quinta-feira, 28 de setembro de 2017

Estudantes participam de concerto educativo da Orsse










Publicado originalmente no site da SECULT, em 27 de setembro de 2017

Estudantes participam de concerto educativo da Orsse

Alunos da rede pública de ensino assistem ao espetáculo do Circuito Musica Brasilis

Uma manhã de interação entre estudantes da rede pública de ensino e músicos da Orquestra Sinfônica de Sergipe marcou a sessão educativa do Circuito Musica Brasilis nesta quarta-feira, 27. A apresentação serviu como ensaio para a última execução do projeto que acontecerá na noite de hoje no Teatro Tobias Barreto, a partir das 20h30. O Circuito já passou por diversos estados do país, e encerra a temporada de concertos em Sergipe, com a direção da cravista e pesquisadora Rosana Lanzelotte.

Participaram da sessão educativa do projeto as instituições: Escola Estadual Jacintho de Figueiredo Martins, Escola Estadual Manoel Franco Freire e a Orquestra Jovem. O concerto homenageia o grande compositor José Maurício Nunes Garcia numa série em que a música clássica é contextualizada por roteiros teatrais.

A diretora do espetáculo Rosana Lanzelotte agradeceu a experiência de encerrar a série de apresentações em Aracaju e ressalta a importância de repassá-la para as crianças numa sessão educativa. “Tem sido muito oportuno terminar o Circuito Musica Brasilis nesta capital, pois passei uma parte da minha vida aqui. Essa parceria com a Orquestra Sinfônica de Sergipe e as Secretarias de Cultura e Educação foi bastante importante para o desenvolvimento deste concerto didático. Essas peças provavelmente irão mudar a concepção deles do que é música brasileira”, ressaltou.

Paulo Fernandes é coordenador da Escola Estadual Jacintho de Figueiredo Martins e admirador da música brasileira tocada pela orquestra. “Um momento como este é necessário para que os alunos conheçam a boa música e cada vez mais valorize sua própria cultura. É uma iniciativa maravilhosa para essas turmas, conhecerem de perto a música clássica”, salientou.

O estudante David Nunes que é integrante e violinista da Orquestra Jovem participou da sessão educativa do Circuito e afirmou que o momento serviu de aprendizado para suas próximas apresentações. “Para nós que somos jovens, esse momento foi bastante relevante. Muitos que vieram não conheciam as peças, e com isso, já serviu de aprendizado”, disse.

Texto e imagens reproduzidos do site: cultura.se.gov.br

quarta-feira, 27 de setembro de 2017

Celebração a Cosme e Damião segue até 25 de outubro

Santos médicos realizavam consultas gratuitas, 
principalmente às crianças 
Ilustração: arquivo Portal Infonet.

Na data, é tradição distribuir doces às crianças.
Foto: Pixabay.

Publicado originalmente no Portal Infonet, em 27/09/2017.

Celebração a Cosme e Damião segue até 25 de outubro

Durante a comemoração, é comum a distribuição de alimentos

Religiões de matrizes africanas começam, nesta quarta-feira, 27, as comemorações a Cosme e Damião. A data foi celebrada ontem, 26, pela Igreja Católica. Segundo a crença dos religiosos, os santos gêmeos eram médicos que realizavam consultas gratuitas e cura, atendendo principalmente a crianças. Durante a comemoração, é comum a distribuição de alimentos como caruru e doces.

De acordo com Fábio Maurício Santos, dirigente espiritual do Centro de Umbanda Caboclo Tupy, o ato de oferecer doces às crianças era praticado pelos próprios santos. “Como trabalhavam pela cura das enfermidades do corpo, geralmente para as crianças permitirem esses cuidados, eram ofertados doces”, explica.

Outra explicação para a tradição está ligada à Lei do Ventre Livre, que foi promulgada no dia 28 de setembro de 1871. “A tradição é muito antiga. Segundo alguns historiadores, aqui no Brasil, há ligação com a Lei do Ventre Livre. Durante a comemoração da data, as crianças recebiam água com açúcar e comidas típicas, como o caruru, como um ato de agradecimento", acrescenta.

