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sábado, 8 de outubro de 2022

Laranjeiras realiza neste domingo festa dos lambe-sujos x Caboclinhos


Publicação compartilhada do site da PREFEITURA DE LARANJEIRAS, de 6 de outubro de 20222

Laranjeiras realiza neste domingo festa dos lambe-sujos x Caboclinhos

Neste domingo, 9, acontece em Laranjeiras o maior espetáculo de teatro à céu-aberto do mundo; a festa dos lambe-sujos x caboclinhos. A programação tem início às 4h, com a alvorada festiva. Às 9h tem a bênção dos grupos, em frente à igreja Matriz e, às 16h, acontece o ponto alto da festa, no campo do Quaresma, com o combate entre os dois grupos. Porém, a festividade cultural dura todo o dia. 
 
A manifestação cultural dos Lambe-Sujos é datada de 1860, bem antes da abolição dos escravos no Brasil. O folguedo é a representação da batalha de dois grupos: de um lado os Lambe Sujos, que representam os escravos e do outro os Caboclinhos, representando os índios. Com personagens bem divididos, os grupos simulam a luta para resgatar a princesa que foi raptada pelos negros.

A festividade acontece sempre no segundo domingo do mês de outubro. Para dar mais cor à encenação, os Lambe-Sujos se pintam com carvão, mel de cabaú e usam gorro e bermuda vermelha, enquanto os Caboclinhos se pintam com tinta marrom-terra e vestem cocares. Os participantes saem pelas ruas cantando e tocando instrumentos musicais como pandeiro, tamborim e reco-reco.

Para quem assiste, é difícil sair da festa sem ser pintado, ao menos uma parte do corpo, pelos Lambe-Sujos. Pela importância histórica, a manifestação cultural faz parte do calendário folclórico de Sergipe.

Texto e imagem reproduzidos do site: laranjeiras.se.gov.br

terça-feira, 24 de setembro de 2019

Festa do Lambe Sujos x Caboclinhos acontece no próximo dia 13

Fonte: Divulgação

Publicado originalmente no site do Portal INFONET, em 23 de setembro de 2019

Festa do Lambe Sujos x Caboclinhos acontece no próximo dia 13

A festa dos moradores de Laranjeiras está marcada para o dia 13 de outubro, numa tradição de paramentados como negros e índios. Realizado uma vez por ano, sempre no segundo domingo de outubro, o cortejo teatralizado é tido como uma homenagem à história dos escravos escravizados da região, que lutavam por sua liberdade.

Tudo se inicia em lugares distintos, nas primeiras horas da manhã, quando são armados o quilombo dos negros e a taba dos índios que, tendo sua princesa roubada pelos negros, dão início as estratégias de lutas para libertá-la, enriquecendo sua dramaturgia com cantos, danças e personagens definidos.

A festa de Lambe Sujos X Caboclinhos começa ainda na madrugada do dia 12, seguindo até as 17h, quando acontece a tão esperada batalha. O cortejo ocupa espaços tradicionais da cidade, como a igreja Matriz e todas as ruas históricas do município.

Texto e imagem reproduzidos do site: infonet.com.br

segunda-feira, 15 de outubro de 2018

REGISTRO: Festa Lambe-Sujos e Caboclinhos acontece em Laranjeiras



REGISTRO - Começou no sábado, 13, e segue neste domingo, 14, em Laranjeiras, Sergipe, a festa Lambe-Sujos e Caboclinhos. O evento reúne todos os anos milhares de pessoas de diversos Estados do País.

A programação deste domingo começou de madrugada, às 3h, com a concentração em frente à casa do mestre do Lambe-Sujo, seguida de alvorada pelas ruas da cidade. Às 9h30, aconteceu a formação e produção dos componentes dos grupos, que foram pintados de negros e caboclos e seguiram para receber a bênção do padre.

Às 11h, acontece a feijoada na casa do rei, seguido do cortejo dos reis e participante dos grupos às 14h, o combate e roubo da rainha na Quaresma, às 16h, tendo o encerramento da festa marcado para as 17h.

A Batalha

A tradicional Batalha dos Lambe-Sujos e Caboclinhos  
Fotos: Arthur Leite

A tradicional Batalha dos Lambe-Sujos e Caboclinhos representam as perseguições e combates entre negros e índios dominados pelos senhores de engenhos no período do Brasil Colonial. O combate se baseia em um acontecimento histórico, em que índios a mando dos capitães do mato dos engenhos perseguem os negros escravos fugidos para serem aprisionados.

O combate dos grupos tem como principal tema, a luta dos negros pela liberdade. A encenação do duelo entre os grupos consiste em um episódio de destruição do quilombo feita pelos caboclos para capturar a rainha que foi sequestrada pelos Lambe-Sujos. Ao final do combate os caboclinhos conseguem resgatar a rainha e saem vitoriosos.

Este combate entre Lambe-Sujos e Caboclinhos é considerado a maior manifestação de teatro espontâneo ao ar livre do Estado de Sergipe e de todo o Brasil, visto como Patrimônio Nacional Cultural.

