Publicação compartilhada do site JLPOLÍTICA, de 29 de Julho de 2026
São Cristóvão celebra 16 anos do reconhecimento da Praça São Francisco como Patrimônio Cultural da Humanidade com programação especial
Por Prefeitura de São Cristovão
No próximo sábado, 1º, São Cristóvão celebra uma das conquistas que mais orgulham a Cidade Mãe de Sergipe: os 16 anos do reconhecimento da Praça São Francisco como Patrimônio Cultural da Humanidade pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura - Unesco. Para marcar a data, a Prefeitura de São Cristóvão preparou uma programação especial, que segue até a quarta-feira, 5, reunindo música, cultura, educação e ações voltadas à preservação do patrimônio histórico.
A programação começa no sábado, 1º, às 19h, com o projeto “Seresta nas Ruas”, que realiza um cortejo pelas ruas do Centro Histórico acompanhado pela Banda RSOM. A atividade transforma as ruas da cidade em palco para uma celebração que une música, cultura e patrimônio. Às 20h, será realizada a solenidade de abertura e, na sequência, às 20h30, a programação continua na Rua Gastronômica, com apresentação do grupo de chorinho Os Tabaréus.
Na segunda-feira, 3, o Dia das Universidades amplia o olhar sobre os desafios de preservar um patrimônio que pertence não apenas a São Cristóvão, mas à humanidade. Das 10h às 12h, o Auditório do Museu de Arte Sacra recebe o seminário “Praça São Francisco como Patrimônio Mundial: Desafios de Preservação, Gestão Participativa e Desenvolvimento Sustentável”, com participação de Rogério Proença Leite, da Universidade Federal de Sergipe - UFS -, e de Jônatas Souza Medeiros da Silva, arquiteto técnico do Iphan/SE.
Ainda na segunda-feira, das 13h30 às 15h, será realizada uma visita técnica à antiga sede da Prefeitura, conduzida pelo arquiteto Ézio Déda. As duas atividades têm inscrição prévia, por meio deste link.
Na terça-feira, 4, é a vez dos estudantes conhecerem mais de perto a arquitetura e as técnicas tradicionais que ajudam a contar a história de São Cristóvão. O Dia das Escolas será marcado pela Oficina de Maquetes, conduzida pelo arquiteto Leonardo Ribeiro Maia, especialista em técnicas tradicionais. A atividade acontece na Casa do Iphan, em duas turmas, das 9h às 11h e das 14h às 16h, e é destinada a estudantes do 5º e 6º anos das escolas municipais.
Encerrando a programação, na quarta-feira, 5, a Biblioteca Pública Lourival Baptista recebe a oficina “Introdução à conservação de documentos e fotografias”. Das 10h às 12h, Rafaela Pereira, bibliotecária e documentalista da Universidade Federal de Sergipe - UFS -, apresenta técnicas e cuidados básicos para preservar documentos e fotografias, reforçando a importância de proteger registros que ajudam a contar histórias e manter viva a memória individual e coletiva.
São Cristóvão celebra 16 anos do reconhecimento da Praça São Francisco como Patrimônio Cultural da Humanidade com programação especial
16 ANOS DE RECONHECIMENTO - Concedido em 2010, o título de Patrimônio Cultural da Humanidade reconhece a importância histórica e cultural do conjunto arquitetônico e urbanístico da Praça São Francisco, um dos principais símbolos da identidade de São Cristóvão e um espaço que traduz, em sua arquitetura e paisagem, diferentes capítulos da formação histórica do Brasil.
A cidade já possuía reconhecimento como patrimônio histórico nacional desde a década de 1970, quando seu conjunto arquitetônico e urbanístico foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - Iphan. Anos depois, estudos identificaram na Praça São Francisco características de excepcionalidade que atendiam aos critérios para o reconhecimento internacional.
Entre os elementos que tornam o espaço singular está sua configuração, que reúne características do modelo de Plaza Mayor presente em cidades coloniais da América Hispânica e do padrão urbano português de cidade colonial em uma paisagem tropical. Essa combinação revela a influência das tradições urbanísticas e arquitetônicas de Portugal e Espanha durante o período da União Ibérica, entre 1580 e 1640.
O conjunto histórico inclui ainda a Igreja e o Convento de São Francisco, monumentos que integram a paisagem da praça e ajudam a preservar a memória da formação urbana e cultural do período colonial.
Ao celebrar os 16 anos da chancela, São Cristóvão reafirma a importância de cuidar desse patrimônio e, ao mesmo tempo, de garantir que ele continue sendo vivido por quem mora na cidade e por quem chega para conhecê-la. É uma história que permanece presente nas ruas, na arquitetura, na cultura e nas pessoas que fazem da Cidade Mãe de Sergipe um lugar único.
Texto e imagens reproduzidos do site: jlpolitica com br

















