quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Exposição TOY de Fábio Sampaio no dia 16 de agosto.

A proposta é selecionada através do edital da Aldeia Sesc.

Publicado originalmente no Portal Infonet, em 08/08/2017.

Exposição TOY de Fábio Sampaio no dia 16 de agosto.

A proposta é selecionada através do edital da Aldeia Sesc.

O centro educacional Sesc Ler, no município de Indiaroba, realizará de 17/08 a 26/09, a exposição inédita TOY, do artista visual Fábio Sampaio. A proposta selecionada através do edital da Aldeia Sesc de Artes 2017, convida o público experimentar a desconstrução sobre os materiais utilizados na arte e na fabricação de cada toy art (brinquedo de arte).

Fábio Sampaio apresenta o cotidiano do trabalho braçal através dos sacos de cimento usados como suporte para as obras. Nesse contexto poético o artista deixa claro o percurso criativo e explora a técnica de colagem e pintura, totalizando 16 obras, com as quais a comunidade de Indiaroba e cidades vizinhas poderão apreciar e estreitar os limites com a arte contemporânea.

Na percepção da arte-educadora do Sesc, Vanderléa Cardoso, a exposição TOY levanta a poeira cinza para temas como invisibilidade de grupos vulneráveis e condições de trabalhos, tanto na cidade quanto no campo.

Exposição TOY de Fábio Sampaio
Abertura: 16 de agosto de 2017, às 18h
Visitação: 17/08 a 26/09/17
Local: Sesc Ler Indiaroba
Agendamentos: (79) 3543 1722

Fonte e foto: SESC.

Texto e imagem reproduzidos do site: infonet.com.br

Roteirista sergipana é premiada no VII Concurso Jovens Dramaturgos


Publicado originalmente no site do Portal Infonet, em 8 de agosto de 2017.

Roteirista sergipana é premiada no VII Concurso Jovens Dramaturgos

O texto de Elisa Lemos foi um dos cinco vencedores entre 89 inscritos de todo o país

Sergipe ganhou destaque, por mais um ano, no Concurso Jovens Dramaturgos promovido pela Escola SESC de Ensino Médio. O roteiro “Se fosse setembro também seria saudade”, de autoria da atriz sergipana, Elisa Lemos, ficou entre os cinco vencedores do Concurso na edição 2017. A peça, que foi a primeira produção da autora para teatro, nasceu a partir de uma oficina de dramaturgia ministrada por Euler Lopes, no último Festival Sergipano de Artes Cênicas.

A peça fala sobre como o medo interferiu na vida do personagem, e de que forma isso interferiu nos seus relacionamentos amorosos. Para Elise vencer o concurso tem diversos significados, não só o fato de ver seu texto, deixar de ser embrionário e ter a oportunidade de sair da cidade, mas também pelo fato de estar entre tantos outros dramaturgos.

“É ímpar para mim, conseguir estar entre os cinco e ser a única mulher nesse meio, declarada negra, uma minoria por “natureza” na sociedade que vivemos, e poder ver meu trabalho ter espaço e reconhecimento. É muito mais que uma premiação ou concurso é também um espaço de fala, um lugar que mereço como qualquer outra pessoa”, afirmou.

Além de Elisa, outros dois sergipanos já foram contemplados com Concurso Jovens Dramaturgos em edições anteriores: Euler Lopes e Igor Rocha. O prêmio tem como objetivo dar voz a novos talentos, contribuindo para o aprimoramento da escrita dramatúrgica. Puderam ser inscritos textos teatrais inéditos, escritos por jovens estudantes de todas as regiões do Brasil, com idades entre 15 e 27 anos. Ao todo 89 inscrições foram realizadas, sendo 5 do Norte, 21 do Nordeste, 9 do Centro-Oeste, 46 do Sudeste e 8 do Sul do país.

Os cinco autores selecionados serão contemplados com uma residência artística, em setembro, no Espaço Cultural Escola Sesc, no Rio de Janeiro, e terão suas peças publicadas em um livro, com tiragem inicial de 1.000 exemplares. Além de Elisa Lemos, também foram selecionados os roteiros “Xeque- Mate”, de Leonardo de Castro (MS); “A próxima parada é o sujo”, de Giovani Arceno (SC); “O braço do pai”, de Rafael Barbosa (CE); e “O caso Vânia”, Guilherme Teixeira (RJ).