Formação dos grupos

Combate entre Lambe-Sujos e Caboclinhos é considerado 
a maior manifestação de teatro espontâneo 
ao ar livre do Estado de Sergipe e de todo o Brasil 
Foto: Arthur Leite

O grupo dos Lambe-Sujos é formado por meninos e homens totalmente pintados de preto, usando uma mistura de tinta preta e melaço de cana-de-açúcar (cabaú) para ficar com a pele brilhosa. Eles usam shorts e um gorro de flanela vermelha. Nas mãos, uma foice, símbolo de luta pela liberdade. Fazem parte do grupo o rei, o príncipe, Pai Juá e Mãe Suzana, representando uma escrava negra.

Junto com os Lambe-Sujos se apresentam os Caboclinhos, que pintam o corpo de vermelho e usam indumentária indígena, a exemplo de enfeites de penas, cocar e flechas nas mãos.

* Com informações da Prefeitura Municipal de Laranjeiras

Texto e imagens reproduzidos do site: evidencie-se.com

REGISTRO: Festa do 'Lambe Sujos X Caboclinhos'...

Publicado originalmente no site G1 SE., em 13/10/2018

REGISTRO - Festa do 'Lambe Sujos X Caboclinhos' ocorre neste final de semana em Laranjeiras

Visitantes de várias partes do Brasil marcam presença na festa.

Por G1 SE — Aracaju

Lambe-sujos e Caboclinhos, considerada uma 
das maiores manifestações culturais do Brasil
Foto: Evaldo Moura/PML

O município de Laranjeiras, distante 20 km de Aracaju, realiza neste sábado (13) e no domingo (14) a tradicional festa de Lambe-sujos e Caboclinhos. O evento cultural atrai milhares de turistas de várias partes do país atraídos pela manifestação, alvo de muitos estudos e pesquisas.

Neste sábado, no período da tarde, vai ser feito o aprontamento da barraca e enfiamento da forca. É quando os caboclos constroem suas barracas com objetos de bambus e taquaras. Mais cedo, por volta das 6h, membros dos grupos foram ao Mercado Municipal pedir aos feirantes cerais, verduras e carnes para ajudar na tradicional feijoada, que será partilhada entre os dois grupos, na residência do rei no domingo.

Domingo às 3h, ocorre a concentração em frente à casa do mestre do Lambe Sujo na Rua Umbelina Araújo. Uma hora depois tem alvorada e cortejo pelas ruas: Umbelina, Engenheiro Xavante, Vitória, da Matriz, José do Prado Franco, Francisco Bragança, Praça da Igreja Nossa Senhora da Conceição, João Ribeiro, Pereira Lobo, Mercado Municipal, Avenida Rotary, Largo do Porto do Quaresma (onde fica localizado o quilombo), Praça da Bandeira, Boquim e volta para o local da concentração, passando pela quadra Ulisses Maynard ou Praça do Bom Jesus dos Navegantes como pé conhecida. As 9h30 acontece a formação e produção dos componentes dos grupos que serão pintados, negros e caboclos e depois seguem para Igreja Matriz para a benção do padre.

A programação segue com a feijoada na casa do rei (11h3), o cortejo com o rei e participantes dos dois grupos (14h), o combate e roubo da rainha na Quaresma (16H) e às 17h tem o encerramento da festa.

Festa do Lambe Sujo e Caboclinho atrai
turistas e pesquisadores em SE
Foto: Reprodução/TV Sergipe

A Festa

São dois grupos folclóricos unidos num folguedo que se baseia no episódio da destruição dos quilombos. O grupo dos Lambe-Sujos é formado por meninos e homens totalmente pintados de preto, usando uma mistura de tinta preta e melaço de cana-de-açúcar para ficar com a pele brilhosa. Eles usam short e um gorro de flanela vermelha. Nas mãos, uma foice, símbolo de luta pela liberdade. Fazem parte do grupo o Rei, o Príncipe, Pai Juá e a Mãe Suzana, representando uma escrava negra.

Junto com os Lambe-Sujos se apresentam os Caboclinhos, que pintam o corpo de vermelho e usam indumentária indígena: enfeites de penas, cocar e flecha nas mãos. A brincadeira consiste na captura da rainha dos Caboclinhos pelos Lambe-Sujos, que fica aprisionada. À tarde, há a tradicional “batalha” pela libertação da rainha, da qual os Caboclinhos saem vitoriosos.

Festa dos Lambe-Sujos e Caboclinhos 
acontece no domingo em Laranjeiras
Foto: Bruno César/Divulgação

Texto e imagens reproduzidos do site: g1.globo.com/se

domingo, 14 de outubro de 2018

Laranjeiras preserva a tradição dos Lambe Sujos e Caboclinhos


Publicado originalmente no site F5 News, em 14/10/2018

Laranjeiras preserva a tradição dos Lambe Sujos e Caboclinhos

Festa atrai multidão e movimenta o final de semana na cidade histórica  

Por F5 News *

O município de Laranjeiras, na região metropolitana de Aracaju, celebra neste final de semana a tradicional festa de Lambe Sujos e Caboclinhos. A manifestação cultural resgata a história de luta de resistência dos negros escravizados dos quilombos da região, os “lambe sujos”, contra os índios “caboclinhos”, pagos pelos brancos para destruírem os quilombos.

O espetáculo cheio de sons, história e cores é encenado pela comunidade local que vestida como negros e índios sai num cortejo em homenagem à luta dos negros por sua liberdade.

