segunda-feira, 17 de setembro de 2018

Professora Wilma Ramos lança livro no Museu da Gente



Texto publicado originalmente no site do Portal Infonet, em 17 de setembro de 2018

Professora Wilma Ramos lança livro no Museu da Gente

A professora Wilma Ramos lança na próxima quinta-feira, 20, o livro ‘Que Vexame’. O lançamento acontece às 18h no Museu da Gente Sergipana.

O livro aborda fatos engraçados e a autora acredita que sorrir faz parte da vida.

Wilma Ramos também é autora da obra “Não Morda a Língua” que trata das novas normas ortográficas.

Por Aisla Vasconcelos

Texto reproduzido do site: infonet.com.br

sábado, 15 de setembro de 2018

Alunos de Divina Pastora vencem concurso Cultural da OAB


Alunos de Divina Pastora vencem concurso Cultural da OAB

Enquanto Ângelo Gustavo não se torna um professor de história, Jaínne Nascimento não se forma em medicina e Luciano Ferraz não entra na carreira militar, eles vão fazendo da vida arte. Orientados pela professora Irani Carvalho, da rede municipal de Divina Pastora, eles foram vencedores no 3º Concurso Cultural da OAB/SE, que foi divulgado no último 30 de agosto. Os alunos da Escola Municipal Fausto de Aguiar Cardoso conquistaram o 1º lugar e concorreram com mais de 200 crianças e adolescentes de todo o Estado. O objetivo da ação foi discutir temas relacionados à cidadania, igualdade, gênero e violência, meio ambiente, proteção aos animais, liberdade religiosa e família.

A professora Irani, que é a ganhadora da Olímpiada Nacional de Língua Portuguesa, destacou a importância do projeto. “Orientar, para mim, não é uma coisa fácil. É uma atividade desgastante, estressante. Não é fácil. É preciso conhecer o seu aluno e acreditar no seu potencial. Geralmente eu não oriento a turma inteira. Eu o informo dos concursos, explico os detalhes do edital e oriento o aluno que tem interesse, pois eu sei que se for orientar as turmas inteiras não terá um resultado positivo”, detalha sua metodologia a pedagoga, que é formada em Letras e leciona no município há mais de 10 anos.

Oportunidade e dedicação

O aluno Ângelo Gustavo afirmou sobre o processo de ensino que passou junto aos colegas. Quando a professora conversou conosco eu já sabia mais ou menos o que queria fazer e ela disse “esse é o caminho”. Depois nos passou mais algumas dicas dizendo “faça assim, veja isso, ajeite aquilo”, e, aos poucos, foi corrigindo e saiu. O estudante, que tem 15 anos, esperar cursar licenciatura em História e foi o primeiro colocado na sua categoria.

Cada aluno tem sua peculiaridade, afirma a professora. “Ângelo é o eu lírico do poema dele, quando ele escolheu a família, ele só colocou para fora. Ele vivencia o que escreveu. Jainne é uma menina muito antenada, que faz uma leitura de vida muito boa para a idade dela, depois de uma conversa, as coisas fluíram e ela desenvolveu muito bem. Ela trabalhou o tema ‘gênero e violência’ com muita leveza. É um tema difícil e ela consegui colocar na linguagem literária”, apontou Irani.

Da prática de pequenos rabiscos o aluno Luciano Ferraz conseguiu se destacar com o 1º lugar na categoria Modalidade de Desenho. Com o sonho de ser militar, o jovem se dedicou ao máximo quando viu a oportunidade de fazer um trabalho no concurso. “Quando eu vi que era desenho realista, eu percebi que era mais fácil de fazer e arrisquei”, relembrou.

A Escola também ganhou premiações em todas as categorias que se inscreveu, como foi o caso do aluno Pablo D’Alessandro Santos Lima, que recebeu Menção Honrosa na categoria Modalidade Desenho. Orgulhosa de seus alunos, a professora Irani espera conquistar mais resultados positivos em outros concursos, como o Cultural da Controladoria Geral da União (CGU). “A vida de todo mundo deveria ter um pouco mais de poesia para ficar mais leve. Tudo isso é o resultado de um trabalho que é feito com muita seriedade, com muito respeito”, destacou.

Texto e imagem reproduzidos do sitedobareta.com.br

Desfile Cívico de Salgado atrai milhares de pessoas à avenida


Desfile Cívico de Salgado atrai milhares de pessoas à avenida

Milhares de pessoas foram neste último domingo (2) acompanhar o Desfile Cívico das escolas de Salgado. A ação feita pela Prefeitura, através da Secretaria Municipal de Educação, encantou o público, movimentou a economia local e enalteceu os valores morais e cívicos da população em alusão ao Dia da Independência (07 de setembro). O evento também contou com a participação de banda marciais de outros municípios, do batalhão do Exército Brasileiro – Tiro de Guerra de Estância, e do apoio tático da Polícia Militar, que deu total segurança ao público presente.

