sexta-feira, 13 de março de 2026

Nova ponte sobre o Rio Sergipe, que ligará Aracaju - Barra dos Coqueiros.

Foto1: Ilustração extraída de vídeo do YouTube

Foto2: Reinaldo Moura

Texto compartilhado do site A8SE, de 13 de março de 2026 

Contrato para construção da nova ponte Aracaju–Barra é assinado no valor de R$ 838 milhões

Obra integra complexo viário e representa o maior investimento já realizado em uma obra urbana no estado

Por Redação do Portal A8SE, com informações do Gov/SE

Contrato para construção da nova ponte Aracaju–Barra é assinado no valor de R$ 838 milhões

O governador Fábio Mitidieri assinou, na última quinta-feira (12), o contrato com o consórcio vencedor responsável pela construção da nova ponte sobre o Rio Sergipe, que ligará Aracaju ao município de Barra dos Coqueiros.

A obra integra um complexo viário estratégico e representa o maior investimento já realizado em uma obra urbana no estado.

O contrato foi firmado com o Consórcio Coqueiros Aracaju, formado pelas empresas Construbase Engenharia Ltda, Construtora Cidade Ltda, Paulitec Construções Ltda e Heca Construtora Ltda. A proposta vencedora tem valor global de R$ 838.375.230,55, incluindo a elaboração dos projetos e a execução completa da obra.

Fábio Mitidieri ressaltou, ainda, que a obra marca o início de uma nova etapa do projeto, que, em breve, terá a emissão da ordem de serviço.

“A expectativa é que possamos dar a ordem de serviço de forma festiva, inclusive com a presença do presidente Lula. Nos próximos meses, teremos montagem de canteiros e contratação de pessoal”, acrescentou.

Geração de empregos

Além do impacto na mobilidade urbana e no desenvolvimento regional, a obra também deve gerar empregos diretos e indiretos ao longo de sua execução.

A estimativa é de que cerca de 500 empregos diretos sejam criados durante a fase de construção, além de diversas vagas indiretas ligadas à cadeia produtiva da obra.

Tecnologia e execução da obra

O contrato segue o modelo de contratação integrada, no qual o consórcio será responsável pela elaboração do projeto básico e executivo, além da execução completa da obra e dos acessos viários.

O empreendimento utilizará a metodologia Building Information Modeling, tecnologia que permite modelagem digital integrada, maior precisão no planejamento, compatibilização de projetos e melhor controle de custos e prazos.

Segundo o representante do consórcio construtor, Marcelo Yassuo Sunemi, a obra será conduzida com foco em sustentabilidade e segurança.

“A missão que recebemos hoje será encarada com a maior responsabilidade para entregar uma obra rápida, sustentável, com arquitetura moderna e muito segura. Nosso compromisso é respeitar o meio ambiente e manter a população sempre informada durante todo o processo”, afirmou.

Ele explicou, ainda, que a execução deve durar entre três e quatro anos e que haverá diálogo constante com a comunidade para minimizar impactos durante o período de obras.

Fonte: Gov/SE

Texto e foto2 reproduzidos do site: a8se com/noticias

quinta-feira, 12 de março de 2026

Memorial Walmir Almeida será inaugurado...

Publicação compartilhada do site FAXAJU, de 12 de março de 2026

Memorial Walmir Almeida será inaugurado nesta quinta-feira, em Aracaju

O Cine Walmir Almeida realiza na próxima quinta-feira, 19, às 19h, a cerimônia de inauguração do Memorial Walmir Almeida, um espaço dedicado à preservação da memória, da história e das contribuições culturais que ajudaram a construir a trajetória do audiovisual e das artes em Sergipe. A iniciativa é uma realização executada pelo Centro São Lázaro, com produção da AVBR Produções, responsável também pela administração e readequação do próprio Cine Walmir Almeida.

O memorial será instalado no Palácio-Museu Luiz Antônio Barreto, equipamento cultural que passou recentemente por mudança de nomenclatura, anteriormente conhecido como Centro Cultural de Aracaju, localizado na Praça General Valadão, na região central da capital sergipana.

Mais do que um espaço expositivo, o Memorial Walmir Almeida nasce como ponto de encontro entre gerações, reunindo registros históricos, fotografias, documentos e conteúdos audiovisuais que evidenciam a riqueza cultural do estado e a importância da preservação da memória como instrumento de identidade e formação social. A iniciativa busca manter viva a história do cinema e das manifestações culturais sergipanas, além de incentivar novos olhares sobre a produção artística local.

Patrono do espaço, Walmir Almeida (1930–2012) foi um dos mais importantes fotógrafos e cinegrafistas de Sergipe, responsável por registrar acontecimentos sociais, culturais e políticos que marcaram a história do estado ao longo de décadas. Como cinegrafista, suas produções foram exibidas em praticamente todos os cinemas do país por meio dos antigos jornais cinematográficos, contribuindo para a difusão de imagens e acontecimentos sergipanos em âmbito nacional.

