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sexta-feira, 5 de abril de 2024

O Cabaré do Vaticano: Memórias de Aracaju


Coluna de Cultura de Antônio Carlos Garcia, no site [sosergipe com br], de 24 de setembro de 2018 

O CABARÉ DO VATICANO: MEMÓRIAS DE ARACAJU

Por Prof. Dr. Jorge Carvalho do Nascimento

A palavra francesa Cabaret serve para designar espaço de entretenimento com música, dança, frequentados por pessoas mais abastadas que marcou a vida daquele país no período da belle époque. No Brasil e em outras culturas ganhou também o sentido de prostíbulo, lupanar, casa de prostituição, puteiro, espaço procurado por homens não apenas para a obtenção de favores sexuais, mas também para encontros de final de tarde e nos períodos noturnos com amigos e muitas vezes até para tratar de negócios empresariais. Muitos ganharam notoriedade e foram imortalizados pela literatura. Bom exemplo é o Bataclan, em São Jorge dos Ilhéus, sul da Bahia, espaço central da trama da novela Gabriela, escrita por Jorge Amado. Em Aracaju, muitos ficaram notórios, como Alabama, Atlântico, Bela Vista, Epitácio, Fresca e Miramar.

Mas, poucos, ganharam a notoriedade do Vaticano, um conjunto de 10 sobrados localizados entre a Praça das Sete Luzes, a avenida Otoniel Dórea e o Beco dos Cocos que no pavimento superior abrigava o famoso cabaré. O conjunto foi construído pelo empresário José da Silva, à época importante empreendedor imobiliário. A denominação se deve a suntuosidade da obra edificada ao final dos anos de 1920, logo inapropriadamente comparada pelo imaginário popular com a grandeza da Santa Sé.

Constituir e dar publicidade a uma memória é a forma prática de oferecer as bases empíricas para a organização de um campo científico: o da História. A história é, por assim dizer, a forma científica de organização da memória. Esta, por ser fruto de uma escolha efetuada pela ação temporal das configurações humanas, se apresenta sob a condição de monumentos. Ou, quando tomada pelos historiadores, submetida ao trabalho destes, caracterizada como documento. O historiador Jacques Le Goff lembra que a palavra latina “monumentum” remete para a raiz indo-européia men, que exprime uma das funções essenciais do espírito (mens), a memória (memini). O monumentum é um sinal do passado… é tudo aquilo que pode evocar o passado, perpetuar a recordação, por exemplo, os atos escritos. O monumento tem como característica o ligar-se ao poder de perpetuação, voluntária ou involuntária, das sociedades históricas (é um legado à memória coletiva) e o reenviar a testemunhos que só numa parcela mínima são testemunhos escritos. As contribuições memorialísticas são sempre bem vindas. Principalmente quando bem ordenadas e expostas de um modo que vão para além dos limites da memória, posto que assentadas sobre um vasto cabedal de erudição.

Em 2005, a cidade de Aracaju recebeu duas importantes contribuições. Do ponto de vista da pesquisa histórica, o Dicionário de Nomes e Denominações de Aracaju, de Luiz Antônio Barreto, contendo informações sobre pessoas, fatos, datas da vida sergipana. A contribuição do engenheiro Fernando Porto no seu livro, Alguns Nomes Antigos do Aracaju, privilegiou a memória. Beco do Açúcar, Água Boa, Rua do Angelim, Anipum, Rua do Araçá, Aracajuzinho, Alto da Areia, Areinha, Aribé, Aroeira, Rua da Aurora, Rua do Barão, Morro do Bomfim, Rua da Cadeia, Canto Escuro, Carro Quebrado, Carvão, Praça da Catinga, Chica Chaves, Ilha das Cobras, Várzea do Coelho, Cruzeiro do Século, Estrada Nova, Praia Formosa, Fundição, Rua do Gaiola, Rua do Ouvidor, Pega P’ra Capar, Raposa, Telha, Vaticano.

