segunda-feira, 3 de agosto de 2026

Hospital de Cirurgia, cem anos de memória...

“Alguns edifícios envelhecem, outros entram para 
a história, e o do Cirurgia conseguiu 
fazer as duas coisas”

Márcia Guimarães: uma gestora que já entrou 
para a história do Hospital de Cirurgia

Marcelo Oliveira: um doutor em Ciências 
Sociais,  professor universitário e 
dono uma visão social fraterna

Legenda da foto: Dr. Augusto Leite - 1887-1978: médico que sobrevive aprisionado pelo idealismo e pelo humanismo da Medicina

Artigo compartilhado do site JLPOLÍTICA, de 14 de Julho de 2026

Opinião - Hospital de Cirurgia, cem anos de memória e a mais alta significação na vida de Sergipe

Por Marcelo Oliveira * (Coluna Aparte)

Há lugares que deixam de ser construções para se tornarem parte da biografia de um povo. O Hospital de Cirurgia é um deles. Poucos edifícios em Sergipe testemunharam tantas histórias de dor, esperança, despedidas e reencontros quanto aquela centenária casa fundada em 2 de maio de 1926 pelo médico Augusto Leite - 1887-1978 - e um grupo de idealistas que acreditavam que a arte de curar também podia ser um exercício permanente de solidariedade.

Durante um século, o Cirurgia fez mais do que acompanhar a história da saúde sergipana. Em muitos momentos, confundiu-se com ela. Formou gerações de médicos, enfermeiros e dentistas, acolheu estudantes da Universidade Federal de Sergipe, consolidou-se como referência em especialidades de média e alta complexidade e abriu suas portas para milhares de pessoas vindas dos municípios do Estado, do interior da Bahia e de Alagoas. Para muitos nordestinos, chegar àquele hospital significava alcançar a última esperança.

Minha história com esse hospital começou cedo demais. Ainda na década de 1980, minha mãe ocupou um leito da ala universitária. Lembro-me pouco dos corredores e quase nada da arquitetura, mas a memória preservou aquilo que realmente importa: a angústia silenciosa dos acompanhantes, a dedicação dos profissionais que ali trabalhavam e o rosto sereno de uma doutora de ascendência japonesa que cuidava do tratamento de mina mãe.

A Medicina da época possuía limites que hoje parecem distantes. Os recursos disponíveis não foram suficientes para restituir-lhe a vida. Era um Brasil anterior ao Sistema Único de Saúde, quando adoecer, sobretudo para as famílias pobres, significava enfrentar não apenas a enfermidade, mas também as barreiras de um acesso extremamente desigual.

Voltei inúmeras vezes ao Cirurgia ao longo da vida. Algumas para visitar amigos, outras para acompanhar parentes e tantas simplesmente porque o destino insiste em conduzir todos nós, em algum momento, aos corredores de um hospital. Recordo a antiga emergência, o movimento incessante das calçadas, os vendedores ambulantes, o cheiro das frutas misturado ao trânsito intenso da rua, as pequenas lanchonetes improvisadas, o vai e vem de gente carregando preocupações maiores que as próprias forças. Durante décadas, aquele ambiente fez parte da paisagem afetiva de gerações inteiras de sergipanos.

No início de julho de 2026, precisei retornar ao Cirurgia para acompanhar a operação de um familiar. Confesso que entrei procurando as marcas do passado. Queria rever as referências que a memória guardara durante tantos anos. Encontrei outra coisa: um hospital inteiramente renovado.

As paredes restauradas, a pintura impecável, a sinalização organizada, os ambientes convidativos e, sobretudo, um atendimento profundamente humanizado produziram em mim uma sensação difícil de explicar. O antigo cenário de desordem havia desaparecido. Os ambulantes já não ocupavam as calçadas, o entorno apresentava limpeza e esmero, os estabelecimentos de alimentação funcionavam de maneira adequada e a impressão era a de estar diante de uma moderna instituição hospitalar.

A memória insistiu em procurar a antiga capela. Não a achei. Em seu lugar, chamou-me a atenção o busto de Augusto Leite, discretamente posicionado como quem continua recebendo, em silêncio, cada pessoa que atravessa aquela porta. Foi impossível não imaginar quantas vidas aquele homem ajudou a transformar. Mas o que mais me tocou não foi a estrutura física e sim o cuidado.

Ainda no setor pré-operatório, uma enfermeira alta, de voz tranquila e olhar sereno, explicou os procedimentos com uma calma que parecia diminuir naturalmente a ansiedade de todos nós. Pediu que o paciente trocasse de roupa, orientou cada etapa e indicou onde deveríamos ficar, a sala de espera, com uma delicadeza rara nos dias atuais. Às vezes, a Medicina começa antes mesmo do primeiro remédio: na palavra certa, no gesto sem pressa, no acolhimento de quem compreende que o sofrimento nunca é apenas físico.

