sábado, 20 de junho de 2026

Governo realiza lançamento oficial do livro do Artesanato Sergipano








Fotos: Thiago Santos

Publicação compartilhada do site GOVERNO DE SERGIPE, de 19 de Junho de 2026 

Governo de Sergipe realiza lançamento oficial do livro do Artesanato Sergipano

Obra exalta a identidade sergipana, reconhece saberes ancestrais e fortalece a economia criativa do estado

Cores, formas, riqueza cultural e muita sergipanidade marcaram a noite de lançamento oficial do livro 'O sublime ofício das mãos - mestres e mestras do Artesanato Sergipano', que aconteceu na última quinta-feira, 18, no Museu da Gente Sergipana, em Aracaju. A publicação inédita, que registra a trajetória, os saberes, as técnicas e as histórias de vida de 15 grandes nomes do artesanato sergipano, é uma realização do Governo de Sergipe, por meio da Fundação de Cultura e Arte Aperipê de Sergipe (Funcap), em parceria com as secretarias de Estado do Trabalho, Emprego e Empreendedorismo (Seteem) e da Comunicação Social (Secom). 

A obra, viabilizada por meio dos recursos da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB), representa um importante instrumento de valorização cultural, preservação da memória e fortalecimento da economia criativa, reconhecendo o papel do artesanato como patrimônio cultural, fonte de renda e expressão da identidade sergipana.

A publicação é um verdadeiro marco na preservação da memória do estado, registrando a trajetória, os saberes, as técnicas e as histórias de vida de 15 grandes nomes do artesanato local. O projeto tem a missão de ampliar a visibilidade desses mestres, que são verdadeiros guardiões dos conhecimentos transmitidos entre gerações, impulsionando a promoção turística, o fortalecimento da economia criativa e a inclusão social em Sergipe, além de projetar esses talentos para o cenário nacional e internacional. 

No catálogo, estão registrados os patrimônios culturais materiais e imateriais de Sergipe, fortalecendo a identidade cultural sergipana. A obra reúne narrativas em primeira pessoa, fotografias exclusivas e registros de diferentes tipologias artesanais presentes em Sergipe, como cerâmica, madeira, renda irlandesa, renda de bilro, tecelagem, couro e escultura em pedra.

O secretário de Estado do Trabalho, Emprego e Empreendedorismo, Jorge Teles, destaca que o livro cumpre o papel de apresentar os verdadeiros heróis da cultura sergipana às novas gerações. “É um momento de celebração e de reconhecimento da história desses mestres e mestras artesãos que dedicaram toda a sua vida a reproduzir, através de peças extraordinárias que sintetizam a história de Sergipe, a nossa ancestralidade, os nossos costumes, os nossos valores e mostram o que Sergipe produz de melhor para o mundo. O Governo de Sergipe está lançando esse catálogo de mestres e mestras artesãos contando nossa história para que o sergipano também possa valorizar os seus heróis, possa reconhecer toda essa produção criativa e é um momento também de eternizar essas histórias, porque esses livros serão enviados para bibliotecas e para escolas públicas. É um momento histórico de celebrar a sergipanidade”, destacou.

O esforço conjunto entre as pastas estaduais reforça a visão do artesanato como um pilar essencial do desenvolvimento do estado. O presidente da Funcap, Gustavo Paixão, celebrou o legado deixado pela iniciativa. “Noite muito especial no Museu da Gente Sergipana, lançamento do livro ‘O sublime ofício das mãos’ que homenageia 15 mestres e mestras do nosso artesanato sergipano. Parabenizar o secretário Jorge pela iniciativa. É um dia de deixar legado para a população de Sergipe, mostrando a arte e o valor dos nossos artesãos, o que a gente tem de melhor. Hoje é um dia para comemorar, uma noite específica para eles, onde eles vão mostrar todo o seu talento, toda a sua obra e toda a sua arte”, comemorou.

A voz dos guardiões e guardiãs da cultura sergipana

As grandes estrelas da noite foram, inegavelmente, os próprios artesãos e artesãs. O sentimento de reconhecimento tomou conta dos homenageados, que viram décadas de dedicação imortalizadas no papel. Mestra da renda irlandesa de Divina Pastora, Dona Alzira resumiu a alegria de ver sua tradição perpetuada. “Estou me sentindo muito satisfeita de ver o livro de mestra. É muito gratificante para mim e para todos que estão hoje aqui. Cheguei, abri o livro para ver a minha foto e gostei. Está tudo bonito. Hoje, está melhor do que lá atrás, porque hoje está mais divulgado, as pessoas estão viajando para longe para mostrar, está sendo muito bem divulgado. Queremos que não morra a nossa tradição. O coração está acelerado, na velocidade da emoção”, contou emocionada.

