segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

Bananeiras e Cores: A Vida de J. Inácio em Tela

Foto compartilhada do blog Centro de Arte e Cultura J Inácio e postada pelo blog, para ilustrar o presente artigo.

Artigo compartilhado do site ROACONTECE, de 1 de fevereiro de 2026

Bananeiras e Cores: A Vida de J. Inácio em Tela
Por Emanuel Rocha*

Pinceladas de Liberdade: A Saga do Homem que Transformou Sergipe em Eternidade

Na manhã dourada de 11 de junho de 1911, o vento que soprava sobre o povoado de Bolandeira, em Arauá, parecia carregar um presságio: o mundo ganharia novas cores. Ali, entre o cheiro da terra úmida e o pulsar das tradições do interior, nascia José Inácio Alves de Oliveira. Sua trajetória não seria escrita apenas com passos, mas tecida em poesia, luta e uma paixão visceral pela existência, sempre guiada pelos ritmos profundos de Sergipe, a terra que se tornou seu abrigo, seu cenário e sua maior musa.

Desde menino, Inácio carregava no espírito o sopro encantado da criatividade. Diz a lenda de sua própria história que foi na encenação de Judas, no alto da Colina do Santo Antônio, que ele deu as primeiras pinceladas na alma das artes. Ao entregar corpo e emoção a personagens que já revelavam seu olhar sensível sobre o mundo, ele descobria que a vida poderia ser transfigurada pela entrega estética. Aos dezessete anos, movido por uma força íntima que transbordava, ele iniciou sua caminhada nas artes plásticas de forma autodidata. Enquanto o mundo exigia técnica e rigores, Inácio oferecia o instinto. Seu talento floresceu alimentado pelas paisagens rústicas, pelas festas populares e pela luz exuberante que ele filtrava pela janela da alma.

Nesse cenário de formação, a figura de seu irmão, o venerado Padre Pedro, surge como um pilar de contraste e profunda comunhão. Enquanto o Padre Pedro dedicava seus dias à cura das almas e ao amparo dos necessitados através do sagrado, J. Inácio canalizava a mesma compaixão e fervor para a cor. Eram as duas faces de uma mesma moeda: a caridade espiritual de um e a crônica visual do outro. A relação entre os dois simbolizava o diálogo eterno entre a fé e a liberdade, entre a ordem solene do altar e a efervescência criativa do ateliê, ambos profundamente enraizados no amor ao povo sergipano.

Houve um momento em que o horizonte se expandiu e o levou para longe das margens do Rio Sergipe. Uma bolsa do governo o conduziu à Escola Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro, mas as paredes da academia eram estreitas demais para seu espírito de pássaro. J. Inácio preferiu o aprendizado das calçadas e o convívio com mestres como Jordão de Oliveira. Sob o pseudônimo de Inácio Ventura, ele vendia poemas e desenhos pelas esquinas cariocas, conquistando os transeuntes com a força de uma arte que era, ao mesmo tempo, simples e profunda. O reconhecimento nacional veio como um eco natural: em 1943, a medalha de bronze no Salão Nacional de Belas Artes selou seu destino como um dos grandes nomes da pintura brasileira.

A figura de Inácio era um hibridismo fascinante, fundindo o pintor e o poeta em um homem de sorriso largo e alma boêmia. Ele não apenas usava o pincel; era um mestre da espátula, criando relevos de emoção pura. Foi através dessa técnica que ele imortalizou o que viria a ser sua maior marca: as bananeiras. Sob suas mãos, as folhas largas e verdes ganhavam uma vida quase tátil, vibrando sob o sol tropical com uma força que nenhuma academia poderia ensinar. Suas bananeiras não eram apenas plantas; eram monumentos à exuberância da terra, símbolos de um Sergipe que ele pintava com generosidade e viço.

Ao lado dessas musas vegetais, seu estilo revelava em gestos rápidos a essência de sua terra: das casas de farinha aos manguezais, das praias ao cotidiano silencioso dos pescadores e ao estalido das fogueiras juninas. Hoje, enquanto a galeria que leva seu nome em Aracaju protege sua memória, obras como Pescaria e Casamento Caipira continuam a celebrar essa identidade. J. Inácio não foi apenas um homem que pintou paisagens; ele foi a própria alma sergipana que aprendeu a manejar a cor. Sua vida foi uma tela inacabada de liberdade, onde a tinta nunca secava porque era alimentada pelo suor do povo e pelo brilho do sol.

Quando as cores de seu olhar finalmente repousaram, Sergipe não se calou; ela se tornou moldura. J. Inácio não partiu, mas sim diluiu-se na paisagem que tanto amou, transmutando seu último fôlego no verde-esmeralda de suas folhas de bananeira e no ocre das terras batidas de sua infância. Ele se despediu da vida como quem termina uma tela ao entardecer: com a espátula ainda suja de sol e o coração transbordando a boemia dos homens livres. Ao deixar o ateliê do mundo, ele não nos entregou o luto, mas a permanência. Seu adeus é o silêncio fértil do manguezal à espera da maré, a certeza de que sua alma boêmia ainda caminha pelas calçadas de Aracaju, e que, em cada pincelada vibrante que deixamos de herança, seu riso largo continuará a ecoar, eterno, lúdico e profundamente sergipano.

