quarta-feira, 13 de janeiro de 2021

Estreia nos cinemas longa-metragem sobre cotidiano dos alunos do Milton Dortas

Os alunos são os protagonistas do documentário,
 que teve o trailer divulgado no início de setembro de 2020, 
selecionado para duas sessões no Festival “É Tudo Verdade”

Publicado originalmente no site do jornal CINFORM, em janeiro de 2021

Estreia nos cinemas longa-metragem sobre cotidiano dos alunos do Milton Dortas

Da Redação    

O longa-metragem “Atravessa a vida”, produzido pelo cineasta João Jardim, começará a ser exibido nos cinemas em diversos estados do Brasil a partir da próxima quinta-feira (14). O filme faz um retrato afetivo dos alunos do Centro de Excelência Milton Dortas, em Simão Dias, na preparação para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Os alunos são os protagonistas do documentário, que teve o trailer divulgado no início de setembro de 2020, selecionado para duas sessões no Festival “É Tudo Verdade”.

Produzido em 2018, o longa-metragem acompanha a rotina e os desafios dos estudantes no último ano do ensino médio no Centro de Excelência Milton Dortas, região Centro-Sul sergipana. Durante três meses, a equipe do cineasta acompanhou os alunos de 11 turmas do 3º ano do Ensino Médio durante a preparação para o Enem, principal porta de acesso à universidade. Foram cerca de 60 horas de filmagens somente no Centro de Excelência Milton Dortas. “Não é um filme jornalístico, mas afetivo”, disse o diretor para o jornal Folha de São Paulo.

A produção retrata o universo escolar e adolescente dos jovens de Simão Dias. Enquanto buscam o sonho de garantir um ensino superior gratuito, os alunos refletem sobre temas como futuro, depressão, aborto, pena de morte e ditadura militar. O documentário mostra ainda as angústias e os prazeres da juventude por meio de seus gestos, inquietações e conquistas. Para assistir ao trailer é só clicar no link: https://youtu.be/tnajWG7Cs4I.

Segundo a professora Daniela Silva, atual diretora da Regional de Educação 2 (DRE 2), e que era a gestora da unidade de ensino na época, o filme representa um sentimento muito especial para a comunidade escolar, por mostrar a qualidade de ensino desenvolvida pela escola e professores, além do protagonismo dos estudantes. “Estamos muito emocionados com o lançamento, e para mim, que fui gestora da unidade, esse resultado é muito significativo pelo fato de evidenciar as boas ações e a excelência do trabalho que foi e continua sendo feito pelo Milton Dortas, instituição reconhecida nacionalmente”, declarou.

Ela explica que, para além da preparação para o Enem, o documentário também retrata a transição do Ensino Médio para a Universidade, a vida fora da escola, as angústias e problemáticas fora da escola, como alunos com depressão, problemas com a família, entre outras. “O longa-metragem mostra um jovem sensível, com opinião própria, uma escola com liberdade de expressão, o professor que aproveita o pensamento do aluno para a construção do conhecimento, e todas as incertezas dos alunos”.

O documentário ainda conta com um desfecho, já que o cineasta João Martins retornou a Sergipe alguns meses depois para acompanhar o que aconteceu com esses alunos já na vida universitária e também fora da universidade.

Retrato da época

Alguns jovens que participaram do documentário destacam que o longa é um bom retrato das suas vidas naquela época. Foi o caso de Milena Andrade dos Santos Lima, 19 anos, que na época estudava no Milton Dortas. “O documentário foi muito importante porque no 3º ano do ensino médio há muita pressão para passar no Enem. E muitos estudantes tinham vidas totalmente diferentes. Nem todos tinham estrutura em casa para continuar os estudos. Penso que o longa-metragem retrata bem as diferenças entre os jovens”, disse ela, que na época passou para o curso de Nutrição na UFS, e hoje cursa Odontologia em uma faculdade na cidade de Paripiranga (AL), que é mais próxima de Simão Dias.

