quinta-feira, 16 de julho de 2026

Obras na Praça General Valadão, em Aracaju-SE.





Fotos: Ascom/Emurb

Publicação compartilhada do site da PMA, em 15 de julho de 2026

Obras na Praça General Valadão renovam expectativas de quem trabalha no Centro de Aracaju

"Esse projeto vai trazer novas esperanças de transformação do espaço, com mais estrutura de trabalho para fazermos o nosso melhor a cada dia." A expectativa da vendedora ambulante Ingrid de Jesus traduz o sentimento de quem trabalha diariamente no Centro de Aracaju, especialmente na região da Praça General Valadão, que passará por um amplo processo de requalificação.

Nesta terça-feira, 14, a Prefeitura de Aracaju, por meio da Empresa Municipal de Obras e Urbanização (Emurb), assinou a ordem de serviço para o início das obras de revitalização da praça e implantação da Ilha dos Ambulantes.

Com investimento superior a R$ 1,7 milhão, as intervenções fazem parte do Projeto Centro Vivo, iniciativa voltada à reestruturação urbana, à valorização do Centro da capital e ao reordenamento do comércio informal. Além de modernizar um dos espaços mais tradicionais da cidade, o projeto busca oferecer melhores condições de trabalho aos ambulantes, ampliar a mobilidade de pedestres e fortalecer o comércio e o turismo na região.

Para quem acompanha de perto a rotina do Centro, a obra representa um avanço importante para comerciantes, trabalhadores e consumidores. A atendente de lanchonete Jane Lima acredita que a reorganização dos espaços trará benefícios para todos.

"O ambiente será melhor aproveitado e a circulação das pessoas vai melhorar bastante. Ter um espaço organizado para os ambulantes é excelente, porque eles permanecem no local onde já conquistaram sua clientela, mas de forma mais estruturada. É uma mudança que beneficia toda a região", afirma.

A avaliação é compartilhada pelo comerciante Gilton Barbosa, que enxerga na iniciativa uma oportunidade de fortalecer a atividade econômica no coração da cidade.

"Sem dúvida, será uma obra muito importante para comerciantes, ambulantes e todos que trabalham no Centro. Além de melhorar as condições de trabalho, ela vai valorizar o comércio e dar uma nova visibilidade para a região", destaca.

Para quem atua diariamente em um dos pontos de maior circulação de pessoas da capital, a requalificação também representa a perspectiva de um ambiente mais acessível, organizado e atrativo, contribuindo para fortalecer a vocação comercial e histórica do Centro de Aracaju.

A vendedora ambulante Maria Vilma dos Santos acredita que as melhorias terão reflexos positivos para toda a cidade.

"Vai melhorar o Centro, fortalecer o comércio e deixar tudo mais bonito. É uma proposta muito importante para atrair ainda mais pessoas, inclusive turistas, valorizando uma região que faz parte da história de Aracaju", ressalta.

Intervenções

Na Praça General Valadão, que possui área de 2.148 metros quadrados, serão executados serviços de pavimentação, implantação de piso em concreto estampado, instalação de um tabuleiro de xadrez, construção de muretas com bancos, criação de canteiros com grama e paisagismo.

Já a Ilha dos Ambulantes passará por uma ampla reforma, que inclui recuperação dos boxes, execução de fundações, serviços de alvenaria, revestimentos, pavimentação, pintura, modernização das instalações elétricas e recuperação da cobertura, proporcionando um espaço mais seguro, organizado e adequado para o exercício das atividades comerciais.

Texto e imagens reproduzidos do site: www aracaju se gov br

quarta-feira, 15 de julho de 2026

Lançamento do Livro: "Ele, descrito por eles"

Capa do livro “Ele, Descrito por Eles”: nada de bom 
que se diga deste João é excessivo  

Publicação compartilhada do site JLPOLÍTICA, de 14 de Julho de 2026

Ele, Descrito por Eles”: a memória como a derradeira obra de um construtor

Artigo de Aurélio Belém do Espírito Santo *

Há, no ocaso de João Alves Filho, um paradoxo que nenhuma de suas obras anunciava. O homem passou a vida a fixar coisas contra o tempo - pontes sobre o Rio Sergipe, adutoras contra a seca, avenidas por onde ainda respira o trânsito da capital.

Enfrentou a estiagem do sertão como quem sabia que, ali, a água vale por um direito. E, no epílogo, foi vencido pela única aridez que a engenharia não represa: o Alzheimer, que secou-lhe, aos poucos, a lembrança de tudo quanto erguera e si mesmo. O construtor das águas viu o próprio rio da memória correr para o esquecimento. Secar.