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* Emanuel Rocha é Historiador, poeta popular, escritor  e Repórter fotográfico

Texto reproduzido do site: roacontece com br

domingo, 1 de fevereiro de 2026

O outrora boêmio Beco dos Cocos ganha cara nova

As paredes laterais do Beco dos Cocos estão 
ganhando paredes pinturas artísticas e grafismos

Antes das reformas atuais, poucas pessoas
 arriscavam passar pelo Beco dos Cocos

Legenda da foto: Neste prédio da esquina entre a avenida Otoniel Dórea (conhecida como Rua da Frente) e a Rua Santa Rosa funcionou por muitos anos o Vaticano, um dos principais cabarés de Aracaju

Artigo compartilhado do site DESTAQUE NOTÍCIAS, de 1 de fevereiro de 2026

O outrora boêmio Beco dos Cocos ganha cara nova

Um pedaço do centro de Aracaju muitas vezes despercebido, outras vezes evitado. Estamos falando do outrora glamouroso Beco dos Cocos, berço da boemia, recanto de música, jogos e outros prazeres. Pois bem, após anos de abandono, aquela estreita rua no centro da cidade está passando por um processo de revitalização e já começa a ganhar uma nova aparência, retomando sua função urbana e social.

As intervenções promovidas pela Prefeitura no Beco dos Cocos incluem a implantação de um novo calçadão com piso intertravado e melhorias estruturais que visam transformar o local em um ambiente mais acolhedor, seguro e atrativo para a população. As paredes testemunhas de histórias de uma época de apogeu estão ganhando pinturas artísticas e grafismos. Também foi realizada toda a requalificação da drenagem e do esgotamento sanitário e feitas todas as interligações necessárias para eliminar o mau cheiro, que era algo recorrente naquela tradicional via pública.

O Beco dos Cocos

Do que era passagem obrigatória para homens importantes em busca de diversão, virou um caminho evitado. Até recentemente era reduto de uma prostituição bem menos sofisticada, banheiro a céu aberto e ponto de tráfico e uso de drogas.

Atualmente travessa Silva Ribeiro, o Beco dos Cocos é um dos locais mais antigos de Aracaju. Localiza-se entre a Praça General Valadão e a rua Santa Rosa. É um atalho para quem vai da praça e quer chegar aos mercados centrais.

Aracaju foi fundada em 17 de março de 1855. Residências de famílias mais abastadas foram construídas no entorno da área que corresponde ao atual Centro Histórico. Além dos moradores com alto poder aquisitivo, a nova capital também era construída por trabalhadores migrantes do interior, que se estabeleciam em alojamentos de fabricas têxteis no Bairro Industrial ou no Vaticano, prédio com grandes proporções, incomum para a época, que serviu como uma espécie de cortiço, abrigando a classe operária e também prostitutas. O Beco dos Cocos surgiu como uma importante rota de passagem de cargas de cocos, o que explica o seu batismo.

Com o povoamento da nova capital, também surgiu a necessidade da existência de um local onde os homens pudessem satisfazer os seus desejos e alimentar suas aventuras extraconjugais, e que também pudesse servir como ponto de encontro de boêmios. Nesse contexto, o Beco dos Cocos aparece como o local ideal. Distante o suficiente da Catedral Metropolitana, onde estavam localizadas as residências das famílias mais abastadas e onde a moral era prezada, a travessa recebia novos moradores e investidores, que perceberam no local o seu potencial para bares e casas de jogos.

Os estabelecimentos lá criados serviam não só aos ricos, mas também atendia a classe trabalhadora, residente no bairro Industrial e Vaticano. O local passou a despertar a curiosidade e os desejos, atraía os olhares e conquistava os homens da sua época.

Damas da noite

Instalaram-se no beco boates e cabarés, dos mais simples aos mais sofisticados, e o seu apogeu foi entre as décadas de 1940 a 1960. A antropóloga Elayne Messias Passos começou a tentar perceber o Beco como um espaço de resistência no Centro de Aracaju. Fascinada pela cultura boêmia, Elayne passou a estudar a história do local e seus personagens. Como objeto de estudo, o Beco “perdido” começa a ser descoberto, sua história desvendada e seus personagens apresentados.

Em suas pesquisas, a antropóloga encontrou na literatura ricas descrições do ambiente. Na ficção, o local é lembrado em obras do modernismo: “me surpreendi com Tereza Batista Cansada de Guerra, personagem de Jorge Amado, que foi iniciada como prostituta no Beco dos Cocos”, afirma Elyane.

