segunda-feira, 11 de maio de 2026

Artigo compartilhado do site DESTAQUE NOTÍCIAS, de 27 de abril de 2026

Criador e criatura de uma História da Medicina em Sergipe
Por Amâncio Cardoso*

Penso que poucos sergipanos conhecem a história dos saberes e práticas da medicina em Sergipe. Neste sentido, uma estimulante oportunidade é folhear e ler as páginas da 2ª edição, revista e ampliada, de História da Medicina em Sergipe, Aracaju: Criação Editora, 2026. 484 p., de autoria do médico sergipano Henrique Batista e Silva.

O autor, dr. Henrique Batista, tem uma larga e profunda experiência no campo da medicina acadêmica. Formado em 1970 pela Faculdade de Ciências Médicas de Sergipe; com mestrado em cardiologia pela UFRJ, em 1978; especializado em Bioética pela Faculdade de Medicina do Porto (Portugal). Ele também foi professor adjunto da UFS (Universidade Federal de Sergipe), no Departamento de Medicina e Patologia, exercendo cargos de gestão na Universidade e no Poder Público, como também ensinou diversos componentes curriculares, dentre eles Introdução à História da Medicina.

Ademais, Henrique Batista foi, e ainda é, membro de várias instituições representativas no Estado, exercendo funções diretivas, tais como a presidência do Conselho Regional de Medicina de Sergipe (2004-2006) e a direção clínica do Hospital Universitário da UFS (2000-2004; só para ficar nesses dois exemplos.

Mas, certamente, foi como docente de Introdução à História da Medicina, entre 1993 e 2014 na UFS, que nosso médico e historiador rascunhou o plano para escrever uma História da Medicina em Sergipe no século XX, cuja 1ª edição ocorreu em 2007.

Quase vinte anos depois, dr. Henrique Batista nos presenteia com esta 2ª edição, objetivando entender e representar o evolver da arte médica acadêmica em Sergipe no século passado.

Essa nova edição é dividida em cinco capítulos. O primeiro, “Medicina, modernização e Saúde (século XX), comenta os aspectos gerais da disseminação da medicina científica no mundo, no Brasil e em Sergipe desde o final do XIX e as primeiras décadas do novecentos. O segundo, “Instituições hospitalares”, é o início da implementação e “modernização” das instituições de cura em Sergipe, sobretudo na década de 1920. O terceiro, “Associações Médicas”, apresenta a origem, organização e atuação de duas entidades associativas e representativas dos trabalhadores da medicina acadêmica, a SOMESE (Sociedade Médica de Sergipe) e SINDIMED (Sindicato dos Médicos de Sergipe). O quarto capítulo, “Conselhos de Medicina”, aborda as duas entidades normatizadoras e fiscalizadoras da prática e ética médicas no Estado; o Conselho Federal e o Conselho Regional de Medicina (CREMESE). Por fim, o quinto e último capítulo “Faculdade de Medicina de Sergipe” narra a origem, organização e consolidação do principal marco do ensino científico no Estado da arte de curar.

Os cinco capítulos são sustentados por documentos diversos mobilizados pelo autor, a exemplo de um rico acervo fotográfico dos médicos, das práticas e das instituições. Além das imagens, dr. Henrique compulsou textos e artigos em livros, revistas e jornais; além de atas, depoimentos e entrevistas. A estruturação narrativa desse conjunto documental deu corpo a um discurso que se esforçou em representar um passado mediatizado pela concepção, imaginação e memória do narrador/personagem dessa História da Medicina sergipense.

A linguagem da narrativa empreendida pelo autor é clara e objetiva. Ele, um médico de formação, como vimos, facilita nossa compreensão para inteligir sobre as transformações pelas quais passaram a prática médica em Sergipe ao longo do século XX. Salvo engano, o livro de Henrique Batista é obra pioneira sobre uma síntese deste período da medicina sergipana. Por conta disso, serve de caminho seguro para novos pesquisadores ampliarem e aprofundarem estudos sobre este campo da ciência no Estado.

História da Medicina em Sergipe não é uma obra apenas para os filhos de Esculápio. Ela serve a todos que desejem conhecer como se originou, se organizou e se consolidou a medicina científica sergipana e sua relação com os profissionais da saúde e a sociedade durante o século passado.

Neste sentido, o livro de dr. Henrique Batista e Silva, criador/criatura, narrador/personagem de uma história/memória da medicina em Sergipe, merece estar nas estantes de estudantes, de profissionais da saúde e de leitores em geral. Pois, qualquer pessoa/paciente que se interesse pela História da Ciência e Arte praticadas por profissionais que lutam pela vida irá se deleitar ao ler esse livro.

Viva a Ciência!