“Para a Umbanda, esses espíritos são grandes mestres de cura espiritual e também do corpo físico, representam a pureza, alegria e a simplicidade de viver”, ressalta Fábio Maurício. Segundo o dirigente espiritual, no Centro Caboclo Tupy, o período é comemorado com a visitação a orfanatos e creches. A comemoração aos santos segue até o dia 25 de outubro.

por Jéssica França.

Texto e imagens reproduzidos do site: infonet.com.br

Mais da metade dos sergipanos não pratica atividade física

Foto: Will Rodrigue/F5 News.

Publicado originalmente no site F5 News, em 26/09/2017

Mais da metade dos sergipanos não pratica atividade física

Por F5 News

Menos de quatro em cada dez sergipanos praticam algum tipo de atividade física rotineiramente. A conclusão é de um levantamento inédito feito pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud). O estudo mostra ainda que os homens praticam atividade física mais do que as mulheres, assim como as pessoas com maior renda têm mais acesso à prática esportiva.De acordo com o Relatório de Desenvolvimento Humano Nacional 2017 - Movimento é Vida: Atividades Físicas e Esportivas para Todas as Pessoas, cuja base de dados foi o ano de 2015, naquele ano 38,7% dos sergipanos entrevistados disseram praticar esporte. Entre os homens, o índice ficou em 42% e entre as mulheres, 35,8%. Sergipe é 7ª unidade da Federação em que as pessoas mais praticam atividade física.“Os dados analisados reforçam a compreensão de que realizar atividade física e esportiva não se restringe somente a uma decisão individual, mas é também produto de como a sociedade pauta a vida coletiva. Isso significa que aconselhar os indivíduos a praticar mais exercícios, sem criar oportunidades efetivas para as pessoas se engajarem com as práticas, nem enfrentar os condicionantes sociais que limitam o envolvimento, dificilmente mudará o cenário”, diz o relatório.O levantamento, que traz dados sobre o perfil da prática esportiva no Brasil, faz recomendações aos governos nas áreas de saúde, educação, esporte e desenvolvimento humano.De acordo com o Pnud, a intenção do estudo é “contribuir para o aumento das práticas esportivas de modo a oportunizar patamares mais elevados de desenvolvimento humano para todos".O estudo aponta o pouco interesse pelas práticas esportivas como uma situação cultural. Como consequência, temos uma geração presa ao sedentarismo, que pode resultar num caminho de problemas de saúde, estresse e depressão, mas, segundo o professor de educação física, Caio Cezar, especialista em Fisiologia do Exercício, com persistência e força de vontade é possível conquistar um estilo de vida mais saudável.“A primeira recomendação é fazer uma avaliação do quadro clínico com um médico e, após a liberação, procurar um professor de educação física, que vai elaborar um programa de treino individualizado com foco nos objetivos necessários à manutenção da saúde e da qualidade de vida”, diz Caio Cezar.

Texto e imagem reproduzidos do site: f5news.com.br

Livro ‘Sara’ será lançado no Museu da Gente Sergipana

Obra de Zeza Vasconcelos é o primeiro
 romance ficcional do autor
Foto: Divulgação/Edise.

Publicado originalmente no site G1 SE., em 26/09/2017

Livro ‘Sara’ será lançado no Museu da Gente Sergipana

Obra conta uma história de amor em meio a ditadura militar.

Por G1 SE, Aracaju

A história de amor entre um casal, em meio à ditadura instalada no Brasil em 1964 é retratada no novo romance ficcional, publicado pela Editora Diário Oficial de Sergipe (Edise). A obra de José Vasconcelos dos Anjos, mais conhecido como Zeza Vasconcelos, é seu segundo livro. O livro será lançado na terça-feira (3), às 17h, no Museu da Gente Sergipana Gov. Marcelo Déda, em Aracaju.

Zeza Vasconcelos é médico, artista plástico, músico, gourmet e escritor. Seu amor pela literatura surgiu em sua infância quando seus pais lhe contavam histórias. Na adolescência ia frequentemente à Biblioteca Pública Estadual, que na época ficava na Praça Fausto Cardoso, ler e pegar livros emprestados. “Cada livro transforma um pedacinho do leitor, uns mais, outros menos, mas a todos transforma, porque somos obrigados a criar e questionar enquanto lemos”, comenta.

