sábado, 13 de agosto de 2022

Meliponário contribui para conservação da biodiversidade em Aracaju






Paula da Silva

Legenda da foto: André Marques - (Créditos das fotos: Marcelle Cristinne e Sergio Silva)

Publicação compartilhada da Agência Aracaju de Notícias, de 12 de agosto de 2022

Meliponário contribui para conservação da biodiversidade em Aracaju

De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), as abelhas são responsáveis pela produção de cerca de 70% da polinização das plantas cultivadas, além de serem essenciais para a produção de alimentos e da vida humana. Na capital sergipana, a Prefeitura de Aracaju, por meio da Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Sema), contribui diretamente para a preservação desses insetos a partir do meliponário instalado no Horto Municipal, localizado no Parque Augusto Franco (Sementeira). 

No local, a administração municipal abriga sete espécies de abelhas e desenvolve ações educativas, no sentido de sensibilizar e conscientizar a respeito da importância das abelhas, seres indispensáveis para a conservação da biodiversidade. 

O secretário municipal do Meio Ambiente, Alan Lemos, ressalta que as várias espécies de abelhas presentes no meliponário permitem que a cidade fique adequadamente arborizada, contribuem para uma melhor condição paisagística e minimiza eventuais efeitos das mudanças climáticas. 

“O meliponário cumpre duas funções importantes. A primeira função é que são abelhas nativas e que se prestam à polinização na área, cumprem seu papel no entorno do parque, tornando aquele ambiente melhor, no ponto de vista da biodiversidade e da capacidade de reprodução das diferentes espécies vegetais. Outra função ainda mais importante é o papel na educação ambiental. A gente tem uma estrutura da Prefeitura que permite, por meio de um circuito de educação ambiental, direcionar a importância das abelhas na cidade e na preservação das áreas nativas de vegetação”, pontua o secretário.

O meliponário conta com abelhas das espécias Uruçu, Jataí, Iraí, Moça Branca, Mandaçaia, Mandaguari e Mirim, como explica a coordenadora da equipe da Educação Ambiental, Paula da Silva. “Existem dois grupos específicos de abelhas: as nativas, que são as cultivadas no meliponário (essas possuem ferrão, mas são atrofiados), elas não fazem mal, podem provocar, no máximo, um incômodo que não vai machucar; e as indígenas, que não possuem ferrão”, detalha

Polinização

As abelhas transportam o pólen do local onde ele é produzido, ou seja, dos órgãos masculinos da flor, para a parte feminina da flor. Além de insetos como as abelhas, esse transporte também pode ser feito pelo vento e pela água. 

“Ao buscar alimento e pousar de flor em flor, as abelhas usam os muitos pelos que possuem em seu corpo para coletar o pólen, o qual elas transportam depois para outras flores. Isso torna esses insetos importantes polinizadores”, afirma o colaborador da equipe da Educação Ambiental da Sema, André Marques. 

Educação ambiental

A coordenadora Paula explica que a Educação Ambiental trabalha mais focada naqueles que estão dando os primeiros passos para uma consciência cidadã, no caso, o público infantil, no entanto, não somente o meliponário, mas todo o Horto está de portas abertas para a população geral, no sentido de expandir a conscientização. 

“Trabalhamos muito mais com as crianças, mas não quer dizer que é um atendimento limitado a elas. O acesso é para todos, até porque fica localizado dentro de um parque público”, friza Paula. 

Neste sentido, a equipe realiza visitas guiadas; trilha teatral, em que os educadores falam sobre a conservação ambiental, a flora, fauna, recursos hídricos; e oficinas, a partir das quais  são confeccionados pufes com materiais recicláveis, além falar sobre reutilização desse objeto para evitar o descarte; e também construção de brinquedos com materiais recicláveis. Todas essas atividades são realizadas no meliponário e nas escolas, de acordo com a solicitação dos órgãos.

Agende sua visita

“A visita guiada é importante até mesmo para que as pessoas compreendam o que estão vendo. Muitas vezes, as pessoas ficam com receio das abelhas, então, a explicação, o acompanhamento da educação ambiental, dá essa estrutura. A gente fornece esse equipamento educacional, instruindo, acompanhando todo o processo para que, realmente, a pessoa tenha conhecimento e saia do local civilizada a cuidar, preservar o meio ambiente e se tornar, também, um agente defensor desse meio que é nosso e que depende dos nossos cuidados”, salienta Paula.

Apesar do serviço ser porta aberta, Paula recomenda realizar o agendamento, pelos canais da própria secretaria, principalmente em caso de um grande número de pessoas. “Esse agendamento é importante porque, às vezes, nós estamos em ação externa, nas escolas, nas áreas verdes e em outras organizações. Assim, o agendamento garante uma organização maior da atividade”, alerta. 

No caso das escolas municipais não há necessidade de agendamento, pois já existem representantes na Secretaria Municipal da Educação (Semed) que já executam esse trabalho. Por outro lado, as escolas particulares precisam agendar de forma individual, bem como as organizações não governamentais e as associações. O atendimento vai das 8h às 16h, através da Ouvidoria da Sema, pelos telefones 3225-4173 / 98135-6961. 

