Mostrando postagens com marcador - CANDELÁRIA. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador - CANDELÁRIA. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 10 de março de 2023

Dia Internacional da Mulher > 'Candelaria', por Tonho de Itabi

Post compartilhado do Facebook/Antônio Saracura, de 8 de março de 2023

Dia Internacional da Mulher

Por Tonho de Itabi, colado do wsap “O Escritor na Livraria”

Hoje não posso deixar de falar um pouco de Candelaria que chegou a Aracaju com aproximadamente 14 anos e aí foi conhecendo a crueldade,  os dias e noites  de preconceitos e perseguições pela sociedade tão machista.  Enquanto lugares ela foi impedida de frequentar,  como o Cinema Palace,  o Restaurante João do Alho,  o dois cafés chiches de Aracaju,  até a praia de Alataia ela tinha de frequentar em uma área restrita a classe pobre. Teve seus direitos violados de morar um uma casa digna,  foi expulsa de um condomínio só porque lá morava o vice governador.  Passou por uma internação no hospital Adauto Botelho,  só porque ficou grávida de Sr da alta sociedade.  Eu passaria o dia todo aqui falando de Candelaria e contando toda sua história. 

Ela venceu o Prêmio Claudia 2000 e em 29 de agosto de 2016  a Revista Claudia publicou a reportagem “10 mulheres que mudaram a vida de outras mulheres no Brasil”, e Candelária foi uma das personagens. À revista, ela contou que aos  7 anos, em Belo Jardim (PE) onde nasceu, depois de tomar uma surra da mãe adotiva, fugiu de casa e foi morar na rua. Viveu assim até ser descoberta por uma cafetina, que lhe deu o apelido de Candelária, como  ficou conhecida. “Ela dizia que eu era tão imponente como a igreja da Candelária, no Rio de Janeiro”, lembrou na ocasião.

Depois mudou-se para Aracaju. “Com 16 anos, 1,71 metro, corpo esguio e olhos verdes, tornou-se a prostituta mais bela e requisitada de Aracaju, trabalhando na boate Miramar. Foi amante de poderosos, casou-se com um empresário de transportes de carga e deixou a prostituição aos 22 anos. Não esqueceu, no entanto, as mulheres da noite”,  diz a reportagem.

Em 1991, denunciou a violência e o abuso da polícia contra elas e fundou a ASP. Com apoio do Ministério da Saúde, a organização prestava atendimento a profissionais do sexo na região, oferecendo palestras sobre prevenção de Aids e DSTs, noções de cidadania e autoestima e distribuía preservativos para as prostitutas de baixa renda. Candelária também montou o serviço Posto de Saúde Dona Jovem, que atendia gratuitamente vítimas de doenças sexualmente transmissíveis. Para mulheres que desejavam mudar de atividade, ela sugeria cursos profissionalizantes.

Morreu no dia 30 de maio de 2020 aos 70 anos,  Maria Niziana Castelino, conhecida como Candelária. Ela ficou  internada na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI), do Hospital Cirurgia, em Aracaju, apesar de ter testado positiva para a Covid-19, a causa da morte foi  de um Acidente Vascular Cerebral (AVC). 

Aos 70 anos, Candelária carrega consigo um histórico de luta em favor dos direitos das mulheres e prostitutas. Moradora de rua desde criança, ela conheceu e viveu a rotina de mulheres que buscam o sustento através da prostituição. Mais tarde, tornou a vida dessas mulheres como símbolo de luta. Presidiu por muitos anos a Associação Sergipana das Prostitutas (ASP), pleiteando direitos, promovendo debates e lutando pela visibilidade dessas mulheres.

Tonho de Itabi Contador de Histórias

Texto e imagem reproduzidos do Facebook/Antônio Saracura

terça-feira, 16 de junho de 2020

Candé, por Marcelo da Silva Ribeiro


CANDÉ

Morreu Candelária.
Levou parte dos meus sonhos de juventude
Quando a via desfilar altiva pelas ruas da cidade
E a seguia, ávido por um olhar, restrições da pouca idade.
O esvoaçar do vestido azul
O seu ar desafiador
As promessas de amor
Ah! Tudo o tempo levou.
Restaram o perfume forte
O desejo de ser amigo do rei
Com a bela Candé namorar.
Mas a moça se superou
Virou ativa guerreira, Presidente
Da Associação dos Trabalhadores e Trabalhadoras Sexuais
E a ex-moradora de rua corroborou
Que dignidade é perene
Passageira é a matéria.