O interesse pela escrita surge logo em seguida. Ainda na adolescência, Zeza começou a escrever alguns poemas, mas foi na década de 1990, em uma oficina literária organizada pela Universidade Federal de Sergipe, que o autor passa a escrever contos com regularidade. “Tive contos finalistas em concursos, publicados em coletâneas, mas só publiquei meu primeiro livro de contos em 2016, ‘O Herbanário de Tia Finha’ e ‘Outras Curtas Estórias’”, relata.

O autor conta que o desenvolvimento da história aconteceu naturalmente em sua imaginação. “Escrever para mim é algo orgânico e os personagens acabam ganhando vida própria. Cabe a mim ir procurando os caminhos e as saídas, para não perder a verossimilhança do que estou contando”, explica Zeza Vasconcelos.

Segundo Zeza, a história contada em ‘Sara’ não é baseada em nenhum fato real, mas lembra situações do nosso cotidiano. “A obra é unicamente ficcional, mas não fica distante do conjunto de fatos e histórias reais que aconteceram e ainda hoje acontecem com pessoas vivendo sob regimes autoritários. Com todas as pressões, repressões e violência instalada, a vida continua. Pessoas vivem, trabalham, sofrem, amam, mas ninguém fica incólume em uma ditadura”.

Texto e imagem reproduzidos do site: g1.globo.com/se

The Baggios é indicado para o Grammy Latino

Foto: Anne Godoneo

Publicado originalmente no site do Jornal da Cidade, em 26/09/2017 

The Baggios é indicado para o Grammy Latino

Duo sergipano concorre na categoria Melhor Álbum de Rock ou Música Alternativa.

Por: JornaldaCidade.Net

Em plena turnê pela América do Norte e vivenciado uma nova fase na carreira, a banda sergipana The Baggios está entre os indicados para a 18º edição do Grammy Latino com o terceiro disco “Brutown”. A lista dos indicados saiu nesta terça-feira (26) e o duo formado por Julio Andrade (guitarra e voz) e Gabriel Carvalho (bateria) concorre na categoria Melhor Álbum de Rock ou Música Alternativa.

Foi com surpresa que a banda recebeu a notícia e, pelas redes sociais, expressaram a satisfação em concorrer ao maior prêmio da música latina. “Estamos extremamente chocados e felizes. Nosso filho coruja acabou de ser indicado ao Grammy Latino. Que sorte a nossa poder trabalhar com tanta gente incrível e generosa. Muito obrigado a todos que contribuíram com essa obra. É tudo nosso”, comemorou o duo.

Na mesma categoria em que a The Baggios concorrem ainda Blitz, com o álbum “Aventuras II”, Curumim com “Boca”, Metá Metá com “MM3”, e Nando Reis com “Pomar”.

Texto e imagem reproduzidos do site: jornaldacidade.net

Exposição “Pescadores Urbanos” inicia no Mirante da 13 de Julho

 Exposição 'Pescadores Urbanos' é aberta no mirante.

 Fotos mostram a rotina dos pescadores de Aracaju.

 Olhares fotográficos são bastante diferenciados.

 Exposição tem registros de cinco fotógrafos
 e curadoria de José Aquino.

Público compareceu a inauguração.
Fotos: Felipe Martins.

Publicado originalmente no site da PMA, em 26/09/2017.

Exposição “Pescadores Urbanos” inicia no Mirante da 13 de Julho

O Mirante da 13 de Julho, unidade da Fundação Cultural Cidade de Aracaju (Funcaju), possui mais uma atração para os visitantes e turistas que passam pelo local. Foi inaugurada na noite desta terça-feira, 26, a exposição “Pescadores Urbanos”, de curadoria do fotógrafo José Aquino e que possui registros fotográficos de Augusto Gentil, Camila Rodrigues, Danielle Pereira, Igor Azevedo e Rose Oliveira. Todos foram alunos de Aquino. 

“Já estamos na 13ª edição desta exposição sempre com um tema diferente e este ano temos este tema “Pescadores Urbanos”. Aracaju é uma cidade com muitos rios e mares e com muitos pescadores seja por trabalho ou por lazer, e demos este nome porque muitos que estão ali pescando também tem diversas profissões como pedreiros, pintores e entre outras”, afirmou o curador José Aquino.