A lista de nomes é imensa. São Lugares conhecidos de Aracaju, com nomes que já foram varridos da memória da cidade. Difícil associa-los agora a lugares como a Travessa Deusdeth Fontes, a área da avenida Maranhão onde atualmente está localizado o Aero Clube, a Rua Vila Cristina, a Avenida Rio Branco, a Rua João Pessoa, a Praça General Valadão, ao Iate Clube de Aracaju, a Praça da Bandeira, ao Bairro Industrial, ao Centro de Criatividade, a Avenida João Ribeiro, a Praia 13 de Julho, a Avenida Ivo do Prado.

O jornalista e historiador lagartense Luiz Antônio Barreto nasceu em 1944 e morreu em Aracaju no ano de 2012. Foi diretor de revistas e jornais e editor em Aracaju e no Rio de Janeiro. Foi gestor público e dirigiu o Instituto Nacional do Livro, a Galeria de Artes Álvaro Santos, a Fundação Joaquim Nabuco, a Fundação Augusto Franco e assessorou a Confederação Nacional de Indústria. Foi Secretário Municipal da Educação de Aracaju e foi Secretário de Estado da Cultura e também da Educação em Sergipe.

 O engenheiro de minas e civil Fernando de Figueiredo Porto faleceu em 2005, aos 92 anos de idade. Nascido em Nossa Senhora das Dores, foi prefeito de Própria, professor da Escola Técnica Federal de Sergipe, da Faculdade Católica de Filosofia e da Universidade Federal de Sergipe. Pesquisador do desenvolvimento urbano, são importantes as contribuições anteriores oferecidas por ele em estudos como A cidade de Aracaju, “Os planos de urbanismo e sua aplicação às cidades sergipanas” e “Teófilo Dantas, um intendente de Aracaju”.

Ao publicar o livro no qual Fernando Porto rememorou alguns nomes antigos de logradouros de Aracaju, a Prefeitura da cidade, através da Funcaju, se associou à Sociedade Semear para oferecer uma contribuição primorosa à memória/história da capital do Estado de Sergipe. Em uma bonita edição, a Aracaju da transição do século XIX para o século XX emerge não apenas no leve texto do autor, mas também numa bem cuidada iconografia, que se mostra já na foto da Travessa Deusdeth Fontes no ano de 1937 que aparece na capa do livro.

São 48 fotografias de diferentes espaços. Em Alguns nomes antigos do Aracaju, a memória que aparece não é apenas aquela que remete a uma coleção de curiosidades. Ao apresentar os nomes que agora nos soam estranhos, Fernando Porto revela uma cidade que já não mais é. Fala da dificuldade em identificar a nomenclatura aracajuana primitiva, tanto pela inexistência de documentos escritos quanto pelo esquecimento das diferentes denominações. Remete o leitor a um tipo de realidade “que se manifesta de forma completamente diferente do que acontece nas outras perspectivas da história: a memória”. Em outras palavras, o transporta ao conjunto de comemorações, ao quotidiano, ao sentimento de duração, às coisas que mudam e a tantas outras que permanecem. Fala de história. A toponímia das cidades é provisória, por mais que pareça estável. Avançar em direção ao futuro é muito difícil. O vir-a-ser tritura, apaga os topônimos, produz esquecimentos sob uma voraz sanha mutatória que vai “deslocando para pontos remotos ou de menor valor urbano nomes de logradouros, muitos deles já arraigados na tradição popular” – como afirma o professor Porto.

Ítalo Calvino nos ensina que “de uma cidade, nós não aproveitamos as suas sete ou setenta e sete maravilhas, mas a resposta que dá às nossas perguntas”. O livro aqui examinado nos induz a formular perguntas à cidade de Aracaju, ajudando a conhecer o seu processo de urbanização, as suas formas, a sua intensidade e as suas peculiaridades. Compreender o conjunto de relações sociais estabelecidas no espaço urbano da capital. Um espaço seletivo, no qual as diferentes áreas, cada um dos bairros, possuem equipamentos urbanos distintos, algumas regiões guardando práticas que nem sempre são condizentes com os hábitos sociais mais contemporâneos. Cada espaço com características próprias ao processo da sua expansão, com múltiplas variações de uso urbano nas relações entre as pessoas e o espaço, gerando freqüentes conflitos.

