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segunda-feira, 18 de dezembro de 2023

Duas árvores de Aracaju são patrimônios históricos

A mangueira tem mais de 100 anos de idade

Legenda da foto: O cajueiro empresta a sua sombra ao tradicional Bar da Confraria

Artigo compartilhado do site DESTAQUE NOTÍCIAS, de 17 de dezembro de 2023

Duas árvores de Aracaju são patrimônios históricos

O cajueiro e a mangueira localizados, respectivamente, nas Praças Monteiro Lobato e dos Nacionalistas, no conjunto residencial Ignácio Carbosa são considerados patrimônio histórico de Aracaju. O tombamento das duas árvores aconteceu em 2017 quando na gestão anterior de Edvaldo Nogueira (PDT), atual prefeito da capital sergipana.

A iniciativa para o tombamento dessas duas árvores se deu objetivando oferecer uma garantia a mais de proteção para aqueles indivíduos arbóreos. Ter um decreto que garanta que à mangueira e ao cajueiro possuem uma importância histórica para o local é o reconhecimento ambiental e patrimonial oferecido pela Prefeitura de Aracaju, através da Secretaria do Meio Ambiente. É nítida a sua relevância ambiental para toda a nossa capital e, principalmente, para os moradores do bairro Inácio Barbosa.

A mangueira, de acordo com moradores mais antigos da região, tem mais de 100 anos de idade, enquanto o cajueiro deve ter cerca de 70. A primeira árvore faz uma generosa sombra no bar de Angélica, antiga moradora do Ignácio Barbosa. A empresária conta que na época de “seo Ferreirinha”, pai dela, a copa da mangueira era muito maior do que é hoje. Já o cajueiro empresta a sua sombra ao tradicional Bar da Confraria.

Texto e imagens reproduzidos do site: www destaquenoticias com br

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Patrimônio Nacional Material em Sergipe.


Patrimônio Nacional Material em Sergipe.

- Igreja da Comandaroba, em Laranjeiras (foto)

Em 1731, às margens do Rio Cotinguiba, os jesuítas inauguraram sua segunda residência em Laranjeiras, uma construção bem mais simples que a primeira, que se destacava por ser um pequeno e baixo sobrado sem arte e com solidez bem inferior à Casa do Engenho do Retiro. Posteriormente, em 1734, inaugurou-se a Igreja.

O templo com seu estilo inconfundível apresenta as características das demais construções jesuíticas do nordeste. No pórtico de pedra calcária e no arco cruzeiro, estão gravados monogramas que confirmam sua origem jesuíta e sua padroeira, a Virgem da Conceição. O tombamento do local ocorreu em março de 1943.

- Igreja Nossa Senhora do Amparo (São Cristóvão)

A Igreja Nossa Senhora do Amparo foi construída no século XVIII pela Irmandade dos Homens Pardos, instituída em 1690. A Irmandade foi extinta em 1902 e a Igreja passou a ser administrada em 1907 pelo vigário de São Cristóvão. Por quase meio século permaneceu desativada pelas péssimas condições de conservação, até que em 1996 o IPHAN fez um reparo geral.

Na reforma foram preservados não só os elementos artísticos como também o conjunto arquitetônico e a partir de então ela voltou a ter seus cultos religiosos. Seu tombamento ocorreu em maio de 1962.

- Igreja Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos (São Cristóvão)

A construção da Igreja da Irmandade de Nossa Senhora do Rosário foi realizada pelos jesuítas, em meados do século XVIII. Celebrações afro como as Taieiras e a Chegança eram realizadas na igreja. Além delas, até hoje se realiza a ‘Procissão dos Fogaréus’, com participação exclusivamente feminina. O conjunto arquitetônico foi tombado em março de 1943.

- Igreja e Casa de Misericórdia (São Cristóvão)

A Igreja e Casa de Misericórdia é uma construção primitiva da primeira metade do século XVII. Porém, o conjunto de estilo barroco foi construído apenas na primeira metade do século XVIII. A igreja, que existe desde antes de 1627, se destaca pelo painel existente em seu interior denominado ‘A Visitação’, cuja autoria foi atribuída ao pintor baiano José Teófilo de Jesus.

Já a Santa Casa, Hospital de Caridade Santa Isabel, anexo à igreja, por longos anos foi totalmente sustentado pela Irmandade de Misericórdia, que manteve por muito tempo, profissionais da saúde para cuidar gratuitamente da população. A partir de 1922, o prédio passou a funcionar como orfanato, sob o comando das Irmãs Missionárias da Irmandade Conceição Mãe de Deus. O tombamento do conjunto ocorreu em janeiro de 1944.

- Convento e Igreja do Carmo (São Cristóvão)

O conjunto do Carmo abriga a antiga Igreja Conventual N. Senhora do Carmo e a Antiga Capela da Ordem Terceira, atual Senhor do Passos, uma construção iniciada no fim do século XVII. A igreja, porém, só foi edificada no século XVIII pelo Frei Antônio de Santa Eufrásia Barbosa.

Em 1922, quando as irmãs Clarissas Concepcionistas chegaram à cidade, logo fundaram o colégio Imaculada Conceição e em 1924, compraram o Convento e o reformaram para a instalação do noviciado.

A partir de 1983, o convento passou a pertencer à congregação das Irmãs Beneditinas Contemplativas. O tombamento do conjunto arquitetônico ocorreu em abril de 1943.

