sábado, 5 de dezembro de 2015

Cajus de Aracaju

Foto: Márcio Dantas/Brasil em Imagens.
Reproduzida do site: lugarperfeito.com

Sabor Sergipe




Sabor Sergipe.

Fruto dessa interação constante com a natureza, os sergipanos cultuam os frutos do mar e crustáceos em sua culinária. Geralmente, todo sergipano conhece o ritual e tem habilidade para quebrar a carapaça e saborear a suculenta e adocicada “carne” do caranguejo. Da mesma forma com outros crustáceos como o siri, o guaiamu, o aratu (com o qual se prepara o tradicional catado), os deliciosos camarões e também o molusco sururu, dentre outros, além da farta opção de peixes encontrados no litoral sergipano. Justamente por essa riqueza é que a culinária é tão importante em nossa cultura.

Texto: Hugo Sídney Brandão.
Fotos: Márcio Dantas/Brasil em Imagens.
Reproduzidos do site: lugarperfeito.com

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Município de Propriá



Município de Propriá - Sergipe.

(...) Fazendo divisa com o estado de Alagoas, de Propriá é possível ver ao longe a cidade de Penedo/AL. Conhecida por sua historicidade, Propriá ainda mantém suas praças com coretos e boa parte dos casarios que compõem o centro histórico da cidade, remontando os anos idos do século XVII, quando uma missão jesuítica para catequização indígena fez com que as naus portuguesas aportassem nas terras que foram chamadas de “Urubu de baixo”. Ainda bem que esse nome não vingou. Não faz jus à beleza da cidade que parece emergir do próprio rio. Talvez por isso, não se sabe ao certo, quando foi elevada ao posto de Vila, a cidade passou a chamar-se Propriá.

E durante muitos anos, a cidade foi uma das mais desenvolvidas do estado, chegando a ocupar o posto de 2ª cidade mais rica de Sergipe. Seu comércio sempre foi muito forte e até os dias de hoje, quando a cidade já não vive mais um período de grande negócios, a área comercial ainda é o principal centro da cidade.

Apesar da força de sua história ainda estar presente na cidade, atualmente, a vocação turística de Propriá se dá exclusivamente por conta do seu visitante mais ilustre: o Rio São Francisco. O “Velho Chico”, como é chamado pelos locais, corta toda a divisa ao norte do estado e o município de Propriá fica na parte mais próxima de onde o rio deságua para o mar. O São Francisco também é responsável pela travessia entre os estados, afinal, mesmo com a ponte ligando Sergipe e Alagoas, o trajeto feito de barco até Penedo é a forma mais rápida de chegar ao município alagoano. Além disso, o passeio pelo rio rende belas paisagens e um momento de tranquilidade e contemplação, durante alguns minutos de viagem.

O rio também é o cenário da principal festa da cidade: a procissão marítima de Bom Jesus dos Navegantes. Esta tradição religiosa data de centenas de anos na cidade de Propriá e atrai milhares de pessoas de municípios circunvizinhos e também da capital Aracaju; além de turistas, na busca de conhecerem as principais tradições sergipanas. A festa acontece sempre no início do mês de Janeiro e conta com uma processão de barcos que se enfeitam para seguir o padroeiro local, sempre na fé de que irá protegê-los e abençoar o rio, que é fonte de renda para dezenas de famílias locais que vivem da pesca.

Mas, se, de repente, você estar apenas de passagem por Propriá, não deixe de dar uma paradinha, mesmo que seja rápida, para comprar um dos doces locais. O doce de batata doce é um dos mais famosos da região e, como este, também outros sabores vão fazer você se deliciar com a culinária local. Com certeza, sua passagem pelo local será ainda mais doce! (...).

Texto e imagens reproduzidos do blog: blogcelihotel.wordpress.com

Artesanato de tradição: um pouquinho de Sergipe para levar pra casa


Fotos: site Turismo Sergipe e Infonet.