*Historiador-IFS

Texto e imagem reproduzidos do site: destaquenoticias com br

Augustus Produções: a história da empresa...

Fabiano Oliveira: “trabalhar com a credibilidade, 
trabalhar com a emoção"

Publicação compartilhada do site JLPOLÍTICA, de 9 de maio de 2026

Augustus Produções: a história da empresa que transformou entretenimento em legado em Sergipe

Por Daniel Soares

Existem empresas que ultrapassam a condição de negócio e se transformam em parte da memória coletiva de um povo. Em Sergipe, a Augustus Produções ocupa exatamente esse espaço. Ao longo de mais de três décadas, a marca construiu uma trajetória diretamente ligada ao entretenimento sergipano, promovendo festas, lançando artistas e ajudando a transformar o estado em rota nacional de grandes eventos.

Mas antes dos palcos e dos trios elétricos, a história da família Oliveira começou de forma muito mais simples, através do empreendedorismo tradicional. Natural de Campo do Brito, Augusto Oliveira - o Seu Augusto, patriarca - foi morar em Brasília. Anos depois, o retorno a Sergipe foi decisivo para o nascimento dos negócios que mais tarde dariam origem à Augustus Produções.

“Quando ele resolveu retornar a Sergipe foi quando nós começamos com a Panificadora São Salvador, no Conjunto Leite Neto”, relembrou Fabiano Oliveira, hoje à frente da Augsutus Produções ao lado da esposa, Jaqueline Lima. Depois da panificadora, vieram outros empreendimentos. A família passou a atuar também no comércio, chegando a ter um supermercado. O perfil empreendedor abriu espaço para novos investimentos.

Seu Augusto e Dona Nicinha - pilares do grupo que está  na memória do público sergipano

Em 1989, o grupo trouxe a franquia Mr. Pizza no recém-inaugurado Riomar Shopping. Mas foi no ano seguinte que nasceu aquele que se tornaria um dos empreendimentos mais conhecidos da história do entretenimento sergipano: a casa de espetáculos Augustus, situada em uma área ao lado do Riomar. Durante anos, este foi o principal espaço de shows no estado de Sergipe. 

“Abrimos em 26 de abril de 1990. Na inauguração, tínhamos Amorosa, Tom e Baixinho. Sempre houve uma valorização da prata da casa, do artista sergipano”, contou Fabiano. E, de fato, o espaço rapidamente se consolidou como referência. Por lá passaram artistas nacionais, atrações internacionais e também músicos sergipanos que encontraram espaço para crescer profissionalmente.

O Augustus: espaço que recebeu grandes shows nacionais e internacionais

PRÉ-CAJU - Enquanto fortalecia a cena musical sergipana, a empresa também passou a trazer para Aracaju grandes nomes da música nacional e internacional. Entre os artistas estão Roberto Carlos, A-ha, Julio Iglesias, Ray Conniff, Jimmy Cliff e Information Society. Dois anos após a inauguração da casa de shows, surgiria o projeto que consolidaria definitivamente a marca Augustus Produções em Sergipe: o Pré-Caju.

Criado em 1992, inspirado no Carnaval de Salvador, o evento teve sua primeira edição com o nome "Suas Férias com Amor", tendo apenas um único bloco - o Com Amor, puxado pela banda Asa de Águia. Em 1993, recebeu seu nome oficial, ajudando a transformar Aracaju em referência nacional entre as micaretas fora de época. O crescimento do Pré-Caju acompanhou também o fortalecimento da empresa no mercado de entretenimento. 

“É um dos maiores carnavais fora de época do Brasil que permanece aberto. Para se ter ideia, para a edição deste ano, que vai acontecer 13, 14 e 15 de novembro, os hotéis já estão esgotados, lotados. É uma marca nacional, imaterial e cultural. Durante a festa, a gente tem mais de 70 setores envolvidos, desde a contratação do som, do palco, da luz, do LED, das vans, dos produtores, dos hotéis, das pousadas”, explicou Fabiano.

Pré-Caju: um grande legado que movimenta a economia sergipana

LEGADO - O sucesso do evento também ampliou os negócios do grupo. A Augustus Produções passou a realizar eventos em outros estados, como o Carna Goiânia, além de organizar excursões de bandas pelo Norte e Nordeste. Com o passar dos anos, o grupo diversificou ainda mais as atividades. Além da produção de eventos, passou a atuar na representação artística, estruturas para grandes produções, feiras e congressos.

Fabiano acredita que o principal patrimônio construído pela Augustus Produções foi a relação emocional criada com o público ao longo de mais de três décadas, o que faz com que a empresa siga ocupando espaço de protagonismo no entretenimento sergipano. “É trabalhar com a credibilidade, é trabalhar com a emoção", resume. Mais do que promover festas, a empresa construiu uma história ligada à memória de milhares de pessoas que viveram momentos marcantes em produções que carregavam a marca.