- Igreja da Ordem Terceira do Carmo (São Cristóvão)

Pela devoção do povo, a igreja passou a ser conhecida como Igreja Senhor dos Passos. Segundo a crença, a imagem do santo foi encontrada nas águas do rio Paramopaba, dentro de um caixote de madeira, pelos pescadores da região.

A imagem foi colocada na Igreja da Ordem Terceira do Carmo, dando início a partir de então a tradicional “Festa da Penitência”. O tombamento do Convento e Igreja do Carmo ocorreu em abril de 1943.

- Igreja Matriz Nossa Senhora das Vitórias (São Cristóvão)

A Igreja foi edificada no início do Século XVII pelos padres jesuítas e por ordem dos Felipes da Espanha, para ser a sede Episcopal no período em que o Brasil estava sob domínio espanhol. Em 1608, o bispo da Bahia, D. Constantino Barrada, criou a matriz de N. Senhora da Vitória. A igreja foi montada em 1943.

No decorrer dos anos, a igreja sofreu inúmeras modificações e danos irreparáveis durante a invasão holandesa em Sergipe, entre 1635 e 1647. No século XIX passou por três reformas, em 1837, 1845 e a última em 1855, quando a capital foi transferida para Aracaju, e São Cristóvão entrou em decadência, ficando sem recursos para reformar seus templos religiosos.

O frontal da igreja apresenta volutas ornadas em cantaria, onde estão gravadas as armas dos Felipes de forma descaracterizada. Segundo a documentação, elas foram raspadas no século XIX, na Independência do Brasil. O tombamento ocorreu em 1943.

- Capela do Engenho Poxim (São Cristóvão)

Não existe documentação disponível sobre este monumento. No portal de pedras trabalhada conta apenas a data de 1751. Hoje ela encontra-se praticamente desativada, devido ao seu difícil acesso. O tombamento da Igreja ocorreu em 1943.

- Sobrado na Antiga Rua das Flores - Hoje Benjamin Constant, Nº 20 (São Cristóvão)

A construção é do final do século XVIII e início do século XIX. Este é mais um monumento desconhecido da historia, visto que não há documentação disponível sobre sua construção. O tombamento ocorreu em setembro de 1943.

- Sobrado à Rua Castro Alves, Nº 02 (São Cristóvão)

A edificação possui um dos exemplares arquitetônicos mais interessantes da cidade. A sua construção ocorreu no final do século XVII e início do século XVIII. Trata-se de uma construção de taipa com pilares de alvenaria e ligadas por vigas de madeira. Seu tombamento data de setembro de 1943.

- Sobrado à Rua da Matriz (São Cristóvão)

Sobrado de estilo colonial e considerado um dos monumentos civis mais significativos da cidade de São Cristóvão. Embora exista predominância da taipa em sua construção, verifica-se a utilização de alvenaria de pedra e tijolo no frontispício e em alguns pilares. A construção passou a fazer parte de bem protegido em setembro de 1943.

- Igreja Matriz do Coração De Jesus (Laranjeiras)

Este foi o primeiro templo construído na segunda metade do século XVII, no então povoado Laranjeiras. Segundo alguns autores, esta Igreja foi construída, inclusive, antes da primeira Basílica Nacional do Coração de Jesus, localizada em Lisboa, e sua fundação é atribuída ao Padre Jesuíta Bonnuci. Segundo o autor Felizberto Freire sua construção ocorreu em 1791 e apenas em 1835 foi elevada a Igreja Matriz.

O templo apresenta uma bela arquitetura, com um suntuoso frontispício e um imponente painel pintado pelo baiano José Teófilo de Jesus. Existe ainda no arco um escudo, representando a bandeira portuguesa de 1640. O tombamento ocorreu em março de 1943

- Igreja e Casa do Engenho Retiro (Laranjeiras)

Os jesuítas iniciaram as margens do Rio São Pedro, em fins do século XVIII, a construção de sua primeira residência em Laranjeiras e a denominaram “Retiro”. O nome se deu devido à solidão do lugar ou até por ser escolhida para realização de reuniões espirituais.

A igreja foi inaugurada em 1701 e anexa a antiga residência está à capela Santo Antônio e Nossa Senhora das Neves.

No quesito arquitetura, a casa possui uma bela portada de pedra amarela. Em 1975 a propriedade foi adquirida pelo grupo Votorantim para implantação da CIMESA. A igreja foi tombada em janeiro de 1944.

- Capela do Engenho Jesus, Maria e José (Laranjeiras)

A construção é uma capela rural, construída na primeira metade do século XVIII, no Engenho do mesmo nome. A pintura do forro tem traços das obras do pintor baiano José Teófilo de Jesus.

A igreja encontra-se desativada devido ao estado de ruinas. É uma capela rural de propriedade privada e de acesso extremamente difícil, por isso há muito tempo não é utilizada para o fim religioso. Seu tombamento data de março de 1943.

- Igreja Matriz de Santo Amaro (Santo Amaro Das Brotas)

A igreja foi edificada pelos carmelitas em terras que lhes foram doadas na zona canavieira do Cotinguiba, em 1721. A partir de 1828 quando a Vila de Santo Amaro foi rebaixada de categoria, passando a depender a Vila de Maruim, houveram vários confrontos entre as forças santo-amarenses e os “rapinas”, denominação das tropas enviadas pelo governo Provincial, com o objetivo de sufocar a rebelião.

Nesta fase a Igreja foi bastante depredada pelos “rapinas”, destruindo parte da imagem do “orago”, colocado no frontispício do templo. Há ainda registros de decisões importantes que foram tomadas nesta igreja, principalmente as negociações para o término da revolta.