Texto e imagem reproduzidos do site: cultura.se.gov.br

terça-feira, 8 de agosto de 2017

Orsse apresenta 'A Dança no Século XX' dia 10

A Orsse é uma realização da Secretaria de Estado da Cultura

Publicado originalmente no Portal Infonet, em 07/08/2017.

Orsse apresenta 'A Dança no Século XX' dia 10

Em continuidade à temporada anual de concertos, a Orquestra Sinfônica de Sergipe (Orsse) retorna ao Teatro Tobias Barreto, nesta quinta-feira, dia 10 de agosto de 2017, às 20h30 com o concerto "A Dança no Século XX", sob a regência do maestro Daniel Nery. Os ingressos já estão à venda na bilheteria do teatro. A Orsse é uma realização da Secretaria de Estado da Cultura.

Preocupada com a formação cultural e o desenvolvimento intelectual do seu público, a Orsse, têm realizado instigantes concertos temáticos nos últimos meses, sempre com uma proposta diferente e perspicaz. Neste concerto, o programa inicia com a obra "Prelúdio após a Tarde de um Fauno”, de Claude Debussy. A peça não é somente um marco na história da música, mas também aquela que iniciou o crepúsculo do sistema tonal e a aurora da música contemporânea. Foi também coreografada pelo bailarino Vaslav Nijinsky em 1912, um furor para a época.

Em seguida, o ritmo frenético da música latina de Arturo Márquez em seu Danzon n. 2 é arrebatado pela complexa Dança Infernal, do balé O Pássaro de Fogo, de Igor Stravinsky. Na segunda parte do programa, será a vez das Danças Polovetsianas, que são uma das secções mais conhecidas da ópera O Príncipe Igor, e encerram o 2º ato. As Danças ocorrem num momento da ópera em que o protagonista, o Príncipe Igor, está preso no acampamento do chefe dos polovtsianos, Khan Kontchak, que o presenteia com um espetáculo em admiração pela sua valentia. A música brasileira não fica de fora, encerrando o programa a Dança Brasileira, de Camargo Guarnieri e o Batuque, de Oscar Lorenzo Fernandes.

Sobre o regente

Professor de regência, regente titular da Orquestra Sinfônica e do Coro da Universidade Federal de Sergipe, Daniel Nery é Bacharel em Composição e Regência pela UNESP e Mestre em música pela mesma instituição.  Têm na sua formação, os seguintes nomes da regência orquestral e coral: Isaac Karabtchevsky, Roberto Tibiriçá, Johannes Schlaefli (Suíça), Osvaldo Ferreira (Portugal), Fábio Mechetti, Abel Rocha e Samuel Kerr.  Já esteve à frente de importantes orquestras como Orquestra Filarmônica de Minas Gerais, Orquestra Sinfônica de Porto Alegre, Orquestra Sinfônica de Barra Mansa e Orquestra Sinfônica Municipal de Campinas. Em Atibaia/SP, foi regente do Coral Masculino Cantores de Atibaia e da Banda Sinfônica Primeiro Movimento, além de dirigir a Orquestra Jovem e a Big Band municipais. Foi um dos fundadores, regente e clarinetista da Banda Sinfônica de Bragança Paulista. Premiado no I Concurso Carlos Gomes para Jovens Regentes, Nery é também maestro adjunto da  Orquestra Sinfônica de Sergipe, onde promoveu juntamente com Guilherme Mannis, o desenvolvimento de concertos pelo interior do estado do Sergipe e a popularização do acesso à música de concerto. Foi também responsável pela concepção do projeto social Orquestra Jovem de Sergipe, proporcionando ensino musical a centenas de jovens carentes de Aracaju. Nery também é regente do Coro Masculino da Primeira Igreja Batista de Aracaju.

Serviço
Orquestra Sinfônica de Sergipe
Concerto: A Dança no Século XX
Data: dia 10 de agosto, quinta-feira
Horário: 20h30
Local: Teatro Tobias Barreto
INGRESSOS: R$40 e R$20 (meia entrada)

Programa
DANIEL NERY, regente
Claude DEBUSSY
Prelúdio à tarde de um Fauno
Arturo MÁRQUEZ
Danzon n. 2
Igor STRAVINSKY
Dança Infernal, do balé o Pássaro de Fogo
Alexander BORODIN
Danças Polovetsianas, da Ópera Príncipe Igor
Mozart Camargo GUARNIERI
Dança Brasileira
Oscar Lorenzo FERNANDES
Batuque

Fonte e foto: Secult.

