segunda-feira, 20 de dezembro de 2021

REGISTRO > J. Inácio (1911 - 2007)










REGISTRO de notícia publicada em 02/08/2007 


Publicação compartilhada do site GOVERNO DE SERGIPE, de 2 de agosto de 2007 


Governador destaca importância de J.Inácio para arte sergipana 


Marcelo Déda participou do velório do artista plástico, realizado na Galeria que leva o nome de J.Inácio 


Pintores, poetas, artistas, historiadores, autoridades e anônimos prestaram, na manhã desta quinta-feira, 2, as últimas homenagens ao artista plástico sergipano J.Inácio, sepultado no fim da manhã no Cemitério Santa Izabel, em Aracaju. Durante o velório na Galeria que leva o nome do artista, o governador Marcelo Déda, em nome do Governo de Sergipe, expressou condolências aos familiares e amigos do pintor e destacou a figura de J. Inácio como um dos maiores artistas plásticos e que marca, em definitivo, a história da arte em Sergipe. Após aplausos e depoimentos emocionados, o corpo do artista, que tinha 96 anos, foi conduzido em carro aberto do Corpo de Bombeiros pelas ruas da capital.

 

Um dos maiores representantes da arte sergipana, J. Inácio imortalizou a riqueza cultural sergipana em tintas e telas com bananeiras, garças, casas de farinhas e paisagens regionais. "Com suas cores e temas, J. Inácio foi capaz de mostrar, sobretudo, a alma sergipana, sua terra, seu povo e seu tempo. Ele é um dos maiores artistas do século XX e sua arte é uma das mais belas formas de conhecer o nosso Estado", declarou Marcelo Déda. 


A irreverência, a inquietude e a simplicidade do artista também foram lembradas durante as homenagens de parentes e amigos. "Era um homem que não se prendia a padrões convencionais, que vivia a vida na sua plenitude, que brincava e que sempre expressava seus sentimentos na sua arte", lembrou Railda de Oliveira, filha do pintor, que foi pai de cinco filhos, entre eles o também artista plástico Caã. 


O domínio das cores, a luminosidade, a simplicidade e o equilíbrio na composição inaciana serviram de forte influência artística nos últimos 40 anos para diferentes gerações de artistas plásticos, como José Fernandes, Adauto Machado e Elias Santos. "J. Inácio é uma âncora que mergulhou no coração de cada um de nós, que pintou os cantos e recantos da sua terra, menino que se fez homem, poeta e pintor, e que vai continuar vivo e como uma referência única para os artistas sergipanos", comentou, emocionado, o artista plástico Ismael Pereira. 


Biografia 


J. Inácio nasceu José Inácio de Oliveira, em 1911, no povoado Bolandeira, no município de Arauá, interior de Sergipe. As calçadas e paredes da sua terra natal serviram como as primeiras telas para o menino-artista que despontava. Seu talento foi exposto pela primeira vez em 1931, na antiga Biblioteca de Aracaju. Nesta época, recebeu forte influência dos amigos-pintores Jordão de Oliveira e Jenner Augusto. 


No mesmo ano, ele foi para o Rio de Janeiro, como bolsista do Governo de Sergipe, estudar pintura na Escola Nacional de Belas Artes. Durante sua permanência no Rio, foi premiado no Salão Nacional de Artes Plásticas de 1943 e 1944. Em 1951, retornou a Aracaju e passou a residir definitivamente na capital. 


Em memória ao artista plástico, a Secretaria de Estado da Cultura instituiu luto de três dias na Galeria J.Inácio. Também esteve presente ao velório o secretário adjunto de Cultura, Marcelo Rangel 


Texto e imagens reproduzidos do site: se.gov.br 

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