segunda-feira, 6 de abril de 2026

Amâncio Cardoso lança livro e completa trilogia sobre Sergipe

 

Publicação compartilhada do site DESTAQUE NOTÍCIAS, de 4 de abril de 2026

Amâncio Cardoso lança livro e completa trilogia sobre Sergipe

 O professor e historiador Amâncio Cardoso acaba de lançar o livro “Sergipe: História, Cultura e Patrimônio”, completando uma trilogia iniciada com “Sergipe: um roteiro Turístico, Histórico e Cultural”, que veio a lume em outubro de 2021, seguida, dois anos depois, em 2023, com “Sergipe: História, Cultura e Turismo”.

Seguindo o mesmo conceito dos anteriores, com formato de crônicas historiográficas, o livro é fruto de muitos anos de experiência em sala de aula, sobretudo nos cursos de Turismo do Instituto Federal de Sergipe, campus Aracaju.

“Assim, mais uma vez, trago para um público externo e diversificado esta série de textos. Eles foram publicados, paulatinamente, em mídias físicas e digitais. ‘Sergipe: História, Cultura e Patrimônio’ enfeixa duas dezenas de textos, divididos em duas partes. As crônicas são interdependentes e possuem unidade lógica, de acordo com as áreas temáticas: História, Cultura e Patrimônio”, explica o autor, que é colaborador do Destaque Notícias.

Neste terceiro volume, os assuntos vão desde fatos cívico-políticos e trajetórias de personagens que contribuíram para a formação social de Sergipe, passando pela transformação histórico-urbana de Aracaju, até vislumbrar patrimônios culturais que fundamentam o conceito de sergipanidade.

“No tocante ao estilo e à linguagem, os leitores vão se deparar com textos informativos, com linguagem fluente e interpretação inteligível. A narrativa se pretende palatável ou saborosa, buscando os significados inerentes aos fatos, e sempre escorada nas fontes pesquisadas”.

Assim, prossegue o autor, no esforço desse trabalho, o objetivo de “Sergipe: História, Cultura e Patrimônio” é analisar aspectos históricos e culturais significativos para a compreensão de nossa identidade local.

O livro é indicado para profissionais, estudantes e cidadãos sergipanos que desejem conhecer temas sobre o Estado, a partir de uma perspectiva diferenciada, servindo-se de textos objetivos.

“Por fim, os leitores terão contato neste livro com vários objetos, temáticas e abordagens das áreas de ciências sociais e humanas, vinculadas a aspectos da nossa História e Patrimônio Cultural”, informa Amâncio Cardoso.

Contato do Autor: (79) 98819-3518

Texto e imagens reproduzidos do site: www destaquenoticias com br

Estado Reconhece Novos Mestres da Cultura Popular







Fotos: Erick O'Hara

Publicação compartilhada do site GOVERNO DE SERGIPE, de 6 de abril de 2026 

Estado reconhece novos mestres da cultura popular e reforça memória e tradições de Sergipe

Mais cinco sergipanos foram diplomados como Patrimônio Vivo da Cultura Sergipana

Sergipe celebrou a diplomação de mais cinco sergipanos reconhecidos como Patrimônios Vivos da Cultura Sergipana. A solenidade, realizada no Memorial de Sergipe Professor Jouberto Uchôa, na Orla da Atalaia, em Aracaju, reuniu representantes da cultura, autoridades e comunidades tradicionais para celebrar trajetórias marcadas pela preservação de saberes no estado.

Foram reconhecidos, nesta edição, nomes cujas histórias atravessam gerações e territórios: a parteira e rezadeira Zefa da Guia; o escultor Véio; o mestre do Reisado Marimbondo, Mestre Sabau; o mestre da Chegança, Zé Rolinha; e a rendeira Alzira Alves Santos.

A iniciativa foi promovida pela Fundação de Cultura e Arte Aperipê de Sergipe (Funcap), em parceria com a Secretaria Especial da Cultura de Sergipe (Secult) e o Conselho Estadual de Cultura, dentro do Programa de Registro de Patrimônio Vivo. Além do título, os contemplados passam a receber uma bolsa vitalícia e assumem o compromisso de transmitir seus conhecimentos, garantindo a continuidade das tradições.

 A diplomação dos novos Patrimônios Vivos reafirma o compromisso de Sergipe com a valorização de seus mestres e mestras, guardiões de saberes que mantêm viva a memória coletiva do estado. Ao reconhecer essas trajetórias, o programa celebra o passado e assegura que esses conhecimentos continuem sendo transmitidos, fortalecendo a identidade cultural sergipana para as futuras gerações.

 Vida, fé e resistência

 Na comunidade quilombola Serra da Guia, em Poço Redondo, Josefa Maria da Silva Santos, a Zefa da Guia, construiu uma vida dedicada ao cuidado. Aos 81 anos, ela resume o sentimento diante da homenagem: “Me sinto honrada, com muito amor”.

 Parteira e rezadeira, estima ter realizado mais de cinco mil partos ao longo das décadas, sempre guiada pela fé e pelo compromisso com o outro. “Confio em Deus e só faço o bem”, afirmou a mestre da cultura popular. Sua atuação ultrapassa o ofício, consolidando-a como liderança comunitária e referência de acolhimento para além de Sergipe por uma vida dedicada à fé, cura e solidariedade, assim como por ser símbolo de resistência cultural no sertão.