O grupo de fotógrafos e alunos de Aquino é bem diversificado e possui desde idosos como o economista aposentado Augusto Gentil a jovens como a Camila Rodrigues.

“Fico muito feliz de estar participando de mais uma exposição como esta. Uma oportunidade de poder mostrar nossas fotos, o nosso olhar sobre os pescadores de Aracaju. Foram vários dias registrando este momento e agora estamos aqui mostrando o resultado para o público”, destacou Augusto Gentil. 

Para a estudante de arquitetura e fotógrafa, Camila Rodrigues, de 21 anos, um dos pontos fortes da exposição é esta questão de ser formada por registros de vários olhares. “É muito bom ter fotógrafos de várias idades porque mostra a visão de cada um. A geração de Gentil tem uma outra forma de enxergar, já a minha tem uma característica diferente como o desfoque e espaços vazios. Nesta exposição tivemos que mudar o nosso campo de visão e nos adaptar a um pouco da rotina dos pescadores. Chegamos a acordar quatro da manhã para acompanhar a saída deles para o rio, para o mar”, explicou Camila.

Para a coordenadora do mirante, Christine Hillmann, receber a exposição é mais uma prova de que o mirante está aberto aos artistas sergipanos e além de ser um ponto de atendimento aos turistas, é um espaço cultural que valoriza o trabalho local. “É uma exposição que já tem tradição, afinal é a 13ª edição e desde a primeira edição ela acontece aqui no mirante. São vários artistas que adotaram o mirante como meio de divulgar o trabalho deles. Aqui recebemos um público muito mais amplo do que em uma galeria e um público bastante diversificado, ou seja, leva o trabalho deles para outras pessoas. Também é um atrativo a mais para os turistas no nosso espaço cultural”, ressaltou Christine.

A exposição ficará em exibição no Mirante da 13 de Julho até o dia 10 de outubro. O mirante abre de terça a sexta, das 9h às 17h e aos sábados e 8h às 12h. Para mais informações o telefone é o 3179-2192.

Texto e imagens reproduzidos do site: aracaju.se.gov.br

terça-feira, 26 de setembro de 2017

Mamulengo de Cheiroso abre inscrições para curso

Participantes iniciarão o estudo sobre 
os processos de animação de bonecos.

Publicado originalmente no Portal Infonet, em 26/09/2017.

Mamulengo de Cheiroso abre inscrições para curso

Grupo prepara um curso completo de teatro de animação

O grupo Mamulengo de Cheiroso abre inscrições para a “Oficina de Teatro de Bonecos”. Prestes a completar 40 anos de existência, a companhia oferta uma complexa e completa formação para atores, artistas, profissionais e estudantes que pretendem atuar ou atuam desenvolvendo trabalhos com o teatro de formas animadas.

Da história e estética do Teatro de Animação à consciência corporal, da dramaturgia à música no teatro de bonecos, da construção dos bonecos às técnicas de atuação e animação, passando pelo figurino e chegando até à construção de um espetáculo. Tudo isso será ensinado aos participantes deste curso que terá como facilitadores Aglaé Fontes, Augusto Barreto, Marlene Barreto, Mary Barreto, Paula Barreto, Artur Barreto e Mayra Alves.

Os participantes iniciarão o estudo sobre os processos de animação de bonecos, proporcionando aos participantes a possibilidade de experimentar e entender os aspectos do teatro de bonecos enquanto linguagem cênica específica, extremamente rica em imagens e significado. Serão estudadas a fundamentação, filosofia e espirito do teatro de bonecos e algumas técnicas e recursos para construção de bonecos e o trabalho do intérprete, utilizando os conceitos do teatro de animação, bonecos e o próprio corpo para transformar estes elementos em personagens com características próprias, autonomia, vontades e desejos.

A “Oficina de Teatro de Bonecos” acontecerá na sede do Mamulengo de Cheiroso -localizado à Rua Igaruana, 127, Conjunto Beira Mar I, bairro Aeroporto -  entre os dias 07 de outubro e 18 de dezembro, sempre aos sábados, das 8h30 às 13h30 (também ocorreram algumas aulas aos domingos, no mesmo horário), somando uma carga horária de 75 horas de formação com direito a certificação.

