quinta-feira, 9 de junho de 2022

Ciclo Junino é tema de exposição na Biblioteca Ivone de Menezes






Crédito imagens: Arte/Ascom/Funcaju

Publicação originária do site PMA, em 8 de junho de 2022

Ciclo Junino é tema de exposição na Biblioteca Ivone de Menezes

Com intuito de promover a cultura popular do Estado e celebrar os festejos juninos, a Biblioteca Municipal Ivone de Menezes Vieira, unidade da Fundação Cultural Cidade de Aracaju (Funcaju), realiza até o dia 8 de julho a exposição “Ciclo Junino, Tradições e Músicas”. A mostra relata o ciclo e suas diferentes formas de expressão.

A mostra, que acontece na área de pesquisa da Biblioteca, é composta por 13 banners, que trazem imagens e textos sobre o ciclo junino desde a sua criação, dando destaque à celebração religiosa, mostrando os santos que fazem parte do ciclo, sem esquecer das crendices e superstições, bem como danças, comidas, fogos e a musicalidade da época. Os visitantes também poderão apreciar durante a exposição, objetos que remetem à cultura junina, como acessórios juninos e livros sobre o período. 

A exposição Ciclo Junino faz parte da programação da Funcaju, que inclui ainda projetos como o São João na Praça, Circular Junino, o Fórum do Forró e muito mais.

A exposição Biblioteca Municipal Ivone de Menezes segue até o dia 8 de julho e o acesso é gratuito. 

Texto e imagens reproduzidos do site: aracaju.se.gov.br

Instituto Banese doa palmeira imperial ao Parque da Sementeira



Publicação compartilhada do site do GOVERNO DE SERGIPE, de 8 de junho de 2022

Instituto Banese doa palmeira imperial ao Parque da Sementeira

A planta foi retirada do Museu da Gente Sergipana por questão de segurança. E como medida de responsabilidade ambiental foi doada ao parque.

Nesta segunda-feira, 06, o Instituto Banese esteve empenhado em uma importante ação de responsabilidade ambiental. No dia seguinte ao Dia Mundial do Meio Ambiente, foi transplantada uma das palmeiras imperiais localizadas no estacionamento do Museu da Gente Sergipana Gov. Marcelo Déda. Agora, a planta de 12 metros de altura compõe a paisagem da alameda principal do Parque Augusto Franco, mais conhecido como Parque da Sementeira. 

O procedimento, que envolveu uma logística de grande porte, foi necessário em virtude do risco iminente tendo em vista a proximidade da palmeira com a rede elétrica de alta tensão. E como medida de compensação ambiental, foi doada ao Parque da Sementeira, administrado pela Prefeitura de Aracaju, através da Empresa Municipal de Serviços Urbanos (Emsurb). 

De acordo com a Diretora Administrativa e Financeira do Instituto Banese, Leila Cruz, a medida foi indispensável e reforça a preocupação do Instituto Banese com o meio ambiente. “O transplante da nossa palmeira ocorreu por motivos de segurança, contudo, consultamos profissionais especializados e adotamos todas as medidas necessárias para garantir sua sobrevivência. Entendemos que o replantio, realizado de forma adequada, é uma ação de sustentabilidade voltada para a preservação da espécie. ”, destaca Leila.

O presidente da Empresa Municipal de Serviços Urbanos, Bruno Moraes, falou sobre essa parceria. “A parceria entre o Instituto Banese e a Emsurb para o transplante da palmeira foi importantíssima. Na Semana do Meio Ambiente, casou a necessidade da retirada da palmeira do museu com a necessidade da Emsurb, que estava com um local adequado disponível para receber mais um exemplar da palmeira, tendo em vista que temos outras no parque da mesma espécie. Dessa forma, todo mundo foi beneficiado: a cidade, o parque, o museu e a própria palmeira implantada, que agora embelezará ainda mais toda essa estrutura que é o Parque da Sementeira”, comemora. 

O procedimento exigiu manejo especializado para garantir a sobrevivência da palmeira e a segurança de todos os envolvidos. Para isso, o Instituto Banese contou com a parceria da Emsurb, da Energisa e da Plantar Paisagismo que realizou a retirada e o replantio, além de acompanhar o transporte e o pós-plantio de modo a garantir a adaptação da planta em seu novo habitat.

Texto e imagens rproduzidos do site: se.gov.br

quarta-feira, 8 de junho de 2022

Sergipe na Segunda Guerra Mundial

Legenda da foto: Jornal 'Folha da Manhã' de 18 de agosto de 1942 (Fonte: IHGS)

Publicação compartilhada do site FAN F1, de 8 de junho de 2022 

STJ discute se Alemanha responde por navio atacado na 2ª Guerra; Costa Sergipana também foi alvo de ataques

Por Antonio Cardoso

A 4ª Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) deu provimento de ações que discutem se a Alemanha deve indenizar os descendentes de pescadores mortos no ataque de um navio em águas brasileiras, no estado do Rio de Janeiro, durante a Segunda Guerra Mundial. A costa sergipana também foi alvo de ataques de submarinos alemães no maior combate bélico da história.

O caso em questão tratado no STJ trata do naufrágio do barco pesqueiro Changri-lá, em que morreram 10 pessoas em julho de 1943, nas proximidades da cidade de Cabo Frio (RJ). Em 2001, o Tribunal Marítimo reconheceu, oficialmente, que a causa do naufrágio foi o torpedeamento da embarcação pelo submarino U-199 alemão.

Com isso, netos e viúvas dos pescadores mortos ajuizaram ação de ressarcimento por danos materiais e morais. No STJ, a 2ª Seção concluiu que Estados estrangeiros não poderiam ser responsabilizados no Brasil por atos de guerra praticados, o que levou à extinção das ações sem resolução do mérito.