Quem também gostou de ter participado foi Flávia de Jesus Ribeiro, que na época passou para o curso de Fisioterapia, mas no semestre seguinte mudou para Farmácia. “A proposta do documentário foi bem interessante para a gente porque, naquele momento de turbulências, incertezas, dúvidas e medo do que estava por vir, nós tivemos o doce saber de que as nossas experiências ali vividas seriam marcadas no tempo; que nós teríamos a comprovação do que vivemos. Foi muito interessante participar”, declarou.

Por ASN

Texto e imagem reproduzidos do site: cinform.com.br

Casamento do Matuto é declarado Patrimônio Imaterial de Sergipe

Celebração foi reconhecida como Patrimônio Imaterial e Cultural do Estado de Sergipe por meio de decreto publicado no Diário Oficial do Estado. (Foto: Prefeitura de Lagarto)

Publicado originalmente no site do Portal INFONET, em 12 de janeiro de 2021

Casamento do Matuto é declarado Patrimônio Imaterial de Sergipe

A festa Casamento do Matuto, realizada anualmente no mês de junho no Povoado Colônia Treze, no município de Lagarto, foi declarada como Patrimônio Imaterial e Cultural de Sergipe.

A declaração foi realizada por meio de decreto publicado pelo Governador Belivaldo Chagas no Diário Oficial do Estado nesta terça-feira, 12. Com isso, a celebração foi inserida no Calendário Oficial de Eventos do Estado de Sergipe.

O Projeto de Lei  n° 318/2020, que declara a festa como patrimônio imaterial foi apresentado pela deputada Goretti Reis (PSD) no mês de dezembro. O Casamento do Matuto foi criada no ano de 1995 e está em sua 24° edição.

Por Milton Filho e Aisla Vasconcelos

Texto e imagem reproduzidos do site: infonet.com.br 

sábado, 9 de janeiro de 2021

O acervo de Arthur Leite apresenta todos os ângulos dos lugares que ele visita



Publicação originária do site DESTAQUE NOTÍCIAS, em 8 de janeiro de 2021

Exposição “Paisagens Sergipanas”, em cartaz no RioMar

O acervo de Arthur Leite apresenta todos os ângulos dos lugares que ele visita

Tendo como fonte de inspiração os cenários bucólicos dos rios, o contraste das cores, o clima e a cultura que formam as paisagens do estado, o fotógrafo Arthur Leite apresenta a mostra ‘Paisagens Sergipanas’, em cartaz no RioMar Aracaju. A exposição revela imagens exuberantes do litoral e do mundo natural, documentadas em trilhas e passeios por diversos pontos turísticos sergipanos.

A exposição está aberta à visitação no segundo piso do shopping

O acervo de Arthur Leite prima por apresentar todos os ângulos dos lugares por ele visitados, contemplando a fauna, a flora e personagens anônimos que compõem as imagens. O trabalho do fotógrafo chama a atenção do público pela delicadeza e singularidade com que retrata os cenários. A exposição ‘Paisagens Sergipanas’ é parte integrante do projeto Descobrindo a Natureza, evento promovido pelo RioMar que descreve sobre as curiosidades dos insetos que habitam matas e florestas.

A exposição está aberta à visitação no segundo piso do shopping, próximo à loja Camicado, até 14 de fevereiro, de segunda a sábado, das 10h às 22h. Aos domingos e feriados, das 12h às 22h. O acesso ao evento é gratuito.

Natural de Aracaju, Arthur Leite é fotojornalista e editor de fotografia, com 15 anos de bagagem profissional. Suas obras são reconhecidas dentro e fora do país, com publicações em revistas culturais, guias de turismo, jornais, além de trabalhos junto a Confederação Brasileira de Desporto Escolar (CBDE) e International School Sport Federation (ISF), onde realizou coberturas fotojornalísticas esportivas dos mundiais de Triathlon e Volleyball Escolar.