Texto e imagens reproduzidos do site: aracaju.se.gov.br

segunda-feira, 8 de agosto de 2022

Aracaju prepara homenagem às vítimas de torpedeamento de navios em SE

Legenda da foto: navio Baependi - (Crédito da foto:  Acervo O Globo/Reprodução)

Reportagem compartilhada do site F5 NEWS, de 7 de agosto de 2022  

Aracaju prepara homenagem às vítimas de torpedeamento de navios em Sergipe

Fato histórico é considerado fundamental para a entrada do Brasil na II Guerra  

Por Ana Luísa Andrade

Em 16 de agosto deste ano, completam-se 80 anos de um dos maiores marcos da história de Sergipe: o bombardeio de navios brasileiros por um submarino alemão na costa do litoral do estado.

Para relembrar o fato, a Prefeitura de Aracaju, por meio da Fundação Cultural Cidade de Aracaju (Funcaju), e a Capitania dos Portos, com apoio da Marinha do Brasil, irão realizar, no dia 16 deste mês, um evento em homenagem aos 617 náufragos vitimados pelo bombardeio. 

Com local marcado para o Farol da Coroa do Meio, a iniciativa conta também com a participação da Universidade Federal de Sergipe, do 28º Batalhão de Caçadores, da Academia Sergipana de Letras, do Instituto Histórico e Geográfico de Sergipe, do Governo do Estado e do Instituto Banese.

O presidente da Funcaju, Luciano Correia, informou a programação do evento ao F5 News: no final da tarde do dia 16, será realizado ato no Farol da Coroa do Meio. Mais cedo, a Marinha realiza homenagem em alto mar, que será documentada para exibição na solenidade do Farol e disponibilizada para a imprensa e o público.

O evento continua sua programação nos dias seguintes. A partir do dia 17, ocorrerá uma exposição no Centro Cultural de Aracaju, na praça General Valadão. Além disso, o Aeroclube de Sergipe programou um seminário com a participação de pesquisadores desse episódio. A Capitania dos Portos, por sua vez, realiza, também no Farol, uma exposição do Tribunal de Justiça, que conta a história dos bombardeios.

O objetivo, segundo Luciano Correia, é resgatar essa passagem tão importante não somente para a história sergipana, mas também para todo o país, que deu início a uma série de desdobramentos na conjuntura mundial da época. Ele aponta que o episódio foi responsável por inserir o Brasil diretamente no cenário da II Guerra Mundial, dando a Sergipe um protagonismo fundamental para essa escolha.

“Foram os bombardeios desses navios que desencadearam a decisão do presidente Getúlio Vargas de colocar o Brasil na guerra, do lado dos aliados. Até então persistia um debate não muito claro e transparente, servindo mais às posições políticas de uns e outros, que acusavam Getúlio de simpatia com o regime nazista de Hitler. Mais importante do que as respostas desse debate foi a realidade que se impôs com esse fato histórico, o ataque alemão aos navios brasileiros na costa sergipana, à altura do que hoje se denominam Praias dos Náufragos e Praia do Refúgio”, considera Luciano.

De acordo com ele, os bombardeios merecem mais atenção por parte dos pesquisadores, pela dimensão dos seus significados para a história brasileira. Por esse motivo, a Prefeitura de Aracaju convidou essas instituições e preparou o ato de 16 de agosto. 

“Ao nos debruçarmos sobre esse feito do nosso passado com novas luzes, estamos criando as condições para abrirmos novas frentes nos campos da pesquisa histórica, da memória, museus, exposições e de narrativas literárias para usos do cinema, do documentarismo e das artes de maneira geral”, declara Luciano Correia.

O torpedeamento

O contexto era a II Guerra Mundial. Em 16 de agosto de 1942, Sergipe foi cenário de um trágico acontecimento: um submarino alemão torpedeou cinco navios da marinha brasileira na costa do estado - Aníbal Benévolo, Itagiba, Arara, Araraquara e Baependi. 

Historiadores relatam que as embarcações atracavam em Aracaju com frequência, transportando cargas e passageiros. A perda dos navios e de sua tripulação desencadeou comoção geral na população sergipana.

Em meio ao clima de caos e luto que se instalou no estado e também no país, o então presidente Getúlio Vargas comunicou, em 22 de agosto do mesmo ano, que o Brasil entrava na guerra ao lado dos Aliados - Reino Unido, França, União Soviética e Estados Unidos - contra os países do Eixo - Alemanha, Itália e Japão -, enviando a Força Expedicionária Brasileira (FEB) para a frente de batalha em terras italianas.

O torpedeamento foi um fato considerado fundamental para a decisão de inserir o Brasil diretamente na guerra.

Texto e imagem reproduzidos do site: f5news.com.br 

quarta-feira, 3 de agosto de 2022

Centro Cultural de Aracaju guarda memória da cidade










Fotos: Marco Vieira

Publicação compartilhada da Agência Aracaju de Notícias, de 19 de junho de 2017

Centro Cultural de Aracaju guarda memória da cidade

Turistas são os principais visitantes do Centro Cultural de Aracaju, dentre as mais de dez mil pessoas que já passaram pelo espaço. Estudantes, através de visitas agendadas por escolas, também se encantam com os ambientes que abrigam um sumário da memória lúdica aracajuana. Localizado na praça General Valadão, bem no Centro comercial de Aracaju, ele está aberto de terça a sexta-feira, das 9h às 17h, e aos sábados das 8h30 às 13h, oferecendo diferentes experiências a quem chega.

