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segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Aluna de escola estadual em tempo integral alcança 1º lugar na USP

Imagem: André Moreira/ASN.

Publicado originalmente no site Click Sergipe, em 31/01/2017.

Aluna de escola estadual em tempo integral alcança 1º lugar na USP
Giulia Pardo estudou no Colégio Atheneu Sergipense e foi aprovada no curso de Enfermagem.

Do Atheneu Sergipense para a Universidade de São Paulo (USP). A aluna Giulia Oliveira Pardo, 18, aluna de escola pública estadual de ensino integral foi aprovada em 1º lugar para o curso de Enfermagem. Ela está matriculada no colégio desde o primeiro ano do ensino médio e já obteve destaque recentemente por ser a única representante sergipana no programa Parlamento Jovem Brasileiro, no qual, durante uma semana, atuou como deputada na Câmara, em Brasília.

Focada em estudar na área da saúde, especificamente no curso de Medicina, Giulia, está na lista de espera para graduar-se na área pela Universidade Federal de Sergipe (UFS), campus Lagarto. A jovem estudou até o ensino fundamental em escola particular, porém decidiu dar um novo rumo a sua vida, e para isso escolheu o Colégio Atheneu Sergipense.

“Ir para escola pública foi totalmente opção minha, pois não me sentia mais bem em unidade de ensino particular. O único colégio que tinha em mente para ir era o Atheneu. Foi um choque ir para uma escola pública e, de cara, com modelo de ensino integral, no qual tinha que passar o dia todo, sem conhecer ninguém. Na época me julgaram muito pela decisão, mas me adaptei bastante ao Atheneu e fiz amigos”, relembra a estudante.

O Atheneu, assim como os centros de excelência Ministro Marco Maciel, no bairro 18 do Forte, e Vitória de Santa Maria, todos em Aracaju, oferta educação médio em tempo integral. Esse modelo de educação, segundo Giulia, foi fundamental para sua formação e aprovação em instituição de ensino superior.

“O ensino integral foi muito importante para mim para ampliar meu conteúdo. No Atheneu, a gente tem aulas de iniciação científica, temas transversais, práticas esportivas e artes cênicas. As de temas transversais foram importantes principalmente porque abordamos sobre a vinda do negro para o Brasil e isso ajudou nas duas aplicações do Enem. Por isso considero importante abordar conteúdos extracurriculares e poder fazer projetos relacionados a isso. O Parlamento Jovem Brasileiro só foi desenvolvido porque eu tinha um professor de horário de estudo, que conseguia sentar comigo para desenvolver esse projeto”, declarou a jovem.

Para ela, ser aprovada no vestibular é algo gratificante, principalmente pela classificação ter relação com seus estudos em escola pública. “A conquista foi uma sensação única e o melhor de tudo é saber que sou aluna de uma unidade pública de ensino, e que qualquer um pode chegar a qualquer lugar, dependendo apenas de cada pessoa, da comunidade na qual a escola está inserida e da equipe de professores e coordenação. Acho que esses são fatores muito importantes”, comentou.

Giulia enfatiza que o ensino integral faz a diferença e que um dos detalhes dessa modalidade de ensino é o acompanhamento realizado pelos professores. A estudante conta que os docentes do Atheneu passam o dia todo no colégio, junto aos alunos, e que juntos, todos formam uma família. “Há professores que são como pais para mim, pois me ajudaram a crescer bastante. E muitos deles sabem da nossa história de vida. Eles são atuantes, têm contato com nossos familiares, participam ativamente da nossa vida e desenvolvem projetos até para elevar nossa autoestima”.

