sexta-feira, 29 de maio de 2026

Sergipe vive boom de shoppings: mercado comporta tantos empreendimentos?

Plublicação compartilhada do site FANF1, de 26 de maio de 2026

Sergipe vive boom de shoppings: mercado comporta tantos empreendimentos?

Por Leonardo Dias

Sergipe atravessa uma expansão inédita no setor de shopping centers. Além dos empreendimentos já consolidados na capital, cidades como Barra dos Coqueiros, Itabaiana, Lagarto, Nossa Senhora da Glória, Nossa Senhora do Socorro e Estância passaram a receber investimentos voltados ao varejo organizado. O avanço dos centros comerciais levanta um debate entre empresários e especialistas: o mercado sergipano consegue sustentar tantos empreendimentos ao mesmo tempo?

Atualmente, o estado reúne operações como o Shopping Jardins, RioMar Aracaju e o Aracaju Parque Shopping na capital sergipana, o Shopping Prêmio em Socorro, o Avelan Shopping em Glória, o Shopping Peixoto em Itabaiana e o o Passeio Guanabara, em Estância.

Recentemente, empreendimentos foram lançados como o Shopping Praia Sul, na região do bairro Aruana, o Centro-Sul Shopping em Lagarto. Na região metropolitana, a Barra dos Coqueiros está construindo o Shopping Barra Park.

Especialistas apontam que um shopping center normalmente leva entre cinco e dez anos para atingir maturidade financeira e consolidar um fluxo constante de consumidores.

“São três fases: inicial, consolidação e maturidade, durando em média de cinco a dez anos para atingir a maturidade plena”

Segundo ele, fatores como localização, renda regional, presença de lojas âncoras e potencial econômico da área de influência são decisivos para o sucesso do empreendimento.

Aracaju Parque ainda vive fase de maturação

Um dos principais exemplos desse processo é o Aracaju Parque Shopping, inaugurado em 2019 e impactado diretamente pela pandemia poucos meses depois.

O diretor da JR Malls, Josivaldo Ramos, afirma que o empreendimento ainda atravessa sua fase de consolidação, mesmo apresentando sinais de recuperação operacional.

“O ciclo natural de maturidade de um empreendimento greenfield gira em torno de dez anos, e o Aracaju Parque Shopping está atualmente em seu sexto ano de operação. Mesmo tendo iniciado sua trajetória em um cenário extremamente desafiador, com os impactos da pandemia logo após a inauguração, o empreendimento vem apresentando evolução consistente em indicadores operacionais, fortalecimento do mix e aumento gradual da ocupação”, destacou.

Segundo Josivaldo, a saída de operações consideradas estratégicas afetou diretamente o ritmo de crescimento do shopping. “Naturalmente, a descontinuidade de uma âncora relevante, como a Renner, gera impactos temporários no processo de maturação do empreendimento. Porém, o shopping respondeu de forma positiva, fortalecendo seu mix e mantendo operações importantes”, afirmou.

Ele cita como exemplo o desempenho da Riachuelo, que, segundo a administração, estaria entre as unidades com maior crescimento da rede no país. “O empreendimento conseguiu preservar sua relevância regional e hoje vive um importante processo de reestruturação, fortalecimento operacional e retomada do crescimento”, completou.

Josivaldo Ramos também defende que a localização do empreendimento, na Zona Norte de Aracaju, foi uma aposta acertada.

“O empreendimento está inserido em um eixo de forte desenvolvimento urbano, conectando Aracaju, Nossa Senhora do Socorro e Barra dos Coqueiros, atualmente um dos principais vetores de crescimento da região metropolitana. O crescimento populacional, imobiliário e comercial confirma diariamente a assertividade da escolha”, avaliou.

“O empreendimento está inserido em um eixo de forte desenvolvimento urbano, conectando Aracaju, Nossa Senhora do Socorro e Barra dos Coqueiros, atualmente um dos principais vetores de crescimento da região metropolitana. O crescimento populacional, imobiliário e comercial confirma diariamente a assertividade da escolha”, avaliou.

A estratégia atual do shopping é ampliar serviços e transformar o empreendimento em um centro multiuso. “O mercado de shopping centers vem evoluindo para um modelo cada vez mais multiuso, no qual o empreendimento deixa de ser apenas um centro de compras para se tornar um polo de convivência, conveniência, lazer e serviços”, explicou.

Entre os novos investimentos anunciados estão clínica oftalmológica, centros de estética, serviços de internet, expansão na área de saúde e até um Auto Shopping voltado para veículos seminovos.

Praia Sul aposta em experiência e expansão imobiliária

Outro empreendimento que representa a nova fase do setor é o Shopping Praia Sul, inaugurado em abril deste ano, em Aracaju. Após a consolidação do Shopping Prêmio, em Nossa Senhora do Socorro, o grupo decidiu investir em um novo centro comercial voltado para um modelo mais moderno de consumo, acompanhando o crescimento imobiliário da antiga Zona de Expansão da capital.

O diretor-geral dos dois empreendimentos, Lula Duarte, afirma que o avanço populacional e a carência de serviços na região foram determinantes para a aposta no novo shopping.