Reisado e tradição

 Em Pirambu, Antônio dos Santos, o mestre Sabau, mantém viva uma tradição que atravessa séculos. Líder do Reisado Marimbondo, inserido na brincadeira desde os 10 anos, ele herdou a missão de conduzir o grupo, cuja origem remonta a 1805. “Foi do meu bisavô para meu avô, da minha mãe para mim, e, agora, já passa para filhos, netos e bisnetos”, contou.

O reisado, que reúne música, dança e religiosidade, segue como espaço de convivência familiar e transmissão de valores. “A gente anda por todo canto do Brasil brincando o reisado, já fomos a Pernambuco, Brasília e São Paulo, por exemplo. E só deixo quando  Deus me chamar, mas fica os filhos no meu lugar”, relatou, confiante de que a tradição seguirá viva nas próximas gerações. 

 Arte e memória 

 Natural de Nossa Senhora da Glória, no sertão sergipano, o artista plástico Cícero José dos Santos, conhecido como ‘Véio’, transformou a madeira em linguagem artística. Autodidata, construiu uma obra marcada por narrativas do universo nordestino, traduzindo em suas peças o cotidiano, os causos e a identidade do povo sertanejo. 

 Ao comentar o reconhecimento como Patrimônio Vivo, o artista destaca a importância da valorização da cultura sergipana dentro e fora do estado. “É importante, não só para mim, mas para todos os sergipanos. O estado de Sergipe também precisa ser divulgado na arte, na cultura e nas tradições do povo nordestino. Para mim é muito importante representar Sergipe em outros estados e países e mostrar que o nosso estado também é um dos maiores em termos de arte e de valorização”, afirma.

 Com cerca de 70 anos dedicados à arte, o trabalho de Véio ganhou reconhecimento dentro e fora do país, sem perder o vínculo com as origens. Mais do que esculturas, suas obras preservam modos de vida e memórias, reafirmando a arte como instrumento de pertencimento.

 Renda irlandesa

Em Divina Pastora, a renda irlandesa resiste pelas mãos de mulheres como Alzira Alves Santos. Aos 77 anos, são mais de seis décadas dedicadas ao ofício. “Eu gosto de ensinar e gosto de explicar”, diz, ao falar da transmissão do saber para novas gerações.

Responsável por formar diversas rendeiras, a mestra explica que o reconhecimento é uma conquista coletiva. “Estou tão satisfeita, sinto-me honrada por esse reconhecimento. Esse governo acolheu as rendeiras e dá muita força ao nosso ofício. Eu faço os bordados há mais de 70 anos e continuo a fazer e ensinar.

 Para Dona Alzira o título também fortalece o futuro da tradição. “Esse reconhecimento nos valoriza e valoriza a renda e outras pessoas vão querer aprender também”, pontua. 

 Mestre entre mestres

 Em Laranjeiras, o renomado mestre da Chegança Almirante Tamandaré, Batalhão Primeiro de São João Laranjeiras, José Ronaldo de Menezes, conhecido como mestre Zé Rolinha, é sinônimo de cultura popular. Seu envolvimento começou ainda na infância, nos grupos de folguedos, onde aprendeu com familiares e mestres mais antigos. 

 “Essa diplomação dos mestres é uma satisfação. É um prazer o fazer cultural, porque um povo sem memória é um povo sem história. Vamos continuar preservando a nossa memória, seguindo a nossa história dos mitos, dos ritmos da nossa cultura popular e das crendices do povo e superstições. E vamos seguindo em frente, fazendo a nossa cultura popular, elaborando todos os nossos conhecimentos, que vêm do passado e que estão presente, tradicionalmente, centenáriamente, como guardiões da nossa cultura popular”, enfatizou.  

Reconhecido como ‘mestre dos mestres’ na sua cidade, ele dedica sua vida à preservação e transmissão dessas manifestações, que já foram levadas e representaram Sergipe e o Brasil até mesmo fora do país. “É muito importante que os mestres sejam conhecidos em vida, é claro que tem que obedecer aos requisitos culturais. Pois a arte popular não é chegar e fazer de qualquer jeito, os grupos que represento, por exemplo, têm história, são fatos verídicos do passado que continuam presentes por meio de uma manifestação popular”, defendeu.

Texto e imagens reproduzidos do site: www se gov br/agencia

domingo, 5 de abril de 2026

Encenação da Paixão de Cristo na Vila da Páscoa 2026












Fotos: Erick O'Hara

Publicação compartilhada do site GOVERNO DE SERGIPE, de 4 de abril de 2026 

Emoção e devoção marcam primeiro dia de encenação da Paixão de Cristo na Vila da Páscoa 2026

Atração integra a programação do evento promovido pelo Governo do Estado reunindo religiosidade, arte e tradição

Entre olhares emocionados, lágrimas e gestos de devoção, o primeiro dia da encenação da Paixão de Cristo — uma das atrações mais aguardadas da Vila da Páscoa 2026 — foi marcado por fé, arte e emoção. Fiéis, católicos e pessoas de diferentes crenças, além de espectadores sem qualquer vínculo religioso, acompanharam o espetáculo com atenção e comoção, na noite deste sábado, 4, na região dos lagos, na Orla da Atalaia, em Aracaju. 