No total, foram 10 escolas participantes, entre municipais, estaduais e particulares. A secretária municipal de Educação, Hilta Santos Silveira, afirmou que há mais de um mês já vem se reunindo com a equipe e que o resultado não poderia ser melhor. “Graças ao apoio do nosso prefeito Duilio tudo saiu como havíamos combinado. Sentamos com os diretores das escolas, contratamos um instrutor já gabaritado nesses tipos de evento e o resultado está aí. Estou feliz e acredito que todas as famílias de Salgado que acompanharam os estudantes também estão”, destacou.


O pipoqueiro José Santana Prata comemora as vendas do dia. De acordo com ele, as vendas nesse tipo de evento aumentam mais de 500%. “Geralmente, em um dia normal, vendo no máximo 50 pacotes de pipoca. Quando tem evento assim, as vendas ultrapassam os 400 pacotes. Realmente é muito bom para gente que vive da informalidade”, apontou o vendedor.

O mesmo acredita o senhor Adailton Nascimento dos Santos, que deixou a profissão de fotógrafo de lado para investir no ramo alimentício. “Com ações como essa do município, vendemos muito mais e podemos enfrentar a crise que assola o País com mais tranquilidade. O prefeito está de parabéns e espero que outros eventos venham”, torce o comerciante.

A salgadense Vanessa Cristina de Meneses foi para avenida acompanhar os dois filhos que estavam participando do desfile. “Muito bom reviver esses momentos que valorizam o cidadão, valores que precisamos resgatar e que estão esquecidos. Fico feliz pela Prefeitura ter recuperado a autoestima do cidadão com eventos que nos enchem de orgulho”, elogiou a moradora.

Para o prefeito Duilio Siqueira, o reconhecimento do público é a prova de todo o trabalho que tem feito em Salgado junto à sua equipe. “Mais uma vez provamos que é possível fazer bons projetos e boas ações para a população de Salgado, trabalhando muito e respeitando o patrimônio público. Fico muito feliz em ver os estudantes envolvidos em algo que resgata os valores morais e cívicos, envolvendo toda a família e valorizando o cidadão”, destacou.

Texto e imagem reproduzidos do sitedobareta.com.br

Funcaju entrega certificados a artistas...


 Presidente da Aaplasa, Chico Só

 Funcionário público, Carlos Alberto Andrade 
Foto: Lucas Oliver



 André Dutra Xavier (Foto: Lucas Oliver)

Presidente da Funcaju, Cassio Murilo
Fotos: Edinah Mary

Publicado originalmente no site da PMA, em 14/09/18

Funcaju entrega certificados a artistas que participaram da exposição Manifestações Culturais de Sergipe

A exposição ‘Manifestações Culturais de Sergipe’ aberta desde o dia 10 de agosto, no Centro Cultural de Aracaju, finalizou na noite desta quinta-feira, 14. O encerramento contou com a a entrega dos certificados de valorização aos artistas membros da Associação dos Artistas Plásticos de Aracaju (Aaplasa), em parceria com a Fundação Cultural Cidade de Aracaju (Funcaju). 

Na abertura da solenidade, o presidente da Aaplasa, Chico Só, agradeceu o incentivo e a valorização da Funcaju. “Estou muito feliz em condecorar 22 artistas nas mais diversas atividades. Quero parabenizar o coordenador do Centro Cultural, Mário Dias, e o presidente da Funcaju, Cassio Murilo, pela sensibilidade do apoio cultural recebido na concretização desta exposição, e o reconhecimento aos serviços prestados à cultura popular de Sergipe por meio desses artistas”, destacou.

O presidente da Funcaju, Cassio Murilo, ressaltou que é dever da Fundação preservar a memória, e ser um difusor da arte e da cultural da cidade. “Parabenizo a  Aaplasa e aos artistas pelo excelente trabalho desenvolvido, reunindo diversos elementos das manifestações culturais de Sergipe e contando a nossa história através de esculturas e telas. E, fico ainda mais feliz por saber que esta exposição foi vista por mais de 1500 pessoas, número bastante significativo e expressivo”, afirmou.

Para o apaixonado pela arte, o funcionário público Carlos Alberto Andrade, o encerramento da exposição não poderia ser melhor. “Selar essa noite parabenizando os artistas e os apoiadores com certificados é de um valor incalculável. A Funcaju e a Aaplasa estão de parabéns pelo trabalho em conjunto. Tenho certeza que quem teve a oportunidade de visitar, saiu daqui com a bagagem recheada de conhecimento sobre a cultura popular de Sergipe”, parabenizou.

André Dutra Xavier foi um dos 22 artistas que recebeu o certificado e destacou que essa iniciativa é importante para a trajetória do artista. “Estou há 20 anos no mercado artístico aracajuano, e receber o certificado de participação é um bom estímulo e de uma honra inexplicável. Além de ser um título para eu inserir no meu currículo enquanto artista plástico. Desejo que essa parceria com a Funcaju perdure por muito tempo. Afinal, fortalece a classe artística e a cidade ganha por fomentar a cultural popular local”, opinou.

Texto e imagens reproduzidos do site: aracaju.se.gov.br

sexta-feira, 14 de setembro de 2018

Luta pela democracia: Valeu a pena Sim!

