quarta-feira, 7 de outubro de 2020

Resenha de “Uma jornada como tantas”, de Francisco Dantas

Sétimo romance do escritor Francisco Dantas,
professor aposentado da UFS
Foto: Adilson Andrade/AscomUFS

Publicado originalmente no site da UFS, em 17 de fevereiro de 2020

Resenha de “Uma jornada como tantas”, de Francisco Dantas

Por Marcio Santana

"Monte na bestinha melada e risque!" Lembram da música? "Vá ligeiro buscar Samarica parteira que Juvita já tá com dô de menino", cantava e contava Seu Lua naquele inesquecível tom improvisado e galhofeiro. A jornada que se narra no sétimo romance do escritor Francisco Dantas, Uma jornada como tantas (Alfaguara, 2019), se passa nesse tempo em que se corria para buscar a parteira, mas é música tocada em uma clave bem diferente.

Pouco ou nada tem de galhofa o que conta o então menino Valdomiro, narrador dessa história ambientada no interior de Sergipe, em 1954. Da primeiríssima à última linha, provamos um gosto de tragédia. Partimos de um “tempo carregado de nuvens cinzentas” e solavancamos o tempo inteiro contra um fato incontornável: uma criança que precisa nascer e não há meios disponíveis.

Valdomiro recebe a missão de acompanhar, de seu fim de mundo a outro, de Borda da Mata até Rio das Paridas, sua mãe de adoção, a Madrinha, com o quarto filho atravessado após um pequeno acidente. Empapada em suor e sangue ela viaja — por falta de qualquer transporte menos inadequado — num carro de bois na esperança de parir e sobreviver se chegar ao seu destino.

Do ponto de vista narrativo, essa poderia ser apenas uma escolha em consonância com a época em que o romance se situa. Mas nas mãos desse escritor que surgiu pronto — celebrado desde seu tardio romance de estreia, publicado aos 50 anos —, é nesse carro de bois que toda a narrativa se pendura, com a tensão galopando quanto menos os animais caminham, e a Madrinha e a madeira das rodas gemem. Esse passo vagaroso ante a urgência das circunstâncias, e outros contratempos vários, fazem com que a angústia cresça na comitiva que acompanha a gestante e, por sua vez, no leitor.

O único modo de lutar contra essa asfixia é ler buscando o desnovelar da trama. Nessa hora, as páginas voam dos capítulos curtos deste romance enxuto, de poucas e decisivas personagens, em que tudo é muito bem aproveitado: as cuidadosas e pormenorizadas descrições dos fazeres da marceneira, pelas mãos de Teodoro, esposo da Madrinha e das partes do carro de bois e da ciência que é a lida com estes bichos, pelas mãos de Zé Carreiro, responsável pela empreitada de transportar a gestante, e outras descrições do tipo não estão ali por enciclopedismo ou registro de obsolescências, mas se prestam a devassar os mundos em que tais figuras habitam em suas atividades diárias, levando-nos a seu passado, suas escolhas, e tudo que acabou por moldar-lhes a fibra.

É depois de passados muitos anos que o narrador está recolhendo as memórias de sua jornada de garoto e buscando transfigurar imagens em palavras. E é curioso o dilema que vivencia com uma culpa que nunca sabemos se é real, objetiva, ou a imaginária de quem, por muito amar, se ressente do rumo que as coisas tomam. Ele constantemente se culpa e se cobra, teme reprimendas, e sente-se inútil por não poder fazer mais.

Sem ativismos e sem fugir à literatura, o livro acaba por demonstrar de forma bastante lúcida a precariedade das condições de vida num ambiente de desmandos por parte daqueles que ocupam o poder sem qualquer preocupação com o povo — chaga ainda muito presente na vida dos brasileiros. É possível enxergar, através dessa história, como claramente tais sujeitos são corresponsáveis pelas aflições narradas no livro e por outras tantas na vida real.