Texto e imagem reproduzidos do site: infonet.com.br

Minha pátria é o mundo

Everlane: "quero ser valorizada em minha profissão".

Publicado originalmente no site do Cinform, em 13 de julho de 2017.

Minha pátria é o mundo.
Por Nayara Arêdes.

Recém-chegada de Cuba, realizadora audiovisual Everlane Moraes fala de sua produção e da cena sergipana

Estudando na Escuela Internacional de Cine y TV, em Cuba, Everlane Moraes carrega o nome de Sergipe para o outro lado do continente. Na última semana, a realizadora apresentou sua primeira mostra em Sergipe após o retorno, reencontrando o público sergipano e tendo a oportunidade de mostrar sua produção. À procura de apoio e estrutura, Everlane pretende realizar novas mostras antes de voltar para terras cubanas. Ao OV, ela fala da vida em outro país e de suas impressões sobre a cena do cinema em Sergipe.

Olho Vivo – Como está sendo sua passagem por Cuba?
Everlane Moraes – Está sendo interessante. É muito difícil estar lá sem recursos, mas estou levando a vida, estudando muito, tentando aproveitar o máximo de lá para trazer uma boa bagagem.

OV – Na última semana, o projeto “Ocupe a Praça” trouxe a mostra “A preta tá de volta”, exibindo seus filmes no Centro Cultural de Aracaju. Como foi a primeira mostra após seu retorno?
EM – Na Escola, existe a metodologia de cursos, em que a gente faz pequenas peças como exercícios. Trouxe quatro exercícios, dois deles ainda inéditos. O pessoal do Núcleo de Produção Digital queria que eu trouxesse esses filmes para que as pessoas pudessem acompanhar o que estou fazendo em Cuba. A repercussão foi ótima, o auditório ficou lotado. As pessoas saíram de casa em noite de chuva na sede de ver as produções, querendo saber sobre Cuba. E é um evento interessante, por fazer parte do mês da mulher negra. Essa é a contribuição que posso trazer para a cena das artes em Sergipe.

OV – Quais são seus planos por aqui antes de voltar?
EM – Pretendo fazer algumas mostras e ganhar algum dinheiro para voltar. Está sendo difícil me manter lá. Até agora, tive o apoio de pessoas que doaram para a minha campanha, na época da ida. Então, quero fazer o máximo para pelo menos não gastar o pouco dinheiro que tenho. Mas está sendo complicado. Existe uma demanda grande por formação, mas até para fazer uma simples oficina, a gente fica sem saber em que porta bater e em que gabinete ir.

OV – A relação que as pessoas tem com o cinema em Cuba é diferente do que acontece no Brasil?
EM – Em nível de produção, o cinema não é tão rico quanto aqui. É um país pobre, que vive muito de ajudas. Mas a gente vê muitas salas de cinema populares em Havana, com filmes de diversos estilos e locais. São filas que dão a volta no quarteirão em frente aos cinemas, com pessoas comuns. Não é como aqui, em que só pessoas ricas vão aos cinemas, que ficam nos shoppings.

OV – Como você vê a cena do cinema em Sergipe, hoje?
EM – O Núcleo é a instituição que mais colaborou para o cinema sergipano. Ele já teve um espaço próprio com cursos, produções e atividades. Hoje, está em uma sala no meio de um Centro grande, sem tanta expressão. A Universidade também faz sua parte e está formando estudantes. Mas essas pessoas estão indo para a rua sem fomento algum ao audiovisual. Espero ter uma estrutura maior quando voltar. Venho me dedicando e quero ser valorizada em minha profissão, quero viver disso. Se não tiver espaço em Sergipe, tem em outro local. Minha pátria é o mundo. Infelizmente, há muita ignorância no olhar para o cinema. É preciso ativar e fortalecer as salas de cinema, cineclubes e espaços que já estão aí. É uma questão de interesse político.

OV – Seus filmes exibem uma visão ativista em relação à negritude. Essa luta vem ganhando espaço?

