segunda-feira, 13 de maio de 2019

Aula de arte no museu Olímpio Campos

Foto: Portal Infonet

Publicado originalmente no site do Portal Infonet, em 10 de maio de 2019

Professores levam alunos para aula de arte no museu Olímpio Campos

Para alguns alunos do curso de Artes Visuais e Arquitetura da Universidade Federal de Sergipe (UFS) a aula desta sexta-feira, 10, ficou longe do campus universitário. A Semana dos Museus levou os estudantes ao Palácio-Museu Olímpio Campos, centro da capital. Segundo professores e alunos, o museu representa um grande espaço para a manutenção da cultura, além de ofertar grandes aprendizados.

Professor da UFS explica importância dos museus 
para aprendizagem (Foto: Portal Infonet)

Para Agripino Costa Neto, professor de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal de Sergipe (UFS), os alunos precisam se familiarizar com ambientes externos à universidade a fim de aperfeiçoar todo o conteúdo aprendido. “Às vezes os alunos ficam condicionados ao ambiente acadêmico e esquece o espaço urbano. É importante essa vivência urbana, inclusive para a preservação da memória coletiva”, avalia.

Costa Neto diz ainda que ao retratar a realidade manuseando elementos simples os alunos passam a ajudar a construir uma importante identidade artística. “Decidi trazer alunos que estão se descobrindo através da expressão do gesto gráfico”, diz. “Utilizando instrumentos bem simples, como lápis e papel, a arte se demostra como um grande objeto de representação”, completa.

Estudante diz que aula em museu contribuiu 
para ampliar seu conhecimento (Foto: Portal Infonet)

A estudante de Artes Visuais da UFS, Juciele Oliveira, descreve como positiva a avaliação que teve deste encontro no museu. Segundo a universitária, o que mais atrai em grandes obras e monumentos são os detalhes. “Algumas pessoas quando olham esses prédios de maneira ampla. Eu gosto de olhar para aquilo que poucas pessoas enxergam. Gosto muito dos detalhes”, afirma. Juciele diz que ficou maravilhada com o tanto que aprendeu sobre literatura, música e poesia.“A aula aqui no Palácio foi maravilhosa. Cheia de histórias e muita arte. A gente viu arte francesa em suas múltiplas áreas, como pintura, arquitetura e escultura”, explica. “Para as pessoas que se interessam muito pela História da Arte os museus trazem um grande arcabouço cultural”, acrescenta.

Por João Paulo Schneider e Aisla Vasconcelos

Texto e imagens reproduzidos do site: infonet.com.br

domingo, 12 de maio de 2019

Ocupe a Praça homenageia o artista Véio...




Publicado originalmnte no site da PMA, em 10/05/19 

Ocupe a Praça homenageia o artista Véio e terá programação em alusão ao sertão sergipano

O Ocupe a Praça do dia 15 de maio homenageia um artista sergipano consagrado internacionalmente. O escultor Cícero Alves dos Santos, conhecido como ‘Véio’, foi um dos escolhidos em 2014 para participar da exposição comemorativa aos 30 anos da Fundação Cartier em Paris. Um ano depois, ele teve a sua obra exposta na Abadia de São Gregório, em mostra paralela à Bienal de Veneza. Em 2017, ‘Véio’ recebeu o Prêmio Itaú Cultural 30 anos, realizado para destacar artistas que impactaram o cenário cultural nas últimas décadas. No ano passado, ocupou os três andares do Itaú Cultural, em São Paulo, com a exposição “Véio: a Imaginação da Madeira”.

O artista sergipano cobiçado no mundo inteiro, fundou o ‘Museu do Sertão’, no Sítio Soarte, localizado no município de Nossa Senhora da Glória. Lá, ele reúne um acervo de 17 mil obras que recontam os modos de vida e produção do sertanejo e preservam a cultura popular da região. No próximo dia 15, ‘Véio’ vem a capital aracajuana para ser homenageado pela Prefeitura de Aracaju, através do Núcleo de Produção Digital (NPD) Orlando Vieira, unidade vinculada à Funcaju.

Essa será a primeira homenagem em Sergipe ao escultor, que estará presente para conversar com o público, a partir das 18h30, sobre o universo artístico dele. Esta edição do ‘Ocupe a Praça’ vem com uma programação genuinamente sertaneja. Ao lado de ‘Véio’, no Liquidifica Diálogos, Rafael Silva, o doutor em Ciências Sociais pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), e Seichele Barboza, chef de cozinha especializada em gastronomia sergipana, farão um rico debate sobre o sertão.

Para enriquecer ainda mais a programação. No próximo sábado, dia 11, Seichele ministrará uma oficina gastronômica com ingredientes exclusivamente do sertão sergipano. A oficina tem entrada franca e acontece de 11 a 14 de maio, das 9h às 11h, no Centro Cultural de Aracaju. O primeiro dia de aula será aberta ao público. Os outros dias serão direcionados a merendeiras da rede municipal de ensino de Aracaju.