Testemunhos da Comissão da Verdade precisam ser
 vistos pelos estudantes (Foto Marcelle Cristinne/ASN)

 Publicado originalmente no site Infonet/Blogs/Cláudio Nunes, em 25/02/2016

Luta pela democracia: Valeu a pena Sim!

Por Cláudio Nunes

O blog está acompanhando sim os depoimentos na Comissão da Verdade em Sergipe. Ainda não esteve presente no depoimento por alguns motivos: compromissos na Justiça (como foi o caso de ontem, 24) e outros, como nos depoimentos de Wellington Mangueira e Milton Coelho porque tinha a certeza que a emoção iria transbordar. Mangueira porque na década de 80 ele foi o responsável pela formação do então militante estudantil (este jornalista) da antiga ETFSE (chegando a fundar a Umesa em 85) no PCB. Já Milton Coelho teve uma ligação próxima a dois membros da família Nunes, quando jovem no PCB. Em 1954 ajudou na campanha de José Nunes a deputado estadual e depois substituiu Célio Nunes no jornal Folha Popular, também do PCB.

O titular deste espaço, apesar de ser uma criança quando ocorreu a Operação Cajueiro em Aracaju na década de 70, mas teve o prazer de conviver na década de 80 – com o retorno do PCB a legalidade, e antes mesmo – com camaradas como Jackson Figueiredo de Sá (já falecido), Wellington Mangueira, Laura Marques, Delmo Naziazeno, Carivaldo, Faustino Alves, Asclepiades José (Bengala). Além de conhecer outros envolvidos como Goisinho, Marcélio Bomfim e Rosalvo Alexandre, o Bocão (também falecido). Sem falar que por conta das atividades no partido do avô, José Nunes (principalmente no Centro Operário Sergipano) e do pai Célio Nunes conheceu alguns sergipanos que lutaram pela liberdade democrática, como os líderes Manoel Vicente, Gervásio Careca, Antônio Bitencourt, Durval Santana, Agonalto Pacheco entre outros.

Por ter vivido plenamente este período, Jackson Barreto deixou a emoção tomar conta ontem. Jackson, no MDB, foi um militante do PCB. Ele e Jonas Amaral eram os candidatos do partido em Sergipe.  E a memória de cada um tem detalhes enriquecedores. Parece que foi ontem. Como esquecer a crueldade que sofreram?

Alguns radicais são contra a Comissão da Verdade. Pensam que é perseguição, mas a função dela é, sobretudo, restaurar um período da história do país que precisa ser lembrada sempre. E os mais jovens precisam saber que muitos morreram, foram presos e torturados para que eles hoje possam viver a democracia plena, inclusive defendendo o radicalismo de direita e o retorno da ditadura.

Os testemunhos destas pessoas devem ser passados nas escolas públicas, assim como o curta-metragem “Operação Cajueiro, um Carnaval de Torturas.”  É preciso que o governo passe em cada escola o resumo destes testemunhos e promova o debate com os estudantes.

A ditadura foi maléfica para o país. E as ações da ditadura em Sergipe, com estes depoimentos, ficarão para sempre nas memórias dos sergipanos.

Estes depoimentos tem um valor histórico incalculável. E a emoção de cada depoimento é porque as testemunhas sabem que a crueldade que eles sofreram não foi em vão.

Valeu à pena sim!  O Brasil respira hoje a liberdade democrática.

Texto e imagem reproduzidos do site: infonet.com.br/blogs

Agonalto Pacheco: Um militante do Partido Comunista Brasileiro

 Imagem extraída do youtube.com

Foto reproduzida do Google 
Imagens postadas pelo blog Isto é SERGIPE

Texto reproduzido do site do Portal Infonet, em 24 de agosto de 2018

Agonalto Pacheco: Um militante do Partido Comunista Brasileiro

BLOGSGETEMPO
Kátia Patrícia Santos Seixas
E-mail: kpvaluar@hotmail.com
Graduada em História pela Universidade Federal de Sergipe
Pós graduada em “educação de jovens e adultos” pela UNB
Mestranda do Profhistoria pela UFS

Em conversas informais e em vários meios de comunicação, podemos presenciar discussões acerca da democracia e da ditadura. É fácil constatar a existência de uma bipolarização de pensamentos que geram constantes atritos entre as pessoas.  Muitos chegam a duvidar do fato de que teria ocorrido no Brasil uma ditadura. Diante dessas questões, faz-se necessário dar maior visibilidade àqueles que presenciaram e sofreram o autoritarismo praticado por agentes do governo militar entre os anos de 1964 e 1985.

Nesse sentido, apresentaremos um relato sobre a trajetória de Agonalto Pacheco da Silva, enfatizando sua participação política em Sergipe e as consequências de defender as doutrinas do Partido Comunista em um período no qual vigorava uma demonização acerca do comunismo.