EM – Não estabeleço uma pauta na hora de produzir, mas meus filmes acabam tendo um apelo social, por que é o que eu vivo diariamente. Algumas culturas tem mais privilégios que outras, então, que ao menos eu tenha o privilégio de falar da minha cultura. As pessoas que tem privilégios precisam se calar e escutar o outro, por que esse outro foi calado a vida inteira. A gente tem que ressignificar a imagem do negro na mídia, tem que despertar a autoestima das crianças negras, tem que homenagear as mulheres negras, que são duplamente violentadas pelo Estado. Uma parte muito grande do que faz o nome do Brasil figurar no mundo vem da cultura afro. Hoje, as pessoas estão se mobilizando, tentando pressionar. São pequenas lutas em nível político que transformam a vida diária. Ao mesmo tempo, é um momento perigoso, por que as instituições começam a se apropriar do movimento das ruas para dizer que aquelas pautas são delas. É um período de turbulência, em que questões que sempre existiram estão conseguindo alguma projeção.

Texto e imagem reproduzidos do site: cinform.com.br

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Corredor Cultural homenageará os 50 anos do Conselho Estadual de Cultura



Publicado originalmente no site da SECULT, em 7 de agosto de 2017.

Corredor Cultural homenageará os 50 anos do Conselho Estadual de Cultura

A mostra reunirá obras de 50 artistas visuais que ficarão expostas por 50 dias

O Conselho Estadual de Cultura comemora em 2017, 50 anos de fundação e para celebrar a data, a Secretaria de Estado da Cultura (Secult), junto com a instituição, estão elaborando uma série de atividades. A festa tem início no dia 11 de agosto, com a abertura de uma exposição no Corredor Cultural “Irmão”, localizado na Secult. A programação tem início às 10h30 e contará com peças de 50 artistas, além de apresentação musical do grupo vocal Vivace.

A mostra ficará aberta ao público durante 50 dias, com pintura, escultura, fotografia, xilogravura e desenho. “Este corredor cultural será uma verdadeira celebração as bodas desse Conselho que é uma entidade formada por importantes personalidades da cultura sergipana”, afirma o secretário de Estado da Cultura, João Augusto Gama.

Entre as menções honrosas que serão concedidas na ocasião, estão Aglaé d’Ávila Fontes e Padre João de Deus, como integrantes da primeira Formação do Conselho Estadual de Cultura; Doutor Eduardo Antônio Conde Garcia, grande intelectual sergipano com uma larga folha de serviços prestados à educação e à cultura do Estado; Doutor José Anderson Nascimento, presidente da Academia Sergipana de Letras; e Luiz Fernando Ribeiro Soutelo, que presidiu o Conselho Estadual de Cultura por cinco mandatos.

Dentro da programação de comemoração ao cinquentenário do Conselho, a Secult promoverá ainda um evento no dia do aniversário, 16 de agosto, no Teatro Tobias Barreto, às 19h30. Na ocasião será apresentada a Chegança Almirante Tamandaré, entraga de Medalhas Comemorativas aos conselheiros, encerrando com um concerto da Orquestra Sinfônica de Sergipe.

Sobre o Conselho:

O Conselho Estadual de Cultura foi criado pela lei nº. 1478, de 16 de agosto de 1967, sancionada pelo Governador Lourival Batista. Incentivado pelo Conselho Federal de Cultura, de 1965, vários estados instituíram seus conselhos neste período, com o objetivo de criar uma rede integrada de órgãos, para planejar ações na área da cultura.

SERVIÇO:

Coletiva em Homenagem aos 50 Anos do Conselho Estadual de Cultura de Sergipe
Data da abertura: sexta-feira, 11 de agosto de 2017
Horário: 10h30
Local: Corredor Cultural “Irmão”, sede da Secult
Endereço: Rua Vila Cristina, 1051, Bairro 13 de Julho, Aracaju – SE.