O prédio impressiona logo na entrada com uma imponente escadaria de madeira. Mas a visitação guiada pelo lugar, que já foi sede da Alfândega e passou 20 anos trancado até sua reabertura em 2014, começa pelo andar térreo, onde fica o Museu de Aracaju Viana de Assis. Nele está a exposição permanente dos Chefes do Poder Executivo municipal, com fotos dos gestores e um memorial que conta um pouco da história administrativa da cidade.

Num salão mais amplo, exposições temáticas se revezam. Até o dia 30 deste mês estará em cartaz a mostra "Cheiro, Cor e Baião. Viva São João".

"Este é um museu que foi criado na gestão do prefeito Viana de Assis e funcionava no Parque Augusto Franco. Passou muito tempo desativado até ser reaberto e ter nova sede aqui", informa a museóloga do Centro Cultural, Heyse Oliveira, que atua no espaço desde a sua inauguração. Dentro do museu existe ainda uma Sala Documental, que trata da transferência da capital de Sergipe de São Cristóvão para Aracaju, contando inclusive com recurso audiovisual.

Ainda no primeiro piso, outro espaço abriga exposições temporárias, atualmente em cartaz "Aracaju no Tempo dos Bondes". E também no térreo está o Teatro João Costa, com capacidade para 100 pessoas e bem equipado para receber além de espetáculos teatrais, eventos, simpósios e palestras. O espaço também permite aos grupos formados na Escola de Arte Valdice Teles terem um lugar a mais para suas apresentações.

O Memorial da Alfândega é outra atração do primeiro piso. A pequena sala é, na verdade, um antigo cofre onde eram guardados objetos valiosos e hoje conta a história do prédio, que há cerca de três anos ganhou o seu uso definitivo. E o visitante encontra ainda a sala Walmir Almeida, com 98 lugares, que está dentro do Centro Cultural, mas integra do Núcleo de Produção Digital Orlando Vieira.

De acordo com a coordenadora do Núcleo, Carolina Westrupp, não se trata apenas de mais um local de exibição. "É um setor audiovisual do município de Aracaju. O Núcleo trabalha em três frentes, na criação de público consumidor, na formação profissionalizante e começando a trabalhar com a juventude, dentro das escolas", informou.

Informação e formação

Subindo as escadas, há o espaço de Multimeios, que conta com três salas de aula para a realização de oficinas diversas e um espaço para exposições, que atualmente recebe "O Carrossel de Tobias". O monumento encantou crianças e adultos nas antigas festas natalinas do Parque Teófilo Dantas, em Aracaju. Deste ponto é possível desfrutar também de uma atração à parte: a vista e a brisa do rio Sergipe.

Mas é ao alcançar a Sala de Cultura Popular Mestre Euclides que o visitante tem o ponto alto da visita. Uma exposição permanente encanta crianças de todas as idades e desperta a criança que existe em cada adulto. Mostras de teatro de bonecas, danças e folguedos, do grupo Mamulengo do Cheiroso colorem o espaço e convidam para uma viagem à infância nordestina.

No local também está a Biblioteca Mário Cabral, ponto que encerra o passeio. Ali a visita é livre, mas dispõe de orientação de funcionários. O acervo com cerca de 2.500 exemplares é focado na literatura sergipana, mas com espaço para a poesia universal. Com obras raras em livros com mais de cem anos, o pequeno espaço guarda uma imensa riqueza intelectual ainda pouco apreciada. Uma média de 25 usuários passa pelo espaço a cada mês.

A bibliotecária Verônica Cardoso explica que existem acervos completos de escritores como João Costa e Ana Medina. "Aqui está o acervo pessoal e memorial de Mário Cabral, patrono da biblioteca. Temos também um telecentro para pesquisa com o catálogo da biblioteca e um banco de dados com mais de 250 escritores sergipanos na base. Estamos na fase de construção sobre os artistas plásticos sergipanos", explicou.

Texto e imagens reproduzidos do site: aracaju.se.gov.br

sábado, 30 de julho de 2022

Os sinos de São Cristóvão já dobraram contra os comunistas

Legenda da foto: Péricles de Azevedo, chegou a tenente - coronel da Infantaria no Rio de Janeiro 

Artigo compatilhado do site DESTAQUE NOTÍCIAS, de 30 de julho de 2022

Os sinos de São Cristóvão já dobraram contra os comunistas

Por Adiberto de Souza *

O Partido Comunista Brasileiro (PCB) teve forte participação nas eleições de 1945, tendo, inclusive, apresentado Yeddo Fiúza como candidato a presidente da República. Nesse mesmo pleito, o escritor baiano Jorge Amado (PCB) se elegeu deputado federal por São Paulo. Para reforçar a campanha em Sergipe, o Pecebão mandou do Rio de Janeiro o combativo democrata Péricles de Azevedo, dono de um vibrante discurso ideológico, recheado de um verbo afiadíssimo. Candidato a senador, esse sergipano que deixou o estado muito jovem teve 4,53% dos votos, bem menos do que os 23,39% e 23,65% dos eleitos, respectivamente, Durval Cruz e Walter Franco, grandes empresários filiados à UDN.

