Mostrando postagens com marcador - MARIA BEATRIZ NASCIMENTO. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador - MARIA BEATRIZ NASCIMENTO. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 2 de novembro de 2023

Ativista sergipana Maria Beatriz entra no Livro de Heróis e Heroínas da Pátria

Publicação compartilhada do site FAN F1, de 31 de outubro de 2023 

Ativista sergipana Maria Beatriz Nascimento entra no Livro de Heróis e Heroínas da Pátria

Da redação

A sergipana Maria Beatriz Nascimento, ativista na luta pelos direitos de negros e mulheres, teve seu nome inscrito no Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria. A obra fica no centro da capital federal, no Panteão da Pátria, na Praça dos Três Poderes.

A homenagem póstuma consta em lei aprovada  pelo Congresso Nacional e publicada no Diário Oficial da União.

Nascida em Aracaju, em 1942, em uma família de dez filhos, Maria Beatriz foi morar no Rio de Janeiro ainda criança. Em 1971, se formou em história pela Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Como historiadora, pesquisou sobre a formação de quilombos, a resistência cultural negra e o racismo. 

Em 1981, fundou o Grupo de Trabalho André Rebouças e, no final de década de 1980, escreveu e narrou o documentário Ôrí (1989), no qual relata a trajetória dos negros no Brasil e as lutas sociais travadas contra os mecanismos raciais deixados pela herança escravagista.

Maria Beatriz foi assassinada em 1995, no Rio de Janeiro, pelo companheiro violento de uma amiga, após aconselhar a separação.

Com a homenagem à Maria Beatriz, o Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria passa a reunir 67 nomes, como o de Zumbi de Palmares, Francisco José do Nascimento, Antonieta de Barros, Luiz Gama e Laudelina de Campos Melo.

Texto e imagem reproduzidos do site: fanf1 com br

quarta-feira, 19 de maio de 2021

Resistência: enciclopédia resgata a história da sergipana Beatriz Nascimento


Foto: David Sá/Acervo de Bethânia Gomes e postada pelo blog

Publicação compartilhada do site A8 SE, de 13 de maio de 2021

Resistência: enciclopédia resgata a história da sergipana Beatriz Nascimento

Nascida em 1942, a aracajuana foi uma mulher negra, historiadora, militante e professora

Por Pedro Nascimento, estudante de jornalismo, sob a supervisão de Luciana Gois

O livro "Enciclopédia Negra", idealizado por Lilia Schwarcz, Jaime Lauriano e Flávio Gomes, publicado pela Companhia das Letras, é uma obra que conta com 416 verbetes de homens e mulheres negras que, da colonização até os dias atuais, marcaram a história do Brasil por suas lutas. Ao longo das 720 páginas, o leitor tem a oportunidade de conhecer diversas histórias silenciadas e uma delas é a da sergipana Maria Beatriz Nascimento.

Nascida em 1942, a aracajuana foi uma mulher negra, historiadora, militante e professora da rede estadual do Rio de Janeiro, que deixou sua terra natal com o objetivo de lutar contra o racismo e pelos direitos da população negra.

“Ela pode ser considerada uma das grandes vozes contra o racismo. Ela se especializou na historiografia da escravidão, em especial na análise de Quilombos e quilombolas. Ela até formou um grupo de trabalho importante chamado Grupo de Trabalho André Rebolças (GTAR), grupo com projetos acadêmicos, projeção acadêmica e reflexões políticas", explica Lilia Schwarcz, escritora e historiadora que integra a obra.

Ao longo de sua jornada, Beatriz Nascimento teve trabalhos importantes publicados jornais e revistas, a exemplos da IstoÉ, Revista de Cultura Vozes, Jornal Última Hora e outros periódicos reconhecidos pelo Brasil. Além disso, ela participou do documentário "Orí", de 1989, dirigido pela socióloga e cineasta Raquel Gerber. O longa-metragem documenta os movimentos negros brasileiros entre 1977 e 1988, buscando a relação entre Brasil e África, em que o fio condutor é a história pessoal da própria Beatriz Nascimento.

No auge dos 52 anos, em 1995, ano em que cursava mestrado, Beatriz Nascimento foi brutalmente assassinada no Rio de Janeiro após defender uma amiga que sofria violência doméstica. Ela foi sepultada no Cemitério São João Batista, em Aracaju.

“Beatriz Nascimento, que nos deixou tão jovem, foi um exemplo e uma grande voz contra o racismo, que jamais esqueceu seu lugar de origem: Sergipe. Aracaju", disse Lilia.