É contra esse segundo apagamento - o que os antigos temiam mais do que a morte - que se ergue, agora, um livro. “Ele, Descrito por Eles” nasceu, conta a organizadora, professora e irmã de João, Marlene Alves Calumby, de uma simples roda de conversa entre amigos.

O título já é um método: como o homenageado não podia mais dizer de si, coube aos outros dizê-lo. São vinte e cinco capítulos escritos a muitas mãos por quem com ele conviveu de perto. E, num gesto de reparação, a coletânea guarda ainda discursos e manifestações do próprio João, de modo que o livro não apenas o recorda: devolve-lhe a voz que a doença calara.

Entre as vozes convocadas a essa restituição está a minha e a assino com um orgulho que não me acanho de confessar. Diz a sabedoria antiga que um homem só se realiza por inteiro quando tem um filho, planta uma árvore e escreve um livro. Se há verdade nesse provérbio, dou-me por realizado - e mais ainda por ter ao meu lado uma vocação profissional que me realiza e, em Carol – minha esposa –, um amor que se fez sacramento e também sobrenome. 

Este é o meu primeiro livro publicado - outros já amanhecem em rascunho para enfim ganhar as páginas num futuro próximo. Devo à minha saudosa mãe o gosto que me acompanha desde menino: o da leitura e, dentro dele, o fascínio pela história e pelas biografias. Esta, a rigor, não é uma biografia, mas assume o ofício aqui e acolá, cada vez que Ele é, enfim, contado por eles.

Tenho, é verdade, razões antigas de proximidade com o João em questão. Meu pai esteve ligado a João Alves - secretário de Estado em mais de um dos seus governos e seu companheiro de estrada por décadas. Eram compadres, e João e dona Maria do Carmo levaram à pia batismal minha irmã caçula, Tarlis.

Mas registro aqui que não chego às páginas por herança: chego pela pena. Um ano após a morte de João, publiquei sobre ele um artigo num jornal impresso de ampla circulação, e foi esse texto que me valeu o convite - que recebo como honra - de minha antiga professora de Direito, Marlene, para que eu me juntasse aos 24 que descrevem com maestria esse enorme personagem da vida sergipana e nordestina.

Do conjunto desses depoimentos emerge, para o leitor em geral, uma advertência amiga: não se exige comungar da ideologia política de um governante para reconhecer-lhe o legado. Independentemente de preferências ou vinculações político-partidárias, João era um estadista multifacetado, e um retrato a muitas vozes é o único que faz jus a essa pluralidade - todo homem público é, afinal, vários homens ao mesmo tempo.

Mas havia, para além da variedade, um só João – um João singular: o que se afligia com as mazelas do seu povo, sobretudo o nordestino, o do interior esquecido. Não por acaso foi convidado, no Governo José Sarney, a ocupar o Ministério do Interior, como se o mapa dos seus desvelos houvesse, enfim, encontrado o seu ministério.

Não confundo, porém, homenagear com endeusar, nem reverência com unanimidade. A homenagem que preserva um homem é a que o conserva em tamanho humano; porque a estátua, ao contrário da pessoa, não tem calor nem hesitação: deixa de ser gente para virar moldura de praça.

Há, ainda, um dever de gratidão geográfica. Sergipe é pródigo em erguer estátuas e avaro em guardar memória; pouquíssimos nomes atravessam, entre nós, a fronteira do partidarismo, e João Alves é um deles. Tenha-se votado nele ou contra ele, todo aracajuano habita a cidade que ele redesenhou, cruza a ponte que ele lançou, bebe da água que ele levou ao interior. Ignorá-lo seria ingratidão com a própria paisagem.

O lançamento desse livro em coautoria se deu nesta terça, 14, na sede da Assembleia Legislativa, que, em 1987, fora denominada Palácio Governador João Alves Filho. Curiosamente, a Casa do Povo que João Alves nunca quis habitar como parlamentar. Três vezes governador, duas vezes prefeito, ministro do Interior, jamais disputou uma cadeira no Legislativo: foi, por vocação, homem do Executivo e da decisão, não do plenário. Que a sua memória seja restituída no templo do poder que ele preferiu não ocupar tem o sabor de uma ironia gentil, desta vez.

No fim, é esta a delicadeza secreta do livro: o homem que perdeu a memória torna-se, nestas páginas, inesquecível – se é não devamos dizer que ele sempre fora, independente do que se diga neste livro coletivo de agora. A doença roubou-lhe o passado.

Somos nós, agora, que lho devolvemos, pela boca de quem o viu. E fica a lição que nem sempre um homem de obras percebe a tempo: a construção mais resistente à erosão não se ergue com concreto, mas com tinta e testemunho. A memória é a única ponte que sobrevive ao construtor. Viva pois e então João Alves Filho!