A mãe da jovem, a gestora da área da saúde Cláudia Pardo, disse que sempre apoiou a filha na decisão de estudar em escola pública, e que, se tivesse mais filhos, os matricularia também no Atheneu Sergipense. “A unidade de ensino pública para ela foi a melhor coisa que aconteceu em termos de formação de personalidade. Ela falou comigo que queria estudar no Atheneu e o apoio foi imediato. A vivência do ensino integral é muito importante. Na escola particular ela não tinha isso. Tenho muito a agradecer a equipe do Atheneu”, pontuou, acrescentando que ficou emocionada ao acompanhar a comemoração dos demais estudantes aprovados.

De acordo com o diretor do Atheneu, Daniel Lemos, o ensino médio em tempo integral ofertado pela unidade de ensino contribui significativamente para o bom desempenho apresentado por seus estudantes. "Por ser integral, temos uma taxa de permanência elevada, próxima dos 100%. Isso cria em nossos estudantes um vínculo de pertencimento com a escola e se reflete nos resultados conquistados por eles", afirma.

Ensino integral

Atualmente, a rede estadual de ensino dispõe de três escolas com ensino integral (com sete horas diárias de aula) implantando desde 2009: colégios estaduais Atheneu Sergipense, Vitória de Santa Maria e Ministro Marco Maciel. As unidades apresentam resultados superiores à média das demais escolas estaduais e, diante dessa experiência, a gestão estadual pretende implantar o sistema integral em mais 37 unidades de ensino da rede, possibilitando que os estudantes tenham oportunidade de cursar a última etapa da educação básica em regime integral.

Essa medida adotada pelo governo estadual será implementada gradativamente, a partir do ano levito 2017, em 18 das 37 unidades de ensino que foram previamente selecionadas, e visa a atender a dispositivos previstos no Plano Nacional de Educação (Lei Nº 13.005, de 25 de junho 2014) e no Plano Estadual de Educação (Lei Estadual nº 8.025/2015), os quais estabelecem que a Educação em Tempo Integral deve ser ofertada em, no mínimo, 50% das escolas públicas até 2024.

“O governo federal publicou em outubro de 2016 o Programa de Fomento à implementação de Escolas de Ensino Médio em Tempo Integral, a partir do qual lançou edital para financiar as escolas que adotarão esse modelo de ensino. Sergipe, por apresentar um projeto consistente e elaborado criteriosamente, foi o estado que conseguiu aprovar o maior número de escolas, e, consequentemente, cada uma dessas unidades educacionais será beneficiada com recursos para serem investidos em melhoria da infraestrutura”, afirmou o secretário de Estado da Educação, Jorge Carvalho.

O gestor explica que os repasses de recursos do governo federal para as escolas que adotarão o ensino médio integral serão feitos ao longo de dez anos e serão aplicados em melhoria das instalações físicas das escolas, como construção de quadras poliesportivas e refeitórios, nas escolas onde ainda não houver esses espaços, e na construção e modernização de laboratórios de ciências e bibliotecas, por exemplo. “Cada uma dessas escolas receberá, este ano, apenas para investimentos em infraestrutura, entre R$ 500 mil e R$ 1 milhão. Para 2018, será repassado R$ 1,6 milhão; e em 2019, os valores chegarão a R$ 2,5 milhões por escola”, enfatiza Carvalho.

Para a estudante Giulia Pardo, o ensino integral deveria ser ofertado em outras escolas. Ela justifica a afirmação pontuando as vantagens da modalidade de ensino. “Com o ensino integral, o colégio vira realmente a segunda casa da gente. Às vezes se tornando até a primeira. Acho que criamos laços maiores com os professores e estudar acaba se tornando mais que uma obrigação, se tornando um estilo de vida. Enquanto na grade normal de ensino aprendíamos mais o conteúdo do ponto de vista teórico, nas aulas optativas, que há a iniciação científica e temas transversais, vemos isso de forma mais dinâmica e que ajuda muito a entender o conteúdo”, enfatizou.

Texto e imagem reproduzidos do site: clicksergipe.com.br

sábado, 1 de outubro de 2016

Projeto de Lei de aluna do Atheneu é aprovado


Fotos: Divulgação.

