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quarta-feira, 13 de maio de 2026
Exposição “Caleidoscópio”
segunda-feira, 11 de maio de 2026
Artigo compartilhado do site DESTAQUE NOTÍCIAS, de 27 de abril de 2026
Criador e criatura de uma História da Medicina em Sergipe
Por Amâncio Cardoso*
Penso que poucos sergipanos conhecem a história dos saberes e práticas da medicina em Sergipe. Neste sentido, uma estimulante oportunidade é folhear e ler as páginas da 2ª edição, revista e ampliada, de História da Medicina em Sergipe, Aracaju: Criação Editora, 2026. 484 p., de autoria do médico sergipano Henrique Batista e Silva.
O autor, dr. Henrique Batista, tem uma larga e profunda experiência no campo da medicina acadêmica. Formado em 1970 pela Faculdade de Ciências Médicas de Sergipe; com mestrado em cardiologia pela UFRJ, em 1978; especializado em Bioética pela Faculdade de Medicina do Porto (Portugal). Ele também foi professor adjunto da UFS (Universidade Federal de Sergipe), no Departamento de Medicina e Patologia, exercendo cargos de gestão na Universidade e no Poder Público, como também ensinou diversos componentes curriculares, dentre eles Introdução à História da Medicina.
Ademais, Henrique Batista foi, e ainda é, membro de várias instituições representativas no Estado, exercendo funções diretivas, tais como a presidência do Conselho Regional de Medicina de Sergipe (2004-2006) e a direção clínica do Hospital Universitário da UFS (2000-2004; só para ficar nesses dois exemplos.
Mas, certamente, foi como docente de Introdução à História da Medicina, entre 1993 e 2014 na UFS, que nosso médico e historiador rascunhou o plano para escrever uma História da Medicina em Sergipe no século XX, cuja 1ª edição ocorreu em 2007.
Quase vinte anos depois, dr. Henrique Batista nos presenteia com esta 2ª edição, objetivando entender e representar o evolver da arte médica acadêmica em Sergipe no século passado.
Essa nova edição é dividida em cinco capítulos. O primeiro, “Medicina, modernização e Saúde (século XX), comenta os aspectos gerais da disseminação da medicina científica no mundo, no Brasil e em Sergipe desde o final do XIX e as primeiras décadas do novecentos. O segundo, “Instituições hospitalares”, é o início da implementação e “modernização” das instituições de cura em Sergipe, sobretudo na década de 1920. O terceiro, “Associações Médicas”, apresenta a origem, organização e atuação de duas entidades associativas e representativas dos trabalhadores da medicina acadêmica, a SOMESE (Sociedade Médica de Sergipe) e SINDIMED (Sindicato dos Médicos de Sergipe). O quarto capítulo, “Conselhos de Medicina”, aborda as duas entidades normatizadoras e fiscalizadoras da prática e ética médicas no Estado; o Conselho Federal e o Conselho Regional de Medicina (CREMESE). Por fim, o quinto e último capítulo “Faculdade de Medicina de Sergipe” narra a origem, organização e consolidação do principal marco do ensino científico no Estado da arte de curar.
Os cinco capítulos são sustentados por documentos diversos mobilizados pelo autor, a exemplo de um rico acervo fotográfico dos médicos, das práticas e das instituições. Além das imagens, dr. Henrique compulsou textos e artigos em livros, revistas e jornais; além de atas, depoimentos e entrevistas. A estruturação narrativa desse conjunto documental deu corpo a um discurso que se esforçou em representar um passado mediatizado pela concepção, imaginação e memória do narrador/personagem dessa História da Medicina sergipense.
A linguagem da narrativa empreendida pelo autor é clara e objetiva. Ele, um médico de formação, como vimos, facilita nossa compreensão para inteligir sobre as transformações pelas quais passaram a prática médica em Sergipe ao longo do século XX. Salvo engano, o livro de Henrique Batista é obra pioneira sobre uma síntese deste período da medicina sergipana. Por conta disso, serve de caminho seguro para novos pesquisadores ampliarem e aprofundarem estudos sobre este campo da ciência no Estado.