O diretor-geral dos dois empreendimentos, Lula Duarte, responsável pelas operações dos Shoppings Prêmio e Praia Sul

“A zona de expansão vem crescendo exponencialmente, com inúmeros lançamentos imobiliários de vários padrões e formatos. A população do entorno continuou crescendo, porém as opções de consumo não apresentaram a mesma dinâmica, deixando cada vez mais evidente a necessidade de um centro de consumo que agregasse e suprisse todas as necessidades”, afirmou.

Segundo Lula Duarte, estudos de mercado realizados antes da implantação identificaram uma demanda reprimida por varejo, serviços e lazer “Em todas as pesquisas que antecederam a compra da área destinada à implantação do Shopping Praia Sul, captamos a carência em todos os segmentos do varejo e de serviços, confirmando nossa percepção”, disse.

O empresário destaca que o Praia Sul foi pensado dentro de um conceito diferente dos modelos tradicionais de shopping center, priorizando experiência, conveniência e permanência do consumidor.

“O mix projetado para o Praia Sul foi pensado com uma visão atualizada das tendências de consumo, sejam elas no varejo físico, online, serviços e gastronomia. A ideia era uma composição que gerasse experiência, conforto e proximidade do público frequentador”, explicou.

O empreendimento reúne operações consideradas inéditas para o mercado sergipano, incluindo home center, arena multieventos e centro empresarial, numa estratégia voltada à diversificação do fluxo.

Para Lula Duarte, o comportamento do consumidor mudou profundamente nos últimos anos e obrigou os shoppings a se reinventarem.

“O consumidor de hoje frequenta menos os shoppings, mas permanece mais tempo. A estratégia é aprimorar a experiência durante essa jornada, proporcionando aconchego e resolvendo necessidades de consumo e serviço”, afirmou.

Apesar da expansão do setor em Sergipe, o empresário avalia que o mercado da capital começa a se aproximar de um limite no modelo tradicional de shopping center. “Na minha visão, no formato de shopping centers, chegamos a um limite, pois temos empreendimentos atendendo a todas as regiões da capital”, declarou.

Ainda assim, ele acredita que há espaço para empreendimentos conectados ao conceito multicanal e à experiência do consumidor. “A força do consumo não está apenas ligada à tradição ou tendências, e sim na convergência de todos esses fatores em um modelo multicanal”, pontuou.

Interiorização do varejo exige planejamento

A expansão de centros comerciais para o interior também chama atenção de especialistas. Para analistas do setor, o movimento pode representar desenvolvimento regional, desde que exista sustentação econômica. “Há espaço para tudo, desde que seja planejado e pensado no consumidor e na base da economia local”, avaliou um especialista ouvido pela reportagem.

Segundo ele, o avanço do comércio eletrônico obrigou os shoppings a mudarem de perfil.

“Antes os shoppings focavam em movimento e quantidade de pessoas. Hoje apostam mais em experiências, entretenimento, gastronomia e serviços. Eles vivem da experiência e do lazer, algo que o e-commerce ainda não é capaz de oferecer”, explicou.

A transformação no comportamento do consumidor também impulsionou a chegada de clínicas, academias, espaços de saúde e serviços de conveniência dentro dos centros comerciais. “Essa foi uma mudança imposta pelo mercado. Os shoppings perceberam isso e passaram a agregar saúde, bem-estar e lazer como estratégia para atrair fluxo”, afirmou.

Mercado competitivo e necessidade de inovação

Mesmo diante do crescimento do setor, empresários e especialistas concordam que os empreendimentos precisarão inovar para sobreviver. “O shopping deixou de ser apenas um centro de compras. Hoje precisa ser um espaço de convivência, serviços, entretenimento e conveniência”, resumiu Josivaldo Ramos.

Já especialistas alertam que localização, mix de lojas e presença de âncoras continuam sendo determinantes para o sucesso financeiro dos empreendimentos. “Talvez um plano de marketing mal elaborado, a falta de lojas âncoras e a disputa com o comércio do centro tenham afastado consumidores e lojistas”, avaliou um analista ao comentar os desafios enfrentados pelo Aracaju Parque Shopping.

Enquanto novos empreendimentos avançam no estado, o mercado acompanha se a expansão será sustentada pelo crescimento do consumo ou se Sergipe entrará em uma disputa cada vez mais intensa por clientes, marcas e investimentos.

Interior entra na rota de novos investimentos e expansão do varejo

No interior do estado, um dos projetos que simbolizam a interiorização do varejo organizado é o Lagarto Centro-Sul Shopping. O empreendimento surge em uma das cidades economicamente mais fortes do interior sergipano, impulsionada pelo comércio regional, setor educacional e crescimento populacional nos últimos anos.

A expectativa do mercado é que o shopping fortaleça a economia local, atraia novas marcas e reduza a necessidade de deslocamento de consumidores para Aracaju em busca de serviços, lazer e grandes redes varejistas.

Especialistas avaliam que o avanço de centros comerciais em municípios do interior demonstra uma mudança no perfil de consumo fora da capital, mas alertam que o sucesso desses empreendimentos dependerá diretamente da capacidade de adaptação à realidade econômica regional e da criação de um mix capaz de unir compras, serviços e entretenimento.

A realização da live “Arraiá do Embaixador”, do cantor Gusttavo Lima, movimentou Lagarto e também impulsionou ações promocionais do Shopping Centro Sul, que aproveitou a grande repercussão do evento para divulgar a retirada dos ingressos no empreendimento. Os vouchers foram disponibilizados mediante a doação de 2 kg de alimentos não perecíveis, destinados ao Hospital de Amor de Lagarto, gerando intensa movimentação de fãs no shopping antes da apresentação realizada no Parque de Vaquejada Parque das Palmeiras, palco da transmissão nacional da live junina do artista.