A fragilidade da condição humana se revela de modo sublime pela sinceridade quase cruel do narrador ao expor os conflitos que trava consigo mesmo e com outros, bem como entre aqueles que acompanhavam a Madrinha, especialmente quando a viagem se aproxima de seu término. Mas esse é um daqueles livros cujo final ninguém metido a crítico literário deve antecipar, senão deixar a quem se der ao prazer de ler esta obra. Monte na bestinha melada e risque! Será uma jornada como poucas.

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Marcio Santana Sobrinho é jornalista.

Texto publicado no Jornal da Cidade em 13/02/2020.

Texto e imagem reproduzidos do site: ufs.br

Dr. Milton Dortas de Mendonça

 MILTON DORTAS DE MENDONÇA

"Nasceu em 4 de julho de 1910, em Simão Dias/SE, filho de Alexandre Pinto de Mendonça e Maria Rosa Dortas de Mendonça. Formou-se pela Faculdade de Medicina da Bahia em 14 de dezembro de 1936. Clínico e hansenologista. Atuou em Riachuelo de 1937 a 1957 onde dirigiu o Hospital São Vicente de Paula. Em 1957 ingressou no Serviço Nacional de Lepra. Dirigiu o Hospital Colônia Lourenço Magalhães, em Aracaju, até falecer. Escreveu “Hanseníase no Estado de Sergipe” (1977). Nomeia uma rua no bairro Coroa do Meio. Faleceu em 6 de julho de 1980, em Aracaju/SE, com 70 anos. Sepultado no Cemitério Santa Isabel, Aju/SE".

Fonte texto verbete: academiasergipanamedicina.com.br

Centro de Excelência Milton Dortas, em Simão Dias















Trecho de publicação compartilhada do site GOVERNO DE SERGIPE, em 6 de outubro de 2020

"Para a educação pública isso é um marco”, declara professor durante reinauguração do Centro de Excelência Milton Dortas, em Simão Dias

A unidade de ensino é uma das 60 escolas na Rede Pública de Ensino inseridas no Programa de Recuperação Econômica - Avança Sergipe

Ao ver a escola reformada, o estudante Adolfo Santana do Carmo, aluno do 2º ano do Centro de Excelência Milton Dortas, não poupou elogios. “Estamos mais motivados porque as nossas expectativas foram mais que superadas”, declarou. A unidade de ensino de Simão Dias é referência em educação na cidade desde 1979 e oferta a modalidade de Ensino Médio em Tempo Integral. A escola passou por uma completa reforma e ampliação, num investimento da ordem de R$ 1.547.289,17, permitindo que a unidade escolar se modernize e continue sendo referência na educação.

“Isso que a gente faz é para a população de Simão Dias, para os pais, alunos e professores. Graças a Deus, a gente vai ter uma escola que realmente possa chamar de Centro de Excelência Milton Dortas. Enquanto eu puder, ela vai continuar sendo referência para Sergipe e para o Brasil”, ressaltou Belivaldo Chagas durante a reinauguração nesta segunda-feira (05).

A reestruturação compreendeu intervenções nas instalações elétricas, na casa de gás, construção de vestiários, de cozinha, de refeitório, depósito de merenda escolar perecíveis e não perecíveis e novos sanitários, infraestrutura de acessibilidade, requalificação do sistema hidrossanitário, combate a incêndio e construção de espaços para hortas escolares, além de ampliar a edificação em mais seis salas de aula e com a construção de um auditório.

“É um colégio que orgulha a cidade de Simão Dias, orgulha o estado de Sergipe, a educação pública sergipana, teve um belo desempenho no Ideb em 2017 e 2019 e acreditamos que manterá essa trajetória, porque há um imenso compromisso aqui dos professores, equipe gestora, dos estudantes e da equipe de apoio para ter uma educação pública de qualidade”, destacou o secretário de Estado da Educação, do Esporte e da Cultura, Josué Modesto dos Passos Subrinho.

A comunidade escolar demonstrou satisfação com o investimento do Governo de Sergipe na educação da região Centro-Sul. “Para nós, esse momento é muito gratificante. É, realmente um centro de excelência, com salas climatizadas, refeitório, auditório. Realmente uma infraestrutura pronta para receber nossos estudantes, professores gabaritados, coordenadores maravilhosos e toda uma equipe realmente de referência, onde os estudantes realmente são protagonistas e que fazem acontecer”, avaliou o diretor do Centro de Excelência, Sérgio Santos de Jesus Oliveira.