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* Jornalista e diretor comercial do Portal JLPolítica & Negócio. Escreve sobre empresas e histórias de empreendedorismo. 

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Texto e imagens reproduzidos do site: jlpolitica com br

sábado, 9 de maio de 2026

Primeiro ARACANTO, nos dias 4, 5 e 6 de junho de 2026, na AABB Aracaju-SE.

Post compartilhado do Facebook/Lygia Prudente, de 9 de maio de 2026

O 1° ARACANTO,  primeiro evento produzido e organizado pela ARAMCSE - Associao de Regentes e Amigos do Movimento Coral em Sergipe, foi muito bem aceito, considerando os 26 Coros inscritos, de Sergipe e tambem do Ceará, da Bahia e de Alagoas. (INSCRIÇÕES ENCERRADAS).

Texto e imagem reproduzidos de post do Facebook/Lygia Prudente

sexta-feira, 1 de maio de 2026

CentroSul Shopping é inaugurado e marca novo momento para Lagarto

Publicação compartilhada do site LAGARTO COMO EU VEJO, de 30 de abril de 2026

CentroSul Shopping é inaugurado e marca novo momento para Lagarto
Por José Pedro 

Lagarto vive um dia histórico com a inauguração do CentroSul Shopping nesta quinta-feira, dia 30 de abril. O empreendimento chega com a expectativa de impulsionar a economia local e fortalecer o turismo na região. A inauguração foi anunciada com 41 lojas incluindo restaurantes, óticas, perfumaria, faculdade, supermercado, academia e cinema, incluindo também unidades do Detran, Ceac e Ipesaúde.

Estiveram presente na cerimônia de inauguração o empresário Zezé Rocha, dono do empreendimento, o prefeito de Lagarto Sérgio Reis, o Governador Mitidieri e demais autoridades, políticos e público em geral.

Durante a cerimônia de inauguração o empresário Zezé Rocha foi bastante ovacionado pelo público presente pela sua garra, força e determinação em concluir esse grande empreendimento. Ele começou falando que estava nos preparativos para inaugurar há um ano atrás, mas foi acometido por um problema de saúde e precisou ficar em São Paulo por três meses para tratamento, afirmou ainda estar cuidando da saúde mas disse estar bem.

Em uma recente entrevista a rádio 102.7 FM, o CEO Guilherme Rocha destacou o legado do avô, o ex-prefeito Zezé Rocha, a quem definiu como um visionário. Segundo ele, a abertura do shopping representa o início de uma nova fase de crescimento e desenvolvimento para o município. Ao lado do superintendente Erlinton Masson, também foram ressaltados os impactos positivos do projeto, como a geração de empregos, a criação de novas oportunidades e a ampliação das opções de lazer e serviços para a população.

A inauguração do CentroSul Shopping simboliza um marco importante para Lagarto, consolidando o avanço da cidade e abrindo portas para novos investimentos. A expectativa é de que o espaço se torne um ponto de encontro para moradores e visitantes, contribuindo diretamente para o fortalecimento da economia local.

O empreendimento também reforça o legado de Zezé Rocha, idealizador do projeto, que agora se torna realidade e promete trazer mais desenvolvimento e prosperidade para toda a população.

Por José Pedro e José Cláudio, LagartoComoEuVejo.com.br

Texto, imagem e vídeo reproduzidos dos sites: YouTube e lagartocomoeuvejo com br

 

quinta-feira, 30 de abril de 2026

CentroSul Shopping será inaugurado nesta quinta-feira em Lagarto

Foto: Divulgação

Publicação compartilhada do site F5 NEWS, de 29 de abril de 2026

CentroSul Shopping será inaugurado nesta quinta-feira em Lagarto

Complexo reúne varejo, hotelaria e serviços em um único espaço e deve impulsionar economia e geração de empregos  

Por F5 News

Um novo centro comercial será inaugurado nesta quinta-feira (30), às 10h, em Lagarto, no Centro-Sul de Sergipe. O CentroSul Shopping reúne, em um único espaço, operações de varejo, hotelaria e serviços, com a proposta de ampliar a oferta de comércio, lazer e atendimento na região.

O empreendimento integra um modelo multiuso que combina shopping center, centro empresarial e hotel, com 84 acomodações e 51 salas comerciais. A estrutura também abriga serviços públicos e privados, como unidades do Detran, CEAC e clínicas especializadas.

A fase final de implantação foi concluída após mudanças na gestão iniciadas em junho de 2025, quando a administração e comercialização passaram a ser conduzidas pela Partners Shopping Centers. A estratégia adotada priorizou a diversificação do mix de lojas, com a entrada de marcas nacionais e operadores locais.