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Articulista - Aurélio Belém do Espírito Santo, É advogado e ex-diretor da OAB-SE e escreve às terças. A opinião do articulista não reflete necessariamente o posicionamento do Portal JLPolítica & Negócio.

Texto e imagem reproduzidos do site: jlpolítica com br

domingo, 5 de julho de 2026

Governo anuncia concursos para a Rede Aperipê

Publicação compartilhada do site JLPolítica/Coluna Aparte, de 3 de julho de 2026

Com foco na reestruturação da comunicação pública do Estado, Fábio Mitidieri anuncia concursos para a Rede Aperipê

Número de vagas do concurso não foi anunciado, mas notícia foi bem recebida pela classe comunicacional

Ao lado do jornalista e diretor Carlos Batalha e da secretária de Estado da administração, Lucivanda Nunes, o governador Fábio Mitidieri anunciou o concurso público para a Fundação Aperipê – nome que já passa à aposentadoria, já que a nova nomenclatura dada pelo Governo de Sergipe é Fundação Sergipana de Comunicação - Funsecom.

O governador fez um repeteco dos investimentos no sistema de comunicação e reforçou o compromisso com a melhora na comunicação institucional e cultural sergipana. “Nós assumimos um compromisso de revitalizar a Fundação Aperipê, hoje Funsecom”, disse.

“Primeiro, adquirimos uma unidade móvel, mais de R$ 1 milhão de investimento. Autorizamos a compra de novos equipamentos para a Funsecom, mais de R$ 2 milhões de investimentos. Agora autorizamos também a obra que já está em licitação, vai ser uma revitalização da nossa Aperipê. Mais R$ 7 milhões de investimentos”, disse Fábio Mitidieri.

A Fundação Aperipê, com mais de 80 anos, possui rádio e emissora de TV em funcionamento no Estado e é considerada uma TV mais aberta à participação popular e cultural em sua programação.

Agora, Fábio anuncia que essa importante instituição sergipana será comtemplada com uma reestruturação profissional, imprescindível para o funcionamento de uma rede de comunicação.

“Faremos o concurso público da Funsecom. E é uma notícia maravilhosa, porque vamos reoxigenar o quadro dessa fundação, que é tão importante para nós e para a nossa sergipanidade, que fala um pouco da nossa linguagem, se comunica com os sergipanos, leva informação, cultura para o povo sergipano”, afirmou o governador.

Quem não escondeu a alegria foi o jornalista Carlos Batalha, diretor da instituição, que faz parte do quadro de apresentadores da emissora e tem longa carreira no rádio e na televisão sergipana. “O governo do Fábio foi o que mais investiu até hoje na renovação de toda a estrutura arquitetônica, de engenharia, agora temos novos equipamentos chegando e a nova FM que entrou no ar o ano passado. Então a gente só tem que agradecer. Não só a gente que faz a Funsecom, a Aperipê, como eu tenho absoluta certeza, toda a classe de jornalistas e radialistas”, disse ele.

Segundo Fábio e a secretária de administração Lucivanda Nunes, esse será o 29º concurso do Estado nessa gestão, um fato que a secretária não deixou de destacar. “São quase 30 concursos e não podia faltar essa área tão importante para os jornalistas, radialistas e todos que dão suporte à área de comunicação. Então, está de parabéns o governo Sergipe e a Secretaria de Comunicação”, disse ela.

Fábio enalteceu a história e a contribuição da Aperipê para a comunicação sergipana e garantiu que o Governo de Sergipe não medirá esforços para a sua reestruturação.

“Grandes comunicadores e jornalistas da nossa história passaram pela Aperipê. E eu não tenho dúvidas que com esse novo concurso nós vamos fazer com que isso se reconstrua, que se renove, e que mais grandes comunicadores tenham a oportunidade de passar pela nossa Funsecom”, afirmou o governador.

Texto e imagem reproduzidos do site: jlpolitica com br

sábado, 4 de julho de 2026

VLT da Grande Aracaju

Ilustração do VLT apresentado pelo Governo de Sergipe
 na solenidade com o ministro dos Transportes 
Foto: Secom Governo de Sergipe

Publicação compartilhada do site do GOVERNO DE SERGIPE, de 4 de julho de 2026 

VLT da Grande Aracaju pode receber até R$ 600 milhões em investimentos

Em agenda com o ministro dos Transportes, Estado também celebra a liberação de novo trecho duplicado da BR-101 e o lançamento da licitação para melhorias na travessia urbana de Estância

O Governo de Sergipe realizou na sexta-feira, 3, no Palácio dos Despachos, a assinatura do Acordo de Cooperação Técnica (ACT) entre os governos Federal e Estadual para viabilizar o projeto do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) da Região Metropolitana de Aracaju.