História da Medicina em Sergipe não é uma obra apenas para os filhos de Esculápio. Ela serve a todos que desejem conhecer como se originou, se organizou e se consolidou a medicina científica sergipana e sua relação com os profissionais da saúde e a sociedade durante o século passado.
Neste sentido, o livro de dr. Henrique Batista e Silva, criador/criatura, narrador/personagem de uma história/memória da medicina em Sergipe, merece estar nas estantes de estudantes, de profissionais da saúde e de leitores em geral. Pois, qualquer pessoa/paciente que se interesse pela História da Ciência e Arte praticadas por profissionais que lutam pela vida irá se deleitar ao ler esse livro.
Viva a Ciência!
*Historiador-IFS
Texto e imagem reproduzidos do site: destaquenoticias com br
Augustus Produções: a história da empresa...
Publicação compartilhada do site JLPOLÍTICA, de 9 de maio de 2026
Augustus Produções: a história da empresa que transformou entretenimento em legado em Sergipe
Por Daniel Soares
Existem empresas que ultrapassam a condição de negócio e se transformam em parte da memória coletiva de um povo. Em Sergipe, a Augustus Produções ocupa exatamente esse espaço. Ao longo de mais de três décadas, a marca construiu uma trajetória diretamente ligada ao entretenimento sergipano, promovendo festas, lançando artistas e ajudando a transformar o estado em rota nacional de grandes eventos.
Mas antes dos palcos e dos trios elétricos, a história da família Oliveira começou de forma muito mais simples, através do empreendedorismo tradicional. Natural de Campo do Brito, Augusto Oliveira - o Seu Augusto, patriarca - foi morar em Brasília. Anos depois, o retorno a Sergipe foi decisivo para o nascimento dos negócios que mais tarde dariam origem à Augustus Produções.
“Quando ele resolveu retornar a Sergipe foi quando nós começamos com a Panificadora São Salvador, no Conjunto Leite Neto”, relembrou Fabiano Oliveira, hoje à frente da Augsutus Produções ao lado da esposa, Jaqueline Lima. Depois da panificadora, vieram outros empreendimentos. A família passou a atuar também no comércio, chegando a ter um supermercado. O perfil empreendedor abriu espaço para novos investimentos.
Seu Augusto e Dona Nicinha - pilares do grupo que está na memória do público sergipano
Em 1989, o grupo trouxe a franquia Mr. Pizza no recém-inaugurado Riomar Shopping. Mas foi no ano seguinte que nasceu aquele que se tornaria um dos empreendimentos mais conhecidos da história do entretenimento sergipano: a casa de espetáculos Augustus, situada em uma área ao lado do Riomar. Durante anos, este foi o principal espaço de shows no estado de Sergipe.
“Abrimos em 26 de abril de 1990. Na inauguração, tínhamos Amorosa, Tom e Baixinho. Sempre houve uma valorização da prata da casa, do artista sergipano”, contou Fabiano. E, de fato, o espaço rapidamente se consolidou como referência. Por lá passaram artistas nacionais, atrações internacionais e também músicos sergipanos que encontraram espaço para crescer profissionalmente.
O Augustus: espaço que recebeu grandes shows nacionais e internacionais
PRÉ-CAJU - Enquanto fortalecia a cena musical sergipana, a empresa também passou a trazer para Aracaju grandes nomes da música nacional e internacional. Entre os artistas estão Roberto Carlos, A-ha, Julio Iglesias, Ray Conniff, Jimmy Cliff e Information Society. Dois anos após a inauguração da casa de shows, surgiria o projeto que consolidaria definitivamente a marca Augustus Produções em Sergipe: o Pré-Caju.
Criado em 1992, inspirado no Carnaval de Salvador, o evento teve sua primeira edição com o nome "Suas Férias com Amor", tendo apenas um único bloco - o Com Amor, puxado pela banda Asa de Águia. Em 1993, recebeu seu nome oficial, ajudando a transformar Aracaju em referência nacional entre as micaretas fora de época. O crescimento do Pré-Caju acompanhou também o fortalecimento da empresa no mercado de entretenimento.