Texto e imagens reproduzidos do site: cultura.se.gov.br

Cidades do Estado de Sergipe (em ordem alfabética)







Lista de municípios de Sergipe

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Os municípios de Sergipe são as subdivisões oficiais do estado brasileiro de Sergipe, localizado na Região Nordeste do país. Sergipe é o menor estado brasileiro em extensão territorial,[1] com extensão comparável a países como Israel e Eslovênia.[2][3] O município com a maior área é Poço Redondo. O menor é General Maynard, com apenas 18,1 km².[4]


Clique no Link para ver +

Cidades do Estado do Sergipe. (em ordem alfabética)

Amparo de São Francisco
Aquidabã
Aracaju
Arauá
Areia Branca
Barra dos Coqueiros
Boquim
Brejo Grande
Campo do Brito
Canhoba
Canindé de São Francisco
Capela
Carira
Carmópolis
Cedro de São João
Cristinápolis
Cumbe
Divina Pastora
Estancia
Feira Nova
Frei Paulo
Gararu
General Maynard
Gracho Cardoso
Ilha das Flores
Indiaroba
Itabaiana
Itabaianinha
Itabi
Itaporanga d'Ajuda
Japaratuba
Japoatã
Lagarto
Laranjeiras
Macambira
Malhada dos Bois
Malhador
Maruim
Moita Bonita
Monte Alegre de Sergipe
Muribeca
Neópolis
Nossa Senhora Aparecida
Nossa Senhora da Gloria
Nossa Senhora das Dores
Nossa Senhora de Lourdes
Nossa Senhora do Socorro
Pacatuba
Pedra Mole
Pedrinhas
Pinhão
Pirambu
Poco Redondo
Poco Verde
Porto da Folha
Propriá
Riachão do Dantas
Riachuelo
Ribeirópolis
Rosário do Catete
Salgado
Santa Luzia do Itanhy
Santa Rosa de Lima
Santana do São Francisco
Santo Amaro das Brotas
São Cristóvão
São Domingos
São Francisco
São Miguel do Aleixo
Simão Dias
Siriri
Telha
Tobias Barreto
Tomar do Geru
Umbaúba

Relação dos Municípios - Fonte: IBGE/1998

domingo, 6 de agosto de 2017

Bia Ferreira: “Não posso me dar ao luxo de falar de amor”

Bia Ferreira está alçando voos mais altos.
Foto: Amanda Cardoso.

Publicado originalmente no site Cinform, em 22 de julho de 2017.

Bia Ferreira: “Não posso me dar ao luxo de falar de amor”.

Por Nayara Arêdes.

Morando em São Paulo, cantora fala da necessidade de fazer da música instrumento de luta.

Aracajuana de coração, a cantora Bia Ferreira está alçando voos mais altos em São Paulo. Sua voz potente, seu ritmo contagiante e suas letras engajadas integram um trabalho autoral que vem ganhando cada vez mais projeção no Brasil inteiro. Em processo de gravação, ela se prepara para lançar um single no mês que vem e para o lançamento de um EP em novembro. Ao Olho Vivo, a cantora fala sobre São Paulo, Aracaju, arte, ativismo e saudade.

Olho Vivo – Como começou sua trajetória na música?
Bia Ferreira – Começou quando nasci. Minha mãe é cantora. Ela canta na igreja, é regente de coral e pianista. Com três anos, comecei a estudar piano. Depois entrei no Conservatório Brasileiro de Música e nunca mais parei. A música é minha vida. Depois do piano, fui aprendendo outros instrumentos eruditos como flautas doce e transversal, escaleta, xilofone… Fui passeando pelos instrumentos e hoje toco 16.

OV – O que te motivou a ir para São Paulo e qual o significado de estar aí tendo vindo do Nordeste?
BF – Fui motivada pela possibilidade de um trabalho mais concreto e de uma visibilidade e projeção maiores. Foi uma decisão duvidosa, a princípio. A primeira ideia era vir e passar um tempo. Aqui é o centro comercial da música, é onde a gente consegue ter acesso à maior parte do Brasil através da mídia. O significado de estar aqui tendo vindo do Nordeste é uma coisa complicada, por que eu não nasci no Nordeste. Fui criada no Sul e no Sudeste. A minha ida para o Nordeste se deu há cinco anos, quando eu estava procurando um canto em que eu me sentisse à vontade. Eu não estava me sentindo pertencente a nenhum lugar, estava perdida. Foi quando encontrei Aracaju e me apaixonei. Fui muito bem recebida e foi onde meu trabalho começou a ter uma projeção profissional. Então, me considero aracajuana, e o povo de Aracaju também me considera. Cheguei em São Paulo levantando a bandeira de Aracaju, trazendo visibilidade a um Estado que é o menor do Brasil e que pouquíssimas pessoas conhecem. Assim como eu, Héloa, Lau, The Baggios, Mestrinho estão sempre por aqui. É uma galera que quer visibilizar não só seu trabalho, mas seu Estado. Chegando aqui com sotaque, o pessoal fica te olhando esquisito. Então, você tem que ter um trabalho muito bom pra ser reconhecido, por que as possibilidades são escassas. Trazer essa bandeira é uma coisa incrível e é uma responsabilidade enorme, por que estou trazendo o nome da cidade que amo e que escolhi para ser minha. É onde quero criar meus filhos e onde quero morar.

