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segunda-feira, 18 de outubro de 2021

Inauguração da ampliação da Usina Taquari



Fotos: Ana Lícia Menezes/PMA 


Publicado originalmente no site da Agência Aracaju de Notícias, em 15 de outubro de 2021 


Prefeito Edvaldo participa da inauguração da ampliação da Usina Taquari 


O prefeito Edvaldo Nogueira participou, na manhã desta sexta-feira, 15, da inauguração da expansão da Usina Taquari. Pertencente ao grupo Samam, a nova área do complexo industrial, localizado em Capela, Leste sergipano, é fruto de um investimento de R$ 50 milhões, e será responsável por gerar mais de 2.700 empregos diretos no estado, além de ampliar a produção da fábrica que estima encerrar o ano com a produção de  800 mil toneladas de etanol e açúcar. Ao participar  da inauguração da nova área do empreendimento, Edvaldo, que estava acompanhado da sua esposa, a primeira-dama Danusa Silva, destacou que "a expansão da Taquari representa a coragem e dedicação de um grupo que demonstra cotidianamente o seu compromisso com Sergipe". 
 
"O grupo Samam sempre foi exemplo de trabalho, de coragem, e há anos tem desenvolvido papel fundamental no desenvolvimento e progresso de Sergipe, principalmente por nunca se envergar perante as crises. É um grupo que contribui de maneira significativa para a geração de emprego, renda, geração de energia limpa e que, mesmo na pandemia, não parou de crescer. Portanto, fico muito feliz de poder participar da inauguração da ampliação da Usina Taquari, cujos investimentos serão de extrema importância para Sergipe, para o Brasil e, com certeza, se reverterão em mais empregos, no aumento da produção e, consequentemente, no progresso do estado", destacou Edvaldo. 
 
Também presente no evento, o governador Belivaldo Chagas, expressou sua felicidade por governar um estado "que tem empreendedores e empresas como o grupo Samam, exemplo de trabalho, compreensão e que pensa o progresso de Sergipe". "Mesmo com a pandemia, o grupo não parou de crescer, investiu, e, hoje, inaugura a ampliação da sua usina, com a certeza de que contribuirá ainda mais com nosso estado", reiterou. 
 
Do mesmo modo, o presidente do grupo Samam, Henrique Brandão, ressaltou que a expansão da Usina Taquari "simboliza uma luta de 14 anos". O empresário enfatizou, ainda, que a nova área inaugurada "é uma indústria equipada, com os melhores equipamentos existentes na atualidade". "Fizemos um incremento total de R$ 430 milhões na indústria e no campo, desde o primeiro dia. A usina é totalmente eletrificada, gerando sua própria energia e exportando o excedente. Estamos gerando emprego e contribuindo para o desenvolvimento de Sergipe", afirmou. 

Expansão 

Com a ampliação da Usina Taquari, a estimativa é que a fábrica mantenha sua capacidade de moer 1,2 milhão de toneladas de cana-de-açúcar, encerrando 2021 com uma produção de 800 mil toneladas de etanol e açúcar. Atualmente, a Bahia é o estado que mais adquire a produção da Taquari, sendo responsável pela compra de 65% da oferta. A indústria trabalha com a meta de exportar açúcar, no futuro. 


A usina 

A Usina Taquari integra o grupo Samam e nasceu de um sonho de mais de 30 anos, de  Manelito e Henrique Menezes. Antes da sua ampliação, a usina já gerava, aproximadamente, 2.200 empregos diretos e mais de 15 mil empregos indiretos, sendo considerada uma das maiores geradoras de emprego da região, e a maior do município de Capela, onde se localiza. A Taquari também se destaca no mercado pelas práticas sustentáveis e pelos investimentos em gestão e tecnologia, propiciando alta mecanização do plantio e da colheita. Além da sua própria produção, a usina também compra cana-de-açúcar de pequenos e grandes produtores, contribuindo, ainda mais, para a geração de emprego e renda em Sergipe. 


Texto e imagens reproduzidos do site: aracaju.se.gov.br 

quarta-feira, 1 de agosto de 2018

Jozailto Lima ENTREVISTA Henrique Menezes

Henrique Menezes: “Minha dedicação durante a 
vida toda foi pensando em Sergipe”

Publicado originalmente no site JLPOLÍTICA, em  28 de Julho de 2018

“Sou feliz. Estou com 80 anos, mas corro atrás como corria aos 50”

Há 90 anos, as marcas e produtos ligados a ele literalmente rodam por Sergipe - são carros de umas nove diferentes montadoras, pneus, álcool, açúcar. Essas marcas e produtos que ele viabilizou ao longo de 90 anos geram hoje 3,3 mil empregos diretos e contribuem com o maior índice de ICMS de um grupo genuinamente sergipano. Ele é Henrique Brandão Menezes.

Não é o fundador, mas foi o impulsionador número um do Grupo Samam e hoje, juntamente aos quatro filhos e uma série de colaboradores de primeira linha, é o seu mantenedor principal. Vivíssimo, apesar de as 13 empresas que compõem seu mix estarem sob o guarda-chuva de gestões dos quatro filhos. Mas como assim há 90 anos, se Henrique Brandão Menezes ainda vai fazer 80 nesta terça-feira, 31 de julho?

Bem, por trás desses 90 anos do Grupo Samam está o pai dele, Seu Manoel Aguiar Menezes, homem de braço forte, fundador da Casa das Louças em 1928, e que viu nesse filho um perspicaz empreendedor capaz de levar avante uma tradição que começara com o pai dele, Manoel Aguiar Botto de Menezes, lá em Japaratuba, num armazém de secos e molhados e na distribuição de água mineral do começo do século passado.

O que não faltou em Henrique Brandão Menezes em 65 anos de vida dedicada ao trabalho - grande parte disso ao lado do pai, que faleceu no dia 10 de junho de 2000 - foi olho amplo para mirar os horizontes e expandir tudo ao ponto de ser o que é hoje: uma referência clássica na economia sergipana e nordestina.