“É um dos maiores carnavais fora de época do Brasil que permanece aberto. Para se ter ideia, para a edição deste ano, que vai acontecer 13, 14 e 15 de novembro, os hotéis já estão esgotados, lotados. É uma marca nacional, imaterial e cultural. Durante a festa, a gente tem mais de 70 setores envolvidos, desde a contratação do som, do palco, da luz, do LED, das vans, dos produtores, dos hotéis, das pousadas”, explicou Fabiano.
Pré-Caju: um grande legado que movimenta a economia sergipana
LEGADO - O sucesso do evento também ampliou os negócios do grupo. A Augustus Produções passou a realizar eventos em outros estados, como o Carna Goiânia, além de organizar excursões de bandas pelo Norte e Nordeste. Com o passar dos anos, o grupo diversificou ainda mais as atividades. Além da produção de eventos, passou a atuar na representação artística, estruturas para grandes produções, feiras e congressos.
Fabiano acredita que o principal patrimônio construído pela Augustus Produções foi a relação emocional criada com o público ao longo de mais de três décadas, o que faz com que a empresa siga ocupando espaço de protagonismo no entretenimento sergipano. “É trabalhar com a credibilidade, é trabalhar com a emoção", resume. Mais do que promover festas, a empresa construiu uma história ligada à memória de milhares de pessoas que viveram momentos marcantes em produções que carregavam a marca.
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* Jornalista e diretor comercial do Portal JLPolítica & Negócio. Escreve sobre empresas e histórias de empreendedorismo.
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Texto e imagens reproduzidos do site: jlpolitica com br
sábado, 9 de maio de 2026
Primeiro ARACANTO, nos dias 4, 5 e 6 de junho de 2026, na AABB Aracaju-SE.
Post compartilhado do Facebook/Lygia Prudente, de 9 de maio de 2026
O 1° ARACANTO, primeiro evento produzido e organizado pela ARAMCSE - Associao de Regentes e Amigos do Movimento Coral em Sergipe, foi muito bem aceito, considerando os 26 Coros inscritos, de Sergipe e tambem do Ceará, da Bahia e de Alagoas. (INSCRIÇÕES ENCERRADAS).
Texto e imagem reproduzidos de post do Facebook/Lygia Prudente
sexta-feira, 1 de maio de 2026
CentroSul Shopping é inaugurado e marca novo momento para Lagarto
Publicação compartilhada do site LAGARTO COMO EU VEJO, de 30 de abril de 2026
CentroSul Shopping é inaugurado e marca novo momento para Lagarto
Por José Pedro
Lagarto vive um dia histórico com a inauguração do CentroSul Shopping nesta quinta-feira, dia 30 de abril. O empreendimento chega com a expectativa de impulsionar a economia local e fortalecer o turismo na região. A inauguração foi anunciada com 41 lojas incluindo restaurantes, óticas, perfumaria, faculdade, supermercado, academia e cinema, incluindo também unidades do Detran, Ceac e Ipesaúde.
Estiveram presente na cerimônia de inauguração o empresário Zezé Rocha, dono do empreendimento, o prefeito de Lagarto Sérgio Reis, o Governador Mitidieri e demais autoridades, políticos e público em geral.
Durante a cerimônia de inauguração o empresário Zezé Rocha foi bastante ovacionado pelo público presente pela sua garra, força e determinação em concluir esse grande empreendimento. Ele começou falando que estava nos preparativos para inaugurar há um ano atrás, mas foi acometido por um problema de saúde e precisou ficar em São Paulo por três meses para tratamento, afirmou ainda estar cuidando da saúde mas disse estar bem.
Em uma recente entrevista a rádio 102.7 FM, o CEO Guilherme Rocha destacou o legado do avô, o ex-prefeito Zezé Rocha, a quem definiu como um visionário. Segundo ele, a abertura do shopping representa o início de uma nova fase de crescimento e desenvolvimento para o município. Ao lado do superintendente Erlinton Masson, também foram ressaltados os impactos positivos do projeto, como a geração de empregos, a criação de novas oportunidades e a ampliação das opções de lazer e serviços para a população.