OV – Você vem encontrando mais espaço aí do que encontrava em Sergipe?
BF – Sim. Em Aracaju, eu não estava sendo bem assistida nem financeiramente e nem no reconhecimento do meu trabalho autoral. Os bares estavam querendo que eu tocasse música dos outros, e isso começou a me incomodar. Eu estava ganhando dinheiro como intérprete, e nem era tanto dinheiro assim. Em São Paulo, só apresento trabalho autoral, sendo valorizada por isso e contratada em teatros e em centros culturais.

OV – Você é reconhecida por fazer da música instrumento de ativismo. O que te inspira a conduzir seu trabalho de forma tão engajada?
BF – Ninguém valoriza a profissão do músico, mas nossa função é muito importante, por que a gente passa informações e forma opiniões através do nosso som. Também somos educadores. O meu engajamento é necessário, por que tem muitos dos meus morrendo. Morre preto e pobre todo dia, as mulheres negras são objetificadas, e é por isso que eu não posso me dar ao luxo de falar de amor. É complicado falar de amor sem falar de homofobia, de transfobia. Tenho um compromisso com meu povo, com a favela, com quem veio de onde eu vim e precisa receber o mesmo tipo de informação a que eu tive acesso. E eu me inspiro em muitas mulheres que fazem da arte a sua militância. Nina Simone, que foi ativista, cantora, e que nunca deixou as lutas do movimento anti-racismo. Aqui perto, estou tendo a oportunidade de conhecer e trabalhar com mulheres que admiro, como Luana Hansen, Preta Rara, as meninas do Rap Plus Size. Aí em Aracaju tem o exemplo de Linda Brasil, que é uma sobrevivente. Meu ativismo não é sozinho, tenho a ajuda de pessoas que me formam e fortalecem.

OV – Como está a sua carreira hoje e quais são os seus próximos projetos?
BF – Não consigo descrever a alegria que estou sentindo de ver um trabalho sendo feito. A gente está em processo de gravação do EP, e vai ser um EP lindo, com participações de amigos e pessoas queridas como Preta Rara, Luana Hansen, Luedji Luna… É muita gente boa e eu estou muito feliz em encontrar espaço para o meu trabalho, produzir, estar em estúdio, montar arranjos, fazer shows, ser reconhecida na rua. Estou em uma fase plena, fazendo o que eu realmente quero fazer. Estamos com o projeto de lançar um single em agosto, que se chama “Cota não é esmola” e que fala sobre as cotas raciais na universidade. Vamos lançar o EP em novembro, com um showzão aqui em São Paulo. Estou doida de vontade de ir para Aracaju, mostrar esse trabalho novo e rever os amigos e as pessoas que me incentivaram, como Paulinho Araújo, João Victor, Lari Lima e Bárbara Sandes. Quero dizer que a gente não esqueceu da quebrada, de onde a gente veio. Sinto saudade de Aracaju. Do cheiro, do clima, das pessoas, do calor, de tudo. Mas, como já dizia João Victor Fernandes, “saudade é poda da alma para melhor crescer”. E a gente tá crescendo.

Texto e imagem reproduzidos do site: cinform.com.br

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Grupo Parafusos abrem Festival Folclórico no Paraná

Durante 15 minutos, o grupo prendeu a atenção do público.

Publicado originalmente no Portal Infonet, em 03/08/2017.

Grupo Parafusos abrem Festival Folclórico no Paraná

Durante 15 minutos, o grupo prendeu a atenção do público

"Eles saíram a rodopiar entre canaviais para fugirem da opressão dos Coronéis. E hoje são lenda de uma história, orgulho de um povo, pedaço de nosso Brasil: Grupo Folclórico Parafusos". São essas as palavras do Diretor Municipal de Cultura, André Barbosa, que melhor definem nossa maior representação cultural.

Representando Sergipe no Festival de Folclore de Quinta do Sol (Fefosol) 2017, no Estado do Paraná, Os Parafusos tiveram sua primeira participação na noite desta segunda-feira, 1° de agosto, na abertura oficial.

