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domingo, 2 de novembro de 2025

Obra biográfica e ficcional do artista Véio

Foto: Julia Rodrigues

Publicação compartilhada do site INFONET, de 31 de outubro de 2025

Obra biográfica e ficcional do artista Véio é lançada no Museu da Gente

A obra é biográfica e ficcional, produzida pelas filhas de Véio

Bonecos de pau – a felicidade de Véio, esse é o título do livro recém lançado em parceria com a renomada editora Martins Fontes, sobre a história de vida do artista sergipano Cícero Alves dos Santos, o Véio. A obra é biográfica e ficcional, produzida pelas filhas de Véio, Júlia Katiene e Katiuscia Santos, em que elas contam a história de vida do artista numa linha do tempo que vai desde o início de suas produções em cera de abelha até os dias atuais.

No livro, para cada passagem do tempo Véio criou uma obra, totalizando em 30 obras inéditas.

De acordo com uma das autoras e filha do artista, Bonecos de pau não fala apenas do artista e de arte, fala de resiliência , limites, aridez ( humana), loucura e velhice. “A nossa ideia foi prestar uma homenagem à painho em vida, bem como trazer ao público a sua história de vida sob a nossa ótica. O público leitor irá se deparar com a arte rasgando e poetizando tudo o que é doloroso, e muito mais”, disse Júlia Katiene.

Bonecos de Pau teve o seu lançamento realizado na noite de ontem, dia 30 de outubro, no Museu da Gente Sergipana, para um público restrito. Porém, a obra já está disponível para a venda através da editora Martins Fontes e conta também com uma versão em inglês para o público internacional que acompanha e prestigia o sergipano mundo afora. “Antes do artista, apesar de ter começado muito novo, tem um ser humano por trás, e quando esse ser humano virou homem mesmo, veio uma família por trás, então nós quisemos trazer a beleza da arte, mas também com a aridez da luta, porque esse conjunto forma algo completo. Era um desejo nosso, como se faltasse nos livros biográficos que já foram escritos, então nós fizemos uma biografia romanciada”, destacou Katiuscia Pereira.

O homenageado da obra também colaborou com ela e sentiu-se honrado e emocionado com a versão sobre ele contada por suas filhas. “Esse foi um trabalho em equipe, mas partiu delas. E hoje, estou muito feliz, cercado pelas pessoas que eu gosto e que valorizam meu trabalho, família, amigos, colecionadores, e feliz também em ver as minhas obras, que estão aqui expostas no Museu, que foram feitas a partir da produção do livro, em uma exposição tão bonita”, celebrou Véio.

O livro está disponível para venda na editora Martins Fontes e a exposição “Bonecos de pau, a Felicidade de Véio”, está sendo exibida no Museu da Gente Sergipana, de terça a domingo, das 10h às 15h, até o dia 23 de novembro.

Fonte: Assessoria de Imprensa

Texto e imagem reproduzidos do site: infonet com br

terça-feira, 27 de fevereiro de 2024

“Véio” é doutor da UFS

Véio" é reconhecido mundialmente pelas
 esculturas em madeiras mortas

Legenda da foto: O Título é um reconhecimento da importância cultural de “Véio”

Publicação compartilhada do site DESTAQUE NOTÍCIAS, de 26 de fevereiro de 2024

“Véio” é doutor da UFS

A Universidade Federal de Sergipe (UFS) aprovou por unanimidade a concessão do título Doutor Honoris Causa ao artista plástico Cícero Alves dos Santos, conhecido popularmente como “Véio”. A entrega da honraria acontecerá às 17 horas do no próximo dia 5, no auditório do Senac, em Nossa Senhora da Glória/SE.

O Título foi posposta pelo Campus do Sertão, por meio do diretor Maycon Reis, em conjunto com o diretor do Centro de Ciências Biológicas e da Saúde, Adriano Antunes. Com a entrega da homenagem, a UFS ratifica a relevância do trabalho de “Véio” na história cultural sergipana, reconhecido nacionalmente e internacionalmente, principalmente, pelas esculturas em madeiras mortas, que representam movimentos socioculturais por meio das suas imaginações inspiradas na vida do Sertão.

A Universidade Federal de Sergipe concede o título de Doutor Honoris Causa como homenagem máxima conferida pelo Conselho Universitário (Consu) a personalidades que se distinguiram, seja pelo saber, seja pela atuação em prol da Filosofia, das Ciências, da Técnica, das Artes e das Letras, seja pelo melhor entendimento entre os povos ou em defesa dos direitos humanos. A solenidade é aberta ao público.