A sala de espera do Centro Cirúrgico também surpreende. Confortável, conta com televisão e um monitor que informa, passo a passo, o andamento de cada paciente, poupando as famílias da agonia de outros tempos, quando as notícias tardavam e a incerteza tomava conta de tudo. Água gelada e gratuita está à disposição de todos, sem qualquer restrição. A recepção, igualmente agradável, completa essa atmosfera de zelo.

Na recepção, uma imagem de Nossa Senhora vela pelo movimento de quem chega e de quem parte. Ela diz muito da religiosidade dos sergipanos e evoca a presença das Irmãs Camilianas, tão devotas ao ofício de cuidar. Não as encontrei desta vez, mas algo de sua ternura parece impregnar ainda aqueles espaços.

Enquanto aguardava o término da cirurgia, pensava em quantas histórias semelhantes à minha passaram por aqueles corredores ao longo desses cem anos. Mães, pais, filhos, avós, crianças e idosos confiaram ali, geração após geração, suas últimas esperanças.

Um hospital nunca é apenas um lugar de curar doenças. Ele se torna um arquivo silencioso das emoções humanas e, ali lembrava-me do médico Dr. Reges Meira responsável pela radioterapia no setor de Oncologia, Dr. José Teles de Mendonça, ao realizar em 1986, o primeiro transplante bem sucedido de coração, nesta unidade de saúde, e que está apto e com vontade de voltar novamente para ali, tamanha é a sua crença na grande mulher que é Márcia Guimarães, que opera milagre na gestão desta grande Casa de  Saúde.

Talvez por isso o Hospital de Cirurgia desperte tamanho sentimento de pertencimento entre os sergipanos e foi durante aquela vigília que outra lembrança distante veio à tona. No início de 1978, quando faleceu Dr. Augusto Leite, uma emissora de rádio de Aracaju dedicou toda a programação musical daquele dia à sua despedida.

Eu era ali muito jovem, mas aquela homenagem ficou gravada na memória como demonstração do respeito que Sergipe nutria por um médico cuja vida se confundiu com o compromisso de cuidar das pessoas. Sua antiga residência, na Barão de Maruim, hoje ocupada por uma agência da Caixa Econômica Federal, permanece como discreta testemunha da passagem de um homem cujo maior patrimônio acabou construído não em pedra ou concreto, mas na confiança de sucessivas gerações.

Nem todos sabem o quanto o Hospital de Cirurgia esteve perto de perder a capacidade de continuar escrevendo essa história. A intervenção judicial de 2018 representou um ponto de inflexão decisivo. A reorganização administrativa, liderada pela enfermeira Márcia Guimarães, permitiu recuperar a estabilidade institucional, modernizar processos, ampliar a qualidade assistencial e devolver aos sergipanos um patrimônio que pertence muito mais à memória coletiva do que às paredes centenárias.

Comemorar cem anos de uma instituição hospitalar filantrópica é celebrar muito mais do que a longevidade de um edifício. É reconhecer uma tradição construída por milhares de profissionais anônimos: médicos, enfermeiros, técnicos, recepcionistas, maqueiros, fisioterapeutas, nutricionistas, trabalhadores da limpeza e tantos outros que fizeram do cuidado uma vocação cotidiana. São eles que mantêm viva a obra iniciada por Augusto Leite há um século.

Ao deixar o hospital naquela noite, compreendi que não retornara ao mesmo lugar onde estivera quarenta anos antes. O prédio era praticamente outro, em que os corredores agora parecem diferentes e, os serviços renovados. Mas algo permanecia intacto: a velha missão de acolher quem chega trazendo consigo o peso da esperança.

É provavelmente isso que explica por que essa instituição atravessou cem anos sem deixar de ocupar um espaço tão profundo na memória afetiva dos sergipanos. Alguns edifícios envelhecem, outros entram para a história, e o do Cirurgia conseguiu fazer as duas coisas.

*  É doutor em Ciências Sociais, professor universitário e editor de livros.

Texto e imagens reproduzidos do site: jlpolitica com br

sábado, 1 de agosto de 2026

'Santo Encontro': padre convoca jovens para evento com pulseirinha p/solteiros

REGISTRO DE PUBLICAÇÃO, de 29/07/2026

Publicação compartilhada do site G1 GLOBO SE., de 29 de julho de 2026 

'Santo Encontro': padre convoca jovens para evento com pulseirinha para solteiros em Sergipe

Ao g1, o padre Marcelo Conceição disse que publicou o vídeo convidando para a Missa da Juventude, que acontece mensalmente em Aracaju.

Por g1 SE

O vídeo de divulgação de uma missa para a juventude, seguida por um evento com pulseiras de identificação para quem é solteiro, publicado pelo padre Marcelo Conceição, da Paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, em Aracaju, repercutiu nas redes sociais nesta quarta-feira (29).

“Após a missa, nós teremos um Santo Encontro, onde os solteiros poderão vir e irão receber uma pulseira da cor azul. E quem estiver usando a mesma pulseira vai poder, então, paquerar, conversar um pouquinho, quem sabe?”, disse o padre no vídeo.

