sábado, 7 de junho de 2014

Antigas publicações destacando Augusto Maynard


Facsimile de publicações antigas, postados na página
do Facebook/MTéSERGIPE, por Robério Santos

Torre do Relógio no Mercado Municipal de Aracaju


Os antigos mercados Thales Ferraz (1949) e Antônio Franco (1926) foram restaurados e transformados num complexo que reúne história, cultura, artesanato e culinária típica, oferecendo mostras do que há de melhor na identidade do povo sergipano.

Soma-se aos antigos mercados, o Mercado Municipal Governador Albano Franco, um centro de abastecimento comercial que atrai visitantes pelo cheiro das frutas tropicais, a oferta dos frutos do mar e pela vitalidade dos feirantes.

A grande área livre situada na região dos mercados, denominada Praça Hilton Lopes, é palco para os grandes eventos que acontecem em Aracaju, a exemplo do Forró Caju.

Fonte: sergipetradetour.com.br
Foto: Tanit Bezerra

sexta-feira, 6 de junho de 2014

Licores aquecem as pré-vendas juninas.

Felipe Oliveira apresenta os licores.
Foto: São João Infonet.

Infonet - São João Quetinhas - 05/06/2014.

Licores aquecem as pré-vendas juninas. 
Com a proximidade do São João, vendas aumentam em até 60%

Tradição nas festas juninas, os licores são um dos itens mais procurados por sergipanos e turistas. Resultado de uma mistura entre álcool e frutas, a bebida continua a satisfazer o paladar e a aumentar as vendas dos comércios nos arredores do centro de Aracaju.

Trabalhando no comércio do pai desde 2001, Felipe Oliveira Santos, 22, segue a tradição da venda de licores que começou com seu avô. Segundo ele, toda a fabricação - mesmo o licor italiano de amêndoas - é do estado de Sergipe, proveniente das cidades de Aracaju e Glória.

Felipe conta ainda que, com a proximidade do São João, as vendas da bebida naturalmente crescem de 50 a 60%, mas com a proximidade da Copa do Mundo, o comércio fica ainda mais agitado.“Houve um aumento e vai haver muito mais”, relata.

Os licores são bebidas alcoólicas adocicadas e aromatizadas por substâncias vegetais, como frutas e cascas de árvores. Acredita-se que a história das bebidas começou no velho Egito, pois nas tumbas faraônicas já se encontravam receitas de elixires parecidos, desenvolvidos para alcançar a imortalidade.

A bebida leva cerca de dois anos para ganhar sabor e ir até as prateleiras de vendas. O tempo é necessário para que a o sabor da fruta incorpore à cachaça. O resultado disso é um sabor apurado e uma mudança de cor. Segundo Felipe, os sabores mais procurados são os de jenipapo e tamarindo.

A novidade para este ano é o licor de leite de cabra, que mal chegou à loja e já tem uma grande renovação no estoque. “Já estamos no terceiro pedido e o São João, praticamente, ainda nem começou”, conta.

Os licores podem ser encontrados a uma média de preço de R$ 10, o litro, no Mercado Thales Ferraz, delicatessens e casas especializadas.

Foto e texto reproduzidos do site: infonet.com.br/saojoao/2014

segunda-feira, 2 de junho de 2014

Augusto Maynard Gomes

Fac-simile reproduzido de postagem feita por Robério Santos,
na página do Facebook/Minha Terra é SERGIPE.

Quem foi Augusto Maynard Gomes?


Quem foi Augusto Maynard Gomes?

Artigo de Dércio Cardoso Reis, graduando em História pela UFS

Augusto Maynard Gomes foi possivelmente um dos políticos mais marcantes da história sergipana. Nascido em 16 de fevereiro de 1886 no Engenho Campo Redondo, em Rosário do Catete, Sergipe, filho de Manuel Gomes da Cunha e Teresa Maynard Gomes, ele faleceu em 12 de agosto de 1957, na cidade do Rio de Janeiro.

Segundo o seu biógrafo Severino Uchôa, Maynard nasceu em um período de guerra e seu nome de “Augusto” foi uma predestinação de que seria um homem voltado para campanhas militares e tarefas administrativas, assim como o aguerrido Imperador romano.