Texto e imagem reproduzidos do site sosergipe com br

sábado, 8 de julho de 2023

Professor Jorge Carvalho lança novo livro no próximo dia 13


Legenda da foto: Jorge Carvalho registra aspectos e nomes da comunicação em Sergipe - (Crédito da foto: Alese). 

Publicação compartilhada do site DESTAQUE NOTÍCIAS, de 8 de julho de 2023

Professor Jorge Carvalho lança novo livro no próximo dia 13

O professor doutor Jorge Carvalho lançará, dia 13 próximo, o livro “Memórias do Jornalismo e da Coluna Social: Das Lunetas do Lord Gil ao @LuxoAju”. A sessão de autógrafos vai acontecer, a partir das 16h30, no Museu da Gente Sergipana, em Aracaju. Exemplares do livro já estão à venda nas livrarias Escariz.

Com esta nova obra literária, o também jornalista Jorge Carvalho coloca na praça o primeiro livro de uma série voltada a registrar aspectos e nomes da comunicação em Sergipe, enfocando, pela ordem de publicações futuras, O Jornalismo e os Jornalistas Sergipanos na Mídia Impressa; O Jornalismo Esportivo e, por fim, O Jornalismo no Rádio e na TV.

O livro “Memórias do Jornalismo e da Coluna Social: Das Lunetas do Lord Gil ao @LuxoAju” tem selo da Criação Editora e prefácio assinado pelo jornalista sergipano Ancelmo Gois, colunista de O Globo. Membro da Academia Sergipana de Letras e presidente da Academia Sergipana de Educação, Jorge Carvalho do Nascimento é autor de vários livros acadêmicos e, mais recentemente, de uma novela – “Julho”.

Com informações do site F5News

Texto e imagens reproduzidos do site: destaquenoticias com br

quarta-feira, 21 de outubro de 2020

O Carvalho, minhas aventuras no terreno de crônicas e contos

A Capa de O Carvalho é de Adilma Menezes, da Criação Editora

Publicado originalmente no site JLPOLÍTICA, em 21 de outubro de 2020

Opinião - O Carvalho, minhas aventuras no terreno de crônicas e contos

Por Jorge Carvalho do Nascimento *

Acabou de sair do forno o meu mais novo livro. Trata-se de O Carvalho, composto de crônicas e de contos. Ele tem orelhas da amiga escritora Ana Maria Fonseca Medina e apresentação da publicitária Denise Nascimento.

Tem prefácios dos jornalistas e escritores Luciano Correia e Luiz Eduardo Costa, e posfácio do jornalista e poeta Jozailto Lima.

Esta é a primeira vez que me atrevo a trilhar os emocionantes e arriscados caminhos de uma literatura diferentemente da que até então havia praticado, apenas no terreno dos ensaios de história, sociologia, filosofia e política educacional.

Mas agora me parece que não tem volta. Estou na fogueira. Espero não sair muito chamuscado. Gostei muito do design dO Carvalho. Trata-se de um trabalho esmerado da dedicada amiga Adilma Menezes, da Criação Editora.

Haverá uma sessão de lançamento virtual do livro no dia 5 de novembro de 2020, às 15 horas, durante sessão especial da Academia Sergipana de Letras.

[*] É doutor em Educação, pesquisador, professor aposentado da Universidade Federal de Sergipe, ex-secretário da Educação do Estado de Sergipe e da Prefeitura de Aracaju e autor de 23 livros.