Ao comentar a assinatura do Acordo de Cooperação Técnica (ACT) para implantação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) na Grande Aracaju, o governador Fábio Mitidieri, falou sobre a importância da parceria entre os governos estadual e federal para viabilizar o projeto.

“O VLT, que por muitos anos foi motivo de sonhos e expectativas, agora começa a se tornar realidade. Com essa parceria entre o Governo de Sergipe e o Governo Federal, damos um passo concreto para viabilizar esse modal de transporte, que pode receber até R$ 600 milhões em investimentos federais e beneficiar diretamente São Cristóvão, Aracaju, Nossa Senhora do Socorro e Laranjeiras. Esse é um sonho antigo que começa a ganhar forma e será apresentado à sociedade em cada etapa, sempre com transparência”.

O acordo firmado entre a União e o Governo de Sergipe estabelece a atuação conjunta dos órgãos envolvidos para criar as condições técnicas, jurídicas e administrativas necessárias à implantação de um sistema de transporte ferroviário de passageiros utilizando a malha ferroviária já existente.

O projeto contempla os municípios de Aracaju, São Cristóvão, Laranjeiras e Nossa Senhora do Socorro. Nesta etapa, o ACT não autoriza o início das obras nem da operação do sistema. O documento formaliza a cooperação institucional para viabilizar o projeto, prevendo ações como a retirada do trecho ferroviário da atual concessão de cargas, levantamento patrimonial da área, adequações contratuais e apresentação da documentação técnica necessária.

Ao destacar os investimentos federais em infraestrutura para Sergipe, o ministro dos Transportes, George Santoro, afirmou que a implantação do VLT da Grande Aracaju representa um marco para a mobilidade urbana e ressaltou que o projeto será desenvolvido em parceria entre os governos federal e estadual.

“Em abril deste ano iniciamos as tratativas para a implementação do VLT na Região Metropolitana de Aracaju. Com os estudos realizados pelo BID, analisamos a viabilidade da malha ferroviária que liga Aracaju, Laranjeiras, São Cristóvão e Nossa Senhora do Socorro, apresentamos o projeto ao presidente Lula, obtivemos sua autorização e, hoje, assinamos o acordo de cooperação técnica com o Governo do Estado, marcando o início da reativação da linha férrea para o transporte de passageiros”, disse.

Segundo o ministro, o projeto estratégico tem cerca de 40 quilômetros de trilhos, utilizando trens modernos movidos a biocombustível fabricados no Brasil. “Estimamos um investimento superior a R$ 600 milhões e vamos definir, nos próximos meses, o traçado final em conjunto com o Estado e as prefeituras. Nosso compromisso é entregar obras estruturantes que transformem a mobilidade e a infraestrutura de Sergipe, como também estamos fazendo na BR-101, na BR-235, na ponte de Penedo e em outras intervenções importantes para o estado”, explicou.

Expectativa

Pelo acordo, o Ministério dos Transportes coordenará o processo de implantação do projeto. O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) ficará responsável pelo levantamento patrimonial, recebimento do trecho ferroviário e posterior cessão da área ao Governo de Sergipe. Já a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) promoverá as alterações no contrato da Ferrovia Centro-Atlântica (FCA), enquanto o Estado apresentará os estudos e documentos técnicos, além de atuar na integração do projeto com o planejamento urbano dos municípios envolvidos.

O acordo terá vigência inicial de seis meses, com possibilidade de prorrogação, e não prevê transferência de recursos financeiros entre os participantes. Os investimentos necessários para a implantação do sistema serão definidos em etapas futuras, por meio de instrumentos específicos.

*Com informações do Governo de Sergipe

Texto e ilustração reproduzidos do site: infonet com br

sábado, 27 de junho de 2026

Projeto que vai restaurar o Palácio Inácio Barbosa




Fotos: Vitor Samuel

Publicação compartilhada do sita da PMA, de 25 de junho de 2026 

Prefeita Emília Corrêa conhece projeto que vai restaurar o Palácio Inácio Barbosa

Agência Aracaju de Notícias

Prefeita Emília Corrêa conhece projeto que vai restaurar o Palácio Inácio Barbosa

A prefeita de Aracaju, Emília Corrêa, recebeu nesta quinta-feira, 25, em seu gabinete, a apresentação do projeto preliminar de restauração e revitalização do Palácio Inácio Barbosa, localizado no Centro da capital. A obra será executada com recursos da Companhia de Saneamento de Sergipe (Deso) e integra o Plano de Soluções da gestão municipal, representando mais um passo na valorização do patrimônio histórico e cultural de Aracaju.