Muito do que são hoje ele próprio e o Grupo Samam, Henrique Brandão Menezes debita, com deferência, na conta afetiva do pai. Foi ele quem lhe deu régua e compasso, e o estimulou que avançasse. “Papai não foi só meu pai. Ele foi meu grande companheiro. Ele foi meu amigo. Tínhamos uma intimidade muito grande no trabalho e na vida”, define Seu Henrique.

“Eu estava no Rio de Janeiro estudando no melhor colégio do lugar, que ele pagava para mim. No quarto ano, ele perguntou o que eu ia fazer da vida. Eu disse que queria fazer Engenharia. Ele disse que estava sozinho na labuta, que não estava bem, que ia vender tudo e ia embora, morar com a gente no Rio. Foi passando o tempo, ele sempre escrevendo para mim, até que um dia eu falei com meu tio, Godofredo Diniz, que ia embora. Que ia voltar para Aracaju, para que meu pai não terminasse o negócio dele. E assim o fiz. Não me arrependo. Não tivesse procedido assim, talvez não tivesse hoje o Grupo Samam e os seus mais de 3,3 mil empregos, que muito me alegram”, diz ele.

Henrique Brandão Menezes garante que esta cumplicidade pai-filho que ele e seu velho Manelito Aguiar desenvolveram, ele tentou - e teria conseguido - replicar sobre os quatro filhos que tivera com Carmen Vieira Menezes, a Dona Carmita. “Eles sabem de tudo isso, de como foi a minha formação e dou total confiança a eles. Hoje são eles que dirigem tudo no Grupo Samam”, diz Seu Henrique.

Apesar de serem eles, como diz esse executivo, “que dirigem tudo no Grupo Samam”, nenhuma análise honesta do empreendedorismo e da economia sergipana deixa pode deixar de reconhecer os mérito e capacidade pessoais de Henrique Brandão Menezes para os negócios, para o relacionamento do tipo abarca-gente. Ele é um galanteador de mão cheio, no sentido de cativar pessoas e fazê-las parceiras de seus empreendimentos. 

Henrique Brandão Menezes criou os filhos com um apego profundo ao trabalho. “Continuo passando para eles a minha história, para eles verem que é tudo pelo trabalho. Eu não tenho outro assunto. Só falo em trabalho. Nas reuniões em minha casa não se fala em vida dos outros, e sim em trabalho. Eu eduquei eles assim. Creio que fiz certo”, diz.

Provocado por uma pergunta, Henrique Brandão Menezes chega a desenhar como desejaria ver as empresas do Grupo Samam 80 anos à frente - especificamente em 2100. “A vida é bola pra frente sempre. Eu gostaria que o plano de hoje continuasse em evolução. Diversos ovos, diversos cestos: empurra daqui e dali e não deixa a peteca cair. E nunca num negócio só. Não se meta num negócio só, único, que não dá certo”, diz ele, naquele seu jeito alargado.

Aliás, o cidadão e o empreendedor Henrique Menezes é senhor de um entusiasmo incurável, onde não resta espaço, mínimo que seja, para qualquer tipo de pessimismo. “Eu sempre fui otimista. Isso desde moço. O otimismo sempre andou comigo. Eu achava tudo possível, maravilhoso, alcançável”, diz. Para ele, “é mais do que fundamental” se pensar assim. A idade não lhe mudou nisso? “Em nada. Sou sempre o mesmo e um pouco mais de mim”, responde. Ele perde um pouco a serenidade - e numa causa justíssima, quando se refere à corrução do Brasil. “A metade do dinheiro do Brasil é jogada pelo esgoto, com roubo, safadeza, picaretagem”, protesta.

EMPREENDENDO POR AMOR A SERGIPE

“Minha consciência e a minha dedicação durante a vida toda foram pensando em Sergipe. Abri empresas em SP, Alagoas, Pernambuco, Paraíba, fiz negócios e ganhei dinheiro em todos esses lugares. Mas voltei para o meu Sergipe”

Mas do alto do entusiasmo e do manifesto otimismo dele frente a tudo, Henrique Brandão Menezes desenvolveu uma interessante tese, segundo a qual o trabalho, além de gerar o bem-estar e o progresso materiais, é a maior das profilaxias no campo da saúde humana.

“Por que, admito, o trabalho é uma beleza. Digo isso aos meus filhos todos os dias: eu estou vivo por causa do trabalho. Se não, não teria vencido três cânceres. Quem venceu o câncer não fui eu. Foi o trabalho. A minha cabeça estava nos negócios e não estava na doença. A doença entreguei ao médico e lhe disse: “O senhor trate daí, que vou tratar de cá”, teoriza ele. Então o trabalho cura doença, Seu Henrique? “Cura, sim. E me curou. Foi ele, o trabalho, que me curou. O trabalho potencializa em mim a vontade de viver”, reforça.

Por todas essas visões de vida, pelo que fez e pelo que faz, pela data especial de 31 de julho, é que o Portal JLPolítica escolheu o empresário Henrique Brandão Menezes para ser o entrevistado desta semana. É o de número 78 desde que começou esta série de entrevistas em fevereiro de 2017. Ele é filho Manoel Aguiar Menezes e de Helena Brandão Menezes, e é casado com Carmen Vieira Menezes, com quem teve quatro filhos e os viu desdobrarem-se em dez netos e sete bisnetos. Vale a leitura.