Fonte e fotos: UFS

Texto e imagens reproduzidos do site: www destaquenoticias com br

sábado, 29 de julho de 2023

Véio apresenta a mostra Poetizando a Madeira em Aracaju

Foto: Ascom

Publicação compartilhada do site RADAR SERGIPE, de 27 de julho de 2023

Mais de 20 obras do consagrado artista sergipano estão em exposição no Shopping Jardins

Véio apresenta a mostra Poetizando a Madeira em Aracaju

Integrando a programação do projeto ‘Cajucidade’, o Shopping Jardins brinda o público com o universo criativo de Cícero Alves dos Santos, mais conhecido como Véio. A mostra ‘Poetizando a Madeira’ está em cartaz próximo à loja Kalunga e reúne mais de 20 esculturas em madeira, com destaque para as séries ‘Palhaços’, ‘Os “cão” do Meu Inferno’ e a obra ‘O Outro Assombrado’. O acesso é gratuito.

Aos 76 anos, o artista de Nossa Senhora da Glória tem obras expostas em diferentes cantos do Brasil e do mundo, como na Fondation Cartier em Paris, na França, no Museu do Folclore Edison Carneiro e na Galeria Pé-de-boi no Rio de Janeiro (RJ), na Galeria Estação em São Paulo (SP) e no Museu do Homem do Nordesteem Recife (PE), além do Memorial de Sergipe e do Museu da Gente Sergipana em Aracaju e do Museu do Sertão em Feira Nova, onde fica o seu ateliê.

Quem passa pela BR 206, no sertão sergipano, logo se impressiona com as esculturas expostas na frente de seu sítio-ateliê-museu. Todas as peças são feitas a partir da madeira morta encontrada na região. “Criar para mim é dar vida às madeiras mortas porque a arte também é vida e, criando, eu renasço todo dia”, afirma Véio, um dos mais destacados representantes da arte popular brasileira.

A mostra ‘Véio, Poetizando a Madeira’ tem curadoria de Julia Katiene Santos e o público de todas as idades tem a oportunidade de apreciá-la durante todo o horário de funcionamento do shopping – de segunda a sábado, das 9h às 22h, e aos domingos e feriados, das 12h às 21h.

Cajucidade

A arte popular de Véio divide espaço com painel assinado pelo artista urbano Korea.jpz e a escultura de caju gigante pintada por Fábio Sampaio. As criações expressam a ‘cajucidade’ que habita em cada um dos artistas e convidam os visitantes a valorizarem o privilégio que é viver em Sergipe. O projeto realizado em parceria com Fábio Sampaio, criador do termo ‘cajucidade’, foi iniciado no mês de março, em homenagem ao aniversário de Aracaju, e, desde então, já acolheu criações de Lucas Lemos, Aimée, Nogueira, Alysson Oliveira, Amanda Lima, José Bento, Laisson Macedo, Andresson Dias e Jorge Luiz.

‘Poetizando a Madeira’

O quê? Projeto Cajucidade apresenta exposição com obras do artista popular Véio, além de painel do artista urbano Korea.jpz e escultura gigante de caju de Fábio Sampaio.

Quando? Segunda a sábado, das 9h às 22h. Domingos e feriados, das 12h às 21h.

Onde? Próximo à loja Kalunga do Shopping Jardins - Av. Ministro Geraldo Barreto Sobral, 215 - Jardins, Aracaju | SE.

Acesso? Gratuito.

Texto e imagem reproduzidos do site: radarsergipe com br

domingo, 12 de maio de 2019

Ocupe a Praça homenageia o artista Véio...




Publicado originalmnte no site da PMA, em 10/05/19 

Ocupe a Praça homenageia o artista Véio e terá programação em alusão ao sertão sergipano

O Ocupe a Praça do dia 15 de maio homenageia um artista sergipano consagrado internacionalmente. O escultor Cícero Alves dos Santos, conhecido como ‘Véio’, foi um dos escolhidos em 2014 para participar da exposição comemorativa aos 30 anos da Fundação Cartier em Paris. Um ano depois, ele teve a sua obra exposta na Abadia de São Gregório, em mostra paralela à Bienal de Veneza. Em 2017, ‘Véio’ recebeu o Prêmio Itaú Cultural 30 anos, realizado para destacar artistas que impactaram o cenário cultural nas últimas décadas. No ano passado, ocupou os três andares do Itaú Cultural, em São Paulo, com a exposição “Véio: a Imaginação da Madeira”.