Os Lambe Sujos, pintados com uma solução energrecida com mel de cabaú extraído da cana com pó xadrez preto e vestidos de bermuda e gorro ou gurita de flanela vermelha, são guiados por um príncipe, e pelo rei do quilombo. Atrás deles vão os Caboclinhos, de cocares na cabeça, e a pele pintada de vermelho. Representam os índios contratados pelos donos dos engenhos de açúcar para recapturar os negros escravizados.

O domingo começou com uma alvorada às 4 horas da madrugada e no período da tarde, as figuras reais entram em cena. Enquanto os lambe - sujos buscam seu rei, o pai Juá e sua mãe Susana, os caboclinhos buscam seus príncipes e princesas. Começa então a fase crucial da festa aonde os grupos folclóricos encenam a derrota dos negros. Toda a apresentação é acompanhada por grupos musicais.

O evento também ocupa outros espaços tradicionais da cidade, como a igreja Matriz e todas as ruas históricas.

*Com informações da Prefeitura de Laranjeiras

Texto e imagem reproduzidos do site: f5news.com.br

Festa de Lambe Sujo X Caboclinhos


 Clique na imagem para ampliar


Imagens reproduzidas do 
Facebook/Secretaria da Cultura de Laranjeiras

Festa de Lambe Sujos X Caboclinhos acontece neste fim de semana

Apresentação acontece dias 13 e 14
Foto: Secult/Laranjeiras

Publicado originalmente no site do Portal Infonet, em 13 out, 2018 

Festa de Lambe Sujos X Caboclinhos acontece neste fim de semana

A história vai invadir a cidade histórica de Laranjeiras, que fica na Região do Vale do Cotinguiba do Estado. O município que é um dos roteiros culturais mais procurados do Brasil será palco durante os dias 13 e 14 de outubro da festa do Lambe SujosX Caboclinhos. Durante os dois dias da festa, estão previstas a participação de pessoas da comunidade encenado a história de luta de resistência dos negros escravizados dos quilombos da região, os “lambe sujos”, contra os índios “caboclinhos”, pagos pelos brancos para destruírem os quilombos e de centenas de visitantes.

A Festa

A festa é um folgueado que acontece apenas uma vez ao ano, sempre no segundo domingo de outubro é um espetáculo cheio de sons, história e cores, onde moradores de Laranjeiras/SE que vestidos como negros e índios saem num cortejo em homenagem à luta de resistência dos negros escravizados da região, que lutavam por sua liberdade. Os Lambe Sujos, pintados com uma solução energrecida com mel de cabaú extraído da cana com pó xadrez preto e vestidos de bermuda e gorro ou gurita de flanela vermelha, são guiados por um príncipe, e pelo rei do quilombo. Atrás deles vão os Caboclinhos, de cocares na cabeça, e a pele pintada de vermelho. Representam os índios contratados pelos donos dos engenhos de açúcar para recapturar os negros escravizados. O evento também ocupará outros espaços tradicionais da cidade, como a igreja Matriz e todas as ruas históricas do município.

Programação

Sábado –  13/10

6h- Um membro de cada grupo vai ao Mercado Municipal para fazer um esmolado, ou seja, pedir aos feirantes, cerais, verduras e carnes para ajudar na tradicional feijoada, que será partilhada entre os dois grupos, na residência do rei no domingo.

A tarde – Será feito o aprontamento da barraca e inficamento da forca. Neste momento os caboclos constroem suas barracas com objetos de bambus e taquaras.

Domingo – 14/10

03h – Concentração em frente à casa do mestre do Lambe Sujo na rua Umbelina Araújo

04h – Alvorada e Cortejo pelas seguintes ruas: Umbelina, Engenheiro Xavante, Vitória, da Matriz, José do Prado Franco, Francisco Bragança, Praça da Igreja Nossa Senhora da Conceição, João Ribeiro, Pereira Lobo, Mercado Municipal, Avenida Rotary, Largo do Porto do Quaresma (onde fica localizado o quilombo), Praça da Bandeira, Boquim e volta para o local da concentração, passando pela quadra Ulisses Maynard ou Praça do Bom Jesus dos Navegantes como pé conhecida.

9h30 – Formação e Produção dos componentes dos grupos que serão pintados, negros e caboclos e depois seguem para Igreja Matriz para a benção do padre

11h30 – Feijoada na casa do rei

14h – Cortejo com o rei e participantes dos dois grupos

16h – Combate e roubo da rainha na Quaresma

17h – Encerramento da Festa

Fonte: ascom Prefeitura de Laranjeiras


Texto e imagem reproduzidos do site: infonet.com.br

quarta-feira, 10 de outubro de 2018

Laranjeiras (SE) sedia mais uma edição da Festa de Lambe-sujos e Caboclinhos

Foto: Gazeta Web

Publicado originalmente no site Fan F1, em 10/10/2018 

Laranjeiras (SE) sedia mais uma edição da Festa de Lambe-sujos e Caboclinhos no próximo domingo, 14

Por Leonardo Barreto

No próximo domingo, 14, sergipanos e turistas poderão participar de mais uma edição da Festa de Lambe-sujos e Caboclinhos no município de Laranjeiras (SE). O evento é ma das maiores manifestações culturais do país  e todos os anos e atrai milhares de visitantes

Seguindo  a tradição, a cidade é tomada por homens, mulheres e crianças, que se dividem em dois grupos: o dos lambe-sujos, representando os negros, e o dos caboclinhos, representando os índios.  O Cortejo retoma de forma lúdica as batalhas entre negros quilombolas e índios domesticados  pelos senhores de engenho  da época  do Brasil colonial.