Aju, 31.05.2020

Marcelo da Silva Ribeiro.

domingo, 31 de maio de 2020

Candelária Recebendo Prêmio da Revista Cláudia


Candelária Recebendo Prêmio da Revista Cláudia
     
Através do seu trabalho na Associação Sergipana de Prostitutas (ASP), foi premiada pela Revista Cláudia e pela UNDP (sigla em inglês para o Programa de Desenvolvimento das Nações Unidas), pelo trabalho de redução de danos em drogas. Esses foram alguns dos reconhecimentos que obteve ao longo do seu trajeto...

Fonte: Por Mariana  Vieira, Em Pauta UFS
Foto e texto reproduzidos do site clicksergipe.com.br
Publicado em: 12/12/2009
Foto: arquivo pessoal

DVDBooK Candelária – Aquela que Conduz a Luz


Conteúdo migrado do blog 'SERGIPE EM FOTOS', post de 13/12/2012

Publicação original site EDITORA BEARARE

DVDBooK Candelária – Aquela que Conduz a Luz

A luta pela dignidade e cidadania dos profissionais do sexo. “Candelária – Aquela que Conduz a Luz” conta a história de Candelária, prostituta “aposentada”, com 55 anos, presidente da “Associação Sergipana de Prostitutas” (ASP), ONG que presta atendimento a profissionais do sexo em Sergipe. Mito para os homens na década de 60, Candelária se tornou a prostituta mais requisitada de sua época. Uma mulher à frente do seu tempo, que ditou moda, escandalizou os bons costumes, foi amante de importantes políticos, viveu a pobreza na infância e o glamour da alta sociedade na juventude. A partir de sua história o documentário mergulha no cotidiano e nos dilemas dos profissionais do sexo: sua difícil “vida fácil” e sua luta pela regulamentação da profissão e pela conquista de sua cidadania.

Texto e foto reproduzidos do site: editorabearare.com.br

************************************************************

Fonte: Portal INFONET, de 2 de abril de 2006

Candelária - aquela que conduz a luz

Documentário sergipano “Candelária - aquela que conduz a luz”, dirigido por Jade Moraes.

“Com um formato feito para televisão o filme é dividido em três blocos. O primeiro conta a história de Candelária, seu trabalho à frente da Associação Sergipana de Prostitutas e a luta pela dignidade e cidadania das profissionais do sexo. O segundo bloco é recheado com depoimentos de mulheres, homens e travestis que estão na batalha e também são cidadãos, seres humanos que devem ter os mesmos direitos que os outros. O terceiro bloco enfatiza a questão da regulamentação da profissão. O filme fala sobre a “difícil vida fácil” de uma atividade sem direitos.

O média-metragem de 55 minutos tem uma fotografia belíssima, ângulos muito criativos e um roteiro que conseguiu dar dinamicidade ao documentário. Além de contar com depoimentos de várias personalidades sergipanas, entre elas: Ilma Fontes, Luis Antônio Barreto, Murilo Melins, Ismar Barreto, Iraci Mangueira.”

CANDELÁRIA – AQUELA QUE CONDUZ A LUZ

Documentário. Direção, Argumento e Roteiro: Jade Moraes. Direção de Fotografia e Câmera: Marcos B.A. Assistente de Direção: Alessandra Sampaio.

Com informação do site INFONET

Candelária Morreu hoje aos 70 anos de idade (30/05/2020)


Publicado originalmente no Perfil do Facebook/Jorge Carvalho Do Nascimento, em 30 de maio de 2020

Candelária Morreu hoje aos 70 anos de idade, em decorrência de um AVC. Foi a prostituta mais marcante da boemia aracajuana nas décadas de 60 e 70 do século XX. A partir do final dos anos 70 devotou sua vida a atividade de militante em defesa dos direitos sociais.

Lamento muito a morte de Candelária. Fiz uma citação a ela no meu artigo Filhos de Ló. Dedicou os anos da sua maturidade a lutar em defesa dos direitos sociais das mulheres que trabalharam na noite ou tiveram algum tipo de envolvimento com a prostituição. Luta que fez com muita fibra e coragem. A ela a minha homenagem póstuma.