Fonte e foto: Ascom/RioMar

Texto e imagens reproduzidos do site: destaquenoticias.com.br

quinta-feira, 7 de janeiro de 2021

Encontro Cultural de Laranjeiras acontece até o próximo dia 10

 

Texto publicado originalmente no site do JORNAL DA CIDADE, em 5 de janeiro de 2021

Encontro Cultural de Laranjeiras acontece até o próximo dia 10

A abertura do evento, que este ano tem como tema “Cultura Popular: Fortalecimento e Sustentabilidade”

A 46ª edição do Encontro Cultural de Laranjeiras se adaptou ao momento de pandemia e acontece até o próximo domingo, 10, com debates e apresentações de grupos folclóricos, atendendo as recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS) e Ministério da Saúde (MS) e sendo transmitidos ao vivo pela internet. A abertura do evento, que este ano tem como tema “Cultura Popular: Fortalecimento e Sustentabilidade”, aconteceu no último dia 3 e teve a cobertura completa através da Aperipê TV.

A programação do tradicional encontro de cultura popular em Laranjeiras teve início com uma missa solene em louvação aos Santos Reis, São Benedito e Nossa Senhora do Rosário. Em seguida, foi realizada a coroação da Rainha das Taeiras, na Igreja São Benedito. Neste primeiro dia, as pessoas têm o privilégio de presenciar a ligação entre os folguedos e a religiosidade popular. E durante toda a semana acontece o simpósio, momento em que estudiosos e pesquisadores debatem temas importantes a respeito da preservação e fortalecimento da cultura popular. A programação do simpósio acontece até sexta, 8, e o encerramento no domingo, 10.

Para o prefeito de Laranjeiras, José de Araújo, mais conhecido como “Juca”, destacou a importância de manter viva a cultura popular dos laranjeirenses e sergipanos mesmo neste período de pandemia. “Mesmo na pandemia e atendendo todas as regras sanitárias, estamos mantendo viva a identidade dos laranjeirenses. Enquanto gestor, nós só temos que incentivar Na abertura realizada a coroação da Rainha das Taeiras, na Igreja São Benedito Missa/Divulgação e fortalecer todas as formas de manifestação cultural em Laranjeiras, cidade que é o berço da cultura em Sergipe. É uma honra ver todas essas apresentações que engrandecem o nome de Laranjeiras e levam o nosso município a ser reconhecido não só no Brasil, mas também em outros países”, destacou Juca.

O secretário municipal de Cultura, Plácido Lyra, enfatizou a importância do Encontro Cultural. “Não vamos deixar morrer as tradições do Encontro Cultural, mesmo com a pandemia. Se depender dos fazedores e dos brincantes de Laranjeiras, as futuras gerações terão a oportunidade de vivenciar a nossa identidade, através dos incentivos governamentais e da tecnologia em permitir que tudo isso esteja acontecendo em 2021”, ressaltou Plácido Lyra.

Texto reproduzido do site: jornaldacidade.net

quarta-feira, 6 de janeiro de 2021

JOEL Magno Ribeiro da SILVEIRA

Publicado originalmente no site do CENTRO DE MEMÓRIA SERGIPANA – Grupo Tiradentes

Biografia de Joel Silveira

“Seu Silveira, me faça um favor de ordem pessoal. Vá para a guerra, mas não morra. Repórter não é para morrer, é para mandar notícias”.1 Estas foram as palavras que Joel Silveira ouviu logo após ter sido indicado por Assis Chateaubriand, proprietário do “Diários Associados”, jornal carioca, para acompanhar a Força Expedicionária Brasileira (FEB) à Itália, na função de correspondente de guerra, durante os momentos finais da Segunda Guerra Mundial.

Joel Magno Ribeiro da Silveira nasceu em Sergipe no dia 23 de setembro de 1918, filho do comerciante Ismael Silveira e de Jovita Ribeiro Silveira.