Reconhecido como referência na fotografia documental, atuou também na área de reportagem fotográfica, prestando serviços a diversos governos estaduais e construindo um acervo superior a dez mil imagens. Esse conjunto iconográfico reúne registros de momentos decisivos da vida política, institucional e social de Sergipe, constituindo hoje um patrimônio histórico de grande relevância.

Segundo a coordenadora do projeto, Rosângela Rocha, a implantação do memorial é resultado de um trabalho técnico e sensível de preservação histórica, desenvolvido ao longo de seis meses de pesquisa e organização.

“A criação do Memorial Walmir Almeida exigiu um minucioso processo de levantamento, seleção e catalogação do acervo, realizado com o apoio de profissionais especializados e da própria família do fotógrafo, cuja contribuição foi essencial para o resgate e a contextualização dos materiais. No espaço, o público poderá conhecer fotografias, registros audiovisuais, documentos e outros itens que revelam momentos marcantes da história política, social e cultural de Sergipe sob o olhar de Walmir Almeida”, afirmou.

Para a coordenadora, o memorial também cumpre um papel educativo e de valorização da memória coletiva. “Mais do que preservar um acervo, o projeto busca manter viva a história e ampliar o acesso da população a um patrimônio cultural de grande relevância”, acrescentou.

A graduada em Museologia e História e mestre em História pela Universidade Federal de Sergipe (UFS), Ingrid Batista Santos, participou do processo de pesquisa e organização do acervo que compõe o memorial. Ela integrou a equipe responsável pela construção do projeto expositivo do Memorial Walmir Almeida, que apresenta diferentes aspectos da trajetória do homenageado a partir da seleção de materiais de seu acervo pessoal, cedido por seu filho, Eduardo Almeida.

“Trata-se de um acervo amplo e bastante diversificado, que permite compreender Walmir Almeida como uma figura extremamente atuante na vida cultural e social de Sergipe. Além da fotografia e do cinema, ele teve participação em diferentes áreas, como a aviação e o esporte, sempre buscando contribuir para a estruturação e o desenvolvimento desses espaços”, destacou.

De acordo com a pesquisadora, o material reunido revela ainda a dimensão nacional do trabalho de Walmir Almeida. “Entre os conteúdos apresentados no memorial estão reportagens cinematográficas produzidas por ele e exibidas em cinemas de todo o país antes das sessões de filmes, narradas por Cid Moreira. Esses registros mostram como Sergipe era apresentado ao Brasil por meio de suas imagens”, explicou.

Requalificação

Desde o dia 13 de maio de 2025, quando foi realizada a cerimônia de inauguração do espaço, o Cine Walmir Almeida passou a operar com sua estrutura modernizada, consolidando-se como um equipamento cultural voltado à exibição audiovisual de qualidade. O evento contou com a presença de autoridades, representantes do setor cultural e convidados. Enquanto atividade econômica, com registro na Agência Nacional do Cinema (Ancine) e relacionamento com o mercado cinematográfico, o cinema iniciou seu funcionamento regular em 15 de maio de 2025.

Na ocasião, foi exibido o curta-metragem “Cine Revista na Tela”, dirigido pelo próprio Walmir Almeida, reforçando o vínculo histórico entre o espaço e o legado do patrono. O local funcionava apenas como uma sala de exibição e, atualmente, dispõe de projetor digital moderno, sistema de climatização, tratamento acústico profissional e assentos escalonados, garantindo conforto, visibilidade e condições técnicas adequadas para sessões cinematográficas, mostras e festivais.

A adequação do espaço foi viabilizada pela união de recursos provenientes de instituições parceiras, permitindo ao público sergipano contar com um ambiente estruturado e com excelentes condições para exibição audiovisual.

A requalificação é resultado da execução de Termo de Colaboração com Organização da Sociedade Civil para aplicação de recursos da Lei Paulo Gustavo. A iniciativa decorre de parceria entre a AVBR Produções, por meio do edital da Lei Paulo Gustavo nº 006/2023 — Tarcísio Duarte/Audiovisual, operacionalizado pela Fundação de Cultura e Arte Aperipê de Sergipe (Funcap), Governo do Estado de Sergipe e Governo Federal; e o Terreiro São Lázaro, contemplado pelo edital nº 011/2023 da Fundação Cultural Cidade de Aracaju (Funcaju).

A solenidade de inauguração contará com a presença de autoridades, representantes do setor cultural, artistas, pesquisadores e convidados, marcando oficialmente a abertura do espaço ao público. O projeto integra um conjunto de ações voltadas ao fortalecimento da memória, da preservação histórica e da produção cultural em Sergipe.