Em 1835, foi restituída a condição de Vila, a aprovação de cidade Santo Amaro.

Informações revelam que o provável responsável pela construção foi um engenheiro militar. O tombamento ocorreu em 1943.

- Capela de Nossa Senhora da Conceição (Santo Amaro Das Brotas)

A partir do século XVII os jesuítas iniciaram a construção de suas capelas rurais, geralmente edificadas em taipa e pau-a-pique e cobertas de telha vã. Eram templos simples, sem torres, geralmente alpendradas. Em 1996, a capela foi totalmente restaurada, não só seus elementos móveis integrados, como toda a sua estrutura física.

A capela está localizada na propriedade particular do Sr. Gilberto Maynard de Oliveira. Seu tombamento ocorreu em janeiro de 1944.

- Igreja Matriz da Divina Pastora (Divina Pastora)

A povoação de Divina Pastora, localizada na zona canavieira foi elevada a categoria de paróquia em 31 de maio de 1835, e à Vila um ano depois. A igreja matriz é uma construção jesuítica do estilo barroco, do século XVIII.

A originalidade dessa igreja consiste em possuir, ao longo da sua nave, um corredor aberto por cinco arcadas. Esta disposição é atribuída ao fato de ter sido igreja votiva de peregrinação.

O seu frontispício assinala o inconfundível estilo jesuítico no nordeste. A área interna é dominada pelo estilo barroco da segunda fase, o estilo D. João V, caracterizado pela policromia em branco e dourado. Encontra-se no seu forro a maior pintura painelista de Sergipe, de autoria de José Teófilo de Jesus. Seu tombamento ocorreu em março de 1943.

- Igreja Nossa Senhora do Socorro (Tomar Do Geru)

A Igreja foi edificada no século XVII, sob orientação de um padre jesuíta, tendo sido instalada na sua construção a mão de obra mestiça. A data em romano, MDCLXXXVIII, sobre o seu portal é um marco representativo do grau de sua importância, uma vez que é considerado um dos mais significativos templos edificados em Sergipe Del’Rey.

É comumente citada pelos principais estudiosos da arquitetura religiosa brasileira, principalmente jesuítica e foi considerada uma das mais belas igrejas do nordeste. Seu tombamento ocorreu em março de 1943.

- Casa se Tejupeba (Itaporanga D’Ajuda)

O povoado que deu origem à cidade de Itaporanga d’Ajuda foi fundado em 1575, pelo padre jesuíta Gaspar Lourenço. Porém só a partir de 1590, sob o comando de Cristóvão de Barros, os portugueses efetivaram a conquista de Sergipe.

Nesse povoado denominado Tejupeba, nome de um riacho localizado na região, atualmente um Colégio, os jesuítas construíram em taipa de sopapo a primeira residência da Ordem em solo sergipano. A direção foi entregue ao padre José Teixeira, posteriormente preso e deportado para o interior da Bahia. O tombamento do local ocorreu em 1943.

- Igreja Matriz de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro (N. S. do Socorro)

Com a criação da Vila de Laranjeiras, em 1832, a Freguesia de Socorro passou a fazer parte da nova Vila. Os socorrenses, inconformados com a situação reivindicaram sua autonomia político-administrativa, até que em 1835, Socorro foi elevada à Vila, desligando-se de Laranjeiras.

No inicio do século XVIII, Socorro tinha apenas uma capela para a realização dos seus cultos religiosos, porém, em 1864, a capela foi elevada à Matriz, adquirindo assim autonomia religiosa.

O frontispício da igreja reflete as características das igrejas jesuíticas no Nordeste. Não existe documentação com data exata de sua construção, apenas uma inscrição na soleira da sacristia, com data de 1714. Seu tombamento ocorreu em 1943.

- Sobrado à Praça Rio Branco, Nº 35 (Estância)

O Sítio de Estância iniciou sua povoação e ocupação em 1621, na região onde confluem os rios Piauí e Piauitinga. Foi elevada a categoria de Vila em 1831.

Por sua estratégica posição, Estância, popularizou a zona econômica da zona centro-sul da província, exercendo no sul, o papel que Laranjeiras desempenhava no Norte.

Os sobrados estancianos com suas fachadas de azulejos, provavelmente portugueses e holandeses, decorados em azul e branco, foram bastante utilizados nas construções litorâneas de Salvador, São Luiz do Maranhão e Belém do Pará.

O sobrado localizando na Praça Rio Branco, único monumento tombado a nível federal, naquela cidade, trata-se de um representante modesto da arquitetura civil estanciana.

Seu valor histórico é atribuído ao fato de ter abrigado o “Clube Republicano”, primeira organização desse porte na província de Sergipe Del’Rey. Seu tombamento ocorreu em julho de 1962.

- Capela do Engenho Penha (Riachuelo)

Os vales dos Rios Cotinguiba e Sergipe foram colonizados a partir de 1602, época em que foi iniciada a lavoura e a industrialização da cana-de-açúcar. Em 1872, Riachuelo foi elevada a categoria de Freguesia, com a invocação “Freguesia de Nossa Senhora da Conceição em Riachuelo”. Em 1874 foi elevada a categoria de Vila.

A Capela Rural, construída no século XVIII, apresenta frontão em volutas, encimado por uma cruz. Apresenta duas torres laterais tendo no corpo, portadas e janelas ornadas em cantaria. Foi tombada em março de 1943.