Na vida real, o memorialista sergipano Murilo Melins, descreve em sua obra a existência da Pensão da Marieta, que era a mais elegante e melhor frequentada. Possuía as melhores e mais caras damas da noite. Por lá trabalhavam Princesinha, Florzinha, Verdinha, Fuega, Helena Jabá, Arlete, Maura e a famosa Gilda. Essas damas, devido a discrição, eram muitas vezes confundidas com moças da sociedade e frequentavam o comércio das ruas João Pessoa e Laranjeiras e também os cinemas. O destaque também vai para o Cassino Bela Vista e o Dancing Xangai, que contava com uma decoração temática oriental.

Cabarés famosos

Democrático, o Beco dos Cocos não era frequentado apenas por carregadores de coco, estivadores e outros trabalhadores braçais. Os cabarés também recebiam banqueiros, comerciantes e membros da elite sergipana. Entres os frequentadores mais ilustres estavam o ex-secretário de educação do estado Luis Antônio Barreto e o escritor Murilo Melins. “É uma característica que se preserva até hoje. Em Aracaju não se vê os ricos tão separados dos pobres. É claro que existe a segregação econômica, mas ainda é possível ver ricos e pobres frequentando os mesmos lugares,” ressalta a antropóloga.

A Boate Xangai era uma das mais suntuosas: a decoração oriental trazia ao local charme e elegância. No térreo, funcionava um cassino e no andar superior ficavam os quartos usados para a prostituição. O cassino Bela Vista ficava localizado na divisa com o Mercado Central e misturava o sexo fácil com os jogos de azar. Já consolidado como “complexo de meretrício”, as boates e prostíbulos ganhavam fama. O Luz Vermelha, Miramar, Night and Day e o Fresca reuniam artistas, jornalistas, intelectuais e os mais variados segmentos da sociedade.

Além de funcionar como zona de prostibulo, os historiadores sergipanos Andreza e Dilton Maynard destacam em sua obra outra função do Beco dos Cocos: a de conter os estivadores para que não adentrassem na cidade em busca de sexo, bebidas e jogos. Desta forma, a gente do cais não se infiltrava entre a sociedade aracajuana.

Ao analisar esta afirmação, a antropóloga vê uma animalização destes indivíduos indesejados: “Nos remete a um estado de barbárie, onde os tipos citados personificariam francos atiradores em linha de batalha, ou seja, bárbaros prestes a invadir o território de Aracaju, vencidos pelos encantos das prostitutas, que por sua vez, atuavam como heroínas, cuja função era proteger as moças de família do assédio violento desses selvagens, o que possibilitou a manutenção desse mercado sexual por algum tempo”, analisa.

Com informações  e fotos da Diretoria de Comunicação da UFS

Texto e imagens reproduzidas do site: www destaquenoticias com br

terça-feira, 27 de janeiro de 2026

Exposição Mestre Nogueira: 40 anos de Vivência Artística

Arte: Ascom / Funcaju

Artigo compartilhado do site PMA, de 26 de janeiro de 2026 

Centro Cultural Luiz Antônio Barreto recebe exposição Mestre Nogueira: 40 anos de Vivência Artística

A Prefeitura de Aracaju, por meio da Fundação Cultural Cidade de Aracaju (Funcaju), recebe, no Centro Cultural Palácio-Museu Luiz Antônio Barreto, a exposição “Mestre Nogueira: 40 anos de Vivência Artística”. A abertura acontece na próxima quinta-feira, 29, às 19h.

A mostra tem como objetivo apresentar ao público a trajetória de quatro décadas do artista visual Ednaldo Nogueira, conhecido como Mestre Nogueira. Natural de Laranjeiras, o artista construiu uma carreira expressiva, com exposições realizadas na Itália, França, Suíça e Portugal. O folclore laranjeirense é um tema recorrente em suas obras, reunindo proximidade, autenticidade e forte identidade cultural em seu fazer artístico.

Mestre Nogueira atua como pintor, escultor, chargista, letrista, cartazista, compositor e designer gráfico. Ao longo da carreira, ministrou oficinas de artes em diversas cidades e foi idealizador de projetos como a Galeria em Aberto e o Salão de Arte Contemporânea de Laranjeiras. Em 2025, também integrou o projeto Descubra Aracaju, da Secretaria Municipal de Turismo, na edição especial em comemoração aos 170 anos da capital.

A coordenadora do Centro Cultural Luiz Antônio Barreto, Salete Martins, destaca a relevância cultural da obra do artista. “Celebrar os 40 anos de Mestre Nogueira é reconhecer a força de um artista que transformou o folclore de Laranjeiras em uma linguagem universal. Sua obra, marcada pela autenticidade, identidade e proximidade com a cultura popular, atravessou fronteiras sem perder suas raízes”, ressalta.

O artista expositor também enfatiza a importância do apoio institucional para a realização da mostra. “Acredito que o apoio da Funcaju é essencial para o fortalecimento dessa iniciativa, que dialoga diretamente com a promoção da cultura, da memória e da arte sergipana”, afirma Mestre Nogueira.