Entre as operações presentes no shopping estão redes como Americanas, Bob’s, Domino’s, Cacau Show, Vivo e Óticas Carol. O espaço conta ainda com âncoras como a academia Smart Fit e o Hiper Couto, além de um cinema com quatro salas.

Com estacionamento para mais de mil veículos, o CentroSul Shopping foi projetado para atender a demanda regional por serviços, compras e entretenimento. A expectativa é de geração de empregos diretos e indiretos, além de impacto no comércio local.

O empreendimento foi idealizado pelo Grupo Zezé Rocha, com sede em Lagarto, que atua em áreas como agropecuária, construção civil, mercado imobiliário e entretenimento. A gestão atual é da Partners Shopping Centers, empresa com atuação nacional na administração de centros comerciais.

Texto e imagem reproduzidos do site: f5news com br

sábado, 18 de abril de 2026

Reserva das Mangabeiras

A fruta, símbolo do estado, é rica em vitaminas A e C, 
ferro e cálcio, com forte uso em sorvetes,
 sucos, doces e licores






Uma das atualizações do decreto foi a mudança 
do nome da reserva, que agora leva o nome 
do missionário Uilson de Sá

As reservas extrativistas são áreas de conservação 
que conciliam proteção ambiental e uso sustentável
 dos recursos naturais por populações tradicionais
Foto: Ronald Almeida/ Secom/PMA

O espaço também abriga alguns saquis


Dona Zenaide, mãe do missionário Uilson de Sá,  
que dá nome a reserva extrativista

Publicação compartilhada do site da Agência Aracaju de Notícias. de 16 deabril de 2026

Reserva das Mangabeiras ganha nova regulamentação e fortalece catadoras na gestão do território

Símbolo de resistência e preservação ambiental em plena zona urbana de Aracaju, a Reserva Extrativista Mangabeiras passa por uma nova fase. A atualização do decreto que regulamenta a unidade, assinada em março pela prefeita Emília Corrêa, atende a uma demanda histórica da comunidade ao garantir às catadoras de mangaba voz ativa na gestão e no futuro do território.

Segundo a secretária municipal do Meio Ambiente, Emília Golzio, as reservas extrativistas são áreas de conservação que conciliam proteção ambiental e uso sustentável dos recursos naturais por populações tradicionais. Nesses espaços, a exploração ocorre de forma equilibrada, permitindo a regeneração dos recursos e assegurando, ao mesmo tempo, geração de renda e preservação cultural.

No caso da Reserva das Mangabeiras, localizada no bairro 17 de Março, esse modelo ganha ainda mais relevância por estar inserido em área urbana e por envolver diretamente o trabalho de mulheres que, há décadas, mantêm viva a tradição da coleta da mangaba, uma história que atravessa gerações e se confunde com a própria ocupação do território.

“Essa reserva representa muita coisa pra mim. É a minha vida, é a vida dos meus pais”, resume Maria Aliene dos Santos, presidente da Associação das Catadoras de Mangaba. Para ela, o espaço não é apenas um local de trabalho, mas um legado familiar construído ao longo do tempo. “Minha mãe veio de Pirambu, meu pai de Pacatuba, e foi aqui que eles cresceram. A gente morou em várias áreas daqui, vivendo do que a terra dava”, relembra.

Antes mesmo da consolidação da mangaba como principal fonte de renda, o território já sustentava famílias inteiras. “A gente plantava, fazia pequenos roçados, produzia beiju e ainda levava para vender no mercado. Tinha muito caju nessas áreas. Depois, a mangaba foi ganhando força”, conta. “Se for fazer as contas, são mais de 80 anos da nossa família aqui. Eu tenho 53 anos e nasci nessa área, mas antes disso meus pais já cuidavam desse lugar. Por isso a gente se considera guardiã das mangabeiras”, destaca.

Esse vínculo profundo com a terra torna ainda mais marcantes as transformações vividas ao longo dos anos. Com o avanço da ocupação urbana no entorno do bairro, vieram também as ameaças à área. “Antes, a gente vivia num paraíso, sossegado. Depois veio a preocupação. Foi como uma cena de terror pra gente, um período de muita angústia”, relata Maria Aliene.

Diante desse cenário vivenciado à época, a resposta veio na forma de organização coletiva. Com apoio do missionário Uilson de Sá e a orientação de órgãos institucionais, as catadoras criaram uma associação há mais de uma década para fortalecer a luta pela preservação do local. “A gente entendeu que precisava se organizar para proteger o que restava. Aqui é o que a gente chama de ‘pulmão de Aracaju’”, afirma Maria Aliene. 