Agonalto Pacheco da Silva nasceu em 28 de fevereiro de 1927, no município de Aquidabã, Estado de Sergipe, filho de José Francisco da Silva e Eudóxia Pacheco da Silva. Fez parte do movimento estudantil quando ainda estudava o equivalente ao ensino fundamental. Participou de movimentos que protestavam contra a guerra e o nazismo. Tais atividades despertaram sua simpatia pelo Partido Comunista Brasileiro (PCB), filiando-se ao mesmo em 1944.

A atitude, rebeldia e defesa dos interesses que estavam sendo colocados pelo Partido naquele período, muito influenciaram a opção política de Agonalto. Naquele momento, os comunistas passaram a ser vistos com simpatia por vários segmentos da sociedade brasileira, especialmente ao criticar ferozmente o nazismo. Assim, os comunistas começaram a aparecer como os antifascistas mais decididos e vistos como patriotas, prontos a qualquer sacrifício em nome dos interesses nacionais.

Ao ingressar no Partido Comunista Brasileiro, afasta-se do Movimento Estudantil e passa então a se dedicar ao Movimento Popular de Bairro, passando, através desse movimento, a ter os primeiros contatos com as organizações de massa.

Em 1947 o presidente Eurico Gaspar Dutra cortou relações com a União Soviética e pediu a extinção do Partido Comunista Brasileiro (PCB) que foi, pouco depois, declarado ilegal por decisão judicial.

Agonalto foi diretor do jornal sergipano “Folha Popular” em 1954 e entre os anos de 1958 a 1961, exerceu o mandato de vereador do município de Aracaju, pelo Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), já que o PCB tinha se tornado ilegal.

A partir dos acontecimentos desencadeados com o golpe civil-militar de 1964, Agonalto Pacheco é, então, processado. Passa a viver na clandestinidade em Aracaju. No inquérito aberto pelo Departamento de Ordem Política e Social do 28º BC, em 15 de setembro 1964, havia uma gama de acusações que procuravam aponta-lo como o mais influente instigador de greves dos trabalhadores e de passeatas contra o governo. Apresentaram seu nome como autor de todos os editoriais do jornal do PCB, “Folha Popular”, caracterizando-o, assim, como elemento de personalidade exaltada e responsável por todas as atividades consideradas subversivas no Estado.

Diante da impossibilidade de continuar com suas funções em Sergipe, transferiu-se para São Paulo, onde passou a integrar o movimento revolucionário Aliança Libertadora Nacional (ALN), chefiado por Carlos Marighela, atuando junto aos movimentos sindicais. Em 08 de janeiro de 1969 foi preso e levado ao Departamento de Ordem Política e Social (DOPS), onde permaneceu detido por oito meses, sendo submetido a vários tipos de tortura. Em 1969, membros da Aliança Libertadora Nacional e do Movimento Revolucionário 08 de Outubro (MR-8) sequestraram o embaixador norte americano, Charles Elbrick e exigiram do governo, para a libertação deste, a saída de 15 presos políticos da cadeia. Entre esses, Agonalto Pacheco, que foi levado para o México no dia 06 de setembro, passando um mês nesse país. Posteriormente, recebeu um convite do governo cubano e foi recebido por Fidel Castro no aeroporto. Passou a trabalhar no Ministério das Construções de Cuba, onde permaneceu por dez anos. Cursou filosofia em Havana e retornou ao Brasil em setembro de 1979, após a promulgação da Lei de Anistia, durante o governo de João Baptista Figueiredo.

Em 1985, Agonalto fez parte da equipe administrativa do prefeito José Carlos Teixeira, exercendo a função de secretário de governo. Nesse mesmo ano foi eleito Presidente da Associação dos Moradores do Conjunto D. Pedro I.

Sua luta alcançou reconhecimento nacional, além de estar imortalizado na foto que expõe os treze ex-militantes que foram permutados pelo Embaixador americano e que é considerada por alguns jornalistas, o retrato de formatura da oposição radical ao regime militar. Sua figura também foi imortalizada no Museu da Liberdade de São Paulo, apontando o mesmo como um dos defensores da liberdade brasileira.

Para saber mais:

SEIXAS, Kátia Patrícia Santos. Memórias de um Militante do PCB: Agonalto Pacheco. São Cristóvão, 2003.

Texto reproduzidos do site: infonet.com.br/blogs/getempo

quinta-feira, 13 de setembro de 2018

História da AVOSOS







Publicado originalmente no site da AVOSOS 

Nossa História

Era uma quarta-feira do ano de 1982 e a Fundação Beneficência Hospital de Cirurgia foi o cenário para o início dessa bela história. Maria Ruth Wynne Cardoso, mais conhecida por Tia Ruth, era uma dona de casa dedicada que resolveu destinar um pouco do seu tempo a ajudar ao próximo. Perto da sua casa ficava o hospital de Cirurgia e foi lá que tudo começou.

Tia Ruth passou a realizar visitas constantes aos pacientes internados no hospital. O setor de oncologia mexeu muito com os sentimentos da dona de casa. Ela via naqueles pacientes muitas necessidades a serem supridas. A partir de então, ela começou a atuar no setor levando agasalhos, lanches e palavras de conforto e carinho. Para essa missão, Tia Ruth contava com a ajuda preciosa de alguns amigos.

