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sexta-feira, 20 de abril de 2018

Fecomércio celebra 70 anos com livro

 Livro conta a história do comércio em SE

 Mônica Pinto é a autora do livro

Laércio Oliveira, presidente da Fecomércio
Fotos: divulgação

Publicado originalmente no site do Portal Infonet, em 19/04/2018 

Fecomércio celebra 70 anos com livro

Solenidade ocorreu no Hotel Sesc Atalaia

A Federação do Comércio de Bens Serviços e Turismo do Estado de Sergipe (Fecomércio) celebrou 70 anos de atividades nesta quinta-feira, 19, com o lançamento do livro 'Comércio em Sergipe: História e Histórias', de autoria da jornalista Mônica Pinto. A solenidade realizada no Hotel SESC Atalaia, inaugurado recentemente, destacou as ações do Sistema Fecomércio/Sesc/Senac de Sergipe em prol dos comerciários e da população em geral.

O presidente da Fecomércio, Laércio Oliveira, ressalta que a entidade possui a tradição de aproximar os empresários de Sergipe das entidades de classe. “A gente motiva os empresários para que se unam através de uma entidade de classe, algo que representa o grande desafio da história do sindicalismo patronal brasileiro. Então, os sindicatos das mais diversas categorias dentro do setor terciário representam a Fecomércio. Hoje, 12 sindicatos representam a força da nossa entidade”, conta.

O lançamento do livro, conforme Laércio Oliveira, é uma grande marco na história da Fecomércio, principalmente porque registra para diversas gerações a história do comércio em Sergipe. ““Ter o privilégio de escrever a história do comércio para consolidar e definitivamente perpetuar para gerações vindouras é muito interessante. Quem folhear o livro vai entender como tudo se formou e viajar pelas experiência de tantos comerciantes importantes em nosso estado”, comenta.

Para escrever o livro, a jornalista Mônica Pinto, se baseou em artigos, teses e dissertações de diversos autores, a exemplo da professora Maria Nely, do historiador Luiz Antônio Barreto, do professor Jorge Carvalho e do escritor Murilo Melins. “Eu brinco que fiz uma grande colcha de retalhos. Peguei pedaços que falam do comércio em textos de fontes confiáveis e fiz uma costura. Também procurei fazer uma intersecção do tema com comportamento e sociedade, pois o comércio está entranhado na vida social”, descreve.

Livro

A obra trará um levantamento histórico e biográfico do comércio sergipano, desde seu surgimento e crescimento ao longo do século XX, chegando aos dias atuais. O livro contou com a participação de empresários pioneiros das atividades de Comércio e Serviços, com histórias narradas pelos protagonistas que viveram os dias de crescimento do comércio sergipano. A partir desta sexta-feira, dia 20, a obra estará disponível na versão PDF no site da Fecomércio.

Fecomércio

A Fecomércio Sergipe foi criada em 1948 por empresários de Sergipe, sob a liderança de José Ramos de Moraes. A história da Fecomércio em Sergipe é marcada por grandes realizações, como a construção de dois conjuntos habitacionais para os comerciários, erguidos com recursos próprios oriundos da contribuição sindical empresarial. Os conjuntos Jessé Pinto Freire e José Ramos de Moraes. Os conjuntos foram um marco na história de Aracaju nos anos 70, pois foram os primeiros e únicos núcleos habitacionais levantados sem recursos do poder público que serviram para moradia popular. Laércio Oliveira, presidente da federação, lembrou o quanto o sistema tem trabalhado para fomentar o desenvolvimento no estado.

A Fecomércio Sergipe atua em todos os 75 municípios do estado por meio de suas unidades móveis de saúde e educacionais do Sesc, bem como através das unidades móveis do Senac, que levam cursos profissionalizantes desenvolvidos com excelência para as pessoas de todos os estados, indo além de suas instalações físicas, sempre seguindo com o objetivo de formar profissionais. O Sistema está instalado nas cidades de Aracaju, Nossa Senhora do Socorro, Indiaroba, Itabaiana, Lagarto, Tobias Barreto, Nossa Senhora da Glória, e está com novas unidades físicas em vias de implementação nas cidades de São Cristóvão e Propriá, preenchendo todas as microrregiões de Sergipe com unidades físicas.

Texto e imagens reproduzidos do site: infonet.com.br

quinta-feira, 19 de abril de 2018

Livro resgata história do comércio de Sergipe...

Mônica Pinto: um trabalho marcado por 
aprendizados e alegrias

Publicado originalmente no site JLPolítica, em 18 de Abril de 2018

Livro resgata história do comércio de Sergipe e é lançado hoje nos 70 anos da Fecomércio

A jornalista Mônica Pinto, autora de “Comércio em Sergipe - História e Histórias”, livro que vai ser lançado na noite desta quinta-feira, 19, a pretexto da celebração dos 70 anos da Fecomércio, defende que essa publicação “consolida a importância desse setor produtivo na vida sergipana, inclusive relacionando-o a aspectos sociais e culturais”.