Para Emília Golzio, a Reserva Extrativista Mangabeiras reúne elementos que a tornam singular no cenário nacional, ao combinar preservação ambiental, identidade cultural e protagonismo feminino em pleno espaço urbano. “Ela é gerida por um grupo majoritariamente de mulheres, o que traz uma simbologia muito importante. Além disso, estamos falando da única reserva extrativista urbana do Brasil e da produção de um fruto símbolo da nossa terra”, destacou.

A atualização do decreto, construída a partir do diálogo entre a Secretaria do Meio Ambiente (Sema) e a comunidade, marca uma mudança significativa nessa trajetória. “Quando chegamos, elas mostraram pontos de insatisfação. Não eram ouvidas, não tinham paridade no conselho e sequer puderam escolher o nome do local”, explicou a secretária.

Como desdobramento direto das mudanças promovidas pelo novo decreto, especialmente no fortalecimento da gestão participativa, a diferença já começa a ser sentida por quem vive o cotidiano da reserva. “Antes, era tudo imposto. A gente não tinha autonomia pra decidir”, lembra Maria Aliene. “Agora, não. A gente foi ouvido de verdade. Hoje sentimos que temos voz, que nossas demandas são consideradas e respeitadas”, afirma.

Entre os avanços, está a reestruturação do conselho gestor, agora com participação paritária entre poder público e sociedade civil. “A prefeitura não decide sozinha. Tudo passa a ser deliberado em conjunto, o que reforça o caráter democrático da medida”, reforçou Emília Golzio. Outro marco simbólico é a alteração do nome da reserva, que passa a homenagear Uilson de Sá, liderança reconhecida pela comunidade. “Ele deu a vida por esse lugar, lutou muito pra preservar essas áreas. Foi uma homenagem justa, que nos emocionou bastante.”, diz Maria Aliene.

Além da governança, a nova fase da reserva projeta avanços na geração de renda. Um dos principais projetos é a implantação da Casa da Mangaba, voltada ao beneficiamento e comercialização dos produtos derivados do fruto. “A Casa da Mangaba vai permitir que tudo o que é produzido ali ganhe valor e chegue à população de forma estruturada”, explicou a secretária do Meio Ambiente.

Para as catadoras, a iniciativa representa uma mudança concreta no cotidiano e abre novas perspectivas de desenvolvimento. “A gente vive da mangaba. É o nosso ganha-pão de cada dia. Dela a gente faz tudo: bolo, licor, geleia”, afirma Maria Aliene. “Mas, sem estrutura, ficava mais difícil crescer. Com a futura implantação da Casa da Mangaba, a gente vai poder produzir melhor, ampliar a comercialização e valorizar ainda mais o nosso trabalho”, pontua.

A expectativa é que o novo espaço amplie as possibilidades de comercialização e fortaleça a cadeia produtiva, inclusive com fornecimento para políticas públicas. Paralelamente, a gestão municipal tem investido em ações de educação ambiental e integração com a comunidade do entorno. “É um trabalho de mostrar que esse espaço é importante para toda a cidade”, afirmou Emília.

Para quem vive diariamente a reserva, no entanto, o maior desafio ainda passa pelo reconhecimento e pelo respeito. E é nesse ponto que o futuro se desenha como desejo coletivo. “Eu sonho que as pessoas entendam que esse espaço precisa ser protegido por todos, não só por nós, que somos guardiãs dessa terra. Espero que aprendam a olhar para esse lugar com mais sensibilidade e respeito, compreendendo que aqui existe história, existe vida e existe um modo de viver que atravessa gerações. Cuidar desse lugar é cuidar da vida de todos nós”, reflete.

Com as mudanças, a Reserva Extrativista Mangabeiras se consolida como um território onde preservação ambiental, identidade cultural e justiça social caminham juntas. Um espaço onde passado e futuro se entrelaçam, sustentados pela resistência de quem, há várias décadas, transformou o fruto da mangabeira em sustento, identidade e projeto de vida.

Texto e imagens reproduzidos do site: www aracaju se gov br

segunda-feira, 6 de abril de 2026

Amâncio Cardoso lança livro e completa trilogia sobre Sergipe

 

Publicação compartilhada do site DESTAQUE NOTÍCIAS, de 4 de abril de 2026

Amâncio Cardoso lança livro e completa trilogia sobre Sergipe

 O professor e historiador Amâncio Cardoso acaba de lançar o livro “Sergipe: História, Cultura e Patrimônio”, completando uma trilogia iniciada com “Sergipe: um roteiro Turístico, Histórico e Cultural”, que veio a lume em outubro de 2021, seguida, dois anos depois, em 2023, com “Sergipe: História, Cultura e Turismo”.