No dia 15, terá também a exibição de vídeo, inédito no Brasil, produzido pela Fundação Cartier para a exposição Histoire de Voir (Paris, 2012), além de filmes que compuseram a exposição no Itaú Cultural, ‘Véio: a Imaginação da Madeira’. Para encerrar a noite de mais um Ocupe a Praça, acontecerá um “revival” do Rock Sertão com Naurêa, banda sergipana e internacionalmente conhecida.

Rafael Alves

Mestre em Sociologia e Doutor em Ciências Sociais pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Rafael atuou, em 2012, junto à Fondation Cartier pour l'art contemporain, quando conheceu pessoalmente o artista Véio, acompanhando-o durante atividades ligadas à Exposição Histoire de Voir (Paris, 2012), que reuniu obras e histórias de mais de 50 artistas do mundo todo. Desde então, estabeleceu uma relação com o artista, acompanhando sua trajetória. Articulando o pensamento de Véio, expresso em suas obras, discursos e ações, com o de autores clássicos e contemporâneos, o pesquisador produziu reflexões sobre Arte, Técnica e Trabalho, as quais foram apresentadas em diferentes congressos e publicações, como Véio e a Problematização do Contemporâneo (Revista Nada, Lisboa, 2014), incluindo uma pesquisa de pós-doutorado realizada junto ao Departamento de Sociologia da Unicamp, intitulada 'A auto-atividade e a atividade técnica de escultores contemporâneos'.

Texto e imagens reproduzidos do site: aracaju.se.gov.br

sexta-feira, 10 de maio de 2019

Literatura de Cordel pode compor grade curricular das escolas sergipanas


Publicado originalmente no site do Jornal da Cidade, em 9 de maio de 2019

Literatura de Cordel pode compor grade curricular das escolas sergipanas

Sugestão é de Maria Mendonça, após sessão especial que tratou sobre o fomento do assunto nas escolas

A deputada estadual Maria Mendonça (PSDB) anunciou hoje (9) que vai propor, através de Indicação endereçado ao Executivo, a inclusão da literatura de cordel na grade curricular nas escolas públicas e privadas de Sergipe. A informação foi passada logo após a exposição da presidente da Academia Sergipana de Cordel, Izabel Nascimento, que atendendo a um convite da própria parlamentar falou sobre a importância dessa literatura, bem como dos desafios enfrentados para a difusão da cultura.

“O Cordel hoje é patrimônio cultural imaterial do Brasil. Essa consolidação da nossa cultura é extremamente relevante e nós vamos aproveitar para sugerir ao Governo que insira essa disciplina no currículo dos nossos alunos, fazendo com que Sergipe seja referência para outros Estado nos quesitos valorização e estímulo ao viés literário dos estudantes”, afirmou a deputada.

Maria é autora do Projeto de Lei 18/2019 que institui o programa de promoção da literatura de cordel nas escolas públicas e privadas no Estado. A matéria já foi aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e tem parecer favorável da Comissão de Educação (CE) pela qual será apreciada nos próximos dias.

Preservação da cultura

“Tive o prazer de ser o relator dessa propositura tão importante para a valorização e preservação da nossa cultura. A deputada Maria Mendonça sempre nos traz pautas importantes que muito engrandecem o nosso Estado”, observou o deputado Adailton Martins, ao ressaltar que se sentiu lisonjeado ao relatar a proposta na CE.

Para Izabel Nascimento, a escola tem um papel fundamental no que diz respeito à promoção da cultura. Ao falar aos deputados e presentes nas galerias da Assembleia, a cordelista parabenizou Maria Mendonça e ressaltou que a ideia falar sobre a importância de ter a literatura de cordel na prática pedagógica e na formação de pessoas no ambiente escolar.

“Quero parabenizar a deputada Maria Mendonça por sua sensibilidade de propor esse Projeto e nos convidar a falar sobre o cordel”, disse Izabel, observando que isso faz com que “os professores passem para os alunos a valorização da nossa poesia, dos nossos poetas e da literatura de cordel como patrimônio da literatura brasileira”.

Texto e imagem reproduzidos do site: jornaldacidade.net

Sua Vida Cabe Num Livro?

André Viana proprietário da Editora Livros de Família 
Foto: Fabiano Accorsi

Publicado originalmente no site do jornal CINFORM, em 8 de abril de 2019

Sua Vida Cabe Num Livro?
Por Suyene Correia/redacao@cinform.com.br

Carioca de nascimento, sergipano de coração, o jornalista e escritor André Viana- filho do contista Antônio Carlos Viana-, morando em São Paulo, desde 1997, decidiu investir no mercado editorial, a partir de 2011, depois de acumular experiência como editor e diretor na Trip. Na época, criou a Jerimum Biográfico, atualmente Livros de Família, especializada em publicações produzidas, exclusivamente, para famílias biografadas, com tiragens reduzidas, onde o objetivo maior é proporcionar às novas gerações de uma determinada família, o resgate de valores e a construção de uma memória, a partir do conhecimento de suas origens.

