terça-feira, 20 de agosto de 2013

domingo, 18 de agosto de 2013

Município de Frei Paulo


Cidade de Frei Paulo/SE.

A cidade Frei Paulo está localizada no sertão sergipano, próxima à cidade de Aracaju. Sua população é estimada em aproximadamente 13 mil habitantes, que estão distribuídos nos quase 400 Km² de extensão. Possui um clima semiárido, estando em uma altitude próxima dos 272 metros.

Esse município sergipano, que já teve o nome de São Paulo, foi uma região muito propícia para o cultivo do algodão e para a criação de gado. O local, que também já foi conhecido como as “matas de Itabaiana”, foi habitado por volta de 1868 pelos freis capuchinhos, entre os quais estava os freis Davi de Umbértice e Paulo Antônio Casanova. Este último foi quem deu o nome de Frei Paulo a cidade, por ter ajudado muito a região, principalmente por fundar o povoado e construir a igreja.

Em 2 de março de 1938, por ter o mesmo nome da cidade de São Paulo, do Sudoeste do Brasil, São Paulo do sertão sergipano ganha o nome de Frei Paulo, em homenagem ao seu fundador. Por algum tempo, os que nasciam na região eram chamados de paulistanos. Depois da mudança de nome surgiram apelidos como ‘São Paulo moleque’ e ‘São Paulo calça curta’, mas oficialmente os nativos passaram a chamar-se frei-paulistanos.

Atualmente, Frei Paulo tem sua economia pautada na agricultura, pecuária e comércio. Para quem visita a cidade pode conhecer as belíssimas praças, a Igreja Matriz, o Povoado Alagadiço, a Toca da Onça, o Museu do Cangaço (Antonio Porfírio) e o túmulo do Cangaceiro Zé Baiano. Esses últimos mostram a forte história do cangaceiro da região.

Fonte: Prefeitura Municipal de Frei Paulo
IBGE- Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.

Foto e texto reproduzidos do site: sppert.com.br

sábado, 10 de agosto de 2013

Peças do Artesão Véio, no Sítio SóArte, em Nossa Senhora da Glória

Foto: Verônica Almeida.

Peças do Artesão Véio, no Sítio SóArte,
em Nossa Senhora da Glória-SE
Por Jorge Henrique · Nossa Senhora da Glória, SE

Uma visita ao Sítio SóArte, no interior do Estado de Sergipe, é, sem dúvidas, uma experiência inesquecível e singular. O sítio, de propriedade do artesão Cícero Alves dos Santos, o Veio, localiza-se mais precisamente na BR 206, entre os municípios de Nossa Senhora da Glória e Feira Nova, na altura do Km 8.

Já da estrada, o visitante vislumbra um cenário insólito. Esculturas em madeira bruta expostas a céu aberto, dispostas nas laterais do acesso à residência do artesão, como a prepararem um corredor que envolve e acolhe aqueles que cruzam o estranho umbral.

Ao atravessar o caminho, o visitante sente-se como quem observa cenas de um mundo incomum, ao mesmo tempo em que é observado por seres bizarros. Contudo, à medida que o impacto inicial se dissipa, é possível perceber que as esculturas refletem a vida do sertanejo, em suas mais diversas manifestações sócio-culturais, construindo um universo que materializa o imaginário nordestino.

As peças, praticamente em estado bruto, são apenas readaptadas para sua nova existência, re-significadas para integrarem este mundo particular e único. O próprio artista afirma: “A inspiração nasce da visão. Então, numa árvore dessas, eu vejo todo tipo de escultura que eu posso aproveitar. Só de olhar, eu já sei o que eu vou fazer e qual a história de cada peça”.

É neste mundo que o artista vive: “Aqui eu converso com eles. Eles têm vida, têm alegria, têm tristeza. Cada peça dessas é uma pessoa, é um filho, é um irmão, é uma família”.

Com isso, Véio redimensiona o princípio de atemporalidade da arte, uma vez que suas peças não permanecerão para outras épocas. O próprio artista afirma: “Ninguém é eterno. Então aqui morre peça, se acaba peça e nasce peça. Então, enquanto tem uma se deteriorando, se acabando, ficando velhinha, eu vou chegando todos os dias com novas peças para irem substituindo. Não substitui a peça, mas coloca no elenco uma família que morre e que nasce também”.