Para Mestra Rosa, referência na produção de redes artesanais na comunidade Malhadinha, em Poço Verde, a obra coroa a perseverança de sua comunidade e o olhar sensível do poder público. “Chegar aqui é uma conquista. Tudo isso aqui que está acontecendo hoje é mágico para a gente, é uma história contada e escrita com tinta que o tempo não vai apagar. Existe um registro que vai ficar para sempre, que traduz todo o nosso sentimento. O que mais me deixa feliz é ver que as pessoas que estão à frente, toda a equipe, desde o nosso governador, a Seteem, a Funcap, todos que se envolveram, é o amor com que eles escreveram e divulgaram nossa história”, ressaltou.

A gratidão por ter a arte elevada a um novo patamar de visibilidade foi o ponto alto para Mestre Antônio Gomes, especialista em esculturas em madeira, de Itaporanga d’Ajuda. “É uma grande satisfação estar aqui nesse evento sendo homenageado com esse catálogo. Não tenho palavras, estou super feliz por esse reconhecimento do Governo do Estado. Nunca tivemos um reconhecimento desse. Fico muito feliz em saber que sou artesão, que sou valorizado, que minha arte é valorizada, estou muito grato”, agradeceu. 

O ineditismo no tratamento dado à categoria foi reforçado por Mestre Passos, luthier e artesão de São Cristóvão, que fez questão de enfatizar a importância da ação governamental. “É uma honra para os mestres e mestras o lançamento desse livro. É um dia muito importante nas nossas vidas, e fico muito grato por essa iniciativa do Governo de Sergipe. Eu nunca vi isso em governo nenhum, só esse governo de Fábio Mitidieri que fez isso pelos artesãos sergipanos. É um momento maravilhoso, sensacional, só tenho a agradecer”, afirmou.

A retrospectiva de uma vida inteira dedicada ao ofício do barro marcou o depoimento da Mestra Nem, guardiã da Louça Morena do povoado Poxica, em Itabaianinha. “Hoje eu senti o maior orgulho da minha vida: ser reconhecida pelo meu trabalho, é muito lindo. Eu comecei com um ‘caqueirinho’ de barro e hoje eu estou lá em cima. Agora, o artesanato está sendo mais valorizado, porque antes a gente ia para as feiras, mas não tinha ajuda. Hoje, tem ajuda de tudo, é hotel, é transporte, é tudo, é bom demais. Quando comecei meu trabalho, tinha sete anos de idade, hoje, tenho 64 anos, foi muita luta, criei meus filhos com esse trabalho, fiz minha casa com esse trabalho, e eu agradeço a Deus, todos os dias, por ser reconhecida”, relembrou. 

Ao reunir histórias de vida, técnicas, saberes e trajetórias de mestres e mestras artesãos, o Governo do Estado reafirma seu compromisso com a valorização da cultura, da economia criativa e da identidade do povo sergipano.

Texto e imagens reproduzidos do site: www se gov br

quarta-feira, 10 de junho de 2026

PMA revitaliza fachadas históricas e fortalece valorização do Centro de Aracaju




Fotos: Kaio Espínola/Setur.

Publicação compartilhada do site PMA, de 10 de junho de 2026

Prefeitura revitaliza fachadas históricas e fortalece valorização do Centro de Aracaju

A revitalização das fachadas dos imóveis localizados na região da Rua da Frente, no Centro de Aracaju, está transformando a paisagem de uma das áreas mais tradicionais da capital sergipana. Com novas cores e intervenções que respeitam a identidade histórica do local, a iniciativa resgata a beleza arquitetônica da região, fortalece a valorização do patrimônio cultural e contribui para a revitalização do Centro Histórico da cidade.

A ação é resultado de uma parceria entre a Prefeitura de Aracaju, por meio da Secretaria Municipal do Turismo (Setur), e a empresa Pisolar. O trabalho contempla imóveis históricos localizados nas avenidas Rio Branco e Otoniel Dória, edificações que marcaram o desenvolvimento comercial da capital e preservam importantes capítulos da história de Aracaju.

Para o secretário municipal do Turismo, Fábio Andrade, a iniciativa representa um passo importante na recuperação de espaços históricos e no fortalecimento do turismo cultural. “Esse trabalho realizado pela Secretaria de Turismo, em parceria com a Emsurb e a iniciativa privada, busca revitalizar e devolver vida a um espaço que, por muitos anos, ficou esquecido. Os imóveis da Rua da Frente, da Avenida Rio Branco e da Avenida Otoniel Dória estão entre os primeiros estabelecimentos comerciais da nossa capital. Estamos levando mais cor, mais vida e valorizando o nosso patrimônio arquitetônico, fortalecendo o turismo e a história de Aracaju”, destacou.