 Agora, a Editora Livros de Família, localizada na Vila Madalena, conta com cerca de 30 livros no seu catálogo e parte para uma nova empreitada: a venda de um produto no circuito de livrarias. O primeiro livro vendável será “O Diabo na Casa do Terço” da jornalista mineira Cássia Miguel, com lançamento previsto para o dia 27 de abril, na Livraria da Vila, no bairro paulistano de Vila Madalena. Mas Viana esclarece, logo: “a editora não fica com nenhuma porcentagem sobre a venda. O dinheiro volta inteiramente para a família como uma forma de recuperar o dinheiro investido na produção do livro”.

 Aliás, assim como a tiragem de um livro dessa natureza varia muito- já houve cliente que solicitou apenas um exemplar, mas a média é de algumas dezenas- também os preços para a execução de um projeto biográfico variam de R$ 30 a 100 mil (sem os custos da gráfica), a depender da natureza da pesquisa e dos profissionais envolvidos.

 Atualmente, ainda são poucas as editoras no Brasil, que se dedicam a essa vertente literária. Com perfil similar à Livros de Família há a Memorabília (RJ) e a Artesão de Memórias (PR). Mas André Viana, que lançou “O Doente” em 2014, pela Cosac Naif e foi finalista do Prêmio São Paulo de Literatura 2015, é otimista não só com o futuro da sua modesta editora, como também com o futuro do livro. Um pouco disso, pode ser conferido na entrevista abaixo, onde Viana também conta como foi aprimorando sua maneira de abordar os biografados, além de revelar algumas curiosidades sobre essas publicações tão singulares.

Qual metodologia você utilizou para escrever “Tchô!”, o primeiro livro da Editora, ligado à família de Zoé Silveira D’Ávila? Fale um pouco sobre esse processo de encontros, entrevistas e como é editar todo esse material num livro prazeroso de se ler.

De modo geral, até hoje, os livros de família não têm uma metodologia específica. Cada livro é escrito de um jeito. Quem comanda mesmo é o processo de interação com a família. Dificilmente, a família sabe, já de saída, que tipo de livro ela quer. Eu também não sei, até conhecer aquela família mais a fundo. Então, vamos construindo juntos, de acordo com o que vai aparecendo. É um processo inteiramente orgânico. É por isso que não existe um livro igual ao outro, nem mesmo o projeto gráfico. Nesse sentido, a Livros de Família é uma editora artesanal, que traz como resultado uma pequena joia lapidada especificamente para aquela família.

No caso de Tchô!, feito em 2010/2011, eu cheguei apenas com minha experiência como jornalista. Achava que tinha que seguir os manuais de biografias e escrever o livro na terceira pessoa. Precisei escrever quatro versões do primeiro capítulo até entender que Zoé queria, ele mesmo, contar a própria história. Quando reverti o que havia escrito para a primeira pessoa, Zoé leu e disse: “É isso!”. Ali entendi que não adiantava chegar com fórmulas. Que era preciso sentir o terreno antes de começar a caminhar.

E é assim até hoje. Zoé já estava com 90 anos, então nossas conversas não duravam mais do que meia hora. Estabelecemos dois encontros semanais. E assim fomos durante um ano inteiro. As lembranças da infância estavam todas intactas, mas a certa altura, vi que muitas histórias da fase adulta precisavam ser completadas com a ajuda de amigos, conhecidos e parentes. Viajei até uma cidade de Santa Catarina onde ele fez fama como médico e empresário e passei uma semana entrevistando algumas pessoas. Depois incorporei as informações coletadas à voz do Zoé, o que faz do livro Tchô! um mosaico de memórias alheias escrito na primeira pessoa.

Ainda que existam poucas editoras especializadas nessas histórias familiares no Brasil, a procura vem crescendo nos últimos anos? E o interesse dos leitores também?

A procura vem crescendo à medida que a Livros de Família se torna conhecida, no boca a boca. Uma pessoa conta para outra, que conta para outra, que me procura e depois conta para uma terceira e, por aí, vai. Embora eu não soubesse que existia esse nicho editorial quando criei a editora, há outras pessoas fazendo a mesma coisa. Recentemente, saiu uma reportagem em O Globo falando sobre essas “biografias afetivas”, termo que eu não conhecia e que adorei. Ali, você tem um apanhado abrangente sobre esse nicho. Sobre a tiragem, cada família escolhe a sua. Já teve família que imprimiu um exemplar só e já teve outra que imprimiu 500 exemplares.

A novidade do momento é o lançamento do primeiro livro de família que estará à venda. Chama “O Diabo na Casa do Terço” da jornalista Cássia Miguel Baldauf. Ela reescreveu histórias que desde pequena ouvia o pai contar sobre personagens reais que passaram pela venda da família, em Guaranésia, no interior mineiro. É um livro muito saboroso, com histórias que vão interessar e divertir um público maior do que os parentes. Propus a Cássia que o livro fosse vendido. Ela topou e o lançamento será agora, no dia 27 de abril, na Livraria da Vila, na Vila Madalena.

Como você avalia esse nicho dentro do mercado editorial no Brasil de hoje? E no exterior, esse mercado tem demanda?