O Centro Cultural Palácio-Museu Luiz Antônio Barreto está localizado na Praça General Valadão, no Centro de Aracaju, e funciona diariamente, das 8h às 17h, para visitação. Mais informações sobre exposições, visitas e atividades podem ser obtidas pelos telefones (79) 3214-5387 e (79) 3214-5325, ou pelas redes sociais oficiais da Funcaju.

Teexto e imagens reproduzidos do site: www aracaju se gov br

terça-feira, 13 de janeiro de 2026

Festival Arthur Bispo do Rosário acontece em Japaratuba

Publicação compartilhada do site DESTAQUE NOTÍCIAS, de 13 de janeiro de 2026

Festival Arthur Bispo do Rosário acontece em Japaratuba

A programação do Festival inclui dança, música, artes cênicas, audiovisual e manifestações da cultura popular

Japaratuba está realizando a 23ª edição do Festival de Artes Arthur Bispo do Rosário. Aberta nessa segunda-feira (12), a programação segue até a próxima sexta-feira (16). O evento ocupa a Praça Padre Caio Tavares com programação gratuita voltada à dança, música, artes cênicas, audiovisual e manifestações da cultura popular. Aquele município sergipano é reconhecido pela riqueza de suas tradições folclóricas e grupos de manifestações populares, como Cacumbi.

Um dos principais destaques da programação foi a inauguração da sala de exposição Jorge Natividade, em homenagem ao artista plástico japaratubense conhecido como Biriba, que construiu trajetória dedicada às artes visuais. O espaço funciona na antiga loja de artesanato, na Praça da Matriz, e abriu no primeiro dia do festival, antes da programação do palco principal.

Criado em 2002, o Festival leva o nome de Arthur Bispo do Rosário, artista nascido em Japaratuba e reconhecido internacionalmente. O conjunto de sua obra agrega 802 peças com diferentes técnicas, com destaque para a costura e bordado em tecido, em formas de fardões e estandartes.

“Foi uma das maiores honras que tive como curadora poder realizar essa exposição em homenagem ao mestre Arthur Bispo do Rosário. Ele é um gênio que conseguiu, com sua consciência artística, aproveitar matérias do seu dia a dia sofrido, produzindo tanto simbolismo sensível e cheio de histórias, e ressignificando sua existência. O artista projetou Japaratuba para o mundo com suas obras”, afirma a curadora Jane Junqueira.

Foto: G/S.

Texto e imagem reproduzidos do site: www destaquenoticias com br

quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

Missa pelos 13 anos da morte de Frei Miguel

Foto: Arquidiocese de Aracaju

Publicação compartilhada do site do Portal A8SE, de 6 de janeiro de 2026

Santuário São Judas Tadeu celebra missa pelos 13 anos da morte de Frei Miguel

Celebração marca o encerramento de um tríduo em preparação à data, realizado no santuário

Nesta sexta-feira (9), será celebrada a missa que marca os 13 anos da morte de Frei Miguel, no Santuário São Judas Tadeu, no bairro América, em Aracaju. A cerimônia está prevista para às 19h30, no local onde o religioso está sepultado e que, ao longo dos anos, passou a receber visitas de fiéis que mantêm a devoção à sua memória.

A celebração marca o encerramento de um tríduo em preparação à data, realizado no mesmo santuário. A comissão organizadora também pede que pessoas que afirmam ter alcançado graças por intercessão de Frei Miguel entreguem seus testemunhos por escrito na secretaria da igreja.

Quem foi Frei Miguel

Nascido Michelangelo Serafini, em Cíngoli, na Itália, em 30 de outubro de 1908, Frei Miguel ingressou na Ordem dos Capuchinhos, foi ordenado sacerdote em 1934 e chegou ao Brasil no ano seguinte. Atuou como missionário na Bahia e, sobretudo, em Sergipe, onde construiu a Igreja São Judas Tadeu e deixou forte legado de fé, acolhimento e serviço aos mais pobres.

Conhecido popularmente como “o Santo de Aracaju”, Frei Miguel tornou-se referência espiritual para milhares de devotos. Foi confessor, orientador espiritual e personagem central na formação religiosa de diversas gerações. Morreu em 9 de janeiro de 2013, aos 104 anos. Em 2016, foi inaugurado o Memorial Frei Miguel, no próprio santuário, que guarda sua história e memória.

O processo de beatificação do religioso já foi iniciado pela Igreja Católica, e a devoção popular segue viva, impulsionando testemunhos, homenagens e manifestações de fé todos os anos na data de sua morte.