Para realizar a inscrição os interessados podem comparecer a sede do grupo de teatro ou realizar a inscrição pela internet, através do: 
www.e-inscricao.com/mamulengodecheiroso/cursoteatrodebonecos. 

A oficina tem o investimento de R$ 350 (à vista) ou R$ 422 (dividido em 4X no cartão). Maiores informações podem ser obtidas pelo telefone (79) 98827-7355,
via email: mamulengocheiroso57@gmail.com ou pelo Facebook: /mamulengodecheiroso.

Fonte e foto: Assessoria de Imprensa

Texto e imagem reproduzidos do site: infonet.com.br

“Eu me doo, você se dói, nós nos doemos”

Foto: Renata Lohmann/Divulgação

Publicado originalmente no site do Jornal da Cidade, em 25/09/2017 

“Eu me doo, você se dói, nós nos doemos”

Com empatia e uma sensibilidade a cada conto escrito, Michel de Oliveira acaba de lançar o primeiro livro, intitulado ‘Cólicas, câimbras e outras dores’.

Por: Gilmara Costa/ Equipe JC

É no encontro com a dor do outro, a qual ele não consegue mensurar, mas escreve em vãos brancos de papel o que seria aquele incômodo, sangrento por vezes, escondido em outros. Com empatia e uma sensibilidade a cada conto escrito, Michel de Oliveira, cria sergipana que hoje reside em Porto Alegre (RS), onde faz Doutorado, acaba de lançar o primeiro livro. Intitulado ‘Cólicas, câimbras e outras dores’, a publicação compartilha ansiedades, medos, angústias nossas de cada dia. É sobre elas, o processo de criação, a revelação do ‘eu’ e de ‘tus’, que o JORNAL DA CIDADE conversou com o jovem autor. Boa leitura e dores compartilhadas!

JORNAL DA CIDADE - Que dores são essas acumuladas em ‘Cólicas, câimbras e outras dores’?

MICHEL DE OLIVEIRA - Acredito que sejam dores silenciadas, das angústias que não se falam, de cenas tão ordinárias que são ignoradas. Muitas das histórias giram em torno de um cotidiano nada espetacular, do dia a dia que pode ser enfadonho, mas também cheio de experiências que são extremamente significativas para a vida.

JC - Foi doloroso o processo de imersão, mais popularmente falando ‘meter dedo na ferida’, e fazer escrever essas linhas de ansiedade, angústias, agonia?

MO - O processo foi mais incômodo que doloroso, pois não posso dizer que são dores minhas, isso seria muito cinismo. Melhor considerar que foi uma tentativa de me aproximar das dores alheias, em um exercício imaginativo e incompleto de entender as aflições do outro. É como se eu olhasse a vida de alguém pela janela e me deixasse me afetar, sem fazer julgamentos. Ao propor o tema das dores como fio condutor da obra, acabei me deparando com as muitas dores silenciadas das mulheres, por isso maior parte das personagens são femininas, o que me obriga a tentar compreender além de mim, de ser homem em um mundo feito por e para homens. Nesse sentido, houve um choque pessoal ao contar essas histórias, pois por mais que racionalmente discutamos a perversa condição da mulher em nossa sociedade, tudo não passa de discurso. Então, me colocar diante dessas dores fêmeas, ainda que como exercício de imaginação, me fez repensar muitas coisas. E se na ficção isso já é incômodo, na vivência de carne e osso, para a maioria das mulheres, é ainda pior.

JC - É você autor revelado ou escritos de ‘um segundo tu’? 

MO - Talvez o autor se revele quando se esconda e se mostre quando tenta se esconder. Mas mais do que projeções do meu próprio eu na história, creio que tem muito da minha visão de mundo, ou do que me incomoda por não ser compreensível, ou que me choca por ser brutal, ou que me resigna a aceitar a vida como é, com tantas incoerências. Então além do “eu” e do “tu”, que sempre se fazem presentes, tem uma busca pelo “nós”, e as dores foram o caminho para encontrar isso, o que é comum e que pode provocar alguma aproximação. Tanto que um dos personagens questiona: “Quem te dói?”. Eu me doo, você se dói, nós nos doemos, e por mais que as dores sejam sempre pessoais, o fato de doer nos une. E talvez parar de negar que há, sim, muitos momentos doloridos na vida, nos ajude a ter alegrias mais sinceras e risos menos forçados.

