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quarta-feira, 24 de julho de 2019

Biblioteca Clodomir Silva homenageia o escritor Aníbal Freire

A exposição é aberta ao público de 
segunda a sexta-feira, das 8h às 17h
Foto: PMA

Publicado originalmente no site do Portal INFONET, em 23 de julho de 2019

Biblioteca Clodomir Silva homenageia o escritor Aníbal Freire

Com a proposta de reconhecer a vida e a obra de escritores sergipanos, a Biblioteca Municipal Clodomir Silva, unidade da Prefeitura de Aracaju vinculada à Fundação Cultural Cidade de Aracaju (Funcaju), desenvolve o projeto ‘Homenageado do Mês’. Assim, quem visita a Biblioteca, neste mês de julho, é convidado a embarcar numa verdadeira viagem na vida e obra do lagartense Aníbal Freire da Fonseca, o homenageado desta edição mensal do projeto.

Ocupante da terceira cadeira na Academia Brasileira de Letras, o  jornalista, magistrado e professor, que nasceu na mesma cidade de Sílvio Romero e Laudelino Freire, diplomou-se pela Faculdade de Direito de Recife, tendo exercido antes o cargo de promotor público de Aracaju. “Além de ser um escritor sergipano, Aníbal é referência no cenário da literatura brasileira, então é importantíssimo o expor aqui”, explicou a secretária administrativa da Biblioteca Clodomir Silva, Gleicy Hora.

Ao entrar na Clodomir Silva, o visitante tem acesso, por meio de uma galeria de imagens e painéis, a toda a biografia de Aníbal. As obras e as conquistas do escritor, tanto na vida pessoal, quanto na acadêmica, são bem detalhadas. A biblioteca também disponibiliza um espaço com boa luz e conforto para a leitura das principais obras do sergipano, como ‘Rosa e Silva – centenário de nascimento’ e ‘Pareceres e votos’.

Gleicy afirma que trazer aos visitantes da Clodomir Silva a vida e obra de escritores sergipanos é uma forma de contribuir, de manter vida toda a história de Sergipe. “Estamos exercendo o nosso papel, trazendo nossos autores conterrâneos para um ambiente de conhecimento, como a biblioteca Clodomir, contribuindo assim, com o fortalecimento da nossa história, por meio de grandes seres humanos que através das suas obras engrandeceram com intelectualidade o nosso Estado”, ressaltou.

A paraibana Deyse Maria Barbosa ficou surpresa ao saber da importância de Aníbal Freire para a literatura e valorizou o projeto da Prefeitura de Aracaju. “Esse tipo de iniciativa é essencial para a valorização da história do sergipano, para quem vem visitar o Estado, assim como eu. Não sabia da história desse escritor até vir aqui e ver a maneira como a biografia é traçada no mural, com divisórias entre a vida e obra, contendo coisas que instigam quem vem admirar a exposição”, comentou.

A exposição é aberta ao público de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, na Biblioteca Clodomir Silva, localizada na rua Santa Catarina, 314, bairro Siqueira Campos.

Escritor

Aníbal Freire da Fonseca foi jornalista, magistrado e professor. Nasceu em 7 de julho de 1884, em Lagarto, na mesma cidade em que nasceram dois outros antigos acadêmicos, Sílvio Romero e Laudelino Freire, seu tio. Em 1903, diplomou-se pela Faculdade de Direito de Recife, tendo exercido antes o cargo de promotor público de Aracaju, Sergipe. Em 1904 foi nomeado subinspetor de Seguros em Pernambuco. Foi eleito deputado estadual em 1907.

Começou a militar no jornalismo em 1898, colaborando no Tempo e no Estado de Sergipe. Em 1901, foi redator da Gazeta da Tarde no Rio e de 1902 a 1909, redator principal do Diário de Pernambuco. Em setembro de 1955, foi nomeado presidente e membro da Comissão Permanente do Livro do Mérito e Chanceler da Ordem do Mérito. Recebeu o Acadêmico Assis Chateaubriand em 27 de agosto de 1955. Faleceu no Rio de Janeiro (RJ), em 22 de outubro de 1970.