Entre os beneficiados está o empresário Jackson Cardoso, proprietário de um dos imóveis revitalizados. A empresa de sua família completa 100 anos de fundação em 2026 e representa quatro gerações dedicadas ao comércio na região central da cidade. “Essa pintura foi uma excelente iniciativa da Prefeitura para o centro comercial e para os lojistas. Eu até já estava planejando pintar a fachada do meu imóvel, mas soube que o trabalho seria realizado e o resultado ficou muito bom”, afirmou.

A transformação também tem chamado a atenção de quem circula diariamente pelo Centro. A moradora Ana Carla dos Santos destacou a importância da intervenção para a valorização da história local. “Essa nova pintura resgata as nossas raízes. É algo que chama a atenção de quem passa e valoriza a cidade. O Centro realmente precisava dessa revitalização e está ficando muito bonito”, comentou.

A revitalização das fachadas integra um conjunto de ações desenvolvidas pela Prefeitura de Aracaju para fortalecer o Centro Histórico, tornando a região mais atrativa para moradores, comerciantes e visitantes, ao mesmo tempo em que preserva elementos arquitetônicos e culturais que ajudam a contar a trajetória da capital sergipana.

Texto e imagens reproduzidos do site: www aracaju se gov br

Sergipanas formam o trio de irmãs vivas mais velho do mundo

Trio de irmãs vivas mais velho do mundo (Foto: LongeviQuest)

Publicação compartilhada do site INFONET, de 9 de junho de 2026 

Sergipanas formam o trio de irmãs vivas mais velho do mundo

Artigo publicado pela LongeviQuest destaca a trajetória de Levita, Zoraide e Zulina, que somam 316 anos de vida e nasceram em Cedro de São João

As sergipanas Levita de Deus Nunes, de 109 anos, Zoraide de Deus Mota, de 104, e Zulina de Deus Nunes, de 103, ganharam projeção nacional nos últimos dias após reportagens do G1 Rio de Janeiro eo SBT News repercutirem o reconhecimento concedido pela LongeviQuest, organização internacional especializada em validação de supercentenários. Juntas, elas somam 316 anos de vida e são apontadas como o trio de irmãs vivas mais velho do mundo.

O reconhecimento foi publicado originalmente em maio deste ano pela LongeviQuest, em artigo assinado pelos pesquisadores brasileiros Iara Souza e Gabriel Ainsworth. Segundo a publicação, as três nasceram em Cedro de São João, no interior de Sergipe, e cresceram em uma família marcada pela união, pelo trabalho e pelo apoio mútuo, valores que permaneceram presentes ao longo de suas trajetórias.

De acordo com a LongeviQuest, cada irmã construiu uma história singular. Levita dedicou a vida ao cuidado da família, Zoraide seguiu carreira na educação e na enfermagem, enquanto Zulina utilizou o artesanato como meio de sustento e para garantir oportunidades aos filhos. Apesar dos caminhos distintos, as três mantiveram uma forte ligação familiar durante mais de um século.

Embora ainda não tenham superado o recorde absoluto da categoria, pertencente a um trio de irmãs norte-americanas que somou 325 anos em 2009, as sergipanas representam atualmente o mais longevo grupo de irmãs vivas conhecido no mundo. A história completa das centenárias está disponível no site da LongeviQuest.

Com informações da LongeviQuest.

Texto e imagem reproduzidos do site: infonet com br

terça-feira, 9 de junho de 2026

Governo entrega monumento de Santo Antônio em Aracaju




Fotos: Igor Matias e Reinaldo Moura

Publicação compartilhada do site do GOVERNO DE SERGIPE, de 8 de Junho de 2026 

Governo de Sergipe entrega monumento de Santo Antônio em Aracaju para fortalecimento do turismo religioso

Equipamento integra o programa Viva-SE e reforça valorização do patrimônio histórico, cultural e religioso da capital

O Governo de Sergipe realizou, nesta segunda-feira, 8, a instalação da imagem monumental de Santo Antônio na Colina que leva o nome do santo, em Aracaju. A ação marca uma etapa simbólica e estratégica da implantação do Mirante de Santo Antônio, um dos projetos prioritários do Programa Integrado de Desenvolvimento Cultural e Turístico de Sergipe (Viva-SE).

Com 12 metros de altura e produzida em fibra de vidro pelo artista sergipano Gilvan Donato, a imagem foi instalada em um ponto planejado para preservar a paisagem urbana e potencializar a vista panorâmica da capital sergipana. O monumento passa a compor um conjunto de intervenções voltadas à valorização da cultura, da memória e da identidade do povo sergipano.

Na oportunidade, o governador Fábio Mitidieri destacou a importância histórica e religiosa da Colina de Santo Antônio para a formação de Aracaju. “Estamos em um lugar onde praticamente Aracaju nasceu. Já é um importante ponto de turismo religioso, com uma vista maravilhosa da cidade, e precisava de uma imagem como essa para abrilhantar ainda mais o local. É um investimento de R$ 1,6 milhão que inclui não apenas a imagem, mas também passarela, ampliação do mirante, iluminação cênica e melhorias que vão transformar esse espaço em um grande atrativo turístico e religioso para Sergipe”, afirmou.