Para o economista, ações integradas entre grandes eventos e o comércio local fortalecem a economia regional e ampliam o fluxo de consumidores nos centros comerciais.

Quando um empreendimento aproveita um evento de grande alcance popular, como a live de Gusttavo Lima, ele transforma a movimentação cultural em oportunidade econômica. Isso gera impacto positivo para lojistas, aumenta a circulação de pessoas e fortalece a marca do shopping como espaço de convivência e entretenimento”, avaliou.

Enquanto novos empreendimentos avançam entre a capital e o interior, o mercado sergipano acompanha uma transformação no perfil dos shopping centers, que deixaram de ser apenas espaços de compras para se tornarem polos de serviços, lazer e convivência. Em meio à expansão do setor, especialistas avaliam que o futuro desses empreendimentos dependerá menos da quantidade de lojas e mais da capacidade de oferecer experiência, conveniência e adaptação ao novo comportamento do consumidor.

Texto e imagens reproduzidos do site: fanf1 com br

Lançamento do documentário sobre o 'Folha da Praia'

No Instagram, perfil do documentário segue
 fazendo e contando histórias

Alex Nascimento: Folha da Praia “desencaretou” Aracaju

Publicação compartilhada do site JLPOLÍTICA, de 27 de maio de 2026

Tirando a memória sergipana do abismo, Alex Nascimento lança nesta quinta documentário sobre o Folha da Praia

Sergipe tem tradição em morte. Não em mortes humanas e corporais propriamente ditas, mas morte de memórias, de culturas e de trechos históricos que formaram e formam a identidade sergipana. Uma rápida passada no Centro de Aracaju basta para comprovar a maldição do abandono de prédios históricos e de histórias que hoje se escondem nas esquinas aracajuanas atrás de frios outdoors e blocos de cimento.

Felizmente existem pessoas que lutam para recuperar um certo âmago da cultura sergipana. Uma delas é o jornalista Alex Nascimento, que resgata a trajetória da “nau dos insensatos” que foi o velho Folha da Praia, extinto jornal alternativo e que será tema do documentário do estreante sob o título “Folha da Praia - Um Pasquim Sob o Sol de Aracaju”.

O Projeto será lançado nesta quinta-feira, 28, no Memorial de Sergipe Professor Jouberto Uchôa, às 19h, numa sessão para 80 pessoas, mas a expansão posterior já está no radar. “O Folha da Praia marcou a imprensa sergipana pela ousadia, pela rebeldia, pela inovação na linguagem e no tipo de texto com muito humor, com muita ironia”, diz ele.

Em entrevista a Coluna Aparte, o diretor Alex Nascimento revela que a ideia inicial era a de um curta-metragem de 16 minutos, mas a riqueza de arquivos e de depoimentos foi tamanha que a história teve que crescer. E cresceu. “Em função da dinâmica adotada nas gravações, em que nós não estabelecemos limites para os entrevistados, fizemos quase 15 horas de captação de entrevistas, já pensando, de fato, em ter um acervo bacana de depoimento sobre o Folha da Praia. E decidimos entregar um produto que tem 73 minutos”, diz ele. Logo, um longa.

E tudo isso para falar sobre o categórico Folha da Praia, jornal que circulou nas ruas e praias de Aracaju entre os anos das da década de 1980 e de 1990 e teve como fundador o poeta Amaral Cavalcante. O semanário alternativo até hoje é lembrado – ou esquecido – pelo jeito irreverente de se comunicar num período onde a censura ainda estava para cair e “numa Aracaju extremamente conservadora e extremamente careta”, segundo o Alex Nascimento, abusando dos adjetivos.

Além do desafio de qualificar e organizar o acervo, o filme mais que triplicou de tamanho e seguiu com o orçamento inicial de R$ 100 mil, o que rendeu um verdadeiro trabalho à equipe já reduzida da produção. Auxiliados pela Lei Federal Paulo Gustavo e pela Fundação de Cultura e Arte Aperipê – Funcap -, com o edital Tarcísio Duarte, o roteiro saiu do papel e virou uma gama de depoimentos e histórias que enchem os olhos. “Para produzir um longa-metragem, hoje é uma média de R$ 500 mil a R$ 1 milhão numa base mínima. Então, nós fizemos malabarismo com o recurso”, explica o diretor.

A SAÍDA DO PAPEL - Como se sair de 16 para 76 minutos já não fosse trabalho o suficiente, Alex Nascimento revela que a parte mais delicada dessa empreitada foi o processo de pesquisa após a concessão dos arquivos do Folha da Praia pelo herdeiro dos espólios de Amaral Cavalcante.

“Foram duas caixas gigantescas de jornais e esse trabalho de pesquisa durou uns quatro, cinco meses, e mais todo o trabalho de pesquisa que foi necessário ser feito durante o trabalho da edição”, diz o diretor. Na produção, ele ainda buscou a estética do extinto jornal, fato que conta com orgulho.

“O documentário traz a linguagem do Folha da Praia, traz a estética, traz a paleta de cores do Folha da Praia. Ele é composto com muito material de acervo. Então, às vezes, uma frase de um entrevistado ou outra me fazia voltar ao trabalho de pesquisa”, relata.