De forma muito simples, até porque nunca fiz nenhuma pesquisa a esse respeito, é um nicho que vem aparecendo de forma tímida e gradual. Digo isso pelas reportagens da Livros de Família que têm saído a esse respeito. Não faço a mínima ideia de como é esse mercado no exterior. O que sei, é que livrarias e bibliotecas na Espanha e nos Estados Unidos já me procuraram querendo exemplares desses livros de família.

Quando você é contratado para esmiuçar a vida familiar de alguém, conta com auxílio de historiadores? Ou você mergulha fundo, solitariamente, na pesquisa, tendo que contextualizar essas histórias com fatos históricos?

Geralmente, quem pesquisa sou eu ou o escritor/jornalista que contrato para cuidar de determinado livro. Para mim, na verdade, é a fase mais divertida do processo: ler sobre História do Brasil e do mundo pra poder contextualizar as histórias da vida privada. Teve um livro em especial, sobre uma fazenda aqui do Vale do Paraíba, que me levou a ler sobre história do Brasil durante nove meses para só, então, começar a pesquisa do livro propriamente dita. Eu sabia que entraria em contato com informações que demandariam uma base histórica para entender o contexto. Para a concepção desse livro, contratei uma historiadora/paleógrafa que me ajudou a ler documentos do século 17/18 que estavam guardados no arquivo histórico de Taubaté. Descobrimos preciosidades que mais tarde seriam importantes até para historiadores da USP que estudam as rotas bandeirantes. Fora essa experiência, no mais das vezes mergulho sozinho nas pesquisas. É um bom jeito de seguir aprendendo.

Como se dá a participação dos contratantes na hora de editar o livro? Eles deixam você a vontade para colocar o que quiser ou interferem no que vai ser publicado?

A combinação inicial com as famílias biografadas é de que não haverá tema-tabu durante a fase de entrevistas. Tudo será abordado, as lembranças boas e as ruins. Com isso, esses livros não deixam de ser um processo psicanalítico para todos. Muitos temas e situações e mágoas que haviam sido jogadas para debaixo do tapete são revolvidas com a ajuda de alguém de fora (no caso, o autor ou autora do livro). Isso feito, eu processo tudo e tento contar tudo da maneira mais cuidadosa possível. O que acontece bastante em qualquer família, incluindo a minha e a sua, é que uma história pode ter mais de uma versão — e aprendi que todas são verdadeiras, afinal de contas, é a versão que aquela pessoa ouviu, guardou e transmitiu. Não é raro eu ter que entrar num acordo coletivo para definir que versão vai ser escrita. Suicídio na família, por exemplo, é um tema que não é raro aparecer. Como abordar — ou se deve abordar — eu sempre deixo a cargo da família. No fim, a história é dela, não minha. Talvez seja isso que diferencie as biografias de família das biografias comuns, já respondendo sua pergunta. Por ser uma encomenda, acordos devem ser firmados —nem para que a família se sinta exposta e nem para que eu me transforme num biógrafo chapa branca, que só vai publicar o trigo e deixar o joio de fora. Mas eu sei que mesmo um Ruy Castro, com toda a sua autonomia, qualidade e prestígio como biógrafo, toma cuidado com certos assuntos na hora de escrever. Nada é tabu. Só depende do jeito que se coloca. Isso é algo inerente ao profissional, independentemente, se o trabalho é uma encomenda ou não.

Das histórias que você já escreveu, qual a que mais te emocionou e porquê?

Não posso falar o nome da família, mas enquanto fazia as entrevistas para um livro, apareceu uma mágoa profunda de uma filha em relação ao pai. Era uma mágoa que persistia por mais de 40 anos. O episódio tinha acontecido quando ela tinha 7 anos e determinaria uma distância silenciosa entre eles ao longo da vida, e a família inteira precisou se encaixar nesse esquema. Quando ouvi o relato emocionado dela, achei o episódio tocante e resolvi começar o livro por ele. O texto mexeu com a família inteira porque era uma ferida exposta. Quem não sabia ficou sabendo, quem sabia precisou enfrentar fantasmas enterrados. Pai conversou com filha, filha conversou com mãe, todos choraram, se perdoaram e fizeram as pazes. Fiquei feliz com o desfecho: não só do livro como da nova relação da família. Agora, já com alguma experiência, posso dizer que não é incomum esse tipo de transformação na família depois de ver sua própria história refletida num livro.

Algum sergipano já te procurou para esse trabalho? E se ainda não, teria alguma personalidade daqui que gostaria de biografar a trajetória familiar?

Já, mas as negociações não foram adiante. Era para contar a história de um grande empresário. Uma família sergipana que eu gostaria muito de biografar é a Mangueira Viana.

Hoje, você vive, exclusivamente, de sua editora?