Seguindo o mesmo conceito dos anteriores, com formato de crônicas historiográficas, o livro é fruto de muitos anos de experiência em sala de aula, sobretudo nos cursos de Turismo do Instituto Federal de Sergipe, campus Aracaju.

“Assim, mais uma vez, trago para um público externo e diversificado esta série de textos. Eles foram publicados, paulatinamente, em mídias físicas e digitais. ‘Sergipe: História, Cultura e Patrimônio’ enfeixa duas dezenas de textos, divididos em duas partes. As crônicas são interdependentes e possuem unidade lógica, de acordo com as áreas temáticas: História, Cultura e Patrimônio”, explica o autor, que é colaborador do Destaque Notícias.

Neste terceiro volume, os assuntos vão desde fatos cívico-políticos e trajetórias de personagens que contribuíram para a formação social de Sergipe, passando pela transformação histórico-urbana de Aracaju, até vislumbrar patrimônios culturais que fundamentam o conceito de sergipanidade.

“No tocante ao estilo e à linguagem, os leitores vão se deparar com textos informativos, com linguagem fluente e interpretação inteligível. A narrativa se pretende palatável ou saborosa, buscando os significados inerentes aos fatos, e sempre escorada nas fontes pesquisadas”.

Assim, prossegue o autor, no esforço desse trabalho, o objetivo de “Sergipe: História, Cultura e Patrimônio” é analisar aspectos históricos e culturais significativos para a compreensão de nossa identidade local.

O livro é indicado para profissionais, estudantes e cidadãos sergipanos que desejem conhecer temas sobre o Estado, a partir de uma perspectiva diferenciada, servindo-se de textos objetivos.

“Por fim, os leitores terão contato neste livro com vários objetos, temáticas e abordagens das áreas de ciências sociais e humanas, vinculadas a aspectos da nossa História e Patrimônio Cultural”, informa Amâncio Cardoso.

Contato do Autor: (79) 98819-3518

Texto e imagens reproduzidos do site: www destaquenoticias com br

Estado Reconhece Novos Mestres da Cultura Popular







Fotos: Erick O'Hara

Publicação compartilhada do site GOVERNO DE SERGIPE, de 6 de abril de 2026 

Estado reconhece novos mestres da cultura popular e reforça memória e tradições de Sergipe

Mais cinco sergipanos foram diplomados como Patrimônio Vivo da Cultura Sergipana

Sergipe celebrou a diplomação de mais cinco sergipanos reconhecidos como Patrimônios Vivos da Cultura Sergipana. A solenidade, realizada no Memorial de Sergipe Professor Jouberto Uchôa, na Orla da Atalaia, em Aracaju, reuniu representantes da cultura, autoridades e comunidades tradicionais para celebrar trajetórias marcadas pela preservação de saberes no estado.

Foram reconhecidos, nesta edição, nomes cujas histórias atravessam gerações e territórios: a parteira e rezadeira Zefa da Guia; o escultor Véio; o mestre do Reisado Marimbondo, Mestre Sabau; o mestre da Chegança, Zé Rolinha; e a rendeira Alzira Alves Santos.

A iniciativa foi promovida pela Fundação de Cultura e Arte Aperipê de Sergipe (Funcap), em parceria com a Secretaria Especial da Cultura de Sergipe (Secult) e o Conselho Estadual de Cultura, dentro do Programa de Registro de Patrimônio Vivo. Além do título, os contemplados passam a receber uma bolsa vitalícia e assumem o compromisso de transmitir seus conhecimentos, garantindo a continuidade das tradições.

 A diplomação dos novos Patrimônios Vivos reafirma o compromisso de Sergipe com a valorização de seus mestres e mestras, guardiões de saberes que mantêm viva a memória coletiva do estado. Ao reconhecer essas trajetórias, o programa celebra o passado e assegura que esses conhecimentos continuem sendo transmitidos, fortalecendo a identidade cultural sergipana para as futuras gerações.

 Vida, fé e resistência

 Na comunidade quilombola Serra da Guia, em Poço Redondo, Josefa Maria da Silva Santos, a Zefa da Guia, construiu uma vida dedicada ao cuidado. Aos 81 anos, ela resume o sentimento diante da homenagem: “Me sinto honrada, com muito amor”.

 Parteira e rezadeira, estima ter realizado mais de cinco mil partos ao longo das décadas, sempre guiada pela fé e pelo compromisso com o outro. “Confio em Deus e só faço o bem”, afirmou a mestre da cultura popular. Sua atuação ultrapassa o ofício, consolidando-a como liderança comunitária e referência de acolhimento para além de Sergipe por uma vida dedicada à fé, cura e solidariedade, assim como por ser símbolo de resistência cultural no sertão.