Texto reproduzido do site: a8se.com

terça-feira, 14 de março de 2017

Maria Beatriz Nascimento (1942-1995)


Maria Beatriz Nascimento (1942-1995) intelectual ativista negra contemporânea de Eduardo Oliveira e Oliveira e Hamilton Cardoso. Nasceu em Aracaju, Sergipe e, no final da década de 1940, migrou com a família para o Rio de Janeiro. Em 1971 graduou-se em história pela UFRJ. A partir de 1975 foi uma das principais Construtoras do IPCN onde destacou-se como uma das mais importantes militantes, com destaque por seu trabalho de levar história do negro às Escolas de Samba. Esteve à frente da criação do Grupo de Trabalho André Rebouças, em 1974, na Universidade Federal Fluminense (UFF), compartilhando com estudantes negros/as universitários/as do Rio e São Paulo a discussão da temática racial na academia e na educação em geral, a exemplo da Quinzena do Negro realizada na USP em 1977. Concluiu a Pós-graduação lato sensu em História na Universidade Federal Fluminense, em 1981, com a pesquisa Sistemas alternativos organizados pelos negros: dos quilombos às favelas. Seu trabalho mais conhecido e de maior circulação trata-se da autoria e narração dos textos do o filme Ori (1989, 131 min), dirigido pela socióloga e cineasta Raquel Gerber. Essa película documenta os movimentos negros brasileiros entre 1977 e 1988, passando pela relação entre Brasil e África, tendo o quilombo como idéia central e apresentando, dentre seus fios condutores, parte da história pessoal de Beatriz Nascimento. Através dessa participação percebe-se outra face de suas atividades: a poesia. Ao longo de vinte anos, tornou-se estudiosa das temáticas do racismo e dos quilombos, abordando ainda a correlação entre corporeidade negra e espaço e as experiências de longos deslocamentos socioespaciais de africanos/as e descendentes, por meio das noções de “transmigração” e “transatlanticidade”. Seus artigos foram publicados em periódicos como Revista de Cultura Vozes, Estudos Afro-Asiáticos e Revista do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, Isto é, Jornal Maioria Falante e Última Hora. Há também registros dela em entrevistas a jornais e revistas de grande circulação nacional a exemplo do Suplemento Folhetim da Folha de São Paulo, Revista Manchete, além de ensaios e poemas inéditos. (Alex Ratts).

Texto e imagem reproduzidos do blog: mamapress.wordpress.com

Maria Beatriz Nascimento (1942 - 1995)


Beatriz Nascimento (1942 - 1995).

Maria Beatriz Nascimento nasceu em Aracaju em 1942, filha de uma dona de casa e de um pedreiro, ela teve dez irmãos. Aos sete anos, ela e sua família migraram para a cidade do Rio de Janeiro.

Formou-se em História, em 1971, pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Durante sua graduação, fez estágio no Arquivo Nacional. Após a formatura, começou a dar aulas na rede estadual. Foi nesse período que ela iniciou sua militância negra participando e propondo discussões sobre a temática racial no ambiente acadêmico. Participou da Quinzena do Negro como conferencista e nela falou sobre seus incômodos quanto ao espaço universitário falar do negro apenas como escravo, como se as pessoas negras tivessem participado da história apenas como mão-de-obra. Também ajudou a criar o grupo de trabalho André Rebouças. Em 1981, terminou sua pós graduação lato sensu na Universidade Federal Fluminense.

Havia iniciado um mestrado em comunicação social, na UFRJ, quando foi assassinada ao defender uma amiga da violência doméstica.

Beatriz Nascimento foi uma estudiosa sobre a temática racial, abordou em suas pesquisas os quilombos e toda experiência de resistência dos africanos e de seus descendentes em terras brasileiras, incluindo as religiões de matriz africana. A voz de Beatriz dentro do mundo acadêmico representa ainda hoje um grito de resistência, já que a universidade sempre foi um espaço excludente para pessoas negras, especialmente mulheres.

Além da trajetória de ativista intelectual que tanto inspira ainda hoje o Movimento Negro e feminismo, Beatriz também escrevia poesias. Em sua obra, ela fala com sensibilidade sobre a existência dela como mulher e negra.

Seu trabalho mais conhecido é o filme Ori, escrito e narrado por ela. Nele ela conta sua trajetória pessoal de mulher, negra e nordestina como uma forma de abordar a comunidade e identidade negra. Esse filme foi dirigido pela socióloga e cineasta, Raquel Gerber.

“A terra é o meu quilombo,
o meu espaço é o meu quilombo.
Onde eu estou,
eu estou,
quando estou eu sou”

– Beatriz Nascimento.

Fonte: mulheres-incriveis.blogspot.com.br

Texto e imagem reproduzidos do blog: asminanahistoria.wordpress.com