Mônica Pinto dedicou-se por cerca de um ano entre pesquisa e escrita na produção desse livro. “O aspecto mais desafiante foi, seguramente, a pesquisa”, diz a autora. Segundo ela, “Comércio em Sergipe - História e Histórias” subscreve a tese de que sem a atividade comercial o Estado de Sergipe certamente seria outro, menos pujante.

“Administrativamente, sem o interesse comercial, provavelmente a capital não tivesse sido transferida de São Cristóvão para Aracaju, o que, por si só, já resultaria em um cenário muito diferente do que acabou se concretizando”, diz Mônica.

“De imediato, se pode afirmar que a própria conformação geográfica de Sergipe seria diferente. Um dos trechos mais interessantes do livro, a meu ver, é o que mostra como cidades nasceram geradas por feiras. Um dos exemplos está já em seu nome - Feira Nova”, reforça.

O evento comemorativo do aniversário de 70 anos de fundação da Federação do Comércio do Estado de Sergipe - Fecomércio - acontece no Hotel Sesc Atalaia, a partir das 19h30. Veja a seguir a breve entrevista que Mônica Pinto concede à coluna Aparte.  

Aparte - Qual é o contributo que livro “Comércio em Sergipe - História e Histórias” presta à causa comercial do Estado de Sergipe?
Mônica Pinto - Primeiro, ele contribui como um relato histórico elaborado com critérios acadêmicos, obtendo as informações de fontes incontestes do ponto de vista da correção e do critério científico. Na prática, acredito que consolide a importância desse setor produtivo na vida sergipana, inclusive relacionando-o a aspectos sociais e culturais. A segunda parte, que traz as trajetórias de uma amostra de 25 empresários e empresárias, tem o viés de ilustrar, também, como empreender nesse segmento implica em transpor muitos desafios - embora, pelo que se depreende das entrevistas, também resulte em muitas realizações.

Aparte - Ele demandou quanto tempo entre pesquisa e escrita?
MP - Entre pesquisa e redação, foi quase um ano de trabalho. Uma das dificuldades foi encontrar fontes confiáveis, já que não havia trabalhos acadêmicos específicos sobre a história do comércio em Sergipe. A estratégia foi fazer recortes possíveis em artigos, livros e outras publicações que, em geral, abordavam o estado de forma mais ampla, mas traziam, em algum momento, informações relevantes sobre o setor comercial. O aspecto mais desafiante foi, seguramente, a pesquisa.

Aparte - A partir da sua pesquisa, é fácil chegar a uma conclusão de que Sergipe seria o que sem uma atividade comercial forte?
MP - De imediato, se pode afirmar que a própria conformação geográfica de Sergipe seria diferente. Um dos trechos mais interessantes do livro, a meu ver, é o que mostra como cidades nasceram geradas por feiras. Um dos exemplos está já em seu nome - Feira Nova. Administrativamente, sem o interesse comercial, provavelmente a capital não tivesse sido transferida de São Cristóvão para Aracaju, o que, por si só, já resultaria em um cenário muito diferente do que acabou se concretizando.

Aparte - “Comércio em Sergipe - História e Histórias” conta uma história paralela, ou ela é a principal, dos 70 anos da Fecomércio?
MP - O cerne do livro é, de fato, a história do comércio em Sergipe, uma proposta que me foi apresentada pelo presidente da Fecomércio Sergipe, Laércio Oliveira, com quem trabalho há quase 20 anos. Naturalmente que, ao ensejo dos 70 anos da Federação, sua importância e parte das ações que empreendeu e empreende foram contextualizadas. Mas isso se deu no fim do livro, justamente para que a obra não soasse institucional.

Aparte - Há suspeição em o livro tratar a gestão do presidente Laércio Oliveira como mais resolutiva do que as anteriores?
MP - Na verdade, grande parcela desse enfoque à Fecomércio Sergipe é também um levantamento histórico de sua origem e, como disse, dos muitos atendimentos feitos pelo Sistema, aí incluídos o Sesc e o Senac. O que se mostrou da administração do presidente Laércio - nem por um momento exposta como mais eficiente do que as anteriores - foram algumas marcas de sua gestão, a exemplo da completa reforma da Pousada do Comerciário, hoje Hotel Sesc Atalaia.

Aparte - Causou-lhe prazer ou foi um exercício meramente burocrático escrevê-lo?
MP - Eu diria que foi não só um prazer, como uma dádiva. Meu cabedal de conhecimento sobre Sergipe, a economia sergipana e o comércio em particular, teve uma expansão que muito me alegra. Comentei várias vezes que, principalmente no decorrer das entrevistas com os empresários e empresárias, era como se estivesse fazendo um curso básico de Administração de Empresas. Pude conferir os meandros de uma atividade que envolve talentos não só no âmbito da gestão, mas no trato com as pessoas, clientes e funcionários. Necessário ainda atuar de modo a se defender do massacre que o poder público quase sempre promove, pela carga tributária e por uma absoluta falta de incentivos ao empreendedorismo. Em resumo, o livro demandou vários processos trabalhosos, óbvio, mas também permeados por alegrias, aprendizados, gentilezas - enfim, coisas boas de que o mundo tanto precisa.

Texto e imagem reproduzidos do site: jlpolitica.com.br