A inauguração do CentroSul Shopping simboliza um marco importante para Lagarto, consolidando o avanço da cidade e abrindo portas para novos investimentos. A expectativa é de que o espaço se torne um ponto de encontro para moradores e visitantes, contribuindo diretamente para o fortalecimento da economia local.
O empreendimento também reforça o legado de Zezé Rocha, idealizador do projeto, que agora se torna realidade e promete trazer mais desenvolvimento e prosperidade para toda a população.
Por José Pedro e José Cláudio, LagartoComoEuVejo.com.br
Texto, imagem e vídeo reproduzidos dos sites: YouTube e lagartocomoeuvejo com br
quinta-feira, 30 de abril de 2026
CentroSul Shopping será inaugurado nesta quinta-feira em Lagarto
Foto: Divulgação
Publicação compartilhada do site F5 NEWS, de 29 de abril de 2026
CentroSul Shopping será inaugurado nesta quinta-feira em Lagarto
Complexo reúne varejo, hotelaria e serviços em um único espaço e deve impulsionar economia e geração de empregos
Por F5 News
Um novo centro comercial será inaugurado nesta quinta-feira (30), às 10h, em Lagarto, no Centro-Sul de Sergipe. O CentroSul Shopping reúne, em um único espaço, operações de varejo, hotelaria e serviços, com a proposta de ampliar a oferta de comércio, lazer e atendimento na região.
O empreendimento integra um modelo multiuso que combina shopping center, centro empresarial e hotel, com 84 acomodações e 51 salas comerciais. A estrutura também abriga serviços públicos e privados, como unidades do Detran, CEAC e clínicas especializadas.
A fase final de implantação foi concluída após mudanças na gestão iniciadas em junho de 2025, quando a administração e comercialização passaram a ser conduzidas pela Partners Shopping Centers. A estratégia adotada priorizou a diversificação do mix de lojas, com a entrada de marcas nacionais e operadores locais.
Entre as operações presentes no shopping estão redes como Americanas, Bob’s, Domino’s, Cacau Show, Vivo e Óticas Carol. O espaço conta ainda com âncoras como a academia Smart Fit e o Hiper Couto, além de um cinema com quatro salas.
Com estacionamento para mais de mil veículos, o CentroSul Shopping foi projetado para atender a demanda regional por serviços, compras e entretenimento. A expectativa é de geração de empregos diretos e indiretos, além de impacto no comércio local.
O empreendimento foi idealizado pelo Grupo Zezé Rocha, com sede em Lagarto, que atua em áreas como agropecuária, construção civil, mercado imobiliário e entretenimento. A gestão atual é da Partners Shopping Centers, empresa com atuação nacional na administração de centros comerciais.
Texto e imagem reproduzidos do site: f5news com br
quarta-feira, 22 de abril de 2026
sábado, 18 de abril de 2026
Reserva das Mangabeiras
segunda-feira, 6 de abril de 2026
Amâncio Cardoso lança livro e completa trilogia sobre Sergipe
Publicação compartilhada do site DESTAQUE NOTÍCIAS, de 4 de abril de 2026
Amâncio Cardoso lança livro e completa trilogia sobre Sergipe
O professor e historiador Amâncio Cardoso acaba de lançar o livro “Sergipe: História, Cultura e Patrimônio”, completando uma trilogia iniciada com “Sergipe: um roteiro Turístico, Histórico e Cultural”, que veio a lume em outubro de 2021, seguida, dois anos depois, em 2023, com “Sergipe: História, Cultura e Turismo”.
Seguindo o mesmo conceito dos anteriores, com formato de crônicas historiográficas, o livro é fruto de muitos anos de experiência em sala de aula, sobretudo nos cursos de Turismo do Instituto Federal de Sergipe, campus Aracaju.
“Assim, mais uma vez, trago para um público externo e diversificado esta série de textos. Eles foram publicados, paulatinamente, em mídias físicas e digitais. ‘Sergipe: História, Cultura e Patrimônio’ enfeixa duas dezenas de textos, divididos em duas partes. As crônicas são interdependentes e possuem unidade lógica, de acordo com as áreas temáticas: História, Cultura e Patrimônio”, explica o autor, que é colaborador do Destaque Notícias.