UMA NAVE DE LOUCOS - “Seria improvável a existência do Folha da Praia sem a mente de Amaral Cavalcante. Amaral era o grande comandante de uma nave cheia de malucos, mas também com a presença de muitos formadores de opinião, de muitos intelectuais, tudo quanto é de artista, de escritor, de intelectual, passou de alguma maneira pelo Folha da Praia”, diz Alex Nascimento.

À Coluna Aparte, o diretor não cansou de elogiar o legado do extinto semanário e as grandes figuras profissionais que dali saíram. “Tinha uma rapaziada muito criativa, muito ousada. Luciano Correia, que é extraordinário, tínhamos a figura brilhante, gigantesca, que fez história no audiovisual e na literatura, na arte sergipana, como a jornalista Ilma Fontes. Você tem, ainda, uma figura histórica, que também foi uma alma, talvez, do Folha da Praia, que foi o jornalista Fernando Sávio, entre tantos outros que formaram aquela casa”, diz ele.

LANÇAMENTO. E DEPOIS? - Resgatar as histórias esquecidas nos tempos atuais requer muito mais que a tela grande – que já é muita coisa. Requer também traquejo para alcançar as telas da internet. Por isso o diretor foi além e lançou o perfil @folhadapraiadoc nas redes socais e já publicou conteúdos descobertos recentemente e que não entraram no longa-metragem. Exclusividade na palma da mão.

“Nós estamos aproveitando para aproximar, através das redes sociais, o Folha da Praia, de alguma maneira, dessa nova geração, dessa linguagem da internet, dessa linguagem das redes sociais. O perfil foi criado há mais ou menos 20 dias e nós temos quase 50 mil visualizações, o que é muito bacana. E a proposta é que mesmo após o lançamento a gente continue. A ideia é essa, se eu vou conseguir são outros 500”, diz Alex Nascimento.

Festivais, prêmios e mostras também estão no radar do documentário. Segundo o diretor, até a cidade natal do fundador será contemplada com esse resgate. “Primeiro ele vai ser exibido no mês que vem através da TV Alese. Há um diálogo também já com a TV Aperipê. A ideia é circular com esse documentário também pelas universidades sergipanas. Eu vou fazer o lançamento também em Simão Dias, onde Amaral Cavalcante nasceu, para que a população conheça a história”, diz ele.

“E claro, a gente vai inscrever em festivais, escrever em amostras, ou seja, circular. Depois ele entra em streamings, mas isso só depois que ele circular um bocado. Já, há inclusive, convite de streaming interessados em documentários e vamos sim divulgar ainda mais a história desse jornal que ajudou a renovar a linguagem da imprensa sergipana e desencaretar, digamos assim, um pouco, a cidade de Aracaju”, finaliza Alex Nascimento.

Texto e imagens reproduzidos do site: jlpolitica com br

quinta-feira, 28 de maio de 2026

Escritora Léa Sobral lança livro...

Publicação compartilhada do site A8SE, de 26 de maio de 2026 

Escritora Léa Sobral lança livro biográfico no Memorial de Sergipe, em Aracaju

O evento acontece a partir das 17h e terá caráter beneficente.

Por Portal A8SE com informações da Assessoria de Imprensa

A escritora Léa Sobral lança no próximo dia 3 de junho, em Memorial de Sergipe, o livro “Léa da Capela – Uma mulher raiz”. O evento acontece a partir das 17h e terá caráter beneficente: toda a renda obtida com a venda dos exemplares será destinada a uma instituição filantrópica.

Publicada pela Editora Infographics, a obra reúne relatos sobre a vida pessoal, a atuação política e a trajetória de Léa Sobral na educação e na assistência social em Sergipe.

Natural do município de Capela, Aurelina de Melo Sobral ficou conhecida como “Tia Léa” e construiu carreira no serviço público, tendo sido vereadora, vice-prefeita, suplente de deputada estadual e a primeira mulher eleita prefeita da cidade.

Além da atuação política, Léa também trabalhou como professora das redes municipal e estadual e ocupou cargos ligados à gestão educacional, entre eles a direção da Diretoria Regional de Educação (DRE-08).

O lançamento deve reunir familiares, amigos, representantes da cultura sergipana e convidados ligados à política e à educação do estado.

Texto e imagem reproduzidos do site: a8se com 

segunda-feira, 25 de maio de 2026

Marisqueiras da Mussuca tiram o sustento no mangue

O trabalho das marisqueiras é essencialmente artesanal

O sustento vem do mangue

Publicação compartilhada do site DESTAQUE NOTÍCIAS, de 24 de maio de 2026

Marisqueiras da Mussuca tiram o sustento no mangue

Povoado da Mussuca está distante sete quilômetros da cidade de Laranjeiras, na zona do Cotinguiba Sergipe. É uma região remanescente de quilombo, cuja a influência da cultura afro-brasileira é grande no modo de ser das mais de duas mil pessoas que residem na comunidade. Não apenas a cultura quilombola influi sobre o espaço, mas também a força. Um dos principais pontos de resistência durante o período escravocrata permanece fortalecido graça a presença de homens e mulheres que não esmorecem frente as dificuldades.