Reisado e tradição

 Em Pirambu, Antônio dos Santos, o mestre Sabau, mantém viva uma tradição que atravessa séculos. Líder do Reisado Marimbondo, inserido na brincadeira desde os 10 anos, ele herdou a missão de conduzir o grupo, cuja origem remonta a 1805. “Foi do meu bisavô para meu avô, da minha mãe para mim, e, agora, já passa para filhos, netos e bisnetos”, contou.

O reisado, que reúne música, dança e religiosidade, segue como espaço de convivência familiar e transmissão de valores. “A gente anda por todo canto do Brasil brincando o reisado, já fomos a Pernambuco, Brasília e São Paulo, por exemplo. E só deixo quando  Deus me chamar, mas fica os filhos no meu lugar”, relatou, confiante de que a tradição seguirá viva nas próximas gerações. 

 Arte e memória 

 Natural de Nossa Senhora da Glória, no sertão sergipano, o artista plástico Cícero José dos Santos, conhecido como ‘Véio’, transformou a madeira em linguagem artística. Autodidata, construiu uma obra marcada por narrativas do universo nordestino, traduzindo em suas peças o cotidiano, os causos e a identidade do povo sertanejo. 

 Ao comentar o reconhecimento como Patrimônio Vivo, o artista destaca a importância da valorização da cultura sergipana dentro e fora do estado. “É importante, não só para mim, mas para todos os sergipanos. O estado de Sergipe também precisa ser divulgado na arte, na cultura e nas tradições do povo nordestino. Para mim é muito importante representar Sergipe em outros estados e países e mostrar que o nosso estado também é um dos maiores em termos de arte e de valorização”, afirma.

 Com cerca de 70 anos dedicados à arte, o trabalho de Véio ganhou reconhecimento dentro e fora do país, sem perder o vínculo com as origens. Mais do que esculturas, suas obras preservam modos de vida e memórias, reafirmando a arte como instrumento de pertencimento.

 Renda irlandesa

Em Divina Pastora, a renda irlandesa resiste pelas mãos de mulheres como Alzira Alves Santos. Aos 77 anos, são mais de seis décadas dedicadas ao ofício. “Eu gosto de ensinar e gosto de explicar”, diz, ao falar da transmissão do saber para novas gerações.

Responsável por formar diversas rendeiras, a mestra explica que o reconhecimento é uma conquista coletiva. “Estou tão satisfeita, sinto-me honrada por esse reconhecimento. Esse governo acolheu as rendeiras e dá muita força ao nosso ofício. Eu faço os bordados há mais de 70 anos e continuo a fazer e ensinar.

 Para Dona Alzira o título também fortalece o futuro da tradição. “Esse reconhecimento nos valoriza e valoriza a renda e outras pessoas vão querer aprender também”, pontua. 

 Mestre entre mestres

 Em Laranjeiras, o renomado mestre da Chegança Almirante Tamandaré, Batalhão Primeiro de São João Laranjeiras, José Ronaldo de Menezes, conhecido como mestre Zé Rolinha, é sinônimo de cultura popular. Seu envolvimento começou ainda na infância, nos grupos de folguedos, onde aprendeu com familiares e mestres mais antigos. 

 “Essa diplomação dos mestres é uma satisfação. É um prazer o fazer cultural, porque um povo sem memória é um povo sem história. Vamos continuar preservando a nossa memória, seguindo a nossa história dos mitos, dos ritmos da nossa cultura popular e das crendices do povo e superstições. E vamos seguindo em frente, fazendo a nossa cultura popular, elaborando todos os nossos conhecimentos, que vêm do passado e que estão presente, tradicionalmente, centenáriamente, como guardiões da nossa cultura popular”, enfatizou.  

Reconhecido como ‘mestre dos mestres’ na sua cidade, ele dedica sua vida à preservação e transmissão dessas manifestações, que já foram levadas e representaram Sergipe e o Brasil até mesmo fora do país. “É muito importante que os mestres sejam conhecidos em vida, é claro que tem que obedecer aos requisitos culturais. Pois a arte popular não é chegar e fazer de qualquer jeito, os grupos que represento, por exemplo, têm história, são fatos verídicos do passado que continuam presentes por meio de uma manifestação popular”, defendeu.