- Canoa de Tolda Luzitânia (Brejo Grande)

A canoa de tolda Luzitânia é uma das mais antigas embarcações em atividade no Baixo São Francisco. Trata-se de uma canoa de tolda de 200 sacos (cada saco corresponde ao padrão de peso de 60 kg). Ainda que registrada na Agência Fluvial da Capitania dos Portos de Alagoas, em Penedo, somente na década de 70 do século passado. Os registros orais de sua construção remontam aos anos 20. Foi tombada pelo IPHAN em 2010.

Texto e imagem reproduzidos do site: cultura.se.gov.br

Foto: Fabiana Costa/Secult.

Praça São Francisco

 

Patrimônio da Humanidade em Sergipe.

Praça São Francisco *

A construção do conjunto franciscano se deu em 1693, na administração provincial do Frei Estevão de Santa Maria. Os conventos e igrejas edificados no Nordeste nesta época seguiam esta linha arquitetônica que foi introduzida por um frade português detentor de conhecimentos na área de arquitetura.

Um local de destaque neste importante conjunto arquitetônico é a Praça São Francisco (foto), que em 2010, recebeu o título de Patrimônio Histórico e Cultural da Humanidade da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO). Foi o fim de uma espera que se estendeu por dois anos, onde o Governo do Estado realizou intervenções e adaptou o conjunto arquitetônico para que ela estivesse apto a receber o título.

A decisão veio na 34º Sessão do Comitê da UNESCO e foi recebida com grande euforia por todos os brasileiros, afinal, a Praça era a única candidata do Brasil, dentre outros 39 sítios de diversos países.

Texto e imagem reproduzidos do site: cultura.se.gov.br

Foto: Marcelle Cristinne/Governo de Sergipe

Patrimônio Material Estadual.


Patrimônio Material Estadual.

- Antigo Farol de Aracaju (foto)

Estrutura implantada pelo Ministério da Marinha na segunda metade do século XIX. Ele foi inaugurado em 1888 e desativado em 16 de julho 1991, quando foi aceso o novo farol de Aracaju, no bairro Coroa do Meio. No ano de 1995, o monumento foi tombado pelo patrimônio histórico e artístico de Sergipe.

Com estrutura francesa e todo feito em ferro, o monumento recebeu uma completa restauração ocorrida em 2009, realizada pela Prefeitura de Aracaju e Governo do Estado.

- Cemitério Dos Náufragos (Aracaju)

Cemitério localizado na Rodovia dos Náufragos, em Aracaju. Foi criado há 70 anos, quando três navios da Marinha Mercante brasileira foram bombardeados na costa do Estado causando a morte de quase 600 pessoas, passageiros dos navios Baependi, Aníbal Benévolo e Araraquara. Grande parte dos corpos veio parar na praia, conhecida hoje como Praia dos Náufragos, e enterrados por ali mesmo. Possui uma arquitetura funerária, do século XX e foi elevado a monumento histórico do Estado pelo Decreto nº 2.571, de 20 de maio de 1973.

- Palmeiras Imperiais (Aracaju)

Conjunto tombado de acordo com o Código Florestal pelo Decreto nº 4.450, de 14 de setembro de 1979. Localizado na Praça Almirante Barroso – Centro Histórico de Aracaju.

- Prédio da Antiga Faculdade de Direito (Aracaju)

O prédio que hoje abriga o Cultart/UFS e Galeria Florival Santos é de arquitetura institucional, da primeira metade do século XX e foi inaugurado em 1917. É propriedade da Universidade Federal de Sergipe e fica localizado na avenida Ivo do Prado, n° 612. Seu tombamento ocorreu em abril de 1981.

- Prédio do Centro de Turismo e Comercialização Artesanal (Aracaju)

Este monumento foi a primeira sede da escola Normal em Sergipe. É uma construção do inicio do século XX, na administração do Dr. José Rodrigues Dória, e foi inaugurado em agosto de 1911. Foi tombado pelo Governo do Estado em janeiro de 1984 e atualmente se denomina Rua do Turista, abrigando um grande acervo de artesanato, culinária e tradições sergipanas. Fica localizado na Praça Olímpio Campos - Centro Histórico de Aracaju.

- Prédio do Palácio Olímpio Campos (Aracaju)

Este é um dos mais importantes museus do Estado. Construído na metade do século XIX e reformado no início do século XX pela missão artística italiana, este monumento possui arquitetura civil urbana de caráter institucional, e seu acervo é composto por peças que traçam a história política de Sergipe. Seu tombamento ocorreu em janeiro de 1985.

- Catedral Metropolitana (Aracaju)

A Catedral Metropolitana possui uma cúpula ornamentada com belíssimas pinturas do Século XIX, e oferece ao turista uma visão completa de como Aracaju nasceu e progrediu. Integra ainda o conjunto arquitetônico, o Parque Teófilo Dantas, com a sua tradicional feira de artesanato e comidas típicas.

A igreja possui arquitetura religiosa da segunda metade do século XIX e passou por reformas no início do século XX. É de propriedade da Arquidiocese de Aracaju e segundo o Governo do Estado, deve passar por uma nova reforma ainda em 2012. Seu tombamento ocorreu em janeiro de 1985.

- Antigo Prédio da Secretaria de Estado da Educação e Cultura - Atheneuzinho (Aracaju)Inaugurado em 1926, o Atheneuzinho foi o principal centro de formação educacional do Estado na primeira metade do século passado abrigando ao longo dos anos, repartições públicas. Foi tombado em janeiro de 1985.