O padre Marcelo Conceição disse ao g1 que o vídeo foi um convite para a Missa da Juventude, que acontece mensalmente na paróquia.

A Arquidiocese de Aracaju informou que a missa será realizada nesta sexta-feira (31), às 22h, na Paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, localizada no Conjunto Orlando Dantas, na capital. O público também participará de um show de evangelização com o Grupo Sentinelas da Manhã, no anexo da paróquia. O lançamento do aplicativo ‘Santo Encontro’ que havia sido anunciado como parte do evento não será realizado.

Texto reproduzido do site: g1 globo com/se

sexta-feira, 31 de julho de 2026

Entrevista sobre o Livro, organizado pela professora Marlene Alves Calumby


REGISTRO DE ENTREVISTA, publicada em 11/07/2026.

Entrevista compartilhada do site do jornal CORREIO DE SERGIPE, de 11 de julho de 2026

Entrevista Especial: Livro reúne coletânea de artigos que contam a história de João Alves Filho

Será lançada na próxima terça-feira, 14/07, mais uma obra sobre o ex-governador João Alves Filho. “Ele, descrito por Eles”, foi escrito a várias mãos, sob a coordenação da professora Marlene Alves Calumby, irmã de João Alves. São diferentes olhares sobre a trajetória de uma das mais marcantes personalidades de Sergipe. São 25 capítulos escritos por pessoas que em algum momento compartilharam experiências com João Alves. Engenheiro civil por formação, João Alves ficou nacionalmente conhecido como “João do Chapéu de Couro” e como um grande realizador de obras estruturantes, a exemplo da urbanização da Orla de Atalaia, e a ponte Construtor João Alves, que liga Aracaju e Barra dos Coqueiros, entre outros. João Alves Filho faleceu em 24 de novembro de 2020, aos 79 anos, em Brasília, após uma longa luta contra a doença de Alzheimer. Ele foi uma das figuras políticas mais importantes de Sergipe, tendo governado o estado três vezes e sido prefeito de Aracaju em dois mandatos. Foi também ministro do Interior do Brasil. Entrevistamos Marlene Calumby sobre o processo de elaboração do livro que promete se tornar uma importante fonte de informação sobre João Alves e a história de Sergipe. Confira a seguir:

CS/AJN1 – Como surgiu a ideia de elaborar uma obra que mostrasse o legado do ex-governador, pelas palavras de pessoas que conviveram com o ex-governador e, por isso, foram testemunhas de sua história?

 Marlene Calumby – Sim, a obra aborda as diversas temáticas. Eu coordenei. Nasceu de uma ideia numa roda de conversa entre amigos como Igor Albuquerque, José Anderson Nascimento, Luzia Nascimento, Jorge Carvalho. Agregaram-se ao grupo Padre José Lima Santana e Sérgio Fontes. Pensamos em um livro menos biográfico e mais sobre seu legado.

CS/ALN1 – Além de assinar um capítulo, você coordenou a publicação. Como você define esta obra?

Marlene Calumby – O livro é uma Coletânea de artigos reunindo um grupo de autores convidados, articulistas que conviveram de perto com o saudoso João Alves Filho, todos entusiastas da sua profunda visão estratégica, homem visionário. 

CS/AJN1 – O título do livro é “ELE descrito por Eles”. Ele, sabemos que é o ex-governador João Alves Filho. Quem são Eles?

Marlene Calumby – O livro contou com a participação de notáveis da vida pública, cultural e intelectual sergipana, destacamos: Artêmio Barreto, Aglaé D’Avila Fontes, Aurélio Belém do Espírito Santo, Carlos Batalha, Carlos Hermínio de Aguiar Oliveira, Carlos Pinna Júnior, Dilson M. Barreto, Eduardo Lima de Matos, Etélio de Carvalho Prado, Flamarion D’Avila Fontes, Georlize Oliveira Costa Teles, Gilmar de Melo Mendes, Igor Leonardo Moraes Albuquerque, José Anderson Nascimento, José Carlos Machado, José Lima Santana, Marlene Alves Calumby, Mendonça Prado, Osório de Araújo Ramos Filho, Saumíneo da Silva Nascimento, Sérgio Silva Fontes, Padre Valtewan C. Cruz e Venâncio Fonseca Filho.

CS/AJN1 – Resumidamente, como você apresentaria a sinopse desta obra, para quem ainda não conhece a história do ex-governador João Alves Filho?

 Marlene Calumby – “Ele descrito por Eles”, é composto de artigos e depoimentos, além de conter discursos  e manifestações públicas relevantes do próprio João Alves Filho. Trata-se de uma publicação voltada à celebração de uma vida pública tão profícua e tão relevante para Sergipe e para o Brasil. Seja como ministro, Governador de Sergipe, prefeito de Aracaju, João Alves Filho pautou sua atuação pública em critérios técnicos que culminaram em políticas públicas inovadoras, e assim transformou vidas.