Assim, suas peças, expostas a sol e chuva, têm vida curta, adoecem, envelhecem e morrem. E este mundo extraordinário só permanecerá existindo enquanto a mão do artista, tal qual uma mão divina, o mantiver em movimento.

Felizmente, há registros que guardarão para a posteridade esta obra magnífica. Um deles é o filme VEIO, de Adelina Pontual, produzido pela REC Produtores Associados e CHÁ Cinematográfico (PE), sob o patrocínio da PETROBRAS. O documentário retrata, de uma forma simples e sutil, todas as nuanças da obra desse artesão magnífico.

Imagem e texto reproduzidos do site: overmundo.com.br

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Antiga casa, já demolida, na Rua Itabaiana, em Aracaju

Antiga casa, já demolida, na Rua Itabaiana, em Aracaju
Por J.R.G.Rocha.
Foto reproduzida do site: ugo.cn/photo/BR

Cartões telefônicos de Sergipe

"Praça da Cathedral"

"Praça do Palácio do Governo"

"Palácio do Governo"

Cartões telefônicos de Sergipe.

Série de cartões telefônicos antigos que retratam algumas cidades do nosso Estado. As peças fazem parte de um projeto que existiu da antiga TELERGIPE - Telefonia de Sergipe cujo objetivo principal era contribuir com a nossa história divulgando paisagens relevantes de uma época que não volta mais. As impressões foram tiradas de cartões postais antigos cedidos pelo historiador Luiz Antonio Barreto e de pinturas em em porcelana da artista Rosa Farias, estes pertencente ao acervo do Memorial de Sergipe.

Foto e texto reproduzidos do Blog:
antiguidadecolecoeseartes.blogspot
De: Waldemar Neto

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Praça da Matriz - 1925, Atual Parque Teófilo Dantas, em Aracaju


Praça da Matriz - 1925.
Atual Parque Teófilo Dantas e Praça Olímpio Campos.

Ao centro estátua do Monsenhor Olímpio Campos. Mais adiante à direita o prédio do antigo Atheneu Sergipense (1870), depois Biblioteca Pública (1914), Diretoria do Tesouro e atualmente Câmara de Vereadores. Ao centro a Praça Almirante Barroso e à esquerda uma praça onde atualmente existe o prédio onde funciona a Procuradoria Geral do Estado. Nesta época, das janelas do Palácio Olímpio Campos, podia-se ver a Catedral.

Foto: Arquivo da Biblioteca Pública Epifânio Dória.

Imagem e texto reproduzidos do Facebook/Fan Page/Aracajuantiga.

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Dom José Vicente Távora (1910-1970)


Dom Távora: o bispo dos operários - um homem além do seu tempo resgata, de forma primorosa e bem documentada, a biografia e a atuação pastoral de uma das mais lúcidas e grandiosas figuras do episcopado brasileiro: Dom José Vicente Távora (1910-1970), primeiro arcebispo metropolitano de Aracaju (SE). Dom Távora teve participação ativa em vários momentos da vida nacional junto às autoridades governamentais - sempre em defesa dos pobres, operários, trabalhadores rurais -, com ações concretas que visavam à educação popular e organização dos trabalhadores, com o objetivo de torná-los protagonistas da própria história. Homem de grande capacidade de ação e sensibilidade pastoral, participou do Concílio Vaticano II e da Conferência de Medellín. Com energia profética, empenhou-se na luta pela libertação dos pobres e marginalizados, exercendo o seu ministério episcopal voltado especialmente para os mais humildes e, dentre esses, o homem do campo do nordeste do Brasil. Nesse sentido, estimulou a articulação dos trabalhadores rurais e com eles fundou a Legião do Trabalho, um movimento que organizava os trabalhadores de várias categorias sob a inspiração da Doutrina Social da Igreja. Deu grande impulso ao sindicalismo rural católico, às cooperativas agrícolas, aos Círculos Operários, à Ação Católica, investiu na educação popular por meio do Movimento de Educação de Base (MEB), como experiência de educação à distância, através de escolas radiofônicas, visando à formação dos leigos para gerar mudanças concretas e transformação social. Para Dom Távora, a implantação das escolas radiofônicas era a reação libertária da Igreja à situação excludente em que se encontravam os camponeses e operários, especialmente os nordestinos. Por isso, não era uma simples escola para se aprender a ler e escrever, mas um movimento que visava ao ensino de noções elementares de higiene, agricultura, geografia e história, educação doméstica, esporte, recreação, educação moral, cívica e religiosa, técnicas agrícolas, associativismo e cooperativismo. Era toda uma pedagogia de resgate da dignidade humana, ajudando o trabalhador a sair da indigência para conquistar seu espaço na sociedade. Como o próprio Dom Távora afirmava: libertar milhões da ignorância equivale a uma segunda abolição da escravidão. Junto com Dom Hélder Câmara - de quem se tornara amigo desde o início da vida sacerdotal - se comprometeu com a causa dos pobres e marginalizados e se mantiveram fiéis a esse compromisso até o fim de seus dias. Bispos, sacerdotes, religiosos, agentes de pastoral encontrarão neste livro, no testemunho de Dom Távora, em suas palavras proféticas transcritas nesta obra, um exemplo e um estímulo de vida cristã e de compromisso com a causa dos excluídos e marginalizados da nossa sociedade.