Artesanato de tradição: um pouquinho de Sergipe para levar pra casa

(...) Em Sergipe você vai encontrar os mais variados tipos de renda, a depender da região do estado onde ela seja produzida. Esta é uma curiosidade que poucas pessoas sabem. Na verdade, a produção da renda tornou-se uma característica e uma identidade para a região onde ela surge; e isto faz com que a produção seja ainda mais autêntica. É o caso da renda irlandesa. Ela transformou-se num dos artigos mais preciosos do estado e ganhou tamanho reconhecimento que o IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) catalogou o processo no livro de Registro de Saberes; denotando a importância deste processo no artesanato nacional.

Com isso, a cidade de Divina Pastora passou a ser ainda mais conhecida e visitada, afinal ela é a responsável por grande parte da produção da renda irlandesa no estado de Sergipe, tornando-a numa das maiores expressões do artesanato local. Por isso, nada melhor do que um produto de alta qualidade, singular e que traduz a essência do trabalho artesanal sergipano para você guardar um pedacinho do nosso estado.

Tudo bem o nome ser “irlandesa” e não “sergipana”, afinal essa técnica de rendado nem mesmo surgiu na Irlanda: foi na Itália, no século XV, que se iniciou a produção das primeiras peças com esta identidade; posteriormente, a técnica foi repassada às missionárias irlandesas, que difundiram a produção da renda na Europa. Já aqui em Sergipe, mais precisamente na cidade de Divina Pastora, a renda veio através do imigrantes italianos, durante o período de colonização. Aqui, a renda é caracterizada pelo uso de lacê, um cordão sedoso, e manipulado cuidadosamente com linha e agulha, fazendo com que o produto final seja ainda mais sofisticado, seja ele um simples pano de copa, um belo vestido ou uma colcha, que vai deixar seu quarto bem mais bonito.

Já em Poço Redondo, o destaque é para a renda de bilro: sua delicadeza confere ainda mais beleza para estes produtos. Difundida no semi-árido sergipano durante o século XVIII pelos portugueses que aportaram na região, esta técnica utiliza-se de um instrumento característico, o “bilro”, que é um pequeno pino de madeira. Vários bilros são presos a uma base almofadada – que é marcada com agulhas, para delimitar os desenhos da renda – e trançam as linhas amarradas a eles, criando formas em meio ao barulhinho bom do toque dos bilros. Um trabalho de habilidade e concentração, que é produz verdadeiras obras de arte.

Além destes, existem dezenas de outros locais que produzem estes e outros tipo de renda: na Barra dos Coqueiros, a renda de filé, tradicionalmente alagoana, também é muito produzida e consumida por locais e turistas. A renda tipo Renascença, uma renda de agulha tal como a renda Irlandesa, é facilmente encontrada no interior sergipano, principalmente na cidade de Japaratuba. Em todo o Sergipe, a cultura da renda é tão forte que em vários municípios é comum encontrar associações, cooperativas ou comunidades organizadas na produção deste tipo de artesanato. Afinal, os investimentos feitos tem gerando uma melhoria no orçamento familiar de grande parte dos envolvidos. Existem famílias que se mantém há gerações através dos trabalhos desenvolvidos com o artesanato de renda.

E não se preocupe: mesmo que você passe poucos dias em Aracaju e não possa ir a uma dessas cidades para comprar uma bela peça de renda, existem diversos centros de cultura e artesanato na capital onde as peças podem ser encontradas. É só escolher a sua preferida e investir em um produto que é muito mais que uma simples “lembrança”; é uma verdadeira obra de arte autenticamente sergipana. Esperamos que aproveitem estas informações para conhecer um pouco mais das tradições sergipanas, afinal, o artesanato é uma delas. Comente, critique ou mande sua sugestão. Queremos descobrir o que você deseja saber sobre Sergipe para que este seja o seu próximo destino.