É lá que mora Joelina, Maria, Joelia e Nilma, mulheres marisqueiras. O quarteto representa uma parte das mulheres que tiram o sustento do mangue, com a pesca de camarões, siris e sururu. O trabalho é essencialmente artesanal. Não diremos manual, pois é preciso pernas fortes, além dos braços; cabeça boa, além da força.

“A lida diária dessas mulheres garante a fonte de renda e o fortalecimento de sua identidade. O trabalho , essencialmente artesanal, exige precisão nas mãos. Os pés, calejados pelo tempo, ficam cobertos pelos sapatos de tecido que protegem do mangue. Com dignidade elas garantem o sustento da família”, observou Adriana Saldanha, diretora do Instituto Mpumalanga.

As mulheres tem porte forte. Saem de casa e caminham juntas pela comunidade antes de chegar na região de mangue, quando trocam os chinelos pelos sapatos de tecidos. Usam calças por baixo das bermudas, camisas sem manga que deixam à vista os braços avantajados e panos sobre cabeça.

O mangue

Todo o traje ganha a cor negra com a chegada ao manguezal. A lama não permite grande diferenciação de cores das roupas. Quando atingem as águas, são cobertas até a altura do peito, mas mantêm os braços erguidos para esticar a rede. O resultado do trabalho é colocado em uma grande panela, que volta para a comunidade equilibrada na cabeça. O trajeto é cumprido quatro vezes por semana, de segunda à quinta, sem falha.

No fim do dia, uma alegria contida logo se transforma em dança. Os pés fortes que a sustentam a tradição das marisqueiras também sambam. E na dança se fortalecem para a nova jornada. “Apesar das condições mais adversas de trabalho elas conseguem transformar tudo em festa. Elas fazem tudo cantando”, explicou Clécia Queiroz, cantora e estudiosa de culturas regionais.

Nem todas as mulheres que trabalham com os mariscos o fazem por escolha. Muitas vão ao mangue pela falta de outra oportunidade de trabalho. A ausência de opções dignas no mercado de trabalho as direcionam para os manguezais. O preconceito também é remanescente do período colonial.

Fonte: Instituto Mpumalanga (Fotos: Senado)

Texto e imagens reproduzidos do site: destaquenoticias com br

sexta-feira, 22 de maio de 2026

Filme sobre o Folha da Praia será lançado em Aracaju dia 28

Legenda da foto: Capa do Jornal Folha da Praia, um pasquim sob o sol de Aracaju

Publicação compartilhada do site DESTAQUE NOTÍCIAS,  de 21 de maio de 2026

Filme sobre o Folha da Praia será lançado em Aracaju dia 28

 O longa-metragem documental “Folha da Praia — Um Pasquim Sob o Sol de Aracaju” será lançado, às 19 horas do próximo dia 28, no Memorial de Sergipe Professor Jouberto Uchôa, localizado na Praça de Eventos da Orla de Atalaia. A sessão terá entrada franca e local a exibição tem capacidade limitada para 120 pessoas.

Dirigido por Alex Nascimento e com 73 minutos de duração, o documentário mergulha na trajetória do semanário alternativo Folha da Praia, fundado pelo jornalista Amaral Cavalcante no início da década de 1980 e que se transformou em uma das experiências mais inquietas, irreverentes e simbólicas da comunicação sergipana.

Mais do que revisitar a história de uma publicação, o filme reconstrói parte importante da atmosfera cultural, política e comportamental de Aracaju nos anos 1980, período marcado pela redemocratização do país, pela efervescência artística, pela vida boêmia da cidade e pelo surgimento de novas linguagens no jornalismo, na arte e no comportamento urbano.

Dividido em seis partes, o longa articula depoimentos, fotografias, charges, capas históricas, documentos raros e arquivos que ajudam a compreender não apenas o universo do Folha da Praia, mas também parte da própria história de Aracaju naquele período de profundas transformações culturais e sociais.

O documentário reúne jornalistas, escritores, artistas, fotógrafos e personagens ligados direta ou indiretamente à trajetória do jornal, compondo um amplo painel de memórias sobre uma geração que ajudou a movimentar a cultura, a comunicação e o comportamento em Sergipe.

Inicialmente concebido como curta-metragem contemplado pela Lei Paulo Gustavo — Tarcísio Duarte, o projeto ganhou novas dimensões ao longo do processo de pesquisa, gravação e edição, transformando-se em um longa documental construído a partir de meses de investigação, mergulho em arquivos históricos e cerca de 15 horas de entrevistas.

Além da recuperação de exemplares originais do jornal e materiais raros de acervo, o filme também procura preservar atmosferas, sensibilidades e experiências humanas que atravessaram aquela geração.

Segundo o diretor Alex Nascimento, que também assina o roteiro e a produção executiva do documentário, o filme busca registrar não apenas acontecimentos históricos, mas também o espírito crítico, debochado e libertário que marcou o Folha da Praia.