Construído na década de 1920 e situado na Praça Olímpio Campos, o Palácio Inácio Barbosa é um imóvel tombado e já abrigou a sede da Prefeitura de Aracaju por muitos anos. Durante a reunião, técnicos e representantes das secretarias envolvidas apresentaram os estudos que orientarão a recuperação do edifício, considerado um dos principais símbolos da memória administrativa e arquitetônica do município.

O projeto prevê a restauração do prédio principal e do anexo, respeitando as características originais da construção e garantindo adequações de acessibilidade, preservação e novos usos para o espaço. A proposta transforma o conjunto em um complexo cultural e administrativo.

O Palácio Inácio Barbosa passará a funcionar como Palácio Museu Inácio Barbosa, abrigando o Memorial da Cidade, a estrutura administrativa da Secretaria Municipal da Cultura e um gabinete de despachos da prefeita. Já o prédio anexo, onde funcionava o antigo Clube Recreio, será restaurado para receber um café e o Cine Teatro Aracaju, ampliando as opções culturais disponíveis à população.

Para a prefeita Emília Corrêa, a revitalização do espaço representa um compromisso com a preservação da história de Aracaju e com a requalificação do Centro Histórico. “Estamos trabalhando para devolver esse patrimônio aos aracajuanos, preservando sua história e garantindo que ele tenha uma função viva, voltada para a cultura, a memória e os serviços públicos. Esse é um projeto que valoriza nossa identidade e contribui para a revitalização do Centro da capital”, destacou.

Além da recuperação física do imóvel, o projeto inclui um levantamento técnico detalhado das condições estruturais do prédio, permitindo uma restauração segura e fiel às características arquitetônicas originais da edificação eclética da década de 1920.

O arquiteto Ézio Déda, da Ágora Arquitetos, responsável pela elaboração do projeto, apresentou imagens e projeções em 3D com os detalhes da proposta, destacando a integração entre preservação histórica, cultura e administração pública.

“O Palácio Inácio Barbosa será transformado no Palácio Museu Inácio Barbosa, reunindo funções culturais e administrativas em um mesmo espaço. No térreo funcionará o Memorial da Cidade; no primeiro pavimento, a estrutura da Secretaria Municipal da Cultura; e no segundo pavimento, o gabinete de despachos da prefeita. O anexo abrigará um café e o Cine Teatro Aracaju. Será um uso híbrido, valorizando o patrimônio e ampliando os serviços à população”, explicou.

O secretário municipal de Cultura, Paulo Corrêa, destacou o impacto do projeto para a revitalização do Centro Histórico. “Estamos tratando de uma proposta que transforma esse patrimônio em um importante equipamento cultural. O memorial, o cine teatro e os novos espaços terão grande impacto na cidade, fortalecendo a ocupação do Centro e promovendo uma nova dinâmica na região da Praça Olímpio Campos e seu entorno”, afirmou.

Já o secretário municipal do Planejamento, Orçamento e Gestão, Thyago Silva, ressaltou o caráter integrado da iniciativa e o envolvimento de diversas áreas da gestão.

“A reunião foi extremamente produtiva. O projeto apresentado em 3D mostra como o prédio ficará após a intervenção. O espaço terá uso administrativo e cultural, com atividades de visitação e ações voltadas à população. É um trabalho conjunto entre várias secretarias para viabilizar essa importante restauração”, concluiu.

Texto e imagens reproduzidos do site: www aracaju se gov br

terça-feira, 23 de junho de 2026

Aracaju pela ótica arquitetônica de Eder Donizetti e Adriana Dantas

 Capa do Livro

Artigo compartilhado do site SÓ SERGIPE, de 9 de junho de 2026

Aracaju pela ótica arquitetônica de Eder Donizetti e Adriana Dantas
Prof. Dr. Claudefranklin Monteiro Santos *

No último dia 30 de maio, na livraria Escariz do Shopping Jardins, foi lançada a segunda edição (revisada e ampliada) do livro “Arquitetura Aracajuana: A imposição do tempo”, de autoria dos professores Eder Donizeti da Silva e Adriana Dantas Nogueira, ambos do Núcleo de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal de Sergipe. A primeira edição, de 2018, está disponibilizada no portal da EDUFS, no formato e-book.

A nova proposta editorial da obra está belíssima, em formato de álbum 31 x 22 cm, em capa dura, ricamente ilustrada em colorido, reunindo 400 fotografias de diversos exemplares arquitetônicos do centro da capital sergipana, entre elas, a saber: Ponte do Imperador, Catedral Metropolitana, Palácio Inácio Barbosa, Palácio Olímpio Campos, Igreja da Colina do Santo Antônio, Instituto Barreira Hortas (ou que resta de seu abandono), Arquivo do Memorial do Judiciário, Sobrado da OAB, Arquivo Público do Estado de Sergipe, Centro de Turismo e Comercialização Artesanal, CULTART (antiga Faculdade de Direito), Instituto Histórico e Geográfico de Sergipe, entre outros.