Confira abaixo alguns dos locais onde você pode encontrar opções de peças de artesanato em renda na capital sergipana:

Centro Centro de Arte e Cultura J. Inácio, Orla de Atalaia;
Mercado Municipal, Centro Histórico;
Centro de Artesanato Chica Chaves, Orla do Bairro Industrial;
Centro de Turismo, Praça Olímpio Campos;
Feirinhas da Praça Tobias Barreto, aos domingos;
Passarela do Artesão, Orla de Atalaia – diariamente das 16 às 23h.

Texto e imagens reproduzidas do site: blogcelihotel.wordpress.com

25° Culturarte de Pirambu será realizado de 3 a 6 de dezembro

Foto: Snapic Fotografias.

CULTURA:

Publicado originalmente no site AJN1, em 28/11/2015.

25° Culturarte de Pirambu será realizado de 3 a 6 de dezembro

O 25° Culturarte de Pirambu, uma mostra anual criada há 25 anos, que alia tradições culturais ao programa de conservação das tartarugas marinhas, será realizado este ano de 3 a 6 de dezembro no município e haverá roda de leitura, oficinas, solturas de filhotes de tartarugas marinha, danças populares, teatro, apresentações musicais, entre outras atividades.

Segundo Rauber Santos Garcia, biólogo do projeto Tamar em Aracaju, o objetivo do evento é fomentar a educação ambiental, através da arte, reunindo as comunidades, turistas e visitantes de cidades vizinhas.

“É uma grande mostra anual que alia as tradições culturais ao programa de conservação de tartaruga marinha e este ano, o tema é “25 Anos de Histórias Para Serem Sentidas, Contadas, Cantadas, Dançadas e Vividas” foi preparado pela juventude local, em parceria com o Tamar e a Secretaria de Cultura de Pirambu. É um evento para resgatar as tradições e mantê-las vivas”, disse.

Na quinta-feira, dia 3, por exemplo, e na sexta-feira, 4, haverá soltura de filhotes de tartaruga, oficinas de berimbau e de iniciação a dança contemporânea e também apresentação da filarmônica Municipal Nossa Senhora de Lourdes, de Pirambu. Já no sábado, 5, terá cortejo dos grupos folclóricos pelas ruas da cidade e apresentações musicais e no domingo, 6, encontro de capoeira.

“Dentro da programação há várias atividades, oficinas e apresentações culturais. O objetivo do evento é também fomentar a educação ambiental, através da arte, reunindo as comunidades, turistas e visitantes de cidades vizinhas. Há diversão para todos os gostos e idades”, afirma, Rauber Santos Garcia, biólogo do projeto Tamar em Aracaju.

Texto e imagem reproduzidos do site: ajn1.com.br

Ilha Grande e seus encantos

Ilha Grande é a única habitada.

Publicado originalmente no site Destaque Notícias, em 02/09/2015.

Ilha Grande e seus encantos.

Estive na Ilha Grande, localizada em São Cristóvão, Sergipe. Ilha? Sim, uma ilha. Ou seja, apesar de toda a beleza da arquitetura secular localizada no centro histórico, a ex-capital possui ilhas, sendo a Ilha Grande a única que concentra um comunidade de moradores. Quase não achamos informações na internet sobre este recanto paradisíaco, única matéria disponível fala da implantação da energia elétrica em dezembro de 2009.