O artista sergipano cobiçado no mundo inteiro, fundou o ‘Museu do Sertão’, no Sítio Soarte, localizado no município de Nossa Senhora da Glória. Lá, ele reúne um acervo de 17 mil obras que recontam os modos de vida e produção do sertanejo e preservam a cultura popular da região. No próximo dia 15, ‘Véio’ vem a capital aracajuana para ser homenageado pela Prefeitura de Aracaju, através do Núcleo de Produção Digital (NPD) Orlando Vieira, unidade vinculada à Funcaju.

Essa será a primeira homenagem em Sergipe ao escultor, que estará presente para conversar com o público, a partir das 18h30, sobre o universo artístico dele. Esta edição do ‘Ocupe a Praça’ vem com uma programação genuinamente sertaneja. Ao lado de ‘Véio’, no Liquidifica Diálogos, Rafael Silva, o doutor em Ciências Sociais pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), e Seichele Barboza, chef de cozinha especializada em gastronomia sergipana, farão um rico debate sobre o sertão.

Para enriquecer ainda mais a programação. No próximo sábado, dia 11, Seichele ministrará uma oficina gastronômica com ingredientes exclusivamente do sertão sergipano. A oficina tem entrada franca e acontece de 11 a 14 de maio, das 9h às 11h, no Centro Cultural de Aracaju. O primeiro dia de aula será aberta ao público. Os outros dias serão direcionados a merendeiras da rede municipal de ensino de Aracaju.

No dia 15, terá também a exibição de vídeo, inédito no Brasil, produzido pela Fundação Cartier para a exposição Histoire de Voir (Paris, 2012), além de filmes que compuseram a exposição no Itaú Cultural, ‘Véio: a Imaginação da Madeira’. Para encerrar a noite de mais um Ocupe a Praça, acontecerá um “revival” do Rock Sertão com Naurêa, banda sergipana e internacionalmente conhecida.

Rafael Alves

Mestre em Sociologia e Doutor em Ciências Sociais pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Rafael atuou, em 2012, junto à Fondation Cartier pour l'art contemporain, quando conheceu pessoalmente o artista Véio, acompanhando-o durante atividades ligadas à Exposição Histoire de Voir (Paris, 2012), que reuniu obras e histórias de mais de 50 artistas do mundo todo. Desde então, estabeleceu uma relação com o artista, acompanhando sua trajetória. Articulando o pensamento de Véio, expresso em suas obras, discursos e ações, com o de autores clássicos e contemporâneos, o pesquisador produziu reflexões sobre Arte, Técnica e Trabalho, as quais foram apresentadas em diferentes congressos e publicações, como Véio e a Problematização do Contemporâneo (Revista Nada, Lisboa, 2014), incluindo uma pesquisa de pós-doutorado realizada junto ao Departamento de Sociologia da Unicamp, intitulada 'A auto-atividade e a atividade técnica de escultores contemporâneos'.

Texto e imagens reproduzidos do site: aracaju.se.gov.br

terça-feira, 13 de março de 2018

Grande exposição do Itaú Cultural reúne obras do escultor sergipano Véio




Grande exposição do Itaú Cultural reúne criaturas inventadas e talhadas em madeira por Véio

Publicado originalmente no site ArteView, em 13/03/2018

Das 20h do dia 14 de março (quarta-feira) até 13 de maio, o fabuloso mundo criado pelo escultor sergipano Véio ocupa os três andares do espaço expositivo do Itaú Cultural na mostra "Véio – a Imaginação da Madeira".

São cerca de 270 peças, entre criações abstratas, inesperadas, bestiário – cachorros, cobras, pássaros -, gente. Algumas sugerem monstros imaginários, outras aludem a criaturas cujas formas evocam seres familiares; outras, ainda, remetem a figuras endiabradas ou personagens do sertão nordestino em seus afazeres do dia-a-dia. Algumas medem milímetros, outras, chegam a 2 metros de altura. Todas são feitas com madeira morta, restos de árvore que ele recolhe nos arredores do sítio onde vive, nos arredores do município de Nossa Senhora da Glória, em Sergipe. Juntas, essas obras compõem um panorama nem sempre verista do cotidiano dessa região brasileira e do universo particular de Véio.
  
A concepção e realização da mostra é do Itaú Cultural, com curadoria de Agnaldo Farias e Carlos Augusto Calil e projeto expográfico de Adriana Yazbek.

Autodidata, Véio começou a esculpir na infância, usando cera de abelha. Com mostras realizadas no Brasil e no exterior, este artista de nome Cícero Alves dos Santos, ganhou, ainda criança, o apelido com o qual é conhecido e assina a sua obra, porque gostava de andar com pessoas mais velhas para escutar suas histórias.