 CS/AJN1 – João Alves Filho tem uma biografia extensa. Foi prefeito de Aracaju em mais de um mandato, da mesma forma governador de Sergipe, ministro, escritor, um grande intelectual, defensor do Rio São Francisco, entre outros. Qual foi o maior desafio para organizar o conteúdo?

Marlene Calumby – Trata-se de um livro sobre feitos governamentais e políticas públicas, avaliação de resultados e história política. Ele é um documento que mostra o perfil de João Alves Filho nas gestões à frente governo do estado por três vezes, nos dois mandatos como Prefeito e ainda na sua atuação à frente do Ministério do Interior.  

CS/AJN1 – Em resumo , o que se pode tirar de aprendizado a partir da leitura desta obra?

Marlene Calumby – Para os estudiosos e pesquisadores, serve de fonte para compreender como ele executou projetos, mediu os impactos das suas ações e atendeu às demandas sociais.

CS/AJN1 – Qual a importância de João Alves Filho para Sergipe?

Marlene Calumby  – João Alves Filho foi o maior gestor público de Sergipe, homem estudioso, visionário, estrategista e que sempre esteve além do seu tempo.

CS/AJN1 – Em sua visão, qual o grande legado de João Alves Filho?

Marlene Calumby: O de um gestor público que pensava no crescimento do Estado e consequentemente no povo sergipano, paixão extensiva ao Nordeste.

CS/AJN1 – Para Marlene Alves Calumby, quem foi João Alves Filho?

Marlene Calumby – Preciso registrar que guardei na mente a concretização dessa obra, objetivando espelhar o orgulho por esse irmão querido, líder nato que conquistou pela dedicação e perseverança na sua história acadêmica, o patamar dos notáveis. João Alves Filho, quanto mais se conhece, mais se aprecia. 

Texto reproduzido do site: ajn1 com br/entrevista-especial

quinta-feira, 30 de julho de 2026

São Cristóvão celebra 16 anos, do reconhecimento da Praça São Francisco


Publicação compartilhada do site JLPOLÍTICA, de 29 de Julho de 2026

São Cristóvão celebra 16 anos do reconhecimento da Praça São Francisco como Patrimônio Cultural da Humanidade com programação especial

Por Prefeitura de São Cristovão 

No próximo sábado, 1º, São Cristóvão celebra uma das conquistas que mais orgulham a Cidade Mãe de Sergipe: os 16 anos do reconhecimento da Praça São Francisco como Patrimônio Cultural da Humanidade pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura - Unesco. Para marcar a data, a Prefeitura de São Cristóvão preparou uma programação especial, que segue até a quarta-feira, 5, reunindo música, cultura, educação e ações voltadas à preservação do patrimônio histórico.

A programação começa no sábado, 1º, às 19h, com o projeto “Seresta nas Ruas”, que realiza um cortejo pelas ruas do Centro Histórico acompanhado pela Banda RSOM. A atividade transforma as ruas da cidade em palco para uma celebração que une música, cultura e patrimônio. Às 20h, será realizada a solenidade de abertura e, na sequência, às 20h30, a programação continua na Rua Gastronômica, com apresentação do grupo de chorinho Os Tabaréus.

Na segunda-feira, 3, o Dia das Universidades amplia o olhar sobre os desafios de preservar um patrimônio que pertence não apenas a São Cristóvão, mas à humanidade. Das 10h às 12h, o Auditório do Museu de Arte Sacra recebe o seminário “Praça São Francisco como Patrimônio Mundial: Desafios de Preservação, Gestão Participativa e Desenvolvimento Sustentável”, com participação de Rogério Proença Leite, da Universidade Federal de Sergipe - UFS -, e de Jônatas Souza Medeiros da Silva, arquiteto técnico do Iphan/SE.

Ainda na segunda-feira, das 13h30 às 15h, será realizada uma visita técnica à antiga sede da Prefeitura, conduzida pelo arquiteto Ézio Déda. As duas atividades têm inscrição prévia, por meio deste link.

Na terça-feira, 4, é a vez dos estudantes conhecerem mais de perto a arquitetura e as técnicas tradicionais que ajudam a contar a história de São Cristóvão. O Dia das Escolas será marcado pela Oficina de Maquetes, conduzida pelo arquiteto Leonardo Ribeiro Maia, especialista em técnicas tradicionais. A atividade acontece na Casa do Iphan, em duas turmas, das 9h às 11h e das 14h às 16h, e é destinada a estudantes do 5º e 6º anos das escolas municipais.

Encerrando a programação, na quarta-feira, 5, a Biblioteca Pública Lourival Baptista recebe a oficina “Introdução à conservação de documentos e fotografias”. Das 10h às 12h, Rafaela Pereira, bibliotecária e documentalista da Universidade Federal de Sergipe - UFS -, apresenta técnicas e cuidados básicos para preservar documentos e fotografias, reforçando a importância de proteger registros que ajudam a contar histórias e manter viva a memória individual e coletiva.