Houve, então, recurso ao Supremo Tribunal Federal (STF), que, em 2021, decidiu que "os atos ilícitos praticados por Estados estrangeiros em violação a direitos humanos, dentro do território nacional, não gozam de imunidade de jurisdição".

Sergipe na Segunda Guerra Mundial

A costa sergipana foi palco de diversos ataques de submarinos alemães. Ao todo, segundo o pesquisador e professor Dilton Maynard em entrevista ao portal UFS, foram mais de 500 vítimas que morreram após o ataque e parte desses corpos chegaram à costa da capital sergipana.

A imprensa sergipana da época noticiou o ataque, que mexeu com a vida na capital, que era ainda uma cidade de pequeno porte. “Pense que são mais de 500 pessoas morrendo e parte desses corpos chegando a uma cidadezinha de 50 mil habitantes, onde a coisa mais diferente que havia na rotina do local era o ano novo, ou o carnaval”, afirmou Dilton Maynard.

Aracaju conta ainda com o Cemitério dos Náufragos, localizado na Praia do Mosqueiro, que foi fundado pelo médico Carlos Moraes de Menezes, no ano de 1942 para realizar o enterro dos mortos na praia. A capital contava ainda com a Rodovia dos Náufragos, hoje chamada de Inácio Barbosa.

A decisão judicial sobre o caso do Rio de Janeiro pode reverberar para os naufrágios causados pelos ataques nazistas na costa sergipana.

Com informações do Conjur e Portal UFS

Texto e imagem reproduzidos do site: fanf1.com.br

Homenagem ao cantor ROGÉRIO - Pedro Rogério Cardoso Barbosa (1957 - 2014)

Legenda da foto: Imagem reproduzida da Fanpage no Facebook/RioMar Aracaju e postada pelo blog para ilustrar a entrevista.

Publicação compartilhada do site do Portal INFONET, de 23 de junho de 2002

Rogério: o músico-poeta do País do Forró

Pedro Rogério Cardoso Barbosa. Esse é o nome do cantor e compositor, o músico-poeta idealizador do já consagrado hino dos festejos juninos em Sergipe: ´Sergipe é o País do Forró´. Rogério, nascido no município sergipano de Estância, tem quase 30 anos de trabalho intenso nos palcos de todo o Brasil, representando o nome de Sergipe como ninguém. Apesar de ser mais conhecido pelo seu forró, ele canta de tudo um pouco, trazendo sua paixão pela música desde os 8 anos de idade. “Comecei profissionalmente na música muito cedo, na época do Beatles. Conheci Seu Luiz [Luiz Gonzaga] quando tinha apenas 8 anos de idade e ele é minha grande inspiração”, diz Rogério, que revela agora, com exclusividade ao PAISDOFORRO.COM, um pouco do seu trabalho e de sua vida. 

Por Waneska Cipriano 

PAISDOFORRO.COM – Como surgiu o slogan País do Forró? Como começou tudo isso? De onde veio a inspiração? 

ROGÉRIO – Foi desde quando eu comecei a encarar realmente o forró na veia. Eu já consumia o estilo um pouco, mas na época eu fazia vários estilos. Inclusive nessa época, que eu lançava um trabalho em nível nacional, eu fui muito discriminado por insistir em ter músicas de forró em meu disco. A gravadora não aceitava, achava muito regional. O sul só começou a consumir forró agora, mas na época eles faziam apenas discos direcionados àqueles forrozeiros antigos. Aquela música nordestina cá no canto, sem apreço, praticamente sem respeito nenhum em nível nacional, em nível de mídia. Mas eu já trazia forrós nos meus discos, até por uma questão de insistência, porque eu sentia que cada área do Brasil tem a sua forma, a sua maneira, de se vestir, de dançar, de se curtir música. Nós temos o Rio Grande do Sul, que não consume forró, eles consomem o Vandeirão deles. O Nordeste, inclusive, copiou um pouco isso deles. Não Sergipe, mas Fortaleza copiou um pouco do Vandeirão. Não usou os instrumentos que eles usam lá, nem as fanfarras que eles usam por lá, mas usou a musicalidade do pessoal, fazendo uma mistura de forró eletrônico com Vandeirão. Mas o Rio Grande do Sul não nos consome, pois consome mais a música européia, americana, a música da região deles. É um Estado muito diversificado, com muitos holandeses, uma cultura oficializada, inclusive eles quiseram ser até um Estado independente, lembra? Imagine que até isso aconteceu. Nós aqui ficamos naquela carência de Nordeste, de música de qualidade. Eu, enquanto artista, senti fervilhar na minha veia a pergunta: “Por que não criar alguma coisa para falar da gente, para falar de nós?”. Na época eu estava fazendo os carnavais de Olinda, Recife, Boa Viagem e circulava com o povo todo do forró, tipo Alceu Valença, Nando Cordel, meus parceiros que até hoje compõe comigo, fazem música para eu gravar, coisa assim. Eu viajando, cantando, fazendo os carnavais, fui também a Paraíba. Fui então começando a captar a musicalidade das canções nordestinas.

PAISDOFORRO.COM – Você nessa época, Rogério, já tinha uma boa relação com o sul do país. Tinha um contato na área televisiva com a Xuxa, com a Marlene Matos. Tudo isso facilitou a inserção da música nordestina em nível nacional, não é? 

ROGÉRIO – Justamente. Foi nessa época mesmo que senti essa carência da música nordestina de qualidade no sul do país. Você sabe que eu fui às televisões 10 anos atrás e fiz todas as televisões do Brasil, mas não conseguia cantar o forró, onde o forró existia no meu disco. A gravadora não deixava eu insistir com o forró. Interessante é que a música do vizinho, a Bahia, foi o maior consumo durante 12 anos. Então eu estava nesse contexto quando comecei a ser conhecido no Brasil. Estavam no auge do sucesso Olodum, Banda Mel, Banda Reflexos e eu, Rogério. Um sergipano inserido nesse contexto, no qual o pessoal de algumas gravadoras queria tirar a minha identidade, porque eu estava chegando ao sucesso. Queriam até transferir essa pessoa para a Bahia. Bahia mesmo e tchau! Já se tinha a receita, a fórmula, então vamos por aqui, porque ele tem cara de baiano, tem jeito de baiano, cabeludo, usa brinco, roupona louca, entendeu como é que é? Era aquele estilo meio ´Luiz Calda´, aquela fórmula que se tinha naquela época.