O coordenador pedagógico, professor Marcos Robério Nobre de Lima, frisou que a reestruturação vai contribuir para a qualidade do ensino e da aprendizagem. “Para a educação pública isso é um marco, pois, ter uma escola com essa estrutura, com uma equipe de trabalho, com material humano que realmente se preocupa e se importa com a educação é, realmente, muito valioso e gratificante. Além disso, hoje possuímos um espaço físico que proporciona atender as novas perspectivas da educação. A aprendizagem não acontece somente dentro da sala de aula, ela vai muito além disso, vai além dos muros da escola e a gente observa que tudo que foi feito aqui vai contribuir diretamente pra que as aulas sejam ressignificadas e possam ser ainda mais explorados tanto pelos professores, quanto pelos alunos”, disse.

Mais obras

Sergipe persegue a Educação como um dos pilares de sustentação da Política de Governo e investe maciçamente em obras de requalificação das unidades escolares. Somente em 2020, mais de R$ 36 milhões foram licitados em reforma, ampliação, serviços de modernização e conservação de 14 escolas da rede estadual e mais uma série de serviços de manutenção em mais de 300 delas. Até o final de 2020, mais oito obras serão entregues à população com investimentos da ordem de R$ 5,5 milhões em obras, além de construção e modernização de quadras poliesportivas multiuso...

Trecho de notícia e imagens reproduzidos do site: se.gov.br

Lula Ribeiro fará live com Regina Souza e Primeiro Ato

O Projeto “Lula Ribeiro convida”,
 agora está também no Instagram 
Foto: Illana Lansky 

Publicado originalmente no site do Portal INFONET, em 6 outubro de 2020

Lula Ribeiro fará live com Regina Souza e Primeiro Ato

O Projeto “Lula Ribeiro convida”, agora está também no Instagram, onde o cantor e compositor Lula Ribeiro, se apresenta em uma Live toda sexta-feira, a partir das 19h, sempre com convidados especiais. Nas próximas semanas, Lula terá sempre um convidado da música e um outro da dança. Nessa sexta, dia 09 de outubro, as participações serão da cantora Regina Souza, e da bailarina Sofia Barbi, do Primeiro Ato Centro de Dança, que dançará uma canção do Lula.

Nessa versão do Projeto apresentada desde abril, durante a quarentena, o Lula já contou com as participações dos amigos Kleiton Ramil, Marco Lobo, Zé Renato, Zeca Baleiro, Flavio Venturini, Celso Fonseca, João Suplicy, João Ventura, Claudio Nucci, Samba do Arnesto, Titane, Paula Santoro, Cecelo Frony entre outros.

No show, Lula Ribeiro interpretará músicas de sua discografia, com destaque para o mais recente CD “O amor é sempre assim”, onde apresenta parcerias com grandes nomes da nossa música, como Zeca Baleiro, Vander Lee, Alexandre Nero, e outros, e receberá a cantora Regina Souza e a bailarina Sofia Barbi, fazendo o encontro da música com a dança.

O show é uma celebração musical, para o público vivenciar do aconchego dos seus lares, o momento especial da carreira desse artista sergipano, radicado há 34 anos nas cidades do Rio de Janeiro e Belo Horizonte.

LULA RIBEIRO

Cantor e compositor sergipano, começou sua vida musical, na sua cidade natal Aracaju (SE), participando de shows coletivos com outros artistas sergipanos. Lançou os cd´s “Cajueiro dos Papagaios” em 1986, “Janeiros” 1993, O Sono de Dolores em 1996, “Muito Prazer” em 1999, “Algum Alguém” em 2002, “Palavras que não dizem tudo”, lançado também em DVD, no ano 2008. Esse trabalho gravado ao vivo, conta com as participações especiais de Moska e Luiz Melodia.