Véio – a Imaginação da Madeira acolhe o acervo muito particular, ao mesmo tempo sertanejo e transcendental, que o artista acumulou em seus 70 anos, vazada em sua obra notável, que o consagrou como um dos mais importantes brasileiros da arte contemporânea. O Piso 1, sob o título Assombro, apresenta cerca de 50 dessas peças, muitas delas com títulos sugestivos como Os Gêmeos, Adeus, Curvado, Carceiragem, Elefante branco, Araponga, O Primata. O acabamento dado por ele a pedaços secos de árvores, troncos, galhos, ramos pode ser visto neste andar em peças grandiosas e coloridas, que vão da combinação imprevista de fragmentos a formas que aludem a bois, cachorros, cobras, pássaros, um bestiário fabuloso, ao qual a mão do artista/demiurgo concede a vida. Nesse mesmo piso, exibe-se um curta-documentário sobre Véio, realizado pela equipe do Instituto em visitas ao seu sítio Soarte, na entrada do sertão de Sergipe.

Descendo para o Piso -1, Nação Lascada, o público encontra o espaço dividido em três núcleos. O primeiro apresenta mais agrupamentos das figuras grandiosas que povoam o 1º piso, entre elas, Brasileirinho, A amputada, A virgem, Pisou na bola, Cachorrinho. O segundo traz peças que remontam à infância do artista, quando modelava cera de abelha para fazer microesculturas, que destruía quando dele se aproximava algum adulto. Crescido, ele passou a usar madeira para esculpir pequenos personagens, às vezes milimétricos. Aqui, algumas das mais de 140 obras são figurativas, apesar de seu frequente estranhamento, fruto do julgamento moral do escultor. Ora representam momentos do cotidiano, ora, fantasias do universo sertanejo. Ainda neste andar, um terceiro núcleo apresenta obras que compõem a série Os cão do meu inferno, uma coleção impressionante de demônios descarregada nas cores preta e vermelha, em formas intrigantes e perturbadoras.

Mais um andar abaixo, o Piso -2 abriga e reproduz o Museu do Sertão. Além de ser o detentor de grande parte do próprio acervo, com mais de 17 mil obras, Véio criou um museu que fica no seu sítio. Assim, o artista tornou-se também um guardião das histórias, dos costumes e das tradições dessa região. O museu contém máquinas primitivas, métodos obsoletos, carro de bois, casa de farinha, ferramentas do ferreiro, sapateiro, objetos das casas sertanejas, como a “chuculatêra” e um caco de torrar café, que, pela primeira vez, saem de Sergipe para compor um recorte do mundo íntimo de Véio, mostrado nesta exposição. Neste piso, ainda, o visitante pode vivenciar uma instalação audiovisual com múltiplas telas e paisagem sonora, que oferece um mergulho no ambiente onde vive o artista.

Obra reconhecida

Em texto sobre o artista e sua obra, Agnaldo Farias e Carlos Augusto Calil observam: “Há algo dos escravos de Michelângelo, as placas de mármore das quais brotavam torsos, braços, fragmentos de corpos para sempre aprisionados. A estilização, a feroz alegria, a gratuidade, a invenção o aproximam de Alexander Calder, membro ilustre da sua família artística.”

A Galeria Estação, em São Paulo, dedicou-lhe exposições individuais em 2009, 2015 e 2017. Em 2014, o sergipano cruzou fronteiras quando sua obra foi apresentada em exposição coletiva em Paris, em comemoração aos 30 anos da Fundação Cartier.

Um ano depois, teve sua obra exposta na Abadia de São Gregório, em mostra paralela à Bienal de Veneza. Em 2017, foi um dos dez ganhadores – na categoria Criar, ao lado da coreógrafa Lia Rodrigues – do Prêmio Itaú Cultural 30 Anos, em 2017, realizado pelo instituto para destacar personalidades com ação relevante nas artes e na cultura nas últimas três décadas. Ele também tem um verbete na Enciclopédia Itaú Cultural de Arte Brasileira.

Em sua terra natal, além do museu que o próprio artista abriga e de seu acervo pessoal, o Memorial de Sergipe conta com 4 mil peças dele e outras 60 estão no Museu da Gente Sergipana, que ilustram histórias das lendas e tradições da região.

Texto e imagens reproduzidos do site: arteview.com.br

quarta-feira, 26 de abril de 2017

Escultor Véio ganha primeira individual no Rio

JLV/Divulgação.

Publicado originalmente no site da revista Veja, em 23 abr 2017.

Escultor Véio ganha primeira individual no Rio.

Artista sergipano usa madeira como matéria-prima de suas obras.

Por Renata Magalhães 

Conhecido como Véio, o sergipano Cícero Alves dos Santos fez nome ao usar madeira para retratar sua visão sobre o sertão nordestino. 