O tempo foi passando e a observação rotineira fez com que Tia Ruth percebesse as carências e o sofrimento de alguns pacientes que vinham do interior de Sergipe e de estados vizinhos para se tratar aqui. Muitas vezes essas pessoas precisavam esperar por um leito ou mesmo quando recebiam alta hospitalar, não tinham para onde ir e ficavam pelas calçadas do hospital esperando um transporte. Era muito comum pais e crianças pernoitarem por ali. Foram cenas assim que fizeram Tia Ruth abrir as portas de sua casa para acolher essas pessoas carentes. A sua residência funcionou informalmente como a primeira Casa de Apoio.

Mais pessoas se juntaram a causa ao longo do tempo e aos poucos um grupo foi se formando e conquistando o reconhecimento da comunidade, que ajudava doando roupas e mantimentos. Eram 17 pessoas trabalhando em prol de um único objetivo: ajudar e acolher pacientes oncológicos carentes.

Com tamanha proporção, o grupo sentiu a necessidade de oficializar esse trabalho. Foi em 24 de julho de 1987, após uma reunião na casa de Tia Ruth que a Associação de Voluntários a Serviço da Oncologia em Sergipe, Avosos, foi fundada. Neste dia estavam presentes Tia Ruth, Anna Lobão, Jeane Vieira, Wilson Melo, Judite Lobão, Inah Leão, Marlene Andrade, Marcelo Andrade, Silvia Maciel, Dilma de Souza e Nivalina Brás.

A partir de então, a Avosos acolhia pacientes com câncer e seus acompanhantes na Casa de Tia Ruth que passou a funcionar como sede provisória da associação. O abrigo que antes era apenas informal passa a ser sede temporária da entidade.

Desafios

Depois de fundada a instituição os desafios continuaram. Os voluntários realizavam visitas domiciliares levando palavras amigas, faziam campanhas de esclarecimento sobre o câncer infantojuvenil e arrecadavam donativos. O grupo atuava na Casa de Apoio e continuava com as visitas ao hospital, afinal, os pacientes precisavam de suporte e carinho. Naquela época muitas crianças e adolescentes abandonavam o tratamento devido às dificuldades financeiras e sociais para locomoção, alimentação, hospedagem e até mesmo pela falta de estrutura do hospital. Hoje, com o auxílio da Avosos a taxa de abandono foi reduzida a zero.

Em 1988, a Avosos conquistou sua primeira sede oficial em virtude da generosidade de uma voluntária.

Seis anos depois, em 1992, a instituição recebeu a generosa doação de uma casa, feita por um casal amigo através do intermédio da voluntária Telma Andrade. Mais ampla e confortável o local proporcionava mais comodidade aos pacientes e seus acompanhantes. A entidade começava a se desenvolver e oferecer melhores condições aos seus assistidos. A partir daí a Avosos passou a atender apenas crianças e adolescentes com câncer. Foi assim que nasceu a Casa de Apoio a Criança com Câncer Tia Ruth/Avosos.

Uma prova do reconhecimento do trabalho da instituição com os portadores de câncer no Estado, veio no ano de 1996 com o convite da Secretaria Estadual de Saúde, SES, e da direção do Hospital Governador João Alves Filho, HGJAF, atual Hospital de Urgência de Sergipe, HUSE, a implantar e administrar um serviço médico ambulatorial na área de oncologia do hospital. Além disso, a entidade assumiu o internamento sem receber nada da SES pelo atendimento hospitalar.

Mais um objetivo foi alcançado pela instituição no ano seguinte. A Avosos inaugurou a Unidade Dr. Jorge Marsillac que realizava tratamento do câncer em nível ambulatorial através de convênios. A renda ajudava a suprir as necessidades do setor oncológico do HGJAF e os trabalhos assistenciais da Casa de Apoio.

A Avosos administrou o setor de oncologia do HGJAF por quatro anos. Durante esse período o Centro de Oncologia da Unidade de Saúde consolidou-se referência regional no tratamento oncológico. No ano de 2000 a coordenação do HGJAF foi passada para Secretaria Estadual de Saúde. Mesmo não estando mais a frente da administração do hospital, a instituição continuou presente, levando lanches, palavras amigas aos pacientes oncológicos e dando todo o suporte na falta de medicamentos e de exames para as crianças e adolescentes tratados no setor.

Mudanças

Com mais de 10 anos de caminhada e novos desafios a superar a instituição passou por algumas mudanças físicas e estruturais. Mais uma nova sede em 2000. Agora mais ampla, com maior número de voluntários e profissionais constituindo a equipe multidisciplinar da entidade para melhor atender seus assistidos.

A captação de recursos também foi intensificada com a implantação do serviço de telemarketing na sede, para divulgar e arrecadar mais fundos para a Avosos. No ano seguinte, os atendimentos foram ampliados passando a atender pacientes com doenças hematológicas crônicas.