Em 2009 apresentou o show “Palavras que não dizem tudo”, com o Projeto Música na Urna, contando com as participações especiais do grupo A Cor do Som, Kleiton & Kledir, Doces Cariocas; Edu Krieger, Vander Lee, Zé Renato, Sá & Guarabyra e Bossacucanova, embrião do projeto “Lula Ribeiro Convida”, lançado em 2010 em Belo Horizonte e há três anos também em Aracaju,  onde já recebeu Flavio Venturini, Zeca Baleiro, Vander Lee, Fernanda Takai, Flávio Renegado, entre outros. No momento está divulgando seu novo CD “O amor é semprte assim”, com produção do baixista Arthur Maia, onde apresenta parcerias com Zeca Baleiro, Vander Lee, Pierre Aderne, Gabriel Moura, Paulinho Pedra Azul, entre outros, e participações especiais de Zeca Baleiro, Chico César, Fernanda Takai, Flavio Venturini, Flávio Renegado, Tony Bellotto, Marcos Suzano, e muitos outros grandes músicos brasileiros.

SERVIÇO

Lula Ribeiro faz Live com participações de Regina Souza e Primeiro Ato Centro de Dança

Dia: 09 de outubro (sexta-feira), às 19h

Instagram @lularibeiro

Texto e imagem reproduzidos do site: infonet.com.br

segunda-feira, 5 de outubro de 2020

Corpo de Bombeiros comemora 100 anos


 






Publicado originalmente no site CBMSE, em 30 de setembro de 2020

Corpo de Bombeiros comemora 100 anos com diversas atividades

Em comemoração ao seu aniversário de 100 anos, neste 1º de outubro, o Corpo de Bombeiros Militar de Sergipe (CBMSE) promove uma série de atividades no decorrer deste mês. Por conta das restrições decorrentes da pandemia, as celebrações que tinham sido planejadas passaram por adaptação, mas sem deixar perder o brilho que merece o centenário desta instituição que vem, ao longo de sua história, cumprido com excelência a missão de salvaguardar a vida, o meio ambiente e o patrimônio.

Nesta quinta-feira (1º), por volta das 7h, houve uma corrida simbólica partindo do Departamento de Ensino, Pesquisa e Instrução (Depi), bairro Getúlio Vargas, até o Quartel do Comando Geral (QCG), em Aracaju/SE. Em seguida, foi feito o hasteamento do pavilhão nacional, um sobrevoo do Grupamento Tático Aéreo (GTA) com homenagem à corporação e culto evangélico, no pátio do QCG.

Às 10h, aconteceu uma missa alusiva ao centenário na Catedral Provisória da Diocese de Aracaju, localizada na Rua Propriá, Centro. À noite, a partir das 19h, o CBMSE realiza, por meio do seu canal no YouTube, uma live musical com a Banda da corporação e participação especial do cantor Sena e do sargento BM Rubenslandy Nunes. Na oportunidade, militares do Corpo de Bombeiros serão agraciados com medalha de mérito.

Para o comandante-geral do CBMSE, coronel Alexandre José, é uma honra participar deste momento histórico e dar continuidade ao legado de coragem, dedicação e persistência dos bombeiros que ajudaram a construir a trajetória de sucesso da corporação.

“Tenho orgulho em fazer parte desta história e me sinto desafiado a desenvolver ações que fortaleçam nossa capacidade operacional, além de avançarmos em nossa estrutura organizacional, própria e robusta. A vontade de querer ver a corporação crescer ainda mais nos impulsiona e o empenho com que a tropa tem conduzido sua missão nos dá esperança de que estamos no caminho certo, trilhando um futuro melhor para os próximos 100 anos”, diz.

Além das atividades do dia 1º, está previsto para o mês de outubro o lançamento de um selo comemorativo e de um e-book com a história dos 100 anos da corporação, além de uma formatura para conclusão do Curso de Formação Soldados no dia 15.