Neste terceiro volume, os assuntos vão desde fatos cívico-políticos e trajetórias de personagens que contribuíram para a formação social de Sergipe, passando pela transformação histórico-urbana de Aracaju, até vislumbrar patrimônios culturais que fundamentam o conceito de sergipanidade.
“No tocante ao estilo e à linguagem, os leitores vão se deparar com textos informativos, com linguagem fluente e interpretação inteligível. A narrativa se pretende palatável ou saborosa, buscando os significados inerentes aos fatos, e sempre escorada nas fontes pesquisadas”.
Assim, prossegue o autor, no esforço desse trabalho, o objetivo de “Sergipe: História, Cultura e Patrimônio” é analisar aspectos históricos e culturais significativos para a compreensão de nossa identidade local.
O livro é indicado para profissionais, estudantes e cidadãos sergipanos que desejem conhecer temas sobre o Estado, a partir de uma perspectiva diferenciada, servindo-se de textos objetivos.
“Por fim, os leitores terão contato neste livro com vários objetos, temáticas e abordagens das áreas de ciências sociais e humanas, vinculadas a aspectos da nossa História e Patrimônio Cultural”, informa Amâncio Cardoso.
Contato do Autor: (79) 98819-3518
Texto e imagens reproduzidos do site: www destaquenoticias com br
Estado Reconhece Novos Mestres da Cultura Popular
Fotos: Erick O'Hara
Publicação compartilhada do site GOVERNO DE SERGIPE, de 6 de abril de 2026
Estado reconhece novos mestres da cultura popular e reforça memória e tradições de Sergipe
Mais cinco sergipanos foram diplomados como Patrimônio Vivo da Cultura Sergipana
Sergipe celebrou a diplomação de mais cinco sergipanos reconhecidos como Patrimônios Vivos da Cultura Sergipana. A solenidade, realizada no Memorial de Sergipe Professor Jouberto Uchôa, na Orla da Atalaia, em Aracaju, reuniu representantes da cultura, autoridades e comunidades tradicionais para celebrar trajetórias marcadas pela preservação de saberes no estado.
Foram reconhecidos, nesta edição, nomes cujas histórias atravessam gerações e territórios: a parteira e rezadeira Zefa da Guia; o escultor Véio; o mestre do Reisado Marimbondo, Mestre Sabau; o mestre da Chegança, Zé Rolinha; e a rendeira Alzira Alves Santos.
A iniciativa foi promovida pela Fundação de Cultura e Arte Aperipê de Sergipe (Funcap), em parceria com a Secretaria Especial da Cultura de Sergipe (Secult) e o Conselho Estadual de Cultura, dentro do Programa de Registro de Patrimônio Vivo. Além do título, os contemplados passam a receber uma bolsa vitalícia e assumem o compromisso de transmitir seus conhecimentos, garantindo a continuidade das tradições.
A diplomação dos novos Patrimônios Vivos reafirma o compromisso de Sergipe com a valorização de seus mestres e mestras, guardiões de saberes que mantêm viva a memória coletiva do estado. Ao reconhecer essas trajetórias, o programa celebra o passado e assegura que esses conhecimentos continuem sendo transmitidos, fortalecendo a identidade cultural sergipana para as futuras gerações.
Vida, fé e resistência
Na comunidade quilombola Serra da Guia, em Poço Redondo, Josefa Maria da Silva Santos, a Zefa da Guia, construiu uma vida dedicada ao cuidado. Aos 81 anos, ela resume o sentimento diante da homenagem: “Me sinto honrada, com muito amor”.
Parteira e rezadeira, estima ter realizado mais de cinco mil partos ao longo das décadas, sempre guiada pela fé e pelo compromisso com o outro. “Confio em Deus e só faço o bem”, afirmou a mestre da cultura popular. Sua atuação ultrapassa o ofício, consolidando-a como liderança comunitária e referência de acolhimento para além de Sergipe por uma vida dedicada à fé, cura e solidariedade, assim como por ser símbolo de resistência cultural no sertão.