Nascido em 1903, no Engenho Oitocentas, localizado em Rosário do Catete, Péricles Vieira de Azevedo era o primeiro dos 12 filhos de José Paes de Azevedo Sá e Cecília Vieira de Melo. Em sua tese de mestrado em História pela Universidade Federal de Sergipe, a professora Josineide Luciano Almeida Santos conta que, ainda muito jovem, Péricles foi estudar no Rio de Janeiro. Alí, ingressou na Escola Militar e seguiu a carreira das armas, chegando ao posto de tenente-coronel. A mestra conta em sua pesquisa que Perícles de Azevedo também se formou em Direito, porém advogou por pouco tempo. Segundo a irmã Gulgar de Azevedo, ele “era muito inteligente, de conversa fácil e agradável, um orador primoroso”.

A Igreja e os comunistas

No livro ‘História Política de Sergipe’, o professor Ariosvaldo Figueiredo faz registros sobre a campanha eleitoral do PCB no estado em 1945, destacando um comício realizado pelo Partidão em São Cristóvão. O historiador escreve que, ao chegarem na antiga capital do estado, os comunistas se depararam com uma grande reação da Igreja Católica, que era muito forte no município. Em todas as missas daquele domingo, os padres apelaram aos fiéis para não irem à manifestação vespertina convocada pelos políticos vermelhos.

Achando pouco os sermões feitos nas missas, os padres tentaram abafar o alto-falante do comício. Justo na hora do discurso do candidato a senador Péricles de Azevedo, a principal estrela da companhia, os sinos de todas as igrejas começaram a dobrar. Tarimbado, o orador não perdeu a calma e, para surpresa dos reverendos, fulminou: “Vejam, meus senhores, o Partido Comunista está tão forte em São Cristóvão que até os frades fazem questão de nos prestigiar com esse fabuloso badalar”. E, achando o chiste pouco, Péricles prosseguiu: “Foi a forma encontrada pelos religiosos para participar dessa grande festa democrática”. Acabrunhados com o inesperado contra-ataque do comunista, os padres deram uma contraordem, e, aos poucos, os sinos foram silenciando, para o comício vermelho prosseguir apoteótico. Marminino!

* É editor do Portal Destaquenotícias

Texto e imagem reproduzidos do site: destaquenoticias.com.br

sexta-feira, 29 de julho de 2022

Professor da UFS lança livro sobre xenofobia e intolerância linguística

Legenda da foto: Professor Jocenilson Ribeiro - (Crédito da foto: Adilson Andrade/Ascom UFS)

Publicação compartilhada do site A8 SE, de 29 de julho de 2022

Professor da UFS lança livro sobre xenofobia e intolerância linguística

A publicação é resultado de cinco de estudos em duas universidades.

Por Carolinas de Morais, Jéssika Magalhães e A8SE

O professor Jocenilson Ribeiro da Pós-Graduação de Letras da Universidade Federal de Sergipe (UFS), lança o livro ' Xenofobia e intolerância linguística: discursos sobre estrangeiridade e hostilidade brasileira'. A publicação é resultado de cinco de estudos em duas universidades.

Segundo o profissional, a agressão à um estudante haitiano em Foz do Iguaçu, no Paraná, foi emblemático, no contexto de violências por discriminação contra estrangeiros. “Vale lembrar que historicamente a cidade de Foz do Iguaçu se desenvolve ao lado de outros países. E a gente sabe, não é nenhuma novidade, que toda fronteira envolve violência, discriminação, diversos tipos de problemas políticos, econômicos, policiais”, recorda.

O professor já havia percebido, na própria sala de aula, a existência da discriminação sofrida por estrangeiros e então decidiu pesquisas as manifestações de violência e discriminação contra estrangeiros na Tríplice Fronteira e na própria Unila. o ponto de vista teórico e metodológico, o pesquisador adotou os estudos da análise dos discursos franco-brasileiros. Depois, a partir de 2020, ao se transferir para a Universidade Federal de Sergipe, o docente ampliou a pesquisa para a xenofobia dos brasileiros das regiões sudeste e sul contra nordestinos.

“Eu ensinava línguas e também teorias linguísticas para estudantes de cerca de 16 a 20 nacionalidades diferentes na mesma sala, então apareciam, através de comentários dos estudantes, o constrangimento, as denúncias — microdenúncias — da própria relação dos estudantes com o pessoal da cidade ou dentro da própria universidade”, conta.

Sobre o autor

Jocenilson Ribeiro é professor da UFS lotado no Departamento de Letras Vernáculas e no Programa de Pós-Graduação em Letras. Além disso, coordena o grupo de pesquisa “imaGine (Laboratório de estudos de discurso, história e estrangeiridades)”.

Texo e imagem reproduzidos do site: a8se.com

quinta-feira, 28 de julho de 2022

Ranking: UFS é considerada a 1ª Nordeste e 3ª melhor do Brasil

Foto: Adilson Andrade/AscomUFS

Publicado originalmente no site do Portal INONET, em 27 de julho de 2022

Ranking: UFS é considerada a 1ª Nordeste e 3ª melhor do Brasil

Oitava em 2020, quinta em 2021, terceira em 2022. A Universidade Federal de Sergipe subiu duas posições no World University Ranking da Times Higher Education, e passou a figurar entre as três melhores universidades do país. Pelo segundo ano consecutivo, a UFS foi também a universidade mais bem ranqueada da região Nordeste no levantamento da revista britânica.

Na lista que inclui 59 instituições nacionais, a UFS apareceu ao lado da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), na terceira posição. A Universidade de São Paulo aparece como primeira entre as nacionais, seguida pela Universidade de Campinas (Unicamp).