Assessoria de Comunicação | AVBR Produções | @avbrproducoes

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Texto e imagem reproduzidos do site: www faxaju com br

sexta-feira, 6 de março de 2026

Exposição celebra os 171 anos de Aracaju na Galeria Álvaro Santos

Foto Karla Tavares / PMA


Arte: Ascom Funcaju

Jaci RosaCruz, coordenadora da Galeria de Arte Álvaro Santos

Publicação compartilhada do site da PMA, de 3 de março de 2026

Exposição celebra os 171 anos de Aracaju na Galeria Álvaro Santos

Funcaju

A Prefeitura de Aracaju, por meio da Fundação Cultural Cidade de Aracaju (Funcaju) e da Galeria de Arte Álvaro Santos, realiza no dia 12 de março, às 19h, a abertura da exposição ‘Aracaju Vista por Seus Artistas Visuais’. A mostra integra o calendário comemorativo pelos 171 anos da capital sergipana.

A exposição tem curadoria de Fernando Cajueiro e reuni obras de 29 artistas, apresentando uma versão atualizada da coletiva ‘Aracaju Vista por Seus Pintores', realizada na mesma galeria durante as comemorações dos 150 anos da cidade. Nesta edição, algumas obras da versão anterior deram lugar a novos trabalhos, ampliando o diálogo e trazendo diferentes perspectivas e modos de ver Aracaju ao longo do tempo.

A proposta é celebrar a cidade por meio da arte, destacando que os artistas não apenas retratam seus espaços urbanos, mas os reinterpretam, transformando cenários cotidianos em reflexões sobre identidade, memória e pertencimento. As obras apresentadas revelam processos contínuos de interação entre a cidade, os artistas e o público.

A coordenadora da Galeria de Arte Álvaro Santos, Jaci RosaCruz, fala sobre a abordagem da exposição. “A exposição é uma reedição da mostra realizada há 21 anos, nos 150 anos de Aracaju, com curadoria de Fernando Cajueiro. Desta vez, ampliamos os olhares, trazendo também e especialmente perspectivas de mulheres e de artistas da periferia. Aracaju é múltipla e essa multiplicidade se revela em cada obra. A exposição está deslumbrante”, pontua.

A Galeria de Arte Álvaro Santos está localizada na Praça Olímpio Campos, s/n, no Centro de Aracaju, e funciona de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (79) 3179-1308 ou pelas redes sociais oficiais da Funcaju.

Texto e imagens reproduzidos do site: www aracaju se gov br

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

O Inventário Cultural de Maruim

Artigo compartilhado do site SÓ SERGIPE, de 3 de janeiro de 2026 

O Inventário Cultural de Maruim 
Por Luciano Correia *

Quando da aproximação dos 200 anos da independência de Sergipe, intelectuais, entidades culturais e setores dos poderes públicos se reuniram numa sala apertada do Palácio-Museu Olímpio Campos para uma discussão preparatória de um cronograma de comemorações dessa que é, de fato, nossa mais importante efeméride. Como secretário municipal de Comunicação Social, participei representando a prefeitura de Aracaju. Apesar da presença de gente séria e competente, a reunião foi a melhor definição do caos. Um samba do crioulo doido em matéria de delírios sem pé nem cabeça. Em vinte minutos, vi que aquilo não ia dar em nada. E não deu.  

Capa do livroSe nada foi promovido além da patuscada tradicional improvisada nessas horas para tentar justificar alguma ação, pelo menos a republicação de um livro nos salvou da vergonha total. Refiro-me ao Inventário Cultural de Maruim, publicado originalmente em 1994 e reeditado agora em versão ampliada pela professora Maria Lúcia Marques Cruz e Silva. Não me recordo se a professora estava presente na fatídica reunião do nada-com-coisa-nenhuma, já que é uma dessas incansáveis pesquisadoras que milita em tempo integral nos campos da história e da cultura. 

Talvez não tenha sido lembrada para aquela reunião de figurões da cultura oficial, afinal, alguém com esse perfil, evidentemente, não interessa aos convescotes regados por finos acepipes e sucos tropicais variados. O livro, portanto, é uma edição comemorativa de uma data que, para espanto geral, passou praticamente em branco. Quisera que todo município sergipano contasse com uma obra de tamanho fôlego escavando sua história a partir de seu desenvolvimento econômico e social, sua história política, incluindo a das gentes do andar inferior, sobretudo os escravos. 

É claro que um mergulho na vida econômica arrasta consigo a história do poder e da dominação, elencando a casta de seus principais políticos e o papel que desempenharam não só no âmbito da cidade, mas da província. E assim encontramos personagens como Gonçallo Rollemberg do Prado e a Usina das Pedras, a importância econômica do algodão, do calcário e da cana-de-açúcar. O inventário percorre outras áreas da vida maruinense desde a fundação da cidade, revivendo as festas de seu calendário cultural, o desenvolvimento da educação, da saúde e do esporte. 