A batalha é uma representação das investidas dos índios nos quilombos, a mando dos capitães-do-mato dos engenhos, aproveitando o fato dos indígenas conhecerem melhor a região. O objetivo era derrotar e aprisionar os negros escravos fugidos. Mostrando como era a luta do negro pela sua liberdade, acontece durante a festa o sequestro da rainha dos caboclinhos, o que motiva os combates.

A festa começa com uma alvorada às 4h da manhã e segue por todo o dia. O ponto alto é no final da tarde, com o enfrentamento dos grupos em que um vence o primeiro combate e o outro vence o segundo. Nessa brincadeira, quem sai ganhando mesmo é a cultura do nosso povo, que permanece viva atravessando os séculos.

Veja a programação completa:

3h – Concentração

4h – Alvorada – Caboclinho e Lambe Sujo – fogos e batucada

9h30 – Formação e Produção

11h – Feijoada do Lambe Sujo

13h30 – Passeata

16h – Praça da Imprensa – Combate – Caboclinho x Lambe Sujo – teatro ao ar livre

17h – Encerramento

Texto e imagem reproduzidos do site: fanf1.com.br

segunda-feira, 24 de abril de 2017

Festa do Lambe-Sujos e Caboclinhos...

 Foto: Ascom/Setur.

Foto: Divulgação.

Publicado originalmente no site do Jornal da Cidade, em 13/10/2014.

Laranjeiras regada à tradição e cultura.

Festa do Lambe-Sujos e Caboclinhos...

O município de Laranjeiras exala um forte e maravilhoso cheiro de cultura, fruto de um movimento histórico de expressão popular. No mês de outubro, mais precisamente no dia 12, o cheiro do mel de cabau toma conta de toda a cidade, e todos já sabem que é chegado o dia dos Lambe-sujos e dos Caboclinhos, dois grupos folclóricos unidos num folguedo que se baseia no episódio da destruição dos quilombos.

O grupo dos Lambe-Sujos é formado por meninos e homens totalmente pintados de preto, usando uma mistura de tinta preta e melaço de cana-de-açúcar para ficar com a pele brilhosa. Eles usam short e um gorro de flanela vermelha. Nas mãos, uma foice, símbolo de luta pela liberdade. Fazem parte do grupo o “Rei”, a “Rainha” e a “Mãe Suzana”, representando uma escrava negra.

Após uma alvorada festiva, os Lambe-Sujos saem às ruas, acompanhados por pandeiros, cuícas, reco-recos e tamborins, roubando diversos objetos de pessoas da comunidade que são guardados no “mocambo”, armado em praça pública. A devolução dos objetos é feita mediante contribuição em dinheiro pelo proprietário do objeto roubado.

Junto com os Lambe-Sujos se apresentam os Caboclinhos, que pintam o corpo de roxo-terra e usam indumentária indígena: enfeites de penas, cocar e flecha nas mãos.

A brincadeira consiste na captura a rainha dos Caboclinhos pelos Lambe-Sujos, que fica aprisionada. À tarde, há a tradicional “batalha” pela libertação da rainha, da qual os Caboclinhos saem vitoriosos.

O grupo musical que acompanha o folguedo é composto por ganzás, pandeiros, cuícas, tambores e reco-recos.

Hoje, a "Festa de Lambe-Sujo", como é conhecida, tornou-se uma das mais importantes da cidade de Laranjeiras, acontecendo sempre no segundo domingo de outubro, quando a beleza das indumentárias e a folia dos maracatus são atrativos unânimes,  além da divertida brincadeira de melar as pessoas com o cabau e das incansáveis corridas dos chicotes dos taqueiros...

Trechos de reportagem e fotos, reproduzidos do site: jornaldacidade.net

terça-feira, 11 de outubro de 2016

Lambe-sujos e Caboclinhos



Lambe-sujos e Caboclinhos é considerada uma
das maiores manifestações culturais do Brasil.
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Domingo (9 de outubro), o município de Laranjeiras, distante 20km de Aracaju, realizou a tradicional festa de Lambe-sujos e Caboclinhos que é considerada uma das maiores manifestações culturais do Brasil. Todos os anos, o ato reúne milhares de visitantes, entre eles estudantes e pesquisadores... (Do G1 SE).
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Foto: Evaldo Moura/PML.
Reproduzida do site: g1.globo.com/se

terça-feira, 14 de junho de 2016

Lambe-Sujos e Caboclinhos, em Laranjeiras

Figura festiva popular conhecida como "lambe-sujo",
durante a Peleja dos Lambe-Sujos e Caboclinhos,
em Laranjeiras, Sergipe; a festa costuma ocorrer na
primeira semana de outubro.
Foto: Ricardo Nunes Espinheira/Sua Foto.
Reproduzida do site: viajeaqui.abril.com.br/cidades

sábado, 28 de novembro de 2015

Melação da boa em Brasília

Foto: Márcio Garcez.

Publicado originalmente no site Jornal do Dia Online, em 25/11/2015.