São Cristóvão celebra 16 anos do reconhecimento da Praça São Francisco como Patrimônio Cultural da Humanidade com programação especial

16 ANOS DE RECONHECIMENTO - Concedido em 2010, o título de Patrimônio Cultural da Humanidade reconhece a importância histórica e cultural do conjunto arquitetônico e urbanístico da Praça São Francisco, um dos principais símbolos da identidade de São Cristóvão e um espaço que traduz, em sua arquitetura e paisagem, diferentes capítulos da formação histórica do Brasil.

A cidade já possuía reconhecimento como patrimônio histórico nacional desde a década de 1970, quando seu conjunto arquitetônico e urbanístico foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - Iphan. Anos depois, estudos identificaram na Praça São Francisco características de excepcionalidade que atendiam aos critérios para o reconhecimento internacional.

Entre os elementos que tornam o espaço singular está sua configuração, que reúne características do modelo de Plaza Mayor presente em cidades coloniais da América Hispânica e do padrão urbano português de cidade colonial em uma paisagem tropical. Essa combinação revela a influência das tradições urbanísticas e arquitetônicas de Portugal e Espanha durante o período da União Ibérica, entre 1580 e 1640.

O conjunto histórico inclui ainda a Igreja e o Convento de São Francisco, monumentos que integram a paisagem da praça e ajudam a preservar a memória da formação urbana e cultural do período colonial.

Ao celebrar os 16 anos da chancela, São Cristóvão reafirma a importância de cuidar desse patrimônio e, ao mesmo tempo, de garantir que ele continue sendo vivido por quem mora na cidade e por quem chega para conhecê-la. É uma história que permanece presente nas ruas, na arquitetura, na cultura e nas pessoas que fazem da Cidade Mãe de Sergipe um lugar único.

Texto e imagens reproduzidos do site: jlpolitica com br

terça-feira, 28 de julho de 2026

Memorial da Cidade de Tobias Barreto-SE.




Memorial do município de Tobias Barreto-SE., 
após mais de meia década de reformas. 
A nova casa da história tobiense, capricha no que se propõe.
Um novo espaço voltado à preservação da história do município...
Destaque para o Secretário de Cultura de Tobias Barreto - Josenilson Bispo.
Imagens e informações extraídas de artigo, publicado no Espaço JLCultura,
compartilhadas do site: jlpolitica com br

quinta-feira, 16 de julho de 2026

Obras na Praça General Valadão, em Aracaju-SE.





Fotos: Ascom/Emurb

Publicação compartilhada do site da PMA, em 15 de julho de 2026

Obras na Praça General Valadão renovam expectativas de quem trabalha no Centro de Aracaju

"Esse projeto vai trazer novas esperanças de transformação do espaço, com mais estrutura de trabalho para fazermos o nosso melhor a cada dia." A expectativa da vendedora ambulante Ingrid de Jesus traduz o sentimento de quem trabalha diariamente no Centro de Aracaju, especialmente na região da Praça General Valadão, que passará por um amplo processo de requalificação.

Nesta terça-feira, 14, a Prefeitura de Aracaju, por meio da Empresa Municipal de Obras e Urbanização (Emurb), assinou a ordem de serviço para o início das obras de revitalização da praça e implantação da Ilha dos Ambulantes.

Com investimento superior a R$ 1,7 milhão, as intervenções fazem parte do Projeto Centro Vivo, iniciativa voltada à reestruturação urbana, à valorização do Centro da capital e ao reordenamento do comércio informal. Além de modernizar um dos espaços mais tradicionais da cidade, o projeto busca oferecer melhores condições de trabalho aos ambulantes, ampliar a mobilidade de pedestres e fortalecer o comércio e o turismo na região.

Para quem acompanha de perto a rotina do Centro, a obra representa um avanço importante para comerciantes, trabalhadores e consumidores. A atendente de lanchonete Jane Lima acredita que a reorganização dos espaços trará benefícios para todos.

"O ambiente será melhor aproveitado e a circulação das pessoas vai melhorar bastante. Ter um espaço organizado para os ambulantes é excelente, porque eles permanecem no local onde já conquistaram sua clientela, mas de forma mais estruturada. É uma mudança que beneficia toda a região", afirma.

A avaliação é compartilhada pelo comerciante Gilton Barbosa, que enxerga na iniciativa uma oportunidade de fortalecer a atividade econômica no coração da cidade.

"Sem dúvida, será uma obra muito importante para comerciantes, ambulantes e todos que trabalham no Centro. Além de melhorar as condições de trabalho, ela vai valorizar o comércio e dar uma nova visibilidade para a região", destaca.

Para quem atua diariamente em um dos pontos de maior circulação de pessoas da capital, a requalificação também representa a perspectiva de um ambiente mais acessível, organizado e atrativo, contribuindo para fortalecer a vocação comercial e histórica do Centro de Aracaju.

A vendedora ambulante Maria Vilma dos Santos acredita que as melhorias terão reflexos positivos para toda a cidade.

"Vai melhorar o Centro, fortalecer o comércio e deixar tudo mais bonito. É uma proposta muito importante para atrair ainda mais pessoas, inclusive turistas, valorizando uma região que faz parte da história de Aracaju", ressalta.