PAISDOFORRO.COM – Interessante você tocar nesse ponto, porque no sul do país – hoje um pouco menos – geralmente quando se fala em Nordeste, todos pensam logo que é Bahia. É Nordeste para eles, é Bahia. Como você fez para quebrar isso com o nosso forró e mostrar que não é Bahia, é Sergipe?

ROGÉRIO – Eu estava realmente nesse contexto e tive que quebrar essa história toda. Quando cheguei de um carnaval de Recife – após ter andado pela Paraíba, conhecido muita gente – eu pensei assim: “Nossa! Nosso Sergipe é pequeno, mas tem uma grandiosidade em relação ao forró”. Aqui é pequeno, mas a gente ver a grandiosidade dos nossos festejos juninos em Capela, Areia Branca, Estância, Japaratuba, Muribeca, dentre outros. Isso começou a se passar pela minha cabeça. Pensei em várias coisas na época, sabe? Daqui há pouco falo sobre essa história do PAÍS DO FORRÓ, certo? Pensei em tantas cidades, como na Paraíba, que só tem forró mesmo em Campina Grande; Pernambuco, que só tem Caruaru; e nós, aqui em Sergipe, temos umas 12 a 15, ou 20 cidades fazendo forró ao mesmo tempo no São João. Então, eu que sempre gostei do meu Estado, lembrei de Ivan Lins dizendo assim: “O amor é meu país. O meu amor é o meu país”. Então eu viajei nessa história e pensei que Sergipe é o meu país. Aqui é o País do Forró. Aqui realmente tem forró, em Capela, Areia Branca, Estância e outras. Na época não coloquei Itaporanga, porque o município não estava nesse auge que está hoje. Mesmo assim, no ano passado eu fiz uma música especialmente para Itaporanga – “Itaporanga é amor…”. Foi aí que fiz uma música para o povo de lá. Então surgiu esse movimento e eu coloquei no disco. Quando cheguei na gravadora, imagine só o empecilho para colocar a música em cena! Mas eu cheguei ao ponto de ter que lutar, lutar mesmo. Isso tem mais ou menos uns 10 anos. Então eu comecei a brigar pelo forró e dizendo a todo mundo que SERGIPE É O PAÍS DO FORRÓ, que era o meu sonho de que um dia acontecesse isso. A gente vem lutando a muito anos para que isso de fato acontecesse. Essa é realmente uma frase que foi inclusive consagrada como um dos mais sugestivos slogans do país, em termo de campanha. Isso me deixa muito feliz. Recentemente mesmo estava vendo uma reportagem no SBT, onde tinha a música Sergipe é o País do Forró ao fundo. A música tocando e falando de Campina Grande, Caruaru, de Sergipe, Capela, Areia Branca e, por sorte minha, tem aquela música assim: “Capela, Areia Branca, Estância é do forró”. É uma coisa que, quando chega para tocar, o povo gosta. Ninguém barra, porque é uma música que praticamente virou o hino de um Estado. Além disso, ela toca em qualquer parte do país, porque é uma música gostosa, não traz nada de briga, bairrismos exagerado. Não! Sergipe é o meu país! É o meu país do forró. Vamos lá, gente boa, porque lá tem forró! Sorrindo, feliz, tranqüilo, para que o povo realmente sinta que a gente é o País do Forró.

PAISDOFORRO.COM – Como você classifica hoje o São João sergipano? Toda a estrutura, organização do evento, ou seja, o São João de uma maneira geral.

ROGÉRIO – Eu acho que, por levar esse título de ´País do Forró´, deveria-se – não é eliminar o que vem de fora, pois todo mundo tem seu espaço – priorizar a galera sergipana que faz um trabalho sério. Não é também qualquer pessoa. Só porque é sergipano tem que está ali? Não é nada disso não. As pessoas que fazem um trabalho de responsabilidade, que têm um compromisso com a música, que defendem o Estado, que vão à luta para fora do Estado dizendo, por exemplo, faça de conta que eu sou “Paulo” (produtor) falando de Rogério, e comentando que Rogério é um cara que segura a onda dele e aonde ele vai fala o tempo inteiro que Sergipe é o País do Forró. Isso sem interesse de posto, de cargo, de nada. O meu cargo, o meu partido é o Partido Musical Brasileiro – PMB, está me entendendo? E sergipano mais ainda! A minha briga, a minha luta, é para que a gente seja valorizado, porque sem valor, sem requisitos para se manter um trabalho elevado, sem recursos financeiros, é difícil se realizar um bom trabalho. Existe uma diferença de educação e formação financeira. Você pode ser uma pessoa pobre e ser educada. As pessoas têm que entender que música não se faz assim, do nada, em um piscar de olhos. Não, não é assim. Existe todo um processo que faz da música hoje uma das coisas que traz dinheiro a um país. Se ela acontece, vai ao ouvido de todos os brasileiros, é uma coisa de consumo. Então, a mídia faz aí sua eleição em cima disso, mas uma eleição totalmente errada. Podia-se colocar assim: “Querem ganhar dinheiro? Então façam uma coisa de qualidade”. Divulgue no mercado, porque faz um efeito bem melhor do que aquela coisa descartável. Primeiro, que ajuda a cultura; segundo, o artista que está dentro daquele contexto e que faz um trabalho sério vai se sentir feliz e estimulado a produzir muito mais. Da forma que está hoje, fica totalmente ao contrário. O artista vai perdendo o tesão, quer fazer um trabalho sério, mas quando olha para frente pensa logo: “Eu? Sozinho contra esse mundo de maré que não é a favor?”. Então acaba morrendo na praia. Só que esse não é o meu caso. Não é mesmo!