Melação da boa em Brasília
Por Rian Santos

Para acompanhar o trabalho de Márcio Garcez, muita sola de sapato. Pouca gente tem tanta disposição para correr os caminhos do folclore sergipano assim de perto, a custa de poeira e barro. O fotógrafo, no entanto, parece ter encontrado na gente simples de um caminho ensolarado o sujeito de uma espécie de poética festiva, movida a calos e sopapos. A mostra 'Lambe Suje X Caboclinhos' - documentada em livro, e abrigada desde ontem pelo Memorial de Justiça do Distrito Federal - é parte, portanto, de uma história maior e mais antiga que, apesar de vacilante, esteve sempre repleta de verdade.

O próprio fotógrafo manifestou a preocupação com a sobrevivência de tais valores, em conversa com o titular da página, em oportunidade anterior. "Nós temos uma grande riqueza cultural, porém, essa diversidade precisa ser melhor explorada de forma prática, a fim de trazer benefícios para a comunidade que promove os folguedos, municípios e estado. Entendo que seja preciso uma política cultural que vise a auto sustentabilidade dos que fazem essas manifestações, a médio prazo".

Lambe-sujo X Caboclinho - A exposição traz registros da festa do Lambe-Sujo, que acontece anualmente no segundo domingo de outubro em Laranjeiras, Sergipe, a 23km da capital Aracaju. Trata-se de uma manifestação folclórica que representa a luta entre negros (escravos dos quilombos) e os índios caboclinhos, usados pelos brancos na captura de escravos fugitivos e destruição dos quilombos.

Na encenação, os lambe-sujos se pintam com tinta xadrez preta, melaço de cana, e se vestem com calções e gorros vermelhos. Como arma, usam foices de madeira, em alegoria ao instrumento de trabalho usado nos canaviais. Já os caboclinhos se pintam de tinta xadrez vermelha, usam cocares e saiotes de pena, pulseiras e colares e se armam de arco e flecha. Os caboclinhos formam um grupo disciplinado, todos em fila dupla comandados pelo "chefe" (cacique), enquanto os lambe-sujos, debochados, saem correndo pelas ruas, sob o ritmo agitado da batucada e sujando pessoas que não ofertem algum dinheiro.

Para o pesquisador Maurício Albuquerque de Melo Júnior, o trabalho do fotógrafo tem o poder de evocar memórias. "Sergipe arcaico ressuscita na emoção de quem olha as fotografias que, mesmo estáticas, têm o poder de despertar esperanças e que trazem aprisionada toda a alma de uma gente".

Texto e imagem reproduzidos do site: jornaldodiase.com.br

sábado, 31 de outubro de 2015

Festa dos Lambe Sujos X Caboclinhos, em Laranjeiras

Foto: Maurício Pisani

Publicado originalmente no site do El País/Brasil/Cultura, 24/10/2015.

Todo mundo aqui é negro.

Festa dos Lambe Sujos X Caboclinhos reconta a luta pela liberdade de escravos de Sergipe

Por Carla Juménez (Laranjeiras, SE.

É manhã do domingo, dia 11, em Laranjeiras, município de Sergipe, onde cerca de 70 rapazes com a pele pintada de preto, vestindo gorros e shorts vermelhos, dançam ao ritmo das batidas de percussão dos companheiros que batucam seus instrumentos. Percorrem as ruas desde a madrugada e só vão parar no final do dia, quando termina a festa dos Lambe Sujos X Caboclinhos, desconhecida para a maioria dos brasileiros, embora íntima de antropólogos e historiadores, que abarcam ali para estudar um pedaço escondido da alma brasileira.

O encontro dos moradores de Laranjeiras paramentados como negros e índios acontece uma vez por ano, num cortejo teatralizado em homenagem à história dos escravos da região, que lutavam por sua liberdade. Os Lambe Sujos, pintados com uma tinta negra escura, são guiados por um príncipe, e pelo rei do quilombo. Atrás deles vão os Caboclinhos, de cocares na cabeça, e a pele pintada de vermelho. Representam os índios contratados pelos donos dos engenhos de açúcar para recapturar seus escravos, prática comum naquele Brasil até 1888, quando a escravidão foi finalmente abolida.

O grupo é seguido por um público fascinado pela estética, o som e o entusiasmo desses atores por um dia, que encenam a festa inventada por negros alforriados por volta de 1860. Desde então, o festejo se repete no município de 27.000 habitantes, no segundo semestre do ano. De uns anos para cá, todo segundo domingo de outubro, sempre perto do aniversário da independência de Sergipe, que até 1820 vivia sob a tutela do Estado da Bahia.

Dom Pedro II na Atenas sergipana: ecos da cidade rica, culta e negra
O Lambe Sujos X Caboclinhos, ou apenas Lambe Sujos, como é mais conhecida, poderia ser mais uma festa regional de uma pequena cidade em qualquer lugar do Brasil. Mas a quantidade de informações e sutilezas concentradas nessa narrativa folclórica é tão rica que já inspirou dezenas de textos e livros acadêmicos. “Estamos retratando a história da cultura brasileira, de um povo humilde do Brasil. A senhora não encontra isto nas universidades. As universidades é que vem aqui beber da fonte do mestre”, diz a esta repórter o Mestre Zé Rolinha, o rei dos Lambe Sujos há 30 anos, e considerado o dono da festa.