O governador ressaltou ainda que a entrega integra o programa Viva-SE, iniciativa que reúne investimentos em cultura e turismo em diversas regiões do estado. “Hoje entregamos a imagem, mas as obras continuam. Até o final do ano teremos a passarela, a reforma da escadaria, a iluminação cênica e toda a estrutura do mirante. Queremos dar mais conforto aos fiéis e aos visitantes que vêm conhecer esse lugar tão importante para a história de Aracaju”, acrescentou.

Convênio 

Durante a instalação, também foi assinado um convênio entre o Instituto Banese e a Arquidiocese de Aracaju para a restauração do órgão de tubos da Catedral Metropolitana, instrumento de origem alemã do século XVIII e considerado um dos mais importantes patrimônios históricos e culturais da capital.

O investimento de R$ 75 mil permitirá a recuperação do equipamento, utilizado em celebrações religiosas e apresentações musicais, contribuindo para a preservação da memória cultural sergipana e para o fortalecimento do turismo histórico e religioso.

Representando o Banese, o presidente Marco Queiroz destacou o compromisso da instituição com a valorização do patrimônio cultural do estado. “É uma contribuição de um banco público sergipano que procura devolver à sociedade a confiança que recebe, apoiando iniciativas que preservam a nossa história e fortalecem a identidade cultural do povo sergipano”, declarou.

Patrimônio histórico e religioso

A Colina de Santo Antônio ocupa lugar de destaque na formação da capital sergipana. Foi no local que ocorreu a assembleia responsável por definir a transferência da capital de São Cristóvão para Aracaju, em 1855.

No alto da colina está localizada a Igreja de Santo Antônio, construção do século XIX considerada um dos marcos históricos do antigo povoado que deu origem à cidade. O espaço também abriga importantes manifestações religiosas, como a tradicional Trezena de Santo Antônio e a missa em ação de graças pelo aniversário de Aracaju.

Para o arcebispo de Aracaju, Dom Josafá Menezes, a instalação da imagem fortalece tanto a religiosidade quanto a preservação da memória histórica da capital. “Aracaju nasceu aos pés de Santo Antônio. Ter uma imagem desse porte em um lugar tão significativo ajuda a recordar a importância do santo para a nossa história e para a fé do nosso povo. Além do simbolismo religioso, o monumento também se torna um atrativo para o turismo religioso e para todos que visitam a cidade”, disse.

Entre os fiéis que acompanharam a instalação da imagem estava o autônomo Valdir Batista Santos, morador do bairro Cidade Nova e frequentador da Paróquia Santo Antônio. Para ele, o monumento representa um fortalecimento da fé e da devoção ao santo. “Há muito tempo ninguém imaginava receber um presente como esse. Fiquei muito feliz ao ver essa imagem tão grandiosa representando Santo Antônio, um santo que nos traz paz, alegria e conforto. Tenho certeza de que esse monumento vai fortalecer ainda mais a fé dos católicos e se tornar um espaço de oração e espiritualidade para todos que visitarem a colina”, afirmou.

Valdir também destacou a importância do novo equipamento para a cidade. “Além de valorizar a nossa religiosidade, essa imagem ajuda a divulgar a Colina de Santo Antônio e a história de Aracaju. É um lugar que merece ser visitado e conhecido por todos”, acrescentou.

Requalificação urbana

Com investimento de R$ 1,6 milhão, o projeto contempla a requalificação urbanística e paisagística do Largo Garcia Rosa, incluindo ampliação da área do mirante, construção de nova escadaria de acesso, implantação de passarela panorâmica, modernização da iluminação, instalação de mobiliário urbano, sinalização turística, melhorias de acessibilidade e qualificação dos espaços de convivência. 
A proposta é transformar a Colina de Santo Antônio em um espaço de contemplação, convivência e valorização da história sergipana.

A secretária de Estado do Turismo, Daniela Mesquita, destacou que o equipamento fortalecerá ainda mais o segmento religioso e turístico em Sergipe. “Aracaju ganha um presente que certamente se tornará um ponto de fé e também um local muito procurado por visitantes. Sergipe tem grande potencial para o turismo religioso, e o Mirante de Santo Antônio chega para fortalecer esse segmento e enriquecer a experiência de quem visita a nossa capital”, ressaltou.

Viva-SE

O Mirante de Santo Antônio integra a primeira etapa do programa Viva-SE, iniciativa do Governo de Sergipe voltada ao fortalecimento da cultura e do turismo por meio de investimentos estruturantes em diversas regiões do estado.

Coordenado pela Secretaria Especial da Cultura e pela Secretaria de Estado do Planejamento, Orçamento e Inovação, o programa reúne 15 empreendimentos culturais que incluem museus, memoriais, restaurações e equipamentos turísticos.