Em 2004 fundadores, voluntários e assistidos puderam presenciar a concretização de um sonho. A associação inaugurava sua sede própria: O complexo Avosos composto pela Casa Tia Ruth de Apoio a Criança com Câncer/Avosos e o Centro de Oncologia Dr. José Geraldo Dantas Bezerra antes denominado Dr. Jorge de Marsillac.

Os recursos para a construção do complexo Avosos foram doados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, BNDES, com financiamento não reembolsável da área social. Também contribuíram para a construção da sede própria o Instituto Ronald Mcdonald e McDia Feliz. Já o Centro de Oncologia foi construído com recursos próprios. A mobília da Casa de Apoio teve a contribuição da Construtora Celi e do Banco do Estado de Sergipe, Banese.

O caminho continuou sendo percorrido, muitas necessidades atendidas e mais um projeto colocado em prática. Em 2010, a Avosos inaugurou o Serviço de Oncologia e Hematologia Pediátrica – SOHEP – para somar forças no combate do câncer infantojuvenil. Atualmente, a entidade presta apoio aos casos suspeitos da doença encaminhados pelo Centro de Oncologia do HUSE.

Foi um longo processo de conquistas, lutas, perdas e muitas vitórias.

Texto e imagens reproduzidos do site: avosos.org.br

Vida de “Tia Ruth”, fundadora e presidente da Avosos, vira livro

'Tia Ruth' tem a infância e o trabalho na Avosos 
retratados em livro infantil
Foto: Divulgação

 Geane Aguiar, escritora infantil, assina
 a obra sobre 'Tia Ruth'

Fotos: Arquivo Infonet

Publicado originalmente no site do Portal Infonet, em 14 jul, 2011 
      
Vida de “Tia Ruth”, fundadora e presidente da Avosos, vira livro

As comemorações pelos 24 anos da Associação dos Voluntários a Serviço da Oncologia em Sergipe (Avosos) será marcada por uma grande homenagem à fundadora e atual presidente da entidade, ‘Tia Ruth’, com o lançamento do livro ‘A Maravilhosa História de Tia Ruth’, da escritora infantil Geane Aguiar.

A obra é uma iniciativa do Serviço Social do Comércio (Sesc) em Sergipe, através da diretora regional Excelsa Machado. O lançamento ocorre às 16h desta quinta-feira, 14, na sede da Avosos. Os exemplares serão distribuídos gratuitamente aos participantes da solenidade.

‘Tia Ruth’, como é carinhosamente chamada Maria Ruth Wynne Cardoso, começou o trabalho social há 32 anos com visitas aos pacientes com câncer atendidos pela Fundação de Beneficência Hospital de Cirurgia ao lado de mais 17 amigos. O trabalho cresceu tanto que atualmente a Avosos é uma das mais importantes instituições desse segmento no estado.

‘Tia Ruth’ diz se sentir agraciada com a homenagem, que vem a reconhecer o trabalho realizado em todos esses anos. “Quando soube do livro fiquei surpresa e muito agradecida. É uma demonstração de apreço muito grande por mim, às vezes nem sei expressar o que sinto com isso”, declara.

Para ela, os 24 anos da Avosos, que serão completados oficialmente em 24 de julho, são resultado de uma longa caminhada no apoio, solidariedade e garantia de cidadania aos mais carentes. “Estou muito feliz e agradecida a Deus por poder acompanhar o que iniciei lá atrás. Deus me incluiu em um trabalho maravilhoso. A cada dia atendemos a mais pessoas e de uma forma ainda melhor”, avalia.

Geane Aguiar, responsável por escrever o livro sobre a história de ‘Tia Ruth’, definiu o trabalho como um privilégio na carreira. “Fiquei agraciada com essa oportunidade”, diz. A obra, que como nos demais trabalhos da escritora, tem aspectos educativo e cultural, e o ponto de partida é a infância vivida por Ruth em Aracaju. “Ela teve uma infância muito lúdica, foi uma criança muito feliz”, define.

A obra também foca o trabalho iniciado por ‘Tia Ruth’ e o grupo de amigos que a ajudou no surgimento da Avosos. “Ela começou oferecendo hospedagem e comida na própria casa”, destaca.

Por Diógenes de Souza

Texto e imagens reproduzidos do site: infonet.com.br

Feira literária Universo do Saber reúne mais de três mil títulos

O acesso é gratuito e o público pode entrar e 
manusear os livros à vontade
Foto: divulgação

Publicado originalmente no site do Portal Infonet, em 12 de setembro de 2018

Feira literária Universo do Saber reúne mais de três mil títulos

A feira itinerante Universo do Saber aporta no Shopping Jardins, em Aracaju (SE), e brinda o público com mais de 3 mil títulos – entre infantis, infanto-juvenis e adultos. Na Praça de Eventos 1, próximo à Cacau Show, o visitante encontra uma diversidade de livros para o lazer da criançada e de toda a família – de clássicos, como os contos dos irmãos Grimm, aventuras de Moby Dick, a obras com personagens contemporâneos, como Peppa Pig, Detetives do Prédio Azul, passando por cadernos para colorir, de mágica e atividades, obras em inglês, romances e ficções.