A apresentação foi realizada pelo Grupo Teatral São Francisco de Assis (Grutesfa), do Santuário São Judas Tadeus – Igreja dos Capuchinhos –, do bairro América, em Aracaju. Essa é a terceira vez que o grupo se apresenta na Vila da Páscoa, acompanhando as três edições do evento. 

Para o coordenador do grupo, Raimundo Oliveira, a emoção de se apresentar é a mesma da primeira vez. “Somos um grupo de, aproximadamente, 100 pessoas. Começamos nossa preparação em janeiro e, desde então, viemos ensaiando, nos preparando para trazer um belo espetáculo para quem assiste. Essa é terceira vez que nos apresentamos na Vila e é sempre uma emoção. O nosso objetivo é levar um pouquinho dessa emoção, dessa mensagem para o público”, mencionou.

Para o integrante do Grutesfa, Cléber Paz, que interpretou Jesus na apresentação, subir ao palco é sempre uma grande responsabilidade de transmitir a mensagem por meio da arte e provocar reflexão no público sobre o sofrimento vivido por Cristo. “Levar essa mensagem através da arte sacra exige responsabilidade. Muitas vezes, alguém pode estar ali esperando uma palavra, um sentido, ou pode entrar em um estado de introspecção que leve à reflexão sobre como Jesus viveu e se entregou pela humanidade. Para mim, que interpreto Jesus pelo terceiro ano, é algo muito importante. Este ano, completo 33 anos, idade que remete à de Cristo, o que torna tudo ainda mais significativo. É um chamado fazer parte desse trabalho tão bonito”, destacou.

Emoção entre o público

Para os católicos, a emoção vai além da encenação artística, ela toca profundamente o coração de quem assiste. Foi o caso da dona de casa Normélia Fontes, 64 anos. “Estava comentando com minha filha que não sabia se ia aguentar porque é muito sofrimento, é muito forte. Ficamos com aquela angústia, aquela vontade de tirar ele daquela situação”, contou, emocionada.

Essa foi a primeira vez da aposentada Ana Alcina, de Petrolândia (PE), no evento. Ela soube da programação por meio da irmã, que mora em Aracaju, e a convidou para assistir. Ana destacou o sentimento ao assistir a encenação e a mensagem que o espetáculo transmitiu para o público. “É um momento de reflexão. A gente relembra tudo o que Jesus passou, desde o sofrimento até a ressurreição. Isso serve para nossa vida, para nos colocarmos diante dessa realidade e refletirmos. Apesar de ser uma encenação, conta uma história real, que devemos trazer para o nosso íntimo”, afirmou.

Mesmo para quem não é católico, a emoção também se faz presente. O administrador Marcos Reis acompanhou pela primeira vez e destacou a experiência. “O sentimento é de alegria. Acompanhar essa apresentação, que retrata o percurso de Jesus até a ressurreição, é algo emocionante”, mencionou ao elogiar a organização e a segurança do evento. “É tudo muito bonito, bem preparado e agradável de assistir. Viemos da Bahia, onde, muitas vezes, não temos essa sensação de segurança. Aqui, vemos famílias circulando tranquilamente, utilizando o celular sem preocupação. Isso faz uma grande diferença”, concluiu.

A encenação da Paixão de Cristo segue até o dia 26 de abril, com apresentações sempre aos sábados e domingos, a partir das 19h, na região dos lagos da Orla da Atalaia, em Aracaju.

Vila da Páscoa 2026

A Vila da Páscoa é um evento realizado pelo Governo de Sergipe, por meio da Fundação de Cultura e Arte Aperipê de Sergipe (Funcap) e as secretarias de Estado da Comunicação Social (Secom), da Assistência Social, Inclusão e Cidadania (Seasic) e do Trabalho, Emprego e Empreendedorismo (Seteem). O evento, que movimenta a cultura, o turismo e promove a geração de renda, conta com apoio da Netiz, Energisa, Deso, Iguá Sergipe, Fecomércio/SE, Senac/SE, Governo Federal e Ministério do Turismo, e patrocínio do Banese.

Texto e imagens reproduzidos do site: www se gov br

quarta-feira, 1 de abril de 2026

Shopping Praia Sul será inaugurado nesta quarta, 1º, em Aracaju

Foto: Assessoria de Imprensa

Publicação compartilhada do site INFONET, de 31 de março de 2026

Shopping Praia Sul será inaugurado nesta quarta, 1º, em Aracaju

O centro de compras estará aberto a partir das 10h, e contará com estacionamento gratuito

Com proposta de integrar lazer, serviços e espaços corporativos em um único ambiente, o Shopping Praia Sul será inaugurado nesta quarta-feira, 1º, na Zona de Expansão de Aracaju. O empreendimento abre as portas ao público às 10h, no bairro Aruana, trazendo um novo conceito de centro multifuncional para a região.

O shopping inicia suas atividades com um mix estratégico de operações já em funcionamento, reunindo grandes marcas conhecidas do público, como Renner, Smart Fit, Cinesercla, Lojas Americanas, O Boticário, Burger King, Cherin Bão e Farmácia Zé do Bairro. Além disso, oferece serviços essenciais, como uma unidade do Centro de Atendimento ao Cidadão (Ceac), Arena Multieventos Banese Card e diversas opções de alimentação e conveniência, garantindo praticidade no dia a dia.