Texto e imagem reproduzidos do site: jlpolitica.com.br

segunda-feira, 14 de outubro de 2019

Opinião - Livro de Jorge Carvalho é sobre um MDB heroico


Publicado originalmente no site JLPOLÍTICA, em 11 de Out de 2019

Opinião - Livro de Jorge Carvalho é sobre um MDB heroico

Por Marcos Cardoso *

Sabe aquele dialeto que falamos em família, usando palavras ou expressões peculiares que tornam mais fácil identificar situações e coisas? O jeito de falar e o costumeiro vocabulário usado no ambiente tornam a comunicação mais direta e compreensível. Algo parecido se dá quando você tem contato com uma história que de alguma forma tem relação direta com a sua vida, uma história que conta aventuras e desventuras vividas no seu lugar e no seu tempo. Ainda mais quando personagens dessa história são pessoas com quem você ainda pode esbarrar e dirigir a elas um bom dia.

Essa é a primeira sensação que passa a leitura de “Memórias da resistência” (Criação Editora), livro recém-lançado pelo professor Jorge Carvalho do Nascimento, escrito para contar como foi organizada em Sergipe a oposição à ditadura que se implantou em 1964 e como os personagens dessa narrativa tornaram-se protagonistas, inclusive, talvez principalmente, porque tiveram como abrigo o guarda-chuva do Movimento Democrático Brasileiro, o MDB.

Como o autor reconhece, não é um estudo historiográfico no sentido estrito, mas um relato de memórias, de experiências vividas, muitas das quais contadas a ele próprio em entrevistas concedidas em 2008, quando Jorge Carvalho planejava lançar o livro. A bibliografia não é extensa, mas é densa a pesquisa na hemeroteca aos jornais sergipanos dos anos 60 a 80 do século passado. Leitura agradável, sem nenhuma intenção de suavizar a gravidade do tema.

O fio da meada foi puxado pelo jovem deputado federal José Carlos Teixeira, que vinha do PSD e contava apenas 30 anos de idade em 1966, quando o presidente Castello Branco extinguiu todos os partidos políticos e instituiu o bipartidarismo. Quase a totalidade da classe política e empresarial, inclusive os ex-governadores, à exceção de Seixas Dórea, todos oriundos da UDN, principalmente, e do PSD e PR, filiaram-se festivamente à Arena, o partido do governo militar. A imprensa também estava em peso do lado de lá.

Coube a José Carlos Teixeira juntar o que foi possível para formar o partido da oposição, o MDB. Militantes e poucos parlamentares do PTB e do PSB, alguns do PSD e do PR, além dos proscritos da esquerda, inclusive os comunistas do PCB, constituíram o núcleo inicial do novo partido, que contava com outros dois deputados federais, Ariosto Amado e Walter Batista, com apenas dois prefeitos do interior, cinco vereadores de Aracaju e nenhum dos 32 deputados da Assembleia Legislativa de então.

“Os que estavam enfrentando a ditadura no MDB naquela época eram os discriminados, os que não tinham direito a nada, os perseguidos, os chamados marginais para o regime militar”, recorda Jackson Barreto, que ingressou no partido no final dos anos 60, quando era estudante de Direito na Universidade Federal de Sergipe, e se tornou a principal liderança do MDB a partir da segunda metade dos anos 80.

Foi recorrendo à fundamental assistência do pai, o empresário Oviedo Teixeira, e dos irmãos da Norcon, pautado pelas próprias convicções e coragem, que José Carlos firmou-se como líder da resistência ao regime. Outros personagens importantes foram Jaime Araújo, Leopoldo Souza, Antônio Cabral Tavares, Umberto Mandarino e os irmãos Tertuliano e Guido Azevedo.

“Lembro de José Carlos Teixeira jovem, em 1966, lutando para organizar o Movimento Democrático Brasileiro. (...) Ele estava na Praça Camerino, sobre a carroceria de um caminhão, dando um discurso, conclamando a juventude a se filiar ao MDB. (...) A maioria passava, mas eu fui dos poucos que parou para ouvi-lo. (...) Eu fiquei observando a coragem daquele homem, fazendo aquela conclamação, criticando o governo”. Rosalvo Alexandre tinha 17 anos e era secundarista no Atheneu Sergipense quando presenciou a cena que definiu sua opção pela política.