Sim, hoje vivo exclusivamente da minha editora. A Livros de Família está entrando em outra fase agora que é a de livros vendidos em livraria. Até então, os livros eram feitos apenas para consumo interno. Mas chegou em minhas mãos o livro escrito pela Cássia Miguel e achei que ali, tinha algo que podia interessar mais gente. Propus a ela vender “O Diabo na Casa do Terço” e ela topou. A editora não fica com nenhuma porcentagem sobre a venda. O dinheiro volta inteiramente para a família como uma forma de recuperar o que foi investido na produção do livro. Tem um próximo passo que eu quero dar, mas ainda não sei como, que é fazer livros para famílias que não têm dinheiro para pagar pela produção, mas gostariam de ver suas histórias espalhadas por aí. Recebi dois originais recentemente, um do Pará e outro da Bahia. O primeiro é o relato de uma senhora que passou muitos anos num hospital de hanseníase. O segundo é o relato de uma senhora que trabalhou a vida inteira como boia-fria e escreveu sua história de vida a lápis, num caderno. A filha transcreveu e me mandou. São dois pequenos tesouros que eu gostaria de oferecer aos leitores. Pode ser através de patrocínio de alguém ou uma empresa. Pode ser um livro digital. Não sei ainda.

Na sua opinião, qual o futuro da editoras brasileiras, tendo em vista a realidade econômica do país, atualmente?

Sobre o futuro das editoras, meu palpite, que não vale nada, é que as grandes corporações vão cada vez mais dar lugar a pequenas casas editoriais produzindo livros artesanais, lindos e de tiragem baixa. Pelo menos no Brasil, que é o um país onde se lê pouco ou quase nada. Na verdade, é isso o que já está acontecendo. Em resumo, o livro não vai morrer, as editoras não vão acabar. Tudo muda para continuar igual. É nisso que acredito. Mas é só um palpite otimista esse.


Texto e imagem reproduzidos do site: cinform.com.br

Palestra aborda a importância da literatura de cordel em sala de aula

A presidente da Academia Sergipana de Cordel 
Izabel Nascimento proferiu palestra na Alese 
Foto: Jadílson Simões

Publicado originalmente no site do Portal Infonet, em 9 de maio de 2019 

Palestra aborda a importância da literatura de cordel em sala de aula

Na expectativa que o projeto de lei nº 18/2019 de autoria da parlamentar Maria Mendonça (PSDB) seja aprovado pelos deputados estaduais da Assembleia Legislativa de Sergipe (Alese), a professora e presidente da Academia Sergipana de Cordel Izabel Nascimento proferiu palestra na manhã desta quinta-feira, 09, no plenário da casa legislativa, sobre a importância das escolas públicas e privadas colocarem na grade curricular o programa de fomento à Literatura de Cordel, objetivando preservar a cultura do cordel.

De acordo com a cordelista, a escola tem um papel fundamental no que diz respeito à promoção da cultura. “A proposta é falar sobre a importância de ter a literatura de cordel na prática pedagógica e na formação de pessoas no ambiente escolar. Com isso, os professores passam para os alunos a valorização da nossa poesia, dos nossos poetas e da literatura de cordel como patrimônio da literatura brasileira”, destacou.

Dia Municipal da Literatura de Cordel

O dia Municipal da Literatura de Cordel é comemorado no dia 19 de julho. A data é uma homenagem a um dos grandes ícones do Cordel em Sergipe e no Brasil, João Firmino Cabral, que nesta data, o sergipano tomou posse na Academia Brasileira de Literatura de Cordel.

O itabaianense João Firmino, que morreu em fevereiro de 2013, era bastante conhecido dos sergipanos e dos turistas que visitavam o Mercado Antônio Franco, onde mantinha uma banca de venda de inúmeros folhetos de Cordel e recebia, com muita simpatia, poetas, estudantes, professores, pesquisadores e turistas de todas as partes.

Entre as suas obras mais famosas estão “Uma profecia do Padre Cícero” (sua primeira produção), “Antônio Conselheiro, o guerreiro de Canudos”, “Luiz Gonzaga, o Rei do Baião”, “Nascimento, vida e morte do cangaceiro Zé Baiano” e, a principal delas, “Lampião: herói ou bandido”, de 2010, o seu folheto de Cordel mais vendido.

Fonte: Rede Alese

Texto e imagem reproduzidos do site: infonet.com.br

Documentário sobre o sanfoneiro Josa será lançado no Sesc Socorro

O documentário vai ser lançado dia 14 na Unidade Sesc 
Socorro, a partir das 15h (Foto: Divulgação SESC)

Publicado originalmente no site do Portal Infonet,  em 9 de maio de 2019

Documentário sobre o sanfoneiro Josa será lançado no Sesc Socorro

A pouco mais de um mês para o início dos festejos juninos, os sergipanos poderão conhecer a história de um dos maiores nomes do forró de Sergipe. Dirigido pelo cineasta Dida Araújo, o documentário Josa, o vaqueiro do Sertão presta uma homenagem ao sanfoneiro simão-diense, contemporâneo de Luiz Gonzaga, e será exibido em primeira-mão na próxima terça-feira, 14 de maio, na Unidade Sesc Socorro, a partir das 15h. A entrada é gratuita.