É possível chegar até a Ilha Grande seguindo o curso do Rio Paramopama que nasce na cidade a cerca de 17 KM, inclusive margeia o centro histórico. Afluente do Rio Vaza-Barris, o encontro dos rios acontece no povoado Pedreiras. O porto das Pedreiras tem referencias históricas importantes, infelizmente desconhecida dos moradores. Cito exemplos: 1) No período da invasão holandesa em Sergipe (1637/1645), ocorreu no Porto das Pedreiras o desembarque das tropas holandesas do Capitão Andreas (SILVA, 1925, p. 62). 2)

Aquele porto era único da antiga Capital que não dependia do movimento das marés para o desembarque dos produtos, era largo, profundo e seguro, fato destacado no âmbito das razões para mudar a capital em 1855 isto que ele se achava distante do centro histórico; por reunir as condições ideais de um porto é que nele foi instalado um trapiche da Companhia Lyod (FREIRE, 1902, p. 96), que empreendeu cabotagem no litoral nordestino até primeiras décadas do século XX. Hoje apenas um improvisado atracadouro de madeira feito pelos ribeirinhos indica o local do antigo porto.

Realizamos a travessia do atracadouro das Pedreiras a Ilha Grande em 10 minutos, numa embarcação motorizada. Quando o barco, deslizando o espelho d’água, permitiu descortinar os manguezais apareceu uma capela e as poucas moradias e casas de veraneio. No frontão do santuário o ano 1933 chama a atenção dos visitantes. Pequenos atracadouros foram construídos ao longo da chegada da Ilha, no mesmo local onde banhistas marcam presença diariamente, maioria crianças.

O banho de rio e sempre uma brincadeira que leva todos a infância. E sobre isso a reflexão é demorada porque os moradores da Ilha Grande não se preocupam com as crianças brincando na água. O ritual começa nos primeiros banhos, quando os genitores e/ou tios ensinam a criança a boiar e a nadar. Daí em diante, os banhos são diários e pode se repetir por vezes durante um mesmo dia sem troca da roupa que seca/molha alternadamente no contato direto com a pele. Fato, quem se preocupa com as crianças dentro d’água são os visitantes…

Encontrei um banhista fugindo a esta regra, Hélio dos Santos, aposentado, 69 anos. Ele passou sua infância e juventude na Ilha Grande, ali estavam suas lembranças, amigos e parentes. Mesmo que morando em Fortaleza/CE, há 35 anos, anualmente ele retorna ao lugar, banha-se, visita a capela inspiradora de poesias e serestas. Na ilha ele é o menestrel que anima as noites enluaradas com seus versos dedilhados na viola, coro e palmas dos companheiros(as).

Pertinente lembrar que a vida é ribeirinha. O rio é a maior parte da paisagem e também da vida dos habitantes da Ilha Grande. Na infância, nadar é uma brincadeira que pode ser mesclada com pega-pega, esconde-esconde, etc. Mas outra lúdica observada a beira do rio é a brincadeira de barquinhos. Estes são construídos pelos jovens e seguem os mesmos princípios da arte naval dos barcos maiores, razão pela qual os ventos que rufam em seus panos não fazem naufragar. Detalhe, a corrida de canoas acontece em duas modalidades (adulto, infantil), em momentos distintos do calendário.

Texto e foto de Thiago Fragara (Historiador e poeta).

Texto e imagem reproduzidos do site: destaquenoticias.com.br

Reisado, uma herança do período colonial

Hoje, o Reisado é dançado em Sergipe o ano todo.
Crédito - cbhsãofrancisco.com

Publicado originalmente no site Destaque Notícias, em 24/09/2015.

Reisado, uma herança do período colonial

O Reisado, de origem ibérica, se instalou em Sergipe no período colonial. É uma dança do período natalino em comemoração do nascimento do menino Jesus e em homenagem dos Reis Magos. Antigamente era dançado às vésperas do Dia de Reis, estendendo-se até fevereiro para o ritual do “enterro do boi”. Atualmente, o Reisado é dançado, também, em outros eventos e em qualquer época do ano.

A cantoria começa com o deslocamento do grupo para um local previamente determinado, onde é cantado “o Bendito”, em louvor a Deus, para que a brincadeira seja abençoada e autorizada. A partir daí, começam as “jornadas”. O enredo é formado pelos mais diversos motivos: amor, guerra, religião, história local, etc., apresentado em tom satírico e humorístico, originando um clima de brincadeira.