O empreendimento também aposta na oferta ampliada de serviços. “Estamos trazendo uma diversidade significativa de serviços, como o Ceac e uma clínica, além de uma torre comercial com 105 salas”, destacou Gerardo Andrade, superintendente do estabelecimento. “A proposta é permitir que profissionais como advogados, dentistas, médicos e contadores possam atuar dentro do próprio shopping, em um edifício comercial anexo”, completou.

Com mais de 40 mil metros quadrados de área construída, o empreendimento conta com 198 lojas, 40 quiosques, 105 salas comerciais e estacionamento gratuito com capacidade para 1.600 veículos, além de ambientes amplos, climatizados e acessíveis, pensados para proporcionar conforto, lazer e bem-estar.

Dentro dessa proposta de conveniência e acessibilidade, o estacionamento gratuito aparece como um dos diferenciais para o público. “Trata-se de uma área confortável e segura, com oferta permanente de vagas, sem qualquer custo para o cliente. Isso beneficia tanto o empreendimento, ao atrair mais público, quanto os visitantes, que deixam de ter essa despesa”.

Outro destaque é o impacto econômico. O shopping inicia suas operações com a expectativa de gerar mais de 3 mil empregos diretos e indiretos, contribuindo para o fortalecimento da economia local e a geração de novas oportunidades para a população sergipana.

“Com o funcionamento pleno do shopping, a estimativa é alcançar cerca de 3 mil empregos diretos. Considerando o efeito multiplicador, esse número pode ultrapassar 7 mil empregos indiretos”, apontou o superintendente.

Mesmo com a abertura, o empreendimento seguirá em expansão nos próximos meses, com novas operações em fase de implantação e negociações em andamento, o que deve ampliar gradualmente o mix de lojas e serviços oferecidos ao público.

Por Carol Mundim

Texto e imagem reproduzidos do site: infonet com br

sábado, 21 de março de 2026

Inauguração do Memorial Walmir Almeida







Publicação compartilhada do site CINEMA DO CENTRO, de março de 2026

Inauguração do Memorial Walmir Almeida celebra a preservação da memória audiovisual de Sergipe

O Memorial é uma realização executada pelo Centro São Lázaro, com produção da AVBR Produções

Nesta quinta-feira, 19, aconteceu a inauguração do Memorial Walmir Almeida, instalado no Palácio-Museu Luiz Antônio Barreto, anteriormente conhecido como Centro Cultural de Aracaju, localizado na Praça General Valadão, Centro, espaço  dedicado à preservação da memória, da história e das contribuições culturais que ajudaram a construir a trajetória do audiovisual e das artes em Sergipe. O Memorial é uma realização executada pelo Centro São Lázaro, com produção da AVBR Produções, responsável também pela administração do próprio Cine Walmir Almeida.

Mais do que um espaço expositivo, o Memorial Walmir Almeida nasce como ponto de encontro entre gerações, reunindo registros históricos, fotografias, documentos e conteúdos audiovisuais que evidenciam a riqueza cultural do estado e a importância da preservação da memória como instrumento de identidade e formação social. A cerimônia de inauguração contou com a presença de autoridades, representantes do setor cultural, artistas, pesquisadores e convidados, marcando oficialmente a abertura do espaço ao público.

Segundo a coordenadora do projeto, Rosângela Rocha, a iniciativa busca manter viva a história do cinema e das manifestações culturais sergipanas, além de incentivar novos olhares sobre a produção artística local. “Realizamos um trabalho de pesquisa com bastante cuidado e responsabilidade,  com levantamento, seleção e catalogação do acervo. Para isso, contamos com profissionais e também com a própria família de Walmir. É com muita felicidade que inauguramos esse Memorial, pois reconhecemos a importância de preservar a história e cultura de Sergipe”, disse Rosângela.

O secretário municipal da Cultura de Aracaju, Paulo Corrêa, disse que este espaço é mais um local para preservar a memória de Walmir Almeida. “Estamos com esse espaço físico e também planejamos preparar um espaço no digital. Um destaque especial a Rosângela Rocha e ao Centro São Lázaro, responsáveis pelo projeto. Uma parceria ímpar. Ela está há tanto tempo envolvida na cultura audiovisual de Aracaju”, completou Paulo.

Filho do patrono do espaço (Walmir Almeida), Eduardo Almeida, falou sobre como se sente ao ver a história do seu pai sendo contada para quem quiser ver, em um espaço cultural, celebrando os talentos dele. “Só tenho a agradecer. Esse espaço já abriga o cinema com o nome do meu pai, e agora esse Memorial lindo. Acredito que as homenagens são a retribuição do que a pessoa fez em vida, todo trabalho e dedicação que ele teve em diversas áreas que ele atuou, pois ele foi multifacetado. Temos diversos heróis aqui em Sergipe que também precisam ser cultivados. Essa atitude é muito importante”, afirmou Eduardo.

Graduada em Museologia e História e mestre em História pela Universidade Federal de Sergipe (UFS), Ingrid Batista Santos participou do processo de pesquisa e organização do acervo que compõe o memorial, integrando a equipe responsável pela construção do projeto. Ela falou sobre como foi o processo de pesquisa e destacou uma das coisas que chamou atenção na história de Walmir. “Ela não só atuava em diversas áreas, ele também foi um agente, tentava melhorar, trazer inovações para o campo, velejava, montou um barco em Aracaju, foi pioneiro em reportagem cinematográfica. Walmir foi uma pessoa muito atuante. Aqui é uma oportunidade da população conhecer essa pessoa que colaborou para o nosso cenário sociocultural”, disse Ingrid.