IMAGEM DE UM GERADOR DE EMPREGOS

“Acredito que minha imagem para o povo de Sergipe é a de uma pessoa e uma empresa que trabalham e geram empregos para outras pessoas. Uma imagem de dedicação absoluta à empresa, ao Estado e às pessoas com as quais nos relacionamos há 90 anos”

JLPolítica - Que tipo de exemplo empresarial o senhor acha que passa para Sergipe e os sergipanos?
Henrique Menezes - Muito interessante a sua pergunta. Minha consciência e a minha dedicação durante a vida toda foram pensando no Estado. Pensando em Sergipe. Abri empresas em São Paulo, em Alagoas, em Pernambuco, na Paraíba, fiz negócios e ganhei dinheiro em todos esses lugares. Mas voltei. Voltei para a minha terra, para o meu Sergipe. Por que? Porque é por aqui que eu quero tanto bem. Essa é uma demonstração cabal do que eu penso sobre Sergipe. Por isso eu acredito que a minha imagem para o povo de Sergipe é a de uma pessoa e de uma empresa que trabalham e que geram empregos para outras pessoas. É uma imagem de dedicação absoluta à empresa, ao Estado e às pessoas com as quais nos relacionamos há 90 anos enquanto grupo empresarial iniciado por meu pai, continuado por mim e pelos meus filhos. Penso que se você se dedica a uma empresa, se dedica, também, ao Estado na qual ela está inserida. Portanto, é uma imagem boa.

JLPolítica – Como é que foi a sua relação com o poder e os poderosos, com os governos de Sergipe, nestes 65 anos de trabalho e empreendedorismo?
HM - Sempre foi uma relação muito respeitosa. Sempre me comuniquei bem com todos eles, a começar pelo ex-governador, o dr José Rollemberg Leite, que foi um homem notável, a quem fui pedir ajuda e ele me deu na hora. Foi a única ajuda pública que pedi mesmo na minha vida. No final dos anos 70, pedi a ele uma apresentação para o governador de Minas, Aureliano Chaves, e para obteremos a concessão da Fiat Automóveis para Sergipe.

JLPolítica - Essa história é interessante. Como é que foi de fato ela?
HM -Eu queria trazer a Fiat Automóveis para o Estado Sergipe. A fábrica dela estava sendo construída no município mineiro de Betim. O governador era o Aureliano e o presidente do Brasil, o Ernesto Geisel. Foi José Rollemberg Leite quem fez o acerto com Aureliano Chaves e o presidente da Fiat.

JLPolítica – O senhor conhecia alguém no Governo de Minas Gerais?
HM - Eu não tinha relacionamento nenhum nesse meio. O pessoal da Bahia estava em cima, pedindo uma representação baiana da Fiat para Sergipe. Conversei com papai em casa e ele me aconselhou a falar com Zé Leite. Aí eu pedi uma audiência com ele, que me atendeu logo, em 24 horas.

JLPolítica – Como era a figura de Zé Rollemberg Leite?
HM – Ah, era um grande homem, mas não deixava ninguém à vontade. Era muito austero, tinha o sistema dele. Era muito retraído e não ajudava em nada na hora da conversa. Eu falei do que se tratava. Ele não estava sabendo de nada disso. Expliquei que a fábrica dos italianos estava vindo e que, em Minas, 50% da empresa eram da Fiat e os outros 50%, do Governo do Estado mineiro, que tinha dado prédio, terreno, dinheiro, tudo que podia. E falei que estava na hora de ele pedir por Sergipe.

RELAÇÃO COM O PODER PÚBLICO

“Sempre foi muito respeitosa. Sempre me comuniquei bem com todos, a começar pelo ex-governador José Rollemberg Leite, que foi um homem notável. No final dos anos 70, pedi a ele uma apresentação para o governador de Minas, Aureliano Chaves, para obteremos a concessão da Fiat Automóveis para Sergipe”

JLPolítica - Qual a reação dele?
HM – De pronto, me disse: “Não podemos perder isso”. E falou que era amigo do governador de Minas Gerais e que faria uma carta nos recomendando - me arrependo tanto de não ter tirado uma cópia desta carta. Mas me lembro como se fosse hoje. Ele pegou um cartão e escreveu: “Meu caro colega Aureliano Chaves, estou recebendo de um amigo meu, filho de outro grande amigo, a solicitação para a concessão da Fiat em Sergipe. E ele me disse que você é o homem que pode resolver o problema. Sei lhe dizer que a firma deles é de primeiríssima, é séria, de gente trabalhadora. O que há de melhor em Sergipe eu estou mandando para você”.

JLPolítica – E como foi esse desdobramento?
HM – De posse desta carta de Zé Rollemberg, no dia seguinte peguei um avião para Minas Gerais. Uma felicidade: nunca tinha ido a Belo Horizonte. Chegando lá, fui para a Casa Civil, onde o governador Aureliano Chaves atendia. Mas ele não estava. Quem estava era o cunhado. Me apresentei e expliquei que tinha uma carta de dr Zé Leite para o dr Aureliano. Ele pediu para ler e quando viu a intimidade, ligou para o cunhado. Ligou, explicou a minha presença ali, disse em nome de quem eu estava e leu a missiva do govenador de Sergipe para Aureliano, que de pronto autorizou a concessão. O resultado é o que os sergipanos conhecem hoje como Samam Fiat.

JLPolítica – Por essa e outras histórias, o senhor passa a impressão de um homem aferrado ao otimismo. O senhor teria ido tão longe empresarialmente se tivesse se dividido entre otimismo e pessimismo?
HM – Não, nunca, jamais. Eu sempre fui otimista. Isso desde moço. O otimismo sempre andou comigo. Eu achava tudo possível, maravilhoso, alcançável.

JLPolítica - É fundamental pensar assim?
HM – Sim. É mais do que fundamental.

JLPolítica - A idade não lhe mudou nisso?
HM - Em nada. Sou sempre o mesmo e um pouco mais de mim.

FIAT DE SERGIPE PODERIA TER IDO PARA OS BAIANOS

“O pessoal da Bahia estava pedindo uma representação baiana da Fiat para Sergipe. Papai me aconselhou a falar com Zé Leite. Pedi uma audiência, me atendeu em 24 horas. E Aureliano de pronto autorizou a concessão. O resultado é o que os sergipanos conhecem hoje como Samam Fiat”

JLPolítica - A idade não lhe mudou nisso?
HM - Em nada. Sou sempre o mesmo e um pouco mais de mim.