No capítulo dedicado ao esporte, traz raras informações até então desconhecidas do grande público, mostrando como Maruim não só foi pioneira no futebol em Sergipe, como seus clubes tiveram papel relevante no estado, mas este, seguramente, é fonte para um artigo só sobre isso. A publicação exibe ainda um quadro da representação dos poderes municipais desde épocas remotas até a atualidade, com relação de vereadores, presidentes da câmara e prefeitos.  

Berço da economia e da política na província de Sergipe, Maruim foi uma das cidades contempladas com a visita do Imperador Dom Pedro II, em 1860, onde aportou na margem esquerda do rio Ganhamoroba acompanhado da Imperatriz Tereza Cristina. Na passagem de um dia, caminhou pelas ruas da cidade, visitou escolas, inaugurou obras e assistiu à missa. No quartel da polícia, fazendo a inspeção das armas, questionou a razão de uma palmatória pendurada numa parede. A resposta do comandante: era para castigar escravos encontrados fora de hora vagando pelas ruas. Dom Pedro reagiu de forma enérgica, ordenando que a punição fosse imediatamente extinta das práticas da polícia. 

Discreta, quase obscurecida no isolamento de um município que perdeu importância e hoje é praticamente ignorado dos órgãos culturais do estado, a obra da professora Maria Lúcia acende uma faísca de esperança na mediocridade das políticas culturais focadas somente nos practuns e pracatás juninos e carnavalescos, espelho e expressão dos gestores maiores, todos eles avessos, senão ignorantes mesmo, à pesquisa histórica que repõe a grandeza de nossa historiografia. 

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Sobre Luciano Correia - Jornalista e professor da Universidade Federal de Sergipe

Texto e imagem reproduzidos do site: www sosergipe com br

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

Maestro Guilherme Mannis se despede da Orquestra Sinfônica de Sergipe...


Artigo compartilhado de post do Facebook/Pascoal Maynard, de 12 de fevereiro de 2026

Maestro Guilherme Mannis se despede da Orquestra Sinfônica de Sergipe deixando legado de excelência e projeção nacional

Por Pascoal Maynard *

A Orquestra Sinfônica de Sergipe vive um momento de emoção e reconhecimento ao se despedir do maestro Guilherme Mannis, cuja trajetória à frente da instituição foi marcada por compromisso artístico, ousadia programática e profunda dedicação à formação de público. Sua passagem pela ORSSE consolidou uma fase de amadurecimento musical, expansão de repertório e diálogo constante com grandes nomes da música brasileira e internacional.

Desde o início de sua gestão, Mannis imprimiu uma identidade clara à orquestra: rigor técnico aliado à sensibilidade interpretativa. 

Para mim, essa despedida carrega também um significado profundamente pessoal. Acompanhei de perto a trajetória da Orquestra Sinfônica de Sergipe desde os seus primeiros passos, quando exerci os cargos de Chefe de Gabinete da Secretaria de Cultura e Diretor do Teatro Tobias Barreto, na gestão do secretário José Carlos Teixeira — cuja determinação e visão foram decisivas para a criação da Orquestra Sinfônica de Sergipe. Vivi aquele momento histórico de construção institucional, de enfrentamento de desafios e de consolidação de um sonho coletivo que hoje se traduz em realidade cultural para o nosso Estado.

A despedida de Guilherme Mannis não representa um fim, mas a celebração de um ciclo de crescimento e transformação. Seu legado permanece na sonoridade refinada da orquestra, na memória afetiva do público e na trajetória de cada músico que compartilhou o palco sob sua condução.

Sergipe agradece ao maestro por sua entrega, visão artística e paixão pela música. E eu, particularmente, agradeço por ter sido testemunha de mais um capítulo importante dessa história — uma história iniciada com coragem e determinação e que segue sendo escrita com talento, disciplina e, acima de tudo, amor à arte.

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* Pascoal Maynard é jornalista, documentarista e produtor cultural. Atualmente exerce o cargo de Assessor Especial da Funcap, Presidente do Conselho Estadual de Cultura e apresentador do programa Expressão na Aperipê TV.

Texto e imagem reproduzidos do Facebook/Pascoal Maynard

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

Bananeiras e Cores: A Vida de J. Inácio em Tela

Foto compartilhada do blog Centro de Arte e Cultura J Inácio e postada pelo blog, para ilustrar o presente artigo.