Intervenções

Na Praça General Valadão, que possui área de 2.148 metros quadrados, serão executados serviços de pavimentação, implantação de piso em concreto estampado, instalação de um tabuleiro de xadrez, construção de muretas com bancos, criação de canteiros com grama e paisagismo.

Já a Ilha dos Ambulantes passará por uma ampla reforma, que inclui recuperação dos boxes, execução de fundações, serviços de alvenaria, revestimentos, pavimentação, pintura, modernização das instalações elétricas e recuperação da cobertura, proporcionando um espaço mais seguro, organizado e adequado para o exercício das atividades comerciais.

Texto e imagens reproduzidos do site: www aracaju se gov br

quarta-feira, 15 de julho de 2026

Lançamento do Livro: "Ele, descrito por eles"

Capa do livro “Ele, Descrito por Eles”: nada de bom 
que se diga deste João é excessivo  

Publicação compartilhada do site JLPOLÍTICA, de 14 de Julho de 2026

Ele, Descrito por Eles”: a memória como a derradeira obra de um construtor

Artigo de Aurélio Belém do Espírito Santo *

Há, no ocaso de João Alves Filho, um paradoxo que nenhuma de suas obras anunciava. O homem passou a vida a fixar coisas contra o tempo - pontes sobre o Rio Sergipe, adutoras contra a seca, avenidas por onde ainda respira o trânsito da capital.

Enfrentou a estiagem do sertão como quem sabia que, ali, a água vale por um direito. E, no epílogo, foi vencido pela única aridez que a engenharia não represa: o Alzheimer, que secou-lhe, aos poucos, a lembrança de tudo quanto erguera e si mesmo. O construtor das águas viu o próprio rio da memória correr para o esquecimento. Secar.

É contra esse segundo apagamento - o que os antigos temiam mais do que a morte - que se ergue, agora, um livro. “Ele, Descrito por Eles” nasceu, conta a organizadora, professora e irmã de João, Marlene Alves Calumby, de uma simples roda de conversa entre amigos.

O título já é um método: como o homenageado não podia mais dizer de si, coube aos outros dizê-lo. São vinte e cinco capítulos escritos a muitas mãos por quem com ele conviveu de perto. E, num gesto de reparação, a coletânea guarda ainda discursos e manifestações do próprio João, de modo que o livro não apenas o recorda: devolve-lhe a voz que a doença calara.

Entre as vozes convocadas a essa restituição está a minha e a assino com um orgulho que não me acanho de confessar. Diz a sabedoria antiga que um homem só se realiza por inteiro quando tem um filho, planta uma árvore e escreve um livro. Se há verdade nesse provérbio, dou-me por realizado - e mais ainda por ter ao meu lado uma vocação profissional que me realiza e, em Carol – minha esposa –, um amor que se fez sacramento e também sobrenome. 

Este é o meu primeiro livro publicado - outros já amanhecem em rascunho para enfim ganhar as páginas num futuro próximo. Devo à minha saudosa mãe o gosto que me acompanha desde menino: o da leitura e, dentro dele, o fascínio pela história e pelas biografias. Esta, a rigor, não é uma biografia, mas assume o ofício aqui e acolá, cada vez que Ele é, enfim, contado por eles.

Tenho, é verdade, razões antigas de proximidade com o João em questão. Meu pai esteve ligado a João Alves - secretário de Estado em mais de um dos seus governos e seu companheiro de estrada por décadas. Eram compadres, e João e dona Maria do Carmo levaram à pia batismal minha irmã caçula, Tarlis.

Mas registro aqui que não chego às páginas por herança: chego pela pena. Um ano após a morte de João, publiquei sobre ele um artigo num jornal impresso de ampla circulação, e foi esse texto que me valeu o convite - que recebo como honra - de minha antiga professora de Direito, Marlene, para que eu me juntasse aos 24 que descrevem com maestria esse enorme personagem da vida sergipana e nordestina.

Do conjunto desses depoimentos emerge, para o leitor em geral, uma advertência amiga: não se exige comungar da ideologia política de um governante para reconhecer-lhe o legado. Independentemente de preferências ou vinculações político-partidárias, João era um estadista multifacetado, e um retrato a muitas vozes é o único que faz jus a essa pluralidade - todo homem público é, afinal, vários homens ao mesmo tempo.

Mas havia, para além da variedade, um só João – um João singular: o que se afligia com as mazelas do seu povo, sobretudo o nordestino, o do interior esquecido. Não por acaso foi convidado, no Governo José Sarney, a ocupar o Ministério do Interior, como se o mapa dos seus desvelos houvesse, enfim, encontrado o seu ministério.

Não confundo, porém, homenagear com endeusar, nem reverência com unanimidade. A homenagem que preserva um homem é a que o conserva em tamanho humano; porque a estátua, ao contrário da pessoa, não tem calor nem hesitação: deixa de ser gente para virar moldura de praça.