“O resultado atual mostra uma consolidação nas áreas de Ensino, Pesquisa e Extensão, com ações que levam a universidade a manter-se numa posição de destaque. Reconhecemos pontos em que precisamos melhorar, mas, sobretudo, temos o reconhecimento da qualidade das nossas produções científicas, medido pelo índice de citações e a qualidade da formação docente”, pontuou o reitor Valter Santana.

Avaliando indicadores de ensino, pesquisa e citações, transferência de conhecimento, e perspectiva internacional, o ranking contou este ano com 1.662 instituições de ensino superior de todo o mundo. O quesito citações foi o de maior destaque na UFS, recebendo 87 pontos numa escala de 0 a 100.

Sobre esse impacto da produção científica, o pró-reitor de Pós-Graduação e Pesquisa, Lucindo Quintans, explica que “ainda que não tenhamos um corpo docente tão grande como o de outras universidades, temos na UFS grupos de pesquisa consolidados, que produzem trabalhos de grande qualidade, que são muito citados; e outros em fase de consolidação, ou que talvez não sejam enxergados pelas bases usadas pelo ranking, como no caso das ciências socais e humanas”.

Desafios

O superintendente de Indicadores de Desempenho Institucional (SIDI), Kleber Oliveira, avalia que “esse índice é importante porque coloca a UFS no cenário mundial das universidades. Mostra a nossa qualidade, o esforço dos professores, dos alunos, e o bom uso dos investimentos aqui alocados – apesar dos cortes”.

Para ele, é também uma oportunidade de refletir. “O desafio é mantermos aquilo em que já estamos bem e melhorarmos nas áreas em que o resultado não foi tão bom. Se quisermos continuar crescendo em termos de destaque internacional, precisamos continuar fazendo o que tem sido feito: buscar a melhoria no ensino, na assistência estudantil, desempenho acadêmico, o aumento da taxa de sucesso, e outras ações que já vêm sendo buscadas pelas diversas pró-reitorias”.

Para o reitor Valter Santana, essa posição no ranking “é para nós motivo de muito orgulho e de muita responsabilidade, no sentido de prover as condições – dentro de cenários, às vezes, não muito favoráveis – para que a universidade se consolide cada vez mais no cenário nacional e internacional, e continue sendo orgulho para toda sociedade sergipana e para a nossa comunidade universitária.”

THE

O World Ranking University, elaborado desde 2004 pela revista Times Higher Education (THE), inclui instituições de ensino superior de 99 países e territórios, e é o maior e mais diverso ranking de universidades existente.

Texto e imagem reproduzidos do site: infonet.com.br

quarta-feira, 27 de julho de 2022

No Dia do Escritor, conheça 5 exemplos da produção literária em Sergipe

Publicação compartilhada do site F5 NEWS, de 25 de julho de 2022 

No Dia do Escritor, conheça 5 exemplos da produção literária em Sergipe

Arco de criação vai da poesia e da ficção às temáticas sociológicas e históricas   

Por F5 News

O 25 de julho foi estabelecido como Dia Nacional do Escritor em 1960, por iniciativa do então ministro da Educação e Cultura, Pedro Paulo Penido, em alusão ao I Festival do Escritor Brasileiro, patrocinado pela União Brasileira de Escritores (UBE), que ocorreu naquele ano nesta data. 

Em homenagem aos homens e mulheres que pulverizam conhecimento e deleite pelo caminho das letras, F5 News fez uma seleção de obras produzidas em Sergipe, algumas das quais de lançamento em um futuro breve. Confira:

O pequeno nomeador de estrelas, de André Comanche  

André Comanche é um contador de histórias e artista. Autor de três livros infantis - O dia que minha avó me apresentou a morte; Tem um monstro na minha orelha; O pequeno nomeador de estrelas - o autor começou nos quadrinhos em 2016, quando lançou sua primeira série intitulada 'Tino, um caçador de de si mesmo'. Em 2020 foi ganhador do prêmio ALA (Academia de Letras de Aracaju) de reconhecimento Cultural, na categoria Literatura. 

"O pequeno nomeador de estrelas", de 2022, que está com lançamento previsto para o próximo dia 6, tem prefácio de Felipe Castanhari  e conta a história de um garoto autista de oito anos,  aficionado por gibis de ficção científica e que acaba se apaixonando pela astronomia. E é na astronomia onde ele busca um refúgio para os problemas que enfrenta no colégio. 

"O livro aborda temas que estão sendo debatidos atualmente, com muita relevância social, que é justamente a questão da diversidade para entender e compreender o espectro autista, os neuroatípicos. Ele traz essas relações na mente dessas pessoas neurodivergentes e também um apelo ao conhecimento, à paixão, à busca da ciência, à importância de você estudar as coisas do universo e da ciência", disse André Comanche em depoimento ao F5 News.

Sob o sol dali, de Jozailto Lima

Jozailto Lima nasceu em Várzea do Poço, Bahia, morou entre os anos 80 e 90 em Feira de Santana, e ali começou um curso de Letras na UEFS. Desde 1990 vive em Sergipe, onde se graduou em Comunicação Social e, atualmente, comanda o portal JL Política. “Faz da literatura uma janela por onde tenta ver, captar, criar e revelar mundos e sentimentos”, diz ele sobre sua arte. Jozailto contabiliza cinco livros de poemas publicados e em breve lançará o sexto, intitulado “Sob o sol dali”. 