Foto reproduzida do site: visitearacaju.com.br
Texto reproduzido do site: livraria.folha.com.br/catalogo

Dom Távora - O bispo dos operários


Dom Távora - O bispo dos operários
Por Luiz Antônio Barreto

O padre Isaias Nascimento, sergipano de Riachão do Dantas, conhecido em todo o sertão do baixo rio São Francisco pela sua atuação solidária com trabalhadores e populações marginalizadas, sendo um descendente direto da ação da Diocese de Propriá, na quadra de tempo dirigida por Dom José Brandão de Castro e agora retomada por Dom Mário Rino Sivieri, é autor do livro "Dom Távora o bispo dos operários" (São Paulo: Paulinas, 2008), uma correta e justa biografia, que recompõe, para a história política, religiosa e cultural de Sergipe a presença, entre 1957 e 1970, de Dom José Vicente Távora, como bispo e arcebispo de Aracaju.
  
Foi Dom Távora, com sua experiência de Bispo Auxiliar do Rio de Janeiro, quem deu vida à Província Eclesiástica de Sergipe, criada em 1960, que na prática transformou a Diocese de Aracaju em Arquidiocese, e criou duas Dioceses no interior, uma em Estância, confiada a Dom José Bezerra Coutinho (nascido no ceará em 7 de fevereiro de 1910 e falecido em 7 de novembro de 2008, em Fortaleza) e outra em Propriá, que trouxe a Sergipe o redentorista mineiro Dom José Brandão de Castro, também já falecido. Os três bispos, três José, deram à Igreja em Sergipe uma contribuição que ainda não foi devidamente estudada, em toda a sua extensão e grandeza.

Situados em suas Dioceses e responsabilidades, cada bispo com suas virtudes e qualidades no contato com a realidade do povo, cumpriu com fidelidade o papel que a hierarquia do Catolicismo recomendava. Em Aracaju, Dom Távora tinha a imensa responsabilidade de substituir a um bispo que realizou muitas obras importantes, Dom Fernando Gomes dos Santos, que era substituto do venerando Dom José Tomás, que implantou a Diocese, criou o Seminário Sagrado Coração de Jesús e que teve longa e profícua presença entre os sergipanos.

Preparado, experiente, Dom Távora exerceu, com visão de estadista da Igreja, um papel renovador, que o padre Isaias Nascimento destaca, com muita justiça, no seu livro biográfico. Mais do que avanços, Dom Távora deu exemplo de atitudes, gestos que marcaram as relações, muitas vezes tensas, entre o Arcebispo e o Poder sob a tutela militar deste 1964. Digno na sua autoridade, responsável em seu governo, progressista na sua visão do mundo, Dom Távora honrou o clero, resistindo até a morte ao patrulhamento e constrangimentos impostos pelos tempos duros do regime militar.

Dom Coutinho teve um bispado mais tranqüilo, abarcando uma região onde os conflitos de terra eram raros e a distribuição da riqueza era menos concentrada. Dom Brandão, contudo, enfrentou um gueto de miséria, com poucos muito ricos e uma multidão de famintos, que precisam ser assistidos, antes que a adversidade e a injustiça os fizessem debandar do rebanho de Deus. A ação política de Dom Brandão libertou do obscurantismo as populações sanfranciscanas de Sergipe, que passaram a conquistar direitos com os quais sempre sonharam. Acostumado a pregação, nas Santas Missões de Minas Gerais e da Bahia, Dom Brandão fez do jornal da Diocese – A Defesa – porta-voz das comunidades, na luta contra a política dos mesmos chefes e seus prepostos. Tornou membro da Academia Sergipana de Letras e foi, até resignar-se e voltar a Minas Gerais, um sergipanizado com uma folha de serviços notáveis e inesquecíveis.