Há, ainda, um dever de gratidão geográfica. Sergipe é pródigo em erguer estátuas e avaro em guardar memória; pouquíssimos nomes atravessam, entre nós, a fronteira do partidarismo, e João Alves é um deles. Tenha-se votado nele ou contra ele, todo aracajuano habita a cidade que ele redesenhou, cruza a ponte que ele lançou, bebe da água que ele levou ao interior. Ignorá-lo seria ingratidão com a própria paisagem.

O lançamento desse livro em coautoria se deu nesta terça, 14, na sede da Assembleia Legislativa, que, em 1987, fora denominada Palácio Governador João Alves Filho. Curiosamente, a Casa do Povo que João Alves nunca quis habitar como parlamentar. Três vezes governador, duas vezes prefeito, ministro do Interior, jamais disputou uma cadeira no Legislativo: foi, por vocação, homem do Executivo e da decisão, não do plenário. Que a sua memória seja restituída no templo do poder que ele preferiu não ocupar tem o sabor de uma ironia gentil, desta vez.

No fim, é esta a delicadeza secreta do livro: o homem que perdeu a memória torna-se, nestas páginas, inesquecível – se é não devamos dizer que ele sempre fora, independente do que se diga neste livro coletivo de agora. A doença roubou-lhe o passado.

Somos nós, agora, que lho devolvemos, pela boca de quem o viu. E fica a lição que nem sempre um homem de obras percebe a tempo: a construção mais resistente à erosão não se ergue com concreto, mas com tinta e testemunho. A memória é a única ponte que sobrevive ao construtor. Viva pois e então João Alves Filho!

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Articulista - Aurélio Belém do Espírito Santo, É advogado e ex-diretor da OAB-SE e escreve às terças. A opinião do articulista não reflete necessariamente o posicionamento do Portal JLPolítica & Negócio.

Texto e imagem reproduzidos do site: jlpolítica com br

domingo, 5 de julho de 2026

Governo anuncia concursos para a Rede Aperipê

Publicação compartilhada do site JLPolítica/Coluna Aparte, de 3 de julho de 2026

Com foco na reestruturação da comunicação pública do Estado, Fábio Mitidieri anuncia concursos para a Rede Aperipê

Número de vagas do concurso não foi anunciado, mas notícia foi bem recebida pela classe comunicacional

Ao lado do jornalista e diretor Carlos Batalha e da secretária de Estado da administração, Lucivanda Nunes, o governador Fábio Mitidieri anunciou o concurso público para a Fundação Aperipê – nome que já passa à aposentadoria, já que a nova nomenclatura dada pelo Governo de Sergipe é Fundação Sergipana de Comunicação - Funsecom.

O governador fez um repeteco dos investimentos no sistema de comunicação e reforçou o compromisso com a melhora na comunicação institucional e cultural sergipana. “Nós assumimos um compromisso de revitalizar a Fundação Aperipê, hoje Funsecom”, disse.

“Primeiro, adquirimos uma unidade móvel, mais de R$ 1 milhão de investimento. Autorizamos a compra de novos equipamentos para a Funsecom, mais de R$ 2 milhões de investimentos. Agora autorizamos também a obra que já está em licitação, vai ser uma revitalização da nossa Aperipê. Mais R$ 7 milhões de investimentos”, disse Fábio Mitidieri.

A Fundação Aperipê, com mais de 80 anos, possui rádio e emissora de TV em funcionamento no Estado e é considerada uma TV mais aberta à participação popular e cultural em sua programação.

Agora, Fábio anuncia que essa importante instituição sergipana será comtemplada com uma reestruturação profissional, imprescindível para o funcionamento de uma rede de comunicação.

“Faremos o concurso público da Funsecom. E é uma notícia maravilhosa, porque vamos reoxigenar o quadro dessa fundação, que é tão importante para nós e para a nossa sergipanidade, que fala um pouco da nossa linguagem, se comunica com os sergipanos, leva informação, cultura para o povo sergipano”, afirmou o governador.

Quem não escondeu a alegria foi o jornalista Carlos Batalha, diretor da instituição, que faz parte do quadro de apresentadores da emissora e tem longa carreira no rádio e na televisão sergipana. “O governo do Fábio foi o que mais investiu até hoje na renovação de toda a estrutura arquitetônica, de engenharia, agora temos novos equipamentos chegando e a nova FM que entrou no ar o ano passado. Então a gente só tem que agradecer. Não só a gente que faz a Funsecom, a Aperipê, como eu tenho absoluta certeza, toda a classe de jornalistas e radialistas”, disse ele.

Segundo Fábio e a secretária de administração Lucivanda Nunes, esse será o 29º concurso do Estado nessa gestão, um fato que a secretária não deixou de destacar. “São quase 30 concursos e não podia faltar essa área tão importante para os jornalistas, radialistas e todos que dão suporte à área de comunicação. Então, está de parabéns o governo Sergipe e a Secretaria de Comunicação”, disse ela.