Sendo predestinado ou não, Maynard desde cedo se envolveu em revoltas que tiveram um cunho militar. Com 18 anos de idade, ainda cadete, se envolveu na Revolta da Vacina, que tinha como objetivo a deposição do então presidente da República Rodrigues Alves. O movimento foi debelado, Maynard foi desligado da Escola Militar e expulso do Exército brasileiro. Retornou para Sergipe, e acabou participando da Revolta Fausto Cardoso, em 1906.

Certamente a Revolta de 13 de julho foi o movimento rebelde de maior significação do qual Maynard participou. A revolta foi comandada por ele, Eurípides de Lima e João Soarino, militares pertencentes aos quadros do 28º BC (Batalhão de Caçadores).  A princípio foi uma resposta de apoio à revolta militar de 05 de julho de 1924 comandada por Isidoro Dias em São Paulo. Assim, em Sergipe, na manhã do dia 13, os tenentes já estavam no poder e montaram uma Junta Governativa Militar. O levante teve fim apenas em 02 de agosto de 1924.

Maynard volta para o cenário político na Revolução de 1930 que colocou Getúlio Vargas no poder. Com isso, foi anistiado, promovido a capitão e nomeado no dia 16 novembro para governador provisório de Sergipe. E no dia 19 de dezembro foi confirmado na chefia do governo na condição de Interventor Federal em Sergipe.  Ficou no cargo até 1935, quando solicitou a exoneração para concorrer às eleições indiretas para o governo do Estado. Mas foi derrotado por Eronides de Carvalho. Ficou inconformado com o resultado, a ponto de não transferir o cargo para o seu sucessor e retirou-se para sua fazenda, no município de Rosário do Catete.

Maynard voltou novamente ao cargo de Interventor Federal de Sergipe em março de 1942. Ficou até outubro de 1945, tendo deixado o cargo dois dias antes da deposição de Getúlio Vargas. Voltou para a política em 1947 como senador, e em 1952 foi promovido a general de brigada. Foi eleito uma última vez para o Senado em 1954.

Como se vê, Maynard pode ser considerado um importante personagem da história política e militar de Sergipe. O seu envolvimento em eventos tão relevantes para Sergipe e para o Brasil na primeira metade do século 20 certamente exigem de nós maiores estudos.

Dércio Cardoso Reis é Graduando em História pela UFS, bolsista voluntário do projeto “Memórias da Segunda Guerra em Sergipe”, apoiado pelo CNPq e pela FAPITEC – Edital PRONEM/2011. O artigo integra as colaborações feitas à coluna do GET. 

Foto e texto reproduzidos do site: infonet.com.br/educacao

Manifestações Folclóricas em Laranjeiras


Manifestações Folclóricas em Laranjeiras-SE.

"Laranjeiras, fundada em 1594, está a 18 quilômetros de Aracaju, as margens do Rio Cotinguiba. Foi uma das mais importantes cidades de Sergipe, sustentada pela cana de açúcar, chegou a ser cogitada a hipótese de ser tornar capital. A presença dos Jesuítas na região proporcionou um importante acervo de arquitetura religiosa, com igrejas e residências que impressionam pelos seus detalhes.

Laranjeiras é uma cidade tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – IPHAN. Além de possuir monumentos tombados individualmente. A Universidade Federal de Sergipe incluiu o Curso de Bacharelado em Arqueologia na cidade por se tratar de um sítio arqueológico a céu aberto. O Campus localiza-se no centro histórico de Laranjeiras, no Quarteirão dos Trapiches, ao lado do Mercado.

Os maiores eventos festivos da cidade são o Encontro Cultural de Laranjeiras, o Combate Lambe-Sujos e Caboclinhos e o Micareme". *

* Texto e foto reproduzidos do site realpraiahotel.com.br

Postagem originária da página do Facebook/MTéSERGIPE.

sexta-feira, 30 de maio de 2014

Antonio da Cruz, o poeta do aço.

Foto: Nailson Moura.

Antônio da Cruz é natural de Maruim e tem uma atividade bastante movimentada no mundo artístico sergipano.
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Publicado originalmente no Jornal do Dia, em 21/05/2014.