Estudou no Ateneu Pedro II, em sua cidade, e aí iniciou sua carreira jornalística aos 14 anos, fundando o jornal estudantil A Voz do Ateneu. Ainda em Sergipe, aos 16 anos, tornou-se secretário da Voz Operária. Em janeiro de 1937 transferiu-se para o Rio de Janeiro, então Distrito Federal, e começou a trabalhar nas revistas Carioca e Vamos Ler, escrevendo artigos sobre a Revolução Francesa de 1789. Em maio de 1938 passou a trabalhar no semanário Dom Casmurro, dirigido por Álvaro Moreira e Brício de Abreu, no qual colaboravam jovens intelectuais como Graciliano Ramos, José Lins do Rego e Josué Montello. Fechado o Dom Casmurro, em 1942 tornou-se secretário e repórter da revista Diretrizes, dirigida por Samuel Wainer. Trabalhou em Diretrizes até abril de 1944, quando a repercussão de uma entrevista que fez com o escritor Monteiro Lobato resultou no fechamento da revista pelo Departamento de Imprensa e Propaganda (DIP) — órgão encarregado da censura durante o Estado Novo (1937-1945) — e nas prisões de Samuel Wainer e do entrevistado. Criada em 1938, Diretrizes cumpriu importante papel no combate ao nazi-fascismo, contribuindo para o esvaziamento do Estado Novo.

Ainda em 1944, a convite de Virgílio de Melo Franco, tornou-se redator dos Diários Associados, no Rio de Janeiro. Pouco depois, foi designado por Assis Chateaubriand, proprietário da cadeia dos Diários Associados, para cobrir as ações da Força Expedicionária Brasileira (FEB) na Itália durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945). Foi repórter de guerra por dez meses, trabalhando ao lado de jornalistas como Rubem Braga, então repórter do Diário Carioca. Durante 15 anos, de 1946 até o fechamento do jornal, foi repórter e colunista do Diário de Notícias. Também colaborou no vespertino Última Hora, fundado por Samuel Wainer em 1951. De 1954 a 1964 dirigiu o serviço de documentação do Ministério do Trabalho.

Juntamente com Adonias Filho e Antônio Houaiss, tornou-se membro do conselho de redação da Revista Nacional, publicada sob a forma de encarte e incluída na edição de domingo de diversos jornais do país. Foi ainda redator-chefe da revista O Mundo Ilustrado. Paralelamente à atividade jornalística, desenvolveu a carreira de escritor. Muitos de seus contos e crônicas foram incluídos em antologias organizadas por Graciliano Ramos, Raimundo Magalhães Júnior, Paulo Mendes Campos, Herberto Sales e outros. Algumas de suas poesias foram publicadas na Antologia dos poetas bissextos brasileiros contemporâneos, de Manuel Bandeira.

Faleceu no Rio de Janeiro em 15 de agosto de 2007.

Casado com Iracema Costa Silveira, teve dois filhos.

Publicou Desespero (novela, 1940), Os homens não falam demais (reportagens em colaboração com Francisco de Assis Barbosa, 1942), A lua (contos, 1945), História de pracinha (crônicas, 3ª ed. 1945), Grã-finos de São Paulo e outras histórias do Brasil (reportagem, 1946), O marinheiro e a noiva (poemas, 1952), O desaparecimento da aurora (novela, 1958), Petróleo do Brasil — traição e vitória (em colaboração com Lourival Coutinho, 1958), História de uma conspiração (em colaboração com Lourival Coutinho, 1960), O marinheiro na varanda (crônicas, 1960), Alguns fantasmas (novelas, 1962), As duas guerras da FEB(reportagem, 1965), Um guarda-chuva para o coronel (ficção política, 1968), Meninos eu vi (reportagem, 1968), Vinte horas de abril (1969), Vamos ler Joel Silveira (v. 1 da coleção Vamos Ler, contos selecionados por Moacir C. Lopes, 1976), Tempo de contar (memórias jornalísticas, 1980), A luta dos pracinhas (reportagem de guerra, 1981), O dia em que o leão morreu (contos, 1982), Dias de luto (1983), Você nunca será um deles(crônicas, 1988), O presidente no jardim (crônicas, 1989), Nitroglicerina pura (reportagem política em parceria com Geneton Morais, 1992), Guerrilha noturna (crônicas, 1993), Hitler-Stalin — o pacto maldito(reportagem política em parceria com Geneton Morais), Viagem com o presidente eleito (memórias políticas, 1996).