Quando criança, ele também brincava, levado pelo pai e pelo tio que integravam o grupo. O ouvido fácil para aprender a tocar instrumentos, além de todas as histórias e lendas que cercam o folguedo, foram enredando Zé Rolinha. Os mais velhos viram nele o candidato natural para assumir o posto de monarca, papel que exerce até hoje com galhardia. Em uma casa modesta, mas de coração gigante, Zé Rolinha vive um entra e sai de pessoas na véspera do cortejo. É ele quem cuida da organização, pede apoio ao poder público, e se articula com seus pares para manter a tradição cultural e a história “do meu município, do meu Sergipe e do meu Nordeste brasileiro”.

Laranjeiras, a 20 minutos da capital, Aracaju, foi uma das mais prósperas cidades do país nos tempos da escravidão, graças à riqueza proporcionada pela cana de açúcar plantada ali. Chegou a ser candidata a capital da então província de Sergipe, numa época em que as famílias brancas endinheiradas tinham acesso ao que havia de melhor do exterior, vindo de navio pelo rio Cotinguiba. Mas era o trabalho braçal de milhares de escravos que sustentava os engenhos. A ânsia pela liberdade criou movimentos de quilombos, negros fugitivos que formaram povoados ali, vivos até hoje através de seus descendentes. “A festa encena o que Laranjeiras vivenciou historicamente”, afirma Evandro Bispo, um dos organizadores do folguedo, que teria sido criado antes da abolição, embora só existam registros oficiais da festa a partir de 1930. Bispo é Lambe Sujo numa parte do dia, e pai Juá na outra, quando sai fantasiado como tal de um terreiro de candomblé para ser o guia espiritual dos negros diante da batalha que vão encenar ao final da tarde contra os Caboclos. É o ponto alto do folguedo.

Todos querem ser pretos no dia da festa, começando na madrugada de domingo para a alvorada festiva. O bloco de negros e índios vai crescendo com o avanço das horas, seguidos por moradores e turistas, que improvisam vestes vermelhas para se parecer aos Lambe Sujos, ainda que eles sejam vencidos no final da festa pelos Caboclinhos. Uma derrota vitoriosa, diga-se de passagem. “Nunca vi um rei ser vencido tão altaneiro como o Rei dos Lambe Sujos que sai de cabeça erguida, como se não houvesse perdido a batalha”, brinca a antropóloga Beatriz Góis Dantas, doutora pela Universidade Federal de Sergipe, que se aprofundou nos estudos dessa festa entre 1969 e 1990.

A derrota faz parte da narrativa, segundo os guardiões da tradição, porque quando a festa foi criada pelos negros alforriados as autoridades de então teriam combinado assim. Se por ventura os Lambe Sujos fossem vitoriosos poderiam estimular os negros que ainda viviam sob o manto da escravidão a se revoltarem.

Mas a resistência e a coragem por lutar pela liberdade é dos negros, e não dos caboclos, que estão a mando dos brancos, estes quase anti-heróis nessa festa. Samba, nego, branco não vem cá. Se vier pau há de levar, diz um dos cânticos entoados pelos protagonistas do folguedo. “Todo mundo é negro aqui”, dizia José Luiz, na festa deste ano, com o rosto pintado de preto muito preto, que destacava seus olhos azuis. Os braços continuavam brancos. “A festa é para lembrar a escravidão, a força do negro, tudo é em homenagem a eles”, explica. Luiz, que contemplava de longe o cortejo, ao lado de uma caixa de isopor, com água e cerveja para refrescar os visitantes que estavam sob o sol do meio dia nordestino.

Os Lambe Sujos lembram, de cara, o saci-pererê, personagem imortalizado por Monteiro Lobato no século XX. Alguns fumam cachimbo e outros chupam chupeta. Cativam de imediato com seus pandeiros, ganzás e tambores, que se combinam num ritmo afro contagiante, música “guerreira e agressiva”, como define Bispo, que toca cuíca.

Várias histórias alimentam, ainda, a carapuça vermelha da cabeça. Uma delas é que alguns escravos fugitivos, no passado, se fingiam mesmo de saci e pulavam num pé só para assustar os que os avistassem na calada da noite. Mestre Zé Rolinha diz que não tem nada disso. “Os mais antigos eu não sei. E se soubesse, também não diria. As coisas internas do grupo não contamos”, diz ele, fazendo mistério.

Há quem veja no gorro uma alusão a outros elementos subjetivos. “Me pergunto se o formato de toca não tem a ver com a Revolução Francesa, que tinha como símbolo o barrete frígio. Como a festa de Laranjeiras é um canto de liberdade, não seria impossível...”, diz a professora Beatriz. A cultura europeia tinha forte influência em Laranjeiras em seus tempos áureos.“Havia senhores de engenho que pagavam aulas aos escravos para que eles servissem as visitas falando em francês”, conta Evandro Bispo.

Um personagem controverso se destaca neste teatro a céu aberto: o feitor que carrega um chicote de verdade, e distribui chibatadas reais a quem se descuida e desobedece as ordens dos mestres do grupo para o cortejo. Ele leva um clima de tensão permanente para o evento. Quem não toma cuidado sai com uma marca vermelha no corpo. Muitos rapazes, embalados pela bebida e a disposição de testar seus limites, provocam o feitor com o único intuito de serem chicoteados, numa aparente competição masculina de resistência à dor. O efeito dessa cena é chocante. Mas compõe um certo caos que, de alguma maneira, faz sentido nessa festa. O som do chicote transporta os visitantes para os castigos corporais sofridos pelos principais homenageados da festa: os ancestrais negros que sentiram na pele a escravidão.