Artigo compartilhado do site ROACONTECE, de 1 de fevereiro de 2026

Bananeiras e Cores: A Vida de J. Inácio em Tela
Por Emanuel Rocha*

Pinceladas de Liberdade: A Saga do Homem que Transformou Sergipe em Eternidade

Na manhã dourada de 11 de junho de 1911, o vento que soprava sobre o povoado de Bolandeira, em Arauá, parecia carregar um presságio: o mundo ganharia novas cores. Ali, entre o cheiro da terra úmida e o pulsar das tradições do interior, nascia José Inácio Alves de Oliveira. Sua trajetória não seria escrita apenas com passos, mas tecida em poesia, luta e uma paixão visceral pela existência, sempre guiada pelos ritmos profundos de Sergipe, a terra que se tornou seu abrigo, seu cenário e sua maior musa.

Desde menino, Inácio carregava no espírito o sopro encantado da criatividade. Diz a lenda de sua própria história que foi na encenação de Judas, no alto da Colina do Santo Antônio, que ele deu as primeiras pinceladas na alma das artes. Ao entregar corpo e emoção a personagens que já revelavam seu olhar sensível sobre o mundo, ele descobria que a vida poderia ser transfigurada pela entrega estética. Aos dezessete anos, movido por uma força íntima que transbordava, ele iniciou sua caminhada nas artes plásticas de forma autodidata. Enquanto o mundo exigia técnica e rigores, Inácio oferecia o instinto. Seu talento floresceu alimentado pelas paisagens rústicas, pelas festas populares e pela luz exuberante que ele filtrava pela janela da alma.

Nesse cenário de formação, a figura de seu irmão, o venerado Padre Pedro, surge como um pilar de contraste e profunda comunhão. Enquanto o Padre Pedro dedicava seus dias à cura das almas e ao amparo dos necessitados através do sagrado, J. Inácio canalizava a mesma compaixão e fervor para a cor. Eram as duas faces de uma mesma moeda: a caridade espiritual de um e a crônica visual do outro. A relação entre os dois simbolizava o diálogo eterno entre a fé e a liberdade, entre a ordem solene do altar e a efervescência criativa do ateliê, ambos profundamente enraizados no amor ao povo sergipano.

Houve um momento em que o horizonte se expandiu e o levou para longe das margens do Rio Sergipe. Uma bolsa do governo o conduziu à Escola Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro, mas as paredes da academia eram estreitas demais para seu espírito de pássaro. J. Inácio preferiu o aprendizado das calçadas e o convívio com mestres como Jordão de Oliveira. Sob o pseudônimo de Inácio Ventura, ele vendia poemas e desenhos pelas esquinas cariocas, conquistando os transeuntes com a força de uma arte que era, ao mesmo tempo, simples e profunda. O reconhecimento nacional veio como um eco natural: em 1943, a medalha de bronze no Salão Nacional de Belas Artes selou seu destino como um dos grandes nomes da pintura brasileira.

A figura de Inácio era um hibridismo fascinante, fundindo o pintor e o poeta em um homem de sorriso largo e alma boêmia. Ele não apenas usava o pincel; era um mestre da espátula, criando relevos de emoção pura. Foi através dessa técnica que ele imortalizou o que viria a ser sua maior marca: as bananeiras. Sob suas mãos, as folhas largas e verdes ganhavam uma vida quase tátil, vibrando sob o sol tropical com uma força que nenhuma academia poderia ensinar. Suas bananeiras não eram apenas plantas; eram monumentos à exuberância da terra, símbolos de um Sergipe que ele pintava com generosidade e viço.

Ao lado dessas musas vegetais, seu estilo revelava em gestos rápidos a essência de sua terra: das casas de farinha aos manguezais, das praias ao cotidiano silencioso dos pescadores e ao estalido das fogueiras juninas. Hoje, enquanto a galeria que leva seu nome em Aracaju protege sua memória, obras como Pescaria e Casamento Caipira continuam a celebrar essa identidade. J. Inácio não foi apenas um homem que pintou paisagens; ele foi a própria alma sergipana que aprendeu a manejar a cor. Sua vida foi uma tela inacabada de liberdade, onde a tinta nunca secava porque era alimentada pelo suor do povo e pelo brilho do sol.

Quando as cores de seu olhar finalmente repousaram, Sergipe não se calou; ela se tornou moldura. J. Inácio não partiu, mas sim diluiu-se na paisagem que tanto amou, transmutando seu último fôlego no verde-esmeralda de suas folhas de bananeira e no ocre das terras batidas de sua infância. Ele se despediu da vida como quem termina uma tela ao entardecer: com a espátula ainda suja de sol e o coração transbordando a boemia dos homens livres. Ao deixar o ateliê do mundo, ele não nos entregou o luto, mas a permanência. Seu adeus é o silêncio fértil do manguezal à espera da maré, a certeza de que sua alma boêmia ainda caminha pelas calçadas de Aracaju, e que, em cada pincelada vibrante que deixamos de herança, seu riso largo continuará a ecoar, eterno, lúdico e profundamente sergipano.