Walmir Almeida

Patrono do espaço, Walmir Almeida (1930–2012) foi um dos mais importantes fotógrafos e cinegrafistas de Sergipe, responsável por registrar acontecimentos sociais, culturais e políticos que marcaram a história do estado ao longo de décadas. Como cinegrafista, suas produções foram exibidas em praticamente todos os cinemas do país por meio dos antigos jornais cinematográficos, contribuindo para a difusão de imagens e acontecimentos sergipanos em âmbito nacional.

Reconhecido como referência na fotografia documental, atuou também na área de reportagem fotográfica, prestando serviços a diversos governos estaduais e construindo um acervo superior a dez mil imagens. Esse conjunto iconográfico reúne registros de momentos decisivos da vida política, institucional e social de Sergipe, constituindo hoje um patrimônio histórico de grande relevância.

Sala de cinema

Desde o dia 13 de maio de 2025, quando foi realizada a cerimônia de inauguração do espaço, o Cine Walmir Almeida passou a operar com sua estrutura modernizada, consolidando-se como um equipamento cultural voltado à exibição audiovisual de qualidade. O evento contou com a presença de autoridades, representantes do setor cultural e convidados. Enquanto atividade econômica, com registro na Agência Nacional do Cinema (Ancine) e relacionamento com o mercado cinematográfico, o cinema iniciou seu funcionamento regular em 15 de maio de 2025.

Na ocasião, foi exibido o curta-metragem “Cine Revista na Tela”, dirigido pelo próprio Walmir Almeida, reforçando o vínculo histórico entre o espaço e o legado do patrono. O local funcionava apenas como uma sala de exibição e, atualmente, dispõe de projetor digital moderno, sistema de climatização, tratamento acústico profissional e assentos escalonados, garantindo conforto, visibilidade e condições técnicas adequadas para sessões cinematográficas, mostras e festivais.

A adequação do espaço foi viabilizada pela união de recursos provenientes de instituições parceiras, permitindo ao público sergipano contar com um ambiente estruturado e com excelentes condições para exibição audiovisual.

A requalificação é resultado da execução de Termo de Colaboração com Organização da Sociedade Civil para aplicação de recursos da Lei Paulo Gustavo. A iniciativa decorre de parceria entre a AVBR Produções, por meio do edital da Lei Paulo Gustavo nº 006/2023 — Tarcísio Duarte/Audiovisual, operacionalizado pela Fundação de Cultura e Arte Aperipê de Sergipe (Funcap), Governo do Estado de Sergipe e Governo Federal; e o Terreiro São Lázaro, contemplado pelo edital nº 011/2023 da Fundação Cultural Cidade de Aracaju (Funcaju).

Texto e imagens reproduzidos do site: cinemadocentro com br

sexta-feira, 13 de março de 2026

Nova ponte sobre o Rio Sergipe, que ligará Aracaju - Barra dos Coqueiros.

Foto1: Ilustração extraída de vídeo do YouTube

Foto2: Reinaldo Moura

Texto compartilhado do site A8SE, de 13 de março de 2026 

Contrato para construção da nova ponte Aracaju–Barra é assinado no valor de R$ 838 milhões

Obra integra complexo viário e representa o maior investimento já realizado em uma obra urbana no estado

Por Redação do Portal A8SE, com informações do Gov/SE

Contrato para construção da nova ponte Aracaju–Barra é assinado no valor de R$ 838 milhões

O governador Fábio Mitidieri assinou, na última quinta-feira (12), o contrato com o consórcio vencedor responsável pela construção da nova ponte sobre o Rio Sergipe, que ligará Aracaju ao município de Barra dos Coqueiros.

A obra integra um complexo viário estratégico e representa o maior investimento já realizado em uma obra urbana no estado.

O contrato foi firmado com o Consórcio Coqueiros Aracaju, formado pelas empresas Construbase Engenharia Ltda, Construtora Cidade Ltda, Paulitec Construções Ltda e Heca Construtora Ltda. A proposta vencedora tem valor global de R$ 838.375.230,55, incluindo a elaboração dos projetos e a execução completa da obra.

Fábio Mitidieri ressaltou, ainda, que a obra marca o início de uma nova etapa do projeto, que, em breve, terá a emissão da ordem de serviço.

“A expectativa é que possamos dar a ordem de serviço de forma festiva, inclusive com a presença do presidente Lula. Nos próximos meses, teremos montagem de canteiros e contratação de pessoal”, acrescentou.

Geração de empregos

Além do impacto na mobilidade urbana e no desenvolvimento regional, a obra também deve gerar empregos diretos e indiretos ao longo de sua execução.

A estimativa é de que cerca de 500 empregos diretos sejam criados durante a fase de construção, além de diversas vagas indiretas ligadas à cadeia produtiva da obra.

Tecnologia e execução da obra

O contrato segue o modelo de contratação integrada, no qual o consórcio será responsável pela elaboração do projeto básico e executivo, além da execução completa da obra e dos acessos viários.

O empreendimento utilizará a metodologia Building Information Modeling, tecnologia que permite modelagem digital integrada, maior precisão no planejamento, compatibilização de projetos e melhor controle de custos e prazos.

Segundo o representante do consórcio construtor, Marcelo Yassuo Sunemi, a obra será conduzida com foco em sustentabilidade e segurança.