Fábio enalteceu a história e a contribuição da Aperipê para a comunicação sergipana e garantiu que o Governo de Sergipe não medirá esforços para a sua reestruturação.

“Grandes comunicadores e jornalistas da nossa história passaram pela Aperipê. E eu não tenho dúvidas que com esse novo concurso nós vamos fazer com que isso se reconstrua, que se renove, e que mais grandes comunicadores tenham a oportunidade de passar pela nossa Funsecom”, afirmou o governador.

Texto e imagem reproduzidos do site: jlpolitica com br

sábado, 4 de julho de 2026

VLT da Grande Aracaju

Ilustração do VLT apresentado pelo Governo de Sergipe
 na solenidade com o ministro dos Transportes 
Foto: Secom Governo de Sergipe

Publicação compartilhada do site do GOVERNO DE SERGIPE, de 4 de julho de 2026 

VLT da Grande Aracaju pode receber até R$ 600 milhões em investimentos

Em agenda com o ministro dos Transportes, Estado também celebra a liberação de novo trecho duplicado da BR-101 e o lançamento da licitação para melhorias na travessia urbana de Estância

O Governo de Sergipe realizou na sexta-feira, 3, no Palácio dos Despachos, a assinatura do Acordo de Cooperação Técnica (ACT) entre os governos Federal e Estadual para viabilizar o projeto do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) da Região Metropolitana de Aracaju.

Ao comentar a assinatura do Acordo de Cooperação Técnica (ACT) para implantação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) na Grande Aracaju, o governador Fábio Mitidieri, falou sobre a importância da parceria entre os governos estadual e federal para viabilizar o projeto.

“O VLT, que por muitos anos foi motivo de sonhos e expectativas, agora começa a se tornar realidade. Com essa parceria entre o Governo de Sergipe e o Governo Federal, damos um passo concreto para viabilizar esse modal de transporte, que pode receber até R$ 600 milhões em investimentos federais e beneficiar diretamente São Cristóvão, Aracaju, Nossa Senhora do Socorro e Laranjeiras. Esse é um sonho antigo que começa a ganhar forma e será apresentado à sociedade em cada etapa, sempre com transparência”.

O acordo firmado entre a União e o Governo de Sergipe estabelece a atuação conjunta dos órgãos envolvidos para criar as condições técnicas, jurídicas e administrativas necessárias à implantação de um sistema de transporte ferroviário de passageiros utilizando a malha ferroviária já existente.

O projeto contempla os municípios de Aracaju, São Cristóvão, Laranjeiras e Nossa Senhora do Socorro. Nesta etapa, o ACT não autoriza o início das obras nem da operação do sistema. O documento formaliza a cooperação institucional para viabilizar o projeto, prevendo ações como a retirada do trecho ferroviário da atual concessão de cargas, levantamento patrimonial da área, adequações contratuais e apresentação da documentação técnica necessária.

Ao destacar os investimentos federais em infraestrutura para Sergipe, o ministro dos Transportes, George Santoro, afirmou que a implantação do VLT da Grande Aracaju representa um marco para a mobilidade urbana e ressaltou que o projeto será desenvolvido em parceria entre os governos federal e estadual.

“Em abril deste ano iniciamos as tratativas para a implementação do VLT na Região Metropolitana de Aracaju. Com os estudos realizados pelo BID, analisamos a viabilidade da malha ferroviária que liga Aracaju, Laranjeiras, São Cristóvão e Nossa Senhora do Socorro, apresentamos o projeto ao presidente Lula, obtivemos sua autorização e, hoje, assinamos o acordo de cooperação técnica com o Governo do Estado, marcando o início da reativação da linha férrea para o transporte de passageiros”, disse.

Segundo o ministro, o projeto estratégico tem cerca de 40 quilômetros de trilhos, utilizando trens modernos movidos a biocombustível fabricados no Brasil. “Estimamos um investimento superior a R$ 600 milhões e vamos definir, nos próximos meses, o traçado final em conjunto com o Estado e as prefeituras. Nosso compromisso é entregar obras estruturantes que transformem a mobilidade e a infraestrutura de Sergipe, como também estamos fazendo na BR-101, na BR-235, na ponte de Penedo e em outras intervenções importantes para o estado”, explicou.

Expectativa

Pelo acordo, o Ministério dos Transportes coordenará o processo de implantação do projeto. O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) ficará responsável pelo levantamento patrimonial, recebimento do trecho ferroviário e posterior cessão da área ao Governo de Sergipe. Já a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) promoverá as alterações no contrato da Ferrovia Centro-Atlântica (FCA), enquanto o Estado apresentará os estudos e documentos técnicos, além de atuar na integração do projeto com o planejamento urbano dos municípios envolvidos.

O acordo terá vigência inicial de seis meses, com possibilidade de prorrogação, e não prevê transferência de recursos financeiros entre os participantes. Os investimentos necessários para a implantação do sistema serão definidos em etapas futuras, por meio de instrumentos específicos.

*Com informações do Governo de Sergipe

Texto e ilustração reproduzidos do site: infonet com br