Texto e imagem reproduzidos do Perfil no Facebook de Jorge Carvalho Do Nascimento

sábado, 30 de maio de 2020

Candelária morre aos 70 anos por complicações da Covid-19

Candelária morreu aos 70 anos
Foto: César de Oliveira

Publicado originalmente no site do Portal INFONET, em 30 de maio de 2020

Candelária morre aos 70 anos por complicações da Covid-19

A sergipana Maria Niziana Castelino, conhecida como Candelária, faleceu na manhã deste sábado, 30, no Hospital de Cirurgia, em Aracaju.

Internada há duas semanas, Candelária estava em coma induzido, depois de ter passado por duas cirurgias. Ela teve um Acidente Vascular Cerebral (AVC) decorrente de complicações da Covid-19.

O corpo de Candelária será cremado.

História

Aos 70 anos, Candelária carrega consigo um histórico de luta em favor dos direitos das mulheres e prostitutas. Moradora de rua desde criança, ela conheceu e viveu a rotina de mulheres que buscam o sustento através da prostituição. Mais tarde, tornou a vida dessas mulheres como símbolo de luta. Presidiu por muitos anos a Associação Sergipana das Prostitutas (ASP), pleiteando direitos, promovendo debates e lutando pela visibilidade dessas mulheres.

Por Verlane Estácio

Texto e imagem reproduzidos do site: infonet.com.br

domingo, 17 de maio de 2020

Com Covid-19, Maria Niziana ‘Candelária’ é internada em UTI após AVC

Candelária foi diagnosticada com Covid-19 e teve complicações
Foto: Arquivo familiar

Publicado originalmente no site do Portal INFONET, em 16 de maio de 2020

Com Covid-19, Maria Niziana ‘Candelária’ é internada em UTI após AVC

A sergipana Maria Niziana Castelino, conhecida como Candelária, está internada na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) do Hospital Cirurgia, em estado de coma induzido. Ela sofreu um Acidente Vascular Cerebral (AVC) dias após ser diagnosticada com a Covid-19.

Neste sábado, 16, a família desmentiu o boato de que Candelária havia falecido. De acordo com a família, a idosa passou por uma longa cirurgia e agora está sob monitoramento dos médicos.

História

Aos 70 anos, Candelária carrega consigo um histórico de luta em favor dos direitos das mulheres e prostitutas. Moradora de rua desde criança, ela conheceu e viveu a rotina de mulheres que buscam o sustento através da prostituição. Mais tarde, tornou a vida dessas mulheres como símbolo de luta. Presidiu por muitos anos a Associação Sergipana das Prostitutas (ASP) pleiteando direitos, promovendo debates e lutando pela visibilidade dessas mulheres.

Por Ícaro Novaes

Texto e imagem reproduzidos do site: infonet.com.br

sábado, 20 de maio de 2017

Candelária! Não conheço! Mesmo assim, receba o respeito do blog

Foto extraída do site: a8se.com/tv-atalaia/balanco-geral/vídeo.
Postada por Isto é SERGIPE, para ilustrar o presente artigo.

Publicado originalmente no blog de Cláudio Nunes/Infonet, em 20/05/2017.

Candelária! Não conheço! Mesmo assim, receba o respeito do blog

Reflexão.

Por Cláudio Nunes.

Maria Niziana Castelino, ou simplesmente Candelária! Os mais novos não devem ter ouvido falar dela, mas a história da vida dela está contada em livros ou por ela própria que vive tranquilamente em Aracaju. Candelária iniciou-se na prostituição aos 16 anos, na casa Miramar, em Aracaju, frequentada por políticos, empresários e os mais ricos. Sua beleza imponente, não só deu-lhe o apelido por conta da imponência da Igreja da Candelária (RJ), mas fez que muitos ficassem apaixonados por ela, inclusive governantes.

Ainda nova, com 33 anos deixou a prostituição e foi dirigir a Associação Sergipana de Prostitutas (ASP) onde tornou-se referência na luta por cidadania para a classe, não só com prevenções, mas cursos e alternativas profissionais. Virou referência nacional chegando a ganhar premiações como do Programa de Desenvolvimento das Nações Unidas – UNDP.