“A missão que recebemos hoje será encarada com a maior responsabilidade para entregar uma obra rápida, sustentável, com arquitetura moderna e muito segura. Nosso compromisso é respeitar o meio ambiente e manter a população sempre informada durante todo o processo”, afirmou.

Ele explicou, ainda, que a execução deve durar entre três e quatro anos e que haverá diálogo constante com a comunidade para minimizar impactos durante o período de obras.

Fonte: Gov/SE

Texto e foto2 reproduzidos do site: a8se com/noticias

quinta-feira, 12 de março de 2026

Memorial Walmir Almeida será inaugurado...

Publicação compartilhada do site FAXAJU, de 12 de março de 2026

Memorial Walmir Almeida será inaugurado nesta quinta-feira, em Aracaju

O Cine Walmir Almeida realiza na próxima quinta-feira, 19, às 19h, a cerimônia de inauguração do Memorial Walmir Almeida, um espaço dedicado à preservação da memória, da história e das contribuições culturais que ajudaram a construir a trajetória do audiovisual e das artes em Sergipe. A iniciativa é uma realização executada pelo Centro São Lázaro, com produção da AVBR Produções, responsável também pela administração e readequação do próprio Cine Walmir Almeida.

O memorial será instalado no Palácio-Museu Luiz Antônio Barreto, equipamento cultural que passou recentemente por mudança de nomenclatura, anteriormente conhecido como Centro Cultural de Aracaju, localizado na Praça General Valadão, na região central da capital sergipana.

Mais do que um espaço expositivo, o Memorial Walmir Almeida nasce como ponto de encontro entre gerações, reunindo registros históricos, fotografias, documentos e conteúdos audiovisuais que evidenciam a riqueza cultural do estado e a importância da preservação da memória como instrumento de identidade e formação social. A iniciativa busca manter viva a história do cinema e das manifestações culturais sergipanas, além de incentivar novos olhares sobre a produção artística local.

Patrono do espaço, Walmir Almeida (1930–2012) foi um dos mais importantes fotógrafos e cinegrafistas de Sergipe, responsável por registrar acontecimentos sociais, culturais e políticos que marcaram a história do estado ao longo de décadas. Como cinegrafista, suas produções foram exibidas em praticamente todos os cinemas do país por meio dos antigos jornais cinematográficos, contribuindo para a difusão de imagens e acontecimentos sergipanos em âmbito nacional.

Reconhecido como referência na fotografia documental, atuou também na área de reportagem fotográfica, prestando serviços a diversos governos estaduais e construindo um acervo superior a dez mil imagens. Esse conjunto iconográfico reúne registros de momentos decisivos da vida política, institucional e social de Sergipe, constituindo hoje um patrimônio histórico de grande relevância.

Segundo a coordenadora do projeto, Rosângela Rocha, a implantação do memorial é resultado de um trabalho técnico e sensível de preservação histórica, desenvolvido ao longo de seis meses de pesquisa e organização.

“A criação do Memorial Walmir Almeida exigiu um minucioso processo de levantamento, seleção e catalogação do acervo, realizado com o apoio de profissionais especializados e da própria família do fotógrafo, cuja contribuição foi essencial para o resgate e a contextualização dos materiais. No espaço, o público poderá conhecer fotografias, registros audiovisuais, documentos e outros itens que revelam momentos marcantes da história política, social e cultural de Sergipe sob o olhar de Walmir Almeida”, afirmou.

Para a coordenadora, o memorial também cumpre um papel educativo e de valorização da memória coletiva. “Mais do que preservar um acervo, o projeto busca manter viva a história e ampliar o acesso da população a um patrimônio cultural de grande relevância”, acrescentou.

A graduada em Museologia e História e mestre em História pela Universidade Federal de Sergipe (UFS), Ingrid Batista Santos, participou do processo de pesquisa e organização do acervo que compõe o memorial. Ela integrou a equipe responsável pela construção do projeto expositivo do Memorial Walmir Almeida, que apresenta diferentes aspectos da trajetória do homenageado a partir da seleção de materiais de seu acervo pessoal, cedido por seu filho, Eduardo Almeida.

“Trata-se de um acervo amplo e bastante diversificado, que permite compreender Walmir Almeida como uma figura extremamente atuante na vida cultural e social de Sergipe. Além da fotografia e do cinema, ele teve participação em diferentes áreas, como a aviação e o esporte, sempre buscando contribuir para a estruturação e o desenvolvimento desses espaços”, destacou.

De acordo com a pesquisadora, o material reunido revela ainda a dimensão nacional do trabalho de Walmir Almeida. “Entre os conteúdos apresentados no memorial estão reportagens cinematográficas produzidas por ele e exibidas em cinemas de todo o país antes das sessões de filmes, narradas por Cid Moreira. Esses registros mostram como Sergipe era apresentado ao Brasil por meio de suas imagens”, explicou.

Requalificação

Desde o dia 13 de maio de 2025, quando foi realizada a cerimônia de inauguração do espaço, o Cine Walmir Almeida passou a operar com sua estrutura modernizada, consolidando-se como um equipamento cultural voltado à exibição audiovisual de qualidade. O evento contou com a presença de autoridades, representantes do setor cultural e convidados. Enquanto atividade econômica, com registro na Agência Nacional do Cinema (Ancine) e relacionamento com o mercado cinematográfico, o cinema iniciou seu funcionamento regular em 15 de maio de 2025.