Ao todo, serão investidos mais de R$ 195 milhões em ações voltadas à preservação do patrimônio, criação de novos equipamentos culturais e fortalecimento da economia criativa.

Texto e imagens reproduzidos do site: www se gov br

domingo, 7 de junho de 2026

Bombas sobre Aracaju

Imagem postada para simples ilustração

Artigo compartilhado do blog GETEMPO/INFONET, de 28 de maio de 2026

Bombas sobre Aracaju

Por Letícia Conceição Silva - Graduanda em História (UFS) - Bolsista do projeto Transformações no cotidiano de Aracaju durante a Segunda Guerra Mundial - Integrante do Grupo de Estudos do Tempo Presente

Durante a Segunda Guerra Mundial, Aracaju foi bombardeada. Não diretamente por nações inimigas, mas pelo próprio Estado brasileiro. Acontece que, após os torpedeamentos de navios mercantes no litoral sergipano em agosto de 1942 pelo submarino alemão U-507, foram necessárias medidas de proteção contra futuros ataques. Depois da tragédia, as luzes foram proibidas de serem acesas à noite para evitar chamar atenção do inimigo. Além disto, treinamentos de alerta aéreo eram marcados quase mensalmente na capital.

Essas simulações pretendiam ensinar a população como se proteger em caso de um ataque real por aviões inimigos. Considerando que a cidade tinha sido pega desprevenida pelos torpedos alemães, as autoridades queriam estar preparadas para possíveis bombardeios. Lições eram divulgadas nos jornais da época com instruções para a população: como se comportar nos treinamentos? Quais os locais serviriam de abrigo? Tudo estava explicado nos periódicos, além das penalidades para os desobedientes, que não eram poucos.

Embora houvesse interesse em treinar a população e as equipes que atuavam na simulação, como bombeiros e socorristas, também buscava-se controlar o povo e mantê-lo obediente aos valores do Estado Novo (1937-1945), devendo “obedecer sem recalcitrar, pois que qualquer desobediência pode gerar consequências irremediáveis” (Correio de Aracaju, 22 de março de 1943). Assim, o descumprimento das normas representava o papel ativo dos aracajuanos diante da imposição do Estado autoritário.

Por outro lado, a desobediência não significava que o dia a dia da população fosse indiferente aos treinamentos, que transformavam a cidade em um teatro de guerra. Na primeira simulação, em 02 de março de 1943, as “bombas” eram sacos de areia. Mas a partir do segundo alerta, passaram a ser reais, “não das usadas pelas Forças Armadas, mas, são elas de fabricação especial e podem estabelecer o pânico entre os descuidados”(Correio de Aracaju, 13 de março de 1943), exigindo maior cuidado dos cidadãos. Assim, o povo aracajuano precisava estar atento às informações veiculadas para evitar ferimentos durante os treinamentos.

Ainda que tenham sido eventos de grande impacto em Sergipe, sobretudo em Aracaju, pouco se comenta a respeito das simulações na atualidade. Ainda pensamos na Segunda Guerra como algo distante, centralizado na Europa, mas esquecemos das transformações que ela impôs em nosso território. Buscar por abrigos, se proteger de bombas e obedecer sinais de alerta não eram atitudes restritas ao outro lado do Atlântico, mas, ainda que de forma simulada, também fizeram parte do dia a dia dos moradores de Aracaju. Relembrar o impacto do conflito no estado é um caminho para permanecermos conscientes das dificuldades que uma guerra é capaz de infligir, mesmo àqueles que se julgam afastados do sempre triste cenário bélico.

Texto reproduzido do blog: infonet com br/blogs/getempo

sábado, 6 de junho de 2026

Festival reúne em Aracaju corais de Sergipe, Bahia, Alagoas e Ceará

O Aracanto reúne corais de Sergipe, Bahia, 
Alagoas e Ceará (Foto: G/ES)

Publicação compartilhada do site DESTAQUE NOTÍCIAS, de 5 de junho de 2026

Festival reúne em Aracaju corais de Sergipe, Bahia, Alagoas e Ceará

Aracaju está sediando o Festival de Corais Aracanto, que reúne corais de Sergipe, Bahia, Alagoas e Ceará. Iniciado quinta-feira (4), o evento prossegue até esse sábado (6). Assim como ocorreu ontem, as apresentações aconteceu, nesta sexta-feira (5), no clube da Associação Atlética Banco do Brasil (AABB), a partir das 18h30.

Nesse sábado (6), o Festival de Corais Aracanto ganha as ruas de Aracaju, com a apresentação pública agendada par às 8 horas, na Praça General Valadão, centro da cidade. À noite, os corais voltam a se apresentar, a partir das 18h30, no clube da AABB, localizado na Avenida Ignácio Barbosa, orla de Aracaju.