JC - Há quanto tempo latejavam essas dores e que agora chegam compartilhadas?

MO - O primeiro conto foi escrito em 2011, quando eu ainda trabalhava como repórter, estando sujeito às mais variadas histórias, de pessoas que comiam do lixo à mãe que presenciou o abuso da filha e teve que ficar calada escondida no banheiro para que ambas não fossem mortas. No começo, eram apenas rabiscos, que eu colocava no papel em noites de insônia, para tentar dormir quando alguma ideia ficava ecoando na cabeça. Depois decidi levar a brincadeira mais a sério e passei a organizar os contos que acabaram sendo materializados no livro. Isso foi no começo de 2015, depois que terminei o mestrado e fiquei com tempo livre. Quando consegui organizá-los, inscrevi o original em concursos e recebi o convite das editoras da Oito e Meio para publicá-lo.

JC - O livro foi uma forma de neutralizá-las?

MO - Além de ajudar a neutralizar as dores externas que se juntavam às minhas próprias dores, foi uma tentativa de expor isso de alguma forma, pois a ficção tem a estranha potência de ajudar a repensar nossa forma de estar no mundo. Talvez gritar tantas histórias incômodas seja uma forma de, paradoxalmente, tentar encontrar outras formas de existir que sejam menos dolorosas.

JC - Ao mesmo tempo, o lançamento é mais uma dor desconhecida? Tipo, uma dor de parto?

MO - Sim, o lançamento é um grande incômodo. É um processo que me deixa vulnerável, pois ao mesmo tempo em que quero expor isso para o mundo, tem a insegurança de apresentar algo seu para o julgamento público. Sempre brinco que o lançamento é um parto, mas tenho consciência que é uma metáfora cretina da minha parte. Mas se nascer alguma coisa desse processo e a cria for muito mal-educada, a culpa não é minha, ela tem vida própria.

JC - Conquistar leitores sempre é um desejo, meta como escritor ou a publicação é mais uma realização meramente pessoal?

MO - Aparentemente todo escritor oscila entre a exibição narcísica e certo desejo de encontrar alguma acolhida e diálogo com o outro. São forças bem contraditórias que motivam o processo de escrita e, mais ainda, de juntar isso num livro e publicar. Se fosse só uma realização pessoal, bastava imprimir e ficar contemplando a própria obra, ou escrever e guardar para mim mesmo, como um diário. Aí é onde entra o desejo de acolhida, de querer que essas histórias não morram em si, que também impactem o outro e faça nascer algum diálogo. O livro não se basta, a história não está nas letras, mas no fato de que alguém escreveu e outro alguém vai ler. É no encontro dessas duas pontas que a obra nasce, por esse motivo que os leitores são tão importantes quanto o autor. E o autor sempre espera que sua obra seja muito lida, pois também é um exibicionista.

JC - Depois de Porto Alegre (RS), pretende fazer o lançamento em outras cidades, especialmente em Sergipe?

MO - O lançamento em Porto Alegre aconteceu pela precariedade financeira do autor, para usar um eufemismo. E, por sorte, aqui encontrei amigos que apoiaram essa insanidade de me aventurar pela literatura. Mas sou do calor e minha fala é cantada, sou enraizado no sertão e criado com cuscuz, então espero, muito em breve, poder voltar para casa, e não só por causa do livro, mas para matar a saudade do meu povo e comer muito acarajé e tapioca.

JC - Há mais dores por vir?

MO - Sempre há dores por vir, inclusive no que se trata de literatura, pois publicar um livro não é nada fácil em um país com índices tão baixos de leitura. Mas há também muitas alegrias, um tanto de frustrações, ilusões e esperanças, pois tudo isso faz parte da vida. Tem outras histórias em andamento, muitos contos, que é meu principal gênero narrativo e, quem sabe, um romance, por que não?

Texto e imagem reproduzidos do site: jornaldacidade.net

Próxima edição do Quinta Instrumental traz duo de harpa e contrabaixo

 Thais Rabelo (harpista) e Jair Marciel (contrabaixista).

O evento tem entrada gratuita e acontece
na quinta-feira,28, às 19h, no Centro Cultural de Aracaju.