Durante 15 minutos, o grupo folclórico prendeu a atenção do público - os que estiveram presencialmente e os que assistiram ao vivo pelo YouTube. Dona Ione, presidente da associação, agradeceu em público o apoio da Prefeitura Municipal, através da Secretaria da Cultura, da Juventude e do Esporte.

A ida à cidade de Quinta do Sol foi conquistada através do Edital de Intercâmbio Cultural do Governo do Estado de Sergipe e com total apoio da Prefeitura Municipal de Lagarto, Secjesp, Semed, Sedest, SMS, Loja Maçônica Luzes da Piedade, Rotary Club de Lagarto, Asplag e CDL.

Fonte e foto: ascom Prefeitura de Lagarto.

Texto e imagem reproduzidos do site: infonet.com.br

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Feira da Agricultura Familiar gera renda e muda vida de feirantes

 A feirante Élida Rosa.




O engenheiro agrônomo Ivan Siqueira.
Fotos: Danillo França.

Publicado originalmente no site da PMA, em 02/08/2017.

Feira da Agricultura Familiar gera renda e muda vida de feirantes

Superação e melhoria de vida. Foi com este pensamento que a feirante Élida Rosa, natural do município sergipano de Areia Branca, decidiu mudar o rumo dos seus dias a partir da agricultura familiar. Ela, que participa da Feira da Agricultura Familiar, promovida pela Secretaria Municipal da Assistência Social na sede da Prefeitura de Aracaju, desde a sua primeira edição,  teve um início tímido, comercializando apenas hortaliças plantadas em um pequeno terreno da sogra. E foi a partir daí que “o gosto pela coisa”, como ela mesma diz, começou.

“Eu comecei a frequentar este tipo de Feira da Agricultura Familiar há dez anos, a partir de um convite da Emdagro, para um evento de agricultores familiares. Levei produtos que tínhamos em nossa pequena roça, pouca coisa, vendi apenas 18 reais. Mas, para mim, foi como se eu tivesse vendido 18 mil, porque fiquei encantada. É que eu trabalhava em outras feiras normais e via que a gente passava o dia inteiro, com muita coisa, para não fazer quase nada no final do dia. Tinham ocasiões em que eu levava cestos e cestos e voltava com apenas quarenta reais no bolso”.

Para a primeira experiência, o pouco virou muito e o diferencial foi o grande incentivo do marido, dos filhos e da sogra, sendo esta última sua maior parceira. Desde a lida na terra, até a comercialização junto aos clientes. “A gente não plantava nada além de couve, coentro, cebolinha e salsa. Mas aí pensamos no diferencial e começamos a cultivar produtos diferentes como cebola, cenoura, beterraba, abobrinha, limão e berinjela. Então, a gente viu a importância da oportunidade que a agricultura familiar dá para pessoas como a gente. Você chega numa feira como essa e vê que além de saudáveis, os alimentos são bonitos e produzidos com o amor de quem semeia, colhe e com as próprias mãos vende para o cliente”.

De humilde vendedora a feirante empresária. Com a renda das feiras, Élida Rosa conseguiu criar os filhos, comprou mais alguns hectares de terra para crescer o negócio, adquiriu um automóvel e deu o pontapé inicial para a construção da casa própria.

“Hoje a nossa família está inteiramente envolvida e é com esse envolvimento que conseguimos pagar tudo: adubação, análise de solo e três trabalhadores que semanalmente vão nos ajudar. É da feira que, graças a Deus, eu consigo caminhar com os meus próprios pés. Não posso esquecer nunca de agradecer aos meus parentes, clientes e à chance que a vice-prefeita e secretária Eliane Aquino, além de toda a sua equipe, me deu de estar aqui hoje e desde a época em que ela era secretária no Estado.” 

Sem agrotóxicos e com preços acessíveis

Élida Rosa conta que ainda há um receio muito grande da população em geral com os produtos orgânicos, mas que nada tem a ver com a procedência e sim porque imaginam que os produtos são muito mais caros, o que não corresponde a realidade. “Eu trabalho de domingo a domingo, pois a roça não dá folga. Cuidar dos alimentos para que eles não morram e nem sofram com as pragas dá trabalho e tudo isso a gente tem que saber na hora de cobrar. Temos hora ‘roubada’ para comer, lavar roupa e fazer as coisas de casa. Nosso lar é a lida. Dez centavos, vinte centavos, pode fazer diferença para o consumidor, mas tudo é lábia, é conversa. Eu prefiro pensar que pra mim não faz, porque eu fidelizo o cliente e ele volta. Mas ele tem que entender que coisa boa é investimento, não um gasto”, conta.