Texto e imagem reproduzidos do site: a8se.com

domingo, 4 de janeiro de 2026

51º Encontro Cultural de Laranjeiras (2026)

Grupo de Reisado é uma das manifestações culturais
 que estarão em evidência durante o encontro cultural
 Foto: Igor Matias

Indumentária utilizada por alguns grupos folclóricos
 que fazem parte da identidade sergipana

Museu de Arte Sacra é um imóvel do século XIX, 
cujo acervo inclui uma vasta coleção de imagens sacras

Casa do Artesanato, no Centro, destaca-se, principalmente, 
pela produção de renda irlandesa

Gastronomia local conta com pratos à base de frutos do mar e do rio, 
como peixes, camarão, entre outros

Igreja Matriz Sagrado Coração de Jesus é datada do século XVIII
 e um convite a historiadores e turistas 

Conjunto arquitetônico da cidade, com igrejas centenárias, 
casarões históricos e paisagens às margens do Rio Cotinguiba, 
são atrações algumas das turísticas 
Fotos: Max Carlos/Setur

Publicação compartilhada do site GOVERNO DE SERGIPE, de 2 de Janeiro de 2026 

Cultura e tradição atraem visitantes e turistas para o 51º Encontro Cultural de Laranjeiras

Na cidade histórica, berço da cultura sergipana, evento se consolida no cenário nacional ao fortalecer identidades populares e, assim, impulsiona o turismo no estado

Com apoio do Governo de Sergipe, o município de Laranjeiras, localizado na Grande Aracaju, promove, entre os dias 4 e 11 de janeiro de 2026, o 51º Encontro Cultural de Laranjeiras, considerado um dos maiores eventos culturais do Brasil. Assim, Sergipe, mais uma vez, destaca-se no cenário nacional com a realização do encontro, que reúne manifestações populares, estudos e práticas da folkcomunicação – comunicação popular. Além de contar com uma programação musical com artistas locais e nacionais, atraindo grande público, o evento possibilita que os visitantes, entre pesquisadores, turistas e moradores de diversas regiões do estado, possam, ainda, aproveitar os oito dias de evento para desfrutar dos inúmeros atrativos turísticos do município.

A secretária de Estado do Turismo, Daniela Mesquita, destaca que o evento reafirma Laranjeiras como referência na preservação e difusão do patrimônio cultural e imaterial brasileiro, valorizando tradições. “O Encontro Cultural de Laranjeiras é um espaço de troca de saberes e de fortalecimento das culturas populares. E a programação pensada para integrar pesquisa e espetáculo, mantendo o caráter histórico do encontro, faz do evento uma experiência única ao contar com a participação de mestres da tradição popular. Assim, reafirma o papel como espaço de celebração das identidades sergipana e brasileira”, afirma.

Daniela Mesquita enfatiza ainda que o Encontro Cultural de Laranjeiras impulsiona o turismo na cidade, cuja característica marcante é o conjunto arquitetônico, com igrejas centenárias, museus, casarões históricos e paisagens às margens do Rio Cotinguiba. Também, segundo ela, oportuniza aos visitantes conhecerem a gastronomia local, cujas tradições afro-brasileira e nordestina dispõem de pratos à base de frutos do mar e do rio, como peixe, camarão e caranguejo, por exemplo, além de doces. “O artesanato também é evidenciado com peças em cerâmica, madeira, palha, tecido, bordados e objetos decorativos que retratam o cotidiano, a religiosidade e as manifestações culturais da cidade”, completa a secretária.

Berço cultural

Projetada nacionalmente, Laranjeiras vê fortalecido o papel dela como território de memória, tradições e identidade cultural ao se tornar um espaço de vivência cultural. Com uma programação robusta, a 51ª edição do Encontro Cultural conta, especialmente, com apresentações de grupos folclóricos, como o samba de pareia, reisado, taieira, cacumbi e outras expressões que fazem parte da identidade sergipana. A programação também contempla cortejos, realizações de oficinas, mesas de debate, exposições, espetáculos teatrais e shows musicais.

A cidade histórica, considerada berço da cultura sergipana, reúne um conjunto arquitetônico e urbano tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). São diversos edifícios coloniais que retratam a história e a cultura locais, a exemplo de igrejas e monumentos que fazem dela um importante polo turístico e cultural, preservando a memória e a identidade de Sergipe.

As igrejas, que são inúmeras, são os monumentos mais visitados. Entre elas, estão a Igreja Matriz Sagrado Coração de Jesus, datada do século XVIII; Igreja Nossa Senhora da Conceição da Comandaroba, que foi edificada pelos padres jesuítas da Companhia de Jesus; Igreja Senhor do Bonfim, do século XIX, que possui arquitetura colonial; e Igreja Nossa Senhora da Conceição dos Homens Pardos.

Mais tradição

Há, ainda, o Centro Histórico, com ruas de paralelepípedo repletas de edificações que contam a história da cidade, como os Trapiches do século XIX, onde funcionam a Universidade Federal de Sergipe (UFS) e o Mercado Municipal. Há também a Casa de Cultura João Ribeiro, um espaço voltado à pesquisa, onde se encontra todo o acervo do jornalista, crítico literário, filólogo, historiador, pintor, tradutor brasileiro e membro da Academia Brasileira de Letras (ABL), João Ribeiro, que nasceu em Laranjeiras em 1860 e faleceu no Rio de Janeiro em 1934.