José Grigório Ribeiro, o Josa, se tornou um vaqueiro muito famoso na região de Simão Dias devido à habilidade na arte de amansar animais. Ele também foi vendedor de frutas na feira da cidade, amansador de burro brabo, militar e costureiro. Mas foi a arte de compor, cantar e tocar sanfona que projetou Josa para o universo artístico e o transformou em um dos principais nomes da cultura sergipana. Autor de mais de 300 composições no forró, Josa fez questão de retratar toda a realidade vivenciada em suas composições.

No documentário foram usadas imagens de reportagens veiculadas na TV Sergipe e na TV Aperipê, além do arquivo pessoal de Dida Araújo. O sanfoneiro Gláuber Santos e o maestro Evanilson fizeram arranjos especiais de algumas músicas de Josa que foram usadas no filme.

Seis meses foram gastos nas fases de captação dos depoimentos, montagem e finalização do documentário. O filme conta com a participação de Sérgio Almeida na direção de fotografia. A produção, roteiro, direção e edição ficaram a cargo do idealizador do projeto, Dida Araújo.

Sobre o diretor

Dida Araújo é formado em cinema e audiovisual pela Universidade Federal de Sergipe e realizador de diversos documentários, todos eles voltados para a preservação da memória sergipana.

Como jornalista, trabalhou por 36 anos na TV Sergipe. Nesse tempo idealizou e dirigiu alguns projetos como o Terra Serigy, São João da Gente, Concurso de Quadrilha Junina Levanta Poeira, Viva Esporte, Agenda Cultural e Bom Dia Interior. Também produziu e editou diversas reportagens ganhadoras de prêmios como o Banco Brasil de Jornalismo, Fapitec e o troféu Sanfona de Ouro.

Há quatro anos trabalha na TV Aperipê onde ocupou o cargo de diretor de jornalismo e hoje coordena o departamento de programação da emissora.

Fonte: SESC

Texto e imagem reproduzidos do site: infonet.com.br

quinta-feira, 9 de maio de 2019

Forró pode ser reconhecido como Patrimônio Cultural do Estado


Publicado originalmente no site do Jornal da Cidade, em 29 de abril de 2019

Forró pode ser reconhecido como Patrimônio Cultural do Estado

Pedido de reconhecimento foi feito ao Iphan em 2015 por uma associação.

A música “Sergipe é o país do forró”, do cantor Rogério, sem dúvida é um dos principais símbolos sergipanos quando pensamos na época junina, no ritmo, na dança e nos costumes. Muito presente em todo o Estado, o forró sergipano poderá ser registrado como patrimônio cultural pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

Em conversa com o JORNAL DA CIDADE, o diretor do Departamento de Patrimônio do Iphan, Hermano Queiroz, explicou que desde 2015, através de uma solicitação de um grupo de forrozeiros da Associação Cultural Balaio do Nordeste, com sede em João Pessoa, feita à Superintendência do Iphan na Paraíba, iniciaram-se os estudos para o reconhecimento do forró como patrimônio cultural do Brasil.

“Eles entendem que a matriz passa por uma apropriação e por outras vertentes e essa ressignificação tem ganhado as mídias e as matrizes têm ficado inviabilizadas nesse processo. Quando se fala em forró, ele abrange outros gêneros, como o xote, o baião, o xaxado e o arrasta-pé. Ele é muito complexo, pois compreende ainda danças, músicas, vestimentas, instrumentos culturais”, revela.

Na prática, se o registro for confirmado, o poder público e a sociedade passam a ter o compromisso de realizar ações para preservar esse ícone nordestino e evitar que essa tradição morra. Por enquanto, o processo está entrando em fase de instrução técnica e, após a conclusão dessa etapa, que vai até o fim de 2020, um conselho consultivo do Iphan irá decidir se o forró se tornará mesmo patrimônio.

“Para ser registrado como patrimônio é preciso comprovar relevância para a memória nacional, ser uma manifestação cultural de constância histórica – que se mantém há, pelo menos, três gerações – e fazer parte das referências culturais de grupos formadores da sociedade brasileira”, explica.

Um dos passos importantes para o reconhecimento ocorrerá no Seminário Forró e Patrimônio Cultural, que vai reunir forrozeiros, artistas, músicos, artesãos e dançarinos, além de gestores públicos e culturais, produtores e pesquisadores do Nordeste e de unidades da federação onde o ritmo tem presença marcante, como o Distrito Federal, São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo. O evento será realizado na casa de forró Sala de Reboco, em Recife, dos dias 8 a 10 de maio.

“Há preocupação em fortalecer esse bem cultural. Não é apenas declarar o seu valor cultural, não apenas dizer que é importante, mas principalmente em atuar e apoiar o fomento desta cultura tipicamente nordestina. Antes de ser submetido à aprovação do conselho, o processo passará pela etapa de pesquisa de campo. Os estudiosos irão mapear as áreas onde o forró está mais presente, levantar partituras, fotografias e outros registros que o envolvam. Há outro item importante, que é identificar as vulnerabilidades, ou seja, os riscos e ameaças à preservação do forró”, acrescenta Hermano.