O Reisado é formado por dois cordões que disputam a simpatia da platéia e são liderados pelas personagens centrais: o “Caboclo” ou “Mateus” e a “Dona Deusa” ou “Dona do Baile”. Também se destaca a figura do “Boi”, cuja aparição representa o ponto alto da dança. Os instrumentos que acompanham o grupo são violão, sanfona, pandeiro, zabumba, triângulo e ganzá.

O Reisado tem como característica o uso de trajes de cores fortes e chapéus ricamente enfeitados com fitas coloridas e espelhinhos. Com uma marcação cênica e de compasso, remete a essa essência da catarse da cultura tradicional, nos sons, nas cores das fitas, no esplendor da dança e na alegria.

Fonte: Conheça Sergipe.com

Texto e imagem reproduzidos do site: destaquenoticias.com.br

Renda irlandesa é uma relíquia

A renda Renda Irlandesa chegou a Sergipe no inicio do século XIX

Publicado originalmente no site Destaque Notícias, em 16/11/2015.

Renda irlandesa é uma relíquia

A potencialidade de comercialização da renda irlandesa, de beleza ímpar, foi vista pela Prefeitura de Divina Pastora como boa oportunidade de gerar emprego e renda no município, que vive praticamente dos royalties pagos pela Petrobras. A empresa explora gás natural no Vale do Cotinguiba, onde a cidade se localiza.

Apoiada na vocação têxtil, a Prefeitura desenvolveu o projeto de criação da marca Roupas Divina, com a Associação para o Desenvolvimento da Renda Irlandesa. Além das rendeiras, costureiras e jovens receberam treinamento para transformar o município numa referência de moda que alia qualidade, beleza e exclusividade.

Além de gerar renda, a Prefeitura pretende, com esse projeto, reduzir a informalidade no setor de confecções. Segundo os técnicos envolvidos, esse é o maior obstáculo a ser superado para viabilizar e qualificar a mão-de-obra especializada em costura industrial. Os primeiros passos já foram dados. Organizadas desde 2000, as rendeiras já estão familiarizadas com o trabalho cooperado e a gestão de negócios.

Produtos para romeiros

Elas desenvolvem uma linha de produtos mais acessíveis aos romeiros, que vão, anualmente, ao município para a tradicional procissão da Divina Pastora. Também participam de eventos nacionais e têm produtos de alto valor agregado distribuídos em vários pontos do Brasil.

Outra iniciativa foi atrair a juventude do município para o projeto. A princípio, 32 jovens entre 15 e 25 anos, vinculados à paróquia, foram capacitados para produzir lembranças a serem vendidas durante a procissão. Lenços, bandanas, bonés e embalagens com materiais recicláveis são as principais peças a serem desenvolvidas com a marca.

Por fim, a Prefeitura buscou a participação de um grupo de costureiras socialmente mais vulnerável. Elas residem na periferia ou na área rural, têm baixa escolaridade e, em geral, sustentam as famílias sozinhas. Essa iniciativa resultou na capacitação de 100 costureiras, qualificadas pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e pela Rede Sergipe de Design.

A criação da marca Roupas Divina exigiu a formação de parcerias para a adequação do produto e para evitar riscos ao empreendimento. Ainda foi formada uma comissão com representantes dos beneficiários diretos do projeto: rendeiras, jovens e costureiras de Divina Pastora. “A parceria da Prefeitura com as entidades foi de grande valia. Além de tirar as pessoas de atividades de subsistência e da informalidade, tem fortalecido a economia local”, revela a costureira associada, Vera Lúcia dos Santos.

Renda Irlandesa

Mais de uma centena de mulheres se dedica a fazer renda irlandesa, um dos mais belos e sofisticados produtos do artesanato sergipano. Aprender a fazer renda irlandesa é, para as mulheres de Divina Pastora, uma possibilidade que se coloca cedo em suas vidas. É quase um dado que se inscreve naturalmente em sua biografia. Nascem e crescem vendo parentes e vizinhas às voltas com a renda e são também incentivadas a aprender. E aprendem ainda com pouca idade.