JLPolítica – Qual a importância de Manoel Aguiar Menezes, seu pai, na sua vida pessoal?
HM - Papai não foi só meu pai. Ele foi meu grande companheiro. Ele foi meu amigo. Tínhamos uma intimidade muito grande no trabalho e na vida. Eu estava no Rio de Janeiro estudando no melhor colégio do lugar, que ele pagava para mim. No quarto ano, eu sempre um bom aluno, ele perguntou o que eu ia fazer da vida. Eu disse que queria fazer a faculdade de Engenharia. Ele disse que estava sozinho na labuta, que não estava bem, que ia vender tudo e ia embora, morar com a gente no Rio. Nessa época, José, meu irmão, nem havia nascido. Pedi calma a papai. E foi passando o tempo, ele sempre escrevendo para mim, até que um dia eu falei com meu tio, Godofredo Diniz, que ia embora. Que ia voltar para Aracaju, para que meu pai não terminasse o negócio dele. E assim o fiz. Não me arrependo. Não tivesse procedido assim, talvez não tivesse hoje o Grupo Samam e os seus mais de 3,3 mil empregos, que muito me alegram.

JLPolítica - Ele sempre lhe deu liberdade para trabalhar junto com ele?
HM - Sempre me deu liberdade total e plena.

JLPolítica – E isso é importante na formação de um líder futuro?
HM – É muito. Eu me metia numa série de coisas que todo mundo achava ruim. Mas veja que ótimo: papai achava bom. E me incentivava.

JLPolítica - O senhor copiou isso e repassa para os seus filhos?
HM – Sim, passo sempre. Eles sabem de tudo isso, de como foi a minha formação e dou total confiança a eles. Hoje são eles que dirigem tudo no Grupo Samam.

JLPolítica - O senhor se dá por feliz e contemplado em 100% com a opções e os desempenhos, pessoal e profissional, dos seus quatro filhos?
HM – Dou-me, tranquilamente. Me sinto satisfeito com os quatro filhos. Henrique vai muito bem, Manelito nem se fala. Célia está muito ótima, com a empresa dela arrumada, e Kátia também.

NUNCA SE DIVIDIU ENTRE OTIMISMO E PESSIMISMO

“Jamais. Eu sempre fui otimista. Isso desde moço. O otimismo sempre andou comigo. Eu achava tudo possível, maravilhoso, alcançável. Sou sempre o mesmo e um pouco mais de mim”

JLPolítica - O senhor acha que passou bem a lição empresarial para eles?
HM - Não só passei ao longo das nossas existências como passo todo dia. E continuo passando para eles a minha história, para eles verem que é tudo pelo trabalho. Eu não tenho outro assunto. Só falo em trabalho. Nas reuniões em minha casa não se fala em vida dos outros, e sim em trabalho. Eu eduquei eles assim. Creio que fiz certo.

JLPolítica – Se o senhor pudesse ver o futuro do Grupo Samam lá no ano 2100, o que gostaria verdadeiramente de visualizar?
HM – Eu gostaria que o plano de hoje continuasse em evolução. Diversos ovos, diversos cestos: empurra daqui e dali e não deixa a peteca cair. A vida é bola pra frente sempre. E nunca num negócio só. Não se meta num negócio só, único, que não dá certo.

JLPolítica - O senhor acha que essa sua “visualização” vai ocorrer?
HM - Vai ocorrer. Quem não fizer isso, vai se liquidar. Se não abrir o cesto, não se chega lá. Tem que ter ovos novos.

JLPolítica - Nunca lhe despertou cobiça, ou o interesse, em ser um líder de classe, um presidente da Federação das Indústrias de Sergipe, da Fecomércio, ou de algo nacionalmente na sua área?
HM - Não, nunca. Não sei se estava certo, mas eu achava que era tempo perdido. Que eu não teria tempo para o meu negócio, porque era eu sozinho - os filhos pequenos. Meu pai já estava velho. Eu tinha que me virar, trabalhar dia e noite, não podia ser presidente da Acese, do Rotary. Aí, eu pedia para me botarem como vice. Não era omisso. Continuo pensando assim.

JLPolítica – Qual foi o significado da amizade na sua vida? O senhor colheu muitos frutos em nome dela?
HM - Não. Amigos, eu tive poucos. Mas inimigos também não os tive. Só se forem gratuitos, secretos, que eu nem me lembre. Mas de ter feito mal, não o fiz a ninguém.

DA IMPORTÂNCIA DE MANOEL AGUIAR MENEZES, O PAI

“Papai não foi só meu pai. Ele foi meu grande companheiro e meu amigo. Tínhamos uma intimidade muito grande no trabalho e na vida. Sempre me deu liberdade total e plena. Me metia numa série de coisas que todo mundo achava ruim. Papai achava bom. E me incentivava”

JLPolítica - Para que serve um inimigo?
HM - Não presta para nada. Deve servir para atrapalhar. Nunca tive esse problema.

JLPolítica - Qual é traço número um imprescindível para se ser um empreendedor?
HM – Ah, a indispensável disposição para o trabalho. Para ser um empreendedor, tem que amar o trabalho. Viver o trabalho. Sentir o trabalho. Por que, admito, o trabalho é uma beleza. Digo isso aos meus filhos todos os dias: eu estou vivo por causa do trabalho. Se não, não teria vencido três cânceres. Quem venceu o câncer não fui eu. Foi o trabalho. A minha cabeça estava nos negócios e não estava na doença. A doença entreguei ao médico e lhe disse: “O senhor trate daí, que vou tratar de cá”. 