Texto e imagem reproduzidos do site: destaquenoticias com br

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quarta-feira, 3 de junho de 2026

Artesanato em barro de Santana do São Francisco











Fotos: Ascom Seteem

Publicação compartilhada do site do GOVERNO DE SERGIPE, de 3 de Junho de 2026 

Artesanato em barro de Santana do São Francisco celebra conquista do selo de Indicação Geográfica do INPI

Articulação entre Governo de Sergipe, Sebrae e Prefeitura consolida o segundo registro de IG do estado, valorizando o patrimônio cultural e o trabalho dos artesãos locais

As curvas do Rio São Francisco e as cores do barro, agora, estão eternizadas em um selo oficial. Na última terça-feira, 2, Santana do São Francisco celebrou o lançamento da Indicação Geográfica (IG) para o seu tradicional artesanato em barro, concessão conferida pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). A cerimônia, realizada no Centro Comercial de Artesanato do município, marca o segundo registro de IG em Sergipe – o primeiro foi a Renda Irlandesa de Divina Pastora – e é resultado de uma articulação estratégica entre o Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado do Trabalho, Emprego e Empreendedorismo (Seteem), o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e a prefeitura municipal. 

Os selos de Indicação Geográfica funcionam como uma ferramenta de proteção e valorização territorial. Eles atestam que um produto possui qualidade, reputação e características únicas estritamente ligadas à sua origem. Com essa certificação, as peças locais ganham um forte diferencial competitivo de mercado e proteção jurídica, impedindo o uso indevido da fama do município por produtores de outras regiões, além de promover a inclusão social e o turismo na região reconhecida.  

A diretora de Artesanato da Seteem, Daiane Santana, enfatizou que o reconhecimento consolida o compromisso do Governo de Sergipe com o fortalecimento do artesanato local e a preservação cultural.  “Estamos aqui em Santana de São Francisco, em um dia totalmente histórico. Estamos aqui com os artesãos, entregando o selo do IG do artesanato em barro de Santana de São Francisco, garantindo o compromisso do Governo do Estado, da Secretaria de Estado do Trabalho, para que possamos desenvolver economicamente ainda mais essa cidade belíssima, para que possamos criar novas oportunidades de geração de emprego e renda para todos os artesãos desta cidade e tenham sempre a certeza que nós estaremos sempre com vocês”, ressaltou.

Quem molda a matéria-prima diariamente enxerga na certificação a colheita de um trabalho que começou a ser desenhado há dois anos.
 
O artesão Douglas Moura, presidente da Associação dos Artesãos de Barro de Santana do São Francisco, relembrou a caminhada até a conquista. “É um momento muito especial e vamos comemorar a nossa conquista da IG de Santana de São Francisco. Essa IG é muito importante para a gente, ela vai nos representar, vai agregar valor às nossas peças, vai abrir novos leques de oportunidades para a gente. Passamos por um processo pelo INPI para conseguir esse selo. Desde 2024, com essa parceria Sebrae, Prefeitura de Santana de São Francisco, Governo do Estado, a Seteem, estamos buscando esse selo, e, graças a Deus, em fevereiro, conseguimos nosso selo. E hoje é um dia marcante para todos nós de Santana, porque vamos conseguir melhorar nossa produção, ter algo melhor para apresentar ao público e para o mundo”, pontuou.

O presidente da associação relembra as origens e fala do esforço de manter viva a tradição cultural da cidade, que é oficialmente reconhecida como a “Capital Sergipana do Artesanato de Barro”. “Sou filho de artesão e carrego comigo, no sangue, o artesanato. Sempre busco incentivar e ensinar aos jovens a trabalharem com artesanato, a mudarem a situação, a realidade da nossa Santana de cada vez ter menos artesãos. Incentivar e ensinar é uma forma de a gente manter nossa cultura. Quero dizer também que nossa participação aqui é coletiva, é de todos, então, não vamos deixar nossa cultura morrer, não vamos deixar que isso se acabe”, enfatizou Douglas.  

O artesão Luiz Carlos, mais conhecido como ‘Lulu’, apresentando uma de suas obras mais conhecidas, o vaso-caju, celebrou o novo patamar alcançado pelo município. “É um prazer imenso estar participando da Associação dos Artesãos de Barro de Santana do São Francisco, agora, com Indicação Geográfica. Acredito que esse selo vai agregar valor, vai agregar visibilidade, vai fomentar mais e mais aqui nosso artesanato de Santana de São Francisco, nossa regionalidade, nossa cultura”, celebrou.  