A cidade abriga ainda o Museu de Arte Sacra, um imóvel do século XIX, cujo acervo inclui uma vasta coleção de imagens sacras, mobiliário, documentos e porcelanas que datam dos séculos XVII ao XX; a Casa do Folclore Zé Candunga, onde tudo se refere à cultura, tradições e manifestações do folclore laranjeirense, a exemplo dos Lambe-sujo e Caboclinhos, festa que acontece na primeira semana do mês de outubro. Há, também, a Casa do Artesanato, localizada no início da Avenida João Sapateiro, no Centro da cidade, destacando-se, principalmente, pela produção de renda irlandesa, Patrimônio Cultural e Imaterial de Sergipe.

Outro destaque do município é a comunidade quilombola no Povoado Mussuca. Conhecida pela herança cultural e histórica, a comunidade é composta principalmente por descendentes de africanos que foram escravizados. Ali, são preservadas as tradições culturais, religiosas e sociais que remontam os tempos da escravidão. A Mussuca é famosa pelo Samba de Pareia, uma dança tradicional que representa a resistência e a identidade cultural dos quilombolas da comunidade.

Texto e imagens reproduzidos do site: www se gov br

51º Encontro Cultural de Laranjeiras


Festival Cultural de Laranjeiras — Foto: Marco Ferro/ASN

Publicação compartilhada do site G1 GLOBO SE., de 29 de dezembro de 2025 

Confira a programação do Encontro Cultural de Laranjeiras

Evento acontece de 4 a 11 de janeiro de 2026.

Por g1 SE

A programação do 51º Encontro Cultural de Laranjeiras, que acontece de 4 a 11 de janeiro de 2026, foi divulgada na manhã desta segunda-feira (29) pela prefeitura do município.

O Encontro Cultural deste ano traz como tema “Culturas Populares e Folkcomunicação: é de ponta de pé, é de calcanhar”, reforçando a diversidade, a tradição e a preservação das manifestações folclóricas brasileiras.

A programação reúne música, teatro, dança, oficinas, apresentações de grupos folclóricos, simpósio, cortejos e vivências voltadas à folkcomunicação, entre outras atrações. Confira a programação completa divulgada pela prefeitura da cidade.

Entre os nomes que fazem parte da programação musical estão: Devinho Novaes, Joelma, Edcity, Sandra de Sá, Simone Mendes, Dilsinho ,Tarcísio do Acordeon, além de Padre Fábio de Melo.

Confira o horário dos shows:

09/01 sexta-feira

20h30: Grupo Folclórico São Gonçalo da Mussuca
21h: Devinho Novaes
0h: Joelma
02h :Taty Girl
04h: Fantasmão
Intervalos com Banda Centaura

10/01 Sábado

22h: Dilsinho
0h: Simone Mendes:
02h: Tarcísio do Acordeon
04h: Leonne o Nobre
Intervalos com DJ Dubai

11/01 Domingo

15h: Cryminor
Festival de Reggae
16h: Jardim dos Leões
17h: Vibrações
18h: Sisal Roots
19h: Adão Negro
20h30: Banda Pressão
21h30: Yuri Rodrigues e Roquinho Almeida
22h30: Marclésia Gomes e Lellynha Sawré
23h30: Sandro Reis
Intervalos com Caravana Sounds e Zidanny

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Texto reproduzido do site: g1 globo com/se/se

sexta-feira, 2 de janeiro de 2026

Festa do Bom Jesus dos Navegantes...

Artigo compartilhado do site da ARQUIDIOCESE DE ARACAJU, de 31 de dezembro de 2025

Festa do Bom Jesus dos Navegantes: fé, tradição e história que acompanham o nascimento de Aracaju

Por Rafael Santos

A Festa do Bom Jesus dos Navegantes é uma das mais antigas e significativas expressões de fé do povo sergipano. Sua origem praticamente se confunde com a própria história de Aracaju, que se tornou capital da província em 1855. De acordo com registros históricos e com a tradição oral, a festa teve início entre os anos de 1856 e 1857, sendo considerada por muitos historiadores como a principal manifestação religiosa dos primeiros anos da cidade.

A devoção nasceu entre os pescadores que habitavam o antigo povoado de Santo Antônio, região que hoje corresponde à Colina de Santo Antônio. Segundo a tradição, durante uma forte tempestade, esses pescadores clamaram ao Bom Jesus para que acalmasse as águas, assim como narrado no Evangelho. Do rio ou do mar, eles avistaram ao longe a colina com a cruz e confiaram sua vida à proteção do Bom Jesus. Atendidos em sua súplica, passaram a cultivar a devoção que deu origem à festa, cuja cruz é a mesma que até hoje segue em procissão.