JLPolítica - O trabalho cura doença, Seu Henrique?
HM – Cura, sim. E me curou. Foi ele, o trabalho, que me curou. O trabalho potencializa em mim a vontade de viver.

JLPolítica – Olhando para os 90 anos do Grupo Samam, o senhor sente falta de ter feito algo mais até aqui?
HM – Olha, creio que não. Não me arrependo de nada que deixei de fazer ou que faria novamente.

JLPolítica - Não há uma atividade na qual o senhor gostaria de ter atuado mais?
HM - Não. Porque tudo que eu vi e tive vontade, eu fiz. Até em usina de açúcar eu entrei.

CONTEMPLADO COM O DESEMPENHO DOS FILHOS?

“Dou-me, tranquilamente. Me sinto satisfeito com os quatro filhos. Henrique vai muito bem, Manelito nem se fala. Célia está muito ótima, com a empresa dela arrumada, e Kátia também”

JLPolítica - Não há uma atividade na qual o senhor gostaria de ter atuado mais?
HM - Não. Porque tudo que eu vi e tive vontade, eu fiz. Até em usina de açúcar eu entrei.

JLPolítica – Por falar nisso, que tipo de prazer lhe proporciona o agronegócio, sua atividade caçula?
HM - Ah, o agronegócio para mim é um grande prazer. Primeiro, eu evoco sempre a força de Deus, que faz você plantar um caroço de milho e ter um baita pé, um bichão de dois metros com várias espigas. Isso não é uma coisa linda? É um poder sobrenatural que vem do campo e que vem de Deus. Por isso eu digo que o campo é a base de tudo.

JLPolítica - O senhor se arrepende de ter ficado tanto tempo com uma fazenda de pecuária?
HM - Não. A conversão da pecuária foi no tempo certo. Primeiro a pecuária, depois a agricultura.

JLPolítica - O senhor acha que o negócio do álcool poderia ser melhor tratado?
HM - Sim, e o Governo já está corrigindo os erros do álcool.

JLPolítica - O que o senhor acha dessa ideia de os produtores poderem vendê-lo direto aos postos?
HM - Eu acho uma atitude correta. Eu quando fiz a indústria, era para vender a todo mundo. Mas foi proibido. Felizmente, o Senado já aprovou com expressa maioria a autorização para esta relação direta entre usineiros e postos. Todos ganharão.

JLPolítica - O senhor teme pelo futuro do automóvel no mundo, tipo desaparecer nesses moldes que conhecemos hoje?
HM – Não temo. Sempre vai ter o lugar do automóvel. O automóvel é o precioso meio de locomoção. O que a gente pode ter sem automóvel? Nós vamos voar, então? Só se for isso. E acho que nesses 100 anos, isso ainda não vai acontecer.

O QUE PENSA PARA O GRUPO SAMAM DE 2100?

“Gostaria que o plano de hoje continuasse em evolução. Diversos ovos, diversos cestos: empurra daqui e dali e não deixa a peteca cair. A vida é bola pra frente. E nunca num negócio só. Não se meta num negócio só, único, que não dá certo”

JLPolítica - É desconfortável ou lhe alegra a responsabilidade sobre 3,4 mil pessoas e suas famílias que trabalham nas suas empresas?
HM – Ah, isso me alegra muito. Entro nas salas, vou na cozinha, abraço uma, abraço outra. Me mostram as conquistas deles.

JLPolítica - Qual é a importância de um funcionário?
HM - Toda. A gente tem que viver com eles. Eu sou próximo deles. Tenho um relacionamento respeitoso e total.

JLPolítica - O senhor tem funcionários antigos, de décadas, em suas empresas?
HM – Tenho. Há colaboradores de 40 a 50 anos de casa. São amigos, companheiros, pessoas em quem confio muito. E creio que é recíproco.

JLPolítica – Para além da produção de álcool e de açúcar, o senhor imagina descendente seus enveredando mais pela atividade industrial no futuro?
HM - Acho que sim. Creio que a indústria é uma área que vai desenvolver mais, e vejo isso na açucareira, por exemplo, tem muito valor. Veja que daquele vapor que sobra da atividade industrial açucareira faremos uma fábrica de tecido. O vapor é energia sobrante. Isso já está se desenhado. Creio que uma parte dos meus vai seguir avançando pelo comércio. Mas uma outra pela indústria, aproveitando esse vapor das fábricas de açúcar que temos. Vapor é força para movimentar máquinas. É energia de sobra.

JLPolítica – Ao chegar aos 80 anos, a tecnologia lhe assusta ou mais alegra?
HM – Mais me alegra. Não me assusta. Me alegra porque, através dela, as coisas estão ficando mais práticas. Mais fáceis. Isso me ajudou pra chuchu.

O PODER DA AMIZADE NA VIDA

“Amigos, eu tive poucos. Mas inimigos também não os tive. Só se forem gratuitos, secretos, que eu nem me lembre. Mas de ter feito mal, não o fiz a ninguém. (Inimigo) não presta para nada. Deve servir para atrapalhar. Nunca tive esse problema”

JLPolítica - O senhor não tem medo da tecnologia?
HM - Não, não tenho.

JLPolítica – O senhor chega a sonhar com Seu Manelito Menezes, seu pai?
HM - Não. Nunca sonhei com ele.

JLPolítica – O que teria sido da sua vida, não fosse a presença de dona Carmen Vieira Menezes, a Dona Carmita, sua esposa?
HM – Ah, nem imagino isso. Ela é uma boa companheira. Eu escolhi muito. Eu pude escolher, tive esse direito. Escolhi uma moça com tempo, com gosto, vendo as virtudes das moças de primeiríssima do meu meio e da minha época. Mas eu precisava escolher uma que desse no meu temperamento, e deu Carmita.