Antonio da Cruz, o poeta do aço.
Rian Santos
riansantos@jornaldodiase.com.br

A Galeria de Artes Álvaro Santos (GAAS) abriga no próximo dia 27 o lançamento do livro Crônicas do Ateliê, um registro fotográfico de Nailson Moura dedicado ao trabalho do artista visual Antonio da Cruz. No volume, mais de 50 fotografias sequenciais em que o artista é retratado na peleja com sua principal matéria prima - o aço. O lançamento celebra 40 anos de dedicação às artes visuais e propiciou uma conversa sobre os rumos do fazer artístico no coração da aldeia.

Jornal do Dia - Ao longo de 40 anos de dedicação às artes visuais, você deve ter visto e vivido momentos muito significativos do fazer artístico no coração da aldeia.

Antonio da Cruz - Sim. Principalmente porque não tenho me limitado a ser artista, mas também um militante cultural. Lembro o quanto era difícil, na década de setenta, um jornal procurar um artista plástico fora do círculo social influente para uma entrevista. As notícias sobre uma exposição quase sempre eram notas de rodapé. Rememorando, ainda, cabe citar os festivais de arte de são Cristóvão, também muito importantes para a arte e a cultura, porque oportunizou o surgimento de muitos talentos em todas as áreas.
Foi quando participei pela primeira vez de um grande evento, em 1974. Dentre os vários momentos, o esforço de organizar artistas em associação, na década de noventa, foi penoso, mas o saldo foi positivo, porque as artes visuais ganharam realmente visibilidade e artistas, antes desconhecidos, tornaram-se notáveis, a exemplo de Fábio Sampaio, Willy Valenzuela e Márcia Guimarães. Fizemos intercâmbio com várias cidades do Brasil. Antes, em1993, realizei o projeto "Galeria em Aberto", uma exposição coletiva itinerante com oficinas de história da arte, desenho e pintura. Foi inaugurado em um bar, o "Vou Levando", hoje inexistente, do cantor e compositor Cezar, com um número de pessoas que chegou a impressionar o proprietário. Esse projeto prosseguiu durante 15 dias visitando escolas e praças, sem qualquer patrocínio.
Entre 2011 e 2013, me envolvi com o Fórum de Artes Visuais. Realizamos dois seminários sobre artes visuais. O primeiro discutiu o nosso Planejamento Estratégico e o segundo a Cadeia Produtiva das Artes Visuais. Ambos passamos para a SECULT e a Funcaju. Assim ficaram sabendo das necessidades da área. Fomos ao interior ajudar os artistas a se organizarem; participando de conferências, palestras, discutindo leis de incentivo.
Quanto às minhas atividades expositivas, coletivas foram muitas. Mais de dez individuais. Têm acontecido muitas aventuras e alguns desacertos na minha trajetória, mas com a satisfação de quem quis e quer acertar. O melhor de tudo é quando vejo obras em espaços públicos para o deleite de toda a população, como o monumento aos garis e margaridas, que tem sabor da quebra de paradigma e contestação, pois somente se ergue monumento para personagens do mundo intelectual e político e se ignora quem faz o trabalho mais penoso que resulta em bem-estar geral.

JD - Eu tenho conversado com artistas de valor reconhecido, entre os nossos, e todos me parecem muito desanimados. Apatia e frustração são constantes. A responsabilidade é dos próprios artistas, ou o poder público também tem negligenciado o papel de fomentador dessa cadeia produtiva?

