Fotos: Silvio Oliveira.
Infonet > Blog Silvio Oliveira > 06/08/2015.
Canindé do São Francisco (SE): Feira é atração turística.
Cheiro, gosto e cor do sertão de Sergipe.
Por Silvio Oliveira.
Encontro de tradições sertanejas na feira livre. Foto:
Sílvio Oliveira
Galinha de capoeira ou carne de bode? Adicuri, ouricuri ou
coquinho? Mel, melaço ou cabau? Fumo de rolo ou cigarro de palha? Difícil de
responder, mas nas feiras livres do sertão de Sergipe, a tradição e o cotidiano
viraram atração turística. E não poderia ser diferente em Canindé do São
Francisco, distante 213km de Aracaju.
No Alto Sertão de Sergipe fica localizada Canindé do São
Francisco, famosa por lá situar a hidrelétrica de Xingó e o Cânion do São
Francisco, um dos destinos turísticos mais visitados de Sergipe. Mas há quem
diga que o mercado público e as feiras livres de Canindé são as expressões mais
detalhadas da cidade. É lá onde o turista encontra os cheiros, cores, gostos e
tradições da população.
A feira livre da cidade tem virado atração. O turista
encontrará desde frutas e verduras aos mais autênticos produtos da culinária
sertaneja, a exemplo de manteiga de garrafa, ovos de galinha de capoeira,
rapadura, além de temperos e artefatos em couro.
Os doces caseiros enrolados na palha e os produtos
confeccionados à base de milho e coco, a exemplo do beiju, pé de moleque,
malcasado, viraram souvenires nas mãos dos turistas. A rapadura é embalada para
viagem e de lá segue para os mais diversos cantos do país.
Não é por menos que a cidade já recebeu um festival da
goiaba e do quiabo. Por conta da fartura da fruta, na feira pode-se encontrar
goiabada e balas da fruta que ganham formato para presente.
A vedete das feiras da região é o coquinho extraído ainda
verde de uma palmeira tipicamente brasileira, denominado de ouricuri. Por meio
do povo simples o ouricuri ganhou variações de nomes também sendo chamado de
adicuri ou simplesmente dicuri ou licuri.
A palmeira pode produzir até oito cachos com mais de 1.500
coquinhos cada. E todo mundo que tem um pé de dicuri no quintal, quando nota
que os frutos estão num tom amarelo vermelho, sabe que está na hora de cortar o
cacho e colocá-lo para secar. Depois é quase que uma diversão em família. O
quebrar do coquinho geralmente com uma pedra é quase que uma brincadeira. E
depois saborear a noz que tem um sabor de coco é como se estivesse saboreando
uma tradição de infância nas cidades do interior do Nordeste. O doce de
ouricuri ou o soverte também podem ser apreciados.
Na parte superior da feira livre, os bares e restaurantes
populares servem desde o sarapatel a carne de sol assada com feijão verde. Se
tiver uma conversa mais amigável com um dos proprietários, a galinha de
capoeira pode ser adquirida e cozida lá mesmo. Ai é só aproveitar o sabor do
sertão, fotografar as tradições da feira e levar na bagagem os presentinhos com
cheiro, gosto e cor do sertão de Sergipe.
Texto e imagens reproduzidos do site:
infonet.com.br/silviooliveira
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