Por Danielle Azevedo

Texto e imagens reproduzidos do site: cbm.se.gov.br

Alese aprova Projeto que valoriza e estimula a Literatura de Cordel

Foto: Valesca Montalvão

Publicado originalmente no site do CINFORM, em outubro de 2020

Alese aprova Projeto que valoriza e estimula a Literatura de Cordel

Da Redação

Sergipe terá lei que cria o Dia Estadual dedicado à Literatura de Cordel e institui mecanismos de valorização e estímulo a essa forma tradicional de escrever poesia. O projeto de Lei foi uma iniciativa do deputado estadual Iran Barbosa, do PT; foi construído em diálogo com cordelistas de Sergipe; e foi aprovado na Assembleia Legislativa de Sergipe (Alese), na sessão desta quarta-feira, 30.

O Projeto de Lei Nº 104/2019, aprovado por unanimidade, institui, no âmbito do Estado de Sergipe, o 19 de julho como Dia Estadual da Literatura de Cordel, além de determinar outras providências que buscam reconhecer, valorizar e estimular a Literatura de Cordel.

A data é uma homenagem a um dos grandes ícones do Cordel em Sergipe e no Brasil, João Firmino Cabral. Foi nesse dia em que o sergipano, patrono da primeira Cordelteca do país, que funciona na Biblioteca Pública Clodomir Silva, tomou posse na Academia Brasileira de Literatura de Cordel. A propositura aguarda sanção do governador do Estado.

Segundo Iran, o projeto tem como objetivo preservar e manter viva a Literatura de Cordel, tendo sido fruto de uma construção coletiva.

“O projeto nasceu do diálogo e da fundamentação construída pelos próprios cordelistas e eu fui apenas o porta-voz deles, inicialmente na Câmara Municipal de Aracaju, quando instituímos o Dia Municipal da Literatura de Cordel, e, agora, na Assembleia Legislativa. Portanto, o seu conteúdo reflete o desejo e as necessidades desses poetas e artistas populares. Fico muito feliz de que o projeto tenha sido aprovado com o reconhecimento unânime dos colegas parlamentares, reforçando a importância da matéria para a Cultura do nosso estado e para o fortalecimento do Cordel, que é uma marca da nossa gente”, comemorou Iran Barbosa.

Sobre a aprovação do Projeto de Lei, a cordelista Izabel Nascimento comentou que “uma lei que fortalece o Cordel em Sergipe é muito importante, principalmente num momento em que a cultura se faz ainda mais necessária nas sociedades. O deputado Iran Barbosa sempre atento aos caminhos do Cordel em nosso Estado, é também grande defensor desta nossa tradição poética”.

Sobre o projeto

Além de instituir o Dia Estadual da Literatura de Cordel, o Projeto aprovado prevê a realização de atividades destinadas a refletir sobre a importância histórica da Literatura de Cordel para as cidades, para o estado, para o Nordeste, para o Brasil e para o mundo; prevê, também, a promoção de atividades referentes à contribuição dos cordelistas à cultura nacional, regional e local, em especial, a contribuição de João Firmino Cabral, grande nome da cultura popular sergipana, reconhecido nacionalmente.

A propositura promove a Literatura de Cordel como patrimônio do povo brasileiro e sergipano; incentiva o ensino e o aprendizado da Literatura de Cordel; e estimula o debate sobre a importância da Literatura de Cordel na formação social, cultural e política do povo brasileiro, especialmente, do povo nordestino e sergipano.

O Projeto aprovado prevê também o incentivo à divulgação da Literatura de Cordel nas escolas públicas e nas atividades de educação, cultura e turismo do estado, como legítima e necessária manifestação da cultura popular; o estabelecimento de  parcerias com órgãos e instituições públicas e privadas, organizações sociais, sindicatos, associações e entidades da sociedade civil com vistas a promover a Literatura de Cordel e as manifestações culturais ligadas a ela; e incentiva as publicações de cordelistas através de iniciativa dos Poderes Públicos Estaduais.

Fonte: ALESE

Texto e imagem reproduzidos do site: cinform.com.br

domingo, 4 de outubro de 2020

Os Torpedeamentos que Levaram o Brasil à Guerra (Relatos Jornalísticos)


Publicado originalmente no Facebook/Antônio Corrêa Sobrinho, em 03/10/2020

AMIGOS, na próxima semana, se tudo der certo, no site www.antoniocorreasobrinho.com, estará disponível a todos, gratuitamente, o e-book OS TORPEDEAMENTOS QUE LEVARAM O BRASIL À GUERRA (Relatos Jornalísticos). No momento, apenas a Capa e minha simples Apresentação. É conteúdo que pertence a todos nós. Abraço.  