Cruz - A timidez do artista local é bem conhecida, muito embora esteja melhorando. Falta também união em torno de interesses comuns. Há muita disputa vaidosa, muito mais do que disputa política. Em relação ao poder público, vivi uma experiência institucional, como diretor da Galeria de Arte Álvaro Santos, entre 2001 e 2005. Estar do "outro lado" atendendo os artistas e o público se tornou uma experiência riquíssima. Pude vivenciar os limites de um gestor público da cultura, na base do escalão, ao ter de atender as demandas.
Cheguei à conclusão de que, carrear recursos para a cultura está longe das preocupações dos gestores maiores. Na minha compreensão isto decorre de certa visão positivista desde as nossas origens, segundo a qual só cabe investir naquilo que converte esforço físico em bem materialmente consumível ou utilitário, que atenda às urgências do mercado. Para grande parte dos gestores, a cultura por si acontece e pronto. A arte ainda é vista como a possibilidade de eleitos abençoados pelo dom divino e não de quem se esforça intelectual e habilidosamente para realizar obras de arte. Num país de um povo secularmente esquecido pelo poder público, os gestores têm sempre o argumento, duro, de que tem coisas mais urgentes para tratar. Outro dia, numa rede social, um cantor sergipano bem conhecido postava uma crítica à gestão municipal da Barra dos Coqueiros por instalar uma escultura de porte monumental representando um caranguejo, quando deveria estar cuidando de questões mais imediatas. Eu reagi perguntando se, pelo fato de a saúde estar deficiente se deixa definitivamente de investir no turismo; se a segurança estiver com problema se deixa de investir em cultura? Bem, se a questão é dinamizar o universo artístico ao ponto de se gerar riqueza, os gestores podem fazer estudo de viabilidade econômica das cadeias produtivas da área cultural e verão como a cultura gera emprego, renda e faz circular bens e valores pelas cidades. Os valores são também de ordem imaterial, permanente, como o conhecimento, além da satisfação das pessoas. Os espíritos elevados cultuam a inteligência, a criatividade e usufruem dos seus feitos, seja através dos sentidos ou do intelecto; assimilam as viagens dos artistas e com eles completam as metáforas que tornam as agruras da vida menos dolorosas e sugerem que vale a pena cada dia vivido. Neste aspecto. a grandeza da arte e da cultura não se limita às razões cartesianas medidas e apreciadas pelo mercado.

JD - Um esforço notável, no que diz respeito ao registro dos valores locais, é realizado pelo colecionador Mario Britto. Há que se considerar, contudo, que o olhar particular de um colecionador não dá conta da abrangência e diversidade do que é produzido em termos de artes visuais em Sergipe. Como contemplar os impulsos dos mais jovens, ainda em vias de consagração?

Cruz - Claro. Um colecionador, obviamente, tem a sua visão particular do universo artístico. Seus desejos, percepção de realidade, estética e outros valores inerentes à arte são seus. Ponto. Agora, é importante considerar que, só a iniciativa dele é louvável e tem levado outras pessoas a repensarem suas relações com o mundo artístico, conhecendo a produção local, uma vez que Mário Britto enfatiza a sua preferência pelos artistas sergipanos. Dentre os frequentadores do seu círculo social, antes indiferentes à produção local, creio que muitas passam a ter, nas suas iniciativas, referência, e assim podem vir a fazer a mesma opção que ele fez. Quanto à questão do artista jovem não contemplado pelo olhar de um crítico, cabe observar que, outros olhares se debruçam sobre seus trabalhos. O tempo de maturação é longo e suarento. O importante é o artista não sair de cena, participar de projetos coletivos, fazer intercâmbios e se inscrever em salões pelo Brasil afora, pois, além de se tornar conhecido, o iniciante pode vir a receber prêmios.

JD - A renovação dos valores não é fundamental para a vitalidade de uma cena?

Cruz - É muito importante oxigenar a cena. Lembro que, em Sergipe, na década de setenta, era meia dúzia de artistas ditos consagrados. Medalhões, como se dizia. Na década de oitenta se destacaram Elias Santos, Bené, Edidelson, Claudio Vieira, entre outros. Na década de noventa, artistas que passaram pelas oficinas de Eurico Luiz, Elias, Bené Santana e Cláudio surgiram no cenário ganhando prêmios no Salão dos Novos da Galeria Álvaro Santos e integrando o grupo de "Emergentes" - uma seleção de Djaldino Moreno, no Cultart - e assim alçados a posição de destaque. Entre tantos posso citar Jacira Moura e Marcos Vieira. Do ano dois mil em diante muitos nomes surgiram. Ainda que tenha faltado persistência da maioria, o cenário atual tem boas novidades, a exemplo de Claudia Nem, Gabi Etinger e Victor Fabiano.

JD - Em que medida, o resgate de sua trajetória, pelo livro que vai ser lançado agora, interfere na percepção da sensibilidade local?