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* Emanuel Rocha é Historiador, poeta popular, escritor  e Repórter fotográfico

Texto reproduzido do site: roacontece com br

domingo, 1 de fevereiro de 2026

O outrora boêmio Beco dos Cocos ganha cara nova

As paredes laterais do Beco dos Cocos estão 
ganhando paredes pinturas artísticas e grafismos

Antes das reformas atuais, poucas pessoas
 arriscavam passar pelo Beco dos Cocos

Legenda da foto: Neste prédio da esquina entre a avenida Otoniel Dórea (conhecida como Rua da Frente) e a Rua Santa Rosa funcionou por muitos anos o Vaticano, um dos principais cabarés de Aracaju

Artigo compartilhado do site DESTAQUE NOTÍCIAS, de 1 de fevereiro de 2026

O outrora boêmio Beco dos Cocos ganha cara nova

Um pedaço do centro de Aracaju muitas vezes despercebido, outras vezes evitado. Estamos falando do outrora glamouroso Beco dos Cocos, berço da boemia, recanto de música, jogos e outros prazeres. Pois bem, após anos de abandono, aquela estreita rua no centro da cidade está passando por um processo de revitalização e já começa a ganhar uma nova aparência, retomando sua função urbana e social.

As intervenções promovidas pela Prefeitura no Beco dos Cocos incluem a implantação de um novo calçadão com piso intertravado e melhorias estruturais que visam transformar o local em um ambiente mais acolhedor, seguro e atrativo para a população. As paredes testemunhas de histórias de uma época de apogeu estão ganhando pinturas artísticas e grafismos. Também foi realizada toda a requalificação da drenagem e do esgotamento sanitário e feitas todas as interligações necessárias para eliminar o mau cheiro, que era algo recorrente naquela tradicional via pública.

O Beco dos Cocos

Do que era passagem obrigatória para homens importantes em busca de diversão, virou um caminho evitado. Até recentemente era reduto de uma prostituição bem menos sofisticada, banheiro a céu aberto e ponto de tráfico e uso de drogas.

Atualmente travessa Silva Ribeiro, o Beco dos Cocos é um dos locais mais antigos de Aracaju. Localiza-se entre a Praça General Valadão e a rua Santa Rosa. É um atalho para quem vai da praça e quer chegar aos mercados centrais.

Aracaju foi fundada em 17 de março de 1855. Residências de famílias mais abastadas foram construídas no entorno da área que corresponde ao atual Centro Histórico. Além dos moradores com alto poder aquisitivo, a nova capital também era construída por trabalhadores migrantes do interior, que se estabeleciam em alojamentos de fabricas têxteis no Bairro Industrial ou no Vaticano, prédio com grandes proporções, incomum para a época, que serviu como uma espécie de cortiço, abrigando a classe operária e também prostitutas. O Beco dos Cocos surgiu como uma importante rota de passagem de cargas de cocos, o que explica o seu batismo.

Com o povoamento da nova capital, também surgiu a necessidade da existência de um local onde os homens pudessem satisfazer os seus desejos e alimentar suas aventuras extraconjugais, e que também pudesse servir como ponto de encontro de boêmios. Nesse contexto, o Beco dos Cocos aparece como o local ideal. Distante o suficiente da Catedral Metropolitana, onde estavam localizadas as residências das famílias mais abastadas e onde a moral era prezada, a travessa recebia novos moradores e investidores, que perceberam no local o seu potencial para bares e casas de jogos.

Os estabelecimentos lá criados serviam não só aos ricos, mas também atendia a classe trabalhadora, residente no bairro Industrial e Vaticano. O local passou a despertar a curiosidade e os desejos, atraía os olhares e conquistava os homens da sua época.

Damas da noite

Instalaram-se no beco boates e cabarés, dos mais simples aos mais sofisticados, e o seu apogeu foi entre as décadas de 1940 a 1960. A antropóloga Elayne Messias Passos começou a tentar perceber o Beco como um espaço de resistência no Centro de Aracaju. Fascinada pela cultura boêmia, Elayne passou a estudar a história do local e seus personagens. Como objeto de estudo, o Beco “perdido” começa a ser descoberto, sua história desvendada e seus personagens apresentados.

Em suas pesquisas, a antropóloga encontrou na literatura ricas descrições do ambiente. Na ficção, o local é lembrado em obras do modernismo: “me surpreendi com Tereza Batista Cansada de Guerra, personagem de Jorge Amado, que foi iniciada como prostituta no Beco dos Cocos”, afirma Elyane.

