagens reproduzidos do site: aracaju.se.gov.br

Festival Brincantes é aberto com palestras e apresentações de grupos folclóricos

 O festival acontece... no Centro Cultural de Aracaju 
e na Praça General Valadão.

 Cacumbí de Laranjeiras se apresentou 
no primeiro dia do festival.

 Samba de Coco do Mosqueiro se apresentando 
na General Valadão.


 Antropóloga e pesquisadora, Beatriz Góis.

 Professora e pesquisadora, Rejane Harder.

Presidente da Funcaju, Silvio Santos.
Fotos: Edinah Mary.

Publicado originalmente no site da PMA, em 22/08/2017.

Festival Brincantes é aberto com palestras e apresentações de grupos folclóricos

O Dia Nacional do Folclore, 22 de agosto, marcou o início do primeiro Festival Brincantes promovido pela Prefeitura Municipal de Aracaju (PMA), através da Fundação Cultural Cidade de Aracaju (Funcaju). Desde o início da manhã, o evento reúne pesquisadores, agentes culturais e demais aracajuanos no Centro Cultural de Aracaju (antiga Alfândega) e na praça General Valadão.

O festival foi aberto com a palestra “Educação musical através das manifestações culturais de Sergipe”, ministrada pela professora e pesquisadora Rejane Harder, que possui pesquisas de campo, bibliográficas e documentais sobre o tema. Na palestra, mostrou um olhar especial sobre as possibilidades de aplicar as músicas e danças de grupos culturais em sala de aula.

“A aplicação da música popular em sala de aula é muito importante, principalmente para desenvolver o reconhecimento. A dinâmica ajuda os alunos a valorizar as suas tradições, cultura e também enaltecer a sua identidade”, explicou. Após a palestra, estudantes do curso de Música da Universidade Federal de Sergipe (UFS), alunos de Rejane, realizaram uma atividade no Teatro João Costa envolvendo o público, formando uma grande roda de músicas e danças.

Quem também levou um pouco de sua contribuição na área da cultura popular foi a antropóloga, e uma das maiores pesquisadoras da cultura popular brasileira, Beatriz Góis. Beatriz mostrou os aspectos das taieiras de Sergipe, sua formação, atividades e sua colaboração para a cultura. Segundo ela, essa realização da Funcaju é uma oportunidade de interação entre os grupos, troca de conhecimento.

“Essa iniciativa da Prefeitura e da Funcaju é muito importante. A população precisa dessas atividades pedagógicas, desses intercâmbios culturais. Em meios de tanto avanços tecnológicos essas manifestações ajudam a inserir essas pessoas dentro dos seus contextos mostrando as suas origens e tradições”, observou.

A programação matutina contou ainda com as apresentações dos grupos brincantes Samba de Coco do Mosqueiro e Cacumbi de Laranjeiras, que animaram o público que passava pela praça General Valadão com suas cantigas, ritmos musicais, pisadas e gingados. O presidente da Fundação, Silvio Santos, acompanhou as apresentações e entrou no clima. “É impossível parar para conferir e participar do movimento. Isso faz parte da nossa cultura, faz parte da nossa identidade. Estamos muito felizes com o sucesso do evento e principalmente em ver tanta gente participando e se encantando com as belezas culturais do nosso estado”, disse.

 Texto e imagens reproduzidos do site: aracaju.se.gov.br