Padre Isaias Nascimento trata de Dom José Vicente Távora, da sua chegada a Sergipe, como Bispo de Aracaju, sua promoção a Arcebispo, capitulando as ações pastorais que marcaram o arcebispado, em capítulos elucidativos, assim definidos: Dom José Vicente Távora, Bispo de Aracaju, cobrindo 13 anos de intensa atividade, A criação da Província Eclesiástica de Aracaju; A participação de Dom Távora no Concílio Vaticano II; Reações da Igreja contra a fome e a miséria em Sergipe, arrolando uma prática de grande apelo e repercussão social; Dom Távora e a noite escura de 1964; e Abril de 1970, data da morte do eminente prelado, vitimado pelas pressões que rebentaram seu coração doce de homem bom e justo. O livro tem, ainda, informações sobre as Paróquias criadas, os padres ordenados por Dom Távora e, ainda, sua Primeira Mensagem Pastoral.

Padre Isaias Nascimento dá uma lição de como se pode e se deve escrever uma biografia, com seu contexto, dando à historiografia de Sergipe uma contribuição singular, tanto pela justeza e oportunidade de fazer o resgate de uma vida, como se colocar os fatos na ordem seqüencial de suas importâncias, situando um contexto que interessa a todos conhecê-lo. O livro não encerra tudo o que diz respeito a Dom Távora, mas permite um contato significativo das novas gerações com a obra pastoral do Bispo e Arcebispo de Aracaju, que morreu há 38 anos, mas que ficou na memória de todos os do seu tempo, pela lucidez, pela coragem, pelo destemor, pela responsabilidade e pelos serviços que prestou a Sergipe, através do Movimento de Educação de Base - MEB, da Rádio Cultura, do jornal A Cruzada, de obras criadas e mantidas pela Diocese/Arquidiocese, e principalmente pelas lições cívicas que honraram a história eclesiástica sergipana.

Fiel aos fatos, criterioso no uso das fontes, elegante no texto, padre Isaias Nascimento expõe, nas 254 páginas do seu livro, um retrato muito bem feito do seu biografado, adornando-o de tudo aquilo que colheu, nas pesquisas, sobre aqueles tempos difíceis de luta e resistência, no qual aflora com grandeza o vulto de Dom José Vicente Távora, sublinhado com o título de O Bispo dos Operários.

As Dioceses de Estância e Propriá e a Arquidiocese de Aracaju devem espalhar pelas mãos dos católicos de Sergipe, de todas as idades, o livro do padre Isaias Nascimento com a bela biografia de Dom José Vicente Távora.

Fonte: Serigy.
Texto reproduzidos do site: visitearacaju.com.br
Foto reproduzida do site: enciclopedianordeste.com.br 

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Orla de Atalaia, em Aracaju

Esguichos e água luminoso, em Lago Artificial na Orla de Atalaia,
 Aracaju/SE. Foto de João Manuel


UMA LÁSTIMA A FALTA DE SENSIBILIDADE DE ALGUNS GESTORES. Aproveito para dar ênfase a frase de Pedrito Barreto:

"Aracaju é a terra do já teve... Ninguém conserva nada!"

*  Carrossel do Seu Tobias;
*  Cine Rio Branco (Tombado);
*  Várias gaiolas com pássaros no Parque Teófilo Dantas;
*  Grande palhoça na pracinha da Atalaia;
*  Mirante do salva vida na Praia de Atalaia;
*  Aquários no Calçadão da Rua João Pessoa;
*  Várias fontes luminosas em diversas praças;
*  A maior Árvore de Natal do Brasil;
*  Cidade da Criança no Parque dos Cajueiros;
*  Tobogã com piscina no Parque dos Cajueiros;
*  Memorial da Bandeira na Praça da Bandeira;
*  Viveiro gigante com lago na Praça Tobias Barreto;
*  Canaletas exclusivas para ônibus;
*  Sorveteria Iara, com as Palmeiras passando por dentro do prédio;
*  Mictório Público Masculino e Feminino na Praça ao lado do Palácio...

Quem lembra de mais algum bem público que Aracaju já teve e que deixaram que se acabassem por falta de manutenção e abandono...