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sexta-feira, 19 de abril de 2024

Olympio de Souza Campos (1853 - 1906)


Olympio de Souza Campos (1853 - 1906)

Olímpio Campos - Dados pessoais: Nascimento 26 de julho de 1853, Itabaianinha.

Morte: 9 de novembro de 1906 (53 anos)

Olímpio de Sousa Campos (Olympio de Souza Campos, na grafia original arcaica), mais conhecido como Olímpio Campos (Itabaianinha, 26 de julho de 1853 — 9 de novembro de 1906), foi um jornalista, sacerdote, professor e político brasileiro.

Foi presidente do Estado de Sergipe de 1899 a 1902, além de senador (de 1903 a 1906) e deputado federal e provincial.

Biografia

Filho do Coronel Jose Vicente de Sousa e dona Maria Porphíria Maria Curvelo d´Ávila, estudou inicialmente em Estância, depois em Lagarto onde estudou latim, foi para Recife de 1866 a 1868 fazer os primeiros preparativos para a carreira eclesiástica, completou o curso de ciências eclesiásticas na Bahia de 1870 a 1873. Não recebeu as ordens de presbítero neste ano por não ter atingido a idade canônica, somente em 22 de setembro de 1877 o arcebispo Dom Joaquim Gonçalves de Azevedo conferiu-lhe a sagração sacerdotal, neste mesmo ano começou a desempenhar os encargos paroquiais como coadjutor do vigário de Itabaianinha, vindo a ser em seguida vigário de vila Cristina (atual Cristinápolis) transferindo-se em 1880, para a freguesia da capital do estado onde exerceu a jurisdição paroquial até o fim do ano de 1900, ano em que se exonerou para mais livremente agir em uma esfera de ação mais ampla, e mais acomodada às suas tendências naturais.

Alistado num dos partidos políticos da monarquia, não lhe custou, contado com o apoio da própria família, bem como da ajuda dos amigos, alcançou as mais elevadas posições entre os correligionários, que o elegeram deputado provincial para as legislaturas de 1882, 1883 1884 e deputado geral para as 19ª e 20ª legislaturas de 1885 e 1886 – 1889. Com a nova ordem de coisas decorrentes da adoção da forma republicana, em substituição ao regime monárquico, foi eleito deputado à constituição do Estado, dissolvida pela junta governista. Reeleito para a nova Assembléia, em 1890, organizou o partido católico , OPC, de efêmera duração. Como deputado, colaborou na confecção da lei fundamental do Estado, de 18 de maio de 1892, e na lei orgânica da justiça estadual, eleito em 1893, deputado federal pela primeira vez, e reeleito em 1894 até 1897 em seguida no dia 24 de Outubro do ano de 1899, foi eleito Presidente do Estado de Sergipe governando até o ano de 1902, no ano de 1903 no dia 18 de fevereiro foi eleito Senador da República.

Outras atividades

Monsenhor Olímpio de Sousa Campos foi cônego honorário da catedral Primacial da Bahia, Monsenhor Camareiro secreto do papa Leão XIII, sócio correspondente do instituto Histórico e geográfico da Bahia, intendente de Aracaju por nomeação do governo, lente em disponibilidade da cadeira de instrução cívica e moral da Escola Normal, irmão das irmandades de são Pedro, da Bahia e do Rio de Janeiro, e sócio das sociedades Sergipana de Agricultura, e “ Aracajuana de Beneficência” e “ Amparo das Famílias”.

Quando presidente do Estado, Olímpio de Sousa Campos levou para Itabaianinha o correio e o telégrafo, mandou construir o açude PRESA, em 1902, grande reservatório de água potável, para atender a população, que pessoalmente inaugurou, vindo com a comitiva oficial a cavalo de Aracaju, se empenhou tenazmente para ver passar por ali a linha férrea, o que acabou acontecendo por volta de 1911, quando foi construída uma estação ferroviária, existente ainda hoje. Todavia, somente em 1914 foi inaugurada a Ponta do Trilho, que ia de Itabaianinha até o pontilhão do rio Arauá, com a chegada do trem procedente de Timbó (hoje Esplanada). O acontecimento contou com as presenças dos Graúdos desta terra acompanhado da filarmônica União e Harmonia.

Assassinato do Monsenhor Olímpio Campos - gravura de Angelo Agostini 1906 - Fonte: O Malho, Rio de Janeiro, n. 218 17 nov. 1906, p. 15

Assassinato

Havia chegado ao auge de sua carreira política, quando foi publicamente assassinado com duas facadas e onze tiros no Rio de Janeiro, em 9 de Novembro de 1906, por Armando de Aguiar Cardoso e Humberto de Aguiar Cardoso, filhos de Fausto Cardoso. O crime aconteceu na Praça XV de Novembro (antigo Largo do Paço) com o auxílio de Délio Guaraná de Barros, primo dos filhos de Fausto Cardoso. Para inocentar seu primo, Humberto Cardoso e Armando Cardoso tentaram assumir sozinhos a participação no assassinato. Contudo, no julgamento eles foram absolvidos com o argumento de que agiram sob coação moral irresistível.

Apesar da inocência do Monsenhor Olímpio Campos, no que se refere à morte de Fausto Cardoso, o assassinato foi perpetrado como ato de vingança pelos filhos do deputado estadual morto na revolta faustista com a tomada do Palácio do Governo e a subsequente intervenção de tropas federais para reempossar Guilherme de Campos.

O periódico "O Século" publicou entrevista com Maria Pastora Vieira de Mello, viúva de Fausto Cardoso, na qual ela diz que seus filhos cumpriram seu dever, acrescentando que quem lhe participara da morte do Senador Olímpio Campos foi companheiro e amigo de seus filhos, o General sergipano Aristides Armínio Guaraná, radicado na capital da república.