PAISDOFORRO.COM – Você está lançando agora seu 10º CD, não é? Fale um pouco desse trabalho.

ROGÉRIO – Esse CD é titulado de “Sergipe é o País do Forró”. Estou querendo lançar esse mês ainda, mas eu estou numa – como a gente chama na linguagem popular – ´pendenga´ de resolver umas coisas aí, porque hoje eu sou um artista independente. Hoje eu não tenho uma gravadora na mão justamente por esse detalhe, por querer forçar a barra do forró. Na época eu não tinha essas condições todas de eu querer forçar a barra do forró. Luiz Gonzaga, que é Luiz Gonzaga, não teve a condição de atingir! Agora é que o povo chama “Seu Luiz! Seu Luiz! Seu Luiz!”. Por que não fez isso quando ele era vivo? A mídia mesmo, a rede Globo, por exemplo. Por que não fez isso quando ele era vivo? Por que não disse assim: “A música brasileira está aqui, dentro desse homem!”. Como fizeram com Tom Jobim, por exemplo. Elegem algumas pessoas, mas tem que se entender que existem outras para se eleger, como foi Luiz Gonzaga. Ele deveria ser mais fortalecido. De qualquer forma, ele é fortalecido um pouco hoje, porque tem a garotada jovem que fez uma mistura, pegou o forró dele e dos meninos de agora. Mesmo assim, acho que deveria falar “Seu Luiz” há muito tempo, ele em vida e ele em morte. Como se fala de Tom Jobim, ele em vida e ele em morte. 

PAISDOFORRO.COM – Qual sua agenda de shows para agora? 

ROGÉRIO – Dois shows na Bahia, Ierecê, Xiquexique; Estância e Areia Branca, dia 23; Forró Caju no dia 28, abrindo para Elba Ramalho; dentre outros, como Rosário do Catete, Encontro Cultural de Estância, etc. 

PAISDOFORRO.COM – Você conheceu Luiz Gonzaga quando tinha 8 anos, não é? Fale um pouco sobre isso?

ROGÉRIO – Sim, é verdade. Comecei profissionalmente na música muito cedo, na época do Beatles. Conheci Seu Luiz [Luiz Gonzaga] quando tinha apenas 8 anos de idade e ele é minha grande inspiração. Ele sempre freqüentava minha terra, Estância. Tinha um amigo dele das antigas que morava lá. Lembro dele tocando a sanfona branca lá na casa de meu amigo. Eu ficava pegando nele, ´corujando´ ele, sabe? Luiz Gonzaga até perguntou para o pai desse meu amigo assim, referindo-se a mim: “Esse moleque aqui, de onde é? Que fica todo dia aqui quando eu venho?”. O pai do amigo respondeu: “É o filho de um amigo meu. Ele gosta muito de música. Ele é o nosso chaveirinho, porque para todo lugar que a gente vai ele vai com a gente”. Eu era muito ligado a essa família, de um pessoal da Bahia, que havia ido morar em Estância e tinha feito grande amizade com minha família. Foi aí que conheci o “Véio Lula”. Após muitos anos vim encontrar com ele aqui, em Aracaju, no Circo Amoras e Amores – naquela época que tinha um circo aqui na praia. Naquele momento fiz a abertura da apresentação com ele e, quando ele me viu – ele já estava com problema no olho, meio cego, já não tocava mais duas horas, apenas uma hora, já cansadinho, velhinho mesmo – ele olhou para mim e eu disse logo: “Seu Lula, o senhor lembra de mim?”. Ele disse: “Meu filho é tanta gente que eu conheço”. Daí eu disse: “Mas o senhor lembra daquele molequinho, que ia lá na casa de seu Nôzinho, em Estância?”. Aí ele se lembrou e disse: “É o velho Nozinho, lá de Salvador, é? Lembro sim. Da época da Rural, em que quando menos se esperava você tava lá no show e seu pai ia te buscar, né?”. Ele então se admirou e disse assim: “E você já está fazendo show assim, é? Abrindo show para mim?”. Eu então falei que cantava aqui em uma casa de show; que já morava em Aracaju; que viajava muito para Salvador, Recife, ao sul do país. Tempos depois ainda fiz mais um show com ele e Nando Cordel lá em Recife, pouco antes de ele morrer. Ele foi para botar a voz com Marinês, com o próprio Nando Cordel, aquela música “A todo mundo dou psiu…”. Um ano depois ele morreu. Quer dizer, morreu não, ele está com a gente. Veja que eu até me arrepio quando falo nele, porque é uma relação de energia mesmo, sabe? Depois de meu pai ele é o homem que me deu a luz. Nunca sonhei com ele, nunca ouvi ele falar ao meu ouvido não, mas eu sinto no meu coração e na cabeça essa energia. Eu sinto que captei alguma energia positiva dele na música. Inclusive, até uma certa feita, quando eu gravava aquela música “Santo forrozeiro é seu Luiz…”, eu me arrepiei como agora, pois ele é o meu pai do forró. Eu me considero um dos discípulos de Luiz Gonzaga. Eu me inspiro nele, o meu canto, a minha voz quando ela entra num clima desse nível aí, sabe? É o que me faz viver e manter essa minha linha de cantar tudo, só não canto blues e opera, ou coisas assim. Eu sempre vivi muita música dentro de casa, muitos discos, muito som na minha cabeça, sabe? Acompanhe mais detalhes dos festejos juninos em Sergipe... 