“O Folha da Praia extrapolava o jornalismo. Era uma experiência cultural, humana e comportamental. O documentário procura preservar essa atmosfera, essa energia e a memória de uma geração que ajudou a reinventar parte da vida cultural aracajuana. O filme também funciona como uma homenagem póstuma ao jornalista Amaral Cavalcante, fundador do jornal e figura fundamental da comunicação sergipana”, afirma

Texto e imagem reproduzidos do site destaquenoticias com br

segunda-feira, 18 de maio de 2026

Corredor Cultural Wellington Santos ‘Irmão’ > Exposição ‘Ruas de Ará’

Fotos: Ascom Funcap


O músico Adelson Gomes ressaltou a
 criatividade do artista e a relevância 
da mostra para a valorização cultural 

O artista e historiador Edwyn Gomes, 
destacou a receptividade do público e a importância
 de utilizar a arte como espaço de reflexão 

A pedagoga Valdileide Silva destacou 
a emoção ao visitar a exposição

A coordenadora do Corredor Cultural, Jane Junqueira, 
destacou a importância da mostra como espaço
 de valorização da identidade sergipana 

Publicação compartilhada do site GOVERNO DE SERGIPE, de 14 de maio de 2026

Corredor Cultural Wellington Santos ‘Irmão’ inaugura exposição ‘Ruas de Ará’

Mostra propõe reflexão sobre identidade, pertencimento e vivências negras no pós-abolição

Nesta quinta-feira, 14, o Corredor Cultural Wellington Santos ‘Irmão’, localizado na sede da Fundação de Cultura e Arte Aperipê de Sergipe (Funcap), abriu as portas para a exposição ‘Ruas de Ará’, do artista visual e historiador Edwyn Gomes. A mostra reúne dez pinturas em tela inspiradas em experiências pessoais e coletivas, retratando cenas do cotidiano urbano de Aracaju e da região metropolitana a partir de uma perspectiva sensível sobre identidade, pertencimento e memória social.

Com forte influência das vivências cotidianas e das experiências coletivas, ‘Ruas de Ará’ apresenta narrativas visuais que dialogam com temas sociais e históricos, estimulando o reconhecimento da cultura sergipana e o fortalecimento do sentimento de pertencimento.

A curadora da exposição e coordenadora do Corredor Cultural Wellington Santos ‘Irmão’, Jane Junqueira, destacou a importância da mostra como espaço de valorização da identidade sergipana por meio da arte. “A arte inspira, provoca reflexão e aproxima as pessoas das suas próprias histórias. Essa é justamente a proposta da exposição ‘Ruas de Ará’, que retrata de forma sensível os personagens marcantes da nossa cultura sergipana”, afirmou.

O artista e historiador Edwyn Gomes destacou a receptividade do público e a importância de utilizar a arte como espaço de reflexão e valorização da memória negra em Sergipe. “A exposição nasce justamente desse desejo de provocar reflexão por meio da pintura, retratando personagens e situações inspiradas no cotidiano de Aracaju e da região metropolitana. É uma forma de valorizar histórias, memórias e a presença das pessoas que constroem diariamente a nossa cidade”, ressaltou.

Público aprova

Durante a abertura, visitantes destacaram a força estética e social das obras, ressaltando a maneira como a exposição aproxima o público de narrativas presentes no cotidiano urbano e nas experiências da população negra sergipana.

A pedagoga Valdileide Silva destacou a emoção ao visitar a exposição e a representatividade presente nas obras. “Achei essa exposição maravilhosa. As obras me tocaram de uma forma muito profunda. É muito bonito ver um jovem artista negro ocupando esse espaço e expondo uma arte tão significativa e representativa para todos nós”, comentou.

Já o músico Adelson Gomes ressaltou a criatividade do artista e a relevância da mostra para a valorização cultural. “A exposição chama atenção pela criatividade e sensibilidade do artista em retratar personagens e elementos da nossa cultura. É uma mostra importante, que carrega representatividade e faz o público refletir sobre identidade e pertencimento”, pontuou.

Exposição

A exposição ‘Ruas de Ará’ ficará aberta à visitação até 14 de junho, no Corredor Cultural Wellington Santos ‘Irmão’, localizado na sede da Funcap, de segunda a sexta-feira, das 8h às 13h.

Texto e imagem reproduzidos do site: www se gov br

quarta-feira, 13 de maio de 2026

Exposição “Caleidoscópio”

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Publicação compartilhada do site EVIDENCIE-SE, de 12 de maio de 2026

Memorial de Sergipe colabora com exposição “Caleidoscópio”, do Memorial do Poder Judiciário

Por meio de técnicas como aquarela, xilogravura, nanquim, lápis e grafite, a exposição reúne trabalhos que expressam identidade, sensibilidade e elementos do cotidiano

Cultura e Variedades | Destaque

Em parceria com o Memorial do Poder Judiciário, o Memorial de Sergipe Professor Jouberto Uchôa tem a satisfação de participar oficialmente da realização da exposição “Caleidoscópio”, que entra em cartaz a partir das 18h do próximo dia 14 de maio. Promovido pelo museu sediado na praça Olímpio Campos, a mostra apresenta obras da artista Ana Denise, referência da Arte Naïf em Sergipe, e evidencia a articulação entre as instituições na valorização da produção artística sergipana e no fortalecimento de ações voltadas à difusão cultural.

Por meio de técnicas como aquarela, xilogravura, nanquim, lápis e grafite, a exposição reúne trabalhos que expressam identidade, sensibilidade e elementos do cotidiano, característicos da linguagem artística da autora. “Caleidoscópio” propõe um olhar múltiplo sobre a criação artística, evidenciando diferentes formas de expressão e interpretação do mundo a partir da perspectiva da artista.