Talvez a Candelária não tenha tido escolha, antes de entrar na prostituição, mas depois que entrou teria procurado sentido para a sua contraditória realidade.

Então, diante dos tantos dilemas, se agarrou a um dos mais nobres, defender a saúde e a integridade de suas companheiras, sobretudo nos aspectos da dignidade e da saúde.

É apenas uma reflexão do blog. Nestes tempos de corrupção e promiscuidade política por todos os lados, lembrar de uma pessoa como Candelária é reforçar que o ser humano pode sim escolher seu destino e voltar sua vida pensando no coletivo.

Candelária? Ah, Candelária... Não lhe conheço! Mesmo assim, tenho um particular respeito por você!

Ah, Candelária... como seria bom que alguns dos promíscuos políticos se espelhasse em você.

Texto reproduzido do site: infonet.com.br/blogs/claudionunes

quarta-feira, 8 de março de 2017

Candelária, este é seu nome


Publicado em 3 março 2008.

Por Alisson Meneses de Sá.

CANDELÁRIA, este é seu nome. Era a prostituta mais requisitada de Sergipe da década de 60, que com sua beleza irradiante e sua petulância ácida transformou a pequenina capital no seu império de conforto, riqueza e luxúria, contrastando com sua infância amarga, pobre e sofrida. Seu verdadeiro nome é Maria Niziana Castelino, mas popularmente conhecida como Candelária.

Brilhou em várias boates no centro da capital antes da revolução militar vir à tona. A sua beleza era comentada em várias regiões do estado, lotando assim todas as boates na qual trabalhou. Instaurada a ditadura, Candelária que não respeitava as mulheres da sociedade, se envolvia com os militares para poder frequentar as lojas de grande porte e passear no centro da cidade pelo dia, pois, comumente as mulheres que trabalhavam nas boates saiam para comprar seus materiais mais necessários no horário da tarde, perto do horário das lojas encerrarem seus trabalhos.

Foi com um militar da marinha que Candelária conseguiu chocar mais ainda a sociedade da década de 60, saindo das zonas de prostituição e indo morar no bairro mais elitizado do período, o São José, lá era corriqueiro encontrá-la despida ou com trajes menores na varanda de sua casa, achando aquilo tudo muito normal, peitando toda a alta sociedade que na região residiam, gerando vários tumultos de ordem social.

Hoje Candelária é presidente da Associação Sergipana das Prostitutas (ASP) órgão que presta atendimento a profissionais do sexo em Aracaju. Recentemente ela foi tema do documentário: "Candelária - aquela que conduz a luz", dirigido por Jade Moraes.

Texto reproduzido do site: cafehistoria.ning.com/group/porneia

Candelária: uma vida em favor da cidadania


Publicado originalmente no Portal Infonet, em 02/05/2005.

Candelária: uma vida em favor da cidadania.

Prostituição é assunto sério. Entre os que concordam com esta premissa, está Maria Niziana Castelino, a Candelária. Pernambucana irraigada em Aracaju, esta lenda viva da luta pelo bem das prostitutas agora vira documentário.

Prostituição é assunto sério, mas infelizmente relegado a segundo plano quando a discussão em pauta são as medidas efetivas para transformar o riscado em profissão regulamentada. Porém, existem aqueles que dão tudo de si para transformar os fatos numa realidade diferente. Entre eles, Maria Niziana Castelino, a Candelária, é lenda viva.

Conhecida nas ruas de Aracaju, Candelária entende como ninguém os maus bocados que as prostitutas são obrigadas a amargar rotineiramente. Amou diversos homens, inclusive fortes líderes políticos, e, sim, também já viveu da prostituição por décadas a fio. Hoje, aos 55 anos e mãe de seis filhos – dos quais cria quatro –, ela reparte seu tempo entre as atividades como dona-de-casa e os esforços para trazer o maior número de ‘mulheres da vida’ à luz da dignidade.

O empenho tem rendido bons resultados. Já há algum tempo, Candelária atua como presidente da Associação Sergipana de Prostitutas (ASP), da qual é fundadora. Lá, ela desempenha um papel crucial e que lhe trouxe reconhecimento fora do país. Cuidados com as Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs), com a gravidez, noções de cidadania, estímulo à auto-estima... Enfim, os trabalhos são muitos e todos eles voltados para as mais de 700 mulheres cadastradas no órgão.

