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quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

Memorial Frei Miguel é inaugurado em Aracaju


Publicado originalmente no site do Jornal da Cidade, em 09/01/2016.

Memorial Frei Miguel é inaugurado em Aracaju.
Igreja São Judas Tadeu faz homenagem ao italiano que contribuiu com SE.

Por: Anna Paula Aquino/Da Equipe JC.

O italiano frei Miguel batizou 70.000 sergipanos durante quase 50 anos de trabalho na tradicional Igreja dos Capuchinhos (inclusive a repórter e o fotógrafo que fazem essa matéria). Por ter seu legado reconhecido na Igreja São Judas Tadeu, localizada no Bairro América, ele foi homenageado com o Memorial Frei Miguel e uma estátua nas instalações da igreja, inaugurados na tarde desta sexta-feira, 8.

Com mais 150 objetos entre malas, roupas, cama, pratos, copos e talheres, o acervo foi cuidadosamente recolhido em poucos meses para fazer parte do memorial que está situado na lateral direita da igreja. No lugar com 100m² que fez parte do projeto de reforma da igreja estão informações históricas, imagens e dados que chamarão a atenção dos futuros visitantes como a marca de 70 mil batizados realizados pelo frei.

Chegando na paróquia em 1961, ele atuou no bairro e era bastante conhecido pelos moradores da região por sua humildade. Morando no bairro há mais de 35 anos, a aposentada Maria Elza Galdino disse que a homenagem é mais que merecida. “Frei Miguel era realmente um santo com sua bondade e atenção. Era um homem sagrado que merece todas as honras possíveis pelo seu trabalho realizado”, declarou.

Também morando no local, a dona de casa Eliane Pereira cresceu frequentando a igreja e destacou que o frei representava toda a comunidade. “Frei Miguel foi único e nós nunca vamos esquecer o que ele fez durante todo o tempo que passou aqui. A homenagem de hoje é uma forma da gente lembrar de tudo e se emocionar bastante”, falou.

Na ocasião, várias autoridades e fiéis marcaram presença para prestigiar o momento. Entre eles, o prefeito João Alves Filho que ressaltou sua proximidade com o homenageado. “Frei Miguel foi uma das maiores figuras da igreja católica, mas independentemente disso, ele ficou conhecido pela generosidade com os mais carentes e ultrapassou a questão da religião. Sou católico, era amigo dele e estou muito orgulhoso por ele”, disse, destacando que o monumento colocado na entrada do memorial foi feito pela Prefeitura Municipal de Aracaju (PMA) há muito tempo, mas estava guardado esperando a oportunidade.

O frei Gleizer Campinho, pároco da igreja, destacou em seu discurso na ocasião, o trabalho desempenhado pelo frei Miguel. “Ele é carinhosamente conhecido como o ‘Santo de Aracaju’. Essa é uma homenagem por tudo aquilo que ele significou e pelo testemunho da sua vocação”, afirmou.

A programação de inauguração segue até este sábado, 9, quando uma missa será realizada para finalizar as solenidades de abertura. Durante este final de semana, o local funciona no sábado e domingo das 8 às 11h e das 16 às 19h com entrada gratuita.

Biografia.

Frei Miguel nasceu em 30 de outubro de 1908 na cidade de Cingoli, na Itália. Seu nome era Serafim Césare, mas em sua ordenação ele escolheu seguir seu caminho religioso com o nome de frei Miguelângelo de Cíngole, mas logo foi carinhosamente chamado de frei Miguel pelos brasileiros. Ele chegou à Bahia em 1936 e de lá veio para Aracaju, sendo vigário ainda em Maruim, Santo Amaro, Rosário do Catete e General Maynard.

Texto e imagem reproduzidos do site: jornaldacidade.net

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Memorial do Frei Miguel na Paróquia São Judas Tadeu, em Aracaju

 Frei Florêncio admira a estátua.

 Quarto usado pelo frei.

 Batinas.

E até as malas utilizadas pelo frade estão expostos no Memorial.
Créditos - Portal Infonet.

Infonet > Cultura > Noticias > 08/01/2016.

Frei Miguel: Memorial pode ajudar na beatificação.

Museu e busto do frade franciscano inaugurados esta tarde

Centenas de fiéis, religiosos e autoridades políticas participaram na tarde desta sexta-feira, 8, da inauguração do Memorial do Frei Miguel na Paróquia São Judas Tadeu [bairro América]. Na ocasião, também foi inaugurado o busto de bronze doado pela Prefeitura de Aracaju. Uma fila quilométrica se formou na porta da igreja para visitar o memorial que conta a história da convivência do frade capuchinho nascido na Itália, com os sergipanos. A expecttaiva é de que a Igreja Católica reconheça a santidade.

Para o arcebispo de Aracaju, D. José Palmeira Lessa, o momento é de muita ligação com o Frei Miguel, que morreu há três anos. “É um momento especial pois quando passa um homem de virtude, que exprime os mistérios de Deus com a sua beleza do amor, da misericórdia, ele deixa suas marcas e apesar da partida dele pra eternidade, o povo se sente profundamente ligado por todo aquele bem que Deus fez através dele e vai mantendo essa relação profunda de relação espiritual através da fé em Jesus Cristo e é uma santidade reconhecida pelo povo que a gente espera que seja reconhecida um dia pela Igreja”, destaca D. Lessa.

O pároco da Igreja São Judas Tadeu, Frei Gleizer Campinho, completou que “o objetivo é guardar e preservar a memória do Frei Miguel, que já morreu com ar de santidade, foi muito amado pelo povo sergipano e muito importante para o processo de beatificação que poderá ser aberto daqui a dois anos”.

Ele agradeceu ao prefeito de Aracaju, João Alves Filho, ao vereador Adriano Taxista e todos os que ajudaram a transformar todo o complexo do Convento dos Capuchinhos e Igreja São Judas Tadeu para se tornar o memorial e o museu com os pertences do frei.

Segundo o prefeito de Aracaju, João Alves Filho, "Frei Miguel deveria ser canonizado, transformado em santo pelo exemplo de fé e bondade".

Frei Miguel nasceu em 30 de outubro de 1908, em Cingoli, na Itália, com o nome de Serafim Césare, ao ordenar-se escolheu o nome de Frei Miguelângelo de Cíngole, mas acabou sendo rebatizado pelos brasileiros como Frei Miguel. Em 1936 chegou à Bahia e de lá veio para Aracaju, tendo sido vigário nos municípios de Maruim, Santo Amaro, Rosário do Catete e General Maynard. Na comunidade do bairro América o Frei Miguel foi considerado o pai, protetor, conselheiro, o que acudia os mais necessitados, os aflitos, os doentes. Morreu aos 104 anos.

Por Aldaci de Souza.

Texto e imagens reproduzidos do site: infonet.com.br/cultura

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