O prédio, encimado pela águia característica das obras do então governador Graccho Cardoso, aos poucos foi perdendo o brilho e a glória até o ano de 2011, quando o Governo do Estado reinaugurou o espaço, dando lugar ao Museu da Gente Sergipana. Desde então, o prédio histórico abriga um novo conceito em museologia, não apenas pelo que contém, mas pela forma interativa de sua exposição.

- Prédio da Secretaria de Estado da Segurança Pública (Aracaju)

Prédio de propriedade do Estado, com arquitetura civil urbana de caráter institucional. Sua construção data do início do século XX. O edifício que foi tombado em janeiro de 1985, está localizado na Praça Tobias Barreto.

- Prédio do Juizado de Menores (Fórum Desembargador José Fernandes Prado Vasconcelos - Aracaju)

O prédio do antigo Juizado de Menores, que atualmente abriga o Memorial do Poder Judiciário de Sergipe é denominado nos dias de hoje Palácio Sílvio Romero, uma homenagem ao ilustríssimo e talentoso jurista sergipano. Situado na esquina da Praça Olímpio Campos com a Rua Itaporanga no Centro da capital sergipana, seu erguimento teve inicio em meados de 1892, na gestão do Presidente do Estado José Calazans.

Inaugurado em 1895 pelo Presidente do Estado Oliveira Valadão, para servir de sede do Tribunal de Relação, foi para a época, uma obra vultosa, pois sua imponente fachada, até hoje, é de causar admiração. Foi tombado pelo Governo do Estado em janeiro de 1985.

- Carrossel de Tobias (Aracaju)

Bem móvel do início do século XX que funcionava sobre uma grande plataforma circular móvel, onde estava instalada pares de cavalos feitos em massa, dando a aparência de fogosos corcéis a subir e descer, graças à engrenagem mecânica. Na parte interna, "o negro Tobias" tocava no realejo várias valsas, função perdida quando foi instalado o alto-falante na praça.

Chegou a Aracaju em 1904, vindo dos Estados Unidos. Foi de propriedade de várias famílias aracajuanas e inicialmente funcionava a vapor e caldeira, sendo posteriormente adaptado à energia elétrica.

Em 1959, foi alvo das filmagens da Empresa Cinematográfica Albarteller, fazendo parte das cenas do filme "Capitães de Areia", por ser o único carrossel no gênero existente no mundo.

Em 1983, foi comprado pelo Governo do Estado de Sergipe e ficou por anos embelezando e divertindo o Parque da Cidade. Foi tombado em dezembro de 1987.

- Prédio do Palácio Fausto Cardoso (Aracaju)

Foi a primeira sede da Assembléia Legislativa e atualmente funciona como Escola do Legislativo Seixas Dória e Memorial do Legislativo Quintina Diniz. Sua construção data a segunda metade do século XIX, passando por reforma no início do século XX.

Foi tombado pelo Governo do Estado através do Decreto n° 8.313, de 18 de fevereiro de 1987, e está localizado no Centro Histórico de Aracaju, mais precisamente na Praça Fausto Cardoso.

- Imóveis Situados na Av. Otoniel Dória (Aracaju)

(nº 500, 506, 511, 520, 524 e 594)

Imóveis particulares de arquitetura civil urbana e com construção na primeira metade do século XX. Foram tombados pelo Decreto nº 8.314, de 18 de fevereiro de 1987.

- Painéis e Murais do Artista Plástico Jenner Augusto localizados na Cidade de Aracaju

Produção artística do século XX. Estão localizados em diversos pontos da capital como o Cinema Pálace, Hotel Pálace de Aracaju (atualmente no Teatro Arnaldo Rollemberg Garcez), restaurante Cacique Chá e Edifício Walter Franco, esta, recentemente restaurada pelo Banese. Foram tombados em outubro de 1988.

Outro acervo do artista, dispostos no Aeroporto de Aracaju, Reitoria da Universidade Federal de Sergipe e Energisa, foram tombados em maio de 2003.

- Prédio do Antigo Tribunal de Justiça (Aracaju)

É um edifício de arquitetura civil urbana, construído na segunda metade do século XIX. Atualmente é de propriedade do Estado e funciona como sede da Procuradoria Geral do Estado. Foi tombado em outubro de 1988.

- Prédio Situado na Av. Ivo do Prado, nº 1.072 (Aracaju)

É um imóvel de propriedade do Sr. Raul Rollemberg e família. Possui arquitetura civil residencial urbana do início do século XX. Atualmente, funciona como sede da Ordem dos Advogados do Brasil em Sergipe e foi completamente restaurado. Seu tombamento ocorreu em dezembro de 1989.

- Palácio Carvalho Neto (atual sede do Arquivo Público Estadual - Aracaju)

Primeira sede da Biblioteca Pública do Estado. Atualmente o espaço é utilizado pelo Arquivo Público Estadual.

Seu projeto arquitetônico e de construção ficaram a cargo do engenheiro Arendt V. Altenesch e do arquiteto Carlos Wustefeld. Foi construído em 1936 sob a responsabilidade de Emilio Odebrecht e tombado pelo Governo do Estado em janeiro de 1991.

- Prédio do Antigo Tesouro do Estado (Aracaju)

É uma construção da segunda metade do século XIX. Atualmente é propriedade do Município de Aracaju e funciona como Câmara Municipal. Foi tombado em janeiro de 1991.