O engenheiro agrônomo da Assistência, Ivan Siqueira, considera que esse imaginário popular do produto orgânico com custo alto é apenas um mito construído. “O produto agroecológico, como é trabalhado por venda direta, tem a seguinte vantagem: quem possui esse produto é quem cultiva e vende, há um circuito menor e sem atravessadores. Portanto, o preço não varia tanto quanto as gôndolas dos supermercados ou feiras convencionais, com agrotóxicos. Exemplo disso é que em qualquer outro lugar o quilo do inhame está a R$ 7 reais, enquanto aqui está a R$ 6 reais”.

Ivan Siqueira ainda alerta para outro fator interessante. “Existe uma certificação chamada Organização de Controle Social (OCS) que permite que os produtores vendam de forma direta, não usem atravessadores e funciona através da autofiscalização. Assim se mantém a competitividade e a qualidade”, garante.

Texto e imagens reproduzidos do site: aracaju.se.gov.br

terça-feira, 1 de agosto de 2017

Posse de Edson Ulisses na Academia Sergipana de Letras



Fotos: Janaína Santos/PMA.

Publicado originalmente no site da PMA, em 31 de julho de 2017. 

Edvaldo acompanha posse de Edson Ulisses na Academia Sergipana de Letras

O prefeito Edvaldo Nogueira prestigiou, nesta segunda-feira (31), a posse do desembargador Edson.

Ulisses de Melo na Academia Sergipana de Letras. Em solenidade, realizada no auditório do Tribunal de Justiça de Sergipe, o novo imortal assumiu a Cadeira nº 26, sucedendo o acadêmico e ministro Luiz Carlos Fontes de Alencar.

"É um momento muito importante e motivo de alegria grande. Primeiro, pelo reconhecimento do talento de escritor do desembargador Edson Ulisses; segundo, pela amizade que tenho com ele, ao longo dos anos. Além de ser um grande escritor, ele é um desembargador competente, jurista que tem feito um trabalho para melhorar a vida das pessoas, enfim é um homem comprometido. Agora, assumindo a cadeira, Edson Ulisses dá um grande passo para engrandecer ainda mais a literatura sergipana", afirmou o prefeito.

Para o desembargador Edson Ulisses, o ingresso na ASL é motivo de "honra indizível". "Não encontro palavras para explicar o quanto é importante para mim este momento. Avalio que é também importante para o Tribunal de Justiça, que mostra que seus membros vão além das letras jurídicas", destacou ele, pontuando que espera reforçar, em sua chegada à Academia, a importância da cultura popular na literatura.

O novo membro da entidade também frisou que sua responsabilidade aumenta por suceder a Luiz Carlos Fontes de Alencar, "homem de grande cultura jurídica". No discurso de posse, Edson Ulisses dedicou parte substancial do tempo para realizar o que chamou de "uma noite de homenagem póstuma" ao seu antecessor. "Fontes de Alencar era um cavalheiro, dono de um memória invejável", afirmou.

Edson Ulisses de Melo é autor de duas obras: "Reflexões Cidadãs", uma coletânea decorrente da elaboração de discursos, palestras e artigos, sendo alguns de cunho jurídico e outros voltados para temas que fazem uma análise crítica da sociedade e "Sabedoria Popular", que como o nome sugere, enfoca a cultura popular em seus vários segmentos, fruto de vários anos de observação ao longo de suas andanças e viagens.Ele foi membro fundador da Academia Sergipana de Letras Jurídicas.

Prestigiaram a solenidade o governador Jackson Barreto, o presidente da Assembleia Legislativa, deputado estadual Luciano Bispo, a vice-prefeita Eliane Aquino, o presidente da Câmara de Vereadores de Aracaju, Nitinho Vitale, o presidente do Tribunal de Contas do Estado, o conselheiro Clóvis Barbosa, o procurador-geral do município de Aracaju, Netônio Machado, entre outras autoridades.

Texto e imagens reproduzidos do site: aracaju.se.gov.br