Fonte: PMA

Texto e imagem reproduzidos do site: infonet.com.br

terça-feira, 16 de maio de 2017

Biografia de Anibal Freire da Fonseca (1884 – 1970)


Biografia de Anibal Freire da Fonseca (1884 – 1970).

Terceiro ocupante da Cadeira 3, eleito em 30 de setembro de 1948 na sucessão de Roberto Simonsen e recebido pelo Acadêmico João Neves da Fontoura em 10 de maio de 1949. Recebeu o Acadêmico Assis Chateaubriand em 27 de agosto de 1955.

Aníbal Freire da Fonseca, jornalista, magistrado e professor, nasceu em 7 de julho de 1884, em Lagarto, SE, na mesma cidade em que nasceram dois outros antigos acadêmicos, Sílvio Romero e Laudelino Freire, seu tio. Faleceu no Rio de Janeiro, RJ, em 22 de outubro de 1970.

Filho de Antônio Cornélio da Fonseca, advogado provisionado, e de Júlia Freire da Fonseca. Fez o curso de preparatórios no Ginásio Sergipano, dirigido pelo notável professor Alfredo Montes, e no Ateneu Sergipano. Ainda estudante, em 1898, começou a fazer jornalismo, profissão a que votaria sempre, com os intervalos de sua carreira de político e suas atividades jurídicas.

Em 1903, diplomou-se pela Faculdade de Direito de Recife, tendo exercido antes o cargo de promotor público de Aracaju, Sergipe. Em 1904 foi nomeado subinspetor de Seguros em Pernambuco. Foi eleito deputado estadual em 1907. No mesmo ano fez concurso para professor da Faculdade de Direito do Recife, seção de Economia Política, Finanças e Direito Administrativo, sendo nomeado. De 1908 a meados de 1909 exerceu o cargo de Secretário -Geral do Estado de Pernambuco, no Governo Herculano Bandeira. Em setembro de 1909 foi eleito deputado federal. Em 1916, foi provido no cargo de professor catedrático de Direito Administrativo. Eleito deputado federal para a legislatura de 1924-1926, renunciou o mandato para ocupar o cargo de Ministro da Fazenda, de 1925 a 1926, no governo de Artur Bernardes. Voltou à Câmara dos Deputados, na legislatura de 1927 a 1920. Exerceu as funções de membro do Conselho Superior de Ensino de 1913 a 1923 e do Conselho Nacional de Educação, de 1934 a 1940. De fins de 1938 a junho de 1940 exerceu o cargo de Consultor Geral da República, de que se afastou, por ter sido nomeado Ministro do Supremo Tribunal, no qual se conservou até maio de 1951, quando foi aposentado, por tempo de serviço.

Começou a militar no jornalismo em 1898, colaborando no Tempo e no Estado de Sergipe. Em 1901, foi redator da Gazeta da Tarde no Rio e de 1902 a 1909, redator principal do Diário de Pernambuco, então de propriedade do Senador Rosa e Silva. De 1926 a 1929, foi diretor do Jornal do Brasil, função que voltou ocupar de 1937 a 1940. Afastou-se, então, das lides jornalísticas, por haver ingressado no Supremo Tribunal Federal. Aposentado no cargo de Ministro, voltou à direção do Jornal do Brasil, em julho de 1951, do qual se afastou, definitivamente, em 1961.

Em setembro de 1955, foi nomeado presidente e membro da Comissão Permanente do Livro do Mérito e Chanceler da Ordem do Mérito, cargo do qual se exonerou em janeiro de 1956. Em junho do mesmo ano foi novamente nomeado para as mesmas funções, tendo-se exonerado em agosto de 1958.

Foi membro da Sociedade Brasileira de Direito Internacional; sócio efetivo do Instituto Arqueológico Pernambucano; sócio do PEN Clube do Brasil e sócio honorário do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro.

Texto e imagem reproduzidos do site: academia.org.br