Reisado e tradição
Em Pirambu, Antônio dos Santos, o mestre Sabau, mantém viva uma tradição que atravessa séculos. Líder do Reisado Marimbondo, inserido na brincadeira desde os 10 anos, ele herdou a missão de conduzir o grupo, cuja origem remonta a 1805. “Foi do meu bisavô para meu avô, da minha mãe para mim, e, agora, já passa para filhos, netos e bisnetos”, contou.
O reisado, que reúne música, dança e religiosidade, segue como espaço de convivência familiar e transmissão de valores. “A gente anda por todo canto do Brasil brincando o reisado, já fomos a Pernambuco, Brasília e São Paulo, por exemplo. E só deixo quando Deus me chamar, mas fica os filhos no meu lugar”, relatou, confiante de que a tradição seguirá viva nas próximas gerações.
Arte e memória
Natural de Nossa Senhora da Glória, no sertão sergipano, o artista plástico Cícero José dos Santos, conhecido como ‘Véio’, transformou a madeira em linguagem artística. Autodidata, construiu uma obra marcada por narrativas do universo nordestino, traduzindo em suas peças o cotidiano, os causos e a identidade do povo sertanejo.
Ao comentar o reconhecimento como Patrimônio Vivo, o artista destaca a importância da valorização da cultura sergipana dentro e fora do estado. “É importante, não só para mim, mas para todos os sergipanos. O estado de Sergipe também precisa ser divulgado na arte, na cultura e nas tradições do povo nordestino. Para mim é muito importante representar Sergipe em outros estados e países e mostrar que o nosso estado também é um dos maiores em termos de arte e de valorização”, afirma.
Com cerca de 70 anos dedicados à arte, o trabalho de Véio ganhou reconhecimento dentro e fora do país, sem perder o vínculo com as origens. Mais do que esculturas, suas obras preservam modos de vida e memórias, reafirmando a arte como instrumento de pertencimento.
Renda irlandesa
Em Divina Pastora, a renda irlandesa resiste pelas mãos de mulheres como Alzira Alves Santos. Aos 77 anos, são mais de seis décadas dedicadas ao ofício. “Eu gosto de ensinar e gosto de explicar”, diz, ao falar da transmissão do saber para novas gerações.
Responsável por formar diversas rendeiras, a mestra explica que o reconhecimento é uma conquista coletiva. “Estou tão satisfeita, sinto-me honrada por esse reconhecimento. Esse governo acolheu as rendeiras e dá muita força ao nosso ofício. Eu faço os bordados há mais de 70 anos e continuo a fazer e ensinar.
Para Dona Alzira o título também fortalece o futuro da tradição. “Esse reconhecimento nos valoriza e valoriza a renda e outras pessoas vão querer aprender também”, pontua.
Mestre entre mestres
Em Laranjeiras, o renomado mestre da Chegança Almirante Tamandaré, Batalhão Primeiro de São João Laranjeiras, José Ronaldo de Menezes, conhecido como mestre Zé Rolinha, é sinônimo de cultura popular. Seu envolvimento começou ainda na infância, nos grupos de folguedos, onde aprendeu com familiares e mestres mais antigos.
“Essa diplomação dos mestres é uma satisfação. É um prazer o fazer cultural, porque um povo sem memória é um povo sem história. Vamos continuar preservando a nossa memória, seguindo a nossa história dos mitos, dos ritmos da nossa cultura popular e das crendices do povo e superstições. E vamos seguindo em frente, fazendo a nossa cultura popular, elaborando todos os nossos conhecimentos, que vêm do passado e que estão presente, tradicionalmente, centenáriamente, como guardiões da nossa cultura popular”, enfatizou.
Reconhecido como ‘mestre dos mestres’ na sua cidade, ele dedica sua vida à preservação e transmissão dessas manifestações, que já foram levadas e representaram Sergipe e o Brasil até mesmo fora do país. “É muito importante que os mestres sejam conhecidos em vida, é claro que tem que obedecer aos requisitos culturais. Pois a arte popular não é chegar e fazer de qualquer jeito, os grupos que represento, por exemplo, têm história, são fatos verídicos do passado que continuam presentes por meio de uma manifestação popular”, defendeu.
Texto e imagens reproduzidos do site: www se gov br/agencia






