Na ocasião, foi exibido o curta-metragem “Cine Revista na Tela”, dirigido pelo próprio Walmir Almeida, reforçando o vínculo histórico entre o espaço e o legado do patrono. O local funcionava apenas como uma sala de exibição e, atualmente, dispõe de projetor digital moderno, sistema de climatização, tratamento acústico profissional e assentos escalonados, garantindo conforto, visibilidade e condições técnicas adequadas para sessões cinematográficas, mostras e festivais.

A adequação do espaço foi viabilizada pela união de recursos provenientes de instituições parceiras, permitindo ao público sergipano contar com um ambiente estruturado e com excelentes condições para exibição audiovisual.

A requalificação é resultado da execução de Termo de Colaboração com Organização da Sociedade Civil para aplicação de recursos da Lei Paulo Gustavo. A iniciativa decorre de parceria entre a AVBR Produções, por meio do edital da Lei Paulo Gustavo nº 006/2023 — Tarcísio Duarte/Audiovisual, operacionalizado pela Fundação de Cultura e Arte Aperipê de Sergipe (Funcap), Governo do Estado de Sergipe e Governo Federal; e o Terreiro São Lázaro, contemplado pelo edital nº 011/2023 da Fundação Cultural Cidade de Aracaju (Funcaju).

A solenidade de inauguração contará com a presença de autoridades, representantes do setor cultural, artistas, pesquisadores e convidados, marcando oficialmente a abertura do espaço ao público. O projeto integra um conjunto de ações voltadas ao fortalecimento da memória, da preservação histórica e da produção cultural em Sergipe.

Assessoria de Comunicação | AVBR Produções | @avbrproducoes

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Texto e imagem reproduzidos do site: www faxaju com br

sexta-feira, 6 de março de 2026

Exposição celebra os 171 anos de Aracaju na Galeria Álvaro Santos

Foto Karla Tavares / PMA


Arte: Ascom Funcaju

Jaci RosaCruz, coordenadora da Galeria de Arte Álvaro Santos

Publicação compartilhada do site da PMA, de 3 de março de 2026

Exposição celebra os 171 anos de Aracaju na Galeria Álvaro Santos

Funcaju

A Prefeitura de Aracaju, por meio da Fundação Cultural Cidade de Aracaju (Funcaju) e da Galeria de Arte Álvaro Santos, realiza no dia 12 de março, às 19h, a abertura da exposição ‘Aracaju Vista por Seus Artistas Visuais’. A mostra integra o calendário comemorativo pelos 171 anos da capital sergipana.

A exposição tem curadoria de Fernando Cajueiro e reuni obras de 29 artistas, apresentando uma versão atualizada da coletiva ‘Aracaju Vista por Seus Pintores', realizada na mesma galeria durante as comemorações dos 150 anos da cidade. Nesta edição, algumas obras da versão anterior deram lugar a novos trabalhos, ampliando o diálogo e trazendo diferentes perspectivas e modos de ver Aracaju ao longo do tempo.

A proposta é celebrar a cidade por meio da arte, destacando que os artistas não apenas retratam seus espaços urbanos, mas os reinterpretam, transformando cenários cotidianos em reflexões sobre identidade, memória e pertencimento. As obras apresentadas revelam processos contínuos de interação entre a cidade, os artistas e o público.

A coordenadora da Galeria de Arte Álvaro Santos, Jaci RosaCruz, fala sobre a abordagem da exposição. “A exposição é uma reedição da mostra realizada há 21 anos, nos 150 anos de Aracaju, com curadoria de Fernando Cajueiro. Desta vez, ampliamos os olhares, trazendo também e especialmente perspectivas de mulheres e de artistas da periferia. Aracaju é múltipla e essa multiplicidade se revela em cada obra. A exposição está deslumbrante”, pontua.

A Galeria de Arte Álvaro Santos está localizada na Praça Olímpio Campos, s/n, no Centro de Aracaju, e funciona de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (79) 3179-1308 ou pelas redes sociais oficiais da Funcaju.

Texto e imagens reproduzidos do site: www aracaju se gov br

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

O Inventário Cultural de Maruim

Artigo compartilhado do site SÓ SERGIPE, de 3 de janeiro de 2026 

O Inventário Cultural de Maruim 
Por Luciano Correia *

Quando da aproximação dos 200 anos da independência de Sergipe, intelectuais, entidades culturais e setores dos poderes públicos se reuniram numa sala apertada do Palácio-Museu Olímpio Campos para uma discussão preparatória de um cronograma de comemorações dessa que é, de fato, nossa mais importante efeméride. Como secretário municipal de Comunicação Social, participei representando a prefeitura de Aracaju. Apesar da presença de gente séria e competente, a reunião foi a melhor definição do caos. Um samba do crioulo doido em matéria de delírios sem pé nem cabeça. Em vinte minutos, vi que aquilo não ia dar em nada. E não deu.  

Capa do livroSe nada foi promovido além da patuscada tradicional improvisada nessas horas para tentar justificar alguma ação, pelo menos a republicação de um livro nos salvou da vergonha total. Refiro-me ao Inventário Cultural de Maruim, publicado originalmente em 1994 e reeditado agora em versão ampliada pela professora Maria Lúcia Marques Cruz e Silva. Não me recordo se a professora estava presente na fatídica reunião do nada-com-coisa-nenhuma, já que é uma dessas incansáveis pesquisadoras que milita em tempo integral nos campos da história e da cultura. 