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Texto e imagem reproduzidos do site: pt wikipedia org wiki Ol%C3%ADmpio Campos

113 anos da morte de Olímpio Campos (2019)

Monsenhor Olympio de Souza Campos (1853-1906)



REGISTRO DE NOTÍCIA publicada em 15/04/2024

Publicação compartilhada do site Arquidiocese de Aracaju, de 15 de abril de 2024

LIVRO “AS EXÉQUIAS DO MONSENHOR OLYMPIO DE SOUZA CAMPOS” SERÁ LANÇADO NESTA QUARTA, 17

Por Carlos Barbosa 

A memória do monsenhor Olympio de Souza Campos (1853-1906), personagem de grande relevo na história da Igreja e da política de Sergipe, é o tema central da obra mais recente dos escritores Ana Medina e Claudefranklin Monteiro.

O livro “As Exéquias do Monsenhor Olympio de Souza Campos” será lançado nesta quarta-feira, dia 17, às 17h, no Museu da Gente Sergipana.

A obra, segundo os seus autores, pretende situar a importância do religioso e líder sergipano a partir dos eventos que envolveram a sua morte, velório e sepultamento, em 1906. O livro ajuda a “compreender como o legado de Olympio Campos se perpetuou no tempo e no espaço, sobrevivendo ao que os especialistas chamam de batalha da memória”.

Fatídico ano de 1906

As Exéquias do Monsenhor Olympio de Souza Campos se apresenta, também, como “uma ótima oportunidade para revisitar do fatídico ano de 1906 e lançar novas luzes sobre os fatos que envolveram belicosamente e fatalmente dois dos mais importantes personagens da Primeira República em Sergipe, ambos vítimas de um tempo de contendas ideológicas acirradas e tensionadas disputas de poder”.

Em 9 de novembro de 1906, quando exercia o mandato de senador, Olympio Campos foi assassinado com duas facadas e onze tiros no Rio de Janeiro, por Armando de Aguiar Cardoso e Humberto de Aguiar Cardoso, filhos do deputado federal Fausto Cardoso. O crime foi perpetrado como ato de vingança pela morte do pai. Ficou comprovada a inocência do religioso.

Antes de chegar ao Senado, Olympio Campos foi presidente do Estado de Sergipe (1899-1902), deputado federal e deputado estadual. Exerceu seu ministério presbiteral em Itabaianinha, sua cidade natal, Cristinápolis e Aracaju.

Sintonia afetiva e intelectual

Os professores e escritores Ana Medina e Claudifranklin Monteiro são membros da Academia Sergipana de Letras. Em 2021, eles dividiram a autoria da obra “150 anos de Religiosidade e Fé – Paróquia Senhora Sant’Ana do Boquim-SE (1820-2020)”.

Texto e imagens reproduzidos do site: arquidiocesedearacaju org

domingo, 14 de agosto de 2016

Filhos Ilustres de Sergipe - Olímpio Campos (1853 - 1906)


Filhos Ilustres de Sergipe - Olímpio Campos (1853 - 1906).

Olímpio de Souza Campos, mais conhecido como Olímpio Campos, jornalista, sacerdote, professor e político sergipano, nasceu em Itabaianinha, em 26 de julho de 1853, sendo seus pais o Coronel José Vicente de Souza e Porfiria Maria de Sousa Campos.

Fez os primeiros estudos em Estância, depois em Lagarto, onde aprendeu latim. Em 1866, foi para Recife, onde fez os preparatórios para a carreira eclesiástica, cuja preparação foi concluída na Bahia, em 1873. Em virtude de não possuir a idade exigida pela Igreja, só foi ordenado quatro anos depois.

Iniciou a vida sacerdotal como coadjutor do vigário de Itabaianinha. Em seguida foi nomeado vigário de vila Cristinápolis (na época, vila Cristina). Em 1880 foi transferido para Aracaju, onde permaneceu até o final de 1900, ano em que se exonerou a fim de se dedicar, em tempo integral, à vida pública.

Sua carreira política foi meteórica:
Em 1882, deputado provincial para a legislatura 1882-1883.
Em 1883, deputado provincial para a legislatura 1883-1884.
Em 1885, deputado geral para a legislatura de 1885-1886
Em 1886, deputado geral para a legislatura de 1886-1889.
Com a proclamação da República, deputado constituinte.
Em 1890, deputado provincial, quando organizou o partido,
católico, de curta duração.
Em 1893, deputado federal para a legislatura 1893-1894
Em 1894, deputado federal para a legislatura de 1895 1897.
Em 1899, Presidente do Estado de Sergipe para o quadriênio 1899 - 1902.
Em 1903, Senador da República, quando atingiu o ápice de sua vida pública...

Em pleno gozo de excepcional prestígio, se envolveu em renhida luta partidária, sendo assassinado no Rio de Janeiro, pelos filhos de Fausto Cardoso, no dia 9 de novembro de 1906.

O sepultamento de Olímpio Campos, realizado em Aracaju, no dia 20 de novembro, foi uma apoteose. O corpo, embalsamado na capital da República, foi acompanhado por uma multidão de mais de quinze mil pessoas e saudado, dentre outros, pelo intelectual Manoel dos Passos de Oliveira Teles. Havia sinais de luto por toda a cidade. Os lampeões de iluminação exibiam tarjas pretas e a Força Pública, em atitude fúnebre, acompanhou o féretro pelas ruas da cidade, até o cemitério.

O Palácio sede do Governo de Sergipe, hoje tombado e transformado em museu e situado no principal logradouro público de Aracaju (que tem o mesmo nome) recebeu a denominação de “Palácio Olímpio Campos”.

Texto e imagem reproduzidos do blog: bainosilustres.blogspot.com.br