Uma das maiores dificuldades do partido da oposição era organizar chapas para disputar as eleições. Quem conquistava algum mandato podia desenvolver alguma atividade política, mas a maioria dos profissionais e empresários evitava associar o nome ao MDB, temendo as retaliações que inevitavelmente sofreriam.

Daí a importância da participação dos estudantes, principalmente do curso de Direito, como Jackson Barreto, Jonas Amaral, João Augusto Gama da Silva, Wellington Mangueira, Benedito de Figueiredo, Wellington Paixão, Jackson de Sá Figueiredo e Abelardo Souza. A maioria deles tinha relação com o Partido Comunista. Ativos, eles levavam a pauta comunista para dentro do partido onde podiam atuar legalmente e agitavam a juventude refratária ao regime.

“Ele fez uma escola de políticos. Ele não deixou esmorecer, não deixou morrer a chama da esperança juvenil. Este foi o grande embate que a ditadura enfrentou em Sergipe. Mesmo tentando, a ditadura não conseguiu sufocar a esperança. Gente como José Carlos Teixeira não permitiu que isso acontecesse”, depõe Benedito de Figueiredo. Posteriormente, já no início dos anos 70, foi criada a Ala Jovem, agregando outros estudantes de Direito da UFS que também fizeram escola no MDB.

Em meio a pressões de todos os tipos, que incluíam desde violência física à cooptação dos seus quadros, o MDB sergipano conseguiu em 1974 um feito que marcou sua história e fortaleceu o partido na luta contra a ditadura: a eleição para o Senado do jovem médico João Gilvan Rocha, derrotando o ex-governador Leandro Maciel, da Arena. “Gilvan Rocha foi um senador brilhante, que ajudou a mudar a história política de Sergipe. Ele fez parte daquele grupo de senadores eleitos em 1974, criando o maior problema político para a ditadura militar”, lembra Jackson Barreto.

Em fevereiro de 1976, um grande revés: a Operação Cajueiro. Desde o ano anterior, a linha dura enrijeceu o regime e a ordem era dizimar o proscrito PCB, que continuava exercendo influência em diversos órgãos da sociedade e do Estado, mantendo representação nos parlamentos municipais, estaduais e federal, através do MDB. No bojo desse recrudescimento da onda anticomunista, foram assassinados nas celas do Doi-Codi, em São Paulo, o jornalista Wladimir Herzog, em outubro de 1975, e o operário Manuel Fiel Filho, em janeiro de 1976.

Na véspera do Carnaval, uma força especial vinda da Bahia, sob as ordens do general Adyr Fiúza de Castro, comandante da 6ª Região Militar, prendeu arbitrariamente 25 sergipanos. O quartel do 28º Batalhão de Caçadores foi palco de torturas. Foram processados com base na Lei de Segurança Nacional 18 dos presos, além do então deputado estadual Jackson Barreto.

Calejado na luta, o MDB tornou-se o avalista da campanha que culminou com a Lei da Anistia em 1979. Depois da reforma partidária, quando passou a se chamar PMDB, liderou a campanha pelas Diretas Já, que resultou na eleição (indireta) de Tancredo Neves em 1985.

“Foi o nosso coração, foi o nosso pulmão, foi sem dúvida alguma a porta e a janela que nós encontramos para poder respirar e para poder ter uma atuação capaz de suportar os anos de chumbo. O MDB teve um papel extraordinário na vida de muitas pessoas em Sergipe e no Brasil”, resume Jackson Barreto.

História de heroísmo, diferente da construída pelo sucedâneo PMDB, que passou quase ininterruptos 33 anos na cabine de comando do país, do marimbondo de fogo José Sarney ao oportunista Michel Temer. O partido que nasceu lutando contra o poder aprendeu a gostar do poder mais do que qualquer outro. Mas tem uma bela história que agora foi contada.

* É jornalista.

Texto reproduzido do site: jlpolitica.com.br

sábado, 24 de agosto de 2019

Lançamento do livro "Memórias da RESISTÊNCIA", de Jorge Carvalho...