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APRESENTAÇÃO

Dou continuidade ao meu propósito de reunir narrativas jornalísticas de acontecimentos significantes da história de Sergipe, meu pequeno e amado torrão, apresentando, neste feito, o noticiário da imprensa nacional sobre os torpedeamentos e consequentes afundamentos dos navios da Marinha Mercante do Brasil: BAEPENDI, ARAQUARA, ANÍBAL BENÉVOLO, ITAGIBA e ARARÁ, pelo submarino alemão U-507, ocorridos nos dias 15, 16 e 17 de agosto de 1942, nas proximidades do litoral nordestino, entre os estados de Sergipe e Bahia, em que mais de 600 cidadãos brasileiros – adultos, idosos e crianças, civis e militares, passageiros e tripulantes - perderam as preciosas vidas, além de produzir gigantesco e irreparável prejuízo material.

Como sabemos, em resposta ao atroz atentado, o governo brasileiro, sob o comando de Getúlio Vargas, que, pressionado pela população brasileira, ainda no correr daquele infausto agosto, no dia 22, declarou o estado de beligerância e, no dia 31, decretou o estado de guerra com a Alemanha e a Itália, as potências nazifascistas, formadoras, junto com o imperial Japão, da chamada “Aliança do Eixo”, ou simplesmente “Eixo”, protagonistas, desde 1939, do grande conflito armado com as “Nações Unidas”, os países “Aliados”.

 É a coleção que ora anuncio, formada basicamente de textos publicados na época dos afundamentos dos navios acima mencionados. São notícias, narrativas, sobre os ataques, a identificação dos vapores bombardeados; as listas de tripulantes e passageiros vitimados; entrevistas com náufragos sobreviventes; atos e decisões governamentais; repercussão na mídia nacional e  internacional; as campanhas promovidas; a memorável e histórica manifestação da sociedade brasileira, nos seus mais diversos setores e seguimentos, liderada incialmente pelos estudantes universitários, de pesar, pelos compatriotas, inocentes e indefesos, assassinados de forma vil e covarde, e de aversão e ódio aos autores nazistas, esta que talvez tenha sido a mais grandiosa, abrangente e eloquente expressão de patriotismo e de solidariedade que se tem notícia na nossa história, que, sem sombra de dúvida, foi a força motriz que levou o Brasil à Guerra. 

 Compõem também este conjunto de textos, ricos editorais e valiosas opiniões, belas crônicas, duas poesias, discursos, material que fui buscar nas páginas octogenárias de jornais e revistas do norte e sul do Brasil: Correio da Manhã (RJ), Jornal do Brasil (RJ), Folha da Manhã (SE), Diário de Pernambuco (PE), O Globo (RJ), A Ordem (RN), Folha de S. Paulo (SP), O Dia (PR), A Notícia (SC), Reação Brasileira (RJ), Correio do Povo (SC), O Jornal (RJ), Correio do Paraná (PR), Rio Engrenes (PR), Diário de Notícias (RJ), A Manhã (RJ), Vamos Ler! (RJ), Correio Paulistano (SP), Carioca (RJ), Monitor Mineiro (MG), Revista Marítima Brasileira (RJ), Entre-os Jornal (RJ), O Estado de S. Paulo (SP), Jornal das Moças – Ilustrada (RJ), Noite Ilustrada (RJ), Revista da Cruz Vermelha Brasileira (RJ), Diário Carioca (RJ), Lavoura e Comércio (MG), O Radical (RJ), Jornal do Estado de Mato Grosso (MT), Gazeta do Piauí (PI), Visão Brasileira (RJ) e O Brasil de Hoje, de Ontem e de Amanhã (RJ).