Por trás da conquista impressa no selo, há um minucioso processo técnico de validação que mobilizou especialistas e a comunidade. A analista do Sebrae e responsável direta pelo projeto de estruturação, Ângela Souza, detalhou as etapas que antecedem a concessão do INPI. “Uma alegria estarmos aqui depois de bons meses de trabalho para fazer essa entrega à sociedade de um reconhecimento porque a IG é um reconhecimento. Inicialmente, o Sebrae faz um diagnóstico para ver se há uma possibilidade mesmo daquele território, que tem um produto que ficou famoso por causa da sua qualidade, da sua autenticidade, ter a IG. Então, se o diagnóstico der positivo, a gente segue em frente a um processo que é chamado de estruturação, que é justamente juntar os artesãos, juntar os parceiros, verificar se há interesse, reunir toda a documentação, explicar o que é uma Indicação Geográfica, mostrar toda a responsabilidade que isso traz e também todos os ganhos que a IG pode trazer também”, explicou. 

Ela afirmou, ainda, que o momento coroa a dedicação histórica de Santana do São Francisco em manter um padrão de excelência reconhecido nacionalmente. “Esse momento de entrega simbólica do selo de reconhecimento de identificação geográfica para o artesanato de barro de Santana de São Francisco é um momento histórico, importante, que mostra todo o esforço que os artesãos fazem para manter viva a tradição de fazer artesanato de qualidade, com muita beleza, para estar eternizando o que é que tem essa cidade de bonito através das mãos talentosas deles. Hoje é um dia importante em que ficamos muito felizes de estar contribuindo para esse crescimento e reconhecimento do artesanato de Santana”, concluiu Ângela.

 Texto e imagens reproduzidos do site: www se gov br

segunda-feira, 1 de junho de 2026

Cordelista, de 13 anos, homenageia Lula, em Sergipe

Publicação compartilhada do site FANF1, de 30 de maio de 2026

Cordelista que homenageou Lula em Aracaju sonha em ingressar na vida pública ou “ocupar o Supremo Tribunal Federal”

Da redação

O jovem cordelista Pedro Gustavo, de 13 anos, natural do município de Amparo de São Francisco, declamou um poema em homenagem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante a passagem do chefe do Executivo federal por Aracaju, nessa última sexta-feira, 29.

No cordel, Pedro destacou a trajetória de vida do presidente, além dos programas sociais implementados ao longo de seus governos. A apresentação chamou a atenção pela desenvoltura do adolescente.

Durante entrevista à reportagem do Jornal da Fan após o encontro, Pedro revelou que pretende seguir carreira na área do Direito ou ingressar na vida pública.

“Eu penso em fazer Direito, quero ser juiz, com quem sabe um dia ocupar o Supremo Tribunal Federal. Quero ser juiz, quem sabe um dia político, quem sabe um dia vocês me vejam na televisão de vocês fazendo campanha com o Lula, com os demais políticos esperam um dia ser político, não para ser da velha política da politicagem, mas da política de Lula, da política da mudança, da política do trabalho, da política para classe social trabalhadora”, disse o jovem.

Representando a cultura de seu município, o cordelista ressaltou o orgulho de levar suas raízes para o evento e falou que pretende defender essa bandeira caso ingresse na vida pública.

“A cultura é primordial. E se um dia eu for político, eu espero defender ainda mais a cultura que infelizmente em algumas ocasiões é esquecida”, completou.

Texto e imagem reproduzidos do site: fanf1 com br

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domingo, 31 de maio de 2026

Folha da Praia fez Aracaju rir de si mesma


Fotos de Fausto Leite

Publicação compartilhada do site FAUSTO LEITE, de 30 de maio de 2026

Folha da Praia fez Aracaju rir de si mesma
Por Fausto Leite

A estreia de “Folha da Praia: Um Pasquim Sob o Sol de Aracaju” foi daquelas noites em que a memória saiu do arquivo, botou sandália, atravessou a Orla e entrou no Memorial de Sergipe como quem diz: “cheguei, e ainda tenho muita história para contar”. Mais de 300 pessoas acompanharam a sessão, riram alto, se emocionaram e reencontraram uma Aracaju que sabia fazer jornalismo com coragem, deboche e uma deliciosa falta de juízo criativo. Não foi apenas lançamento de documentário. Foi reencontro de geração de intelectuais, acerto de contas com a saudade e celebração de uma imprensa que cutucava os poderosos sem pedir licença.

Dirigido por Alex Nascimento, o filme resgata a trajetória do jornal Folha da Praia, criado por Amaral Cavalcante no início dos anos 1980. E aqui é preciso dizer sem rodeio: Amaral foi o grande arquiteto dessa aventura. Ele não criou apenas um jornal. Criou uma trincheira de irreverência, um território livre de humor, crítica e ousadia sob o sol de Aracaju. O Folha era daqueles que entravam na sala sem bater, sentavam no sofá, mexiam no cinzeiro e ainda perguntavam por que todo mundo estava tão sério.