FONTES: CORRESP. BIOGR.; COUTINHO, A. Brasil; ENTREV. BIOG.; Globo (16/8/07); Grande encic. Delta; Jornal do Brasil (18 e 26/9/78); Pasquim (12/78); SODRÉ, N. História da imprensa.

CPDOC | FGV • Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil

No Ateneu Sergipense Joel (Magno Ribeiro da) Silveira mobilizou os estudantes, fundou e redigiu jornais, criou o Grêmio Clodomir Silva, para homenagear o professor e historiador, falecido em 1932. Em 1936, a frente de uma caravana estudantil, Joel Silveira foi para Estância visitar e conversar com Jorge Amado, romancista baiano, de pais sergipanos, que estava iniciando o primeiro dos seus asilos naquela cidade.

Deve-se a Joel Silveira um relato sobre a visita a Jorge Amado, incluindo com destaque a presença em Estância da primeira mulher do escritor, Matilde Garcia Rosa, sergipana com quem o autor de Suor tem uma filha e a quem dedicou um livro de poemas, dividindo a autoria de um pequeno livro infanto-juvenil. Mas a viagem dos estudantes do Ateneu, liderados por Joel Silveira, tinha conotações políticas, que marcariam a vida dos dois principais personagens.

Em fins de 1936, Joel Silveira vai para o Rio de Janeiro, e no ano seguinte matricula-se na Faculdade de Direito e passa a trabalhar e a colaborar com o Dom Casmurro, então dirigido pelo poeta Álvaro Moreira, publicando seu primeiro livro, de contos, Onda raivosa, permanecendo ali até 1943, quando passa a colaborar com a revista Diretrizes, de Samuel Wainer.

Entra nos Diários Associados e, sob o comando de Assis Chateaubriand, é mandado para a Itália, para cobrir a Força Expedicionária Brasileira – FEB, entre setembro de 1944 e maio de 1945, fixando suas atividades de repórter, que consagraria, em definitivo, sua biografia de jornalista e de intelectual.

A obra de Joel Silveira mereceu, pelo seu conjunto, o Prêmio Machado de Assis, da Academia Brasileira de Letras. O jornalista e escritor sergipano recebeu outros prêmios, de entidades que reconheceram os seus textos como documentos a vida e da história do Brasil. Joel Silveira morreu aos 88 anos, próximo dos 89, no dia 15 de agosto de 2007 e seu corpo foi cremado, no Rio de Janeiro.

Texto e imagem reproduzidos do site: grupotiradentes.com

Nova publicação da Edise trata dos indígenas Kiriri

Ane Mecenas é autora do livro (Foto: Edise)

Publicado originalmente no site do Portal INFONET, em 5 janeiro de 2021

Nova publicação da Edise trata dos indígenas Kiriri

 ‘O Trato da Perpétua Tormenta: a conversão Kiriri nos sertões de dentro da América Portuguesa’, da sergipana Ane Mecenas é a nova obra da Editora Diário Oficial de Sergipe – Edise.

O livro trata da conversão dos indígenas Kiriri a partir de missões jesuíticas no “sertão”, localizadas numa configuração geográfica atualmente entre os estados da Bahia e de Sergipe, às margens do rio São Francisco, e do processo de tradução cultural evidenciado pelos esforços do padre jesuíta italiano Luigi Vicenzo Mamiani dela Rovere, que, em duas de suas obras publicadas ‘Arte de Gramática da Lingua Basílica da Naçam Kiriri’ (1698) e ‘Catecismo da Doutrina Christãa em Lingua Basilica da Naçam Kiriri’ (1699), buscou normatizar a língua desse grupo indígena.