 Permitam-me, aqui, salientar que o afundamento destes cinco vapores da nossa cabotagem, em agosto de 1942, ato praticado pela primeira vez em nossas águas territoriais, a poucas milhas da costa brasileira, quando nossa Marinha Mercante já havia perdido 12 dos seus navios, para o Eixo, atacados em águas do Atlântico Norte -, muito consternou e revoltou profundamente a nação brasileira, porém, mais ainda o povo sergipano, que assistiu, num modo de dizer, a porta da frente do seu território ser por destino palco da mais ignominiosa afronta ao Brasil; povo que, das centenas de compatriotas brasileiros mortos, teve dezenas de seus concidadãos sergipanos submergidos para sempre nas suas próprias águas marítimas, a maioria estava a bordo do Aníbal Benévolo. Sergipanos, que presenciaram, atônitos, perplexos, impotentes, as areias de suas praias pontilhadas de despojos, de restos dos navios, cadáveres; os sergipanos, que acolheram e cuidaram de tantos náufragos sobreviventes, feridos e doentes, e que deu seu chão por sepultura a muitos corpos de almas abruptamente retiradas da existência física pelos asseclas de Hitler.

 A Folha da Manhã, na sua edição de 18 de agosto de 1942, escreveu: “Sergipe, nunca em sua vida presenciou no seu território uma cena tão triste como a que está presenciando nestes dias”. Reafirmamos o dito supra, mesmo passados quase 80 anos, dizendo mais: nada marcou mais a história de Sergipe, notadamente a da sua capital Aracaju, do que esse terrível acontecimento, com seus reflexos e consequências.

 Dizer que os textos foram atualizados ortograficamente e que, na parte final do e-book, juntei fac-símiles de jornais e introduzi índice remissivo.

 Penso ter resumido, neste trabalho, o que noticiou a imprensa nacional sobre este majestoso momento vivido pela nação brasileira, para que seja lido por esta e pelas futuras gerações dos filhos da minha Pátria.    

 Concluo, agradecendo à Biblioteca Nacional (BN), a Universidade Federal de Sergipe (UFS) e aos jornais O Globo, Folha de S. Paulo e Estado de S. Paulo, pela disponibilização dos seus acervos. E ao meu filho Thiago, pela diagramação e capa.

Aracaju/SE, outubro de 2020.

Texto e imagem reproduzidos do Facebook/Antônio Corrêa Sobrinho

quarta-feira, 30 de setembro de 2020

Cine Drive in Museu da Gente



Cine Drive in Museu da Gente tem nova programação para o próximo fim de semana

Ingressos à venda no sympla.com.br para a programação de 02 a 04 de outubro

O projeto Cine Drive in Museu da Gente, realizado pelo Instituto Banese e a Casa Curta-se, com a promoção do Museu da Gente Sergipana Gov. Marcelo Déda e da AvBr Produções, segue aos finais de semana com uma diversidade de filmes que contemplam os mais diversos públicos. Além de ajudar a matar a saudade dos telões, a alternativa para quem ainda prefere não frequentar as salas de cinema convencionais oferece um ambiente confortável e seguro, seguindo todos os protocolos sanitários.

 No próximo final de semana, de 02 a 04 de outubro, serão oferecidas seis sessões, às 18h e às 20h10 nos três dias. A iniciativa preza pela diversidade cinematográfica mundial, incluindo filmes brasileiros e produções sergipanas, além de infantis. A programação completa, a classificação indicativa e sinopses estão disponíveis no site do museu (www.museudagentesergipana.com.br), no Instagram @museudagentesergipana_oficial, @cinedriveinmuseudagente e @avbrproducoes.

A compra dos ingressos é feita através da plataforma on line Sympla (www.sympla.com.br), no evento denominado Cine Drive in Museu da Gente, no valor de R$ 50,00 por veículo. As vagas são limitadas a 26 veículos por sessão e cada carro pode ter no máximo 4 pessoas. Toda a renda da venda dos ingressos é revertida para a Casa Curta-se e AvBr Produções. Durante o horário de exibições o Café da Gente funciona com todas as medidas de segurança e com um cardápio especial de lanches de cinema, a exemplo do cachorro quente do parque, pipoca, mini coxinhas, dentre outros, com direito a opções de combos.