Apesar da polêmica que paira em torno delas, as atividades têm sido elogiadas por muitos. Tanto é que até filme elas vão se tornar. Para resgatar a história desta pernambucana valente, um grupo de cineastas se prepara para lançar um documentário sobre sua vida e obra.

Na tela, estarão as minúcias dos anos 60, relatos de amigos, pessoas públicas, colegas da antiga profissão, tudo isto ladeado por um rico acervo fotográfico e relatos da própria Candelária. Da infância pobre à vida de sexo e daí aos trabalhos como vendedora de jazigo e caminhoneira, de cada parte um pouco, sempre como enredo real da história. As vitórias e conquistas, como ter sido a primeira prostituta a receber aposentadoria, a pioneira nos recolhimentos de impostos e também a número um em usar mini-saia, estarão igualmente em enfoque.

Luz, câmera, ação!

Ao todo, a equipe que trabalha nos bastidores para transformar o vídeo em realidade é formada por um grupo de 18 pessoas, que se misturam entre diretores, produtores, roteiristas e operadores de som. Em meio a eles, estão dois baianos e um carioca. Os demais são todos filhos das terras do cacique Serigy.

O trabalho é o único sergipano entre os 35 documentários que integram o projeto DocTV, do Ministério da Cultura. Para concluí-lo a tempo, os esforços se convergem em ritmo acelerado.

“Já estamos na parte de montagem. O filme tem que estar pronto até o dia 1º de junho, quando será entregue ao Ministério da Cultura. Depois daí, vamos definir a data de lançamento”, explica Marcos Antônio Lopes Santos, o Marcos B.A., um dos diretores do vídeo. “O documentário será exibido em circuito nacional”, emenda.

Primeira vez

Esta é a primeira vez que Sergipe faz parte da iniciativa, que já está em seu segundo ano de praça. Diante da experiência, os cineastas não pretendem encerrá-la após o término do DocTV. Empolgados, eles enchem a mochila de planos e se lançam em confabulações futuras.

“Estamos indo atrás de apoio, junto à iniciativa privada, para transformar este trabalho em película. O propósito, com isto, é justamente fazer com que o filme possa participar de festivais”, revela ele, que já tem em mente grandes eventos como o Mostra Documentário em Paris e o Festival Brasileiro 2006 de Israel.

Texto e imagem reproduzidos do site: infonet.com.br/noticias/cultura

Maria Niziana Castelino, conhecida por 'Candelária'

Foto reproduzida do site: claudia.abril.com.br

Prêmio Cláudia 2000. 

MARIA NIZIANA CASTELINO Ao chegar aos prostíbulos de Aracaju carregando uma sacola colorida cheia de preservativos. Maria Niziana Castelino, 50 anos, é recebida com festa. Candelária, como é conhecida, preside a Associação Sergipana de Prostitutas (Asp). O órgão já distribuiu 300 000 preservativos e possui um serviço no Posto de Saúde Dona Jovem para atender e orientar, por meio de palestras, profissionais do sexo que contraíram doenças sexualmente transmissíveis. Se elas desejam mudar de atividade, a associação as encaminha para cursos profissionalizantes. Candelária não sabe ler nem escrever, mas aprendeu cedo a lutar por seus direitos. Aos 7 anos, depois de tomar uma surra da mãe adotiva, fugiu de casa e foi morar na rua. Viveu assim até ser descoberta por uma cafetina, que lhe deu o apelido. "Ela dizia que eu era tão imponente como a igreja da Candelária, no Rio de Janeiro", lembra. Com 16 anos, 1,71 metro, corpo esguio e olhos verdes, tornou-se a prostituta mais bela e requisitada de Aracaju. Foi amante de poderosos, casou-se com um empresário de transportes de carga e deixou a prostituição aos 22 anos. Não esqueceu, no entanto, as mulheres da noite. Em 1991, denunciou a violência e o abuso da polícia contra elas e fundou a Asp.

Publicado em: Claudia em 1 de Novembro de 2000.

Reproduzido do site: bv.fapesp.br/namidia/noticia
  

 Associação Sergipana de Prostitutas (ASP).



Fotos reproduzidas do Portal Infonet.