  JLPolítica – Se o senhor pudesse botar o Brasil num torno, numa forja, e remodelá-lo, gostaria que nascesse dessa transformação que tipo de país?
HM – Ah, eu o melhoraria muito, sim. Principalmente no campo da seriedade, que está faltando muito nesta hora. E a cada dia piora mais, com essa estranha mania de se levar vantagem. Há no país um jogo onde todo mundo quer levar vantagem. Isso que atrapalha danosamente o desenvolvimento dos negócios.

JLPolítica - E isso serve a quem?
HM - Somente ao malandro. Ao esperto. E o que não falta é gente assim.

PRINCIPAL TRAÇO DE UM EMPREENDEDOR

“Ah, a indispensável disposição para o trabalho. Para ser um empreendedor, tem que amar o trabalho. Viver o trabalho. Sentir o trabalho. Por que, admito, o trabalho é uma beleza”

JLPolítica -  O mundo seria mais justo e as pessoas mais felizes se não houvesse tanta corrupção nas nações e nos negócios?
HM – Ah, sim exatamente - é isso que acabei de dizer. A corrupção entrou na cabeça das pessoas. E vezes por atitudes simples, como num presente que você dá pleiteando já levar vantagem. É uma bola que você dá ao rapaz da repartição. Isso está errado.

JLPolítica - O senhor acha que se o Brasil tivesse um ambiente de negócios melhor seria um país mais rico?
HM - Ah, com certeza, e muito mais rico. A metade do dinheiro da Brasil é jogada pelo esgoto, com roubo, safadeza, picaretagem.

JLPolítica - Se lhe fosse dado o direito de repetir, o senhor faria tudo do mesmo jeito ou mudaria algo no roteiro?
HM – Eu faria tudo do mesmo jeito. Sou um homem feliz, e a cada dia continuo correndo atrás. Estou com 80 anos, mas corro atrás como corria aos 50.

JLPolítica - O que é a morte para o senhor, e a teme?
HM - A morte é uma passagem e não tenho nenhum medo dela. Ela pode chegar a hora que bem quiser, que eu quero acertar as contas lá em cima com o chefe.

JLPolítica - O senhor acha que está em dia com Ele?
HM - Estou mais ou menos (risos).

O TRABALHO COMO FONTE DE VIDA

“Digo aos meus filhos todos os dias: estou vivo por causa do trabalho. Se não, não teria vencido três cânceres. Quem venceu o câncer não fui eu. Foi o trabalho. A minha cabeça estava nos negócios e não na doença. A doença entreguei ao médico e lhe disse: “O senhor trate aí, que vou tratar de cá” 

JLPolítica - O que é Deus para o senhor?
HM - É tudo. É meu companheiro e guru para tudo.

JLPolítica - Do ponto de vista da seriedade, do acordo entre pessoas, qual a diferença da época em que o senhor era um jovem caixeiro viajante para agora?
HM - Quando eu era vendedor, levava o progresso para o interior, que não tinha televisão, por exemplo. Eu levava as novidades. E hoje a venda é feita pela televisão, pela internet. Mas está tudo bem.

JLPolítica - Para o senhor, o que caracteriza um bom vendedor?
HM – A simpatia pessoal, que vem do berço. É preciso ter o dom para as vendas. Um bom vendedor precisa ter carisma. Você nasce com ele.

JLPolítica - E o que é o cliente para o senhor?
HM – Ele é tudo. Minha vida é baseada nos clientes. Sem eles não há negócio e nada existia.

JLPolítica - O Grupo Samam tem clientes cativos e antigos?
HM – Ah, tem. Tem de 10 anos, 20 anos, 30 anos. Cliente que comprava a xícara, o prato, o penico, depois o caminhão, o carro.

O PODER DE DONA CARMITA NA VIDA DELE

“Ela é uma boa companheira. Eu escolhi muito. Eu pude escolher, tive esse direito. Escolhi uma moça com tempo, com gosto, vendo as virtudes das moças de primeiríssima do meu meio e da minha época. Mas eu precisava escolher uma que desse no meu temperamento, e deu Carmita”

JLPolítica - Que tipo de gratidão o senhor tem por eles?
HM – Toda. Imensa gratidão e carinho. Cliente bom merece tudo, porque ajuda a empresa. Por que é a razão de ser dela.

Texto e imagem reproduzidos do site: jlpolitica.com.br

terça-feira, 1 de maio de 2018

Henrique Brandão e os 90 anos da SAMAM


Publicado originalmente no site Garagem SE, em 12/11/2017 

Entrevista – Henrique Brandão

Por Ronald Doria  

“Comecei a vender carros aconselhado por Dr. Augusto Franco”

O quadro que fica na sala de reunião, com a fotografia de Manoel Aguiar Menezes, no escritório da Samam Empresas, sem dúvida representa e reflete a personalidade empreendedora e inquietante de Henrique Brandão Menezes, que conseguiu fazer de uma pequena loja de louças, de Seu Manelito, pai do empresário e fundador da empresa, em um dos maiores grupos empresariais de Sergipe e do Nordeste, que em 2018 completa 90 anos. Não é exagero afirmar que a solidez do Grupo Samam é fruto de uma simples doutrina, fincada na determinação, espírito inovador, muito trabalho e experiência passada de pai para filho. A história da Samam também se confunde com o da própria Fiat em Sergipe. Aqui no Estado, é impossível falar de Fiat sem lembrar da Samam. A Fiat, com a qual é parceira desde a sua vinda para o Brasil, no ano de 1976. O Grupo também representa as marcas Honda, Hyundai Imports, Hyundai HB20 e Jeep. Além da Samam Locadora, Samam Pneus, Cítricos Brejinhos (plantação de laranja), Samam Agrícola (plantação de coco verde)  e Usina Taquarí. Hoje, o Grupo emprega mais de 4 mil funcionários em Sergipe e em estados vizinhos. Leia entrevista a seguir.

GaragemSE – Qual o segredo do Grupo Samam para se manter durante tanto tempo no mercado?