Na vida real, o memorialista sergipano Murilo Melins, descreve em sua obra a existência da Pensão da Marieta, que era a mais elegante e melhor frequentada. Possuía as melhores e mais caras damas da noite. Por lá trabalhavam Princesinha, Florzinha, Verdinha, Fuega, Helena Jabá, Arlete, Maura e a famosa Gilda. Essas damas, devido a discrição, eram muitas vezes confundidas com moças da sociedade e frequentavam o comércio das ruas João Pessoa e Laranjeiras e também os cinemas. O destaque também vai para o Cassino Bela Vista e o Dancing Xangai, que contava com uma decoração temática oriental.

Cabarés famosos

Democrático, o Beco dos Cocos não era frequentado apenas por carregadores de coco, estivadores e outros trabalhadores braçais. Os cabarés também recebiam banqueiros, comerciantes e membros da elite sergipana. Entres os frequentadores mais ilustres estavam o ex-secretário de educação do estado Luis Antônio Barreto e o escritor Murilo Melins. “É uma característica que se preserva até hoje. Em Aracaju não se vê os ricos tão separados dos pobres. É claro que existe a segregação econômica, mas ainda é possível ver ricos e pobres frequentando os mesmos lugares,” ressalta a antropóloga.

A Boate Xangai era uma das mais suntuosas: a decoração oriental trazia ao local charme e elegância. No térreo, funcionava um cassino e no andar superior ficavam os quartos usados para a prostituição. O cassino Bela Vista ficava localizado na divisa com o Mercado Central e misturava o sexo fácil com os jogos de azar. Já consolidado como “complexo de meretrício”, as boates e prostíbulos ganhavam fama. O Luz Vermelha, Miramar, Night and Day e o Fresca reuniam artistas, jornalistas, intelectuais e os mais variados segmentos da sociedade.

Além de funcionar como zona de prostibulo, os historiadores sergipanos Andreza e Dilton Maynard destacam em sua obra outra função do Beco dos Cocos: a de conter os estivadores para que não adentrassem na cidade em busca de sexo, bebidas e jogos. Desta forma, a gente do cais não se infiltrava entre a sociedade aracajuana.

Ao analisar esta afirmação, a antropóloga vê uma animalização destes indivíduos indesejados: “Nos remete a um estado de barbárie, onde os tipos citados personificariam francos atiradores em linha de batalha, ou seja, bárbaros prestes a invadir o território de Aracaju, vencidos pelos encantos das prostitutas, que por sua vez, atuavam como heroínas, cuja função era proteger as moças de família do assédio violento desses selvagens, o que possibilitou a manutenção desse mercado sexual por algum tempo”, analisa.

Com informações  e fotos da Diretoria de Comunicação da UFS

Texto e imagens reproduzidas do site: www destaquenoticias com br

terça-feira, 27 de janeiro de 2026

Exposição Mestre Nogueira: 40 anos de Vivência Artística

Arte: Ascom / Funcaju

Artigo compartilhado do site PMA, de 26 de janeiro de 2026 

Centro Cultural Luiz Antônio Barreto recebe exposição Mestre Nogueira: 40 anos de Vivência Artística

A Prefeitura de Aracaju, por meio da Fundação Cultural Cidade de Aracaju (Funcaju), recebe, no Centro Cultural Palácio-Museu Luiz Antônio Barreto, a exposição “Mestre Nogueira: 40 anos de Vivência Artística”. A abertura acontece na próxima quinta-feira, 29, às 19h.

A mostra tem como objetivo apresentar ao público a trajetória de quatro décadas do artista visual Ednaldo Nogueira, conhecido como Mestre Nogueira. Natural de Laranjeiras, o artista construiu uma carreira expressiva, com exposições realizadas na Itália, França, Suíça e Portugal. O folclore laranjeirense é um tema recorrente em suas obras, reunindo proximidade, autenticidade e forte identidade cultural em seu fazer artístico.

Mestre Nogueira atua como pintor, escultor, chargista, letrista, cartazista, compositor e designer gráfico. Ao longo da carreira, ministrou oficinas de artes em diversas cidades e foi idealizador de projetos como a Galeria em Aberto e o Salão de Arte Contemporânea de Laranjeiras. Em 2025, também integrou o projeto Descubra Aracaju, da Secretaria Municipal de Turismo, na edição especial em comemoração aos 170 anos da capital.

A coordenadora do Centro Cultural Luiz Antônio Barreto, Salete Martins, destaca a relevância cultural da obra do artista. “Celebrar os 40 anos de Mestre Nogueira é reconhecer a força de um artista que transformou o folclore de Laranjeiras em uma linguagem universal. Sua obra, marcada pela autenticidade, identidade e proximidade com a cultura popular, atravessou fronteiras sem perder suas raízes”, ressalta.