Publicado originalmente no site da PMA, em 25/09/2017.

Próxima edição do Quinta Instrumental traz duo de harpa e contrabaixo

Quando se aproxima a segunda-feira os amantes da boa música ficam na expectativa para saber a próxima atração da Quinta Instrumental, evento realizado pela Prefeitura Municipal de Aracaju, por meio da Fundação Cultural Cidade de Aracaju (Funcaju). Quem anima o evento na próxima quinta-feira, 28, é a dupla Thais Rabelo (harpista) e Jair Marciel (contrabaixista). O projeto acontece a partir das 19h, no Centro Cultural de Aracaju (antiga Alfândega).

Durante a apresentação, Thais interpretará peças solo com sua harpa e formará duo com o músico Jair Maciel, com seu contrabaixo acústico. Com repertório rigorosamente selecionado com músicas regionais e nacionais, os artistas interpretarão músicas como Ave Maria Sertaneja (Luiz Gonzaga), Rosa Amarela (Villa Lobos) e Carinhoso (Pixiguinha).

O ‘Quinta Instrumental’ é um projeto desenvolvido através do planejamento de ocupação do centro histórico de Aracaju realizado pela Prefeitura de Aracaju, onde artistas instrumentistas se apresentam todas as quintas no Centro Cultural de Aracaju.

Com o objetivo de divulgar os trabalhos dos músicos e oferecer uma opção de lazer aos aracajuanos, o projeto já está em sua sétima edição e cada vez mais vem se consolidando com teatro João Costa lotado em todas as noites do evento, que tem entrada gratuita e acontece a partir das 19h, com duração média de 1h por apresentação.

Texto e imagens reproduzidos do site: aracaju.se.gov.br

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Gustavo Paixão, idealizador da festa "Odonto Fantasy"


Publicado originalmente no site bacanudo.com

Gustavo Paixão - 20 Anos de Folia

"A "Odonto Fantasy" hoje já é mais que um show ou uma festa, é um estado de espírito".

Quando se fala em festerê em Aracaju, daquele tipo efervescente que atinge todas as classes e tribos, a primeira citação que surge é a da "Odonto Fantasy", evento que já faz parte do calendário festivo da cidade, está completando 20 anos e está a caminho em mais uma edição pra lá de poderosa, prometendo firmar-se ainda mais como a maior festa a fantasia do Nordeste.

Para tecer alguns comentários sobre a icônica festa, o BACANUDO.COM conversou com o idealizador do evento, 'Gustavo Paixão', que nos contou como tudo começou, a proporção que tomou e aonde pretende chegar depois destas duas décadas de folia ampla, geral e irrestrita, que atinge quase a unanimidade em termos de conceito de boa festa, perante a opinião pública.

Gustavo Paixão, 39, tem formação em Odontologia, porém largou a profissão no ano de 2007 quando decidiu incorporar de vez a profissão de empresário de eventos, área que corre livre, solta e de forma saudável nas veias dele. Em sociedade com o empresário 'João Menezes', pilota a 'Casa de Show Entretenimento', empresa responsável por eventos que maracaram época na capital dos sergipanos, a exemplo do 'Revéillon Luz', além dos projetos de verão: 'Oi Beach Bar', 'Pôr do Sol', Casa de Praia', 'P9 Beach Club', entre outros.

Além da "Odonto Fantasy", a dupla também está na comissão de frente pilotando a 'Nível Superior', especializada na assessoria completa de formaturas. Se não bastasse tantas ocupações, 'Gustavo Paixão' agora também enveredou pela área educacional e responde pelo curso pré-vestibular 'Uni+'.
Confira abaixo o bate-papo que tivemos sobre a "Odonto Fantasy", e fique por dentro de tudo que vai rolar no maior festerê de Sergipe, onde os personagens se revelam com direito a aplauso no começo, no meio e no final da fuzarca. Salve!  

BACANUDO - Duas décadas de realização. Você esperava que a festa viesse a tomar essa proporção?
GUSTAVO PAIXÃO - Quando a festa começou, sinceramente, não.  Depois, com o passar dos anos e a profissionalização do evento, seu crescimento foi gradual. A "Odonto Fantasy" está maior e melhor a cada ano!