Em pauta, serão debatidas ações de preservação da manifestação cultural, políticas públicas voltadas para a valorização e a sustentabilidade de projetos que fomentam o forró pelo país, além das formas de transmissão de saberes relacionados ao ritmo.

“Todo esse trabalho de salvaguarda é compartilhado. É como se fosse um pacto sociocultural entre sociedade, os detentores do forró e o poder público. Juntos, todos têm o papel de articular ações no sentido de intensificar as matrizes tradicionais e os nossos gêneros. Toda essa discussão não está sendo feita de cima para baixo, muito pelo contrário, os detentores do forró é que vão dizer o que é que tem que preservar, são eles que estão à frente do plano de preservação. O protagonismo é dos detentores, quem toca, quem pratica esse bem, quem dança, quem elabora as coreografias e músicas são eles. E a Superintendência do Iphan em Sergipe vai participar desse debate e levar toda a carga que Sergipe possui sobre este evento cultual”, finalizou diretor do Departamento de Patrimônio do Iphan, Hermano Queiroz.

Texto e imagem reproduzidos do site: jornaldacidade.net

Lançada a 22ª. edição da Revista Cumbuca


Publicado originalmente no site SEGRASE, em 08/05/2019

Edição 22ª da revista CUMBUCA é lançada na SEGRASE 

O evento contou com a presença de personalidades que contribuem para a valorização da cultura sergipana

No dia 7 de maio, na sede da Empresa de Serviços Gráficos de Sergipe - Segrase, foi lançada a 22ª edição da Revista Cumbuca. O evento contou com a presença de personalidades que contribuem para a valorização da cultura sergipana, além do presidente da Segrase, Ricardo Roriz, o editor da publicação, Amaral Cavalcante e o ex-governador do Estado, Jackson Barreto.

Para Amaral Cavalcante, Sergipe sempre precisou de uma revista como a Cumbuca. “Nós merecemos uma revista cultural, pois somos um celeiro de cultura e arte’’. Ele ainda ressalta que a publicação já circula em todo o país. ”O produto tem alta qualidade gráfica e sempre apresenta grandes artistas e produtores da cultura e arte, não só para Sergipe, mas também para outras regiões do País. Hoje, a Cumbuca é a minha grande inspiração’’, assegura.

O presidente da Segrase, Ricardo Roriz destaca o diferencial da Cumbuca. “O grande diferencial da revista é sua qualidade editorial e cultural que faz o leitor dentro e fora do Estado se interessar cada vez mais pela publicação”, ressalta.

Jackson Barreto, ex-governador do Estado, destacou a importância da Cumbuca. “A revista é um espaço que os escritores e historiadores têm a liberdade de escrever e opinar, de forma mais profunda, fato que é essencial para inserir as manifestações populares e assim, a população conhecer um pouco mais de sua história’’, observa.

A 22ª edição conta com temas poucos explorados, a exemplo do Centenário de Joel Silveira, texto de Sayonara Viana que conta também sobre as diversas publicações de Joel Silveira. Sayonara destacou a importância da Cumbuca para a cultura sergipana. “É a segunda vez que participo da revista e acho a Cumbuca uma grande resistência à cultura de Sergipe, com uma iconografia belíssima e me sinto bastante honrada em poder participar dessa revista’’, conta.

O texto ‘Pascoal Carlos Magno, João Costa e Luiz Antonio Barreto’ também foram pauta da 22ª edição. O autor João Augusto Gama, contou como foi participar de mais uma publicação. “Sergipe hoje não pode viver mais sem a Cumbuca, pois é uma grande referência para a cultura do Estado e reflete como Sergipe é, através da poesia, literatura, cultura’’. Ele também detalhou sobre seu artigo. ”Pascoal Carlos Magno foi um agente cultural muito importante do Brasil, no século XX. João Costa foi um grande agente, talvez o maior de Sergipe, também do século XX. Ambos são muito representativos na vida cultural do país e Luis Antonio Barreto com sua poesia, sua música, se insere nesse contexto, com um trabalho com o professor João Costa em recitar suas obras lá nos anos de 1960’’.

O presidente da Academia Sergipana de Letras, José Anderson Nascimento também esteve presente no evento e relatou a importância de ter uma revista como a Cumbuca no Estado. “A Edise proporciona para o público leitor uma revista de qualidade, com artigos excepcionais, com o propósito de divulgar a cultura da nossa terra. Parabenizo não só o Governo do Estado, como também o presidente da Segrase, Ricardo Roriz, pela iniciativa, e ao editor acadêmico, Amaral Cavalcante, que traz um trabalho fenomenal’’.

Texto e imagem reproduzidos do site: segrase.se.gov.br

quarta-feira, 8 de maio de 2019

REGISTRO: Lançada a 22ª edição da revista CUMBUCA


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Publicado originalmente no site da SEGRASE, em 06/05/2019

22ª Edição da revista CUMBUCA a todo vapor 

O lançamento acontecerá no dia 07 de maio, na sede da Segrase, às 11h
     
No dia 07 de maio, às 11h, a sede da Empresa de Serviços Gráficos de Sergipe - Segrase será palco do lançamento da Revista Cumbuca, produzida pela Editora Diário Oficial de Sergipe - Edise, que chega à sua 22ª edição.