- Prédio Localizado na Praça Fausto Cardoso, Nº 272 (Delegacia do Ministério Da Fazenda - Aracaju)

Arquitetura civil urbana de caráter institucional, construída na segunda metade do século XIX. É de propriedade do Ministério da Fazenda e foi tombado em julho de 1996.

- Prédio do Palácio Inácio Barbosa - Antiga Sede da Prefeitura Municipal de Aracaju

A denominação é uma homenagem ao Fundador da Capital. O prédio que é propriedade do município, foi construído na gestão do presidente da província, Dr.Maurício Graccho Cardoso no início do século XX e tombado em junho de 1997.

- Quartel Central da Polícia Militar do Estado de Sergipe (Aracaju)

Construído no início do século XX, funcionou como o grupo escolar General Siqueira. É de propriedade do Estado e funciona até hoje como Quartel Central da Polícia Militar de Sergipe. Foi tombado em maio de 2000.

- Acervo de Artes Plásticas do Artista Plástico Horácio Hora (localizado nas Cidades de São Cristóvão, Estância e Aracaju)

Bens móveis de produção artística do século XIX. Foram tombados em maio de 2000.

- Prédio do Antigo Colégio Nossa Senhora de Lourdes (Aracaju)

Arquitetura civil urbana de propriedade do Município de Aracaju. Fica localizado na Rua José do Prado Franco, e foi tombado em setembro de 2002.

- Prédio da Antiga Alfândega de Aracaju

A antiga alfândega de Aracaju foi erguida na segunda metade do século XIX, na Praça General Valadão e entrou para a história após o desembarque do imperador Dom Pedro II e da imperatriz Dona Teresa Cristina, que chegaram a Sergipe no ano de 1860. No prédio ocorreu o baile durante a visita do imperador e sua comitiva ao Estado.

Com o tempo, o prédio passou à Receita Federal, foi reformado na segunda metade do século XX e veio a ser desativado após muitos anos, já no final do mesmo século. Em 2003, o Governo do Estado o tombou através do decreto n° 21.765.

Atualmente, a Prefeitura de Aracaju tem um projeto para transformá-lo numa Casa da Cultura, com a construção de salas de teatro e cinema, cybercafé e espaço para exposição de arte, sem alterar sua conformação arquitetônica.

- Prédio da Antiga Estação Rodoviária Governador Luiz Garcia (Aracaju)

Arquitetura civil de função pública, edificada na segunda metade do século XX e inaugurada em 31 de janeiro de 1962. É de propriedade do Estado e foi tombado pelo Governo através do decreto n° 21.766, de 09 de abril de 2003.

- Imóvel Localizado na Praça Camerino, nº 225 (Aracaju)

Arquitetura civil residencial urbana, com construção no início do século XX. É de propriedade de Dr. Leonardo Gomes de Carvalho Leite e foi tombado pelo Decreto nº 21.786, de 16 de abril de 2003.

- Constitui Paisagem Natural Notável e Área Especial de Proteção Ambiental todo o trecho do Rio Sergipe que liga os municípios de Aracaju e Barra dos Coqueiros.

O rio foi considerado patrimônio sergipano através da Lei nº2825, de 23 de julho de 1990.

- Escultura de Nossa Senhora da Conceição (Aracaju)

Imagem retratando Nossa Senhora da Conceição, padroeira da cidade de Aracaju. Foi inaugurada e tombada dezembro de 2006. É uma escultura em concreto medindo10 metrosde altura, de autoria da artista plástica pernambucana, Vera Toledo. Está localizada no Parque José Rollemberg Leite (Parque da Cidade).

- Conjunto de Esculturas localizadas no Espaço Formadores Da Nacionalidade – Orla de Atalaia (Aracaju)

Esculturas e vultos históricos localizados no Espaço Formadores da Nacionalidade – Orla de Atalaia. Lá estão representadas as imagens de Joaquim José da Silva Xavier – O Tiradentes; D. Pedro II; Getúlio Vargas; Juscelino Kubitschek; Barão do Rio Branco; Duque de Caxias; José Bonifácio de Andrade Silva e Princesa Izabel. Obras do artista plástico Leo Santana, inaugurada na primeira década do século XXI/2006 e tombadas em dezembro do mesmo ano.

- Monumento aos 150 Anos de Fundação da Cidade de Aracaju - Homenagem ao Fundador da Capital do Estado, Inácio Joaquim Barbosa– Orla de Atalaia (Aracaju)

Monumento projetado e executado pelo artista plástico Leo Santana, inaugurado na primeira década do século XXI/2006. Está localizado na Orla de Atalaia e foi tombado em dezembro de 2006.

- Conjunto de Esculturas de Vultos Histórico, Localizado no Espaço de Convivência Cultural – Orla de Atalaia (Aracaju)

Esculturas em bronze de autoria do artista plástico Otto Domovich retratando vultos históricos da cultura como Tobias Barreto, Silvio Romero, Manoel Joaquim Bomfim, Maurício Graccho Cardoso, Gumercindo Bessa, Gilberto Amado, José Calazans, Jackson Figueiredo, João Ribeiro e Horácio Hora. Monumento inaugurado na primeira década do século XXI/2006 e tombado em dezembro do mesmo ano.

- Prédio Do Instituto Histórico e Geográfico de Sergipe/IGHS (Aracaju)

É uma edificação do início do século XX. Está situado na rua Itabaianinha, no Centro Histórico de Aracaju. Foi tombado em maio de 2007.