“Ainda Lobos” traz uma coleção de poesias feitas entre 2010 e 2014, que buscam expressar uma essência, com fortes traços memorialísticos. “É como se a paisagem da infância lhe desse a régua e o compasso para a compreensão do mundo”, diz o prefácio de Paulo Lima. 

 “‘Ainda Lobos', de 2016, é um livro que me contempla muito. E também diria que ‘Viagem na argila’, o livro de 2012, também me contempla muito. Porque são livros nos quais eu consigo representar muito da minha visão de mundo com a poesia lírica existencial que questiona e postiga e instiga o questionamento do ato de existir”, avaliou o escritor e jornalista em conversa com o F5 News. 

O reflexo de Narciso nas águas da internet, de Juliana Almeida

Juliana Almeida,  jornalista e radialista, é mestre e doutora em Sociologia e pós-doutora em Educação. Também professora da Universidade Tiradentes, ela atuou em diversos meios de  comunicação em Sergipe e atualmente é chefe de Redação da Secretaria de Estado da Saúde.

"O Reflexo de Narciso nas águas da internet", de 2020, explora uma das alegorias mais conhecidas da mitologia grega, o mito de Narciso, que aborda um tipo de perversão, um amor exagerado a si mesmo, e o relaciona com as dinâmicas da vida virtual. A obra ainda busca explicar como a distorção da própria imagem nas redes sociais, uma prática narcísica, leva a uma problemática social bastante abrangente. 

"O livro surgiu depois de uma dissertação de mestrado. Ele é fruto de um trabalho acadêmico, por isso, foi todo repaginado e revisitado para que ele pudesse ter um um caráter mais de livro. Mantendo as suas referências e bibliografias, mas que tivesse uma leitura que agradasse também a um público não acadêmico", disse ao F5 News a escritora. 

Uma mão de Verniz sobre o Tabuleiro de Pirro, de Jeferson Augusto da Cruz

Sergipano de Riachão do Dantas, o autor é doutorando em História pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e mestre em História pela Universidade Federal de Alagoas (UFAL). Ele também escreveu o livro Sob o Comando da Matriarca: trajetória política, social e familiar de Creuza Fontes de Goes em Riachão do Dantas/SE (1925-2000), publicado em 2013 pela Editora Multifoco.

"Uma mão de Verniz sobre o Tabuleiro de Pirro: Ecos da Belle Époque em Aracaju (1918-1926)" é uma obra de 2022 que traz uma perspectiva histórica, como fruto de uma dissertação de mestrado em História. 

"O leitor poderá conhecer um outro período da história pouco devassado pela historiografia sergipana e conhecido pelo grande público, a Belle Époque. Ao mesmo tempo, verão que Aracaju seguiu os mesmos padrões de modernização e urbanização outrora realizados em outras capitais do Brasil, logo, ela não ficou aquém das transformações vivenciadas no Brasil durante o início do século XX, mesmo que sua bela época tenha sido um tanto tardia e após uma epidemia de gripe espanhola e a Primeira Guerra Mundial", disse o escritor e doutorando em História ao portal. 

O destruidor de Mundos, de Vinícius Oliveira Rocha

Vinícius Oliveira Rocha é jornalista, mestrando em Comunicação, escritor, revisor acadêmico/literário e crítico cultural. Nascido em SP e criado na Bahia e em Sergipe, é um fã inveterado de fantasia e ficção científica e também adora pesquisar sobre a Região Nordeste e sua cultura.

"O Destruidor de Mundos" é uma ficção científica, confira a sinopse:

Duas semanas após uma terrível tragédia atingir Nova York e ceifar a vida de milhares de pessoas, o jovem Marc Jones faz uma visita ao museu com os Hicks, a família que o cria desde sua infância. O que ele não imagina é que aquela visita mudará sua vida para sempre, ao descobrir ser um guardião – alguém dotado de poderes relacionados aos quatro elementos. Mas essa descoberta não vem sem um preço, e então Marc se vê lançado numa guerra entre os guardiões e a misteriosa Sociedade da Sombra. As únicas respostas se encontram na escola de St. Thomas, mas será que isso significará estar seguro?

"Se você é um fã de fantasia e de sagas como Harry Potter e Percy Jackson, 'O Destruidor de Mundos' é a leitura perfeita. É um livro cheio de aventura, ação, humor, suspense e reviravoltas que deixaram todos que o leram até hoje de queixo caído. É uma leitura viciante, dinâmica e que prende o leitor, além de deixar aquele gostinho de quero mais", afirmou Vinícius ao F5 News. 

Texto e imagens reproduzidos do site: f5news.com.br

terça-feira, 26 de julho de 2022

Meliponário de Aracaju exerce papel didático para crianças e jovens

Fotos: Ascom Sema


Estudantes conhecendo a colmeia.

Luciano de Gois, Analista Ambiental.

Paula Ferreira, Coordenadora da Educação Ambiental.

Meliponário de Aracaju exerce papel didático para crianças e jovens

Publicado originalmente no site da PMA, em 22 de julho de 2022 

A Prefeitura de Aracaju segue promovendo ações de educação ambiental para os jovens das unidades de ensino. A Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Sema), em parceria com a Secretaria Municipal da Educação (Semed), utiliza o Meliponário no Parque da Sementeira no aprendizado de crianças, mostrando a importância das abelhas na melhoria das condições do meio ambiente na cidade.