Em sua primeira individual no Rio, De Surpresa no Mundo, foram reunidas esculturas talhadas com canivete em troncos, galhos e raízes.

Aspectos da tradição popular são representados por meio de cores intensas e constroem uma espécie de fauna imaginária e enigmática, com seres como o da foto acima. 

Gustavo Rebello Arte. Avenida Atlântica, 1702, loja 8. Segunda a sexta, 12h às 20h. Grátis. Até 26 de maio. A partir de terça (25).

Texto e imagem reproduzidos do site: vejario.abril.com.br

sábado, 22 de abril de 2017

Um véio criança que fez brilhar o Brasil na França

Cícero Alves O Artesão “Véio”.

Publicado originalmente no site da Revista Mais Glória, em 30 de abril de 2014.

Um véio criança que fez brilhar o Brasil na França.
Por Euvaldo Lima*

Impulsionado pela centelha divinal que margeia sua caminhada; esculpe os sonhos, a crença, a dor, a alegria e a discriminação de um povo que podemos intitular “Herói Sem Títulos”. Fruto de moderados golpes de um canivete, as obras do nosso autêntico sertanejo sergipano, Cícero Alves, encantam a todos.

Na luta para manter nossas tradições e valores culturais, consegue a admiração de renomados críticos do universo da arte e, aos poucos, graças ao elevado nível de sua sensibilidade, seus trabalhos ganham destaque nos mais requintados museus de arte. Hoje, à margem da rodovia Engenheiro Jorge Neto, a oito km da sede do município de Feira Nova (SE), e a cinco de sua cidade natal, Nossa Senhora da Glória, é visitado por amantes da arte do Brasil e de além fronteira, que visitam esta região.

Os turistas incluem no roteiro uma visita ao admirável artesão com o seu museu encantador, um dos únicos a expressar com nitidez, a vida do nordestino, as ferramentas que deram dignidade ao homem do campo e seus lamentos pela falta de apoio à fertilidade das mentes humildes que se expressam através da arte nas diversas áreas. Quanto ao reconhecimento, nosso artista não tem de que se queixar, nem poderia. Percorrendo importantes eventos culturais brasileiros, levando e elevando os conceitos artísticos; chega aos píncaros da glória, mediante reportagens e documentários sobre a sua vida e obra.

Selecionado foi pela TV Cultura de São Paulo para um documentário que selecionaria dez grandes expressões artísticas do cenário nacional e, para nossa alegria, o Véio obteve uma das mais expressivas indicações, representando o nosso Estado no referido documentário, evento que congregou artistas dos mais diversos lugares. Dentre outros organismos influentes deste segmento, compareceu o INSTITUTO DO IMAGINÁRIO DO POVO BRASILEIRO, de São Paulo que, sensibilizado, resolveu criar e publicar um livro intitulado “TEIMOSIA DO IMAGINÁRIO”, reunindo os melhores momentos e um pouco sobre a vida das dez estrelas selecionadas.

Para nossa felicidade, coube à grandiosidade da obra do nosso artesão “VÉIO” embelezar a capa com uma de suas memoráveis esculturas. A primeira edição dessa obra já foi publicada em dois idiomas: Português e Francês, graças à desenvoltura em suas expressões próprias e originais. Foi escolhido, ainda, para o lançamento na capital mundial da moda, no ‘HISTOIRES DE VOIR FONDATION CARTIER POUR PART CONTEMPORAIN’, a poucos metros da Torre Eiffel, onde, além do lançamento da obra, se fez acompanhado de autoridades francesas e brasileiras nas visitas à Torre, museus e alguns pontos turísticos voltados para a arte e para a cultura.

Nosso artista revela seu talento ao mundo, mostra a nossa arte em alguns idiomas, sob os cuidados de intérpretes e cercado por holofotes de diversas etnias, confirmando que teimosia é uma qualidade. Nós que fazemos a Revista e Portal Mais Glória parabenizamos o artesão e miniaturista Véio, que se faz escudo da arte e sobe a torre da fama, para propagar bem alto o valor da nossa gente.

* Euvaldo Lima dos Reis - Comerciante, Poeta Feiranovense, Esposo da Pedagoga Marta Maria da Silva Reis, divide com Deus a paternidade de quatro estrelas denominadas, LIZZE, BRIZZA, KAIPPE e KAIZZE. Autor do livro de poesia um sopro em versos, de dezenas de cordéis, participou das antologias, Retalhos, Unidos na Fé, e no mês 02/12, classificou 04 das cinco poesias num concurso no Tocantins á nível de Brasil, qual será publicada na antologia “Veloso 2012”, Foi um dos diretores da revista flash, membro das diretorias de diversos órgãos sociais voltados para o voluntariado na região, idealizador e diretor geral do projeto Revista Maisglória.