Afora uma série de casarios, tanto os que conservam a sua originalidade como os que foram modificados e até camuflados por placas comerciais, por exemplo, alguns destes com ilustrações em aquarela, de autoria de Adriana Dantas, que ajudam a compreender a sua temporalidade e beleza fundante. Visualmente, o livro é um primor. Como também uma peça que merece ornar salas e ambientes públicos e domésticos. Enfim, um produto cultural, que dialoga com a história a partir da concretude da cidade.

O livro “Arquitetura Aracajuana: A imposição do tempo” está dividido em três capítulos, dispostos em 196 páginas. É apresentado pela Profª. Dra. Vera Lucia Alves França, uma conceituada geógrafa sergipana, que além de destacar o esmero e o compromisso científico com que a obra foi elaborada, ressalta a forma como os autores lidaram com a temática, para além da análise arquitetônica, meramente tecnicista, feita apenas para uma bolha de especialistas da área.

É nesse particular que quero parabenizar os autores. Em especial, o senso crítico da obra, o olhar de lince que lançam sobre a arquitetura sergipana, tendo o compromisso de perscrutarem a história do lugar, o espaço arquitetônico como lugar de memória, mas, sobretudo, como entes que dizem muito além da massa, do edificado, do estilo, da forma, das cores, entre outros elementos caros aos artífices da construção, seja ela funcional ou não. “Arquitetura Aracajuana: A imposição do tempo” tem robusto esteio histórico e historiográfico, que revela o agir humano, seja na “imposição do tempo”, seja no que o exemplar arquitetônico dispõe. Guiase documentários de viagens

Outra coisa que chama a minha atenção nesta obra é a preocupação com a salvaguarda da memória e com a identidade arquitetônica, histórica e patrimonial de Aracaju, uma cidade que foi pensada e planejada para ser a nova capital de Sergipe a partir de 1855. E, doravante, agregando novas demandas arquitetônicas, advindas das imposições do tempo histórico, mas também, cultural, comercial, político, religioso e social.  Sem que para isso seus autores descurassem de sua seara, na análise que fazem dos remanescentes arquitetônicos na perspectiva dos símbolos, das tradições, da estética e de seus conceitos e das significações e ressignificações (nesse particular, destaco os prédios tomados pela ânsia comercial, suas modificações, abandonos, “maquiagens”, distorções e ocultamentos).

Entre as permanências, reminiscências e resistências, o livro nos apresenta uma Aracaju arquitetônica multifacetada, que em meio a um delírio urbano deste nosso tempo, subsiste como um lugar de memória assentado num pêndulo temporal, que ora nos leva para o século XIX, ora nos lança para o futuro, margeada por rios, paisagens naturais, pelo furor econômico e comercial, pelo fazer arte e cultura, respirando gente pelos poros de sua concretude.

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* Claudefranklin Monteiro Santos - Professor doutor do Departamento de História da Universidade Federal de Sergipe.

Texto e imagem reproduzidos do site: www sosergipe com br

sábado, 20 de junho de 2026

Governo realiza lançamento oficial do livro do Artesanato Sergipano








Fotos: Thiago Santos

Publicação compartilhada do site GOVERNO DE SERGIPE, de 19 de Junho de 2026 

Governo de Sergipe realiza lançamento oficial do livro do Artesanato Sergipano

Obra exalta a identidade sergipana, reconhece saberes ancestrais e fortalece a economia criativa do estado

Cores, formas, riqueza cultural e muita sergipanidade marcaram a noite de lançamento oficial do livro 'O sublime ofício das mãos - mestres e mestras do Artesanato Sergipano', que aconteceu na última quinta-feira, 18, no Museu da Gente Sergipana, em Aracaju. A publicação inédita, que registra a trajetória, os saberes, as técnicas e as histórias de vida de 15 grandes nomes do artesanato sergipano, é uma realização do Governo de Sergipe, por meio da Fundação de Cultura e Arte Aperipê de Sergipe (Funcap), em parceria com as secretarias de Estado do Trabalho, Emprego e Empreendedorismo (Seteem) e da Comunicação Social (Secom). 

A obra, viabilizada por meio dos recursos da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB), representa um importante instrumento de valorização cultural, preservação da memória e fortalecimento da economia criativa, reconhecendo o papel do artesanato como patrimônio cultural, fonte de renda e expressão da identidade sergipana.