- Núcleo de Construções Históricas Originais do Instituto Parreiras Horta (Aracaju)

Edificação do início do século XX. O imóvel está situado na Rua Campo do Brito, no Bairro São José. Foi tombado em fevereiro de 2008.

- Igreja de Nossa Senhora Santana (Carmópólis)

Prédio de propriedade privada que possui arquitetura religiosa do século XIX. Fica localizado no Povoado Massacará, em Carmópolis e foi tombado pelo Decreto nº 14.901, de 01 de setembro de 1994.

- Fonte dos Caboclos (Cristinápolis)

Monumento de interesse paisagístico, histórico, cultural e arqueológico. É propriedade do município de Cristinápolis e fica localizado no Povoado Manoel Joaquim. Foi tombado pelo Decreto nº 16.585, de 14 de julho 1997.

- Fachadas de prédios revestidas de azulejos portugueses (Estância)

Tombadas pelo Decreto nº.16.586 de 14 de julho de 1997. São eles:

* Imóvel situado na Rua Capitão Salomão, 67.

* Imóvel situado na Rua Capitão Salomão, 122.

* Imóvel situado na Rua Capitão Salomão, 136

* Imóvel situado na Rua Capitão Salomão, 227

* Imóvel situado na Rua Capitão Salomão, 256

* Imóvel situado na Rua Duque de Caxias, 339

* Imóvel situado na Rua Dr. Pedro Soares, 442

* Arquitetura civil urbana de uso misto ,residencial e comercial,

- Imóvel pertencente ao Instituto Nacional de Seguridade Social/ INSS (Estância)

Prédio de arquitetura civil residencial urbana construído no século XIX. Ele possui grande valor cultural por sua fachada revestida com azulejos portugueses. Fica localizado na Rua Capitão Salomão, e foi tombado pelo Decreto nº 17.040 de 26 de dezembro de 1997.

- Obras de Talha da Igreja de Nossa Senhora do Rosário (Estância)

Elementos arquitetônicos, artísticos e adornos em talha. Obra de artífices da segunda metade do século XIX. Localizado na Praça 24 de Outubro. Foi tombado pelo Decreto nº 4.991, de 23 de abril de 1981.

- Prédio Localizado na Rua Capitão Salomão, Nº 162. (Estância)

Arquitetura civil residencial urbana, construído no século XIX. Trata-se de um sobrado pertencente de propriedade particular. Foi tombado pelo Decreto nº 16.639, de 30 de julho de 1997.

- Prédio Localizado na Praça Olímpio Campos, Nº 176 (Itabaianinha)

Monumento de arquitetura civil urbana construído na primeira metade do século XX. É um prédio de propriedade particular tombando pelo Decreto nº 9.088, de 18 de dezembro de 1987.

- Imóvel Localizado na Praça Olímpio Campos, Nº 214 (Itabaianinha)

Prédio de arquitetura civil urbana do século XIX. Foi tombado pelo Decreto nº 9.089, de 18 de dezembro de 1987.

- Prédio Localizado na Praça Manoel Emílio De Carvalho (Lagarto)

Prédio onde funcionava o antigo Grupo Escolar Sílvio Romero. É um monumento de arquitetura civil urbana de caráter institucional, construído no início do século XX. Foi tombado pelo Decreto nº 15.552, de 20 de outubro de 1995.

- Conjunto Arquitetônico, Urbanístico e Paisagístico da Cidade de Laranjeiras

Construções urbanas de caráter civil, institucional, residencial, e religioso dos séculos XVII, XVIII, XIX, XX. Foi tombado pelo Decreto nº 2.048, de 12 de março de 1971.

- Gruta da Pedra Furada, Localizada no Povoado Machado (Laranjeiras)

Tombada como monumento de interesse paisagístico, histórico e cultural, de propriedade particular. Foi tombado pelo Decreto nº 11.645, de 09 de julho de 1990.

- Terreiro Filhos de Obá, Localizado na Rua Jackson de Figueiredo (Laranjeiras)

Monumento de interesse religioso, histórico e antropológico. Foi tombado pelo Decreto nº 10.010, de 04 de novembro de 1988.

- Igreja Matriz de Nosso Senhor dos Passos (Maruim)

Arquitetura religiosa da primeira metade do século XIX, concluída em 1841 pelo Barão de Maruim, propriedade da Arquidiocese de Aracaju. O prédio localizado na Praça Barão de Maruim foi tombado pelo Decreto nº 4.988, de 23 de abril de 1981.

- Igreja de Nossa Senhora do Rosário (Neópolis)

Arquitetura religiosa do século XVIII de propriedade da Diocese de Própria. O prédio localizado

Praça General Oliveira Valadão, foi tombado pelo Decreto nº 4.990, de 23 de abril de 1981.

- Prédio Localizado na Praça General Oliveira Valadão (Neópolis)

Prédio de arquitetura civil urbana de propriedade do Banco do Brasil. Foi tombado pelo Decreto nº 16.543, de 19 de junho de 1997.

- Trecho Sergipano do Rio São Francisco, da Divisa dos Estados de Alagoas e Bahia, até Desaguar no Oceano Atlântico (Neópolis)

Monumento paisagístico e turístico que foi tombado pela Lei nº 4.491, de 21 de dezembro de 2001.

- Gruta Angico (Poço Redondo)

Monumento paisagístico e histórico localizada na fazenda Angico. Foi considerado patrimônio histórico pela Constituição do Estado em 05 de outubro de 1989 na seção II, art. 229.