Henrique Brandão Menezes – Estamos completando 88 anos dedicados ao comércio, à agricultura, à indústria, à pecuária. Sendo que só na área de comércio temos 980 funcionários, no campo são mais de 3 mil colaboradores – na laranja, no coco e na cana-de-açúcar. O segredo é determinação e trabalho, sempre honrado compromissos com nossos fornecedores e colaboradores.

GaragemSE – Como surgiu a paixão pelo setor automotivo?

HBM – Quando meu pai me convidou para trabalhar com ele, tínhamos a Casa da Louça, vendíamos também vidros e ferragens. Éramos também atacadistas e já vendíamos para Sergipe, Bahia e Alagoas. A partir daí fui me profissionalizando em vendas. Aprendi muito com o companheiro Lutero Gomes, ele foi quem me formou no comércio e vendas. Mas foi numa conversa com meu amigo Dr. Augusto Franco que veio o conselho. “Henrique, você precisa trabalhar com algo que tenha um faturamento mais forte, carros, caminhões, máquinas…”. Homem por qual tenho muito apreço e o admirei até o último dia de vida. E graças a Deus deu certo.

GaragemSE – Como o senhor avalia o atual momento econômico que passa o País? Está favorável para vendas de carros?

HBM – Não só o mercado de automóveis, mas todos os segmentos passaram por dificuldades nos últimos anos. Mas sou muito otimista quanto ao atual ministro da Fazenda, Dr. Henrique Meirelles, é um homem de uma competência extraordinária. Tenho certeza que em 2018 tudo volta ao normal. O que nos resta fazer é acreditar e trabalhar.

GaragemSE – Os últimos lançamentos Honda Civic e Jeep Compass estão sendo bem aceito pelo público?

HBM – A Fiat Toro é um sucesso de vendas, o Civic 10ª geração também vende muito e o Compass ultrapassou nossas expectativas, só no mês de dezembro vendemos 68 modelos Compass. Os números respondem por si.

GaragemSE – Quais os projetos do Grupo Samam para 2018?

HBM – Vamos iniciar as obras de duas lojas próximo ao Shopping Jardins. Lá iremos vender todos os carros da linha Fiat Chrysler Automobiles (FCA), isso inclui a Jeep. Estou me preparando para a FCA, só para citar umas das pretensões da nova marca, a fábrica construída em Pernambuco tem capacidade para produzir quase 300 mil carros por anos, são quase 50 carros por hora. Os carros que ela vem colocando no mercado são todos de primeiríssima linha.

GaragemSE  – Mesmo com todas a dificuldades que o setor passa. O senhor avalia como positivo o ano de 2017?

HBM – O ano de 2017 poderia ter sido pior [risos]. Já passamos por momentos mais difíceis, no início da década de 90, no governo de Collor, foi pior. Não conseguíamos sacar nem nosso próprio dinheiro, mas o tempo passa e o povo acaba esquecendo, foi uma época muito difícil.

Texto e imagem reproduzidos do site: garagemse.com.br

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Foto reproduzida do site do Jornal da Cidade, 
postada pelo blog, para ilustrar o presente artigo. 

Conheça com Henrique Brandão Menezes, a saga de uma família que faz história através dos negócios há mais de um século!


A história da vida de Henrique Brandão Menezes é quase uma odisseia, e contá-la torna-se necessário para que as gerações de hoje e de amanhã aprendam como é possível se tornar um dos maiores empreendedores sergipanos e também um dos maiores geradores de emprego e renda do Estado e do Nordeste trabalhando com afinco e honestidade, tendo uma visão incomum dos vaivéns do mercado, e sendo humilde.

NOSSA HISTÓRIA

A história do Grupo Samam iniciou em 1928. Hoje, 90 anos depois, o Grupo Samam é reconhecido no Estado de Sergipe pela sua multiplicidade de negócios, solidez e credibilidade. São ao todo 24 empresas atuando nos segmentos de automóveis, agronegócios e indústria. Representa marcas importantes no contexto internacional e traz para Sergipe inovação, qualidade e atendimento especializado.

HISTÓRIA DE MANUEL AGUIAR MENEZES

Manuel Aguiar Menezes, Manelito, como era mais conhecido, fez o curso primário no Colégio Zezinho Cardoso em Aracaju, e o curso ginasial no Colégio Antônio Vieira em Salvador. Aos 15 anos começou a trabalhar na empresa do seu pai em Aracaju. Por motivos de saúde seu pai retirou-se da empresa e em seu lugar assumiu o filho mais velho Edgar Menezes.

Em 13 de abril de 1928, Manuel Aguiar Menezes tornou-se comerciante sócio de seu irmão Edgar Menezes com a razão social Manoel Menezes & Companhia. Três anos depois Edgar deixa a empresa a fim de tratar de outros negócios. Em seu lugar entra Gonçalo Menezes de Aguiar. Em 1937 Gonçalo deixa a empresa e a mesma passa a ter a razão social de Manoel Aguiar Menezes & Companhia Ltda.

Em 1961 a mesma empresa denominou-se Manoel Menezes Aguiar Menezes AS Louças e Vidros. Em 1978 passa a ter a razão social de Sociedade Anônima Manuel Aguiar Menezes – Samam. Pela multiplicidade de negócios que se criou, o negócio de louças e vidros foi aos poucos desaparecendo e substituído por móveis, decorações, automóveis, caminhões, tratores, empresa de pecuária, agrobussiness, indústria, clínicas hospitalares e serviços em geral. Dezoito empresas foram criadas, todas elas controladas pela Sociedade Anônima Manoel Aguiar Menezes. Em 1988 a Sociedade Anônima Manoel Aguiar Menezes transformou-se em uma empresa controladora da fiscalização e auditoria, prestando serviços as demais empresas do grupo.

Hoje as empresas criaram um potencial de trabalho para mais de 1.000 empregos diretos. A semente que Manelito, como era mais conhecido, plantou deu bons frutos.