Os meliponários são os abrigos de abelhas nativas do Brasil, conhecidas por não possuir ferrão e não serem nocivas ao ser humano. Estruturado no Horto Municipal de Aracaju, o local conta com sete espécies dessas abelhas e tem como objetivo ressaltar para a população o valor desses insetos que possuem importante papel de polinização, além da manutenção de todo o ecossistema.

A Coordenadora de Educação Ambiental da Sema, Paula Ferreira, cita que alguns meliponários, como o da Sema, têm uma função mais voltada para Educação Ambiental, com o objetivo de sensibilizar as pessoas sobre a importância das abelhas sem ferrão e sobre seus diversos usos pelo ser humano.

“O principal aprendizado que fica para essas crianças é que nós seres humanos não somos as únicas espécies que tem direito a viver no planeta. Conhecendo a importância que as abelhas têm para a reprodução das plantas e a biodiversidade de espécies de abelhas que existem, as crianças são sensibilizadas a perceber que cada tipo de ser vivo tem seu papel, sua função a ser desempenhada na natureza. Assim, todas as espécies de seres vivos precisam ser respeitadas e devem ter a possibilidade de continuar existindo” frisa a coordenadora.

O analista ambiental da Sema, Luciano de Gois, ressalta o aprendizado que as crianças recebem sobre a importância que esse grupo de abelhas têm para a polinização, “possibilitando, assim, o desenvolvimento dos frutos e a reprodução de várias espécies de plantas. No fim, o público consegue entender que, apesar de serem animais muito pequenos, as abelhas têm uma importância gigante e que devemos respeitá-las e ajudar a conservá-las”.

Texto e imagens reproduzidos do site: aracaju.se.gov.br

segunda-feira, 25 de julho de 2022

Conheça 5 lendas urbanas de Sergipe que vão te deixar arrepiado

Publicação compartilhada do site F5 NEWS, de 24 de julho de 2022

Conheça 5 lendas urbanas de Sergipe que vão te deixar arrepiado

Lobisomem, fantasmas, a loira do Augusto Franco e outras histórias assustadoras  Entretenimento 

Por Lucas Sá

Sergipe possui uma vasta riqueza, desde as belas praias até a fama nacional como o país do forró, além das comidas típicas e regionais que presenteiam o paladar de nativos e turistas. Além de todas essas riquezas, os sergipanos também são dotados de uma grande diversidade cultural, entre a qual se encontram crendices cuja disseminação elevou-as a lendas, urbanas ou rurais. Confira cinco histórias de arrepiar.

O Lobisomem do sertão

Há uma lenda no sertão sergipano, mais precisamente nos municípios de Nossa Senhora da Glória, Canindé e Gararu, de um certo homem que se transformava em lobisomem durante a lua cheia. A lenda ganhou força durante as décadas de 70 e 80, quando foram relatadas pelos moradores aparições de um “cachorro selvagem” muito maior do que qualquer outro jamais avistado e que se movia rapidamente por meio das estradas de terra batida.

As aparições circulavam nos rincões do sertão sergipano e, no município de Itabi, uma moradora da cidade, Maria Miriam, disse que, ainda criança, tinha avistado a fera. “Eu vi aquele cachorro preto todo peludo, ele era enorme, rosnava e o cheiro dele era como enxofre. Tive medo e corri para dentro de casa, assombrada, meus pais sairam na porta bem na hora e contei para eles, que fecharam a porta rapidamente, porém quando olhei para o outro lado da rua o bicho não estava mais”, disse Miriam.

As aparições diminuíram com o passar dos anos,  porém a lenda se mantém viva no imaginário de muitos.

Os assassinatos no Hotel Brisa Mar

A Orla da Atalaia, na zona sul de Aracaju, une a beleza natural de seus coqueiros a lindo céu e à imensidão do mar. Mas até este ano, havia por lá um prédio que não combinava com tanta beleza. Em 1986, no primeiro mandato do ex-governador de Sergipe João Alves Filho, iniciava-se uma obra que nunca foi concluída e que anos depois seria palco de uma chacina cercada de lendas, o Hotel Brisa-Mar.

A obra foi paralisada logo de início, por conta de quebras contratuais entre o governo do Estado e a construtora responsável e a construção, praticamente pronta no aspecto estrutural, foi abandonada. Durante duas décadas resistiu à ação do tempo, sendo utilizada como ponto de consumo e tráfico de drogas e de abrigo para pessoas em situação de rua.

No ano de 2016, uma briga entre gangues levou ao assassinato de cinco homens, mobilizando as forças policiais. Equipes da imprensa cercavam a construção para saber o que motivou o crime. A estranha coincidência é que, uma semana antes, alguns moradores da região que passavam pelas ruas ao redor do hotel inacabado relataram ter se sentido mal, com náuseas e dores de cabeça. Houve também quem jurasse ter visto uma figura estranha e e fantasmagórica nas sombras das lajes da construção.

Após a chacina, outros relatos de moradores da área que passavam pelo local, principalmente pela madrugada, disseram ter visto figuras que pareciam com homens se escondendo entre os blocos e correndo rapidamente de um lado para o outro, como se tentassem escapar de algo ou alguém, o que rapidamente foi associado aos que foram mortos no local.