Na apresentação da publicação, Mauro Dillmann, da Universidade Federal de Pelotas (RS), chama a atenção para o conjunto documental mobilizado pela autora do livro, que é vasto e proveniente de diversos arquivos no Brasil e em Portugal, indo muito além das obras do padre Mamiani dela Rovere. “Está presente no livro fontes manuscritas, como instruções, projetos, cartas, alvarás, regimentos, e fontes impressas, como inúmeras publicações jesuítas, legislação portuguesa, constituições sinodais e dicionários da época”, destaca.

Ane Mecenas compartilha a investigação que realizou para a obtenção de seu doutoramento em História, na qual buscou identificar e analisar as semelhanças e as diferenças existentes entre as estratégias adotadas primeiramente no litoral (século XVI) e, posteriormente, no sertão (século XVII). Nela, ela visou, ainda, apontar para a conformação, neste espaço, de um modelo de normatização linguística distinto daquele adotado na costa brasileira, a partir da análise de dois instrumentos de catequese escritos pelo padre jesuíta Luigi Mamiani.

Para o presidente da Empresa de Serviços de Sergipe – Segrase, Francisco de Assis Dantas, a obra é de grande importância histórica. “Toda a sociedade sergipana ganha com esta publicação, ela apresenta informações que contribuem com a nossa história, uma colaboração de valor inestimável”.

A tese, agora divulgada sob a forma de livro, conta com três capítulos. O primeiro Ane Mecenas fez uma análise criteriosa de um conjunto variado de fontes, além de ter feito um qualificado diálogo que estabelece com uma bibliografia clássica e recente sobre as temáticas abordadas na tese. No segundo capítulo encontramos a discussão das obras escritas por Mamiani, enfocando o mundo do papel, o mundo do autor e o mundo da recepção.

No último capítulo a autora se propõe a analisar as duas obras do padre Mamiani, considerado as representações de medo, doença, morte, pecado, vício e virtude nelas presentes, cortejando-as com o catecismo capuchinho do padre Bernardino de Nantes, escrito para atender aos objetivos de conversão dos índios Kiriri, bem como as Cartas dos Provinciais da Companhia de Jesus.

Essa é a segunda obra publicada por Ane Mecenas na Edise, no primeiro ela analisou a catequese jesuítica na aldeia do Geru, foi sua dissertação de mestrado. “Na construção do trabalho percebi as conexões entre as aldeias Kiriri administradas pelos padres da Companhia de Jesus e assim pude compreender melhor o processo de conversão”, explica. Sobre trabalhar com a Edise novamente, ela relata que sempre admirou a Editora. “A Edise tem um importante papel na divulgação das obras produzidas em nosso estado e por isso fico muito honrada em poder ter duas obras publicadas pela editora”.

Quando questionada se esperar no futuro lançar nova obra sobre os Kiriris, Ane Mecenas responde que “a tese encerra uma trajetória da minha vida como pesquisadora, claro que a experiência adquirida no processo influenciará os novos rumos, mas creio que ‘O Trato da Perpétua Tormenta’ marca a conclusão de uma pesquisa que fez parte da minha vida por 16 anos”. Devido a pandemia o livro não será lançado individualmente, mas a autora irá divulgá-lo em eventos que ocorram em 2021.

Fonte: Edise

Texto e imagem reproduzidos do site: infonet.com.br

quarta-feira, 23 de dezembro de 2020

Arquidiocese cancela a Procissão de Bom Jesus dos Navegantes

Esta é a primeira vez que não ocorrerá a tradicional celebração.
Foto: Arquivo/Portal Infonet

Publicado originalmente no site do Portal INFONET, em 22 de dezembro de 2020  

Arquidiocese cancela a Procissão de Bom Jesus dos Navegantes

As limitações impostas pela pandemia da Covid-19 levaram a Arquidiocese de Aracaju a cancelar a Procissão do Senhor Bom Jesus dos Navegantes, que estava prevista para o dia 1º de janeiro de 2021.