A publicação é um verdadeiro marco na preservação da memória do estado, registrando a trajetória, os saberes, as técnicas e as histórias de vida de 15 grandes nomes do artesanato local. O projeto tem a missão de ampliar a visibilidade desses mestres, que são verdadeiros guardiões dos conhecimentos transmitidos entre gerações, impulsionando a promoção turística, o fortalecimento da economia criativa e a inclusão social em Sergipe, além de projetar esses talentos para o cenário nacional e internacional. 

No catálogo, estão registrados os patrimônios culturais materiais e imateriais de Sergipe, fortalecendo a identidade cultural sergipana. A obra reúne narrativas em primeira pessoa, fotografias exclusivas e registros de diferentes tipologias artesanais presentes em Sergipe, como cerâmica, madeira, renda irlandesa, renda de bilro, tecelagem, couro e escultura em pedra.

O secretário de Estado do Trabalho, Emprego e Empreendedorismo, Jorge Teles, destaca que o livro cumpre o papel de apresentar os verdadeiros heróis da cultura sergipana às novas gerações. “É um momento de celebração e de reconhecimento da história desses mestres e mestras artesãos que dedicaram toda a sua vida a reproduzir, através de peças extraordinárias que sintetizam a história de Sergipe, a nossa ancestralidade, os nossos costumes, os nossos valores e mostram o que Sergipe produz de melhor para o mundo. O Governo de Sergipe está lançando esse catálogo de mestres e mestras artesãos contando nossa história para que o sergipano também possa valorizar os seus heróis, possa reconhecer toda essa produção criativa e é um momento também de eternizar essas histórias, porque esses livros serão enviados para bibliotecas e para escolas públicas. É um momento histórico de celebrar a sergipanidade”, destacou.

O esforço conjunto entre as pastas estaduais reforça a visão do artesanato como um pilar essencial do desenvolvimento do estado. O presidente da Funcap, Gustavo Paixão, celebrou o legado deixado pela iniciativa. “Noite muito especial no Museu da Gente Sergipana, lançamento do livro ‘O sublime ofício das mãos’ que homenageia 15 mestres e mestras do nosso artesanato sergipano. Parabenizar o secretário Jorge pela iniciativa. É um dia de deixar legado para a população de Sergipe, mostrando a arte e o valor dos nossos artesãos, o que a gente tem de melhor. Hoje é um dia para comemorar, uma noite específica para eles, onde eles vão mostrar todo o seu talento, toda a sua obra e toda a sua arte”, comemorou.

A voz dos guardiões e guardiãs da cultura sergipana

As grandes estrelas da noite foram, inegavelmente, os próprios artesãos e artesãs. O sentimento de reconhecimento tomou conta dos homenageados, que viram décadas de dedicação imortalizadas no papel. Mestra da renda irlandesa de Divina Pastora, Dona Alzira resumiu a alegria de ver sua tradição perpetuada. “Estou me sentindo muito satisfeita de ver o livro de mestra. É muito gratificante para mim e para todos que estão hoje aqui. Cheguei, abri o livro para ver a minha foto e gostei. Está tudo bonito. Hoje, está melhor do que lá atrás, porque hoje está mais divulgado, as pessoas estão viajando para longe para mostrar, está sendo muito bem divulgado. Queremos que não morra a nossa tradição. O coração está acelerado, na velocidade da emoção”, contou emocionada.

Para Mestra Rosa, referência na produção de redes artesanais na comunidade Malhadinha, em Poço Verde, a obra coroa a perseverança de sua comunidade e o olhar sensível do poder público. “Chegar aqui é uma conquista. Tudo isso aqui que está acontecendo hoje é mágico para a gente, é uma história contada e escrita com tinta que o tempo não vai apagar. Existe um registro que vai ficar para sempre, que traduz todo o nosso sentimento. O que mais me deixa feliz é ver que as pessoas que estão à frente, toda a equipe, desde o nosso governador, a Seteem, a Funcap, todos que se envolveram, é o amor com que eles escreveram e divulgaram nossa história”, ressaltou.

A gratidão por ter a arte elevada a um novo patamar de visibilidade foi o ponto alto para Mestre Antônio Gomes, especialista em esculturas em madeira, de Itaporanga d’Ajuda. “É uma grande satisfação estar aqui nesse evento sendo homenageado com esse catálogo. Não tenho palavras, estou super feliz por esse reconhecimento do Governo do Estado. Nunca tivemos um reconhecimento desse. Fico muito feliz em saber que sou artesão, que sou valorizado, que minha arte é valorizada, estou muito grato”, agradeceu. 