Um ciclo de festejos na Aracaju antiga

Historicamente, a Festa do Bom Jesus dos Navegantes integrava um amplo ciclo de celebrações religiosas da antiga cidade. Esse período festivo tinha início no dia 8 de dezembro, com a Solenidade da Imaculada Conceição, e se estendia até as celebrações de São Benedito. No último domingo de dezembro, a imagem do Bom Jesus descia da colina em direção à catedral, onde permanecia até o dia 1º de janeiro, quando acontecia a tradicional procissão fluvial. Após retornar à catedral, a imagem seguia novamente em procissão até a Colina de Santo Antônio, no domingo seguinte.

Com o passar do tempo, o formato da festa passou adaptações, mas manteve seus elementos essenciais, preservando a riqueza simbólica e espiritual que atravessa gerações.

Programação atual mantém tradição centenária

Atualmente, a Festa do Bom Jesus dos Navegantes conserva a descida da imagem da Colina de Santo Antônio até a Catedral Metropolitana, bem como a tradicional procissão fluvial no dia 1º de janeiro, prática que remonta aos primórdios da devoção e possui a mesma idade da festa.

Neste ano, a programação teve início com o tríduo nos dias 25, 26 e 27 de dezembro. No sábado, dia 27, a imagem do Bom Jesus desceu da colina e seguiu para a Catedral Metropolitana de Aracaju, onde permanecerá até o dia 1º.

No primeiro dia do ano, às 14h, a imagem irá sair da catedral em direção ao Ponto do Imperador, local de embarque para a procissão fluvial. Conduzido em uma embarcação principal, o Bom Jesus seguirá pelas águas, acompanhado por dezenas de barcos, canoas e veleiros, atravessando áreas tradicionais de pesca, passando pelo bairro Industrial, pela região próxima à Barra dos Coqueiros e pelas proximidades da foz do rio, onde devotos aguardam em oração.

Após o retorno ao Ponto do Imperador, terá início a procissão terrestre, que percorrerá  importantes vias do centro histórico da cidade, passando por praças e ruas tradicionais, até a subida final para a Colina de Santo Antônio.

A Festa do Bom Jesus dos Navegantes segue sendo um patrimônio religioso e cultural de Aracaju, testemunhando a fé de um povo que, desde o nascimento da cidade, confia sua vida, seu trabalho e suas águas à proteção do Bom Jesus.

Texto e imagem reproduzidos do site: arquidiocesedearacaju org

sexta-feira, 26 de dezembro de 2025

Gente nova para novas leituras de Sergipe

Escritora Andreza Maynard


Jornalista Beneti Nascimento conversando
 com o público presente ao evento

Artigo compartilhado do site SÓ SERGIPE, de 5 de dezembro de 2025

Gente nova para novas leituras de Sergipe

Prof. Dr. Claudefranklin Monteiro Santos (Coluna Outras Palavras)

Acompanhei boa parte do lançamento do livro Novas Leituras de Sergipe, organizado pela Profª. Drª. Andreza Santos Cruz Maynard (CODAP/UFS), ao lado do confrade Expedito Souza. Lá pelas tantas, após folhear suas 174 páginas, ele se dirigiu a mim com o seguinte questionamento: “Monteiro, estou sentindo falta de nomes como Mário Cabral, Thetis Nunes, Luiz Antônio, Claudefranklin (risos de minha parte, claro)”. No que, discreta e prontamente, lhe respondi apontando para o título da obra que em si já traduz a sua essência e também  seu propósito.

O evento aconteceu nas dependências da Escola do Legislativo do Estado de Sergipe, em Aracaju, no dia 26 de novembro, durante a nova edição do projeto  “Encontro com o Autor Sergipano” sob a batuta de Beneti Nascimento, coordenador de Assuntos Culturais da ELESE. Concorrido, contou com as presenças dos autores, deste que vos escreve, além de personalidades como a Profª Drª Sheyla Farias Silva, professora adjunta da UFS e coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Ensino de História (ProfHistória), da referida instituição, da Profª. Sayonara Rodrigues do Nascimento Santana, diretora do Arquivo Público do Estado de Sergipe (APES) e do secretário de Estado da Cultura de Sergipe, Valadares Filho.

Publicado com recursos da Política Nacional Aldir Blanc, junto à Funcaju, Funcap e Prefeitura de Aracaju, o livro “Novas Leituras de Sergipe” é constituído por 40 textos, de autoria dos seguintes pesquisadores, professores e intelectuais: Andreza Maynard, Diego Leonardo, Adriana Mendonça, Francisco Diemerson, Adriano Antunes, Clotildes Farias, Maria Luiza Pérola, Lucindo Júnior, Paulo Roberto, Priscila Antônia, Roberta da Silva, Ailton Silva, Gabriela Rezende, Maria Viviane, Letícia Conceição, Paula Tavares, Liliane Costa e Mônica Apenburg.