Tinta preta e mel de cabaú na pele.

A cor dos Lambe Sujos é uma atração a parte. Um preto escuro, e com um brilho que realça ainda mais o tom de pele. Para chegar a ele, a pele é revestida primeiro com tinta em pó. Em seguida, o corpo é coberto com mel de cabaú, derivado da cana de açúcar, que fornece o brilho. Fernando, de 21 anos, cego desde os três, conta que acompanha a festa desde criança. Uma das sensações que o conectam a ela é o gosto do mel.

Mais do que um item para valorizar o tom da pele, o mel de cabaú reproduz um costume real dos tempos imperiais. “O mel deixa o corpo grudento e era utilizado pelos escravos fugitivos para colar folhas ao corpo e servir de camuflagem contra seus perseguidores, segundo os relatos orais dos moradores mais antigos da cidade”, diz Evandro Bispo.

Por três reais, interessados em imitar os ancestrais de Laranjeiras faziam fila, no último dia 11, na calçada da casa de um dos moradores que se outorgou a função de lambuzar quem estava disposto a brincar fantasiado. Quem não se atrevia a ficar pintado da cabeça aos pés, era marcado do mesmo jeito na hora da melação. Uma mão no rosto, um abraço repentino. E todos na cidade de repente estão manchados de preto.

Até os anos 90 a festa era mantida quase marginalmente, celebrada na periferia da cidade. Em 1969, quando Beatriz começou a estudá-la, não mais que duas dezenas de brincantes participavam do folguedo, com um público mais modesto. “Ela parece ganhar um novo significado diante da valorização da cultura negra das últimas décadas”, diz ela, que escreveu diversos livros sobre o evento.

De fato, a festa cresceu, ganhou a cidade toda, o apoio da Igreja católica local e dos terreiros de candomblé, incluídos no seu enredo, abençoando os personagens em alguns atos desta ópera popular. Há quem reclame que o poder público apoia pouco, e só aparece quando tudo está pronto para tirar uma casquinha. Os organizadores se preocupam, ainda, com o aumento do público nos últimos tempos, que por vezes confunde a tradição com uma festa de carnaval. Não importa. A festa fica maior a cada dia porque o enredo é cativante, a música é alegria e os elementos tão brasileiros despertam empatia imediata. Laranjeiras é um pedaço da alma do Brasil. No ano que vem tem mais.

Texto e imagem reproduzidos do site: brasil.elpais.com/brasil

Cortejo dos Lambe Sujos e Caboclinhos, pelas ruas de Laranjeiras.

 Lambe Sujo desfila em cortejo pelas ruas de Laranjeiras, em Sergipe.

 Princesa dos Caboclinhos, 'raptada' pelos Lambe Sujos.

Pai Juá, protetor espiritual dos Lambe Sujos. 

Lambe Sujo fuma cachimbo, em Laranjeiras.

Mãe Suzana, personagem da festa dos Lambe Sujos,
que cozinha para os negros dos quilombos.

  Brasão da espada do rei dos Lambe Sujos.

 Rapazes se pintam com tinta e mel de cabaú na festa dos Lambe Sujos.

Lambe Sujos tocam cuíca na festa que
acontece em outubro, em Laranjeiras.

 Lambe Sujos da festa de Laranjeiras.

No auge da festa, os Lambe Sujos
cercados por turistas em Laranjeiras.

 O rei dos Caboclinhos luta com o príncipe dos Lambe Sujos.

Lambe Sujo luta contra Caboclinho na
batalha final da festa de Laranjeiras.

Padre da igreja de Laranjeiras abençoa os Lambe Sujos e Caboclinhos.

A alma do Brasil se revela em Laranjeiras/SE.
Cortejo dos Lambe Sujos pelas ruas de Laranjeiras.
Fotos/Legendas: Mauricio Pisani.
Reproduzidas do site: brasil.elpais.com/brasil

terça-feira, 14 de outubro de 2014

Festa dos Lambe-Sujos e Caboclinhos, em Laranjeiras

Foto: Bruno César.

Festa dos Lambe-Sujos e Caboclinhos, no município de Laranjeiras/SE.

Por Fernanda Araujo.

(...) Essa manifestação cultural em Laranjeiras representa a luta entre negros quilombolas (os lambe-sujos) e os índios (os caboclinhos), que eram ordenados pelos brancos para destruírem os quilombos, locais onde os escravos africanos e afrodescendentes se refugiavam dos senhores de engenho e praticavam suas manifestações religiosas e lúdicas, como a música e a dança.

Para representar força e resistência, os lambe-sujos pintam os corpos com uma tinta preta, vestem calções e gorros vermelhos, além disso, usam uma foice de madeira como arma, símbolo do trabalho no canavial. Os caboclinhos têm os corpos pintados de vermelho, usam cocares e saiotes de penas, pulseiras e colares e usam arcos e flechas.

Com informações da Prefeitura de Laranjeiras.