Os organizadores da tradicional manifestação religiosa, que tem parte de sua programação vivenciada no estuário do rio Sergipe, mantiveram apenas a celebração de uma santa missa (campal) na Colina de Santo Antônio, às 17h.

É a primeira vez, na história da festa, que a procissão deixa de ser realizada. Fontes não oficiais indicam que a celebração de fé acontece há mais de 160 anos, na Arquidiocese.

Fonte: Arquidiocese de Aracaju

Texto e imagem reproduzidos do site: infonet.com.br

sexta-feira, 18 de dezembro de 2020

PL reconhece ‘Unidos Em Asa Branca’ como utilidade pública de SE

Publicado originalmente no site do Portal INFONET, em 17 de dezembro de 2020

PL reconhece ‘Unidos Em Asa Branca’ como utilidade pública de SE

O Projeto de Lei que reconhece a Associação Cultural Artes Cênicas Unidos em Asa Branca como entidade de Utilidade Pública Estadual foi aprovado hoje, 17, na Assembleia Legislativa de Sergipe. A propositura é de autoria da deputada estadual Diná Almeida.

Com 40 anos de história, a Unidos em Asa Branca é famosa não só em Sergipe, mas em todo Brasil, por levar aos palcos a tradição e a beleza das quadrilhas juninas caipiras, preservando suas características clássicas, mas sem deixar de acompanhar a modernidade, com apresentações com coreografias próprias e exclusivas para determinadas músicas, passos ensaiados, apresentação de personagens e até mesmo atuação teatral.

Para Marcos Borges, presidente da Unidos em Asa Branca, ver a Associação ser reconhecida como Utilidade Pública Estadual é motivo de grande alegria: “Para nós que a 40 anos lutamos em defesa da Cultura Sergipana, por meio das Quadrilhas Juninas do estado é algo indescritível. É ver que as dificuldades e todas as batalhas enfrentadas em favor da manutenção de uma das mais tradicionais manifestações culturais sergipanas, valeram a pena. O sentimento é de gratidão a deputada estadual Diná Almeida e a todos os seus pares, que de forma unânime nos concedem esse reconhecimento”.

Autora da propositura, a deputada estadual Diná Almeida destaca a importância do reconhecimento da Utilidade Pública para a Associação: “Com o reconhecimento a Unidos em Asa Branca, que tanto faz pela cultura do nosso Estado, poderá seguir com seus projetos culturais agora com mais segurança, levando o nome de Sergipe para os quatro cantos do país”.

Para se tornar lei, o PL aprovado segue agora para a mesa do governador Belivaldo Chagas, que deve sancioná-lo em breve.

Fonte: Assessoria

Texto e imagem reproduzidos do site: infonet.com.br

quarta-feira, 16 de dezembro de 2020

REGISTRO > Professor da UFS recebe o título de cidadania sergipana (NOV/2020)

Lysandro Borges é professor do Departamento de Farmácia da UFS e está há mais de nove anos em Sergipe. (Foto: Arquivo pessoal)

REGISTRO de publicação do site da UFS, em 5 de novembro de 2020

Professor da UFS recebe o título de cidadania sergipana

A resolução foi votada e aprovada na Assembleia Legislativa do Estado de Sergipe

O professor Lysandro Pinto Borges, do Departamento de Farmácia da Universidade Federal de Sergipe, recebeu o título de cidadania sergipana. A Assembleia Legislativa do Estado de Sergipe (Alese) votou e aprovou ontem, 4, a resolução número 03/2020, que concedeu a entrega do título para o professor.

Lysandro falou que a sensação dessa conquista é de total gratidão. “Agradeço ao povo sergipano que me acolheu há nove anos atrás nesse estado que eu amo. Carrego comigo a sensação de felicidade e dever cumprido a esse reconhecimento”, diz.