- Igreja de São Pedro (Porto da Folha)

Arquitetura religiosa dos missionários capuchinhos franceses no Estado de Sergipe. É uma construção do final século XVII/XVIII e de propriedade da Diocese de Propriá. Fica localizada na Ilha de São Pedro, na aldeia da Comunidade Indígena Xokó. Foi tombado pelo Decreto nº 6.127, de 06 de janeiro de 1984.

- Sobrado Localizado na Avenida Graccho Cardoso, nº 584 (Propriá)

Prédio do Fórum da Comarca da cidade. Possui arquitetura civil urbana de uso misto (residencial e comercial). Construído na fase de transição, do século XVIII para o século XIX. O imóvel de propriedade do Estado foi tombado pelo Decreto nº 15.293, de 21 de abril de 1995.

- Calçamento da Rua Jonas Cardeal (Propriá)

Foi tombado pelo Decreto nº 26.422, de 22 de setembro de 2009.

- Grupo Escolar Coronel João Fernandes de Brito, 119 (Propriá)

Imóvel tombado pelo Decreto nº 26.423, de 02 de setembro de 2009.

- Fábrica de Tecidos, Antiga Usina Britto (Propriá)

Imóvel tombado pelo Decreto nº 26.424, de 02 de setembro de 2009.

- Hospital São Vicente de Paula e sua Respectiva Capela (Propriá)

Imóvel tombado pelo Decreto nº 26.462, de 02 de setembro de 2009.

- Prédio Localizado na Rua Padre Rocha Villar, Nº 251 (Rosário do Catete)

Imóvel de arquitetura civil urbana de uso misto. Foi construído no século XVIII e tombado pelo

Decreto nº 15.294, de 21 de abril de 1995.

- Usina São Félix (Santa Luzia do Itanhí)

Arquitetura civil rural ligada ao ciclo da cana-de-açúcar em Sergipe. É uma construção datada século XVIII, localizada na Fazenda São Félix. Foi tombado pelo Decreto nº 6.126, de 06 de janeiro de 1984.

- Conjunto Urbanístico, Paisagístico e Arquitetônico, Elevado à Categoria De Monumento Estadual e Nacional (São Cristóvão)

A cidade preserva construções e traçados urbanísticos dos séculos XVII, XVIII, XIX, XX, que foram tombados pelo Decreto – Lei nº 94, de 22 de junho de 1938.

- Igreja de Nossa Senhora de Nazaré (São Cristóvão)

Prédio de Arquitetura religiosa do século XVIII, situada na Fazenda Itaperoá. Foi tombado pelo Decreto nº 6.128, de 06 de janeiro de 1984.

- Prédio do Museu Histórico de Sergipe (São Cristóvão)

Arquitetura civil institucional datada do século XIX. O imóvel que fica localizado na Praça São Francisco é de propriedade do Estado, e foi recentemente reformado. Foi tombado pelo Decreto nº 22.148, de 08 de setembro de 2003.

- Prédio do Memorial de Simão Dias (Simão Dias)

Imóvel de arquitetura civil institucional, localizado na Praça José Barreto. Foi tombado pelo Decreto nº 18.774 de 02 de maio de 2000.

Texto e imagem reproduzidos do site: cultura.se.gov.br

Foto de Denisson Alves

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Patrimônio e Conservação: ambiente e história esquecidos.


Patrimônio e Conservação: ambiente e história esquecidos.

Por Max Alberto Nascimento Santos *

Dois elementos estão intimamente ligados à identidade de um povo: o patrimônio histórico e o ambiental. Fruto de uma colonização que privilegiou a zona costeira e também os fundos de vales e áreas estuarinas, o estado de Sergipe tem na atualidade, alguns registros de uma fase econômica prospera, porém, ambientalmente insustentável. A exploração econômica dos recursos naturais, a exemplo do Pau-brasil e a ocupação agrária como o plantio da cana-de-açúcar e a criação de gado, trouxe conseqüências irreparáveis ao bioma mata-atlântica. Atualmente, pouco resta da expressiva floresta que anteriormente ocupava toda a fachada atlântica brasileira, contudo, a culpa do desaparecimento deste importante bioma não se limita às atividades agrícolas. Concomitante à evolução histórica e ao crescimento econômico do país, as cidades foram se estruturando nos espaços e outros múltiplos usos foram se efetivando na zona costeira sergipana e nos seus principais vales fluviais. Estes espaços podem ser considerados privilegiados, raros e palco de grandes disputas territoriais. Agricultura, turismo, extração de petróleo e outros minerais, utilização portuária, abertura de rodovias, especulação imobiliária, além de outros processos decorrentes da urbanização, re-configuram atualmente, boa parte deste território. O que resta no presente são registros que representam etapas da evolução sócio-econômica de um tempo, dentre estes, é possível observar o patrimônio histórico arquitetônico através de imponentes, mas, abandonadas igrejas e também dos resquícios do que um dia pôde ser considerado como floresta atlântica. Diante do atual cenário configurado restam indagações: Será que vão exaurir todos os nossos recursos naturais e deixar que virem pó toda a expressividade artística que marcou etapas históricas de nosso país? Será que não existe preocupação com a conservação desses registros? Cabe a reflexão.

*Geógrafo, Mestre em Geografia, especialista em Turismo e Cultura Popular.
sergipemax@yahoo.com.br 

Foto e texto reproduzidos do sitedobareta.com.br 

Na foto, o Engenho São Pedro, as margens da BR 235- Laranjeiras-SE.