Texto e imagem reproduzidos do site: f5news.com.br

sábado, 27 de setembro de 2014

Lambe-sujos x Caboclinhos: campanha educativa para festa

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Infonet - Cultura - Noticias - 26/09/2014.

Lambe-sujos x Caboclinhos: campanha educativa para festa
Este ano, a festa será realizada no dia 12 de outubro

No mês de outubro, em Laranjeiras, trabalhadores e estudantes se transformam em lambe-sujos e caboclinhos. Este ano, a festa promovida pela prefeitura da cidade, através da secretaria municipal de Cultura será realizada no próximo dia 12. Para garantir mais uma edição de sucesso e tranquilidade para brincantes e turistas, a administração municipal lança uma campanha educativa de orientação.

Na avaliação do secretário municipal de Cultura, Evanilson Calazans, a campanha é um pedido da população, já que, nos últimos anos pessoas que não participam da festa cultural tentam desviar o foco principal do evento. "Estamos lançando um folder com orientações básicas sobre a festa e algumas regras de como manter a conduta e a organização do evento. Junto com os estudantes e a população, vamos realizar também uma panfletagem em diversos pontos. Esta ação é um pedido dos brincantes e da população, que vem participar desta tradicional festa da cultura popular", disse o secretário.

A festa.

O início da festa se dá cerimonialmente na madrugada do domingo, com a alvorada de foguetes de artifício e o primeiro encontro do grupo dos negros, os lambe-sujos na casa do rei. Daí os lambe-sujos saem à feira para arrecadar os mantimentos para a realização da tradicional feijoada, logo mais ao meio-dia. O maracatu começa aos poucos, na mesma medida que a cidade acorda e que seus visitantes chegam. Nas primeiras horas da manhã, também os caboclinhos começam o seu ritual.

A tinta xadrez vermelha colore de um rubro fosco os corpos dos brincantes que com cocares, pulseiras e tornos se ornamentam para o desfile de um dia todo. Em fileiras indianas, comportados e atentos aos toques da caixa que marca seus passos, os caboclinhos são em sua maioria caboclinhos mesmo, com idade média de 10 anos de idade.

Os lambe-sujos se reúnem nas horas mais altas da manhã para começar às veras a brincadeira. As bacias com o mel de cabaú e tinta xadrez se amontoam na calçada e o brilho do sol “incandeia” a vista de quem presencia. Mais difícil do que não sambar com os negros é ficar limpo durante todo o dia. O primeiro conselho para quem vai à festa é: “Use roupas velhas”. Você pode correr e se esconder, mas em algum momento um lambe - sujo vai te dizer: “Dá, dá, iô iô” e mesmo que você dê o dinheiro que ele pede, o agradecimento será sempre um abraço bem melado.

De short vermelho, gurita de flanela também vermelha e os adereços pessoais de cada brincante, o grupo já lançou até moda, tendo as versões femininas da indumentária. Apesar de o grupo ser composto exclusivamente por homens, algumas mulheres caem na brincadeira e põe pra sambar seus “macaquitos” flanelados.

A partir de então os dois grupos estão devidamente paramentados a desfilar pelas ruas de Laranjeiras. Em alguns momentos do dia, os dois grupos se encontram e seus líderes travam embaixadas.

À tarde, é vez das figuras reais dos grupos entrarem em cena. Enquanto os lambe-sujos buscam seu Rei, o Pai Juá e sua Mãe Susana, os caboclinhos buscam seus príncipes e princesas. Daí então, entra-se na fase crucial que são as embaixadas na região do quilombo, montado pelos negros. Enquanto o inimigo não vem a festa é grande. O samba está no seu auge. Pode-se ver o negro vigilante nas nuvens a avisar da chegada dos índios. E eles chegam. Uma luta. Duas lutas. Três lutas e vitória dos índios. O castigo para os negros é terem que pedir esmolas ao público para dar ao seu algoz.

Fonte: Ascom PML.

Texto e imagem reproduzidos do site: infonet.com.br/cultura

Foto: Divulgação/Ascom.

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Exposição “Lambe-Sujos x Caboclinhos".


Exposição “Lambe-Sujos x Caboclinhos".

A partir dos registros feitos pelo fotógrafo, ao longo de mais de uma década de pesquisa, é possível acompanhar os estágios do folguedo que acontece, anualmente, na cidade de Laranjeiras (SE). “A exposição foi montada de maneira que o público acompanhe os vários momentos da festa dos ‘Lambe-Sujos x Caboclinhos’ – feira, alvorada, feijoada, embates, combate, sequestro da princesa”, explica Márcio Garcez.

Para quem desconhece, a manifestação folclórica, que acontece há mais de um século, no segundo domingo de outubro, reproduz a luta do negro escravo pela sua liberdade e a participação do índio catequizado na caça aos fugitivos em busca dos quilombos. O contraste das cores, que alude à diversidade racial, é gravado no tempo e pode ser posto em exposição depois de acontecido. Os habitantes do local, os visitantes curiosos e os vários turistas seduzidos pelo forte apelo popular da manifestação cultural tornam-se protagonistas e coadjuvantes do evento.

Trecho extraído de reportagem do Jornal da Cidade.Net,
Publicado em: 27/02/2013.
Reproduzido aqui do site: jornaldacidade.net
Foto de Márcio Garcez.