Lançamento com sessão de autógrafos do livro: MEMÓRIAS DA RESISTÊNCIA
Autor: Jorge Carvalho do Nascimento
Data: 29 de agosto 
Horário: 17 horas 
Local: Museu da Gente Sergipana, em Aracaju

MEMÓRIAS DA RESISTÊNCIA é um estudo que se debruça sobre a memória de 16 emedebistas que fizeram oposição aos governos da ditadura militar em Sergipe, no período de 1966 a 1984. Dentre eles, figuras como Oviedo, José Carlos, Luiz Antônio e Tarcísio, o patriarca e os três filhos da família Teixeira. Também põe em relevo o papel de líderes como Jaime Araújo, Seixas Dórea, Viana de Assis, Tertuliano Azevedo, Jackson Barreto, Rosalvo Alexandre, Wellington Paixão, Benedito de Figueiredo, João Augusto Gama, Bosco Mendonça, Carlos Alberto Menezes, Jonas Amaral, Francisco Dantas, Guido Azevedo, Otávio Penal, Umberto Mandarino, Antônio Tavares e outros tantos.

Imagem e informação de texto: Facebook/JorgeNascimento Carvalho

sábado, 2 de setembro de 2017

Exposição fotográfica “Muda Expressão”










Publicado originalmente no site da SECULT, em 1 de setembro de 2017

Secretário Gama participa de abertura da exposição fotográfica “Muda Expressão”

Na noite desta quinta-feira, 31, o secretário de Estado da Cultura, João Augusto Gama, participou do lançamento da exposição fotográfica “Muda Expressão”, do professor e secretário de Estado da Educação, Jorge Carvalho do Nascimento. A exposição ocorre no Espaço Cultural Yázigi e prossegue até o dia 29 de setembro.

Amigos de longa data, Gama destacou a paixão de Jorge pela fotografia. “Ele é um grande intelectual, pesquisador, professor. A fotografia é mais uma faceta dele. Acho admirável o seu empenho neste trabalho que é, de fato, encantador”, destacou o secretário.

Fotógrafo diletante, o professor Jorge Carvalho iniciou sua pesquisa há seis anos. O resultado da pesquisa que se expõe ao público revela uma sequência onde cada quadro, cada plano, objetiva dialogar com o observador, revelando a maturidade de um cientista social, focado no seu tempo com uma bagagem histórica pertencente a poucos.

Também prestigiando o lançamento, o superintendente executivo da Secult, Irineu Fontes, ressaltou a beleza da exposição do amigo. “Jorge é um multifacetado e esse gosto pela fotografia não é muito antigo, é algo recente. Ele tem um olhar muito especial e se arrisca na área com competência. O resultado está aí, com esta exposição que traz um trabalho muito bonito”, elogiou.

O formato da exposição foi estabelecido pela equipe da Então Pronto Produções. A identidade visual é do designer Marcelo Larrosa, sob a direção de arte de Anderson Camilo, expografia do arquiteto Zilton Cavalcanti e direção executiva de Dani Dutra. Jorge Carvalho se integra como parte de um coletivo para mostrar outra face, expondo imagens sobre questões que passam despercebidas no cotidiano.

Biografia

Filho de pais sergipanos, Jorge Carvalho do Nascimento é soteropolitano, mas reside em Aracaju desde criança. Casado e pai de duas filhas, é PhD em Educação pela Universidade de Frankfurt (Alemanha), Doutor em Educação pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo e mestre em História e Filosofia da Educação, também pela PUC-SP. Foi diretor do Centro de Cultura e Arte da Universidade Federal de Sergipe (Cultart/UFS); coordenador do Programa de Pós-Graduação da UFS e professor do Departamento de História da UFS.

Como gestor público, atuou na secretaria Municipal da Educação de Aracaju (1997-2000); na secretaria de Estado de Turismo (2007-2008); na Segrase – Serviços Gráficos de Sergipe e atualmente está à frente da Secretaria de Estado da Educação de Sergipe.