Com exemplares sendo comercializados a partir de R$ 5,00, a Universo do Saber busca incentivar a leitura entre crianças, jovens e adultos e o contato com obras que estimulam a criatividade, o raciocínio e diversas habilidades. O acesso é gratuito e o público pode entrar e manusear os livros à vontade.

A feira literária funciona de segunda a sábado das 10h às 22h e aos domingos e feriados das 13h às 20h, na Praça de Eventos 1 do Shopping Jardins.

Universo do Saber

O quê? Feira literária com mais de 3 mil títulos voltados para crianças, jovens e adultos.

Quando? Até 28 de outubro. De segunda a sábado, das 10h às 22h. Domingos e feriados, das 13h às 20h.

Onde? Praça de Eventos 1 (próximo à Cacau Show) do Shopping Jardins, localizado na Av. Ministro Geraldo Barreto Sobral, 215, Bairro Jardins – Aracaju (SE).

Quanto? Acesso gratuito. Livros a partir de R$ 5,00.

Fonte: Assessoria de Imprensa

Texto e imagem reproduzidos do site: infonet.com.br

Aluna supera dificuldades de visão e vence concurso


Publicado originalmente no site do Jornal da Cidade, em 11/09/2018

Aluna supera dificuldades de visão e vence concurso

A menina de 12 anos venceu o concurso de redação do Programa Educacional de Resistência às Drogas (Proerd).

Suelen acorda cedo. Faz as atividades escolares, pratica leitura e ainda ajuda nos serviços da casa, com quem divide com o pai e cinco irmãos, no bairro Luzia. Às 12h, já está pronta para ir estudar e às 12h45, é uma das primeiras a chegar na Escola Municipal de Ensino Fundamental (Emef) Bebé Tiúba, que fica no mesmo bairro em que mora. Quem conheceu Suelen antes, com problemas de visão e dificuldades para ler e escrever, comemora com ela cada conquista. A última delas foi vencer o concurso de redação promovido pelo Programa Educacional de Resistência às Drogas (Proerd) e com auxílio dos óculos que recebeu de outro projeto: o Visão Sergipana.

“Eu escrevi sobre o que eu aprendi no Proerd. Expliquei que, antes da gente ter conhecido o programa, na minha sala tinha muito palavrão e xingamentos uns com os outros. Depois que conhecemos, o comportamento mudou, os alunos estudam mais, tiram notas melhores e aprendemos a ser cidadãos, com mais responsabilidade”, descreve Suelen Silva Oliveira, 12, aluna do 5° ano e matriculada na Emef Bebé Tiúba há dois anos.

Das 18 redações concorrentes, a de Suelen foi a grande vencedora. O prêmio, uma garrafinha de água, da cor verde, que Suelen sonhava em ter, foi comprada pela própria diretora da escola, como uma forma de incentivo e reconhecimento pela evolução da aluna. A vitória no concurso foi apenas uma das conquistas que a estudante teve através do Proerd, realizado pela Polícia Militar. Levando para casa o que aprendeu, ela conseguiu o que, talvez, seja considerado o seu maior triunfo.

“Meu pai bebia e fumava todos os dias e eu perguntei ao policial Proerd como poderia ajudá-lo a parar, já que ele tinha problemas de saúde. Cheguei no meu pai com carinho e expliquei para ele que o amava e queria vê-lo bem, sem doenças e cuidando da nossa família. Pedi para ele parar de fumar e de beber e ele começou a diminuir. Fumava 10 cigarros por dia, foi diminuindo até parar totalmente. Hoje ele não fica nem mais perto de quem fuma e de quem bebe para não ter recaída”, conta.

O exemplo para a família não parou por aí. “Eu tenho um irmãozinho, que tem oito anos, ele via meu pai bebendo e fumando e achava bom. Ele dizia que, quando crescesse, faria igual. Mas, hoje, ele não pensa mais assim. Sabe que bebida e cigarro fazem mal, que prejudica. Eu acho muito importante o Proerd estar na minha escola por isso, porque ajudou a mim e a minha família”, completa.

PROERD

O Proerd, programa que ajudou Suelen e diversos outros estudantes da rede municipal de ensino, é a versão brasileira do programa norte-americano Drug Abuse Resistance Education (Dare), surgido em 1983, em Los Angeles. O programa consiste em uma ação conjunta entre um policial militar devidamente capacitado, chamado 'Policial Proerd', professores, especialistas, estudante, pais e comunidade no sentido de prevenir e reduzir o uso de drogas e a violência entre estudantes, bem como ajudá-los a reconhecerem as pressões e a influência diária para usarem drogas e praticarem a violência, e a resistirem a elas. No Brasil, o programa foi implantado em 1992 e, em Sergipe, atende a estudantes do 5° ano.

“Ela participou do Proerd e levou para a família, o pai deixou de beber e fumar por causa dela. Foi uma inversão em que a filha levou os valores para casa, para o pai. Ela não é a filha mais velha, mas é nítida a preocupação que tem com a família. Projetos como este são muito importantes e eu abraço todos aqui na escola, pois vem para somar. Se o Departamento de Educação da Semed aprovar, eu permito que seja desenvolvido aqui, pois, educação de qualidade não se faz sozinho”, afirma a diretora da Emef Bebé Tiúba, Auridete Santana.