A lenda do sangrador

A lenda é conhecida pelos moradores do povoado Lagoa Redonda, que fica a 20 km da sede do município de Pirambu (SE). Segundo os mais velhos, um enorme peixe conhecido como "sangrador" habita as águas de um açude da região e que, certa feita, teria engolido vorazmente um enorme pote com o qual uma das moradoras do povoado recolhia água para seus afazeres.

Por conta da história,  a comunidade evita o local durante o “período das trovoadas”, pois é sempre o de maior perigo, nessa época o temeroso morador do açude costuma fazer suas aparições. 

A Loira do Augusto Franco

O Conjunto Augusto Franco, em Aracaju, foi edificado no início dos anos 80, período em que a região começava a ter maior densidade populacional. Em meados da década,  surgiu a lenda urbana sobre uma loira vestida de branco que vagava à noite. A história ganhou força e versões.

Em uma delas, a "loira do Augusto Franco" pediu carona para um taxista e, ao chegar ao destino, a moça sumiu misteriosamente. 

Em busca de respostas, o taxista perguntou sobre a mulher na casa que ela tinha apontado antes do desaparecimento. A moradora - bem viva - contou que a suposta loira se tratava de uma antiga residente que tinha falecido há alguns anos. 

Outra versão diz que a loira aparecia com algodão no nariz, além do vestido branco, e que teria surgido do nada na garupa de uma moto. O susto foi tão grande que o motociclista caiu.  

Os fantasmas da Aperipê

Fechando com chave de ouro, uma lenda da Tv Aperipê, afiliada à TV Cultura em Sergipe. A história envolve duas figuras icônicas da emissora - o jornalista e radialista Cleomar Brandi e a cantora Clemilda. Há quem diga que os espíritos de ambos aparecem andando de um lado para o outro pelos corredores da antiga rádio Aperipê AM/FM e do prédio da emissora.

Os relatos partem, em geral, de funcionários mais antigos da casa, que dizem presenciar as aparições em finais de semana, quando o fluxo de pessoas é menor, já que a maioria dos profissionais de imprensa e técnicos está de folga.

Texto e imagem reproduzidos do site: f5news.com.br

sexta-feira, 22 de julho de 2022

Pré-Caju 2022 reunirá 20 atrações nacionais na Orla de Aracaju

Texto publicado origialmente no site INFONET, em 21 de julho de 2022 

Pré-Caju 2022 reunirá 20 atrações nacionais na Orla de Aracaju

Uma das principais prévias carnavalesca do país, o Pré-Caju, já está com datas e local de realização definidos para este ano. A festa que arrasta milhares de foliões vindo de todos os cantos do Brasil acontecerá nos dias 4, 5 e 6 de novembro, na Orla de Atalaia, na capital sergipana, e contará com a apresentação de cerca de 20 atrações nacionais.

Segundo o empresário Fabiano Oliveira, a retomada do evento atende não só o desejo dos foliões, mas também a pedidos da Associação Brasileira de Indústria de Hotéis (ABIH-SE) e a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes em Sergipe (Abrasel/SE). “O evento fomenta o turismo na capital sergipana, além de gerar empregos em cerca de 70 áreas produtivas, trazendo um retorno positivo para a economia do município e do estado”, afirma.

Entre as novidades anunciadas, está o local de realização do evento. O percurso, que antes era nas avenidas do bairro Treze de Julho, agora terá início na Passarela do Caranguejo e encerramento no Farol da Coroa do Meio. Segundo Fabiano Oliveira, a mudança de local se deu em decorrência da mobilidade urbana e também como estratégia para fomentar a economia dos bares e restaurantes da Orla.

“Gostaria de frisar que o evento não será realizado com recursos da Prefeitura de Aracaju ou do Governo de Sergipe. Esses órgãos darão apenas apoio logístico, que será, no caso da Prefeitura, a disponibilização da Guarda Municipal e agentes da SMTT, além da Polícia Militar e Civil, Bombeiros e Samu por parte do Estado”, frisou Fabiano Oliveira.

Organização

O evento acontecerá das 14h às 23h e será organizado da seguinte forma: na sexta-feira, 4, não haverá desfile de blocos e pipoca nas ruas, apenas atrações no Camarote Aju que, este ano, ficará no Espaço Sobre as Ondas, na Orla. No sábado e no domingo, dia 5 e 6, os dois sentidos da avenida principal da Orla de Atalaia ficarão divididos entre o desfile dos quatro blocos e a pipoca. A calçada central da avenida será reservada para os vendedores ambulantes que se credenciarem junto à Empresa Municipal de Serviços Urbanos (Emsurb).

Atrações

De acordo com Fabiano Oliveira, o evento pretende trazer cerca de 20 atrações nacionais, que estarão distribuídas nos blocos, pipoca e no Camarote Aju. Também há expectativa de shows nos bares e restaurante da Orla.

O empresário esclareceu que está realizando o planejamento do evento e que após apresentação e alinhamento junto à Prefeitura de Aracaju, Governo do Estado e Ministério Público, fará a divulgação das atrações. A expectativa é de que o evento seja lançado oficialmente em até 15 dias. As vendas dos abadás e camarotes serão realizadas em loja exclusiva no Shopping Riomar.

Por Luana Maria e Verlane Estácio

Texto reproduzido do site: infonet.com.br