Inspirado por sua irmã Conceição Nascimento, professora e amante da fotografia, e pelo amigo Antônio Samarone, médico e fotógrafo diletante, influenciado por Lineu Lins e admirador de Valmir Almeida, Jorge Carvalho, tão logo pôde, dedicou seu tempo também à produção de imagens.

Texto e imagens reproduzidos do site: cultura.se.gov.br

quinta-feira, 31 de agosto de 2017

Jorge Carvalho apresenta mostra fotográfica e lança livro


Jorge Carvalho apresenta mostra fotográfica e lança livro

Evento acontece no dia 31 de agosto

Acontece entre os dias 31 de agosto a 29 de setembro, no Espaço Cultural Yázigi o resultado da pesquisa MUDA EXPRESSÃO, do diletante Jorge Carvalho do Nascimento, realizada pela dupla da Então Pronto Produções. Uma proposta audaciosa, onde uma equipe de profissionais de diversas áreas cumpre o desafio de imprimir uma coerência visual aos elementos expostos e apresentados.

Jorge iniciou sua pesquisa há seis anos, onde cada quadro, cada plano parece dialogar com o observador revelando a maturidade de um cientista social, focado no seu tempo com uma bagagem histórica pertencente a poucos.

A identidade visual é do designer Marcelo Larrosa, sob a direção de arte de Anderson Camilo, expografia do arquiteto Zilton Cavalcanti e direção executiva de Dani Dutra, com realização por meio da autogestão, sem recursos estatais captados e com otimização de custos, onde o gestor público da educação em Sergipe se integra como parte de um coletivo para mostrar sua outra face, expondo imagens sobre questões que passam despercebidas no cotidiano.

Na oportunidade, será lançado o livro MUDA EXPRESSÃO, um black book com apresentação do jornalista Amaral Cavalcanti e prólogo e roteiro de Anderson Camilo, que convida o público ao universo e compreensão do outro, o homem e suas necessidades, em tempos tão adversos.

Sobre o autor

Filho de pais sergipanos Jorge Carvalho do Nascimento é soteropolitano, mas reside em Aracaju desde criança. Casado e pai de duas filhas, é PhD em Educação pela Universidade de Frankfurt (Alemanha), Doutor em Educação pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo e mestre em História e Filosofia da Educação, também pela PUC-SP. Foi diretor do Centro de Cultura e Arte da Universidade Federal de Sergipe (Cultart/UFS); coordenador do Programa de Pós-Graduação da UFS e professor do Departamento de História da UFS. Como gestor público atuou na Secretaria Municipal da Educação de Aracaju (1997-2000); na Secretaria de Estado de Turismo (2007-2008); na Segrase – Serviços Gráficos de Sergipe e atualmente está à frente da Secretaria de Estado da Educação de Sergipe.

Inspirado pela irmã Conceição Nascimento, professora e amante da fotografia e pelo amigo Antônio Samarone, médico e fotógrafo diletante, influenciado por Lineu Lins e admirador de Valmir Almeida, logo que teve condições de adquirir seus equipamentos, dedicou seu tempo à produção de imagens – é comum vê-lo nos finais de semana com sua máquina em andanças e viagens. É surpreendente a grande produção de seu acervo fotográfico, iniciado em 2013. Mergulhou no mundo da fotografia investindo em materiais e equipamentos, estudando sobre o assunto em livros e revistas especializadas. O resultado: a presente mostra MUDA EXPRESSÃO.

Serviço:
O quê: Mostra Fotográfica MUDA EXPRESSÃO por Jorge Carvalho
Data de Abertura: 31/08/2017
Horário: 19h
Local: Espaço Cultural Yázigi – Rua Vereador João Calazans, 494 – 13 de Julho, Aracaju (SE)
Entrada Franca
Período da mostra: 31/08/2017 a 29/09/2017 das 08:00 às 21:00.
Realização: Então Pronto Produções
Apoio: Larrosa Graphic Design, Organum, Ajalux , Espaço Cultural Yázigi

Fonte: Assessoria de Imprensa

Texto reproduzido do site: infonet.com.br/entretenimento/agenda