Publicado originalmente no site da SEED, em 29/09/2016.

Projeto de Lei de aluna do Atheneu é aprovado na Comissão de Saúde e Segurança da Câmara Federal

Os 78 estudantes "deputados" aprovaram por unanimidade o projeto da sergipana

Por Avelar Mattos.

O Projeto de Lei que visa dar maior celeridade aos consertos e manutenções de máquinas destinadas a exames do Sistema Único de Saúde (SUS), da aluna Giulia Oliveira Pardo, do Colégio Atheneu Sergipense, foi aprovado por unanimidade na Comissão de Saúde e Segurança Pública da Câmara dos Deputados, em Brasília.

Na manhã desta quinta-feira, 29, a aluna da rede estadual de ensino defendeu com louvor o trabalho. O projeto recebeu aprovação dos 78 estudantes que representam as Unidades da Federação no Programa Parlamento Jovem Brasileiro.

O próximo passo acontecerá nesta sexta-feira, 30, a partir das 9h, quando o Projeto de Lei, de Giulia Oliveira Pardo, deverá ser voltado durante a simulação de uma sessão plenária.

"Foi brilhante a apresentação da nossa aluna Giulia Oliveira. O projeto, além de ser aprovado por unanimidade, não recebeu nenhuma emenda por parte dos outros estudantes que estão representando os estados brasileiros", disse o professor Daniel Lemos, diretor do Atheneu Sergipense.

Em companhia de Denilson Lemos, professor orientador do projeto de Giulia, o diretor acompanha o desempenho da aluna sergipana na Capital Federal. "Giulia Oliveira vem recebendo elogios de todos os estudantes "deputados" por ter apresentado um Projeto de lei que irá ajudar muitas pessoas em todo o país", ressaltou.

Debate e votação

Ele lembrou que o programa simula uma jornada parlamentar em que jovens estudantes participam de debates e votações como se fossem deputados federais, com o objetivo de estimular a discussão de temas como política, cidadania e participação popular nas escolas.

O Projeto de Lei, elaborado pela aluna da rede estadual, determina que todos os equipamentos adquiridos para realização de exames do SUS tenham o processo de licitação finalizado em até 90 dias após a sua compra para futuros reparos e manutenções.

O trabalho elaborado pela aluna de Sergipe obteve a maior nota em todo o país e ficou na primeira colocação com a nota 96. Com o feito, Giulia Pardo se tornou a primeira estudante da rede estadual de ensino selecionada para representar o estado de Sergipe e os alunos sergipanos no Programa Parlamento Jovem Brasileiro.

Projeto

Baseado em dados de 2015 do Cadastro Nacional de Sistemas de Saúde do DATASUS, Giulia Oliveira Pardo descobriu que cerca de 37 mil equipamentos e máquinas destinados a exames do SUS estão fora de uso devido à falta de manutenção, a atrasos nas licitações para conserto de máquinas ou à falta de instalação.

Segundo a aluna, por meio dessa lei, os processos licitatórios com empresas para o conserto e manutenção das máquinas se darão de forma preventiva.

Nessa edição de número 13, o Programa Parlamento Jovem Brasileiro tem a participação de 78 estudantes que foram selecionados entre 1.425 inscritos. Os interessados em viver essa experiência tiveram que elaborar um projeto de lei visando melhorar a realidade do país. Essas propostas serviram de base para a seleção.

Com início em 2014, o PJB é direcionado a estudantes do 2º ou 3º ano do ensino médio ou do 2º, 3º ou 4º ano do ensino técnico, na modalidade integrada ao ensino médio.

São alunos de escolas públicas e particulares de todo o Brasil, com idade entre 16 e 22 anos, que estão vivenciando o processo democrático mediante participação em uma jornada parlamentar na Câmara dos Deputados, com diplomação, posse e exercício de mandato.

Texto e imagens reproduzidos do site: seed.se.gov.br