Cruz - O livro "Crônicas do Ateliê" é essencialmente de fotografia. É parte do "Projeto Brotando das Mãos", de Nailson Moura, que resolveu fotografar artífices, artesãos, artistas plásticos e outros profissionais que se utilizam da artesania, e, com suas habilidades manuais, fazem brotar tanto o aparato utilitário do cotidiano quanto o belo artístico. As fotos foram feitas no meu ateliê ao longo de três meses, enquanto eu trabalhava. Sob o ponto de vista da fotografia, a caracterização e valorização estética estão na opção pelo preto e branco caprichoso de Nailson Moura. Sob o meu ponto de vista, encaro o livro com maior função didática. As fotos fazem o que podemos chamar de "Narrativa Imagéticas", que é o nome da exposição dessas fotos na GAAS, aberta no dia 27 de maio, às 20 horas. No livro também estão 12 artigos escritos como colaborador da imprensa local, e que, por se aproximarem da crônica, terminaram recebendo tal status. O conteúdo das crônicas tem a ver com artes visuais. Neste aspecto é possível que, alguns pitacos meus, aquilo parecido com opinião sobre o modo de fazer arte, termine provocando boas reflexões acerca de questões estéticas.

JD - A discussão estética ainda carece de um ambiente crítico favorável?

Cruz - De discussões estéticas temos carência aguda e crônica, assim como de crítica. Ainda que saibamos da fragilidade dos artistas em geral, de aceitar um comentário mais incisivo. Mas, se em Sergipe, seja por falta de bagagem ou maturidade não se discute estética, fica a suspeita de que há um alheamento ou desinteresse proposital para se preservar, da crítica, a comunidade artística e assim mantê-la na zona de conforto.

Imagem e texto reproduzidos do site: jornaldodiase.com.br

segunda-feira, 26 de maio de 2014

Fórum de Forró 2014


Infonet - São João - Quetinhas - 24.05.2014.

XIII Fórum de Forró abre festejos juninos
Rogério e Edgard do Acordeon são alguns dos homenageados

Dentro da programação oficial do Forró Caju 2014, a Prefeitura de Aracaju e a Secretaria Especial de Cultura (SEC/Funcaju) promovem o XIII Fórum de Forró. O evento marca a abertura do ciclo junino da capital.

Este ano, o Fórum homenageia os forrozeiros sergipanos Rogério e Edgard do Acordeon, além dos pernambucanos Zé Calixto e a dupla Antonio Barros e Céceu. O evento acontece nos dias 04, 05 e 06 de junho, no Teatro Atheneu, localizado na Rua Vila Cristina, 700, Bairro São José.

Criado em 2001, o Fórum do Forró tem o intuito de valorizar a história e a cultura do Forró, assim como incentivar estudos, pesquisa e debates sobre o tema. A programação desta edição inclui palestras, mesas redondas, momentos musicais, mostras e lançamento de livros.

Foto e texto reproduzidos do site: infonet.com.br/saojoao/2014

domingo, 18 de maio de 2014

Maguila vai virar filme e documentário.


Do Blog Primeira Mão, em 4 de maio de 2014.

Maguila vai virar filme e documentário.

Fã e amigo do ex-pugilista, produtor e técnico cinematográfico Josmar Bueno Junior homenageará o ídolo

(GLOBOESPORTE.COM) - José Adilson Rodrigues dos Santos nasceu no dia 12 de junho de 1958, em Aracaju-SE, e dedicou grande parte dos seus 55 anos ao boxe. Mais conhecido como Maguila, em alusão a um personagem de desenho animado homônimo criado por Hanna-Barbera, o ex-atleta vive uma luta diária contra o Mal de Alzheimer e a demência pugilística, doença atribuída aos socos sofridos nos ringues. Com 85 lutas, sendo 77 vitórias, sete derrotas e um empate no cartel, ele vai receber uma justa homenagem por tudo que já fez: terá sua vida contada em um filme e seu dia a dia em um documentário na web.

A iniciativa é do produtor e técnico cinematográfico Josmar Bueno Junior. Filho do ex-boxeadorJosmar Bueno, amigo de Maguila, ele tem o ex-campeão mundial da categoria peso-pesado como ídolo. Tudo começou quando o profissional teve uma conversa com o pai e pensou que seria justo homenagear a carreira do esportista com o que sabe fazer de melhor.