Texto reproduzido do site: infonet.com.br

 

terça-feira, 7 de junho de 2022

Feira e Festa dos Caminhoneiros 2022, no município de Itabaiana






Publicação compartilhada da Fanpage no Facebook/Governo Municipal de Itabaiana, de 6 de junho de 2022 

Neste domingo (05), segundo dia de programação da Feira e Festa dos Caminhoneiros, aconteceu a tradicional Carreata Mirim. Foram mais de 4.200 crianças inscritas e que percorreram as ruas da cidade com seu caminhão em miniatura.

Cerca de 1.200 caminhões foram cedidos pelo Governo de Itabaiana, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Social.

Ao terminar o percurso, na Praça de Eventos, houve o sorteio de 137 bicicletas doadas por 97 patrocinadores que atuam em vários segmentos na cidade.

Texto e imagens reproduzidos da Fanpage no Facebook/Governo Municipal de Itabaiana

domingo, 5 de junho de 2022

Livro: HISTÓRIAS do meu Pai & ESTÓRIAS por meu pai. PAULO BARRETO

REGISTRO de postagem em 04/06/2022.

Publicação compartilhada do Perfil do Facebook/Pedrito Barreto, de 4 de junho de 2022

'Hoje à noite estarei lá! Paulo Barreto, um grande nome na Cultura Sergipana, em uma obra organizada por sua filha, Magdalena Barreto, e escrita pelo genro, Roberto Calazans de Melo. O Alquimia Cultural está localizado na rua Euclides Paes Mendonça, 560, no Bairro Salgado Filho. @madabarreto' (P.B.)

Texto e imagem reproduzidos do Perfil do Facebook/Pedrito Barreto

Acesse link vídeo do evento no Alquimia:

https://www.facebook.com/100003897880667/videos/1042462686655315/

Programação Completa do FORRÓ CAJU - 2022



Foto: Ana Lícia Menezes

Publicação compartilhada do site da Agência Aracaju de Notícias, de 13 de maio de 2022

Forró Caju 2022: confira a programação do maior evento junino de Sergipe

O prefeito Edvaldo Nogueira anunciou na última terça-feira, 10, a programação completa do Forró Caju 2022, o maior festejo junino de Sergipe. Além de seis dias de apresentações musicais na Praça de Eventos Hilton Lopes, entre os mercados centrais, a programação junina promovida pelo Prefeitura de Aracaju, que vai de 31 de maio a 29 de junho, contará com o Fórum do Forró, o Circuito Folclórico Sergipano e o Circular Junino. A programação junina do município também a inclui o São João na Praça.

Festa tradicional e marcante na vida dos sergipanos, o Forró Caju fomenta diversos setores da cadeia produtiva local, desde bares, restaurantes e ambulantes, a músicos e outros segmentos econômicos que há aguardavam a retomada desse grande evento na capital para impulsionar seus negócios.

Confira a programação completa do Forró Caju 2022:

Shows na praça dos Mercados Centrais

23 de junho

Palco Gerson Filho

18h Trio Ceará

19h Quadrilha Apaga Fogueira

19h 30min Xote dos Meninos

21h Dudu Moral

22h 30min Forró Maturi

00h Luiz Paulo

Palco Luiz Gonzaga

20h Amorosa

21h30 Samyra Show

23h Zé Ramalho

00h30 Targino Gondim

2h Jeanny Lins e Dedé Brasil

24 de junho

Palco Gerson Filho

18h Ararão do Nordeste

19h Quadrilha Unidos em Asa Branca

19h 30min Trio Piauí

21h Valtinho do Acordeon

22h 30min Naurêa

00h Forró dos Vips

18h Ararão do Nordeste

Palco Luiz Gonzaga

Danielzinho Kaceteiro - 20h

Xote Baião - 21h30

Michel Teló - 23h

Margareth Menezes - 00h30

Zezinho da Ema - 2h

25 de junho

Palco Gerson Filho

18h COBRA VERDE

19h QUADRILHA XODÓ DA VILA

19h30 TRIO ITAPOÃ

21h SENA

22h 30min CHIQUINHO DO ALÉM MAR

00h FORRÓ 10

Palco Luiz Gonzaga

João da Passarada - 20h

Mano Walter - 21h30

Jorge de Altinho - 23h

Cintura Fina - 00h30

Lourinho do Acordeon - 2h

26 de junho

Palco Gerson Filho

18h TRIO SIRI NA LATA

19h QUADRILHA ASSUM PRETO

19h 30min OS PÉ DE CANA

21h SERGIVAL

22h 30min NÚBIA FARO

00h FORRÓ CUSCUZ COM LEITE

Palco Luiz Gonzaga

Erivaldo de Carira - 20h

Zé Vaqueiro - 21h30

Luanzinho Moraes - 23h

Fogo na Saia - 00h30

Zueirões do Forró - 2h

28 de junho

18h TRIO BAIÃO DE 3

19h QUADRILHA SÉCULO XX

19h30 TRIO OS TRÊS MOLEQUES

21h LUIZ FONTINELLI

22h30 JOBA RALACOXA

00h VIRGÍNIA FONTES

Palco Luiz Gonzaga

Mestrinho - 20h

Mastruz com Leite - 21h30

Luan Estilizado - 23h

Solange Almeida - 00h30

Cavaleiros do Forró - 2h

29 de junho

Palco Gerson Filho

18h ROBERTINHO DOS 8 BAIXOS

19h QUADRILHA PENEIROU XERÉM

19h 30min REBECCA MELO

21h MIMI DO ACORDEON

22h 30min TRIO SEU BINÁ

00h TRIO AVE RARA

01h30 CORREIA DOS 8 BAIXOS

Palco Luiz Gonzaga

Zé Tramela - 20h

Nattan - 21h30

Adelmário Coelho - 23h

Jonas Esticado - 00h30

Xand Avião - 2h

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Programação Circular Junino

Sábado (18/06)