BACANUDO - Conte-nos como tudo começou e qual era pretensão lá no início?
GP - Tudo começou durante a faculdade. Eu cursava Odontologia na Unit, resolvi fazer uma festa pra reunir os amigos, mas queria alguma coisa diferente do que já existia em Aracaju. Inspirado numa festa a fantasia que fui quando morei em Campinas, veio a ideia da primeira "Odonto Fantasy". Foi uma noite divertida demais e no ano seguinte todo mundo cobrou a segunda edição... e foi assim que começou a história desses 20 anos.

BACANUDO - Na sua visão de idealizador e produtor do festerê, o que você acha que mais atrai o público a ponto da catalogação desse sucesso?
GP - A "Odonto Fantasy" hoje já é mais que um show ou uma festa, é um estado de espírito. Ao longo da nossa história, construímos uma relação com o público, os nossos festeiros se identificam com a marca, mantemos um diálogo com eles durante o ano inteiro, ouvimos suas sugestões e críticas, estamos sempre atentos ao feedback que eles nos dão. Isso é fundamental pra gente organizar o evento, a gente agrada mais quando já sabe o que é que eles querem.

BACANUDO - Quando e a partir de que ponto cada edição começa a ser gerada?
GP - Imediatamente após uma edição, já começamos a pensar na próxima, porque é quando começamos a ouvir as opiniões de quem foi. Os elogios nos mostram o que deu certo e podemos repetir, as críticas nos mostram o que precisamos ajustar pra próxima edição.

BACANUDO - Como são pensadas e definidas as atrações?
GP - Sempre tentamos achar um equilíbrio entre o que o público pede e o que está fazendo sucesso no momento.

BACANUDO - Você acredita que diante da projeção alcançada a "Odonto Fantasy" caminha independente das atrações escolhidas?
GP - Em Sergipe, a "Odonto Fantasy" está bem consolidada e as pessoas que já foram, sabem que é uma noite sempre divertida.  Mas as atrações são importantes sim, são elas que chamam a atenção dos novos festeiros e também dos turistas.

BACANUDO - Sem dúvida alguma, a cada edição a responsabilidade cresce e exige novas formas de trabalho. Isso chega a assustar por não saber aonde poderá chegar?
GP - Não assusta, porque tudo é pensado e feito pra crescer mesmo, estamos sempre dispostos a profissionalizar e melhorar cada vez mais.

BACANUDO - Existe algum ponto que você acredita não ter ainda conquistado em termos de um perfeito projeto festivo?
GP - Sim, acho que ainda temos muito a melhorar, e é essa inquietação que nos faz buscar sempre coisas diferentes.

BACANUDO - Ainda persiste a ideia de levar a "Odonto Fantasy" para outras capitais ou decidiu permanecer somente aqui em Aracaju, onde ela nasceu e vem se criando?
GP - O nome da "Odonto Fantasy" é cada vez mais forte regionalmente, a possibilidade de irmos para outras capitais é algo que nos instiga.

BACANUDO - Por se tratar de 20 anos, você está enxergando uma certa sensação de resgate diante daquele público que não esteve indo há alguns anos?
GP - Sem dúvida. Várias pessoas que estiveram só nas primeiras edições vêm comentando que irão nesta edição de 20 anos. Inclusive, a campanha da festa este ano veio justamente focada nos festeiros que fizeram a história desses 20 anos de "Odonto Fantasy", o público sempre foi mesmo a maior atração da "Odonto".

BACANUDO - Pra finalizar, adiante para os leitores do BACANUDO.COM o que eles podem esperar de novidades, efeitos tecnológicos e tudo mais que irá rolar nessa icônica edição.

GP - Este ano teremos um palco lindo e inovador, assinado pela GMF Arquitetos, responsável por projetos de palcos como o do 'Festival de Verão', em Salvador. Teremos um food park com muito mais estrutura e conforto, a tenda eletrônica será uma edição exclusiva da maior festa eletrônica de Sergipe, a Vooar. O Camarote Devassa vai ter show do 'Batifun' nos intervalos, o 'Camarote Cafe de La Musique' terá toda a estrutura e conforto dessa marca que é referência em eventos bacanas pelo Brasil... essa 20ª  edição será épica!

Texto e imagem reproduzidos do site: bacanudo.com