O deputado Georgeo Passos foi o autor da resolução que concedeu o título. “O professor Lysandro é responsável por um projeto que contribuiu muito para sabermos os números reais em relação à covid-19, afinal a testagem feita pelo Governo não foi suficiente e o projeto que ele desenvolveu foi muito importante para sabermos o impacto da doença em nosso Estado”.

Sobre o professor

O professor Lysandro Pinto Borges está à frente da Força-Tarefa Covid-19 da UFS, uma iniciativa que tem o objetivo de testar a população sergipana e identificar as pessoas que são assintomáticas em relação ao novo coronavírus.

Ele cita que, como servidor público federal, sempre encampou a ideia de que deveria ajudar a população no lugar onde a universidade está sediada. “Desde o início da pandemia, em meados de abril nós sentimos o dever e a responsabilidade de ajudar a população sergipana. Com isso, nos unimos com seis professores interligados com mais dez universidades do país, para elaborarmos estratégias para ajudar a população sergipana a enfrentar a pandemia do novo coronavírus”, relata.

Lysandro destaca o papel da UFS e a responsabilidade social de exercer a atividade em prol da população para que não houvesse uma saturação dos leitos da UTI no estado. “Nós como docentes vimos a responsabilidade tocar em nossa porta. Então, fomos a campo e visitamos os dez municípios mais populosos do estado e fizemos um inquérito com 4 mil amostras de testagens para dar ao estado embasamento de como enfrentar a pandemia. Posteriormente, foram feitos mais de 17 mil testes, com uma equipe de 10 alunos apoiando”, conta o professor.

Ascom

Texto e imagem reproduzidos do site: ufs.br/conteudo

quinta-feira, 10 de dezembro de 2020

TCE/SE fará sessão especial alusiva ao seu cinquentenário...


Publicado originalmente no site do TCE/SE, em dezembro de 2020

TCE/SE fará sessão especial alusiva ao seu cinquentenário nesta quinta-feira

 Por DICOM/TCE

​Os 50 anos de existência do Tribunal de Contas do Estado (TCE/SE) serão celebrados por meio virtual, nesta quinta-feira, 10, a partir das 9h, quando a instituição realizará uma sessão especial com transmissão ao vivo por meio do YouTube.

Na ocasião, haverá a entrega de medalhas comemorativas a servidores, membros e personalidades que de alguma forma estão destacados na história do Tribunal ou na vida dos sergipanos.

"O Tribunal de Contas de Sergipe chegou ao seu cinquentenário num momento adverso, em meio à pandemia da covid-19, mas não deixaremos de comemorar esta data tão significativa e render as devidas homenagens, ainda que virtualmente”, afirma o conselheiro-presidente, Luiz Augusto Ribeiro.

O presidente lamentou o fato de a pandemia ter inviabilizado o evento presencial, agendado para o último mês de março, quando mais de 500 inscrições já haviam sido confirmadas.

“A ideia do evento no nosso auditório, com palestrantes renomados no âmbito do controle externo, ficou para um momento posterior, quando nossa rotina voltar à normalidade”, acrescenta o conselheiro Luiz Augusto.

Origem

A sessão de instalação do TCE/SE ocorreu no dia 30 de março de 1970, embora sua criação tenha se dado pela Emenda Constitucional nº 2, de 30 de dezembro de 1969, promulgada pelo então Governador Lourival Baptista, em face do recesso compulsório da Assembléia Legislativa Estadual.

A Corte de Contas era constituída pelos juízes Manoel Cabral Machado (Presidente), Juarez Alves Costa (Vice-Presidente), José Amado Nascimento, João Moreira Filho, Joaquim da Silveira Andrade, João Evangelista Maciel Porto e Carlos Alberto Barros Sampaio.

Texto e imagem reproduzidos do site: tce.se.gov.br