Texto e imagens reproduzidos do site: revistamaisgloria.com

sábado, 30 de janeiro de 2016

Véio: Arte popular do sertão de Sergipe para o mundo


Fotos: Romário Andrade.

Postado originalmente do site Sou de Sergipe, em 19/06/2012.

Véio: Arte popular do sertão de Sergipe para o mundo.

Um museu a céu aberto no meio do sertão chama atenção de quem passa pela BR 206, na altura do KM 08, na estrada que liga os municípios de Feira Nova e Nossa Senhora da Glória. Trata-se do Sítio Soarte, de propriedade e criação do Cícero Alves dos Santos (Véio), artesão sergipano que utiliza madeira para representar seu olhar inusitado sobre as histórias de vida do homem sertanejo. Recentemente, as esculturas de Véio foram retratadas no livro ‘Teimosias da Imaginação’, obra que reúne parte da produção de artistas considerados os dez melhores da arte popular brasileira. O sucesso foi tamanho que Véio foi o escolhido, entre os brasileiros, para participar da exposição e lançamento da versão francesa do livro, na Galeria Cartier, em Paris.

Natural de Nossa Senhora de Glória, Véio ganhou este apelido ainda criança por gostar de escutar a conversa dos mais velhos. Foi nesta época que artista começou a refletir sua admiração pela cultura popular em cera de abelha, mas logo depois descobriu os troncos de madeira para produzir suas esculturas. O Soarte, Museu do Sertão, criado ao lado de sua residência, recria a vida na região e traz para os visitantes a Casa de Farinha, Casa de Profissões, Igreja e o Sítio Caduco.

Quem passa pelo local se depara com um cenário curioso, formado por esculturas em madeira bruta que representam manifestações socioculturais criadas no que o próprio artista costuma chamar de ‘Universo Simbólico de Véio’. As esculturas do artista, que estão entre as menores do mundo, são feitas a olho nu, utilizando canivetes e até palitos de fósforo. “A maioria das pessoas que passam por aqui ficam curiosas, não sabem ao certo o que estão vendo. Aqueles de origem mais simples pensam que é macumba ou coisa de gente que não tem o que fazer. Outros param, observam, tiram foto e até levam sem pedir”, conta aos risos.

No seu acervo, o visitante pode encontrar peças grandes, médias, pequenas e minúsculas. São noivas, grávidas, seres imaginários, chapéus de couro, utensílios domésticos, maquinas rústicas, roupas e acessórios que fazem parte da vida do sertanejo. Autodidata, Véio conta que trabalhada na base da inspiração dada por Deus. “Quando a inspiração chega, posso criar qualquer coisa que esteja na mente do povo, desde a Marquês de Sapucaí às lendas e realidades do homem sertanejo. Vou em busca do material e deixo a imaginação tomar conta, pois temos muita riqueza a nível de história e cultura”, comenta.

Peças expostas no Sítio Soarte.

Em suas obras, o artesão tenta fazer uma espécie de alusão ao ciclo da vida. “Digo que as peças novas trazem o valor da juventude e as velhas, já frágeis, que vão se destruindo pela ação da natureza, trazem a parte final da vida”, explica Véio.

Publicações.

Além de revistas de arte, a trajetória de Véio já foi retratada em cinco documentários. São eles: ‘Véio- Tradição e Comtemporaneidade’, ‘Nação Lascada de Véio’, ‘A Glória do Sertão’, ‘Véio – O filme’, ‘O Universo Simbólico de Véio’ e Cavalhada de Poço Redondo’.

Suas peças estão espalhadas em vários lugares do mundo e do Brasil. Em Sergipe, as peças podem ser encontradas no seu próprio sítio, Memorial de Sergipe e Museu da Gente Sergipana. Fora do estado, é possível encontrá-las no Museu do Folclore (RJ), Galeria Estação (SP), Museu do Homem (PE), Galeria Pé-de-boi (RJ), Garandagem (AL), entre outros.

Teimosias da Imaginação.

A exposição realizada pela Fundação Cartier em Paris marcou o lançamento do livro ‘Teimosias da Imaginação’ na versão francesa. O projeto apresentado no Brasil em três linguagens – documentário, exposição e livro- reúne coleções particulares de dez artistas brasileiros. Germana Monte-Mór ficou responsável pela curadoria do livro e Rodrigo Naves pela curadoria-adjunta e prefácio. Já os textos e entrevistas dos artistas foram editados pela historiadora Maria Lucia Montes.