Alex merece aplauso de pé. Teve sensibilidade para entender que o Folha da Praia não cabia numa narrativa engomada. Era preciso ritmo, arquivo, imagem, depoimento, gargalhada e aquele tempero sergipano que mistura praia, política, bar, fofoca qualificada e veneno fino. O resultado é uma produção viva, afetiva e necessária. Alex não empalhou a memória. Ele botou a memória para andar, falar, rir e, de vez em quando, dar um tapa de luva na caretice local.

E nesse trabalho, Alex Soares, o outro Alex, também merece registro especial. Como editor de vídeo, ele ajudou a dar corpo, ritmo e respiração ao documentário. Porque memória boa, quando mal editada, vira palestra de repartição depois do almoço. Ali, não. A edição ajudou o filme a andar, cortar na hora certa, deixar a piada respirar, segurar a emoção e fazer o passado parecer presente. Alex Soares não apenas juntou imagens. Ajudou a montar o pulso do filme.

E se o documentário já tinha força, Gigi entrou em cena e roubou a festa como quem não pediu licença nem para o porteiro. O público foi às gargalhadas quando ele soltou, com aquela naturalidade de quem carrega a ironia no bolso: “diziam que a gente que fazia o Folha ou era viado ou maconheiro, talvez os dois”. Pronto. A sala veio abaixo. A frase arrancou risada, mas também mostrou o tamanho da caretice que cercava o jornal. O Folha incomodava tanto que a cidade conservadora precisava rotular seus autores para tentar explicar o que não conseguia controlar. Gigi transformou preconceito antigo em piada histórica. Foi depoimento, stand-up sergipano e vingança bem-humorada de uma geração que respondeu à caretice com jornalismo, deboche e coragem.

Mas o brilho do filme também está no conjunto. Marcos Cardoso aparece como quem ajuda a costurar memória com inteligência e afeto, trazendo densidade para a história sem deixar a conversa ficar solene demais. Ricardo Nunes entra com o olhar de quem conhece cada rua, avenida, praia, personagem e clima de época. Luciano Correia ajuda a recompor o cenário de uma Aracaju criativa, inquieta e menos comportada. Nestor Amazonas chega com a força de quem entende que memória boa não é aquela guardada em gaveta, mas aquela que volta para provocar. E Rivanda, a secretária, aparece como uma dessas figuras fundamentais que a história oficial às vezes esquece, mas sem as quais nada funciona. Toda redação tem seus gênios, seus malucos e seus vaidosos; mas também tem quem segure a casa enquanto os iluminados fazem fumaça.

Jorge Carvalho entra no documentário como aquele intelectual que não precisa levantar a voz para ocupar a sala. Professor, escritor, pesquisador e uma das grandes cabeças da cultura sergipana, ele dá ao filme densidade histórica e elegância crítica. No documentário, sua presença ajuda a ligar o Folha da Praia não apenas à boemia e ao deboche, mas também à história cultural de Sergipe. Afinal, toda boa bagunça precisa de alguém que saiba explicar por que a bagunça era, na verdade, um movimento de inteligência. 

Os demais depoentes completam esse painel com lembranças, histórias, exageros, risadas e verdades. Cada um entra com uma peça do quebra-cabeça. Uns trazem análise, outros emoção, outros bastidor. E o filme ganha justamente porque não tenta transformar o Folha da Praia em santo de altar. Mostra o jornal como ele parecia ser: vivo, atrevido, imperfeito, engraçado, provocador e profundamente sergipano. Um jornal que fazia barulho numa Aracaju que ainda tentava parecer comportada demais para a própria criatividade.

O Folha da Praia foi mais do que uma publicação. Foi um estado de espírito. Era a Aracaju menos engomada, menos obediente e muito mais interessante. Enquanto muita gente fazia pose de seriedade, o jornal já entendia que a cidade tinha humor, malícia, desejo, política, praia, bar, poesia e veneno fino. Era pasquim, mas também era espelho. Mostrava Sergipe pequeno no mapa, gigante na criatividade e perigosíssimo quando resolvia fazer graça com coisa séria.

No fim, “Folha da Praia” voltou para lembrar que Aracaju já teve uma imprensa alternativa com sal, coragem, deboche e inteligência. Alex Nascimento devolveu essa história ao público com respeito, movimento e alma. Alex Soares ajudou a transformar arquivo, imagem e depoimento em narrativa viva. Amaral Cavalcante saiu reafirmado como o grande arquiteto do Folha. Gigi saiu como ladrão oficial da cena. Jorge Carvalho deu a moldura intelectual. Marcos Cardoso, Ricardo Nunes, Luciano Correia, Nestor Amazonas, Rivanda e os demais depoentes ajudaram a reconstruir uma memória que merecia voltar à luz. Foi cinema, gargalhada coletiva e justiça cultural. E, convenhamos, num tempo em que muita bajulação se fantasia de notícia, ver um filme celebrando um jornal livre, atrevido e debochado é quase serviço público à sanidade cultural de Sergipe.

Texto e imagens reproduzidos do site: faustoleite com br