Texto e imagens reproduzidos do site: www se gov br/agencia

domingo, 5 de abril de 2026

Encenação da Paixão de Cristo na Vila da Páscoa 2026













Fotos: Erick O'Hara

Publicação compartilhada do site GOVERNO DE SERGIPE, de 4 de abril de 2026 

Emoção e devoção marcam primeiro dia de encenação da Paixão de Cristo na Vila da Páscoa 2026

Atração integra a programação do evento promovido pelo Governo do Estado reunindo religiosidade, arte e tradição

Entre olhares emocionados, lágrimas e gestos de devoção, o primeiro dia da encenação da Paixão de Cristo — uma das atrações mais aguardadas da Vila da Páscoa 2026 — foi marcado por fé, arte e emoção. Fiéis, católicos e pessoas de diferentes crenças, além de espectadores sem qualquer vínculo religioso, acompanharam o espetáculo com atenção e comoção, na noite deste sábado, 4, na região dos lagos, na Orla da Atalaia, em Aracaju. 

A apresentação foi realizada pelo Grupo Teatral São Francisco de Assis (Grutesfa), do Santuário São Judas Tadeus – Igreja dos Capuchinhos –, do bairro América, em Aracaju. Essa é a terceira vez que o grupo se apresenta na Vila da Páscoa, acompanhando as três edições do evento. 

Para o coordenador do grupo, Raimundo Oliveira, a emoção de se apresentar é a mesma da primeira vez. “Somos um grupo de, aproximadamente, 100 pessoas. Começamos nossa preparação em janeiro e, desde então, viemos ensaiando, nos preparando para trazer um belo espetáculo para quem assiste. Essa é terceira vez que nos apresentamos na Vila e é sempre uma emoção. O nosso objetivo é levar um pouquinho dessa emoção, dessa mensagem para o público”, mencionou.

Para o integrante do Grutesfa, Cléber Paz, que interpretou Jesus na apresentação, subir ao palco é sempre uma grande responsabilidade de transmitir a mensagem por meio da arte e provocar reflexão no público sobre o sofrimento vivido por Cristo. “Levar essa mensagem através da arte sacra exige responsabilidade. Muitas vezes, alguém pode estar ali esperando uma palavra, um sentido, ou pode entrar em um estado de introspecção que leve à reflexão sobre como Jesus viveu e se entregou pela humanidade. Para mim, que interpreto Jesus pelo terceiro ano, é algo muito importante. Este ano, completo 33 anos, idade que remete à de Cristo, o que torna tudo ainda mais significativo. É um chamado fazer parte desse trabalho tão bonito”, destacou.

Emoção entre o público

Para os católicos, a emoção vai além da encenação artística, ela toca profundamente o coração de quem assiste. Foi o caso da dona de casa Normélia Fontes, 64 anos. “Estava comentando com minha filha que não sabia se ia aguentar porque é muito sofrimento, é muito forte. Ficamos com aquela angústia, aquela vontade de tirar ele daquela situação”, contou, emocionada.

Essa foi a primeira vez da aposentada Ana Alcina, de Petrolândia (PE), no evento. Ela soube da programação por meio da irmã, que mora em Aracaju, e a convidou para assistir. Ana destacou o sentimento ao assistir a encenação e a mensagem que o espetáculo transmitiu para o público. “É um momento de reflexão. A gente relembra tudo o que Jesus passou, desde o sofrimento até a ressurreição. Isso serve para nossa vida, para nos colocarmos diante dessa realidade e refletirmos. Apesar de ser uma encenação, conta uma história real, que devemos trazer para o nosso íntimo”, afirmou.

Mesmo para quem não é católico, a emoção também se faz presente. O administrador Marcos Reis acompanhou pela primeira vez e destacou a experiência. “O sentimento é de alegria. Acompanhar essa apresentação, que retrata o percurso de Jesus até a ressurreição, é algo emocionante”, mencionou ao elogiar a organização e a segurança do evento. “É tudo muito bonito, bem preparado e agradável de assistir. Viemos da Bahia, onde, muitas vezes, não temos essa sensação de segurança. Aqui, vemos famílias circulando tranquilamente, utilizando o celular sem preocupação. Isso faz uma grande diferença”, concluiu.

A encenação da Paixão de Cristo segue até o dia 26 de abril, com apresentações sempre aos sábados e domingos, a partir das 19h, na região dos lagos da Orla da Atalaia, em Aracaju.

Vila da Páscoa 2026

A Vila da Páscoa é um evento realizado pelo Governo de Sergipe, por meio da Fundação de Cultura e Arte Aperipê de Sergipe (Funcap) e as secretarias de Estado da Comunicação Social (Secom), da Assistência Social, Inclusão e Cidadania (Seasic) e do Trabalho, Emprego e Empreendedorismo (Seteem). O evento, que movimenta a cultura, o turismo e promove a geração de renda, conta com apoio da Netiz, Energisa, Deso, Iguá Sergipe, Fecomércio/SE, Senac/SE, Governo Federal e Ministério do Turismo, e patrocínio do Banese.

Texto e imagens reproduzidos do site: www se gov br