“Meu pai lutou boxe muito tempo atrás, era um cara do esporte, conheceu o Maguila e começou a ajudá-lo aqui em São Paulo. A relação sempre foi de amizade. Ele levava o Maguila para almoçar na casa dele, e eu o conheço desde garoto. Ele me levantava no colo no final de suas lutas. Eu estava conversando com meu pai um dia, disse que estava com saudades do Maguila e caiu a ficha: "Esse cara precisa ficar vivo na história com um filme". E é uma visão muito pessoal, muito distinta, dos bastidores. Sabemos tudo que aconteceu na vida dele fora o personagem, fora a mídia. Tem coisas sensacionais que precisam ser contadas”, comentou o produtor, que revela ainda que o filme terá partes ficcionais.

Andamento.

O pré-roteiro do longa já está finalizado, e Josmar está abrindo espaço para empresas interessadas para que ele saia do papel. Mas as gravações já começaram. Na verdade, juntamente com o filme, o produtor prepara um web documentário sobre o cotidiano do lutador na batalha contra o Mal de Alzheimer, descoberto há quatro anos. O material, que já vem sendo coletado há três anos, será divulgado pouco a pouco em um canal em um site de vídeos e também nas redes sociais. A ideia é colocar pessoas próximas e fãs de Maguila para dar depoimentos e contar histórias sobre ele, além de mostrar como tem sido a vida do ex-pugilista.

“Estamos fazendo um web documentário ao mesmo tempo. Mostra o processo criativo do filme e o processo dele na doença. A ideia é descobrir formas de ele ter uma melhor qualidade de vida. Vamos fazer isso até o final do filme (o objetivo é lançar a produção até as Olimpíadas do Rio, em 2016). Teremos um projeto audiovisual que entra com internet e rede social. Podemos transformar isso em uma série de TV no final. Vou começar a soltar uns vídeos na web até o lançamento do filme. Queremos tornar a coisa multiplataforma. O projeto nasce com esse DNA”, relatou Josmar, que acrescentou ainda que o longa terá uma grande preocupação estética e que será de "altíssimo padrão".

Internado.

Desde a última sexta-feira, Maguila está internado no Hospital Santa Casa de Misericórdia, em São Paulo, com um quadro de desidratação e se alimentando por sonda. De acordo com a esposa, Irani Pinheiro, o ex-pugilista segue estável, mas ainda sem previsão de alta, e não tem interagido muito por conta da sonolência, atribuída aos medicamentos. Josmar tem ido diariamente ao local e conta que, apesar de tudo, o bom humor do "ícone" Maguila aparece constantemente.

“Ele ficou feliz demais com a ideia. Tanto ele como a Irani, que é uma mulher guerreira e o ajuda muito. A vida vai distanciando as pessoas, mas eu retomei esse contato. Esse cara gosta muito de mim, e eu, muito dele. Vai além de um projeto sobre um esportista bacana, é um prazer, uma confiança mútua. Claro, não existe herói supremo. Vamos contar a história dele, e o Maguila não tem nada a esconder. Estamos conversando com algumas pessoas para o elenco, mas essa é a parte mais dura. É complicado achar "um Maguila". Existem as características, o modo como ele falava com a mídia, e essa pureza, essa delicadeza, a doçura que ele tinha e, ao mesmo tempo, lutava boxe. É um trabalho árduo. E ele também é exigente. Preferiu não dar sugestões de nome do ator principal, mas fica brincando comigo que é difícil achar um cara tão bonito”, contou.

Museu

Além do longa e do documentário na web, Josmar ainda se articula para tentar tornar possível um sonho do ex-lutador. Nascido em Aracaju, Maguila quer ter um museu no local para criar uma exposição permanente com itens pessoais de sua carreira.