A origem dessa renda europeia na região remonta ao século 19 com Ana Rolemberg, que havia aprendido a técnica de Violeta Sayão Dantas. Júlia Franco, que aprendeu com Ana, transmitiu-a a três mulheres: Marocas, Ercília e Sinhá, que foram responsáveis pela transmissão do conhecimento a gerações de artesãs. Hoje, há rendeiras por toda o municípios de Divina Pastora e é possível encontrá-las imersas no ofício em grupos ou sozinhas, na porta de casa ou nas praças.

Texto e imagem reproduzidos do site: destaquenoticias.com.br

Canoa de Tolda, um patrimônio cultural de Sergipe


Publicado originalmente no site Destaque Noticias, em 29/11/2015.

A Luzitânia é uma canoa de tolda de 200 sacos.

Canoa de Tolda, um patrimônio cultural de Sergipe.

Graças a Sociedade Sócio-Ambiental do Baixo São Francisco Canoa de Tolda, Sergipe preservou uma relíquia: a Canoa de Tolda Luzitânia, do município de Brejo Grande, transformada em Patrimônio Nacional Material em Sergipe. O honroso título foi conferido pelo Instituto do Patrimônio Artístico e Nacional (Iphan).

O processo de reconhecimento começou em 2008, quando a Sociedade Canoa de Tolda deu entrada do Projeto Luzitânia no Ministério da Cultura (MinC). A proposta defendia enquadrar a canoa nas ações de proteção, conservação e manutenção dentro da Lei Rouanet, para obter patrocínio. O patrocinador, através desta lei, teria descontos em sua declaração de imposto de renda. Ao se reunir para avaliar o projeto, o Conselho Nacional de Incentivo à Cultura, o CNIC exigiu, por parte do MinC, a documentação do tombamento.

A partir da exigência, foi solicitado ao Iphan que fossem tomadas as medidas necessárias, emitindo uma notificação. O projeto foi aprovado na CNIC e o patrocinador imediatamente encaminhou os recursos, possibilitando a manutenção da Luzitânia nos anos de 2009 e 2010, levando ao tombamento em 2010.

A Luzitânia é uma canoa de tolda de 200 sacos (cada saco corresponde ao padrão de peso de 60 kg).

O processo de reconstrução da “Luzitânia” contou com a participação de mestres ribeirinhos, como o falecido carpinteiro Nivaldo Sena, responsável pela recuperação da estrutura da canoa de tolda. Peças de ferragens foram trabalhadas, a ferro e fogo, pelo Mestre Lula, em Piaçabuçu, Alagoas, sendo as velas costuradas pelo mestre Aristides, em Penedo, também em Alagoas, dentre outros autores de peças para a embarcação, todas fabricadas de modo artesanal.

Paraíso das canoas de tolda

O Rio São Francisco já foi o paraíso das canoas de tolda, embarcações criadas no século XIX com influências indígenas e europeias. Aos poucos, elas foram se adaptando à região mais baixa do rio, no Nordeste, e até os anos 1950 ainda transportavam alimentos, combustível e diversos materiais, como tijolos. No entanto, com a abertura de rodovias e a menor vazão do rio, acabaram perdendo importância econômica e foram desaparecendo.

A última sobrevivente que ainda navegava em regime comercial, chamada Luzitânia, foi comprada em péssimo estado pela Sociedade Canoa de Tolda, que a restaurou e conseguiu seu tombamento pelo Iphan, em 2010. A Luzitânia é uma embarcação de 200 sacos (cada saco corresponde ao padrão de peso de 60 kg).