O ineditismo no tratamento dado à categoria foi reforçado por Mestre Passos, luthier e artesão de São Cristóvão, que fez questão de enfatizar a importância da ação governamental. “É uma honra para os mestres e mestras o lançamento desse livro. É um dia muito importante nas nossas vidas, e fico muito grato por essa iniciativa do Governo de Sergipe. Eu nunca vi isso em governo nenhum, só esse governo de Fábio Mitidieri que fez isso pelos artesãos sergipanos. É um momento maravilhoso, sensacional, só tenho a agradecer”, afirmou.

A retrospectiva de uma vida inteira dedicada ao ofício do barro marcou o depoimento da Mestra Nem, guardiã da Louça Morena do povoado Poxica, em Itabaianinha. “Hoje eu senti o maior orgulho da minha vida: ser reconhecida pelo meu trabalho, é muito lindo. Eu comecei com um ‘caqueirinho’ de barro e hoje eu estou lá em cima. Agora, o artesanato está sendo mais valorizado, porque antes a gente ia para as feiras, mas não tinha ajuda. Hoje, tem ajuda de tudo, é hotel, é transporte, é tudo, é bom demais. Quando comecei meu trabalho, tinha sete anos de idade, hoje, tenho 64 anos, foi muita luta, criei meus filhos com esse trabalho, fiz minha casa com esse trabalho, e eu agradeço a Deus, todos os dias, por ser reconhecida”, relembrou. 

Ao reunir histórias de vida, técnicas, saberes e trajetórias de mestres e mestras artesãos, o Governo do Estado reafirma seu compromisso com a valorização da cultura, da economia criativa e da identidade do povo sergipano.

Texto e imagens reproduzidos do site: www se gov br

quarta-feira, 10 de junho de 2026

PMA revitaliza fachadas históricas e fortalece valorização do Centro de Aracaju




Fotos: Kaio Espínola/Setur.

Publicação compartilhada do site PMA, de 10 de junho de 2026

Prefeitura revitaliza fachadas históricas e fortalece valorização do Centro de Aracaju

A revitalização das fachadas dos imóveis localizados na região da Rua da Frente, no Centro de Aracaju, está transformando a paisagem de uma das áreas mais tradicionais da capital sergipana. Com novas cores e intervenções que respeitam a identidade histórica do local, a iniciativa resgata a beleza arquitetônica da região, fortalece a valorização do patrimônio cultural e contribui para a revitalização do Centro Histórico da cidade.

A ação é resultado de uma parceria entre a Prefeitura de Aracaju, por meio da Secretaria Municipal do Turismo (Setur), e a empresa Pisolar. O trabalho contempla imóveis históricos localizados nas avenidas Rio Branco e Otoniel Dória, edificações que marcaram o desenvolvimento comercial da capital e preservam importantes capítulos da história de Aracaju.

Para o secretário municipal do Turismo, Fábio Andrade, a iniciativa representa um passo importante na recuperação de espaços históricos e no fortalecimento do turismo cultural. “Esse trabalho realizado pela Secretaria de Turismo, em parceria com a Emsurb e a iniciativa privada, busca revitalizar e devolver vida a um espaço que, por muitos anos, ficou esquecido. Os imóveis da Rua da Frente, da Avenida Rio Branco e da Avenida Otoniel Dória estão entre os primeiros estabelecimentos comerciais da nossa capital. Estamos levando mais cor, mais vida e valorizando o nosso patrimônio arquitetônico, fortalecendo o turismo e a história de Aracaju”, destacou.

Entre os beneficiados está o empresário Jackson Cardoso, proprietário de um dos imóveis revitalizados. A empresa de sua família completa 100 anos de fundação em 2026 e representa quatro gerações dedicadas ao comércio na região central da cidade. “Essa pintura foi uma excelente iniciativa da Prefeitura para o centro comercial e para os lojistas. Eu até já estava planejando pintar a fachada do meu imóvel, mas soube que o trabalho seria realizado e o resultado ficou muito bom”, afirmou.

A transformação também tem chamado a atenção de quem circula diariamente pelo Centro. A moradora Ana Carla dos Santos destacou a importância da intervenção para a valorização da história local. “Essa nova pintura resgata as nossas raízes. É algo que chama a atenção de quem passa e valoriza a cidade. O Centro realmente precisava dessa revitalização e está ficando muito bonito”, comentou.

A revitalização das fachadas integra um conjunto de ações desenvolvidas pela Prefeitura de Aracaju para fortalecer o Centro Histórico, tornando a região mais atrativa para moradores, comerciantes e visitantes, ao mesmo tempo em que preserva elementos arquitetônicos e culturais que ajudam a contar a trajetória da capital sergipana.

Texto e imagens reproduzidos do site: www aracaju se gov br