“Pensamos em montar um Museu do Maguila, em Aracaju, onde ele nasceu. Vamos tentar falar com o Governo do Estado. Ele tem uma vontade imensa de que as pessoas vejam as coisas dele. Eu peço também que, todo mundo que puder, mande mensagem para ele no Facebook. Pode gravar vídeo, mandar forças, contar histórias. Hoje recebi uma história de um cara que é linda, o cara escreveu, e o depoimento vai entrar na produção. É maravilhoso, é muito legal. No fim das lutas, ele ficava três horas mandando abraço, eu gostaria demais que as pessoas mandassem abraços. Eu tenho mostrado todos os dias para ele e isso ajuda muito”, finalizou.

Aparição pública.

Há duas semanas, Maguila apareceu publicamente durante o enterro do narrador Luciano do Vale. Abatido e emocionado, ele demonstrou toda a tristeza por assistir ao enterro do jornalista e amigo. Depois de se aposentar, ele gravou um CD de samba e tentou se eleger, sem sucesso, deputado federal. Ele e a esposa são responsáveis por uma organização não governamental. Na carreira, o boxeador tem feitos como ter sido o primeiro brasileiro campeão mundial dos pesos-pesados no dia 22 de agosto de 1975, com 37 anos. O ex-atleta já entrou no ringue com lendas como Evander Holyfield e George Foreman.

Foto e texto reproduzido do blog: primeiramao.blog.br

quarta-feira, 14 de maio de 2014

Registro: XII Semana de Museus (Maio/2014)

 José Augusto Garcez.

 Obra de Horácio Hora, Peri e Ceci, 
reconstitui cena de romance alencariano

Publicado originalmente no Blog do Museu Histórico de Sergipe
MHS, em 7 de maio de 2014.

MHS NA XII SEMANA DE MUSEUS, AGENDE!

Exposição temporária
O MUSEU DE CULTURA POPULAR DE SÃO CRISTÓVÃO:
COMO SONHAVA JOSÉ AUGUSTO GARCEZ

José Augusto Garcez.

Impossível falar de museologia sergipana e não lembrar dele, no entanto, é o que aconteceu e acontece, lamentavelmente.

Quem foi o intelectual nascido em São Cristóvão (1918) que dentre suas atividades atuou no campo da museologia nas décadas de 1940 e 1950, muito antes do saber museológico ser institucionalizado enquanto curso acadêmico pela Universidade Federal de Sergipe?

Ele publicou sobre o tema a obra "Realidade e destino dos museus" em 1958, dez anos antes montou o Museu Sergipano de Arte e Tradição, ou seja, José Augusto Garcez foi da teoria a prática. Um agente cultural desta qualidade merece o título de "Pai de Museologia sergipana"?

Quer saber mais sobre este esquecido (ou injustiçado!) intelectual sergipano? O Museu Histórico de Sergipe, unidade da Secretária de Estado da Cultura, lançara a Exposição Temporária "O Museu de Cultura Popular de São Cristóvão: como sonhava José Augusto Garcez". Dia 16 de maio, sexta, 10 horas da manhã.

SARAU POÉTICO MUSA MUSEU:

Obra de Horácio Hora, Peri e Ceci, reconstitui cena de romance alencariano

Museu lembra museu, lugar mágico de poesia e música, assim começa o poema ou mais uma roda de leitura do Museu Histórico de Sergipe. Este ano o MHS já realizou a Roda de Leitura Sabores de São Cristovão e, mais recente, a Roda de Leitura Índio Cidadão (30/5). A proposta metodológica do Sarau é que durante visita monitorada os estagiários possam fazer leitura de obra literária que destaque o acervo. Exemplo: trecho da obra de José de Alencar, O Guarani que teria inspirado o artista Horácio Hora a compor Peri e Ceci em 1882. Ficou curioso? Venha para roda!

O evento faz parte da XII Semana de Museus que trás o tema "Museus: coleções criam conexões"

AGENDE:

- Lançamento a Exposição Temporária "O Museu de Cultura Popular de São Cristóvão: como sonhava José Augusto Garcez".

- Sarau Poético Musa Museu

ONDE? No Museu Histórico de Sergipe
QUANDO? dia 16 de maio
HORAS? A partir das 10:00 horas, manhã.

Fotos e texto reproduzidos do blog: museuhsergipe.blogspot.com.br


Postagem reproduzida da página do
Facebook/Minha Terra é SERGIPE,
de 13 de maio de 2014.