Talvez não tenha sido lembrada para aquela reunião de figurões da cultura oficial, afinal, alguém com esse perfil, evidentemente, não interessa aos convescotes regados por finos acepipes e sucos tropicais variados. O livro, portanto, é uma edição comemorativa de uma data que, para espanto geral, passou praticamente em branco. Quisera que todo município sergipano contasse com uma obra de tamanho fôlego escavando sua história a partir de seu desenvolvimento econômico e social, sua história política, incluindo a das gentes do andar inferior, sobretudo os escravos. 

É claro que um mergulho na vida econômica arrasta consigo a história do poder e da dominação, elencando a casta de seus principais políticos e o papel que desempenharam não só no âmbito da cidade, mas da província. E assim encontramos personagens como Gonçallo Rollemberg do Prado e a Usina das Pedras, a importância econômica do algodão, do calcário e da cana-de-açúcar. O inventário percorre outras áreas da vida maruinense desde a fundação da cidade, revivendo as festas de seu calendário cultural, o desenvolvimento da educação, da saúde e do esporte. 

No capítulo dedicado ao esporte, traz raras informações até então desconhecidas do grande público, mostrando como Maruim não só foi pioneira no futebol em Sergipe, como seus clubes tiveram papel relevante no estado, mas este, seguramente, é fonte para um artigo só sobre isso. A publicação exibe ainda um quadro da representação dos poderes municipais desde épocas remotas até a atualidade, com relação de vereadores, presidentes da câmara e prefeitos.  

Berço da economia e da política na província de Sergipe, Maruim foi uma das cidades contempladas com a visita do Imperador Dom Pedro II, em 1860, onde aportou na margem esquerda do rio Ganhamoroba acompanhado da Imperatriz Tereza Cristina. Na passagem de um dia, caminhou pelas ruas da cidade, visitou escolas, inaugurou obras e assistiu à missa. No quartel da polícia, fazendo a inspeção das armas, questionou a razão de uma palmatória pendurada numa parede. A resposta do comandante: era para castigar escravos encontrados fora de hora vagando pelas ruas. Dom Pedro reagiu de forma enérgica, ordenando que a punição fosse imediatamente extinta das práticas da polícia. 

Discreta, quase obscurecida no isolamento de um município que perdeu importância e hoje é praticamente ignorado dos órgãos culturais do estado, a obra da professora Maria Lúcia acende uma faísca de esperança na mediocridade das políticas culturais focadas somente nos practuns e pracatás juninos e carnavalescos, espelho e expressão dos gestores maiores, todos eles avessos, senão ignorantes mesmo, à pesquisa histórica que repõe a grandeza de nossa historiografia. 

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Sobre Luciano Correia - Jornalista e professor da Universidade Federal de Sergipe

Texto e imagem reproduzidos do site: www sosergipe com br

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

Maestro Guilherme Mannis se despede da Orquestra Sinfônica de Sergipe...


Artigo compartilhado de post do Facebook/Pascoal Maynard, de 12 de fevereiro de 2026

Maestro Guilherme Mannis se despede da Orquestra Sinfônica de Sergipe deixando legado de excelência e projeção nacional

Por Pascoal Maynard *

A Orquestra Sinfônica de Sergipe vive um momento de emoção e reconhecimento ao se despedir do maestro Guilherme Mannis, cuja trajetória à frente da instituição foi marcada por compromisso artístico, ousadia programática e profunda dedicação à formação de público. Sua passagem pela ORSSE consolidou uma fase de amadurecimento musical, expansão de repertório e diálogo constante com grandes nomes da música brasileira e internacional.

Desde o início de sua gestão, Mannis imprimiu uma identidade clara à orquestra: rigor técnico aliado à sensibilidade interpretativa. 

Para mim, essa despedida carrega também um significado profundamente pessoal. Acompanhei de perto a trajetória da Orquestra Sinfônica de Sergipe desde os seus primeiros passos, quando exerci os cargos de Chefe de Gabinete da Secretaria de Cultura e Diretor do Teatro Tobias Barreto, na gestão do secretário José Carlos Teixeira — cuja determinação e visão foram decisivas para a criação da Orquestra Sinfônica de Sergipe. Vivi aquele momento histórico de construção institucional, de enfrentamento de desafios e de consolidação de um sonho coletivo que hoje se traduz em realidade cultural para o nosso Estado.

A despedida de Guilherme Mannis não representa um fim, mas a celebração de um ciclo de crescimento e transformação. Seu legado permanece na sonoridade refinada da orquestra, na memória afetiva do público e na trajetória de cada músico que compartilhou o palco sob sua condução.

Sergipe agradece ao maestro por sua entrega, visão artística e paixão pela música. E eu, particularmente, agradeço por ter sido testemunha de mais um capítulo importante dessa história — uma história iniciada com coragem e determinação e que segue sendo escrita com talento, disciplina e, acima de tudo, amor à arte.

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* Pascoal Maynard é jornalista, documentarista e produtor cultural. Atualmente exerce o cargo de Assessor Especial da Funcap, Presidente do Conselho Estadual de Cultura e apresentador do programa Expressão na Aperipê TV.

Texto e imagem reproduzidos do Facebook/Pascoal Maynard