Dividido em duas partes (Leituras de Sergipe e Leituras de Aracaju), “Novas Leituras de Sergipe” reúne artigos publicados originalmente na coluna “Getempo em Revista”, criada em abril de 2012, numa parceria com o portal Infonet. Para Maria Luiza Pérola Dantas Barros: “Se a ideia inicial envolvia publicar textos de Pesquisadores ligados ao GET, hoje [2025] não nos detemos a isso. Sem renunciar à qualidade, passamos a receber contribuições de diversos pesquisadores e de diferentes partes do Brasil” (p. 91), cumprindo, a meu ver, aquilo que é significativo em todo processo de produção do conhecimento científico, não sendo diferente no campo da História, que é a divulgação, inclusive para o público comum e não acadêmico, dos frutos de pesquisas realizadas no seio da universidade pública brasileira, mais de perto, em Sergipe.

O GET é a sigla para designar o Grupo de Estudos do Tempo Presente (UFS/CNPq), fundado pelo Prof. Dr. Dilton Cândido Maynard, em 2008, como parte das ações de pesquisa e extensão do Curso de Licenciatura em História da Universidade Federal de Sergipe. Dilton está entre os mais destacados e produtivos professores do Departamento de História. Até pouco tempo, ocupava o cargo de pró-reitor da Universidade Federal de Sergipe. Ao lado de sua esposa, a Profª Drª Andreza Maynard, pais de Dante e Ângelo, tem dado uma importante contribuição para a formação e desenvolvimento intelectual de vários jovens das diversas cidades do Estado de Sergipe, alguns destes com destaque em seleções de Mestrado e Doutorado em nível nacional, além de êxito em concursos públicos, notadamente na área de docência do Ensino Superior.

O que mais chama a minha atenção em Novas Leituras de Sergipe é o fato de ser composto por textos que costumo chamar de fôlego curto, se comparados a outros como artigos científicos, dissertações, teses ou tratados. Além do exercício da síntese objetiva e cirúrgica que tais produções exigem, destaco ainda o seu viés didático, deixando a disposição de um número maior de leitores (especializados ou não) a chance de ter acesso a releituras e novas abordagens de temas como Sergipanos e Sergipanidades, Segunda Guerra Mundial, Educação, Emancipação Política de Sergipe, Patrimônio Cultural, Cangaço, Imprensa, História Política, Cinema, Teatro, Práticas e Manifestações Culturais.

Enfim, conforme ressalta a sua organizadora, trata de “(…) um convite para uma viagem rumo à cultura sergipana”, sob a ótica, o entusiasmo, o vigor e a qualidade de jovens mentes e jovens historiadores de um celeiro chamado Historiografia Sergipana, que segue gerando frutos de grande envergadura intelectual, a exemplo de Mário Cabral, Thetis Nunes, Luiz Antônio Barreto, entre outros e outras.

Texto e imagens reproduzidos do site: sosergipe com br

quarta-feira, 24 de dezembro de 2025

Exposição em Homenagem a "Beto Pezão - Alquimista do Barro"

 Foto: Museu da Gente Sergipana

Publicação compartilhada do site A8 SE, de 18 de dezembro de 2025

Museu da Gente Sergipana inaugura exposição em homenagem a Beto Pezão nesta sexta (19)

A mostra será lançada às 10h, na sala de exposições temporárias do museu.

Por Redação do Portal A8SE

O Instituto Banese, através do Museu da Gente Sergipana, realizará nesta sexta-feira (19), a abertura da exposição "Beto Pezão - Alquimista do Barro". A abertura começa às 10h e é uma homenagem ao poeta das mãos que modelam a alma do sertão, tendo os icônicos pés alongados, Beto Pezão.

O projeto traça a vida e a jornada de um artista cujo trabalho transcende o material, transformando o barro em narrativas visuais da vida ribeirinha e do cotidiano nordestino. São sertanejos, pescadores, lavadeiras, feirantes, mães e santos, todos com a expressão da vida que teima em brotar na paisagem seca.

Além das obras, a exposição apresenta o universo de trabalho do artista, onde, como um verdadeiro alquimista, ele transforma esse elemento da natureza, o barro, em peças de valor que captam a essência da alma nordestina.

A exposição tem a curadoria da coordenadora do Museu, a arquiteta e historiadora Karla Souza, e projeto expográfico assinado pelos arquitetos Ezio Déda, Eduardo Lucas, Karla Souza, Pedro Cury Monzu, Marlon Santos Lima, Daniel Souza Nascimento e Pedro Borges Melo.

A mostra "Beto Pezão - Alquimista do Barro" permanecerá em cartaz até o dia 11 de janeiro e poderá ser visitada no horário de funcionamento do museu, das 10h às 15h.

Oficina

Após o lançamento, será realizada uma visita mediada pela exposição na companhia de Beto Pezão que conversará sobre sua vida artística e seus modos de fazer arte.

A iniciativa tem como objetivo promover uma experiência criativa com a argila, contato com a natureza e convivência com o artista. Não será necessário inscrição prévia para participar da atividade.

Texto e imagem reproduzidos do site: a8se com