“As canoas e outras embarcações levavam várias riquezas do litoral para o interior e vice-versa, mas a memória desse período, com várias histórias, está se perdendo. Dizem que a Luzitânia foi construída na década de 1920. E canoeiros e moradores do povoado de Pão de Açúcar, em Alagoas, contam que nos anos 1930 ela foi usada até por Lampião, que ficou no Baixo São Francisco por um tempo”, diz Carlos Eduardo Ribeiro Júnior, projetista naval e presidente da Sociedade Canoa de Tolda.

Segundo ele, o restauro da Luzitânia não foi nada fácil. Levou cerca de dez anos, em grande parte por falta de recursos. Hoje, além de cuidar da conservação da canoa mais antiga do Baixo São Francisco, a Sociedade Canoa de Tolda realiza diversas atividades, como visitas guiadas e exibições de filmes utilizando a estrutura da embarcação. Outra iniciativa interessante é a Rota das Canoas, que organiza passeios com duração média de cinco dias desde o litoral até o sertão do Baixo São Francisco, com hospedagem na casa de moradores da região.

Com texto de Cristina Romanelli do portal revistadehistória.com.br
Crédito - niltonsouza.com.br

Texto e imagem reproduzidos do site: destaquenoticias.com.br

Thiago Fragata lança livro de poesias em homenagem a São Cristóvão


Cotidiano / Cultura.

Publicado originalmente no site f5news, em 27/11/2015.

Thiago Fragata lança livro de poesias em homenagem a São Cristóvão

Notícias Sergipe.

Uma publicação cheia de recordações e amor. Assim pode ser descrito o livro “São Cristóvão: Poética e Xilogravada”, do historiador e poeta são-cristovense, Thiago Fragata. A publicação, realizada com o apoio cultural da Gestão Municipal, através da Fundação Municipal de Cultura e Turismo “João Bebe Água" (Fundact), será oficialmente apresentada ao público amanhã, sexta-feira (27), durante tarde de autógrafos realizada a partir das 16h na sede do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), localizada na Praça São Francisco. “É com imensa satisfação que convidamos toda a população do município e do Estado para prestigiar esse lançamento. Estou muito feliz em ver uma obra tão rica levando o nome do nosso município para o mundo”, destacou o Prefeito Jorjão.

O livro traz para o público 30 poesias, todas inspiradas no rico patrimônio cultural da 4º cidade mais antiga do país. “Estou muito emocionado em poder apresentar este livro que é a realização de um sonho. Nele eu trouxe para o universo da poesia os temas que diariamente fazem parte das minhas pesquisas e reflexões, escritas sob um repertório sentimental de histórias e personagens reais”, afirma o autor. Ainda de acordo com Thiago, São Cristóvão é uma cidade que inspira a arte nas mais diversas linguagens. “Minha ideia foi homenagear a São Cristóvão e o povo bom que aqui vive. Apresento nas minhas poesias pessoas que fizeram parte da minha vida e que são integrantes da São Cristóvão que eu tenho saudade”, explica.

A publicação é ilustrada com as xilogravuras do artista Nivaldo Oliveira, que através do seu olhar aguçado conseguiu transformar em imagem todo o sentimento do autor por São Cristóvão. “Nossa cidade tem grandes artistas visuais e Nivaldo é um deles. Quando o convidei para compor esse trabalho não poderia imaginar que realizaríamos um casamento tão perfeito, como aconteceu entre o meu pensamento e as suas xilogravuras. Ele representa muito bem o nome de São Cristóvão e o apresenta ao mundo com uma qualidade extraordinária. Agradeço a participação importantíssima da Prefeitura, que contribuiu de forma substancial para que esse projeto se tornasse realidade, e de maneira especial ao Prefeito Jorjão e a diretora-presidente da Fundact, Dilene Job, que perceberam a importância de contribuir para a concretude desse projeto”, finalizou Thiago.

Fonte: Assessoria de Comunicação PSC

Texto e imagem reproduzidos do site: f5news.com.br