O Instituto Banese é uma associação mantida pelo Banco do Estado de Sergipe e por suas empresas relacionadas: Sergipe Administradora de Cartões e Serviços Ltda (SEAC), empresa que administra o cartão de crédito Banese Card e a rede de adquirência TKS, e Banese Administradora e Corretora de Seguros.

Confira a programação completa (02 a 04/10), clicando no link abaixo:

http://www.museudagentesergipana.com.br/

Família Celi

Publicado originalmente no site do JORNAL DA CIDADE, em 28/09/2020

Família Celi na nossa capa da semana
Do Caderno TB - Thaís Bezerra/Jornal da Cidade

Filhos empreendedores e netos que edificam, continuam a exercer a simplicidade que aprenderam com o exemplo do pai/avô

Seguimos homenageando pessoas que iluminaram capas do Caderno TB, ao longo dos 42 anos de jornalismo. Hoje, essa foto super especial do álbum da Família Celi, colorizada pelo jornalista e ator Pedro Carregosa. Através do trabalho, expertise e visão empresarial, Luciano Barreto é um gigante que contribui com o desenvolvimento urbano e realiza sonhos de dezenas de milhares de famílias. Filhos empreendedores e netos que edificam, continuam a exercer a simplicidade que aprenderam com o exemplo do pai/avô.

Sempre com o apoio da esposa e amuleto, Maria Celi, que deu nome ao início do seu império. Fez oitenta anos com saúde, energia e ampliou o significado de construir! Recebeu do saudoso filho, a semente para criar um projeto valioso, o Instituto Luciano Barreto Júnior - ILBJ, fundado em 2003, para atender ao sonho dele, de promover a infoinclusão de milhares de jovens sergipanos, através de cursos profissionalizantes. Um exemplo para ser admirado e seguido!

Texto e imagem reproduzidos do site:  jornaldacidade/thais-bezerra

"A Santinha do Novo Horizonte" novo livro do prof. Dr. Claudefranklin Monteiro

Capa do livro "A Santinha do Novo Horizonte"
 (Imagem: Reprodução)

Claudefranklin Monteiro (Foto: Arquivo Pessoal)

Publicado originalmente no site CLICK SERGIPE, em 17 de setembro de 2020

"A Santinha do Novo Horizonte" novo livro do prof. Dr. Claudefranklin Monteiro

No próximo dia 30 de setembro, o professor Dr. e historiador Claudefranklin Monteiro estarão lançando seu oitavo livro ‘A Santinha do Novo Horizonte’.

O livro traz uma síntese biográfica da Padroeira das Missões, conta a história do Bairro Novo Horizonte, em Lagarto-SE, da evangelização católica do lugar, da construção da igreja e da criação da Paróquia dedicada à Santa Teresinha do Menino Jesus. Além de testemunhos de vocações religiosas e sacerdotais e de pessoas que alcançaram graças por sua intercessão.

Claudefranklin Monteiro disse que está muito feliz com o novo trabalho, que é um preito de devoção e de gratidão. Agradece a todos que colaboraram com a pesquisa, de modo particular, aos moradores do bairro e ao Padre Carlos Alberto Assunção pelo apoio incondicional.

‘A Santinha do Novo Horizonte’ será lançado ao final da última noite do Novenário e Festa de Santa Teresinha, 30 de setembro de 2020. Em razão da pandemia, o lançamento ocorrerá de forma remota pela canal Youtube Paróquia Santa Teresinha – BNH, à partir das 19h.

O autor irá doar a maior parte dos exemplares à comunidade, cujos valores das vendas serão revertidos para as necessidades materiais da Paróquia de Santa Teresinha do Menino Jesus e da Sagrada Face.

A versão impressa estará disponível à venda na Secretaria da Paróquia e na Livraria Adhonai. A SANTINHA DO NOVO HORIZONTE também terá uma versão em e-book, que pode ser adquirida gratuitamente pelo portal da Editora Criação: http://editoracriacao.com.br.

Texto e imagens reproduzidos do site: clicksergipe.com.br