O convite para ir à Paris veio a partir do lançamento do livro em São Paulo, na Galeria da Estação Pinheiros. Véio, que se destacou por sua desenvoltura, foi então o único brasileiro convidado para falar de arte e de suas obras em uma mesa redonda de debates na Fundação Cartier. Com a simplicidade de um autêntico nordestino, o artista conta que estranhou um pouco a forma como a arte era debatida naquele local.
“Eram só 10 pessoas me perguntando à respeito das minhas peças, costumes e das pessoas que aqui viviam. Enquanto isso, todos que estavam no auditório ficavam quietos, foi daí que pedi que as perguntas fossem abertas para a plateia também. Todos gostaram da iniciativa e ficaram satisfeitos em perguntar”, descreve o artista destacando que para ele aquele lugar era igual a qualquer outro do Brasil.

Fonte: Infonet

Texto e imagens reproduzidos do site: soudesergipe.com.br

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

O artista sergipano Véio abre mostra individual na galeria Estação/SP



Publicado originalmente no site "Casa Abril", em 03/11/2014.

O artista sergipano Véio abre mostra individual na galeria Estação

A galeria Estação celebra 10 anos de existência com exposição e lançamento do livro Cícero Alves dos Santos: Véio.

Por Cris Bava.

Vilma Eid, proprietária da galeria Estação, escolheu o artista Cícero Alves dos Santos – o Véio nascido em Nossa Senhora da Glória, em Sergipe – para comemorar os seus 10 anos de existência. Pioneira no trabalho que procura diluir a fronteira que separa artistas de raiz popular do cenário da arte contemporânea, Vilma está também empenhada na divulgação desse trabalho preciso. A mostra do artista Véio inclui o lançamento do livro editado pela WMF Martins Fontes e é assinado pelo importante crítico de arte Rodrigo Naves.

O momento não poderia ser mais oportuno, pois Véio acaba de voltar de Paris, depois de participar da exposição comemorativa dos 30 anos da Fundação Cartier, ao lado de outros brasileiros, como Adriana Varejão, Beatriz Milhazes e mais dois artistas representados pela Galeria Estação, como Zé Bezerra e Nino.

Com cerca de 45 trabalhos, a exposição Cícero Alves do Santos: Véio reúne obras recentes, realizadas entre 2013 e 2014, em grandes e pequenas dimensões. Nas peças maiores, troncos, galhos e raízes têm uma presença decisiva e Véio intervém apenas pontualmente, esculpindo ou pintando, para tornar mais explícitas as figuras e formas que vislumbra naqueles elementos naturais, que ele chama de “madeiras abertas”.

E conforme aponta Naves, “como as cores não têm grande importância na definição formal das obras, elas ajudam sobretudo a realçar a irregularidade dos volumes que recobrem, sem ocultar sua origem orgânica e vegetal."

Autodidata, Véio recebeu o apelido aos 5 anos pois sempre se colocava entre as conversas dos mais velhos. E desde essa época começou a executar suas primeiras peças em cera de abelha. Admirador da cultura popular, Véio sempre teve relação intensa com seu meio. E foi motivado a criar ao lado de seu ateliê – localizado no interior de Sergipe – o “Museu do Sertão”. Muitos dos objetos recolhidos testemunham o embate do homem do campo com a natureza. São chapéus de couro, utensílios domésticos, máquinas rústicas, roupas e acessórios que fazem parte da vida do sertanejo.

Exposição: Cícero Alves dos Santos: Véio
Vai até o dia 20 de dezembro de 2014
Galeria Estação - Pinheiros SP.

Texto e imagens reproduzidos do site: casa.abril.com.br

terça-feira, 4 de novembro de 2014

Artesão Cícero Alves dos Santos, mais conhecido como Véio.


Homenagem ao artesão Cícero Alves dos Santos, mais conhecido como Véio.

Quem percorre a BR-206, que liga os municípios sergipanos de Nossa Senhora da Glória e Feira Nova, se depara com uma das maiores riquezas da história de Glória e, principalmente, com a história do sertanejo nordestino. Neste local, existe um sítio, o Soarte, um verdadeiro museu a céu aberto, que é o ateliê do artesão Cícero Alves dos Santos, conhecido como Véio, um senhor de 55 anos que dedica a vida no resgate da cultura e sabedoria do povo nordestino. No local, o visitante é recepcionado pelo próprio artesão, que faz questão de contar e explicar a trajetória do sertanejo. São mais de 17 mil peças em seu acervo, onde Véio retrata e valoriza a cultura e as tradições do semi-árido sertanejo.

Fonte: turismosergipe.net

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Cícero Alves dos Santos, conhecido como "Véio"


Véio (Cícero Alves dos Santos).
Por Manoel Marcos (Blog Vitalino.net).