Orla Pôr do Sol

17h - Trio Pé de Serra

18h30 - Apresentação de Quadrilha Junina

Mercado de Artesanato Thales Ferraz

10h - Apresentação de Quadrilha Junina

Terminal Rodoviário Gov. José Rollemberg Leite (Rodoviária Nova)

11h - Apresentação de Quadrilha Junina

Aeroporto Internacional de Aracaju - Santa Maria

12h - Apresentação de Quadrilha Junina

Orla da Atalaia

17h às 19h - Trio Pé de Serra Itinerante com paradas e performances de quadrilhas juninas em pontos específicos:

Ponto 01 - Feira do turista 1

Ponto 02 - Hotéis da Orla

Ponto 03 - Passarela do Caranguejo

Ponto 04 - Arcos da Orla

Ponto 05 - Lagos da Orla

19h - Apresentação de Quadrilha Junina - Feira do Turista

Domingo (19/06)

Mercado de Artesanato Thales Ferraz

10h - Apresentação de Quadrilha Junina

Terminal Rodoviário Gov. José Rollemberg Leite (Rodoviária Nova)

11h - Apresentação de Quadrilha Junina

Aeroporto Internacional de Aracaju - Santa Maria

12h - Apresentação de Quadrilha Junina

Orla da Atalaia

17h às 19h - Trio Pé de Serra Itinerante com paradas e performances de quadrilhas juninas em pontos específicos:

Ponto 01 - Feira do turista

Ponto 02 - Hotéis da Orla

Ponto 03 - Passarela do Caranguejo

Ponto 04 - Arcos da Orla

Ponto 05 - Lagos da Orla

19h - Apresentação de Quadrilha Junina - Feira do Turista

Segunda-feira (20/06)

Orla da Atalaia

17h às 19h - Trio Pé de Serra Itinerante com paradas e performances de quadrilhas juninas em pontos específicos:

Ponto 01 - Feira do turista

Ponto 02 - Hotéis da Orla 2

Ponto 03 - Passarela do Caranguejo

Ponto 04 - Arcos da Orla

Ponto 05 - Lagos da Orla 

Terça-feira (21/06)

Mercado de Artesanato Thales Ferraz

10h - Apresentação de Quadrilha Junina

Terminal Rodoviário Gov. José Rollemberg Leite (Rodoviária Nova)

11h - Apresentação de Quadrilha Junina

Aeroporto Internacional de Aracaju - Santa Maria

12h - Apresentação de Quadrilha Junina

Orla da Atalaia

17h às 19h - Trio Pé de Serra Itinerante com paradas e performances de quadrilhas juninas em pontos específicos:

Ponto 01 - Feira do turista

Ponto 02 - Hotéis da Orla

Ponto 03 - Passarela do Caranguejo

Ponto 04 - Arcos da Orla

Ponto 05 - Lagos da Orla

19h - Apresentação de Quadrilha Junina - Feira do Turista

Quarta-feira (22/06)

Mercado de Artesanato Thales Ferraz

10h - Apresentação de Quadrilha Junina

Terminal Rodoviário Gov. José Rollemberg Leite (Rodoviária Nova)

11h - Apresentação de Quadrilha Junina

Aeroporto Internacional de Aracaju - Santa Maria

12h - Apresentação de Quadrilha Junina

Orla da Atalaia

17h às 19h - Trio Pé de Serra Itinerante com paradas e performances de quadrilhas juninas em pontos específicos:

Ponto 01 - Feira do turista

Ponto 02 - Hotéis da Orla

Ponto 03 - Passarela do Caranguejo

Ponto 04 - Arcos da Orla

Ponto 05 - Lagos da Orla 19h - Apresentação de Quadrilha Junina - Feira do Turista

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Programação Circuito Folclórico Sergipano

Praça General Valadão

Segunda-feira (20/06)

14h às 18h - Feira de comidas típicas

14h Trio pé de serra

15h30 Trio pé de serra

16h30 Cortejo folclórico (Saída da Praça Fausto Cardoso até a Praça General Valadão)

17h00 Quadrilha Junina

Terça-feira (21/06)

14h às 18h - Feira de comidas típicas

14h Trio pé de serra

15h30 Trio pé de serra

16h30 Cortejo folclórico (Saída da Praça Fausto Cardoso até a Praça General Valadão)

17h00 Quadrilha Junina

Quarta-feira (22/06)

14h às 18h - Feira de comidas típicas

14h Trio pé de serra

15h30 Trio pé de serra

16h30 Cortejo folclórico (Saída da Praça Fausto Cardoso até a Praça General Valadão)

17h00 Quadrilha Junina

Quinta-feira (23/06)14h às 18h - Feira de comidas típicas

14h Trio pé de serra

15h30 Trio pé de serra

16h30 Cortejo folclórico (Saída da Praça Fausto Cardoso até a Praça General Valadão)

17h00 Quadrilha Junina

17h30 Orquestra Sanfônica de Aracaju

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Programação Fórum do Forró

Centro Cultural de Aracaju

Tema geral: O forró como linguagem musical do Nordeste: do tradicional ao moderno nos novos espaços e plataformas

Sub-temas: O forró como representação da música nordestina. Plataformas digitais e novos mercados para o forró. O produto forró nas gravadoras: o regional e o universal.

9h às 13h

- Paulo Matos (idealizador e produtor do Festival Nacional Forró de Itaúnas, o FENFIT-ES)

- Paulo Soares (Diretor de música da Gravadora Kuarup Discos-SP)

15h às 18h

- Anderson Fanta (produtor musical-SP)

- Cleuza Lopez (Tratore-Distribuidora digital de música independente para plataformas digitais-SP)

- Mestrinho (músico e cantor-SE) 18h - Pocket Show de Mestrinho e banda convidada

 *Última atualização em 25 de maio.