Nesta edição, a publicação apresenta temas poucos explorados, a exemplo do trio elétrico, ‘Notas obre o carnaval’, do professor Claudefranklin Monteiro Santos conta a história do trio elétrico em Sergipe; ‘O diabo na literatura’, de Antonio Nahud mostra que satã é um velho personagem literário; o artista e produtor cultural, Irineu Fontes escreve sobre a ‘Música em Sergipe’; e o professor e poeta lagartense, Assuero Cardoso Barbosa apresenta suas poesias.

A revista tem como editor o jornalista, ator, poeta e imortal da Academia Sergipana de Letras Amaral Cavalcante, e conta com a produção da jornalista Cândida Oliveira. A Cumbuca tem sido referência cultural do Estado, abordando sempre temas culturais, que retratam a diversidade que há em Sergipe.

A Cumbuca 22 traz capa de Thiago Neumann, o Cachorrão. Pedro Varoni apresenta um pouco da vida do artista ‘Joubert Moraes: A vida em arte das canções’; Para também tratar de uma das personalidades que marcaram Sergipe, Sayonara Viana escreveu sobre o jornalista e escritor Joel Magno Ribeiro da Silveira, texto que celebra o centenário do seu nascimento e revela a sua trajetória, com suas memórias.

Ainda nesta edição, o jornalista Thiago Barbosa expõe sobre a obra ‘Trindade do Sertão’, do capixaba Braga Júnior, o qual retrata fortemente a cultura nordestina, e transporta o sertão e o cangaço para o universo da literatura de fantasia.

O ex-secretário de Estado da Cultura João Augusto Gama, aborda sobre os agentes culturais brasileiros, ‘Pascoal Carlos Magno, João Costa e Luiz Antonio Barreto’. Encerrando a edição, um artigo de Carlos Pinna de Assis, da Academia Sergipana de Letras e Academia Maruinense de Letras e Artes, sobre o político ‘João Gomes Vieira de Melo: (1809-1890) – O Barão de Maruim e seu lugar’.

A 22ª edição da Revista Cumbuca encontra-se acessível na versão impressa no valor de R$ 10 (dez reais) nas Lojas Escariz e na sede da Segrase. Em formato E-book, gratuitamente no site www.segrase.se.gov.br.

Para o presidente da Segrase, Ricardo Roriz, “esta edição foi inovadora, tanto em seu estilo, como em suas abordagens. A literatura destacou-se dessa vez, e seu conteúdo acatou temas que, por vezes, são escamoteados. A Cumbuca vem então dando espaço e contribuindo para o enaltecimento da cultura nordestina e sergipana, e é satisfatório os seus resultados”.

O editor da Revista, Amaral Cavalcante, conta estar especialmente feliz por esta edição. “A 22ª edição da Revista Cumbuca trata de vários assuntos, sendo interessante para públicos diversos. É curioso mergulhar no mundo nordestino sob diferentes vieses e formas de se pautar a nossa rica cultura”

Serviço
O quê: Lançamento da 22ª edição da revista Cumbuca
Quando: 07 de maio de 2019
Horário: 11h
Onde: Segrase - R. Propriá, 227, Centro, Aracaju (SE)
Contato: (79) 3205-7412

Texto e imagem reproduzidos do site: segrase.se.gov.br

sábado, 4 de maio de 2019

Obra ‘Anatomistas do Brasil’ será lançada no Museu da Gente Sergipana


Publicado originalmente no site do Portal Infonet, em 30 de abril de 2019

Obra ‘Anatomistas do Brasil’ será lançada no Museu da Gente Sergipana

O médico, professor e presidente da Sociedade Médica de Sergipe (Somese), Dr. José Aderval Aragão, lançará no próximo dia 15 de maio a obra intitulada ‘Anatomistas do Brasil’, no Museu da Gente Sergipana às 17h30. O livro é o único no país a registrar a história de todos os anatomistas brasileiros que foram de grande importância para todas as áreas de saúde, mais especificamente para a medicina brasileira.

A Anatomia é uma ciência que estuda a estrutura física dos seres vivos e é fundamental para o desenvolvimento científico, pois não há especialidade na medicina em que essa disciplina não esteja presente. Os anatomistas do passado tem papel fundamental para o volume de conhecimento que norteia as práticas do dia a dia.

Segundo o presidente da Somese, Dr. José Aderval Aragão, é um apaixonado pela a anatomia e se sente extremamente honrado por ser o pioneiro no país a lançar uma obra tão importante como essa. “Este livro servirá para que possamos conhecer e reconhecer as origens e o trabalho de figuras ímpares da anatomia brasileira e poder mostrar para a sociedade a importância que tiveram para a medicina brasileira”, enfatizou o Dr. Aderval.

Fonte: assessoria de comunicação

Texto e imagem reproduzidos do site: infonet.com.br