LEITURA

Melhor redação, evolução no rendimento escolar, ensinamentos levados para casa. Nada disso teria sido possível para Suelen sem a leitura. No entanto, não foi fácil para a menina descobrir essa paixão, os problemas de visão foram descobertos na própria escola e Suelen foi beneficiada por mais um projeto, fruto de uma parceria entre a Secretaria Municipal da Educação (Semed) e a Sociedade Sergipana de Oftalmologia (SSO), o Visão Sergipana.

“Ela chegou aqui muito caladinha e com muitas dificuldades de aprendizagem, mas sempre bastante interessada e querendo aprender. Ela não conseguia enxergar nem o que escrevia e a professora percebeu. Em abril, a Suelen recebeu os óculos do Visão Sergipana e hoje está como a melhor aluna da turma. A autoestima melhorou e ela já quer cuidar dos colegas, fazendo um trabalho de monitoramento na biblioteca. Ela é uma pessoa que sonha e, enquanto estiver aqui nessa escola, eu darei todo o apoio”, conta a diretora Auridete.

Após ajudar o pai a se livrar dos vícios, agora, Suelen deseja ser exemplo para o resto da família. Apaixonada por gibis, ela conta que a leitura será uma forma de ajudar os irmãos menores. “Eu sempre gostei de ler. A gente esquece tudo a nossa volta e viaja na leitura. Eu leio em casa também mas, preciso aprender mais porque tenho dois irmãos que não sabem ler ainda e quero ensinar a eles, por isso tenho que saber direitinho. Nossa mãe foi embora quando éramos muito pequenos e eu e minhas irmãs mais velhas ajudamos a cuidar deles”, relata.

Segundo Suelen, todo esse empenho em ajudar na educação dos irmãos menores é com o objetivo de combater o preconceito. “Eu incentivo a leitura porque meu pai vem de uma família branca e eles são muito preconceituosos. Mas eu aprendi que não pode julgar as pessoas. Pode ser branca, negra, amarela, gay, travesti, lésbica, todos são gente, são iguais a mim”, afirma.

VISÃO SERGIPANA

Os problemas visuais de Suelen foram percebidos pela equipe pedagógica da escola devido a erros gramaticais e dores de cabeça que a estudante sentia. Com a chegada do projeto Visão Sergipana, Suelen e outros alunos foram contemplados. O Visão Sergipana é um projeto da Sociedade Sergipana de Oftalmologia, que visa diagnosticar erros refrativos em crianças em idade de alfabetização. Em parceria com a Semed, contempla estudantes da rede municipal de ensino.

A primeira etapa é a triagem oftalmológica nas escolas com alunos do 1° ao 3° ano, ou com estudantes que, mesmo não estando nessas turmas e nessas faixas etárias, seja detectado que precise muito do atendimento, como foi o caso de Suelen. Depois, os que necessitam de consultas oftalmológicas, são encaminhados para clínicas e hospitais de Aracaju e, aqueles que seja comprovada a necessidade do uso de óculos de grau, recebem o acessório. Quem precisa de exames complementares, também conta com a parceria de oftalmologistas que atendem ao projeto. Tudo de forma gratuita.

O programa foi lançado em abril de 2018, quando 30 estudantes de seis escolas municipais receberam armações e lentes. Até agora, alunos de 40 escolas já passaram pela triagem e em outras 21 unidades os estudantes já passaram pelo exame em clínicas oftalmológicas. Deste total, quase 50 alunos já receberam os óculos. “Para que o lançamento acontecesse em abril, a movimentação já existia desde novembro de 2017, com triagens e consultas. O que marca o Visão Sergipana não é apenas a recepção dos óculos mas, também, essa participação na própria escola”, explica a coordenadora de Políticas Educacionais para a Diversidade (Coped/Semed), Maíra Ielena Nascimento, setor que coordena e executa as atividades junto a SSO, entidade presidida pelo oftalmologista Gustavo Melo.

“A resposta pra gente vem em substantivos próprios. É a Suelen, o Ibson, o Edilson, o Marcos, a Maria Eduarda. São crianças e adolescentes lendo, tirando notas boas, se superando, melhorando a autoestima e aprendendo”, completa Maíra.

Sendo beneficiada por dois projetos, frutos de parcerias da Semed com outras instituições, Suelen já sabe muito bem o que quer para o futuro. “Quero ser policial Proerd porque eu acho muito bom o que eles fazem ‘com’ e ‘pelas’ crianças. Eu acho que a educação pode mudar a vida das pessoas. Se você não estuda, você não é nada. Quero que o Brasil seja um lugar melhor, com mais educação e saúde, que as pessoas que moram na rua tenham onde ficar e os que não têm emprego possam trabalhar e que não exista mais preconceito e corrupção”, deseja a menina de 12 anos, que descobriu que também pode ajudar a mudar o mundo.

Texto e imagem reproduzidos do site: jornaldacidade.net