Texto e imagens reproduzidos do site: aracaju.se.gov.br

sexta-feira, 3 de junho de 2022

PMA apoia tradicional festejo da Rua São João

Foto: Ana Lícia Menezes

Publicação compartilhada da Agência Aracaju de Notícias, de 2 de junho de 2022

Prefeitura apoia tradicional festejo da Rua São João

O tradicional festejo da Rua São João, que será realizado de 4 a 25 deste mês, contará, mais uma vez, com o apoio da Prefeitura de Aracaju, através da Fundação Cultural Cidade de Aracaju (Funcaju), garantindo a continuidade desse importante evento junino da capital.

Realizado desde 1910, os festejos da Rua São João são marcados pela apresentação de quadrilhas juninas, trios pés de serra e forrozeiros da capital, além da venda de comidas típicas. São 112 anos de muito forró e cultura, perpetuando um dos mais relevantes eventos de rua do estado.

O presidente da Funcaju, Luciano Correia, ressalta que a Rua São João é a gênese da tradição junina na capital. Por isso é fundamental a soma de esforços, para que o Centro Social São João de Deus, que realiza a festividade de forma autônoma, consiga manter a tradição. 

“A Prefeitura é uma parceira permanente da Rua São João. Este ano estamos participando com o apoio à decoração e à cenografia do local e, também, fornecendo a segurança, através da Guarda Municipal, durante os 18 dias de evento. É nossa contribuição para que essa iniciativa cultural continue existindo com força, visibilidade, atraindo turistas e aracajuanos”, afirma. 

Tradição centenária

No último dia 31, foi realizada a solenidade de troca do mastro, marcando o início do mês de junho. A festa teve contou com a animação das bandas Pavio do Forró e Balança Eu e da Quadrilha Século XX. 

Diego Michel Oliveira, presidente do Centro Social São João de Deus, comenta que o apoio da Prefeitura e dos demais parceiros da Rua São João é fundamental para não deixar morrer a tradição. 

“A Rua São João é considerada o ‘Maracanã das Quadrilhas’. É um importante espaço que sempre acolheu e visou os artistas locais. São mais de 11 décadas de tradição, então nossa luta, todos os anos, é para que essa tradição continue viva”, expressa. 

Ainda segundo Diego, este ano o São João será ainda mais especial, pois marca a retomada depois de dois anos difíceis de pandemia. “A Rua São João é muito importante para a cultura e para a economia do bairro. Este ano vamos voltar com tudo, a festa está garantida”, comemora. 

Texto e imagem reproduzidos do site: aracaju.se.gov.br

quinta-feira, 2 de junho de 2022

Maria Feliciana compõe acervo permanente do Museu da Gente Sergipana



Fotos: Ascom/Instituto Banese

Publicado originalmente no site do GOVERNO DE SERGIPE, em 30 de maio de 2022

Maria Feliciana compõe acervo permanente do Museu da Gente Sergipana

Homenagem do Grupo Banese é marcada por inauguração de escultura no tamanho de Maria Feliciana, feita pelo artista plástico Elias Santos

O Museu da Gente Sergipana Gov. Marcelo Déda também é a casa de Maria Feliciana dos Santos, a Rainha da Altura. Foi a sua grandiosidade, não apenas em estatura, mas em talento, força, dedicação e projeção de Sergipe pelo Brasil, que a levaram ao Museu. Sua chegada aconteceu na última sexta-feira, dia 27, data em que completou 76 anos de vida, e quando foi inaugurada uma escultura em sua homenagem.

A escultura retrata os diferenciados 2 metros e 25 centímetros de altura, estatura que Maria Feliciana tinha ao receber o título de mulher mais alta do mundo no Programa do Chacrinha, além da faixa e coroa de Rainha da Altura. Localizada na fachada principal do Museu da Gente Sergipana, a escultura recebe os visitantes que passarão a conhecer mais sobre a trajetória de Maria e sua importância para Sergipe. “A presença de Maria Feliciana no acervo permanente do Museu é justa e merecida. Tudo que Maria representa para o nosso estado agora está eternizado para que as futuras gerações a conheçam e saibam o quanto ela é importante”, afirma o diretor-superintendente do Instituto Banese, Ezio Déda.

Para Maria, sergipana de Amparo do São Francisco, o presente de 76 anos foi o melhor de todos. “Nunca imaginei uma homenagem dessas. É muita emoção tudo isso que o Banese está fazendo por mim. Estou muito feliz com essa festa de aniversário, com meus familiares presentes e meus amigos tocando forró e principalmente com essa escultura igualzinha a mim. Está perfeita. Muito obrigada por reconhecerem a minha história”, agradece.

De acordo com o presidente do conselho deliberativo do Instituto Banese e diretor de finanças, controles e relações com investidores do Banese, Aléssio Rezende, guardar e enaltecer as contribuições que cidadãs, como Maria Feliciana, deram a nossa cultura é preservar a nossa história e potencializar a força da sergipanidade, sempre marcada pela resistência e criatividade. "A genialidade e a capacidade de criação dos sergipanos continuam dando grandes contribuições ao desenvolvimento do Brasil. Por isso, o Grupo Banese não mede esforços para cuidar e divulgar a nossa cultura, com diversos projetos liderados pelo Instituto e o Museu da Gente Sergipana", ressalta o diretor.

Inauguração

O grande momento da homenagem à Maria Feliciana foi a inauguração da escultura, uma surpresa para a homenageada e toda sua família. Além disso, o evento foi de muita celebração porque proporcionou o encontro de Maria com grandes amigos forrozeiros que fizeram parte de sua trajetória enquanto artista de circo e cantora de forró.