Cícero Alves dos Santos nasceu em Nossa Senhora da Glória, no estado de Sergipe, tornando-se conhecido pelo apelido Véio. De família de lavradores, desde menino esculpe em cera de abelha, para logo em seguida encontrar a madeira, até hoje a sua matéria fundamental de expressão. Prefere o cedro e a imburana para trabalhar suas peças, que geralmente representam tipos regionais.

Em 1988, indignado com a pouca valorização da arte popular, no dia de São João, em junho, armou uma “fogueira artística” onde queimou suas esculturas, visando com isso chamar a atenção das autoridades públicas. As obras expostas na Casa do Pontal mostram sua vinculação com temas do cotidiano e com personagens característicos da vida nordestina, como Maria Bonita e Lampião.

Com um sentido de volume muito peculiar, Veio não só equilibra quatro elementos com harmonia em uma única escultura de pequena dimensão — uma figura de mulher, duas crianças, um feixe de lenha — como, mais recentemente, partiu para a instalação do seu trabalho em espaços abertos, públicos, em pleno sertão sergipano.

Na rodovia Engenheiro Jorge Neto, que passa em frente ao seu sítio, figuras em tamanho natural ou agigantado de lavradores com suas pás, mulheres grávidas carregando pesos, crianças e animais, Lampião, Maria Bonita, Padre Cícero, além de procissões de enterro, pares dançando forró, criam uma atmosfera a um tempo onírica e crítica do penoso dia-a-dia do homem do campo em sua pobreza, mas alimentado pela aura de sua cultura.

Foto e texto reproduzido do site: luizberto.com

sábado, 10 de agosto de 2013

Peças do Artesão Véio, no Sítio SóArte, em Nossa Senhora da Glória

Foto: Verônica Almeida.

Peças do Artesão Véio, no Sítio SóArte,
em Nossa Senhora da Glória-SE
Por Jorge Henrique · Nossa Senhora da Glória, SE

Uma visita ao Sítio SóArte, no interior do Estado de Sergipe, é, sem dúvidas, uma experiência inesquecível e singular. O sítio, de propriedade do artesão Cícero Alves dos Santos, o Veio, localiza-se mais precisamente na BR 206, entre os municípios de Nossa Senhora da Glória e Feira Nova, na altura do Km 8.

Já da estrada, o visitante vislumbra um cenário insólito. Esculturas em madeira bruta expostas a céu aberto, dispostas nas laterais do acesso à residência do artesão, como a prepararem um corredor que envolve e acolhe aqueles que cruzam o estranho umbral.

Ao atravessar o caminho, o visitante sente-se como quem observa cenas de um mundo incomum, ao mesmo tempo em que é observado por seres bizarros. Contudo, à medida que o impacto inicial se dissipa, é possível perceber que as esculturas refletem a vida do sertanejo, em suas mais diversas manifestações sócio-culturais, construindo um universo que materializa o imaginário nordestino.

As peças, praticamente em estado bruto, são apenas readaptadas para sua nova existência, re-significadas para integrarem este mundo particular e único. O próprio artista afirma: “A inspiração nasce da visão. Então, numa árvore dessas, eu vejo todo tipo de escultura que eu posso aproveitar. Só de olhar, eu já sei o que eu vou fazer e qual a história de cada peça”.

É neste mundo que o artista vive: “Aqui eu converso com eles. Eles têm vida, têm alegria, têm tristeza. Cada peça dessas é uma pessoa, é um filho, é um irmão, é uma família”.

Com isso, Véio redimensiona o princípio de atemporalidade da arte, uma vez que suas peças não permanecerão para outras épocas. O próprio artista afirma: “Ninguém é eterno. Então aqui morre peça, se acaba peça e nasce peça. Então, enquanto tem uma se deteriorando, se acabando, ficando velhinha, eu vou chegando todos os dias com novas peças para irem substituindo. Não substitui a peça, mas coloca no elenco uma família que morre e que nasce também”.

Assim, suas peças, expostas a sol e chuva, têm vida curta, adoecem, envelhecem e morrem. E este mundo extraordinário só permanecerá existindo enquanto a mão do artista, tal qual uma mão divina, o mantiver em movimento.

Felizmente, há registros que guardarão para a posteridade esta obra magnífica. Um deles é o filme VEIO, de Adelina Pontual, produzido pela REC Produtores Associados e CHÁ Cinematográfico (PE), sob o patrocínio da PETROBRAS. O documentário retrata, de uma forma simples e sutil, todas as nuanças da obra desse artesão magnífico.

Imagem e texto reproduzidos do site: overmundo.com.br