O apoio institucional do Memorial de Sergipe na iniciativa reforça seu compromisso com a promoção da cultura e o incentivo às artes visuais, ampliando o diálogo entre espaços de memória e contribuindo para a circulação de produções artísticas no estado. A exposição será instalada no rés-do-chão do Memorial do Poder Judiciário e a abertura oficial acontece nesta quinta-feira.

Fotos: Divulgação

Texto e imagens reproduzidos do site: evidencie-se com

segunda-feira, 11 de maio de 2026

Artigo compartilhado do site DESTAQUE NOTÍCIAS, de 27 de abril de 2026

Criador e criatura de uma História da Medicina em Sergipe
Por Amâncio Cardoso*

Penso que poucos sergipanos conhecem a história dos saberes e práticas da medicina em Sergipe. Neste sentido, uma estimulante oportunidade é folhear e ler as páginas da 2ª edição, revista e ampliada, de História da Medicina em Sergipe, Aracaju: Criação Editora, 2026. 484 p., de autoria do médico sergipano Henrique Batista e Silva.

O autor, dr. Henrique Batista, tem uma larga e profunda experiência no campo da medicina acadêmica. Formado em 1970 pela Faculdade de Ciências Médicas de Sergipe; com mestrado em cardiologia pela UFRJ, em 1978; especializado em Bioética pela Faculdade de Medicina do Porto (Portugal). Ele também foi professor adjunto da UFS (Universidade Federal de Sergipe), no Departamento de Medicina e Patologia, exercendo cargos de gestão na Universidade e no Poder Público, como também ensinou diversos componentes curriculares, dentre eles Introdução à História da Medicina.

Ademais, Henrique Batista foi, e ainda é, membro de várias instituições representativas no Estado, exercendo funções diretivas, tais como a presidência do Conselho Regional de Medicina de Sergipe (2004-2006) e a direção clínica do Hospital Universitário da UFS (2000-2004; só para ficar nesses dois exemplos.

Mas, certamente, foi como docente de Introdução à História da Medicina, entre 1993 e 2014 na UFS, que nosso médico e historiador rascunhou o plano para escrever uma História da Medicina em Sergipe no século XX, cuja 1ª edição ocorreu em 2007.

Quase vinte anos depois, dr. Henrique Batista nos presenteia com esta 2ª edição, objetivando entender e representar o evolver da arte médica acadêmica em Sergipe no século passado.

Essa nova edição é dividida em cinco capítulos. O primeiro, “Medicina, modernização e Saúde (século XX), comenta os aspectos gerais da disseminação da medicina científica no mundo, no Brasil e em Sergipe desde o final do XIX e as primeiras décadas do novecentos. O segundo, “Instituições hospitalares”, é o início da implementação e “modernização” das instituições de cura em Sergipe, sobretudo na década de 1920. O terceiro, “Associações Médicas”, apresenta a origem, organização e atuação de duas entidades associativas e representativas dos trabalhadores da medicina acadêmica, a SOMESE (Sociedade Médica de Sergipe) e SINDIMED (Sindicato dos Médicos de Sergipe). O quarto capítulo, “Conselhos de Medicina”, aborda as duas entidades normatizadoras e fiscalizadoras da prática e ética médicas no Estado; o Conselho Federal e o Conselho Regional de Medicina (CREMESE). Por fim, o quinto e último capítulo “Faculdade de Medicina de Sergipe” narra a origem, organização e consolidação do principal marco do ensino científico no Estado da arte de curar.

Os cinco capítulos são sustentados por documentos diversos mobilizados pelo autor, a exemplo de um rico acervo fotográfico dos médicos, das práticas e das instituições. Além das imagens, dr. Henrique compulsou textos e artigos em livros, revistas e jornais; além de atas, depoimentos e entrevistas. A estruturação narrativa desse conjunto documental deu corpo a um discurso que se esforçou em representar um passado mediatizado pela concepção, imaginação e memória do narrador/personagem dessa História da Medicina sergipense.

A linguagem da narrativa empreendida pelo autor é clara e objetiva. Ele, um médico de formação, como vimos, facilita nossa compreensão para inteligir sobre as transformações pelas quais passaram a prática médica em Sergipe ao longo do século XX. Salvo engano, o livro de Henrique Batista é obra pioneira sobre uma síntese deste período da medicina sergipana. Por conta disso, serve de caminho seguro para novos pesquisadores ampliarem e aprofundarem estudos sobre este campo da ciência no Estado.

História da Medicina em Sergipe não é uma obra apenas para os filhos de Esculápio. Ela serve a todos que desejem conhecer como se originou, se organizou e se consolidou a medicina científica sergipana e sua relação com os profissionais da saúde e a sociedade durante o século passado.

Neste sentido, o livro de dr. Henrique Batista e Silva, criador/criatura, narrador/personagem de uma história/memória da medicina em Sergipe, merece estar nas estantes de estudantes, de profissionais da saúde e de leitores em geral. Pois, qualquer pessoa/paciente que se interesse pela História da Ciência e Arte praticadas por profissionais que lutam pela vida irá se deleitar ao ler esse livro.

Viva a Ciência!

*Historiador-IFS

Texto e imagem reproduzidos do site: destaquenoticias com br

Augustus Produções: a história da empresa...