O artista expositor também enfatiza a importância do apoio institucional para a realização da mostra. “Acredito que o apoio da Funcaju é essencial para o fortalecimento dessa iniciativa, que dialoga diretamente com a promoção da cultura, da memória e da arte sergipana”, afirma Mestre Nogueira.

O Centro Cultural Palácio-Museu Luiz Antônio Barreto está localizado na Praça General Valadão, no Centro de Aracaju, e funciona diariamente, das 8h às 17h, para visitação. Mais informações sobre exposições, visitas e atividades podem ser obtidas pelos telefones (79) 3214-5387 e (79) 3214-5325, ou pelas redes sociais oficiais da Funcaju.

Teexto e imagens reproduzidos do site: www aracaju se gov br

terça-feira, 13 de janeiro de 2026

Festival Arthur Bispo do Rosário acontece em Japaratuba

Publicação compartilhada do site DESTAQUE NOTÍCIAS, de 13 de janeiro de 2026

Festival Arthur Bispo do Rosário acontece em Japaratuba

A programação do Festival inclui dança, música, artes cênicas, audiovisual e manifestações da cultura popular

Japaratuba está realizando a 23ª edição do Festival de Artes Arthur Bispo do Rosário. Aberta nessa segunda-feira (12), a programação segue até a próxima sexta-feira (16). O evento ocupa a Praça Padre Caio Tavares com programação gratuita voltada à dança, música, artes cênicas, audiovisual e manifestações da cultura popular. Aquele município sergipano é reconhecido pela riqueza de suas tradições folclóricas e grupos de manifestações populares, como Cacumbi.

Um dos principais destaques da programação foi a inauguração da sala de exposição Jorge Natividade, em homenagem ao artista plástico japaratubense conhecido como Biriba, que construiu trajetória dedicada às artes visuais. O espaço funciona na antiga loja de artesanato, na Praça da Matriz, e abriu no primeiro dia do festival, antes da programação do palco principal.

Criado em 2002, o Festival leva o nome de Arthur Bispo do Rosário, artista nascido em Japaratuba e reconhecido internacionalmente. O conjunto de sua obra agrega 802 peças com diferentes técnicas, com destaque para a costura e bordado em tecido, em formas de fardões e estandartes.

“Foi uma das maiores honras que tive como curadora poder realizar essa exposição em homenagem ao mestre Arthur Bispo do Rosário. Ele é um gênio que conseguiu, com sua consciência artística, aproveitar matérias do seu dia a dia sofrido, produzindo tanto simbolismo sensível e cheio de histórias, e ressignificando sua existência. O artista projetou Japaratuba para o mundo com suas obras”, afirma a curadora Jane Junqueira.

Foto: G/S.

Texto e imagem reproduzidos do site: www destaquenoticias com br

quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

Missa pelos 13 anos da morte de Frei Miguel

Foto: Arquidiocese de Aracaju

Publicação compartilhada do site do Portal A8SE, de 6 de janeiro de 2026

Santuário São Judas Tadeu celebra missa pelos 13 anos da morte de Frei Miguel

Celebração marca o encerramento de um tríduo em preparação à data, realizado no santuário

Nesta sexta-feira (9), será celebrada a missa que marca os 13 anos da morte de Frei Miguel, no Santuário São Judas Tadeu, no bairro América, em Aracaju. A cerimônia está prevista para às 19h30, no local onde o religioso está sepultado e que, ao longo dos anos, passou a receber visitas de fiéis que mantêm a devoção à sua memória.

A celebração marca o encerramento de um tríduo em preparação à data, realizado no mesmo santuário. A comissão organizadora também pede que pessoas que afirmam ter alcançado graças por intercessão de Frei Miguel entreguem seus testemunhos por escrito na secretaria da igreja.

Quem foi Frei Miguel

Nascido Michelangelo Serafini, em Cíngoli, na Itália, em 30 de outubro de 1908, Frei Miguel ingressou na Ordem dos Capuchinhos, foi ordenado sacerdote em 1934 e chegou ao Brasil no ano seguinte. Atuou como missionário na Bahia e, sobretudo, em Sergipe, onde construiu a Igreja São Judas Tadeu e deixou forte legado de fé, acolhimento e serviço aos mais pobres.

Conhecido popularmente como “o Santo de Aracaju”, Frei Miguel tornou-se referência espiritual para milhares de devotos. Foi confessor, orientador espiritual e personagem central na formação religiosa de diversas gerações. Morreu em 9 de janeiro de 2013, aos 104 anos. Em 2016, foi inaugurado o Memorial Frei Miguel, no próprio santuário, que guarda sua história e memória.

O processo de beatificação do religioso já foi iniciado pela Igreja Católica, e a devoção popular segue viva, impulsionando testemunhos, homenagens e manifestações de fé todos os anos na data de sua morte.

Texto e imagem reproduzidos do site: a8se.com