Além da dedicação as suas empresas, Manelito foi um dos fundadores do Clube dos Diretores Lojistas, hoje, Câmara de Dirigentes Lojistas – CDL, presidente da Associação Comercial de Sergipe – ACS e foi criador e executor da Escola Rotary de Sergipe, quando presidente.

EMPRESAS

Uma pequena empresa de ferragens, louças e vidros transformou-se em um holding que abrange mais de 20 empresas em diversos seguimentos como: Sociedade Anônima Manuel Aguiar Menezes, Samam Diesel, Samam Veículos, Samam Locadora , Samam Empreendimentos, Samam Pneus, Riomar Veículos, Samam Semi-novos, Agro-industrial Taquari, Haras Taquari, Cítricos Brejinho, Samam Agrícola, Iveco Fiat, Âncora Agrícola, Manual Aguiar Menezes Indústria Comércio, Serigy Veículos,Nordeste Veículos Pesados Ltda/AL, Nordeste Veículos de Pernambuco/Ltda, Nordeste Veículos da Paraíba Ltda.

Texto reproduzido do site: samam.com.br

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Seu Henrique Brandão Menezes: irrequieto e cativante, 
com infinita capacidade de agregar em torno
de si colaboradores e familiares

Publicado originalmente no site JLPolítica

Grupo Samam faz 90 anos... gerando 3,3 mil empregos e marcando profundamente a economia

A economia de Sergipe e do Brasil tem neste 26 de abril uma data muito especial a celebrar. A compartilhar. A impulsionar. Trata-se do dia em que o Grupo Samam - Sociedade Anônima Manoel Aguiar Menezes - completa 90 anos de uma notável existência. Tudo começa com a Casa das Louças, lá no distante 1928 e se desdobra em muito trabalho.

São nove décadas de dedicação aos negócios, às boas relações institucionais no âmbito do comércio, da economia, com muita ética, excepcional confiança nos e dos mercados local, regional e nacional e, sobretudo, muito acolhimento de uma infinidade de consumidores. Sob o teto do Grupo Samam, há 13 empresas bem-estruturadas, sólidas e competitivas. Todas senhoras de si e dos seus objetivos.

Reconhecidamente dedicado ao mercado de venda de automóveis, o Grupo é muito sinônimo disso. Mas, como ocorre às grandes organizações empresariais, o Grupo Samam vem há alguns anos se diversificando e abrindo seus tentáculos sobre o agronegócio, com a produção de coco verde, exportado para grande parte do Brasil, e a de álcool e açúcar.

Neste último negócio, com a Indústrias Taquari, o Grupo Samam cultiva 33 mil tarefas de cana e tem uma das usinas mais modernas do Nordeste, toda elétrica. Com mais de 3.300 funcionários, faturamento de R$ 600 milhões por ano e uma das maiores contribuições de ICMS do Estado de Sergipe, esse Grupo se insere no contexto das instituição empresariais a serviço não só de Sergipe, mas do Brasil.

Como ocorre com as maiores e mais longevas corporações empresariais do mundo, o Grupo Samam nasce assentado na visão empreendedora de uma família - vem de Manoel Botto de Aguiar Menezes, vai ao filho Manoel Aguiar Menezes, perpassa para o neto Henrique Brandão Menezes, que dá a tonalidade contemporânea ao que é hoje Grupo Samam e agrega filhos - Kátia, Manelito, Célia e Henrique Júnior - e netos no comando e na renovação dos negócios.

Tudo isso confere ao Grupo Samam um status raro na economia nacional, que é o de estar na quinta geração e sempre prospectando algo novo para tornar melhor o que faz pela sociedade e para agregar mais valores. Nisso, é forçoso e compulsório reconhecer o dom, a verve e a dedicação de Henrique Brandão Menezes, um camarada que no próximo dia 31 de julho vai fazer 80 anos, mas brilha os olhos frente aos destinos do Grupo como se fosse um jovem recém-entrado na casa dos 20 anos e que tem uma profunda identificação com a palavra trabalho.

Henrique Brandão Menezes é irrequieto, ativo, moderno, cativante, com uma infinita capacidade de agregar em torno de si colaboradores e familiares e, com isso, fazer a roda andar. Andar e se reinventar a cada dia. Ele é um clássico patriarca, com pulso dominante. Seu Henrique Menezes não nega que “a arte do comércio” e a de lidar com gente vem do DNA dos seus dois mais lembrados e queridos antepassados.

“As principais referências que meu pai - e meu avô também - deixou foram a valorização do trabalho e da família. Foram eles - o pai e o avô - que me ensinaram a arte do comércio. Porque, sim, o comércio é uma arte. Saber vender e saber comprar é uma arte, como outra qualquer. E eles a ensinaram a mim”, confirma Seu Henrique.

Henrique Brandão Menezes sonha um bom futuro para esses ensinamentos. “Espero que os jovens continuem nosso trabalho, perseverando, pois se não houver perseverança, se não acreditar, não dá certo”, diz. No presente, a obra empreendedora de Henrique Menezes já tem certificação.

“Gerador de milhares de empregos e um visionário, Henrique Brandão Menezes merece todas as homenagens possíveis pelo trabalho realizado à frente desse conglomerado que tanto orgulha os sergipanos”, diz o presidente da Federação das Indústrias de Sergipe, Eduardo Prado de Oliveira.

Este 26 de abril de 2018 é, portanto, um dia em que certamente milhares de sergipanos e brasileiros de outras regiões reconhecerão isso. Se somarão à importância disso. O Portal JLPolítica reconheceu e produziu um Suplemento Especial sobre o Grupo Samam e seus 90 anos. O conteúdo pode ser lido aqui e no portal do próprio Grupo Samam. Afinal, de fatos bons e positivos também se faz notícia.

Texto e imagem reproduzidos do site: jlpolitica.com.br

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