Fabiano Oliveira: “trabalhar com a credibilidade, 
trabalhar com a emoção"

Publicação compartilhada do site JLPOLÍTICA, de 9 de maio de 2026

Augustus Produções: a história da empresa que transformou entretenimento em legado em Sergipe

Por Daniel Soares

Existem empresas que ultrapassam a condição de negócio e se transformam em parte da memória coletiva de um povo. Em Sergipe, a Augustus Produções ocupa exatamente esse espaço. Ao longo de mais de três décadas, a marca construiu uma trajetória diretamente ligada ao entretenimento sergipano, promovendo festas, lançando artistas e ajudando a transformar o estado em rota nacional de grandes eventos.

Mas antes dos palcos e dos trios elétricos, a história da família Oliveira começou de forma muito mais simples, através do empreendedorismo tradicional. Natural de Campo do Brito, Augusto Oliveira - o Seu Augusto, patriarca - foi morar em Brasília. Anos depois, o retorno a Sergipe foi decisivo para o nascimento dos negócios que mais tarde dariam origem à Augustus Produções.

“Quando ele resolveu retornar a Sergipe foi quando nós começamos com a Panificadora São Salvador, no Conjunto Leite Neto”, relembrou Fabiano Oliveira, hoje à frente da Augsutus Produções ao lado da esposa, Jaqueline Lima. Depois da panificadora, vieram outros empreendimentos. A família passou a atuar também no comércio, chegando a ter um supermercado. O perfil empreendedor abriu espaço para novos investimentos.

Seu Augusto e Dona Nicinha - pilares do grupo que está  na memória do público sergipano

Em 1989, o grupo trouxe a franquia Mr. Pizza no recém-inaugurado Riomar Shopping. Mas foi no ano seguinte que nasceu aquele que se tornaria um dos empreendimentos mais conhecidos da história do entretenimento sergipano: a casa de espetáculos Augustus, situada em uma área ao lado do Riomar. Durante anos, este foi o principal espaço de shows no estado de Sergipe. 

“Abrimos em 26 de abril de 1990. Na inauguração, tínhamos Amorosa, Tom e Baixinho. Sempre houve uma valorização da prata da casa, do artista sergipano”, contou Fabiano. E, de fato, o espaço rapidamente se consolidou como referência. Por lá passaram artistas nacionais, atrações internacionais e também músicos sergipanos que encontraram espaço para crescer profissionalmente.

O Augustus: espaço que recebeu grandes shows nacionais e internacionais

PRÉ-CAJU - Enquanto fortalecia a cena musical sergipana, a empresa também passou a trazer para Aracaju grandes nomes da música nacional e internacional. Entre os artistas estão Roberto Carlos, A-ha, Julio Iglesias, Ray Conniff, Jimmy Cliff e Information Society. Dois anos após a inauguração da casa de shows, surgiria o projeto que consolidaria definitivamente a marca Augustus Produções em Sergipe: o Pré-Caju.

Criado em 1992, inspirado no Carnaval de Salvador, o evento teve sua primeira edição com o nome "Suas Férias com Amor", tendo apenas um único bloco - o Com Amor, puxado pela banda Asa de Águia. Em 1993, recebeu seu nome oficial, ajudando a transformar Aracaju em referência nacional entre as micaretas fora de época. O crescimento do Pré-Caju acompanhou também o fortalecimento da empresa no mercado de entretenimento. 

“É um dos maiores carnavais fora de época do Brasil que permanece aberto. Para se ter ideia, para a edição deste ano, que vai acontecer 13, 14 e 15 de novembro, os hotéis já estão esgotados, lotados. É uma marca nacional, imaterial e cultural. Durante a festa, a gente tem mais de 70 setores envolvidos, desde a contratação do som, do palco, da luz, do LED, das vans, dos produtores, dos hotéis, das pousadas”, explicou Fabiano.

Pré-Caju: um grande legado que movimenta a economia sergipana

LEGADO - O sucesso do evento também ampliou os negócios do grupo. A Augustus Produções passou a realizar eventos em outros estados, como o Carna Goiânia, além de organizar excursões de bandas pelo Norte e Nordeste. Com o passar dos anos, o grupo diversificou ainda mais as atividades. Além da produção de eventos, passou a atuar na representação artística, estruturas para grandes produções, feiras e congressos.

Fabiano acredita que o principal patrimônio construído pela Augustus Produções foi a relação emocional criada com o público ao longo de mais de três décadas, o que faz com que a empresa siga ocupando espaço de protagonismo no entretenimento sergipano. “É trabalhar com a credibilidade, é trabalhar com a emoção", resume. Mais do que promover festas, a empresa construiu uma história ligada à memória de milhares de pessoas que viveram momentos marcantes em produções que carregavam a marca.

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* Jornalista e diretor comercial do Portal JLPolítica & Negócio. Escreve sobre empresas e histórias de empreendedorismo. 

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Texto e imagens reproduzidos do site: jlpolitica com br

sábado, 9 de maio de 2026

Primeiro ARACANTO, nos dias 4, 5 e 6 de junho de 2026, na AABB Aracaju-SE.

Post compartilhado do Facebook/Lygia Prudente, de 9 de maio de 2026

O 1° ARACANTO,  primeiro evento produzido e organizado pela ARAMCSE - Associao de Regentes e Amigos do Movimento Coral em Sergipe, foi muito bem aceito, considerando os 26 Coros inscritos, de Sergipe e tambem do Ceará, da Bahia e de Alagoas. (INSCRIÇÕES ENCERRADAS).

Texto e imagem reproduzidos de post do Facebook/Lygia Prudente