O cantor Erivaldo de Carira é um desses amigos de forró e de circo. Acompanhado da sanfona, Erivaldo recordou e fez Maria relembrar os tempos de forrozeira. “O mais lindo de tudo isso é ver que Maria está presenciando esse momento. Muito gratificante porque ela é uma mulher que saiu do interior e se projetou viajando pelo estado e pelo Brasil, sendo coroada como rainha. É um patrimônio vivo, é parte fundamental da nossa história. Foi artista de circo como eu que iniciei nos circos. É uma querida que continua nos emocionando com esse sorriso, essa harmonia. Uma lenda viva do nosso estado”.

A trajetória de Maria contou com pessoas fundamentais para sua projeção nacional, a exemplo de Josa, o Vaqueiro do Sertão, responsável por apresentá-la aos grandes mestres do forró, Dominguinhos e Luiz Gonzaga. A filha de Josa, Joseany DyJosa, esteve presente e falou de sua emoção. “Essa homenagem desperta em mim muita gratidão. São 76 anos que Maria completa e ganha de presente a oportunidade de ficar eternizada. Lá na frente as pessoas que vierem ao museu e olharem para essa escultura irão saber quem foi Maria Feliciana. E conhecendo Maria certamente saberão de Josa o Vaqueiro do Sertão e tantos outros que estiveram com ela e foram tão importantes para a nossa história. Que bom que existe alguém sensível para reconhecer que ela é sergipanidade. Que emoção ela poder ver tudo isso”.

Muitos outros amigos estiveram presentes, como o professor Lula de Carmópolis, que descreveu como mágico o momento de homenagens à Maria. “Posso afirmar que esse momento que o Banese e o Museu da Gente Sergipana oportunizaram à mulher que considero a mais importante desse estado é mágico e indescritível. Do fundo do meu coração digo que a família e os seus amigos forrozeiros agradecem esse gesto que ficará marcado na vida de todos nós”.

Entre o público estavam muitos que conhecem Maria enquanto artista e amiga, mas também marcaram presença os que desejavam conhecê-la, como é o caso do estudante Fabrício Antônio Curvelo Lima, da Escola Professor Antônio Barros, do Município de Boquim. “Conheci Maria hoje e achei muito interessante a sua história. Ainda mais a reprodução dela em uma escultura maravilhosa que mostra exatamente como ela é. Chamou muito a minha atenção e achei merecido demais porque fiquei sabendo a quantidade de coisas importantes que ela fez por Sergipe”.

Nova instalação

A escultura intitulada ‘Maria Feliciana – A Rainha da Altura’ é do artista plástico Elias Santos. O responsável pela obra de arte descreve o processo de criação como sublime. “Foi sublime porque essa obra foi destinada a uma pessoa que está viva. Não por conta da altura apenas, mas por sua capacidade de transitar e permanecer entre grandes artistas brasileiros ela faz parte de uma galeria de heróis sergipanos. Ao pesquisar sobre Maria para iniciar o trabalho a encontrei entre referências mundiais e isso foi contagiante, foi combustível para que fizesse em dois meses uma obra à altura dela. Quando percebi a semelhança fiquei muito feliz porque cumprimos a missão, afinal, sabia que era especial o que o museu preparava para ela. Agradeço muito a oportunidade e a confiança. É histórico para Sergipe, para a família e para mim enquanto escultor”, conta Elias. 

A nova instalação está localizada na área externa do museu e aberta permanentemente a visitação. Ao se aproximar da obra o visitante irá constatar o quanto Maria é grande em estatura e ao acessar as informações disponibilizadas poderá conhecer sua grandiosidade enquanto artista de circo, cantora de forró, jogadora de basquete e sergipana que projetou seu estado pelo Brasil.

Texto e imagens reproduzidos do site: se.gov.br

quarta-feira, 1 de junho de 2022

São João na Praça: confira a programação da primeira semana do evento

Foto: Felipe Goettenauer

Publicado originalmente no site da Agência Aracaju de Notícias, em 31 de maio de 2022

São João na Praça: confira a programação da primeira semana do evento

Após dois anos de pausa necessária dos festejos juninos, devido à pandemia da covid-19, a capital sergipana se prepara para receber, a partir das 16h desta terça-feira, 31, uma novidade na programação: o São João na Praça. O evento vai reunir, na praça General Valadão, no Centro, mais de 40 atrações artísticas, desde shows com artistas locais, trios pé de serra, apresentações de quadrilhas, grupos de cultura popular e barracas de comida típica.

Promovido pela Prefeitura de Aracaju, através de uma parceria firmada com a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Sergipe (Fecomércio), o São João na Praça se estende até o dia 23 de junho.

Na abertura do evento, o público prestigiará a quadrilha Unidos em Asa Branca, que tem mais de 40 anos de história, famosa não só em Sergipe mas em todo Brasil; o Quinteto Sanfônico, formado por Targino Gondim, Cicinho de Assis, Geo Barbosa, Marquinhos Café e Renan Mendes; e o grupo Bobinhos do Forró. Ao longo da semana, a programação contemplará cordelistas, sanfoneiros, escritores e muito mais. 

Confira a programação de 31 de maio a 3 de junho:

31 de maio (terça-feira)

16h – Bobinhos do Forró

17h30 – Quadrilha Unidos em Asa Branca

19h – Quinteto Sanfônico

1º de junho (quarta-feira)

16h Estação Cordel e Cantoria Sesc:

 . Varal de Cordéis

 . Cordelista

 17h30 – Capunga do Forró

18h40 – Josivan do Forró

2 de junho (quinta-feira)

16h Arvoredo Junino do Sesc:

. Procissão dos estudantes de dança do Sesc

17h30 – Besqua

19h – Robson Batinga

3 de junho (sexta-feira)

9h às 17h – O Sesc Comemora: Dia Mundial do Meio Ambiente :

. Árvore Literária

. Contadores de Histórias

. BiblioSesc

. Coral Sesc Juventude

. Escritores

17h – Vagner Lima do Acordeon

18h40 – Narcízio do Forró

20h – Cebolinha e Forró Bis

Texto e imagem reproduzidos do site: aracaju.se.gov.br